Supermercado Angeloni direciona recursos para o Hospital Universitário até o final de junho

08/06/2006 15:29

Uma promoção inédita está sendo realizada pela rede de Supermercados Angeloni em Florianópolis até o final de junho. Durante todos os finais de semana, as lojas da Capital vão destinar 1% do lucro para que a Associação Amigos do HU possa equipar a nova emergência do hospital, que está em fase de conclusão. Segundo o presidente da Associação, Narciso Policarpo, essa é uma iniciativa da empresa que, no mês de aniversário, desenvolve atividades contemplando alguma instituição. Nesse ano, a Associação Amigos do HU foi escolhida.

Durante todos os sábados e domingos as compras efetuadas nas lojas de Capoeiras, Centro, Beira-Mar Norte e Santa Mônica estarão contribuindo com a iniciativa. Policarpo informa que a verba deverá ajudar a comprar todos os equipamentos que serão utilizados na nova emergência do HU, que está sendo construída em parceria com várias entidades e a direção do hospital. “O projeto para equipar o setor está orçado em R$ 500 mil. Nós queremos, com isso, dar melhores condições de atendimento aos milhares de pacientes que procuram aquele setor diariamente”, destaca.

A nova emergência terá área de 1.461 metros quadrados e vai custar cerda de R$ 2 milhões. Para a obra os recursos estão assegurados. O presidente da Associação Amigos do HU elogiou a iniciativa do Angeloni e destacou que esse exemplo deveria ser seguido pelos demais empresários, no sentido de amenizar as dificuldades que as camadas menos favorecidas da sociedade sofrem. “Se isso fosse seguido por outras firmas, certamente teríamos educação, lazer, saúde, etc de melhor qualidade à disposição da população”.

Mais informações junto à Associação de Amigos do HU pelo fone Informações: 3331 8042

Por José Antônio / Jornalista da Agecom

Reunião de Terapeutas Reikianos da Comunidade Universitária da UFSC

07/06/2006 16:18

O Projeto Harmonia, desenvolvido no Centro de Desportos/UFSC, convida a Comunidade Universitária que tem iniciação na Técnica Corporal de Reiki (Níveis I, II ou III) para participar de uma reunião a se realizar no dia 9 de junho às 16 horas no Auditório do CDS.

O objetivo principal desta é organizar um grupo e criar no cotidiano da vida universitária, um espaço de trocas, vivências e estudo das terapias corporais complementares, um espaço de cuidado, um espaço no qual se aprende a “saber cuidar” de si, dos outros e do planeta.

O público-alvo inclui: professores(as), acadêmicos(as) e servidores(as) da UFSC que tenham iniciação em Reiki.

Essa iniciativa se justifica em função de que esses “terapeutas” de formação, em sua grande maioria, não colocam em prática seus saberes, nem mesmo para benefício próprio, devido às atribulações do cotidiano demandadas, principalmente, por sua outra área de formação/atuação profissional. Este projeto então, surge como uma tentativa de congregar essas pessoas na direção de um esforço comum (e não mais individual) de se beneficiarem com estes saberes.

Pois, em nossa sociedade temos visto as pessoas adoecerem, tamanho o estresse ao qual estão sendo submetidas diante das exigências contemporâneas. Todos estressados, correndo de um lado para o outro na tentativa de garantir sua sobrevivência.

E, dentro da universidade, esse quadro igualmente tem se concretizado. Quase sempre recebemos notícias de afastamentos, trancamentos, em sua grande maioria por doenças relacionadas ao estresse (leia-se, trabalho). Sendo assim, no “corre-corre” do cotidiano da universidade, a necessidade de se criar um espaço para se recompor as energias perdidas, com vistas a recuperar e manter o equilíbrio corporal se faz fundamental. Nesse caso, então, precisamos trabalhar a partir do que temos para tentarmos avançar e concretizar e compartilhar uma experiência plena de vida e saúde no contexto universitário.

