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Ranking internacional mostra que UFSC tem 35 pesquisadores entre os mais influentes do mundo

Ranking tem duas listas de produção científica: uma pela carreira do pesquisador outra pelo ano 2024. Foto: divulgação/UFSC
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tem 35 pesquisadores entre os mais influentes do mundo, considerando suas carreiras. O dado está em uma atualização do ranking internacional divulgado pela empresa holandesa Elsevier, voltada à área de publicações técnicas e científicas. A lista considera os 100 mil cientistas mais bem posicionados em critério criado para o ranking ou que tenham destaque em uma subárea específica.
O levantamento considera um índice – chamado c-score – calculado de acordo com o desempenho dos pesquisadores em número de citações, proporção de referências em publicações, entre outras métricas. São pesados no cálculo também, como forma de controle, as autocitações e as publicações formalmente desacreditadas pela comunidade científica, quando é o caso.
Produção até 2024
O ranking da Updated science-wide author databases of standardized citation indicators foi publicado em 19 de setembro. Ele traz duas listas dos pesquisadores mais influentes do mundo: uma que considera a carreira inteira do pesquisador e outra que leva em consideração apenas a produção científica de 2024. A UFSC tem 35 nomes na primeira lista e 32 pesquisadores na segunda. Há 16 pesquisadores da UFSC que aparecem em ambas as listas.
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Estudantes da UFSC vencem concurso estadual e lançam primeira cartilha educativa sobre Zootecnia do CRMV-SC
Acadêmicos do curso de Zootecnia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desenvolveram a primeira cartilha educativa do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina (CRMV-SC), voltada à divulgação e valorização da profissão entre estudantes do ensino médio. O material, intitulado Desvendando a Zootecnia – Zootecnia é a profissão do futuro e o futuro começa agora, foi o trabalho vencedor do concurso educacional Zootecnia em Foco, promovido pela Comissão de Ensino em Zootecnia do CRMV-SC.
A equipe da UFSC foi formada pelos estudantes Cristian Specht Dewes, Camilli Schuler Fernandes Costa e Ana Carolina Zappas Moreira, sob orientação do professor Márcio Cinachi Pereira. Como prêmio, os autores receberam inscrições e passagens aéreas para participar do 34º Congresso Brasileiro de Zootecnia (Zootec), realizado entre os dias 7 e 10 de outubro de 2025, em Salvador (BA) — o maior evento da área na América Latina.
Durante o congresso, a equipe apresentou o projeto ao público, acompanhada da estudante Caroline Simão, também do Centro de Ciências Agrárias (CCA/UFSC).
O concurso
O concurso desafiou estudantes das universidades catarinenses a criar uma cartilha educativa com entre 12 e 16 páginas, voltada a jovens do ensino médio que desejam conhecer mais sobre a profissão ou que ainda não a conhecem. Os trabalhos foram avaliados com base em originalidade, criatividade e qualidade técnica, e a versão final do material contou com revisão e design profissional.
Segundo o CRMV-SC, a iniciativa busca aproximar o ensino superior da educação básica, despertando o interesse de novos talentos para a área. “O conteúdo da cartilha foi pensado para mostrar o papel essencial do zootecnista na sustentabilidade e no futuro da produção animal”, destacou o conselho.
A cartilha “Desvendando a Zootecnia” está disponível para download no site do CRMV-SC: cartilha zootecnista
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Comunidade universitária é convidada a propor eventos para o Novembro Negro na UFSC
A Coordenadoria de Relações Étnico-Raciais (Coema) e a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) convidam a comunidade universitária e a comunidade externa a participar dos eventos do Novembro Negro, durante todo o mês em que se celebra o Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro.
As propostas de atividades e eventos podem ser encaminhadas até 31 de outubro, por meio do formulário on-line disponível na página novembronegro.ufsc.br.
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TCC defendido na UFSC dá origem a portal dedicado à literatura independente

As jornalistas Isadora Camello e Juliana Carvalho, criadoras do Portal Sága. Foto: Divulgação/Agecom/UFSC
O jornalismo e a literatura independente se encontram no lançamento do Portal para literatura independente, iniciativa criada pelas jornalistas Isadora Camello e Juliana Carvalho, egressas do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O evento será realizado na terça-feira, 21 de outubro de 2025, às 19h, no Pátio Milano, em Florianópolis, com entrada gratuita.
A programação contará com uma roda de conversa com a escritora catarinense Marina Hadlich, mediada pelas idealizadoras do projeto. O encontro propõe um diálogo sobre os desafios e o potencial da literatura independente no Brasil, além de apresentar o Sága, portal dedicado à cobertura crítica, entrevistas e reportagens sobre autores, editoras e projetos literários fora do circuito comercial.
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Inscrições abertas para a Jornada de Pensamento Social e Político Brasileiro da UFSC
Estão abertas as inscrições para a Jornada de Pensamento Social e Político Brasileiro da UFSC, que ocorrem nos dias 24 e 28 de novembro, nas modalidades online e no Auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas. As inscrições são obrigatórias para quem precisar de certificado e devem ser feitas separadamente na modalidade virtual e na modalidade presencial.Nas atividades da agenda virtual, haverá programação de segunda a quinta, às 14h. Já no evento presencial estão previstas duas atividades na sexta: uma de pensamento político brasileiro, às 10h, e outra de pensamento social brasileiro às 14h, realizadas com o apoio do Projeto 3D – Democracia, Desenvolvimento e Direitos.
