Pesquisa da Pós-Graduação em Recursos Genéticos Vegetais ganha Prêmio Valorização da Biodiversidade de Santa Catarina

03/12/2010 10:56

Agricultores do oeste catarinense estão perdendo o conhecimento tradicional sobre as espécies nativas da região. Esse é um dos alertas de uma pesquisa que será reconhecida na próxima terça-feira, 7 de dezembro, com o Prêmio Valorização da Biodiversidade de Santa Catarina, promovido pela Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc).

O estudo foi desenvolvido por Elaine Zuchiwschi durante seu mestrado junto ao Programa de Pós-Graduação em Recursos Genéticos Vegetais da UFSC. Elaine é a vencedora na categoria Roberto Miguel Klein, como estudante de pós-graduação, e receberá o prêmio na abertura do I Seminário de Valorização da Biodiversidade Vegetal de Santa Catarina. O encontro inicia nesta terça-feira, 7 de dezembro, às 9h, no auditório da Epagri.

No trabalho Elaine avaliou o conhecimento e o uso efetivo, atual e passado de espécies vegetais das florestas Estacional Decidual e Ombrófila Mista por agricultores familiares da região Oeste de Santa Catarina. Com a participação de 42 produtores rurais da cidade de  Anchieta, o estudo levantou o conhecimento e o uso de plantas nativas da região. Além de realizar entrevistas, Elaine foi a campo com os agricultores, identificando espécies e seus usos.

A pesquisadora percebeu que os participantes acima de 40 anos têm um maior conhecimento das espécies do que os mais jovens. “Os dados sugerem que existe um processo gradual de perda das condições de transmissão do conhecimento tradicional, com risco de erosão do conhecimento acumulado”, chama atenção Elaine. Segundo ela, esse cenário está relacionado ao abandono do uso das espécies nativas. As causas são os custos elevados e a burocracia para utilização legal da vegetação.

Legislação em Santa Catarina
Para retirar 20 árvores nativas da floresta, ou 15m³ de galhada de árvore para obter lenha, o agricultor catarinense com até 30 hectares de terra precisa apresentar, entre outros documentos, um projeto elaborado por um técnico, uma averbação de Reserva Legal na escritura do imóvel e uma planta topográfica que mostre a localização desse imóvel. O estudo premiado ressalta que estas obrigações fazem com que as comunidades substituam o uso de árvores nativas pelo plantio e utilização de espécies florestais exóticas.

O trabalho de Elaine reforça o que outras pesquisas sobre as florestais secundárias no estado já haviam diagnosticado: a limitação ao uso e manejo dos recursos naturais como estratégia para a preservação ambiental tem resultados contrários ao pretendido. Isso porque a restrição passa a ser vista como inconveniente pelos agricultores, comprometendo a transmissão oral dos conhecimentos sobre as espécies.

Consequências
O uso da madeira em construção e de lenha como combustível são as atividades mais atingidas com a redução do uso das 132 espécies nativas identificadas na região. Entre os agricultores entrevistados, apenas sete utilizam madeiras de espécies nativas em construções e 21 deles estão substituindo estas plantas por exóticas. “O resultado contrário à preservação é visível nesses casos. As árvores exóticas são plantadas em áreas abandonadas de agricultura para evitar a regeneração da floresta nativa, que traz aos agricultores restrições para o futuro uso da terra e dos recursos”, descreve a pesquisadora em relatos de seu estudo.

Segundo ela, os entrevistados continuam usando plantas nativas para lenha, ainda que a variedade dessas espécies seja menor. Em Anchieta, o fogão a base de lenha é usado por 92% dos entrevistados, que empregam nele madeira nativa.

Para que o conhecimento e o uso das espécies tradicionais da região não se percam, Eliane sugere uma revisão das políticas ambientais, para simplificar o acesso legalizado às espécies nativas mais utilizadas no dia a dia dos agricultores. Recomenda também o desenvolvimento de estratégias de conservação e uso das florestas a partir da união entre conhecimento científico, tradicional e local. “O envolvimento das comunidades rurais é fundamental nas etapas de planejamento e implementação dos projetos”, salienta a pesquisadora, engenheira da Fundação do Meio Ambiente (Fatma).

Mais informações sobre o trabalho com Elaine Zuchiwschi, telefone (48) 3232-5450 / (48) 3232-4067, e-mail: elainez@fatma.sc.gov.br

Por  Claudia Mebs Nunes / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Saiba Mais:

– O trabalho premiado tem como título ´Limitações ao uso de espécies Florestais nativas pode contribuir com a erosão do conhecimento ecológico tradicional e local de agricultores familiares`.

– Resultado do mestrado desenvolvido junto ao Programa de Pós-Graduação em recursos Genéticos Vetais, o artigo foi publicado na revista científica Acta Botanica Brasilica, editada pela Sociedade Botânica do Brasil

– Tem como co-autores os professores do Centro de Ciências Agrárias da UFSC Alfredo Celso Fantini, Antônio Carlos Alves e Nivaldo Peroni, que orientaram o estudo

– Outras premiações na UFSC: Arley Reis (categoria Roberto Miguel Klein – jornalista), Karine Louise dos Santos (Categoria Roberto M. Klein – pesquisadora)

Tags: conservaçãoflorestasPrêmio Valorização da Biodiversidade de Santa Catarina

Solenidade do Prêmio Amigo da UFSC será no dia 14 de dezembro

03/12/2010 10:00

Prêmio Amigo da UFSC 2010

O Prêmio Amigo da UFSC 2010 – Edição Especial – 50 anos, 50 amigos – tem o objetivo de valorizar aqueles que fazem parte dessa história, seja por meio das atividades exercidas, pelas conquistas profissionais alcançadas ou pela implementação de inúmeras ações que fizeram com que a Universidade ocupasse a posição de destaque que hoje ocupa.

Assim, pretende-se comemorar os 50 anos de criação da nossa Universidade reconhecendo e valorizando integrantes da comunidade interna, por meio da concessão do Prêmio Amigo da UFSC 2010 – Edição Especial – 50 Anos, 50 Amigos.

São 50 ganhadores, considerando-se as indicações dos 11 Centros de Ensino, das seis Pró-Reitorias, das três Secretarias, do Hospital Universitário, do Gabinete do Reitor e dos três campi: Araranguá, Curitibanos e Joinville.

Os 50 amigos da UFSC 2010 receberão a homenagem em solenidade festiva, no dia 14 de dezembro, às 18h30min, no auditório Garapuvu, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC. Confira a relação:

50 ANOS 50 AMIGOS

SEQ

NOMES DOS INDICADOS

UNIDADE

1

Téc.-Adm. Lúcia Maria Loch Góes

CAMPUS ARA

2

Prof. Sérgio Peters

CAMPUS ARA

3

Téc.-Adm. Dalton Barreto

CAMPUS CBS

4

Prof. Darci Odílio Paul Trebien

CAMPUS CBS

5

Téc.-Adm. Dalto Nascimento dos Santos

CAMPUS JVL

6

Prof. Edison da Rosa

CAMPUS JVL

7

Téc.-Adm. Carlos Roberto Silva

CCA

8

Prof. Lineu Schneider

CCA

9

Téc.-Adm. Paulo Roberto Cardoso Villalva

CCB

10

Prof.ª Yara Maria Rauh Müller

CCB

11

Téc.-Adm. Aldanei Luci Corrêa

CCE

12

Prof.ª Susana Maria Fontes

CCE

13

Téc.-Adm. Maria Angélica Barcelos da Silva

CCJ

14

Prof.ª Olga Maria Boschi Aguiar de Oliveira

CCJ

15

Téc.-Adm. Mário César Ferreira

CCS

16

Prof. Cleo Nunes de Sousa

CCS

17

Téc.-Adm. Olavo Carneiro da Cunha Brito

CDS

18

Prof. Elenor Kunz

CDS

19

Téc.-Adm. Maria Madalena Gonçalves

CED

20

Prof.ª Nilcéa Lemos Pelandré

CED

21

Téc.-Adm. Maria de Lourdes Vargas.

CFH

22

Profª Mara Coelho de Souza Lago

CFH

23

Téc.-Adm. Silvia D’Ávila Fernandes

CFM

24

Prof. Ivan Gonçalves de Souza

CFM

25

Téc.-Adm. Vilma da Silva Luiz

CSE

26

Prof. João Nilo Linhares

CSE

27

Téc.-Adm. Eugênio Luiz Gonçalves

CTC

28

Prof. Augusto Humberto Bruciapaglia

CTC

29

Téc.-Adm. Elci Terezinha de Souza Junckes

GR

30

Prof. Lucio José Botelho

GR

31

Téc.-Adm. Francisco Carlos Fermiano

HU

32

Prof. Antonio Carlos Ferreira da Cunha

HU

33

Téc.-Adm. Elza de Sousa

PRAE

34

Prof. Cláudio José Amante

PRAE

35

Téc.-Adm. Rita de Cássia Knabben

PRDHS

36

Prof. Narbal Silva

PRDHS

37

Téc.-Adm. Vanderli Vandresen

PREG

38

Prof. Rodi Hickel

PREG

39

Téc.-Adm. Nicolau Jorge Haviaras

PROINFRA

40

Prof. João Carlos dos Santos Fagundes

PROINFRA

41

Téc.-Adm. Heliete Nunes

PRPE

42

Prof. Washington Portela de Souza

PRPE

43

Téc.-Adm. Rosangela Gomes da Silva

PRPG

44

Prof. José Antonio Bellini da Cunha Neto

PRPG

45

Téc-Adm. Clóvis Werner

SECARTE

46

Prof.ª Maria de Lourdes Alves Borges

SECARTE

47

Téc.-Adm. José Fernandes Matos

SEPLAN

48

Prof. Tuing Ching Chang

SEPLAN

49

Téc.-Adm. Zulmira da Silva

SINTER

50

Prof. Carlos Alberto de Campos Selke

SINTER

Outras informações no site www.amigo2010.ufsc.br.

Tags: Amigo UFSC 2010Prêmio

Palestra “Etnografia, gênero e poder: Antropologia Feminista em Ação”

02/12/2010 17:15

Os programas de pós-graduação em Antropologia Social (PPGAS) e Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promovem a palestra “Etnografia, gênero e poder: Antropologia Feminista em Ação”, com a professora Alinne Bonetti, da Universidade Federal da Bahia.

O evento acontece nesta sexta-feira, dia 3, às 17h, na sala 331, Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH). A atividade integra o projeto PROCAD/CAPES (IEG-NIGS-PPGICH-PPGAS e NEIM/UFBA).