Mais Informações: por e-mail: ckerdemelo@yahoo.com.br ou, pelo tel.: 3331-8561

Projeto 12:30 Acústico retorna ao palco com “A Arte de Amar”

07/06/2006 08:36

Raphael e Cesinha-A Arte de Ama

Raphael e Cesinha-A Arte de Ama

Retorna à atividade, nesta quinta-feira, dia 8 de junho, o Projeto 12:30 Acústico com o espetáculo “A Arte de Amar”. Resultado da produção poética de César Augusto Félix, Cesinha, e da produção musical de Raphael Galcer, o show conta com a participação especial do flautista Bernardo Sens, do saxofonista Giann Carlo, da Bailarina Clarissa Melo e de Gustavo Iê no pandeiro. A apresentação, que começa às 12h30 e vai até às 14h, acontece no Teatro da UFSC, com entrada gratuita e aberta à comunidade.

César Augusto Félix é acreano de Rio Branco, e reside em Florianópolis desde 1996. Tem dois livros de poesia publicados – “A oficina da poesia” (2003) e “Se você olhar dentro do poema, o poema olhará dentro de você” (publicações independentes) – e já participou de vários projetos artísticos em Florianópolis, sempre declamando poesia.

Raphael Galcer é violonista e compositor. Participou de todas as edições do festival de música de Itajaí, desenvolveu um trabalho de poesia sonora, no início do ano, com a poeta Ryana Gabech, e, atualmente, participa do espetáculo de poesia e música com o poeta César Félix. Galcer está gravando seu primeiro CD, intitulado “margem esquerda”, e faz parte do grupo de samba Bom Partido.

Sobre a arte de amar

O espetáculo “sobre a Arte de Amar” é resultado da produção poética de César Augusto Félix, Cesinha, e da produção musical de Raphael Galcer. O show tem uma hora e meia de duração e conta com a participação especial de artistas de Florianópolis: o flautista Bernardo Sens, o saxofonista Giann Carlo, a Bailarina Clarissa Melo e o batuque do pandeiro de Gustavo Iê.

Além de composições próprias o poeta declamará poemas de Vinícius de Morais, Vladimir Maiakovski, Lupcínio Rodrigues, Geir Campos, Charles Silva e dos poetas acreanos Antonio Manoel, Aldo Nascimento e Sérgio Patchouli – uma homenagem a poetas muito bons, porém de pouco reconhecimento. Na música, Raphael Galcer interpretará, além de composições próprias, músicas de Chico Buarque, Paulo César Pinheiro e Tiago do Espirito Santo, Paulinho Pedra Azul, Baden Powell, Tatiana Cobbett e Marcoliva.

Dois autores, dois compositores, dois artistas, dois instrumentos: o sentimento transposto em palavra e a música cantada pelo violão. O exercício seria encontrar algo que os unisse, algo na palavra, no sentimento, no violão, na música, no ato de compor e de escrever que reverberasse a mesma sintonia dos artistas.

Não foi por outro motivo que o espetáculo ganhou esse nome. Os dois artistas chegaram à conclusão de que a totalidade das composições e interpretações apresentadas neste show tem como motivação a arte de amar.

Poemas e músicas revelados e revelando-se pelo amor à arte, à vida, a uma mulher, uma criança, um louco, um erro, um pássaro, uma estrada, uma cidade, uma dor, uma decepção, uma rebeldia. Amor a tudo que ri, tudo que chora, tudo que sente saudade, tudo que anda e que andará, tudo que brilha, reclama, samba, zanga e não esquece. Tudo que diz e contradiz, tudo que deita e é feliz.Porque se existe poesia existe vida, e “sem a música a vida seria um erro”. Aqui está o show; bem-vindo ao espetáculo.

Sobre o Projeto 12:30 da UFSC

O Projeto 12:30 Acústico é um dos desdobramentos do Projeto 12:30 da UFSC e vem atender à demanda do público e de artistas que apreciam outro estilo de música, de caráter mais intimista, mesclando repertório da MPB, produções regionais e clássicos nacionais e internacionais, nas versões cantadas com acompanhamento ou apenas instrumentais, desde apresentações solo até orquestras de câmara. O Projeto 12:30 Acústico, com apresentações musicais às quintas-feiras do período letivo, vem sendo realizado desde meados de 2000, tendo encontrado melhor aceitação no palco do Teatro da UFSC. Em 2005, devido à falta de recursos, foram reduzidas as edições mensais, e no segundo semestre, durante o período de greve na UFSC, as atividades foram suspensas. A proposta para este ano é que as apresentações do Acústico sejam realizadas a cada quinze dias.