As Jornadas de Pensamento Social e Político Brasileiro da UFSC têm sido organizadas nos últimos anos pelo grupo Pindorama (Núcleo de Estudos em Pensamento Social e Político Brasileiro), coordenado pelo professor Rafael Mantovani, do Departamento de Sociologia e os estudantes da pós de Ciências Sociais.
Mais informações: https://www.instagram.com/jornada.pspb.ufsc
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Seminário nacional destaca papel estratégico da segurança universitária e defesa da educação pública
Entre 6 e 10 de outubro, o auditório da Associação dos Docentes da UnB (ADUnB) sediou a 31ª edição do Seminário Nacional de Segurança das IFES e EBTTs – Segurança Pública e Comunitária em Defesa da Carreira, da Universidade Pública e Democrática. O encontro reuniu servidores técnico-administrativos da área de segurança de institutos e universidades de todo o país, em uma agenda de debates, formação e articulação voltada à valorização da carreira e à defesa da educação pública.A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi representada pelo secretário de Segurança Institucional, Leandro Oliveira, – e dos servidores da SSI, Teles Espíndola e Geraldino Barbosa -, que participou de mesas e reuniões com gestores e profissionais do setor. Para ele, a segurança universitária deve ser tratada como dimensão estratégica do quadro técnico das instituições, com impacto direto no ensino, na pesquisa, na extensão e na administração. “Estamos falando de vidas. Estudantes, técnicos e professores que circulam diariamente por universidades e institutos federais em todo o país. Segurança na comunidade acadêmica não é um detalhe operacional: é condição básica para que ensino, pesquisa, extensão e administração aconteçam”, afirmou.
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UFSC inaugura Sistema Agrifotovoltaico para integrar produção de alimentos e energia solar

Inauguração do Sistema Agrivoltaico instalado no Laboratório de Energia Solar Fotovoltaica da UFSC. Fotos: divulgação
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) inaugurou, na tarde de 14 de outubro, o Sistema Agrifotovoltaico instalado no Laboratório de Energia Solar Fotovoltaica, no Sapiens Parque, em Florianópolis. Participaram do evento o reitor, Irineu Manoel de Souza; o superintendente de Projetos da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (Propesq), William Gerson Matias; o professor Ricardo Rüther, e a pesquisadora Marília Braga, do laboratório. A nova infraestrutura é considerada um marco para a pesquisa em energia solar na instituição e um passo decisivo na transição para um modelo energético mais sustentável e eficiente, alinhado às demandas da sociedade.
Desenvolvido em parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), o sistema integra, no mesmo terreno, a geração de eletricidade por meio de painéis solares e a produção agrícola. O objetivo é avaliar a viabilidade técnica, econômica e ambiental dessa combinação, utilizando áreas tradicionalmente dedicadas ao cultivo para também abrigar placas fotovoltaicas – seja em estruturas elevadas sobre as plantações, seja em cercas solares. Com isso, busca-se ampliar o aproveitamento do solo, produzir energia limpa e manter a eficiência produtiva das lavouras.
As pesquisas contemplam o teste de diferentes espécies vegetais para identificar aquelas que melhor se adaptam à redução parcial da incidência direta de luz, sem perdas significativas de produtividade. Serão analisadas configurações de sombreamento, distanciamento e altura dos painéis, com o propósito de maximizar simultaneamente a geração de energia e o rendimento agrícola. A Epagri é responsável pela condução das atividades relacionadas às culturas, enquanto a UFSC lidera o desenvolvimento, a implementação e a avaliação das soluções fotovoltaicas.
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UFSC recebe sistema de última geração para pesquisa de câncer, diabetes e outras doenças

Segundo o CCB, as características do equipamento o tornam único em seu gênero na América do Sul. Foto: divulgação
O Laboratório de Bioenergética e Estresse Oxidativo (Labox) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebeu um sistema de última geração que pode ser utilizado em pesquisas sobre câncer, diabetes e distúrbios neurológicos ou cardíacos e doenças neurodegenerativas. O equipamento foi adquirido por meio de um edital em associação com o Laboratório de Metabolismo Energético da Universidade de Califórnia, Irvine, nos Estados Unidos.
O EXOID, novo equipamento do Centro de Ciências Biológicas (CCB), é uma ferramenta de alta precisão que permite estudar partículas tão pequenas que são medidas em nanômetros, o que corresponde a 0,0000001 centímetro. As estruturas estudadas pelos Labox estão presentes em sistemas vivos e, por isso, são chamadas de nanopartículas biológicas, como vírus, lipoproteínas, lipossomos, nanopartículas lipídicas e vesículas extracelulares.
O foco de interesse do Labox são as vesículas extracelulares, que atuam na comunicação entre as células, transportando moléculas como proteínas, RNAs mensageiros e até organelas, como mitocôndrias, fundamentais na respiração celular.
A capacidade do EXOID de caracterizar e quantificar vesículas com alta precisão possibilita a pesquisa sobre as funções vitais e as atividades que ocorrem dentro das células, assim como os mecanismos envolvidos em diversas doenças. Assim, o equipamento pode ser utilizado em pesquisas sobre câncer, diabetes e diversos distúrbios. É possível investigar como essas nanopartículas participam da comunicação celular ou como seus padrões se alteram em diferentes condições de saúde. Isso contribui para a identificação de informações úteis no diagnóstico, no acompanhamento da progressão de doenças e na eficácia de tratamentos.