Alinne Bonetti é professora da UFBA, vinculada ao Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher. Mestre em Antropologia Social e doutora em Ciências Sociais. Possui pesquisas e publicações na área dos estudos de gênero, movimentos sociais, feminismo e políticas públicas.

Outras informações pelo telefone (48) 3721-9890, ramal 25.

Tags: Alinne Bonettiantropologia feministapalestra

Atividades marcam o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

02/12/2010 16:48

Para comemorar o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, celebrado em 3 de dezembro, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) preparou uma série de atividades, entre elas debate, palestra, apresentações artísticas e gincana de vivência, que acontecerão na Praça da Cidadania e no auditório da Reitoria.

O tema de 2010 enfatiza a prioridade para pessoas com deficiência no milênio e rumo a 2015: “Mantendo a promessa: Inserir a Deficiência como questão prioritária nos objetivos de desenvolvimento do milênio Rumo a 2015 e Além”.

O Dia Internacional das Pessoas com Deficiência é uma data comemorativa internacional promovida pelas Nações Unidas desde 1998, com o objetivo de promover uma maior compreensão dos assuntos concernentes à deficiência e para mobilizar a defesa da dignidade, dos direitos e o bem estar das pessoas. Procura também aumentar a consciência dos benefícios trazidos pela integração das pessoas com deficiência em cada aspecto da vida política, social, econômica e cultural. A cada ano o tema deste dia é baseado no objetivo do exercício pleno dos direitos humanos e da participação na sociedade, estabelecido pelo Programa Mundial de Ação a respeito das pessoas com deficiência, adotado pela Assembléia Geral da ONU em 1982.

Programação:

Local: Praça da Cidadania

Durante todo o dia serão realizadas atividades interativas, exposição de equipamentos, esportes, apresentações artísticas e gincana de vivência.

Local: auditório da Reitoria

9h – Abertura do evento

Apresentação Artística: Grupo Cultural da APAE Florianópolis – Cama de Gato

9h30 – Exibição de Documentários – Assim Vivemos? (filmes com audiodescrição) Duração: 90min

11h – Apresentação do PET Arquitetura da UFSC sobre os projetos desenvolvidos em Acessibilidade e Desenho Universal

13h30 – Mesa de abertura

14h – Palestra: Educação e Trabalho

Palestrante: Priscila Branca Neves – Psicóloga, funcionária do Serasa Experian, trabalha na Coordenação do Programa de Empregabilidade de Pessoas com Deficiência. É analista de Direitos Humanos.

15h – Mesa-redonda – Deficiências: questões pertinentes

16h – Debate

17h – Encerramento

Realização: UFSC, AFLODEF, ACIC, ASGF, APAE/FLORIANÓPOLIS, CIEE/SC, CVI FLORIPA, FLORIPA ACESSÍVEL, OAB/SC.

Outras informações pelo telefone (48) 3721-8746, com Denise de Siqueira.

Tags: Dia internacionalONUPessoas com Deficiência

Centro de Ciências Biológicas homenageia João Batista Calixto com Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

02/12/2010 16:17

No final da década de 1960, quando a Faculdade de Medicina do Estado de Santa Catarina foi integrada à Universidade Federal de Santa Catarina, a Farmacologia se tornou uma disciplina vinculada ao Departamento de Patologia. Na década de 1970, os esforços para fazer crescer a UFSC, instalada há poucos anos, levaram à implantação da Coordenadoria  de Farmacologia. Com o objetivo de qualificar o ensino e com a visão sobre a importância de incentivar a pesquisa nesse campo, o então reitor, professor Carpar Erich Stemmer, buscou em outros estados professores que o ajudassem.

O biólogo João Batista Calixto estava em São Paulo, concluindo seu mestrado em Farmacologia pela Universidade Federal de São Paulo (Escola Paulista de Medicina, atualmente Unifesp) e foi convidado para fazer parte dessa história. Ele nem conhecia Florianópolis. “Na época poucos aviões vinham para a cidade ainda bem pequena. Foi ai que descobri que Florianópolis era uma ilha e achei muito interessante”, lembra.

Era um desafio para o recém-mestre que via outras oportunidades. Mas a opção foi por Santa Catarina, onde foi acolhido e contratado como professor visitante da UFSC. Um ano depois fez concurso e passou a integrar uma equipe que hoje é responsável por um dos melhores cursos de Pós-Graduação em Farmacologia do país, conceito máximo 7 na avaliação Trienal 2010 da Capes (nota seis, também de excelência, desde 2000). Sua perseverança e dedicação foram fundamentais nesta trajetória, que será homenageada no dia 16 de dezembro com o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos, às 11 horas, na Sala 13 do Departamento de Farmacologia, Bloco D, Ala Nova do Centro de Ciências Biológicas (CCB).

Destaque na bibliografia internacional
Nascido em Coromandel, município do estado de Minas Gerais, João Batista Calixto graduou-se em Ciências Biológicas pela Universidade de Brasília (UnB), em 1973. Em 1976 tornou-se mestre em Farmacologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e em 1984 defendeu o doutorado em Farmacologia na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, ligada à Universidade de São Paulo (USP). Tem registrado em seu longo currículo Lattes mais de 300 artigos publicados em revistas especializadas de nível internacional.

O professor é um dos pesquisadores brasileiros mais citados na bibliografia internacional (mais de seis mil citações), um dos mais respeitados currículos da área médico-científica no país. É uma autoridade no estudo de princípios ativos de plantas, na pesquisa básica sobre dor e inflamação e sistema cardiovascular. É responsável pela formação de recursos humanos de alto nível: já orientou 35 dissertações, 24 teses e 18 pós-doutorandos, além de dezenas de alunos de iniciação científica.

O professor foi por duas vezes presidente da Sociedade Brasileira de Farmacologia Terapêutica Experimental, coordenador da área de Ciências Biológicas II da Capes e, também por duas vezes, membro do comitê assessor do CNPq. É atualmente editor de duas revistas internacionais, faz parte do corpo editorial de várias revistas científicas internacionais e participa como consultor de dezenas de revistas científicas.

Pesquisa com a indústria
Referência na pesquisa colaborativa com a indústria farmacêutica, o professor coordenou a produção do primeiro medicamento totalmente produzido no país. O antiinflamatório Acheflan foi desenvolvido em parceria com os Laboratórios Aché, a partir dos princípios ativos da planta erva-baleeira, também conhecida como maria-milagrosa.

“Todo medicamento de hoje já foi pesquisa básica no passado”, faz questão de lembrar o professor. Pesquisador nível IA do CNPq, membro da Academia Brasileira de Ciências, Calixto tem documentado em seu currículo registros de 18 patentes e o desenvolvimento de outros dois produtos que estão no mercado, além do antiinflamatório Acheflan: o Cronos Flavonoide de Passiflora (creme antirrugas desenvolvido em parceria com a Natura) e o Sintocalmy (fitomedicamento indicado para controle da ansiedade, tensão e distúrbios do sono). Outros produtos investigados por seu grupo de pesquisa estão em fase de testes clínicos e deverão chegar ao mercado nos próximos anos.

Pesquisador reconhecido na academia e no setor produtivo, João Batista Calixto coordena a implantação no Sapiens Parque, em Florianópolis, do Centro de Referência em Farmacologia Pré-Clínica. Construído com recursos do Ministério da Saúde e do Ministério da Ciência e Tecnologia e do governo do Estado de Santa Catarina, o Centro vai abrigar também a pesquisa básica, mas deve ser principalmente dedicado à na busca de inovações, estimulando a integração entre a indústria e a academia.

“O desenvolvimento de uma política nacional que possibilite o crescimento e a estruturação da cadeia produtiva no setor de fármacos e medicamentos é de fundamental importância para o Brasil, não somente em termos financeiros, mas por se tratar de uma área de extrema relevância para a soberania nacional”, defende o pesquisador que com seu trabalho incansável colaborou para que a Universidade Federal de Santa Catarina “atravessasse” a ponte da Ilha de Santa Catarina e se tornasse nacional e internacionalmente reconhecida na área de Farmacologia.

Mais informações com professor Calixto: calixto@farmaco.ufsc.br, (48) 3721-9491, ramal 229.

Mais informações sobre o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos:

Professor Jorge Mário Campagnolo – Diretor de Projetos de Pesquisa
Fone: (48) 3721-9437
E-mail: campagnolo@reitoria.ufsc.br

Professor Ricardo Rüther – Diretor do Núcleo de Apoio e Acompanhamento
Fone: (48) 3721-9846

Saiba Mais:

Veja o professor na série Eu Faço Parte dessa História

Homenagens já recebidas pelo professor João Batista Calixto:

2010 – Prêmio Gaspar Stemmer de Inovação, categoria protagonista da Inovação (primeiro lugar), conferido pelo governo do Estado de Santa Catarina, FAPESC.

2008 – Prêmio de Inovação Tecnológica Natura Campus, Natura.

2007 – Prêmio SCOPUS, SCOPUS/CAPES.

2007 – Young Investigators Award, International Association of Inflammation Societies (IAIS).

2006 – Membro da Comissão técnica de Medicamentos – CATEME – Resolução RDC no.24 de 10/02/06, ANVISA.

2006 – Premio FINEP de Inovação Tecnológica da Região Sul, 2006, FINEP.

2006 – Reconhecimento e homenagem de Centro de Ciências Biológicas – 30 anos, UFSC.

2005 – Membro do Comitê Gestor do Fundo de Biotecnologia, Ministério da Ciência e Tecnologia.

2003 – Prêmio “Jovem Investigador” Prof. Dr. José Ribeiro do Valle – 1º colocado, XXXV Congresso Brasileiro de Farmacologia – SBFTE.

2002 – Prêmio José Ribeiro do Valle – 2º colocado, XXXIV Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutico Experimental – SBFTE.

2002 – Prêmio Mérito Universitário conferido pela Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade Federal de Santa Catarina.

2002 – Classe de Comendador da Ordem, Ordem Nacional do Mérito Científico. Conferido pelo Presidente da República Fernando H. Cardoso.

2001 – Prêmio José Ribeiro do Valle – 2º colocado, FESBE.

2000 – Prêmio José Ribeiro do Valle – 3º colocado, XVI Latinamerican Congress of Pharmacology – ALF.

2000 – Membro Titular da Academia Brasileira de Ciências, Academia Brasileira de Ciências.

1999 – Prêmio José Ribeiro do Valle – 2º colocado, XIV Reunião Anual da FESBE.