O Projeto 12:30, nas versões Ao Ar Livre e Acústico, é realizado pelo DAC (Departamento Artístico Cultural), da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da UFSC, e apresenta semanalmente, Ao Ar Livre na Concha Acústica, atrações de cunho cultural, grupos de música, dança e teatro. As apresentações do Acústico deverão acontecer quinzenalmente no Teatro da UFSC. Artistas interessados em participar devem entrar em contato com o DAC através dos telefones (48) 3331-9348 e 3331-9447 ou por e-mail, enviando mensagem para projeto1230@dac.ufsc.br.

SERVIÇO:

O QUÊ: “A Arte de Amar”, com César Augusto Félix “Cesinha” e Raphael Galcer

ONDE: Projeto 12:30 Acústico, no Teatro da UFSC

QUANDO: Dia 08 de junho de 2006, quinta-feira, às 12h30

QUANTO: Gratuito e aberto ao público

PROGRAMA: Poesia e MPB

Fonte: [CW] e Renan Fagundes – acadêmico universitário.

Assessoria de Imprensa do Projeto 12:30 – DAC – Departamento Artístico Cultural da UFSC – (48) 3331-9348 / 3331-9447 – www.dac.ufsc.br

CineCED apresenta “MACHUCA” nesta quarta-feira na UFSC

06/06/2006 22:37

O Centro de Ciências da Educação (CED) da UFSC promove, sempre às quartas-feiras, às 17h30min, o CineCED, com exibição semanal de curta e longa-metragens, no auditório do centro. A entrada é gratuita e aberta ao público.

Nesta quarta-feira, dia 7, o público poderá conferir a produção chileno-espanhola “Machuca”, de Andrés Wood, sobre a amizade entre dois garotos de diferentes classes sociais durante o período mais marcante da história recente do Chile, a queda do governo socialista de Salvador Allende e o golpe militar que instalou a ditadura de Augusto Pinochet. Gonzalo Infante (Matías Quer) é um menino da classe alta chilena que vê sua vida mudar quando o colégio em que ele estuda, o tradicional Saint Patrick, recebe a matrícula de garotos pobres da periferia de Santiago, entre eles, Pedro Machuca (Ariel Mateluna). A iniciativa de implantar as cotas é do padre McEnroe (Ernesto Malbran), inspirado nas idéias revolucionárias de Allende. Logo, as diferenças de classe entre os dois amigos marcarão a relação para sempre.

Na próxima quarta-feira (14), o CineCED exibe “Hotel Ruanda”, dirigido por Terry George, sobre o conflito naquele país que levou cerca de um milhão de pessoas à morte, em 1994. Para tentar aliviar o sofrimento dos ruandeses, o gerente de um hotel, Paul Rusesabagina (Don Cheadle), decide abrigar mais de 1,2 mil pessoas para tentar salvá-las da guerra. O elenco conta também com as interpretações de Desmond Dube (Dube), Hakeem Kae-Kazim (George Rutaganda), Tony Kgoroge (Gregoire), Neil McCarthy (Jean Jacques), Nick Nolte (Coronel Oliver).

“A Encantadora de Baleias”, produção neozelandesa dirigida por Niki Caro, e “As Filhas do Vento”, do brasileiro Joel Zito Araújo, serão as atrações dos dias 21 e 28 de junho.

Fonte: CineCED

Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis oferece apoio às eleições do DCE

06/06/2006 19:31

Segundo a Pró-Reitora de Assuntos Estudantis, Corina Martins Espíndola, o envolvimento da Pró-Reitoria é dirigido aos membros da Comissão Eleitoral e aos mesários, que atuarão nos dois dias da eleição: 7 e 8 de junho.

“Para a administração da UFSC é essencial apoiar a eleição, para que o processo de escolha da Diretoria do DCE seja o mais tranquilo e legítimo possível”.

Durante todo o processo a PRAE auxiliou a comissão com material de expediente, na divulgação da eleição com faixas, cartazes e com o fornecimento de alimentação aos mesários.

Vote e ajude a fortalecer o DCE!

VESTIBULAR 2006: UFSC divulga a nona chamada

06/06/2006 19:19

O Departamento de Administração Escolar da UFSC divulgou a 9ªchamada de candidatos classificados no Vestibular UFSC/2006, por meio do Edital Nº 21/GD/DAE/2006. Os 12 estudantes convocados devem realizar sua matrícula até 9 de junho, no Departamento de Administração Escolar.