O sistema se diferencia porque facilita a medição individual de cada partícula e permite a análise de amostras menores com rapidez e precisão. A detecção é feita por pulsos elétricos. Cada partícula passará por uma membrana com poros nanométricos. Quando a partícula atravessa um poro, causa uma pequena variação na corrente elétrica, um pulso que permite saber o tamanho e a quantidade de partículas, e dessa forma, identificá-las.
O Labox mantém colaboração estreita com o Laboratório de Metabolismo Energético (E-Lab), do CHOC Children’s Hospital, instituição afiliada à Universidade de Califórnia, desde 2020. “Embora recente, a associação tem se mostrado altamente produtiva e bem-sucedida no fortalecimento da cooperação internacional”, afirma a professora Alexandra Latini, integrante do laboratório. As pesquisas na área contribuem para o fortalecimento do CCB na investigação em nanobiologia, biotecnologia e medicina translacional.
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UFSC homenageia professores pelo 15 de outubro
Nesta data especial, celebramos o impacto transformador que professoras e professores têm em nossa comunidade acadêmica. O compromisso incansável com o ensino, a pesquisa, a extensão e a inovação molda o futuro e inspira gerações. Com profunda gratidão e respeito, parabéns pelo seu dia!
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Audiência pública nesta sexta sobre Política de Segurança da UFSC
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) convida toda a comunidade universitária — estudantes, TAEs e docentes — para audiência pública de apresentação e debate da proposta de Resolução Normativa que dispõe sobre a Política de Segurança Institucional da UFSC. O encontro será nesta sexta-feira, 17 de outubro, às 16h, no Auditório do Centro Socioeconômico (CSE) e terá transmissão pelo canal do YouTube da TV UFSC.
A participação é essencial para qualificar o texto normativo, esclarecer dúvidas e recolher contribuições que orientem a implementação de uma política de segurança alinhada aos princípios acadêmicos, à proteção de pessoas e patrimônios e ao respeito aos direitos da comunidade. Participe, traga sua opinião e ajude a construir coletivamente esta política institucional.
Aspectos da política
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10º episódio do ‘Estúdio Ciência’ aborda importância dos estudos de Arqueologia no Brasil
Pirâmides do Egito, grandes escavações e até dinossauros são elementos que costumam surgir no imaginário das pessoas quando se fala em Arqueologia. Mas será que isso está correto? No décimo episódio do Estúdio Ciência, o historiador e arqueólogo Lucas Bueno, professor do Departamento de História da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), explica que a Arqueologia é a ciência que estuda as sociedades humanas. O episódio será exibido no canal aberto 63.1 nesta quarta-feira, 15 de outubro, às 18h, e também no YouTube.Lucas faz pesquisas em Arqueologia Brasileira e tem experiência em estudos sobre tecnologia lítica, povoamento da América, arqueologia do Brasil Central, da Amazônia e da região sul do Brasil. Na entrevista, ele esclarece que a Arqueologia pode estudar as sociedades humanas em qualquer tempo e lugar – não necessariamente apenas no passado – a partir das coisas materiais. “A arqueologia também pode estudar as sociedades do presente através dos artefatos”, explica ele.
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Fórum Ecoar: aliança comunitária quer transformar territórios por meio da extensão universitária
Saneamento precário, mobilidade insuficiente, vulnerabilidade social são alguns dos problemas de Florianópolis que estão mapeados, diagnosticados e documentados em pesquisas acadêmicas. Mas como transformar esses dados em ação? Como fazer a universidade transpor seus muros e devolver à sociedade, em forma de solução, o conhecimento que produz? É nessa ponte entre academia e comunidade que atua o Fórum Ecoar, uma aliança comunitária que reúne Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), e ainda 56 organizações e movimentos sociais para construir respostas coletivas aos desafios dos bairros da capital catarinense.A parceria tornou-se institucional em 27 de julho de 2024, quando a UFSC e o Fórum Ecoar firmaram o Protocolo de Intenções para a Curricularização da Extensão. O reitor, Irineu Manoel de Souza, e o coordenador do Fórum, Eugênio Luiz Gonçalves, assinaram acordo alinhando a universidade às diretrizes da Resolução CNE/CES nº 7/2018 e consolidando uma estratégia que leva a comunidade universitária aos territórios, transformando-os em laboratórios vivos de aprendizagem, pesquisa e transformação social.
O protocolo reconhece que os territórios são espaços onde problemas e potencialidades locais inspiram soluções criativas, sustentáveis e socialmente justas, em sintonia com o princípio constitucional da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. Para a pró-reitora de Extensão da UFSC (Proex), Olga Regina Zigelli Garcia, o regulamento “reconhece que o conhecimento, para ser emancipador, precisa circular, dialogar e se reinventar em contato com as realidades concretas da sociedade”.
Na avaliação de Olga Regina, a parceria “desloca a universidade de uma lógica vertical para uma horizontal e colaborativa, na qual o conhecimento é coproduzido com as comunidades”. Mais do que uma colaboração acadêmica, trata-se de uma aliança pela democracia e pela justiça social, que reconhece a comunidade como coautora do conhecimento e protagonistas da mudança.