1998 – Prêmio José Ribeiro do Valle XIII – 1º colocado, XIII Reunião Anual da FESBE.

1998 – Prêmio José Ribeiro do Valle – 3º colocado, XIII Reunião Anual da FESBE.

1998 – Prêmio José Ribeiro do Valle – 4º colocado, XIII Reunião Anual da FESBE.

1979 – Prêmio Nacional da Sociedade Brasileira de Anestesiologia e Laboratório Parke-Davis – 1º colocado, Brazilian Society of Anesthesiology.

1978 – Prêmio Nacional da Sociedade Brasileira de Anestesiologia e Laboratório Parke-Davis – 2º colocado, Brazilian Society of Anesthesiology.

Prêmio Destaque Pesquisador

É um reconhecimento da Universidade Federal de Santa Catarina a docentes da instituição por suas contribuições para o avanço do conhecimento e formação de recursos humanos. A atividade faz parte da agenda de comemoração dos 50 anos da UFSC, tem promoção da Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão e apoio da Agecom.

De março a dezembro, 11 professores, coordenadores de importantes estudos em suas áreas, representantes dos 11 centros da instituição, receberão a distinção. Professores homenageados até novembro:

– Raul Antelo (Centro de Comunicação e Expressão)
– Wagner Figueiredo (Centro de Ciências Físicas Matemáticas)
– Markus Vinícius Nahas (Centro de Desportos)
– Ivete Simionatto (Centro Sócio-Econômico)
– Luiz Fernando Scheibe (Centro de Filosofia e Ciências Humanas)
– Antônio Carlos Wolkmer (Centro Ciências Jurídicas)
– Jaime Fernando Ferreira (Centro de Ciências Agrárias)
– Alacoque Lorenzini Erdmann (Centro de Ciências da Saúde)
– Leda Scheibe (Centro de Ciências da Educação)

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

Tags: Destaque PesquisadorJoão Batista CalixtoPrêmioUFSC 50 Anos

Ascensão e queda da cidade de Mahagonny de 4 a 6 de dezembro no Teatro da UFSC

02/12/2010 15:10

Peça Ascensão e queda da cidade de Mahagonny

Ascensão e queda da cidade de Mahagonny, peça adaptada da obra do dramaturgo Bertolt Brecht, com direção de Carmen Fossari, será exibida no Teatro da UFSC, de 4 a 6 de  dezembro, às 21h, com entrada gratuita. O público deve chegar 30 minutos antes do início do espetáculo.

Brecht é um dramaturgo cuja visceralidade contribui na formação dos estudantes de Teatro, atores e atrizes novatos, na formação de plateias e aos atores e públicos que já percorrem o universo teatral. Portanto, é sempre salutar estarmos diante de um texto de Brecht.

Este que agora encenamos, Ascensão e queda da cidade de Mahagonny  que bem poderia na nossa montagem ser denominado O que Florianópolis tem a ver com  MAHAGONNY, é um texto da obra DIDÁTICA de Brecht da metade do século XX . A obra teatral do dramaturgo revolucionava e chocava o público teatral, acostumado a um teatro “bem comportado”. Na montagem original de Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny aquele público encontrava uma a cena de aparentes insultos, atrevimento, com recursos didáticos, repleta de cartazes, e reveladora de como as cidades, dentro do sistema capitalista são “uma arapuca”.

Mahagonny onde tudo é permitido

Brecht coloca seus personagens construindo uma cidade onde tudo é permitido desde que se tenha muito ouro. O preço de não ter ouro é a impossibilidade de sobreviver na cidade de Mahagonny! Com composições de Kurt Weill o texto original é uma obra de Teatro Musical, na nossa encenação trata-se de uma obra de caráter não musical, embora mantida a belíssima composição tema da peça.

Optamos em ambientar o espetáculo ao universo do cinema mudo, inserindo imagens e áudio visual resgatando os anos 30 e 40. Esta opção realiza, em parte, um utópico sonho da diretora e adaptadora do texto, de ter visto um dia Sir Charles Chaplin e Bertolt Brecht sentados numa mesa de bar conversando sobre suas obras: o filme Tempos Modernos e a Peça Na Selva das Cidades.

Assim que foram inseridos na encenação uma personagem, o Narrador Brecht que entra em cena “costurando a dramaturgia” e outra, uma personagem que adentra na cena acompanhando Bert Brecht, sem, contudo dialogar com ele, realiza pantomimas clássicas do Carlitos. A esta segunda personagem chamamos “Chaplita”. Na peça ao inserimos a fusão de linguagens teatro e audiovisual (imagens e pequenos vídeos do cinema mudo) tentamos nos aproximar do sempre moderno Brecht, adequando as quase sete décadas do texto escrito à montagem atual.

Brecht e sua dramaturgia e enunciados estão “vivos” em suas ideias ainda tão necessárias num mundo dividido em classes sociais, ricos e pobres, cultos e analfabetos, os que tudo podem e os que nada têm. Um espetáculo que lança um olhar poético e mordaz sobre o nascimento e queda de uma cidade, movida pelo ouro. A peça conta com alun@s do Curso de Artes Cênicas do CCE, através de uma disciplina optativa Montagem, com alun@s da Oficina Permanente de Teatro, DAC- SeCArte.

Produção Pesquisa Teatro Novo – DAC-UFSC (Carmen Fossari)

Elenco

Alexandre Borges – Joseph

Ana Paula Lemos – Jenny

Douglas Maçaneiro – Um tal Bert Brecht

Eduardo Stahelin – Coro Masculino

Giovana Ursini – Maysa Trindade

Iris Karapostolis – Cantora

Jacque Kremer – Leokadja Begbick

Kátia Maczewski –  Procuradora

Laura Gill Petta – Coro Feminino

Letícia Costa – Coro Feminino

Luis Tinoco – Jackob

Márcia Cattoi – Coro Feminino

Mel  Rezende – Coro Feminino

Neivania Theodoro – Coro Feminino

Neusa Borges – Coro Feminino

Priscila de Souza Serafim – Chaplita

Roberto Moura – Heidrich

Robson Walkowski – Paul

(Alguns nomes foram trocados para nomes similares em Português. O Procurador e Willy são interpretados por mulheres e transformados em personagens femininos. Chaplita e Bert Brecht são criações para a dramaturgia desta encenação.)

Técnica
Figurino: O Grupo
Cenário: O Grupo
Operador de Som: Nei Perin
Cartaz: Márcia Cattoi
Fotolito: Michelle Millis
Impressão: Imprensa Universitária
Operador de Áudio Visual: Ivana Fossari
Sonoplastia: Calu
Mixagem Som: Sérgio Bessa
Preparação de Canto: Ive Luna
Fotografia: Marcelo Pereira e Calu
Iluminação, Direção Geral: Carmen Fossari

Promoção: Departamento Artístico Cultural (DAC)

Apoio SeCArte – UFSC 50 ANOS
Informações: DAC (48) 3721-9348, das 14h às 18h
www.dac.ufsc.br
www.carmenfossari-armazemdapalavra.blogspot.com

Tags: BrechtCarmen FossariMahagonnyteatroUFSC

Desligamento de energia elétrica

02/12/2010 14:33

A Prefeitura Universitária (PU) comunica que no próximo sábado, dia 4, das 12h às 16h, haverá desligamento de energia elétrica nos seguintes locais: EMC, ENS, EEL, EPS, INE, CTC (Administração e blocos de salas de aula), NPD e CCS, onde serão executados serviços de manutenção preventiva e corretiva de alta tensão, junto às subestações.

Outras informações pelo telefone (48) 3721-9580, com José Carlos Peres, chefe da Seção de Eletricidade.

Cineclube Rogério Sganzerla exibe nesta quinta “Os amantes crucificados”, de Kenji Mizoguchi

02/12/2010 10:12

O Cineclube Rogério Sganzerla exibe nesta quinta, dia 2/11, “Os amantes crucificados”, de Kenji Mizoguch. A exibição será às 18h30min, no auditório Henrique Fontes, do Centro de Comunicação e Expressão (CCE). A entrada é gratuita. O Cineclube Rogério Sganzerla é uma realização dos alunos do Curso de Cinema da UFSC, com apoio do CCE, do Centro Acadêmico do Curso de Cinema da UFSC (CACine) e do Laboratório de Estudos de Cinema.

Mais informações: cineclube@cinema.ufsc.brhttp://www.cineclube.ufsc.br.

Sinopse:

Uma mulher, Osan, é acusada de ter um caso com um funcionário de seu  marido.Perseguida por homens a mando do marido e pela polícia por  adultério, ela foge da cidade com Mohei, o funcionário.

Tags: amantes crucificadosfilmesganzerla

Inaugurada nova sede do IELA

02/12/2010 08:51

Rampinelli, Ricardo e Justo da Silva: pioneirismo

Foi inaugurada no final da tarde desta quarta-feira (01/12) a sede do Instituto de Estudos Latino-Americanos, IELA. A concorrida cerimônia foi realizada nas novas instalações do instituto, localizadas no primeiro andar do Bloco D do Centro Sócio-Econômico (CSE). Entre diversos convidados, estava o reitor em exercício, Carlos Alberto Justo da Silva, o diretor do CSE, Ricardo Oliveira e a diretora do CFH, Roselane Neckel.

No cerimonial conduzido pelo presidente do IELA, professor Waldir Rampinelli, os discursos foram focados no pioneirismo do instituto em concentrar seus estudos nos problemas e na trajetória política e econômica latino-americana, bem como, no êxito da equipe em difundir o nome da UFSC pelo continente.

Foto: Thaine Machado/bolsista de Jornalismo na Agecom

Tags: IELAnova sede

UFSC perde um dos primeiros colaboradores

02/12/2010 08:29

A Universidade Federal de Santa Catarina perdeu um dos seus primeiros colaboradores: Ari Ramos Castro faleceu aos 97 anos. Ocupava o cargo de tesoureiro auxiliar da instituição, quando esta ainda estava localizada rua Bocaiúva.  Ari, segundo seu filho Eraldo, tinha como uma de suas funções fazer os pagamentos de professores e técnico-administrativos. Foi admitido em 28 fevereiro de 1961 e aposentou-se em 27 de agosto de 1976.

Tags: ari castrocolaboradoresUFSC

TV UFSC exibe encontro de reitores neste domingo

01/12/2010 18:17

No dia 9 de junho deste ano foi realizado, no Teatro Álvaro de Carvalho (TAC), o Encontro de Reitores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O evento, organizado pela Comissão Executiva dos 50 anos em parceria com a TV UFSC, com o apoio da Agência de Comunicação (Agecom) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Convergência Digital (INCoD), representou um grande momento do calendário de comemorações do cinquentenário da Universidade. A TV Universitária exibe o programa neste domingo, dia 5 de dezembro, às 22 horas.