Todos foram convocados para o segundo semestre.

Acesse o edital completo em

site do DAE.

Lançamento da Rádio Ponto UFSC é na quinta-feira

06/06/2006 12:00

A Rádio Ponto UFSC faz seu lançamento oficial na quinta-feira, a partir do MEIO-DIA E MEIA, na Concha Acústica. O evento conta com a participação especial da banda Tec Toys, que toca música dos anos 80. Os bolsistas e os voluntários vão fazer a apresentação da rádio. A idéia é divulgar à comunidade universitária uma emissora que já existe na internet desde 1999 e, desde 2004, vem sendo transmitida, dentro do campus, também na freqüência

106.1 FM.

“A Rádio Ponto foi criada a partir do Trabalho de Conclusão de Curso

(TCC) de Fabiana de Liz e Sabrina D´Aquino, que hoje em dia já são

jornalistas. Mas a Rádio nunca chegou a ser divulgada”, explica Andressa Taffarel, bolsista da rádio. Além de falar sobre o surgimento do projeto, o lançamento oficial também vai apresentar a programção da Rádio Ponto – os presentes irão, inclusive, ouvir trechos dos programas.

Bola na Trave, Ponto Rock, Muviola, Grande Jornada Esportiva, O Bizarro,Salto Alto e Radiojornal Universidade Aberta são algumas das produções distribuídas ao longo do dia. Além disso, de hora em hora a UFSC e a educação têm destaque no Espaço da Notícia, que traz boletins com as últimas informações de interesse da comunidade universitária. Às vésperas da Copa do Mundo, a equipe do Grande Jornada Esportiva também prepara uma cobertura especial do mundial, com transmissão dos amistosos e de mais de 30 jogos da competição. Com boletins e informações sobre jogadores, equipes, grupos e

comentários, está no ar também o Ponto Copa, todos os dias, a partir das 17h30min. Todos os programas são produzidos por alunos do Curso de Jornalismo.

O lançamento oficial da Rádio Ponto UFSC está previsto para terminar às 13h30min

Por Taise Bertoldi e Déborah Salves/ alunas do Curso de Jornalismo da UFSC

CD-Rom das bromélias começa a ser distribuído para 1.300 escolas

06/06/2006 11:43

A exposição sobre bromélias em Santa Catarina, aberta ontem à noite (5) no hall da Reitoria da UFSC, em Florianópolis, permanece aberta à visitação por uma semana. O evento é uma homenagem à professora e pesquisadora Maike Hering de Queiroz, falecida no dia 19 de abril. Integrando a Semana Mundial do Meio Ambiente, o destaque na inauguração da exposição foi o lançamento do CD-Rom Bromélias de SC, publicado pela EdUFSC, e elaborado pelas biólogas Márcia Patrícia Hoeltgebaum e Maike Hering de Queiroz.

Na solenidade, que atraiu cerca de 300 pessoas, foram ouvidos discursos emocionados do reitor da UFSC, Lúcio José Botelho, que destacou a pesquisa de Márcia e Maike como referência no País, do biólogo Ademir Reis, representando o Departamento de Botânica, onde Maike Hering de Queiroz lecionou por quase 30 anos; do presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado (Fapesc), Vladimir Piacentini; e do ex-reitor e ex-secretário da Educação, Antônio Diomário de Queiroz, viúvo de Maike.

A apresentação do CD ficou a cargo da bióloga e coordenadora de Projetos da Fapesc, Márcia Hoeltgebaum, que destacou o papel cultural, científico e educacional das bromélias, sobretudo no que tange à preservação da Mata Atlântica. Enquanto ocorriam os discursos, o telão, no fundo, apresentava um pouco da obra e vida da pesquisadora homenageada.