Ao estabelecer a parceria, a UFSC reafirma sua vocação pública e cidadã, fortalecendo a extensão como via privilegiada de aproximação entre universidade e sociedade. A iniciativa visa mobilizar estudantes, docentes e técnicos-administrativos das três instituições públicas de ensino superior a atuarem diretamente nos territórios, aprendendo com as comunidades e contribuindo para soluções em educação, cultura, saúde, meio ambiente, habitação e economia solidária.
Da experiência comunitária à articulação institucional
Criado em 2021 e articulado pelo administrador aposentado da UFSC, Eugênio Luiz Gonçalves, o Fórum nasceu da experiência concreta de autogestão comunitária. Morador da Costa de Dentro desde 2010 e voluntário do conselho comunitário local, Eugênio testemunhou como a comunidade gere há 35 anos o abastecimento de água para 199 famílias por meio do CODEN, sem apoio do poder público. Essa vivência, somada à participação em conselhos municipais e em imersões de estudantes da UFSC em projetos de saneamento e resíduos sólidos, sedimentou uma convicção: a universidade precisa estar presente nos territórios, transformar pesquisa em política pública e disponibilizar seu conhecimento à sociedade de forma continuada.“Os alunos vão ao bairro, fazem pesquisa, a informação morre na sala de aula”, sintetiza Eugênio. Para ele, o abismo entre o discurso de “cidade inteligente” e a realidade dos territórios, com baixa cobertura de saneamento e alta vulnerabilidade, evidencia a urgência de uma mudança de método. O Fórum propõe grupos de trabalho interdisciplinares e permanentes atuando em bairros-piloto por ciclos sucessivos de diagnóstico, ação, avaliação e retorno, garantindo soluções progressivas.
Projetos em ação nos territórios
Na prática, a curricularização da extensão na UFSC já ganha corpo em projetos que respondem a demandas concretas das comunidades. No segundo semestre de 2024, iniciativas como o Fesinova — Fortalecendo a Economia Solidária no Distrito do Pântano do Sul, e o curso “Empreendedorismo e Projetos Sociais: da Ideia à Transformação Comunitária” aproximaram lideranças locais e acadêmicas.
Projetos como “Regenera Lagoa”, que promove a regeneração do Parque Natural Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição, e o guia de Turismo na Comunidade do Pântano do Sul evidenciam a integração entre conservação ambiental, inclusão produtiva e planejamento territorial. A salvaguarda do patrimônio material e imaterial da pesca artesanal na Barra do Sul, as ações de inclusão digital de idosos (Conexões Costa de Dentro), a Escola Sustentável com foco em Lixo Zero e a criação da Feira da Costa para pequenos empreendedores ilustram um leque de ações orientadas ao bem comum e à geração de renda com base comunitária.
A “Escola de Extensão da UFSC” ampliou esse alcance ao ofertar capacitações diretamente ligadas às necessidades dos bairros: formação para gestores comunitários e associações de moradores, captação de recursos para projetos locais, cursos práticos para cuidadoras e familiares de idosos com Parkinson e demência, educação alimentar e energética, orientação sobre imposto de renda, horta comunitária e compostagem urbana, programação e desenvolvimento de sistemas, design aplicado à gestão comunitária, entre outros.
Governança participativa e plataforma digital
O Fórum funciona com governança compartilhada, participativa e democrática. De um lado, reúne conselhos e associações de moradores, movimentos sociais e lideranças comunitárias articulados em redes; de outro, mobiliza as três instituições – UFSC, Udesc e IFSC -, para executar ações de extensão articuladas a ensino e pesquisa aplicada, com impacto direto nos bairros.
Eugênio informa que a aliança é suprapartidária. “Política pública, não política partidária”, afirma. Para ele, a ciência é o elo capaz de unir frentes distintas em torno de problemas comuns.
A plataforma digital do Ecoar (ecoar.ufsc.br) funciona como ferramenta de gestão e ponte entre demandas comunitárias e oferta universitária. Neste site, qualquer pessoa pode registrar e acompanhar o status das demandas.
Perspectivas futuras
No horizonte próximo, o Fórum Ecoar está se alinhando ao projeto UniCOM (Universidade–Comunidade), inspirado no formato do Projeto Rondon, porém aplicado de forma contínua e territorializada, bairro a bairro. Um dos marcos fundamentais nesse processo foi a elaboração do Relatório Diagnóstico Participativo de Florianópolis, coordenado pelo Observatório de Inovação Social de Florianópolis (OBISF/Udesc), que contou com a participação ativa das três IFES, além de lideranças comunitárias e movimentos sociais. Esse processo reuniu e sistematizou mais de 460 demandas dos distritos, registradas no relatório “Diagnóstico Participativo de Florianópolis: Olhares dos Distritos sobre a Cidade”, apresentado publicamente com ampla presença da sociedade civil e de representantes políticos.
A partir desse esforço, articulado pelo Fórum Ecoar, está se consolidando uma rede colaborativa entre universidades e territórios, com o objetivo de transformar os diagnósticos em intervenções concretas nos bairros. A proposta é organizar frentes integradas de extensão, pesquisa e ensino para enfrentar problemas prioritários — como saneamento, mobilidade e vulnerabilidade social — por meio de metodologias de imersão nos territórios e de acompanhamento contínuo dos resultados.