Estavam presentes na gravação os seguintes reitores: Ernani Bayer, Rodolfo Joaquim Pinto da Luz, Bruno Rodolfo Schlemper Júnior, Antônio Diomário de Queiroz, Lucio José Botelho e Alvaro Prata. Os dois primeiros gestores, João David Ferreira Lima e Roberto Mundell de Lacerda, já falecidos, foram homenageados. O terceiro reitor, Caspar Erich Stemmer, que não pode comparecer devido a problemas de saúde, foi representado por seu filho, também professor da Universidade, Marcelo Stemmer, do Centro Tecnológico.

A escolha do local de gravação, o TAC, não foi ao acaso. Na década de criação da UFSC, muitas solenidades foram realizadas no teatro, entre as mais importantes está a cerimônia de instalação da Universidade, no dia 12 de março de 1962. O evento foi marcado por muitas lembranças. Durante o encontro, os reitores comentaram os principais destaques de suas gestões, relembraram momentos difíceis, vitórias e, é claro, não poderiam deixar de falar do futuro da Instituição.

Esse importante momento histórico você acompanha na TV UFSC, domingo, dia 5 de dezembro às 22 horas, no canal 15 da NET. O programa será reapresentado em duas quintas-feiras, dias 9 e 16 de dezembro, e em dois sábados, dias 11 e 18 do mesmo mês, sempre às 22 horas.

Mais informações sobre a programação no site www.tv.ufsc.br.

Por Mayara Vieira/bolsista de Jornalismo na TV UFSC

Tags: encontro reitoresTACTV UFSC

Gozze! faz ato de conscientização na Concha Acústica

01/12/2010 18:01
Grupo Gozze! se manifestou no Dia Mundial de Combate à Aids

Grupo Gozze! chamou a atenção para o respeito às pessoas com Aids (fotos: Thaine Machado)

Sob o anúncio da banda Habitantes do Zion, que tocava no Projeto 12h30, um dos membros do grupo de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBT) da UFSC, o *Gozze!*, Ringo Bez, subiu ao palco para discursar sobre questões referente à AIDS, no dia mundial de combate à doença. “As pessoas com HIV não estão mortas, estão por aí e é preciso que saibamos respeitá-los”, disse o estudante, com interpretação simultânea em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Após lembrar o propósito do grupo à comunidade, que havia recebidopreservativos, Ringo convidou todos a contemplar a “manifestação de amor público” na Concha Acústica. Em frente a uma grande bandeira com as cores doarco-íris – o símbolo LGBT – e ao laço vermelho – símbolo de luta contra a AIDS – casais homossexuais e heterossexuais trocaram beijos e abraços. Depois, todos se uniram em círculo e comemoraram a realização do ato.

A comemoração pelas ações do grupo será a “Gozze!, a festa”, que acontece nessa quinta-feira, 2 de dezembro, às 22h, no Centro de Comunicação e Expressão (CCE). Mais informações pelo e-mail diversidadeufsc@gmail.com ou pelo twitter @gozzeufsc.

Por Murilo Bonfim/bolsista de Jornalismo na Agecom.

Tags: Aidsdiversidadeglbt

Pesquisadores do Departamento de Aquicultura conquistam segundo lugar do Prêmio Varejo Sustentável do Walmart Brasil

01/12/2010 16:05

Da esquerda para direita: Daniela di Fiori, vice-presidente de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade do Walmart Brasil, Frederico Santos da Costa e Bruno Ricardo Scopel, pesquisadores premiados, e Simone Cardoso, gerente de Relacionamento com a Imprensa do Walmart Brasil

O engenheiro Bruno Ricardo Scopel, pesquisador da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), juntamente com o engenheiro Frederico Santos da Costa, conquistaram o 2º lugar na 3ª Edição do Prêmio Varejo Sustentável do Walmart Brasil, categoria pesquisa. A premiação da varejista valoriza a elaboração e propostas de novas alternativas para o desenvolvimento sustentável. A entrega dos prêmios aconteceu nesta terça-feira (30), em São Paulo.

O trabalho intitulado “Cultivo Superintensivo de Camarões Marinhos em Sistema Ambientalmente Amigável: Alta Produtividade e Baixo Impacto Ambiental” vai render à dupla do Departamento de Aquicultura da instituição um netbook Dell Mini 10, troféu e diploma, bem como uma visita técnica de três dias no Departamento de Sustentabilidade do Walmart, em Barueri (SP).

Proposta

O projeto apresenta uma solução economicamente viável para a produção de camarões de cultivo, atendendo eficientemente a crescente demanda por alimentos mais saudáveis, frescos e com rastreabilidade garantida. A tecnologia desenvolvida, além de propiciar um produto de alta qualidade, com economia de recursos ambientais e financeiros, elimina o aparecimento do vírus da Mancha Branca no cultivo. A produção é viabilizada pelo sistema de bioflocos, sem necessidade de troca da água dos tanques, máximo aproveitamento dos nutrientes adicionados na água com alta reciclagem, produtividade e biosseguridade. Por ser uma prática ecológica e controlada, independente dos fatores climáticos, o produto gerado no processo poderá obter a certificação “selo verde”.

Parecer Júri:

O projeto apresenta uma alternativa para a produção de camarões, a qual enfrenta problemas de sobrepesca em ambientes naturais, sem necessariamente estar em área de mangue, podendo-se utilizar água salobra.

Na foto, da esquerda para direita: Daniela di Fiori, vice-presidente de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade do Walmart Brasil, Frederico Santos da Costa e Bruno Ricardo Scopel, pesquisadores premiados, e Simone Cardoso, gerente de Relacionamento com a Imprensa do Walmart Brasil.

Fonte: Thatiana Bueno / Assuntos Corporativos PR/SC/ Walmart Brasil / Excom Comunicação

Fone: 41 3351-7591 / 41 8854-6422 – tbueno@wmsul.com.br

Tags: AquiculturaBruno Ricardo ScopelFrederico Santos da CostaPrêmioSustentávelUFSC

Teatro da UFSC apresenta “Cotidiano em Cena”, esquetes com alunos da OPT do DAC

01/12/2010 11:29

Alunos da OPT no Teatro da UFSC

A Oficina Permanente de Teatro (OPT) do Departamento Artístico Cultural (DAC) da UFSC encerrará o semestre letivo deste ano com apresentações públicas de “Cotidiano em Cena”, esquetes teatrais envolvendo mímica e máscaras, nos dias 2 e 3 de dezembro, quinta e sexta-feira, às 21 horas, no Teatro da UFSC. Serão mostradas várias cenas do cotidiano tendo como linguagem a mímica, a pantomima e as máscaras, dirigidas por Sérgio Bessa, ator, bailarino e instrutor da OPT. Os espetáculos são gratuitos e abertos à comunidade.

A preparação mímica é do mímico Augusto Sopran, também instrutor da OPT, e as máscaras expressivas foram orientadas pelo ator e artista plástico Nei Perin.

Segundo Sérgio Bessa, não se trata de um espetáculo fechado mas sim de apresentar à comunidade o processo de formação do ator através de jogos dramáticos, dando um caráter de aula pública às apresentações que encerram o semestre. Nas cenas de “Cotidiano” há um pré-roteiro de Carmen Fossari, que coordena a Oficina Permanente de Teatro do DAC.

A OPT recebe alunos da UFSC de vários cursos que querem ter também uma vivência teatral adjunta às suas formações acadêmicas, ex-alunos técnico-administrativos e docentes da UFSC, além da comunidade em geral.

Neste ano, a oficina de Teatro e as outras oficinas de arte do DAC, em outras linguagens artísticas, contou com a atuação de diversos instrutores — profissionais de arte da comunidade externa —, que puderam ser contratados pela UFSC por um edital próprio realizado pela Universidade. Esse apoio da instituição amplia a oferta de oficinas em mais opções de linguagens artísticas e garante que se ofereça atividades gratuitas de extensão cultural para a comunidade, sem a necessidade de cobrança de mensalidades.

Sobre a Oficina Permanente de Teatro

Com quase três décadas de trabalho, com atuação desde 1982, a Oficina Permanente de Teatro (OPT) faz parte do Departamento Artístico Cultural (DAC), da Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte) da UFSC, e realiza suas atividades na formação do ator/cidadão.

Igrejinha e Teatro da UFSC - Sede do DAC

Igrejinha e Teatro da UFSC - Sede do DAC

A OPT tem por objetivo uma vivência na área das Artes Cênicas compreendendo o estudo teórico e a vivência teatral. A cada turma, dependendo da vocação do grupo formado, é realizado um processo de montagem seguindo a tendência natural do grupo. Essa vivência poderá ser de Teatro de Rua, de Mímica ou de montagem dos Clássicos. Depois dessa etapa, os alunos que sintonizam a sua vocação podem integrar o elenco do Grupo Pesquisa Teatro Novo da UFSC.

Dentro dessa oficina, em que é desenvolvido o Curso de Formação de Ator, está sendo pesquisada uma metodologia própria do ensino da Arte Teatral, integrando todas as disciplinas, não dissociando a percepção da formação do ator de seu todo. A filosofia deste trabalho é “como ser para representar o outro ser”. A Oficina possibilita aos alunos o Registro Profissional de Ator/Atriz.

Sobre a diretora da OPT

Carmen Lúcia Fossari é mestre em Literatura Brasileira, pela UFSC — com opção em Teatro —, diretora de Espetáculos do Departamento Artístico Cultural, coordenadora e professora da Oficina Permanente de Teatro da UFSC e diretora e fundadora do Grupo Pesquisa Teatro Novo.

Dentre as suas produções estão os enredos escritos para Escolas de Samba de Florianópolis e artigos para jornais de Santa Catarina. Escreveu durante dez anos para o Anuário Brasileiro de Teatro, do Rio de Janeiro, editado pelo Serviço Nacional de Teatro. Dirigiu e produziu mais de 60 peças teatrais nas categorias de Teatro Adulto, Infantil, de Títeres e de Rua.

Veja mais sobre a OPT e sua diretora no site www.dac.ufsc.br.

SERVIÇO:

O QUÊ: Apresentação de “Cotidiano em Cena”, esquetes teatrais com mímica e máscaras, com alunos da Oficina Permanente de Teatro (OPT) do DAC/UFSC.