O CD-Rom está sendo disponibilizado para entidades, universidades e escolas. A partir desta semana, conforme adiantou a Secretaria de Estado da Educação, será distribuído para as mais de 1.300 escolas da rede pública estadual. Também poderá ser adquirido nas livrarias da EdUFSC no Campus da UFSC pelo preço de R$ 25,00. A Editora distribuirá a obra também em nível internacional. A Pró-Reitoria de Cultura e Extensão, à qual a EdUFSC está ligada, encaminhou dois exemplares à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

A promoção é conjunta. Pela UFSC, envolve, além da editora e da Pró-Reitoria de Cultura, o Centro de Ciências Biológicas e o Departamento de Botânica; e pela Secretaria de Estado da Educação, Ciência e Tecnologia, a Fundação de Apoio Científico e Tecnológico (Fapesc).

Parte dos recursos das vendas do CD será destinada à manutenção da Unidade de Conservação Ambiental Desterro, que foi idealizada por Maike Hering de Queiroz e que preserva 1,1% do território da Ilha de SC.

Outras informações com Márcia pelos fones (48) 3215-1210 e (48) 9931-0770; com Alcides Buss, fone (48) 3331-9605, ou com Diomário de Queiroz, (48) 3235-1200.

Por Moacir Loth/ jornalista da UFSC/FAPESC

Professora da UFSC fala sobre a polêmica de O Código da Vinci nesta sexta

06/06/2006 10:51

Madalena 14 - Vera Sabino

Madalena 14 - Vera Sabino

O livro e o filme O Código da Vinci são grandes sucessos atuais, mas os estudos históricos e antropológicos a respeito da temática de personagens bíblicas vêm recebendo atenção há mais de três décadas. Com uma trama de suspense, O Código da Vinci é uma ficção em que são questionadas algumas crenças do catolicismo. Obras-de-arte de artistas famosos e organizações como a Opus Dei e o Priorado de Sião são alguns dos elementos que compõem a narrativa de Dan Brown.

Na UFSC, a professora Salma Ferraz, do Programa de Pós-Graduação em Literatura, se dedica à Teopoética – estudos comparados entre Teologia e Literatura – e compareceu recentemente ao Programa do Jô, para falar a respeito da polêmica do livro de Dan Brown. A entrevista será exibida nesta sexta-feira (9/6) no auditório do CCE, às 10h, e em seguida, haverá um debate sobre o tema que inspirou o livro e o filme O Código da Vinci.

Com a explosão dos estudos referentes a temas bíblicos, há cerca de 30 anos, muitos escritores passaram a trazer personagens da crença cristã para sua ficção. A professora Salma cita como exemplos os escritores brasileiros Júlio de Queirós, autor de Amor ao Amor, e Moacyr Scliar, que é de Santa Catarina. No exterior, ela aponta os norte –americanos Gore Vidal e Jim Grace, o autor português José Saramago, com a obra O Evangelho Segundo Jesus Cristo, e a escritora belga Marguerite Yourcenar, que escreveu o conto Maria Madalena. Por se tratar de um best-seller, o romance policial de Dan Brown ganhou maior visibilidade do que os outros livros que versavam sobre a mesma temática.

Figura presente nessas obras, Maria Madalena foi tema de uma disciplina ministrada pela professora, em que foram abordados os Evangelhos bíblicos, canônicos, apócritos e as lendas da Idade Média. O Código da Vinci sugere que a personagem bíblica tenha sido casada com Jesus Cristo, tese considerada absurda pela professora Salma. Ela defende, ao contrário do livro, que se Jesus fosse casado, a história do Cristianismo não seria abalada. “O casamento era a coisa mais sacrossanta na época, tanto para judeus como para cristãos era uma benção ser casado. Portanto, se, hipoteticamente, Jesus tivesse tido uma esposa, os evangelistas naturalmente contariam”, explica Salma.

Outro aspecto apontado pela professora é o de que Jesus revolucionou a história das mulheres. “Nunca um homem esteve tão cercado de mulheres como ele. Seu carisma era tão grande que elas se sentiam inebriadas por sua fala, sua pregação”. Salma concorda com o poeta Paulo Leminski que disse que Jesus era um cortejador, alguém que sabia tratar bem e dignamente uma mulher. “Com tantas mulheres em sua vida, seria natural se ele fosse casado e isto, se fosse verdade, não teria sido omitido”, conclui a professora. Para ela, tudo isso não passa de lenda, de um belo conto de fadas.