Eugênio também propõe a criação de uma incubadora social interinstitucional, voltada à economia solidária e criativa, para apoiar quem já empreende por necessidade nas periferias. “O nosso maior recurso é a inteligência”, diz, criticando a concentração de esforços apenas na interface universidade–indústria e defendendo que a mesma potência se volte aos bairros.
O chamado é direto: com cerca de 100 mil pessoas circulando entre UFSC, Udesc e IFSC, há capital humano para transformar realidades locais. O Fórum oferece a ponte, a governança e a plataforma.
Convite à participação
O Fórum Ecoar reforça o convite à participação de estudantes, docentes e técnicos das três IFES a integrarem uma aliança comunitária que conecta a universidade às demandas reais dos bairros. A proposta é fazer da cidade um laboratório vivo, onde saberes acadêmicos, técnicos e populares se encontram para construir soluções coletivas orientadas pelo bem comum, sustentabilidade e justiça social.
Para a comunidade universitária, o Ecoar representa uma oportunidade concreta de colocar a extensão no centro da formação e da vida acadêmica: estudantes podem cumprir a curricularização com projetos de impacto real; docentes podem articular disciplinas e pesquisas às necessidades dos territórios; técnicos podem aportar conhecimento aplicado à gestão pública e comunitária.
A efetividade do protocolo depende do engajamento ativo da comunidade universitária. É necessário construir uma cultura institucional de participação, sensibilizar para o valor pedagógico, social e político da extensão, criar condições para a atuação nos territórios e reconhecer, institucionalmente, o mérito desse engajamento. “O êxito será medido pelas vidas tocadas, vínculos criados e saberes compartilhados — não por documentos assinados”, concluiu a pró-reitora.
Organizações comunitárias e coletivos podem formalizar a entrada na rede pelo Formulário de Adesão.
Moradores, lideranças e grupos podem encaminhar necessidades do bairro pelo Formulário de Demandas.
Grupos de extensão, laboratórios e disciplinas podem identificar demandas “em aberto” no site ecoar.ufsc.br e propor a adoção, iniciando o ciclo de trabalho conjunto.
Mais informações:
Rosiani Bion de Almeida | Divisão de Imprensa do GR
imprensa.gr@contato.ufsc.br -
Curso CannCiência oferece formação pioneira em Endocanabinologia com certificação da UFSC
Em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o Instituto Dalla lança uma nova edição do curso CannCiência, Endocanabinologia para Profissionais da Saúde, programa que tem se destacado por unir rigor científico, prática clínica e impacto social. As aulas serão realizadas de novembro de 2025 a abril de 2026, no formato online e assíncrono, totalizando 180 horas de carga horária com certificação da UFSC.Inscrições
As inscrições estão abertas de 13 a 31 de outubro, com investimento de R$ 960,00. Para integrantes da comunidade universitária da UFSC, o valor é reduzido pela metade. O curso é voltado a profissionais e estudantes da área da saúde, como médicos, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, psicólogos e nutricionistas, mas também recebe interessados de outras áreas que buscam compreender o potencial científico e terapêutico do sistema endocanabinoide.
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Programa de Pós-graduação em Física da UFSC abre processo seletivo para mestrado e doutorado
O Programa de Pós-graduação em Física (PPGFSC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está com processo seletivo aberto para mestrado e doutorado, para ingresso no primeiro semestre de 2026.
Podem se inscrever para o mestrado pessoas egressas de cursos de graduação em Física ou em áreas afins. Para o doutorados, podem se inscrever pessoas com mestrado em Física e áreas afins. São 40 vagas para o mestrado e 40 para o doutorado.
As inscrições devem ser feitas pelo formulário on-line até 22 de outubro de 2025. Após todas as etapas do processo seletivo, o resultado final do processo seletivo será divulgado em 11 de novembro.
Para mais informações, acesse a página do processo seletivo.
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Evento de acolhimento aos novos TAEs traz reflexões sobre o papel do servidor na UFSC

Apresentações artístico-culturais marcaram a abertura do Evento de Acolhimento aos novos servidores. Fotos; Gustavo Diehl/Agecom/UFSC
Quatro apresentações artístico-culturais da Companhia de Dança da UFSC marcaram a abertura do Evento de Acolhimento aos novos servidores técnicos-administrativos em Educação, realizado na tarde de segunda-feira, 13 de outubro, no Auditório da Reitoria. As performances, repletas de vigor estético e delicadeza, refletiram o espírito da programação, que buscou integrar e ambientar os recém-empossados da instituição. Além disso, o evento contou com uma palestra e um café de socialização, sendo transmitido online para agregar também os técnicos lotados nos campi da Universidade.
A iniciativa faz parte do Curso de Iniciação ao Ambiente Institucional, promovido pela Coordenadoria de Capacitação de Pessoas (CCP), vinculada à Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp). O curso, que será realizado de 13 de outubro a 17 de novembro de 2025, terá um formato híbrido, com carga horária de 33 horas, e visa oferecer subsídios essenciais para que os novos servidores construam suas trajetórias na UFSC.
A cerimônia contou com a presença de representantes da Prodegesp, como a pró-reitora Sandra Regina Carrieri de Souza e o diretor do Departamento de Desenvolvimento de Pessoas (DDP), Guilherme Fortkamp. Em sua fala, Guilherme destacou a importância do momento, tanto para os ingressantes quanto para a universidade, que se fortalece “com a chegada de vocês e das suas bagagens de conhecimentos, experiências, novas ideias e muita energia”. Ele apontou a UFSC como “um ambiente de crescimento profissional, de aprendizado contínuo e de realização pessoal” e ressaltou o papel de pertencimento como base do compromisso da instituição pública, que “há 64 anos transforma vidas”.