QUANDO: Dias 2 e 3 de dezembro de 2010, quinta e sexta-feira, às 21 horas

ONDE: Teatro da UFSC, ao lado da Igrejinha. Praça Santos Dumont, Trindade, Florianópolis-SC

QUANTO: Gratuito e aberto à comunidade.

REALIZAÇÃO: Oficina Permanente de Teatro / Departamento Artístico Cultural / Secretaria de Cultura e Arte / Universidade Federal de Santa Catarina – www.dac.ufsc.br

Fonte: [CW] DAC: SECARTE: UFSC, com material institucional e da produção.

Tags: oficina permanente de teatroTeatro da UFSC

Filme Sem Sol será exibido nesta sexta, com debate do professor Scott Head

01/12/2010 11:12

O Núcleo de Antropologia do Contemporâneo do Programa de Pós-Graduação de Antropologia Social da UFSC apresenta nesta sexta, 3/12, o filme Sem Sol (Sans Soleil), de Chris Marker, 1983, FRA. A exibição acontece às 14h30, no auditório do CFH, e será seguida de debate, com o professor convidado Scott Head. A sessão faz parte do Ciclo de Cinema e Debates – Trânsitos Contemporâneos (Transes).

Se você acredita que um filme é mais do que uma história contada com começo, meio e fim, então não deve deixar de conhecer Sem Sol, um belo exemplar do cinema de ensaio, misto de documentário e indagação estético-filosófica que se tornou a marca registrada de Chris Marker, um dos mais renomados cineastas do cinema francês. Em Sem Sol, acompanhamos num transe quase hipnótico a narração das cartas de um cameraman que viaja pelo mundo.

Do Japão à Guiné-Bissau, da Islândia aos Estados Unidos (a São Francisco de Um Corpo que Cai), ficamos atônitos diante da elegante meditação sobre o tempo e a memória tecida por Marker. Cineasta sempre inovador, Marker é um mago das imagens e de montagem. Poucos cineastas conseguiram, como ele, imprimir um selo de modernidade numa obra vasta, que ultrapassa os limites de todos os gêneros, suportes e bitolas.

Informações: www.cfh.ufsc.br.

Tags: Chris MarkerfilmeSem SolTranses

Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão lança editais 2011 do Funpesquisa, Proextensão e Probolsas

01/12/2010 10:34

Com lançamento de editais nesta terça-feira, 30 de novembro, estão abertas as inscrições para os programas Funpesquisa, Probolsas e Proextensão, financiados pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão da UFSC. Interessados devem enviar suas propostas até 21 de fevereiro. O resultado será publicado no dia 4 de abril.

O Funpesquisa (Fundo de Incentivo à Pesquisa) apoia o processo de consolidação da formação do pesquisador na UFSC. Serão contemplados até 140 projetos com orçamentos de até R$ 5 mil. O candidato deve ter título de doutor e projeto de pesquisa registrado no Formulário de Pesquisa da UFSC (http://notes.ufsc.br/aplic/pesquisa.nsf), aprovado pelo respectivo departamento de ensino ou equivalente. Inscrições devem ser feitas no site http://funpesquisa.prpe.ufsc.br.

O Proextensão tem como objetivo apoiar ações conjuntas com a comunidade, que tenham relação com o ensino e a pesquisa, envolvendo professores, servidores técnico-administrativos e alunos da UFSC. Podem solicitar o benefício servidores docentes ou técnico-administrativos da Universidade. O programa contemplará até 80 projetos com orçamentos de até R$ 4 mil. A inscrição deve ser feita no site http://proextensao.prpe.ufsc.br.

O Programa de Bolsas de Extensão (Probolsas) oferece auxílio financeiro a estudantes de graduação para incentivar sua participação no processo de interação entre universidade e sociedade e aprimorar o processo de ensino-aprendizagem. Podem se inscrever professores da Universidade que sejam coordenadores de projetos de extensão. Este ano o programa disponibilizará até 300 bolsas, sendo 50 destinadas a alunos em situação de vulnerabilidade econômica, segundo critérios do Serviço Social da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE). Cada docente poderá inscrever no máximo dois projetos e concorrer a quatro bolsas. Inscrições no site http://proextensao.prpe.ufsc.br

Acesse os editais:

– Funpesquisa: http://prpe.ufsc.br/files/2010/11/funpesquisa-2011-edital.pdf

– Proextensão: http://prpe.ufsc.br/files/2010/12/proextensao-2011-edital.pdf

– Probolsas: http://prpe.ufsc.br/files/2010/12/probolsas-2011-edital.pdf

Mais informações: (48) 3721-9437, junto ao Departamento de Projetos de Pesquisa, e 3721-9344, no Departamento de Projetos de Extensão.

Tags: editais UFSCFunpesquisapró-bolsapró-extensão

2º Festival de Práticas Corporais traz programação para acabar com o estresse de fim de semestre

30/11/2010 18:44

cartaz do II festival de práticas corporais“A arte e sabedoria de se movimentar” é o tema do 2º Festival de Práticas Corporais, que acontece entre quarta e domingo (de 01 a 05/12), no bloco 5 do Centro de Desportos (CDS). Entre as atividades organizadas pelo centro estão oficinas, minicursos e apresentações artísticas de diversas modalidades.

A primeira edição do evento aconteceu nos dias 3 e 4 de julho deste ano, e a proposta é que o festival seja realizado todo fim de semestre. Para esta edição o evento apresentará novidades. “Serão mais modalidades de prática corporal e atividades, inclusive com mostras de filmes e exposições” explica a professora Cristiane Ker, uma das organizadoras do evento.

As atrações vão desde palestras sobre yoga, artes marciais e futebol americano até oficinas de forró, zouk, dança cigana e acrobacia aérea com tecidos e mini-cursos de maquiagem e folclore árabe. “O objetivo é terminar o semestre e entrar de férias de maneira leve, além de despertar o interesse e a vontade das pessoas na prática das atividades corporais” completa Cristiane.

O festival é gratuito e aberto à comunidade. As inscrições podem ser feitas nos dias e nos locais dos evento.

Mais informações: pcorporaisufsc@gmail.com

Confira a programação no festivaldepraticascorporais.blogspot.com

Ana Luísa Funchal/ Bolsista de Jornalismo da Agecom

Tags: centro de desportospráticas corporais

UFSC promove ações no Dia Mundial de Combate à AIDS

30/11/2010 17:58

O grupo de lébicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBT) da UFSC, o Gozze!, prepara um ato nesta quarta, dia 1º de dezembro, às 13h, na Concha Acústica, em frente ao Centro de Comunicação e Expressão (CCE). A ideia é aproveitar o movimento do Projeto 12h30 – que apresenta bandas às quartas-feiras – e chamar a atenção do público para questões relacionadas à AIDS. “Vamos estender a bandeira dos LGBT para desmistificar a relação que é feita entre eles e a doença”, explica um dos alunos integrantes do Goze!, Ringo Bez.

Além da imagem do arco-íris, o grupo trará um palestrante que falará durante cerca de cinco minutos sobre o vírus HIV, formas de contaminação e prevenção, e casais LGBT e heterossexuais trocarão carícias – mãos dadas, abraços e beijos – para colaborar com a quebra do tabu na univerisdade. “É importante dar essa visibilidade ao movimento para que as opressões diminuam. A UFSC também tem o dever de se preocupar com seus alunos, professores e servidores soropositivos”, lembra Bez.

O Hospital Universitário (HU) oferece exames para detecção e controle da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. “Apesar de a referência estadual nessa área ser o Hospital Nereu Ramos, o HU possui um setor que funciona junto à perícia médica, o DST/AIDS, que encaminha pacientes para um médico especialista”, explica a farmacêutica-bioquímica Maria Luiza Bazzo. O serviço é aberto à comunidade da 18ª regional delimitada pela vigilância sanitária, que corresponde à região da Grande Florianópolis.

O laboratório de análises clínicas realiza dois tipos de exame. A pesquisa de anticorpos detecta a presença do vírus no paciente e o exame de carga viral  e contagem de células CD4 e CD8 monitora o número de cópias dos vírus e a quantidade de linfócitos – glóbulos de defesa do organismo. “Os exames são de alto custo, mas Ministério da Saúde oferece três vezes por ano aos soropositivos. O médico faz a solicitação de acordo com a necessidade”, esclarece Bazzo. Aqueles que desejam fazer o exame de detecção de AIDS anonimamente podem procurar o Centro de Testagem e Aconselhamento, no bairro Estreito, unidade que não exige a apresentação da carteira de identidade.

Mais informações: Setor DST/AIDS do HU (48) 3721- 9036 ( à tarde com o enfermeiro Nicolau)

Por Murilo Bomfim/bolsista de jornalismo da Agecom

Tags: Dia mundial de combate à AIDSserviços para AIDS na UFSC

IELA realizou o Seminário 200 anos de Independências na América Latina

30/11/2010 17:23

200 anos de Nuestra América

O legado do pensamento de José Martí, é precioso para indagar sobre os rumos que seguem as nações latino-americanas passados 200 anos das lutas independentistas celebradas, neste ano de 2010,  em vários países de Nossa América,   com um amplo programa de atividades. No Brasil, que reservou à data histórica citações irrelevantes, nem mesmo incluindo os festejos no  calendário de efemérides, as afirmações do poeta, escritor e jornalista  José Martí fazem pensar sobre o papel da universidade e seu dever de refletir sobre o passado e fazer a crítica do presente. Martí,  que  morreu lutando pela libertação de sua Cuba, última das colônias espanholas a se liberar do jugo espanhol,  afirmava, em seu vigoroso  “Nuestra América”, de 1891,  que a universidade europeia deve dar lugar à universidade americana: “ A história da América, dos incas para cá, deve ser ensinada minuciosamente, mesmo que não se ensine a dos arcontes da Grécia. A nossa Grécia é preferível à Grécia que não é nossa. Nos é mais necessária.”

Não é assim no Brasil, onde as escolas e as  universidades passaram praticamente  ao largo  das discussões sobre as lutas independentistas que  desembocaram  na criação dos estados de “Nossa América”,  como Martí se referia  à América Latina. Raros foram os debates e, mais uma vez, a história de América deixou de ser ensinada minuciosamente, como recomendava o pensador cubano. Na UFSC, o Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA/CSE/UFSC) contribuiu para quebrar o  silêncio  acadêmico e  realizou o Seminário 200 anos de Independências na América Latina. O evento contou  com o apoio do Centro de Filosofia e Ciências Humanas,  Centro Sócio-Econômico, Programa de Pós-graduação em História, Núcleo de Estudos de História da América Latina (NEHAL) e Editora Insular, que deve lançar, no início de 2011, o livro “História da Nação Latino-americana”, de Jorge Abelardo Ramos.

Comemorar o quê?

A primeira conferência durante o seminário foi de Horacio Crespo, da Universidad Autónoma del Estado de Morelos, México. O professor, também do  Centro de Estudios Latinoamericanos da Universidad Nacional de San Martín (CEL-UNSAM), Argentina,  falou sobre “A independência hispano-americana no ciclo das revoluções modernas”.  Outro conferencista,  Andrés Kozel, professor da pós-graduação e da graduação em Estudios Latinoamericanos da Universidad Nacional Autónoma de México – UNAM,  que  também atua no CEL – UNSAM,  expôs o tema  “Considerações sobre a tese da independência como balcanização”.

O seminário concluiu com  uma mesa redonda com a participação de   Crespo,  Kozel e Waldir Rampinelli, presidente do IELA. As discussões retomaram aspectos das polêmicas que envolvem a passagem dessa data e dos significados das lutas independentistas que, há dois séculos, com surpreendente simultaneidade,  espraiaram-se do México, no vice-reino da Nova Espanha, a Buenos Aires, no vice-reino do Rio da Prata.

Durante os debates,  onferencistas e participantes   dialogaram sobre uma das perguntas mais presentes nas palestras e comentários:   Há o que comemorar nesses 200 anos de independência das colônias?  Várias intervenções foram no sentido de que há o que celebrar, principalmente o fortalecimento das lutas  dos povos originários que se levantamem batalhas  pela autonomia, o direito à terra, à educação, à saúde, às próprias línguas e cultura ancestrais.

Tais observações faziam referência aos povos da América Profunda, que fincam raízes em  civilizações milenares e  configuram nações reais de Nuestra América,  a despeito da dizimação, da discriminação   e da violência a que foram (e são)  submetidos. Já as críticas principais ficaram centradas na constatação de que as mudanças, nesses dois séculos, são ainda insuficientes,  confirmando a atualidade das advertências dos pensadores  José Martí e  José Carlos Mariátegui,  de que a colônia continuou a viver na república e de que os privilégios da república seguiram sendo os mesmos da colônia.

Expressivas lutas populares

Waldir Rampinelli lembrou  que,   enquanto em toda América hispânica muitos eventos marcaram  os 200 anos das independências das colônias, o  Brasil  observou a distância a passagem dessa data. Ao contrário, por exemplo, da vizinha Argentina, onde, até nas livrarias,  ganharam  lugar de destaque  os   livros que abordam a temática sob variados enfoques teóricos e em distintos campos disciplinares.

Ao indagar sobre a pertinência de festejar as lutas independentistas, o historiador   lembrou que  colônia continuou a viver na República, como advertira   Martí, mas também é evidente que,  na América de hoje, assomam  nacionalismos revolucionários e expressivas lutas populares. Portanto, enfatizou,  enquanto o foco oficial de alguns governos é o de festejar acriticamente, os povos da América Profunda sabem que é preciso preparar a resistência e seguir em luta.

O presidente do IELA também destacou a importância que teve, para as lutas independentista,  a  primeira “república de escravos” do mundo,   o Haiti. No entanto, a nação haitiana  completou  200 anos de independência em 2004,  sem ter a memória de suas  lutas motivado  quaisquer celebrações.   Pouco se menciona a importância que teve a nação haitiana para as lutas independentistas, pois  a experiência bem-sucedida de uma revolução de escravos  teve profunda influência na América Latina,  inclusive no Brasil. Naquele período histórico, o fenômeno do haitianismo amedrontava as elites, as quais  temiam que o  exemplo fosse seguido. Quando exilado, o próprio  libertador Simón Bolívar foi acolhido  no Haiti, tendo recebido, do então presidente  Alexandre Pétion,  conselhos,  proteção, ajuda financeira,  armas e até mesmo  uma prensa tipográfica.

Dever da crítica

Horacio Crespo destacou, em sua conferência, que  a universidade tem a obrigação de fazer reflexões críticas, fugindo de visões superficiais e de interpretações conservadoras sobre os acontecimentos. Na sua análise, o professor  da  Universidad Autónoma de Morelos segue a linha de pensamento de autores que circunscrevem  a independência hispano-americana no ciclo das revoluções modernas, distanciando-se de teses que  veem o processo independentista na América como uma grande herança das idéias liberais e como  expressão, portanto,  do  triunfo do liberalismo.

Crespo faz esse debate a partir de uma visão de inspiração marxista crítica, que atribui  como acontecimento central para as independências  a construção de novos estados  que emergiram no ciclo das revoluções modernas. A partir dessa perspectiva, as lutas independentistas são vistas dentro do processo de  rebelião contra o estado colonial e se circunscrevem no conjunto dos processos gigantescos de reação contra o despotismo centralizador e modernizador do absolutismo borbônico.

O professor esclarece que há cenários diferenciados que precisam ser discutidos quando se analisa as independências na América hispânica. Crespo lembra que se  tratou de  um processo muito desigual, de norte a sul, e que se expressou de modos distintos nas lutas anti-coloniais, na revolução triunfante  dos escravos haitianos, nas rebeliões indígenas.  Um elemento importante a ser considerado foi o modo como se manifestou o movimento dos camponeses  indígenas,   que surpreendeu as  classes crioulas,  envolvidas nas lutas independentistas, mas ainda muito comprometidas com os antigos regimes  coloniais.

Crespo destacou ainda o  papel fundamental das forças dos “terratenientes”, os proprietários de terras,  os  latifundiários. Na  linha de interpretação que segue o professor, o processo das independências na América não teria sido  hegemonizado pelas classes  crioulas, mas pelas classes conservadoras de proprietários de terras, que inclusive controlaram o poder nas novas repúblicas que emergiram das lutas. Para o professor,  a ordem conservadora que persiste nas  repúblicas latino-americanas se deve ao modo como se desenhou  a coalizão para o processo de independências, subordinado em grande medida ao poder dos  proprietários de terras. E, como analisa Crespo, essa condição  não foi passageira, pois a ordem que se consolidou e perdura  no cenário latino-americano  é ainda dominada  por esses   setores mais conservadores.

O professor também trouxe para o debate a  tese de que  teria  fracassado, na  América,  a construção de estados verdadeiramente modernos. Nas  diferentes interpretações  historiográficas,   há  os que dizem, como Crespo,  que a América Latina é fruto de uma modernidade incompleta, postergada.  Uma modernidade que, porém,  já revelou-se um malogro na  parte do mundo em que   teria se completado.

Diante desse cenário de fracasso, Horacio Crespo é dos que pensam que o caminho talvez esteja em buscar  outro acesso à modernidade, que não essa vigente, baseada em uma ordem não sustentável e, portanto,  já condenada. E para isso, diz o  historiador, é também útil debruçar-se sobre a história e olhar o passado.  Ele adverte sobre a necessidade de não se ficar aprisionados  à memória de um panteão de heróis, mas de se pensar criticamente e propor outros cenários em que a vida possa se desenrolar de outro modo que não este modelo que se revela esgotado.  A procura por essa outra modernidade, para ele, impõe novas tarefas e a capacidade de pensar práticas inovadoras que tragam formulações importantes para fazer assomar  um  tempo novo.

Na busca dessa outra realidade, para ele hoje “irrealizável”,  Crespo pensa que  é necessário evitar o  cenário catastrófico do “todos contra todos`”. A razão de seu pessimismo está no fato de não ver  no horizonte atores novos, com força para transpor as dificuldades e fazer as mudanças necessárias. Além do mais porque,  assinala o pensador, a história não é uma elocubração, é uma realidade.

Esperança de um final feliz

O professor Andrés Kozel iniciou  sua conferência destacando que as discussões sobre o tema das independências  não devem se limitar ao atual contexto de celebrações dos 200 anos.  Ao apresentar sua  contribuição para a análise da tese das independências como processo de balcanização, a partir da obra do historiador argentino Jorge Abelardo Ramos,  Kozel lembrou que  as interpretações historiográficas são plenas de pontos de controvérsia e zonas de penumbra,  e assinalou  que, na perspectiva da unidade latino- americana,  a noção de balcanização, discutida na obra de Ramos,  é definida como a  história de um fracasso.

Tal tese, como explica Kozel,  remete a várias  perguntas,  entre elas  a que indaga se de fato existiria uma nação latino-americana e  se, nela,  seria possível incluir o Brasil. Na interpretação de Ramos, a história do único país de língua portuguesa da América é apresentada como  exemplo de uma “não balcanização” ou de uma “balcanização evitada”.

Kozel, que é profesor em  Estudios Latinoamericanos da Universidad Nacional Autónoma de México – UNAM,   expõe algumas pistas que orientam suas pesquisas sobre a apropriação latino-americana da idéia de balcanização.  A noção, como explica,  apareceu nas primeiras décadas do século XX, como referência aos  processos acontecidos  na península balcânica no contexto da decadência e dissolução do império otomano, imagem que depois foi usada para se referir a outros processos histórico-sociais.

Ao falar  sobre essa ideia como sinônimo de fragmentação, ele também cita o intelectual argentino Manuel Ugarte, que, sem usar a palabra, clamava para a necessidade de os países da  “pátria grande” unirem-se para enfrentar o “perigo ianque”. A ideia ainda aparece, mesmo sem o uso da  palavra específica,  em uma extensa literatura histórica em que, de  modo geral,  a tese da balcanização  assume uma conotação predominantemente melancólico-nostálgica,  assinalando  os prejuízos da perda da sonhada  unidade.

Todavia, assinala Kozel,  a  ideia  de balcanização no contexto latino-americano   emerge de modo especialmete vigoroso na obra do intelectual argentino Jorge Abelardo Ramos (1921-1994), autor de “História da nação latino-americana”, um dos livros mais influentes da  geração do historiador.  De acordo com Kozel, o intelectual que, em  geral,   escreveu suas obras historiográficas sem se ater a um trabalho sistemático sobre fontes e documentos primários, apresenta uma proposta interpretativa inovadora da história, fundada na apropriação do legado marxista-leninista-trotskista e na sua veemente crítica à  obra historiográfica  de Bartolomé Mitre.     Segundo supõe o conferencista, Ramos chegou à formulação de sua versão sobre a tese da balcanização latino-americana exatamente a partir do enfoque anti-mitrista que utiliza para dar conta de explicar o processo rioplatense.