O diretor também enfatizou a relevância dos técnicos-administrativos no suporte ao tripé universitário — ensino, pesquisa e extensão. “Sem o nosso trabalho, não seria possível que essas atividades acontecessem”, afirmou. Ele aconselhou os ingressantes a aproveitarem as ações de capacitação e o curso, que foram descritos como “repleto de informações importantes para o dia-a-dia de trabalho, o desenvolvimento na carreira e a integração com os colegas e com a cultura universitária”.
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Inscrições abertas para curso sobre linguagem computacional LaTeX, para a edição de textos, na UFSC Joinville
O Campus de Joinville da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promove curso sobre LaTeX, uma linguagem computacional para a edição de textos voltado para a área da escrita científica. O curso, que se inicia em 20 de outubro, é parte de um projeto de extensão que permitirá que a comunidade acadêmica do Centro Tecnológico de Joinville (CTJ) e comunidade em geral conheçam e usem a ferramenta como parte da formação. As inscrições podem ser feitas por formulário online..O LaTeX é amplamente usado pela comunidade acadêmica para a elaboração de relatórios, artigos, teses, apresentações e outros. Serão introduzidos conceitos básicos para se iniciar e aprofundar nos recursos que oferece a plataforma. Inicialmente o curso é voltado para estudantes monitores, em iniciação científica, em planejamento e produção do Trabalho de Conclusão de Curso, fornecendo uma ferramenta alternativa para a elaboração de documentos acadêmicos.
O curso será realizado presencialmente nos dias 20 e 21 de outubro e 3 de novembro, das 16h20 às 18h, conforme cronograma. No dia 4 de novembro, terça-feira, haverá aula remota de caráter opcional.
Mais informações no site ou pelo e-mail romulo.castillo@ufsc.br.
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Estudante da UFSC tem trabalho reconhecido ao analisar cooperação Sul-Norte
A pesquisa A dimensão política das práticas de metrificação da cooperação para o desenvolvimento: uma análise da inclusão da dimensão Sul-Norte nos relatórios ‘Cooperação Brasileira para o Desenvolvimento Internacional’ (Cobradi) conquistou o segundo lugar no I Seminário Nacional Atores e Agendas de Política Externa, realizado na Rio de Janeiro no mês de setembro. O estudante de Relações Internacionais Bernardo Almada apresentou o estudo que tem a orientação da professora Iara Leite.Cobradi é uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que levanta dados sobre a cooperação entre o Brasil e outros países. Centenas de organismos públicos de todos os níveis da federação participam. O estudo premiado busca entender quais instituições podem ter influenciado a decisão de incluir a dimensão Sul-Norte nas análises.
Análises indicam que os relatórios apontam para a importância de instituições federais e programas financiados por instituições como a CAPES e a CNPQ como “ponta de lança” para a integração do Brasil nos fluxos de cooperação internacional.
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15 de outubro: Antonieta de Barros, educadora que instituiu o ‘Dia do Professor’

“Educar é ensinar os outros a viver; é iluminar caminhos alheios; é amparar debilitados, transformando-os em fortes; é mostrar as veredas, apontar as escaladas, possibilitando avançar, sem muletas e sem tropeços” – Antonieta de Barros
Na data de 15 de outubro celebra-se o dia dos professores e professoras do Brasil, homenagem que foi instituída pela catarinense Antonieta de Barros, em 1948. A educadora, jornalista, intelectual e mulher negra também escolheu a educação como missão de vida e instrumento de transformação social.
Nascida em Florianópolis (1901), aos 21 anos fundou um curso que leva seu nome para alfabetizar quem não tinha condições financeiras, conduzindo-o por três décadas. Em sala de aula, ensinou Português e Literatura; na imprensa, escreveu mais de mil artigos e criou a revista Vida Ilhoa; na política, tornou-se, em 1935, uma das primeiras mulheres eleitas e a primeira mulher negra a assumir um mandato popular no Brasil. É de sua autoria o projeto que instituiu, pela Lei nº 145 de 12 de outubro de 1948, o Dia do Professor e o feriado escolar em Santa Catarina – semente que germinou e se espalhou por todo o país.
Antonieta entendia a educação como direito inalienável, instrumento de luta e caminho para a dignidade. Em 1937, publicou o livro Farrapos de Ideias e destinou os lucros da primeira edição à construção de uma escola para crianças cujos pais estavam internados na Colônia Santa Tereza, mais um gesto que sintetiza seu compromisso com a infância e com a justiça social. Em 2023, seu nome foi inscrito no Livro de Aço dos heróis e heroínas da Pátria, reconhecimento que eterniza sua trajetória de pioneirismo e serviço público.
A história de Antonieta nos inspira a seguir lutando por uma educação de qualidade, pois, como ela mesma escreveu em seu livro: “A grandeza da vida, a magnitude da vida, gira em torno da educação.”