Kozel observa que no livro “História da Nação Latino-americana” Ramos faz uma advertência fulminante ao  afirmar  que ofereceria ao leitor, na verdade,  não  uma História da América Latina, mas apenas uma crônica das lutas que o povo fez para reunir-se em uma nação.   Trata-se, portanto, diz o conferencista, da história de um fracasso, pois a América Latina naquele momento da publicação do livro, ( e ainda hoje), não conseguiu unificar-se como nação. A história de Ramos, porém, não traz uma visão totalmente pessimista, já que o seu relato aponta, no final,  um caminho de esperança que recupera a promessa bolivariana  a partir do horizonte estratégico de uma praxis transformadora.

Kozel esclarece que,   para Ramos,  o drama latino-americano está no fato de  a revolução de independência não ter se traduzido em unidade nacional do continente.  “A distinção que o historiador  faz entre estado e nação está baseada na constatação de que a América Latina se apresenta como duas dezenas de estados balcanizados,  edificados sobre uma ideia truncada de nação, já que esta permaneceu apenas em estado potencial.”

O historiador argentino afirma que  o fracasso do projeto unificador pode ser explicado pela desproporção entre a superestrutura ideológico-jurídica pensada por Simón Bolívar e a infraestrutura econômico-social escravista e semi-servil, controlada por latifundiários, donos de escravos e exportadores de matérias-primas, isolados entre si e vinculados em separado com o mercado mundial.  Localistas e ligados aos interesses das potências, especialmente a Inglaterra, esses setores buscavam estabelecer tarifas e regimes políticos para manter seus privilégios, contribuindo assim decisivamente para o processo de fragmentação da unidade.

Ramos analisa, em sua obra, os motivos que para ele explicam a   existência dessas  nações inacabadas, que não são feudais porque produzem para o mercado mundial, mas também não são capitalistas, porque sua economia se baseia em um regime servil e escravagista. Além disso, na interpretação do historiador,   as classes dominantes à época da independência não são feudais, pois fazem parte de um capitalismo mercantil funcional à acumulação dos centros verdadeiramente capitalistas, mas também não são capitalistas, pois conservam a psicologia feudal. A posição de Ramos, portanto,   é bastante clara  quando ele afirma  que o capitalismo nacional ainda não triunfou plenamente nessa parte do mundo. É por isso, explica Kozel, que o intelectual e político argentino  apoiou, a seu tempo,  movimentos nacional-populares de orientação industrializadora.

Kozel também observa que o movimento de independência, para  Ramos, assumira um caráter de luta de classes logo no início, já que as classes crioulas se sentiam sufucadas pelo regime espanhol, enquanto as “castas infames” incubavam dois tipos de ódio: contra os crioulos ricos e também contra os espanhóis que os tiranizavam.  Nesse viés interpretativo, Ramos assinala que a  invasão napoleônica apenas opera como catalizador,  já que,  no início,  os crioulos seguiram com grande interesse a luta na Espanha, pois disso também dependeria a unidade ou a separação das colônias. Aos poucos, contudo, os americanos se convenceriam de que mesmo com o triunfo do liberalismo espanhol não se daria  à América igualdade plena,  a partir da idéia de uma nação comum hispano-americana.

Um dos pontos principais da abordagem de Ramos, lembra Kozel,  é de que a revolução nacional não poderia acontecer sem atacar  profundamente a desigual estrutura social latino-americana.  Na sua interpretação, as reivindicações só poderiam se viabilizar  se fossem carregadas de conteúdo social, e daí sua explicação para as primeiras derrotas de Bolívar na fase inicial das lutas, já que ele  se manteve, no principio,  indiferente às “castas infames”. O êxito só foi possível  depois  que Bolívar, ouvindo os conselhos do presidente do Haiti, Petión, agregou às forças  independentistas uma sólida base social, formada por  numerosos escravos e os  “llaneros” (camponeses indígenas).

Kozel apresentou ainda aspectos relacionados à  forma como Ramos interpreta  o casos específico do Brasil, que seria, para ele,  um exemplo de “balcanização evitada”, em grande parte por causa da submissão e servilismo da corte imperial portuguesa, que vivia à sombra do império britânico. Assim, segundo Ramos, o próprio Brasil se torna uma ponta de lança britânica contra o resto da nação latino-americana, a qual também era empurrada pelo mesmo amo imperial contra o Brasil. É a partir dessa ótica que o historiador  explica porque os latino-americanos foram excluídos da intensa vida história brasileira, desconhecendo seus heróis, conflitos, seus pensadores e suas revoluções, que permaneceram enclausurados atrás de suas imensas fronteiras.

Ao concluir sua conferência,  Kozel assinala que há, todavia,  na obra de Ramos, uma face iluminada pela esperança e  um forte impulso que gravita na direção de um final feliz. Embora apresente o processo independentista  como o espetáculo tragicômico de uma nação despedaçada, que se balcaniza e se organiza em estados nacionais, o historiador argentino  preconiza a possibilidade de reconstrução e reunificação da história a partir de um ângulo novo de um passado comum.

E é na própria  tese da balcanização que se aninha tal  esperança. Porque, como avalia Kozel, dizer que o que devia se produzir – a unidade latino-americana – não aconteceu porque necessitava de bases efetivas, não é muito diferente de dizer que não aconteceu porque não havia condições para que acontecesse naquele momento.  Assim, porque que então julgar como  fracasso o que, por limites estruturais,  não poderia mesmo acontecer?

Ramos aparece, na sua obra, portanto,  como um nostálgico do sonho de  Bolívar e dos projetos confederativos que não se realizaram porque eram ideias acertadas, mas quiméricos, uma vez que eram  inviáveis para as condições dadas naquele momento histórico. O horizonte apontado por Ramos também traz uma contradição  para os leitores dos dias de hoje, uma vez que a sua utopia latino-americanista acaba indo na direção do desenvolvimento modernizador, conduzido por um poder forte e centralizado, capaz de dar conta das tarefas que a frágil ou inexistente burguesia seria incapaz de realizar.   Assim,  a perspectiva da análise de Ramos, como lembra Kozel, certamente provoca grandes e importantes discussões para quem quer seguir na construção do latino-americanismo como autêntica tradição viva e não como mera retórica.

Por Raquel Moysés/ jornalista no IELA

Tags: IELASeminário 200 anos independência AL

UFSC é parceira da USP em desenvolvimento de cabines mais confortáveis para aviões

30/11/2010 15:23

A Universidade de São Paulo (USP)  convida pessoas que já tenham viajado de avião a colaborar no desenvolvimento de cabines mais confortáveis. Os selecionados farão testes em um simulador que reproduz as condições de um vôo real (pressão, temperatura, ruído e vibração), construído nas dependências da USP.

O projeto “Conforto e Design de Cabine”, uma parceria entre a Embraer, Departamento de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica da USP, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com a participação do professor Samir N. Y. Gerges, do Departamento de Engenharia Mecânica e Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), tem como objetivo desenvolver técnicas para aperfeiçoar o conforto no interior de aeronaves, estabelecendo harmonização entre padrões de estética e de funcionalidade.

Esta fase do projeto visa aprofundar o conhecimento sobre o comportamento dos passageiros ao embarcarem na aeronave, ao longo da viagem e também ao desembarcarem.

A avaliação do conforto será feita por meio de questionários respondidos pelos voluntários que participarão de um voo no simulador especialmente construído para esse fim. Os selecionados receberão uma ajuda de custo.

Os ensaios ocorrerão de fevereiro a junho de 2011, nas dependências da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.

Os interessados em participar podem se cadastrar no site:
http://www.lete.poli.usp.br/confortodecabine/inicio.html

Fonte: Fábio Galvão/ Assessoria de Comunicação da Escola Politécnica da]/USP, Depto de Eng. Mecânica (11) 3722-11-64

Tags: conforto cabines aviõeseng. mecânicaUFSC-USP

Acompanhe a Sessão Ordinária do Conselho Universitário ao vivo pela internet

30/11/2010 09:42

A UFSC realiza nesta terça-feira, 30 de novembro, a partir de 8h30min, Sessão Ordinária do Conselho Universitário. A reunião acontece na sala Professor Ayrton Roberto de Oliveira e pode ser acompanhada ao vivo pela internet.

Pauta:

1. Apreciação e aprovação da ata da sessão ordinária realizadas em 26 de outubro de 2010.

2. Processo n.º 23080.007235/2009-21

Requerente: PRAE

Assunto: Proposta de Resolução que regulamenta a atuação das Empresas Juniores.

Relator: Cons. Luis Carlos Cancellier de Olivo

Posição: Concedido Vistas a Conselheira Roselane Neckel

3. Processo n.º 23080.030765/2009-73

Requerente: SINTUFSC

Assunto: Solicitação de reposicionamento dos servidores aposentados da UFSC no PCCTAE.

Relator: Cons. Ricardo José Araújo de Oliveira

4. Processo n.º 23080.036157/2010-14

Requerente: PRPE

Assunto: Dispõe sobre as normas que regulamentam a concessão de Bolsas de Extensão para discentes na Universidade Federal de Santa Catarina.

Relator: Cons. Edison da Rosa

5. Processo n.º 23080.041174/2010-65

Requerente: Gabinete do Reitor

Assunto: Homenagem do Conselho Universitário aos 50 anos da Universidade Federal de Santa Catarina.

Relator: Cons. Wilson Schmidt

6. Processo n.º 23080.041423/2009-89

Requerente: PREG

Assunto: Alteração do período de matricula dos calouros para 2011.

Relator: Cons. Yara Maria Rauh Müller

7. Processo n.º 23080.040843/2010-81

Requerente: PREG/DAE

Assunto: Apreciação e aprovação da Proposta de Calendário Escolar, referente ao ano letivo de 2011.

Relator: Cons. Felício Wessling Margotti

8. Diagnóstico da mobilidade na UFSC e o projeto ciclovia eco-eficiente.

Apresentação: Profª. Lenise Grando

9. Apresentação do estudo sobre o sistema viário na UFSC e em seu entorno.

Apresentação: Prof. João Carlos do Santos Fagundes

10. Apresentação da Proposta de Resolução que trata das relações da UFSC com suas Fundações de Apoio.

Apresentação: Prof. Mário Jorge Campagnolo

11. Apresentação de proposta de Resolução que regulamenta a Pós-graduação Lato Sensu na UFSC.

Apresentação: Pró-Reitora de Pós-Graduação Profª. Maria Lúcia de Barros Camargo

12. Informes Gerais.

Tags: conselho universitáriosessão ordinária

Professor da UFSC ganha Prêmio Cientista do Ano

29/11/2010 10:20

Walter Oliveira é presidente da Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme) e chefe do Departamento de Saúde Pública da UFSC

Quando ganhou o prêmio Cientista do Ano, concedido pela University for Peace Foundation, em setembro, o documento para Walter Ferreira de Oliveira dizia: “em reconhecimento a uma vida dedicada à Psiquiatria Cultural e à História da Medicina, por meio de trabalho interdisciplinar, ensino, pesquisa e educação, sempre com uma brilhante liderança e entusiasmo”. A homenagem internacional não é a primeira que o professor do Departamento de Saúde Pública da UFSC recebe – pelo menos mais seis prêmios e títulos reconhecem seu trabalho na área da saúde.

Apesar do Lattes extenso, é o próprio currículo online que indica o trabalho do médico para além da formação acadêmica. “Não basta trabalhar com informação”, diz Oliveira. Formado em 1976 pela Escola de Medicina e Cirurgia, ligada à da Federação das Escolas Federais Isoladas do Estado do Rio de Janeiro (atual Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), especializou-se em psiquiatria e o interesse pela medicina social o fez se aproximar das artes. Na Escola de Teatro Martins Pena, estudou corpo, expressão e compartilhou as ideias de Augusto Boal, dramaturgo brasileiro que entende o teatro como instrumento que atinge também a saúde mental, a educação e o sistema prisional. A formação complementar o influenciou para que fizesse parte dos projetos Terapeutas da Alegria e Humanizarte.

A defesa de que os profissionais da saúde devem encurtar as distâncias entre pacientes e colegas de trabalho é aplicada em outras áreas de ensino. Oliveira é professor em cursos de Administração e dá aula de Transpessoalidade. A disciplina trata das palavras-chave que rodeiam o ser humano: amor, ódio, ciúme, sexo. “A Administração é uma ciência humana. Para ser um bom gestor, antes da técnica, o administrador precisa se relacionar bem”.

O contato com a Administração não se deu ao acaso. Oliveira é presidente da Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme) e chefe do Departamento de Saúde Pública da UFSC, onde está desde 2002. As atividades administrativas dividem espaço com os projetos de pesquisa, as orientações de mestrado, as avaliações de projetos junto ao Ministério da Saúde, onde é consultor, e com os trabalhos de extensão.

Em 2008, com alunos da graduação e de pós-graduação, participou de um trabalho com moradores do bairro Pantanal sobre o sistema de lixo da comunidade. A quantidade de lixo jogado nas ruas e nos terrenos refletia a falta de consideração dos moradores pelo bairro – uma questão mais complexa do que a falta de educação.  A atividade teve duas intervenções no Pantanal. Hoje, o Laboratório de Saúde Comunitária e Atenção Psicossocial, onde são realizadas as atividades de extensão, está aberto a novas iniciativas.

Entre seus sete projetos de pesquisa em andamento, um deles continua um estudo que Oliveira iniciou no mestrado e deu sequência no doutorado, sobre moradores de rua.  O projeto Educação Social de Rua busca coletar, analisar e publicar dados sobre a Pedagogia Social de Rua, em caráter internacional. Se dessa vez a pesquisa é mais acadêmica, entre 1990 e 1994, quando realizou o doutorado na University of Minnesota, a pesquisa foi a campo. Oliveira frequentou por um ano e meio as ruas de São Paulo, conviveu com os seus moradores e com os representantes de instituições como a Pastoral do Menor e Fundação CASA, antiga Febem. “Foi um momento muito intenso da minha vida”, lembra o professor.

Outras duas pesquisas estão ocupando Oliveira e alunos da graduação. Eles estão interessados em identificar e entender quais os motivos que levam as pessoas a tomarem tantos medicamentos para transtorno mental, especialmente as crianças. O trabalho desenvolvido desde 2008  indica a importância do tema na atualidade e pode, no futuro, propor caminhos para alterar essa problemática.

Saiba Mais:

Prêmios/títulos registrados no Lattes:

1993 – Mac Arthur Predissertation Fieldwork Grant, Mac Arthur Foundation for Peace and International Cooperation.
1990 – Presidential Leadership Award, University of Minnesota.
1990 – Certificate of Appreciation, Lotus Delta Coffman.
1986 – Recognition Award, Minnesota Awareness Project.
1985 – Hubert H. Humphrey Fellowship, Institute of International Education.
1983 – Council for International Program Fellowship, United States Information Agency.

Mais informações:  walter@ccs.ufsc.br / Telefone: (48) 3721-9388

Por Claudia Mebs Nunes / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Tags: PrêmioPremio Cientista do AnoWalter Oliveira

Projeto 12:30 recebe banda Habitantes de Zion nesta quarta e quinta

29/11/2010 10:02
Grupo se apresenta também no Projeto 12:30 Acústico, nesta quinta-feira

Grupo se apresenta também no Projeto 12:30 Acústico, nesta quinta-feira

O Projeto 12:30 desta quarta-feira, 1º/12, recebe a banda de reggae Habitantes de Zion. O show acontece às 12h30min, na Concha Acústica da UFSC. É gratuito e aberto à comunidade.

A banda também se apresenta no Projeto 12:30 Acústico desta quinta-feira, 2/12, às 12h30min, no Teatro da UFSC, ao lado da Igrejinha. Assim como o anterior, o espetáculo é gratuito e aberto à comunidade.

A banda de Reggae Habitantes de Zion foi fundada em meados de 2004 em Florianópolis por Maurício Zion, o ‘Mister Roots’, com alguns companheiros de filosofia e trouxe para o ritmo quente do reggae as suas composições – letras inspiradas nos princípios de amor, liberdade e paz, bandeiras da nova era. Foi o encaixe perfeito, pois o reggae, originário da Jamaica, nasceu do anseio da juventude em libertar-se do jugo do preconceito e das barreiras sociais e econômicas, tornando-se, mais tarde, o mais forte louvor de fé daquele povo em um Deus Libertador.

Com um som sem regras e um ritmo contagiante, misturado a letras de mensagens claras e reflexivas, os Habitantes de Zion vêm conquistando público e expressão. Em sua trajetória musical, a banda já dividiu palco com artistas de projeção, como os grupos Jah Live (DF), Mato Seco (SP), Namastê (PR) e as internacionais Israel Vibration (Jamaica), Groundation (Califórnia – EUA) e Midnite (St. Croix – Ilhas Virgens); além dos cantores Ras Bernardo (SP), Professor Dionísio (RS), Dada Yute (SP), Fauzi Beydoun (MA), entre outros. Tudo sempre com muita competência e profissionalismo.

Fiéis ao seu compromisso em propagar mensagens positivas e músicas de conteúdo e qualidade, a banda conta hoje com o respeito e admiração de grandes nomes da música brasileira e da reggae music.Mais informações como músicas, fotos, vídeos sobre a banda são encontrados no link www.myspace.com/habitantesdezion

Os integrantes:

Mister Roots (vocal), Meg Roots e Bia Lits (backing vocal), Davizerah (baixo) , Jean Zion (bateria), Rodrigo Mustafa (teclados), Vinicius (percussão), Ras Keko (guitarra base) e Bruno HDZ (guitarra solo).

Serviço:

O QUÊ: Show com a banda de Reggae Habitantes de Zion

QUANDO E ONDE: Dia 1º de dezembro de 2010, quarta-feira, às 12h30 na Concha Acústica, Praça da Cidadania, Campus Universitário.

Dia 02/12 às 12h30 no Teatro da UFSC, ao lado da Igrejinha, na Praça Santos Dumont. Trindade, Florianópolis.

QUANTO: Gratuito, aberto à comunidade.

CONTATO: DAC: projeto1230@dac.ufsc.br – www.dac.ufsc.br – BANDA: e-mail: habitantesdezion@gmail.com ou habitantesdezion@hotmail.com

‘Mister Roots’ Maurício Zion: (48) 3233-0791 ou (48) 8417-7438

Luz de Zion Produção (48) 3269-7835

Fonte: Patrícia Siqueira – Acadêmica de Jornalismo, Assessoria de Imprensa do DAC: SeCArte: UFSC, com material institucional e da banda.

Tags: culturaProjeto 12:30

Grupo de Estudos de Astronomia comemora 25 anos com programação especial no Auditório do Planetário

29/11/2010 09:46

Em comemoração aos 25 anos do Grupo de Estudos de Astronomia (GEA), o planetário da UFSC estenderá suas atividades até a primeira semana de dezembro com três dias de programação especial. A ideia é comemorar o aniversário do grupo e o Dia Internacional da Astronomia (02/12) com temas de interesse do público em geral.

Entre as palestras que serão ministradas por integrantes do GEA estão “História da Astronomia”, por Adolfo Stotz, “Estrelas, Constelações e Planetas”, por Alfredo Martins e “Cosmologia”, por Antonio Lucena.

“Não podemos deixar essas datas passarem em branco”, diz José Geraldo Mattos, secretário da atual diretoria do GEA. Por isso, no dia 3 de dezembro, acontecerá também uma festa de confraternização de fim de ano às 20h na Associação dos Servidores do Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (Asder).

O Anfiteatro do Planetário da UFSC, onde acontecem as palestras, tem capacidade de 45 lugares e não é necessária a inscrição prévia.

25 anos de Estudos Astronômicos

Há 25 anos, todas as sextas-feiras, às 20h, acontecem no Planetário da UFSC palestras abertas ao público com temas diversos relacionados à astronomia e a ciências afins. Além das palestras, são oferecidas à comunidade nos meses de maio e setembro cursos compostos por aulas expositivas, sessões de planetário e observação em telescópio. O Grupo foi criado no dia 2 de dezembro de 1985, e desde então  realiza também reuniões e eventos astronômicos, como a Festa das Estrelas no município de Alfredo Wagner, com observação de eclipses e cometas em locais públicos.

Programação de aniversário:

01/12 – quarta
18h – Sessão de DIGISTAR – Tânia Maris
19h – História da Astronomia – Adolfo Stotz
20h – Estrelas, Constelações e Planetas – Alfredo Martins
21h – Galáxias – Gustavo La Torre

02/12 – quinta
19h – Astronomia Moderna – Frederico Taves
20h – Cosmologia – Antonio Lucena
21h – Vida no Universo – Adolfo Stotz

03/12- sexta
20h – Festa de Confraternização de Fim de ano ASDER

Mais informações: www.gea.org.br

Por Ana Luísa Funchal/ Bolsista de Jornalismo na Agecom

Tags: astronomiaGrupo de Estudos de Astronomia (GEA)