Neste dia, a missão de ensinar é celebrada e, que o legado da professora Antonieta seja honrado não apenas com palavras, mas com ações: valorizando a carreira docente, garantindo condições de trabalho, investindo em formação continuada, ciência e tecnologia, e assegurando uma educação inclusiva, antirracista e de qualidade para todos e todas.Antonieta já dizia que “educar é ensinar os outros a viver; é iluminar caminhos alheios; é amparar debilitados, transformando-os em fortes; é mostrar as veredas, apontar as escaladas, possibilitando avançar, sem muletas e sem tropeços.”
Que sua trajetória nos inspire a transformar realidades, abrir caminhos e ampliar vozes. Porque ensinar é um ato de coragem – e de esperança. Feliz Dia do Professor a cada um e cada uma que se dedicam ou se dedicaram a esta nobre causa!
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Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC 2026 recebe inscrições até 15 de outubro
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e o Instituto Federal Catarinense (IFC) informam que o prazo de inscrições para o Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC 2026 foi prorrogado até quarta-feira, 15 de outubro.As provas do processo seletivo serão realizadas presencialmente nos dias 6 e 7 de dezembro, com aplicação em diversas cidades de Santa Catarina. O Vestibular Unificado 2026 oferece 6.712 vagas em mais de 200 cursos de graduação, correspondentes a 70% das vagas da UFSC e 50% das vagas do IFSC e do IFC. A taxa de inscrição é de R$ 192,00 e pode ser paga até 16 de outubro.
No ato da inscrição, o candidato deverá optar por uma das três instituições participantes (UFSC, IFSC ou IFC) e selecionar o curso de graduação de interesse. O Quadro Geral de Cursos e Vagas, o programa de disciplinas e demais informações detalhadas estão disponíveis no site oficial do processo seletivo: vestibularunificado2026.ufsc.br.
Ações afirmativas
No Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC 2026, 50% das vagas são reservadas para candidatos que se enquadram nas Políticas de Ações Afirmativas. As cotas são destinadas exclusivamente a estudantes que tenham cursado todo o Ensino Médio em escolas públicas brasileiras e são subdivididas em categorias:
- Baixa renda: famílias com renda bruta de até um salário mínimo por pessoa;
- Independente de renda: para quem estudou em escola pública, sem exigência de comprovação de renda;
- Pretos, pardos, indígenas e quilombolas: a avaliação será baseada em critérios fenotípicos (para pretos e pardos) e pertencimento étnico (para indígenas e quilombolas);
- Pessoa com Deficiência (PCD): necessária apresentação de laudo médico caracterizador da deficiência no modelo disponibilizado pela UFSC e demais documentos comprobatórios.
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Parceria entre UFSC e indústria impulsiona criação de polo de tecnologia automotiva em Joinville

Cemac será instalado junto ao Ágora Tech Park, em Joinville, em uma área com mais de 2 mil metros quadrados. Imagem: divulgação
Um projeto desenvolvido em parceria entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Campus de Joinville, a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e a empresa Walbert tem a ambição de transformar Joinville em um dos principais polos de manufatura avançada, ciência aplicada e inovação industrial do País. O projeto do Centro de Excelência em Manufatura Avançada e Cluster Automotivo (Cemac) foi aprovado em uma chamada pública conjunta da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A proposta entra agora na fase de negociação com a Finep, etapa do edital que envolve o detalhamento técnico-operacional e a formalização do apoio financeiro, no montante de R$ 94 milhões. Assim que os recursos forem liberados será iniciada a implantação, que prevê a obra civil, aquisição de equipamentos e contratação de pesquisadores e bolsistas. A expectativa é de que o Cemac inicie suas atividades em 2026.
De acordo com o planejamento, o Cemac será instalado junto ao Ágora Tech Park, em uma área com mais de 2 mil metros quadrados. Trata-se de uma infraestrutura inédita em Santa Catarina, que integrará uma planta piloto industrial inteligente (smart factory), uma plataforma digital de serviços tecnológicos especializados e cinco laboratórios temáticos interconectados e voltados a áreas-chave da manufatura avançada: simulação computacional, automação inteligente, metrologia e certificação, materiais avançados e sustentabilidade industrial.
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UFSC na mídia: podcast revela mistério sobre Jorge Amado a partir de pesquisa da UFSC
O mistério em torno de uma mala esquecida por décadas e pertencente a Jorge Amado é o ponto de partida do documentário em áudio A Mala de Jorge Amado, produção inédita do Posfácio Podcast, assinada pela jornalista Stefani Ceolla. O lançamento ocorreu nesta sexta-feira, 10 de outubro, em plataformas de streaming, como Spotify e Deezer, e no YouTube.
A obra revisita um dos períodos menos conhecidos da vida do escritor baiano — os anos de 1941 e 1942, quando viveu no exílio entre Argentina e Uruguai. Embora seja um dos autores mais estudados e celebrados da literatura brasileira, com obras como Gabriela, Cravo e Canela e Tieta do Agreste, pouco se sabia sobre essa fase de sua trajetória.
O podcast
O ponto de partida do podcast é a descoberta de uma mala que o escritor deixou para trás ao retornar ao Brasil, ciente de que seria preso. O baú continha documentos, cartas, manuscritos e fotografias e permaneceu guardado por mais de 70 anos, até chegar às mãos da professora Tânia Ramos, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O acervo, hoje com mais de 1.500 documentos, oferece novas perspectivas sobre a vida política, literária e pessoal de Jorge Amado.
“Ele dizia que aqueles anos morreriam com ele. Mas os documentos mostram que, nesse período, além de escrever a biografia de Luís Carlos Prestes e viver intensamente a militância comunista, Jorge guardava outros segredos”, relata Stefani Ceolla.
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Seja voluntário(a) no Planeta.Doc: ‘Um mundo diferente não pode ser criado por pessoas indiferentes’
O Festival Internacional de Cinema Socioambiental Planeta.Doc convida estudantes e professores da UFSC a participarem como voluntários(as) nas ações do festival, que ocorrem até 6 de dezembro. A iniciativa integra cinema, educação e sustentabilidade, com foco em engajar a comunidade universitária em atividades de formação, mobilização e difusão de conteúdos socioambientais.Plataformas do festival
- planetdoc.org: mais de 300 filmes socioambientais gratuitos.
- Planeta na Escola: conteúdos e recursos pedagógicos voltados a educadores.
Objetivo
Ampliar o alcance das Sessões Educativas, envolvendo docentes e discentes para potencializar o impacto das exibições e ecoar a mensagem rumo à COP30, em prol de um futuro mais justo e sustentável.Áreas de atuação para voluntariado
- Exibições e produção.
- Comunicação e mobilização.
- Sessões educativas e mediação.
Participe e faça parte da rede que transforma o cinema em ferramenta de ação e mudança.
Inscrições pelo formulário disponível neste link
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UFSC na mídia: Estudos da UFSC previram estragos que destruíram casas em Florianópolis
O avanço da maré sobre casas na praia dos Ingleses, bairro mais populoso de Florianópolis, foi previsto por estudos assinados por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Reportagem publicada pelo portal ND+ lembra que as notas técnicas N° 06/PES/2023 e N°05/PES/2025, emitidas em outubro de 2023 e maio de 2025, alertavam sobre os riscos do alargamento por aterro, que foram realizados de janeiro a maio de 2023 no local.
De acordo com a reportagem, cerca de 12 casas foram destruídas pela ressaca nos Ingleses na última semana. O avanço da maré de 1,4 m foi registrado no Canto Sul da praia.
O coordenador do Programa de Pós-Graduação em Oceanografia da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), o oceanógrafo Pedro de Souza Pereira, foi ouvido pela reportagem e disse que o problema está na falta de medidas complementares de proteção natural após a conclusão da obra de dragagens e aterros. O pesquisador lembrou que, nos Ingleses, foi feita a engorda, só que não foram colocadas dunas, sem restituição da restinga. “Em praias onde tem restinga, pode estar acontecendo o mesmo, mas o impacto é menor”, disse à reportagem.
O professor disse, ainda, que entre as soluções possíveis ao problema está a elevação do nível da faixa de areia e a criação de barreiras de proteção, como dunas naturais ou artificiais. Já o professor Paulo Horta indicou que o caso deve alterar a maneira que a legislação trata o alargamento das praias, com estudos ambientais mais profundos. Horta foi um dos cientistas que assinou as notas. Releia aqui e aqui.
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UFSC e Círculo Ítalo-Brasileiro de Santa Catarina promovem ‘Sextas Italianas’ no Palácio Cruz e Sousa
O Círculo Ítalo-Brasileiro de Santa Catarina e o Núcleo de Estudos Contemporâneos de Língua e Literatura Italiana da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promovem as Sextas Italianas. A série de encontros começa na próxima sexta-feira, 17 de outubro, às 16h, no Museu Histórico de Santa Catarina, no Palácio Cruz e Sousa. Os encontros são abertos e gratuitos e ocorrerão na sala do Núcleo de Arte e Educação do museu.Para o primeiro encontro, o tema escolhido é A Itália como nação e a formação da língua italiana. O objetivo das Sextas Italianas é aprofundar o conhecimento sobre cultura do país, em uma roda de conversa mediada pelo italianista Francisco Degani, de maneira que os participantes possam falar de modo descontraído.
Cada encontro será apoiado por fragmentos de textos que iniciarão o bate-papo. A iniciativa busca enriquecer o repertório dos entusiastas da civilização italiana, por meio de paralelos entre história, aspectos sociais, artes, musica e ofícios.
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Exposição traz poema inédito e outras obras de Franklin Cascaes para a UFSC
Das linhas do traço do nanquim às linhas das rendas de bilros são feitas as obras de Franklin Cascaes.
A exposição Cascaes entre linhas reúne desenhos, esculturas e um poema inédito do ceramista, gravurista, escritor, pesquisador e folclorista da cultura de Santa Catarina, Franklin Joaquim Cascaes, além de rendas de bilro do acervo do Museu de Arqueologia e Etnologia (MArquE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A mostra está na Sala Cascaes, no terceiro andar do MArquE, até o final do segundo semestre letivo.
O nome da exposição foi escolhido para mostrar a linha do tempo, desde a produção dele como artista, ao trabalho das mulheres transformando o algodão em linha e depois o algodão em renda. “A linha da escrita, com a linha do desenho, com a linha da escultura”, revela a mestranda do Programa de Pós-graduação em Literatura da UFSC Katiely Michielin, que é curadora da exposição junto com o professor Ricardo Gaiotto.
Os Cadernos de Cascaes
O artista multifacetado teve um novo poema encontrado depois de 42 anos da sua morte. “A gente quer que as pessoas descubram esse lado escritor do Cascaes. E não só esse escritor desse universo fantástico. Mas o seu interesse genuíno por história e geografia de Santa Catarina”, diz a curadora.
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