Quem foi Maria Madalena

A professora Salma quer resgatar a imagem verdadeira de Maria Madalena. Ela explica a confusão que ocorreu em 580, quando o Papa Gregório I fez um sermão no qual fundiu três personalidades femininas em uma só. Com a atribuição de características de outras mulheres à Maria Madalena, ela ficou conhecida injustamente como a prostituta arrependida. Somente em 1967 a Igreja admitiu o erro que cometera.

Na Bíblia, Madalena figura como uma mulher de situação financeira privilegiada e que servia a Jesus com seus bens. Portanto, de acordo com a professora, dizer que Madalena foi meretriz significa afirmar que a pregação de Jesus e de seus apóstolos foi financiada com dinheiro da prostituição. Salma considera absurdo confundir a apóstola de Jesus com uma mulher da vida e o seu dinheiro, desta forma impura, sustentar uma causa tão nobre.

“O que nós, estudiosos da Teologia, queremos é resgatar o papel de Maria Madalena como apóstola e mulher fundadora da mensagem da ressurreição, tema maior dentro do Cristianismo”, explica a professora. “Ela esteve presente na Cruz, quando os discípulos tinham sumido amedrontados. Também compareceu à ressurreição, com um vaso na mão, para ungir os pés de Jesus depois de morto”.

Imagem das mulheres

Duas das figuras bíblicas femininas mais criticadas negativamente pela Igreja Católica são Eva e Maria Madalena. A primeira, de acordo com Salma, é retratada como a mulher que arrasta Adão para o pecado. Já Madalena, apesar de sua personalidade forte e de liderança entre os discípulos, é vista como uma tentação na vida de Cristo no novo testamento, além de ter sido possuída por sete demônios. Para a professora, há grandes mulheres presentes na Bíblia, como Sara, Raquel, Rebeca e Ruth, mas a Igreja, com seu caráter patriarcal, preferiu dar ênfase para os papéis negativos. “A Bíblia não é machista em si. Muito pelo contrário, as mulheres faziam cada encrenca, cada coisa de deixar os homens atordoados, como os exemplos de Sara e Hagar. Os homens faziam o que elas queriam no Velho Testamento”, explica Salma.

A professora acredita que se não houvesse essa ênfase negativa no papel feminino, a ordenação de mulheres, tanto na Igreja Católica quanto na Protestante, seria possível. Além da religião, a sociedade ocidental também teria sido diferente para Salma, não fosse a influência da Igreja. “Não haveria a necessidade do movimento feminista, a história das mulheres seria outra”. De acordo com ela, o Cristianismo moldou o ocidente, está inserido no DNA da civilização ocidental, portanto a cultura está enraizada no Cristianismo.

Para mais informações: professora Salma Ferraz – 3234 86 70 ou salmaferraz@brturbo.com.br

Por Ingrid Cristina dos Santos/bolsista de jornalismo da Agecom

Mesa-redonda homenageia importante personagem da história da UFSC

05/06/2006 18:43

O auditório do Centro de Comunicação e Expressão (CCE) será espaço de uma mesa-redonda em homenagem ao centenário do nascimento do professor George Agostinho da Silva, importante personagem da fundação da UFSC. O evento acontece nesta quinta-feira, dia 8, às 10h, organizado pelo CCE e pela Academia Catarinense de Letras (ACL).

Participam da mesa os escritores Salim Miguel e Ernesto Tremel, os professores Celestino Sachet, Sílvio Coelho dos Santos e Gilvan Oliveira, sob a coordenação do presidente da ACL, professor Lauro Junkes. O professor Amandio Silva, um dos responsáveis pelas comemorações do centenário em Portugal, também deve comparecer.

Nascido em 1906, na cidade portuguesa de Porto, George Agostinho da Silva passou boa parte de sua vida buscando a reaproximação e o intercâmbio das antigas colônias lusitanas com Portugal. Com a ditadura Salazarista, iniciada no começo da década de 1930, o professor partiu para alguns países da Europa, África e Ásia, até chegar ao Brasil no final dos anos quarenta.

Em Santa Catarina, no ano de 1955, Agostinho teve um papel fundamental no processo de criação da UFSC, ao lado do professor Ferreira Lima, responsável pela instalação da universidade e seu primeiro reitor. Durante a administração de Ernani Bayer, foi o responsável pelo início dos contatos da UFSC com a comunidade dos Açores.Também criou o Departamento de Cultura do estado, em conjunto com o professor Walter Piazza, e um núcleo de Estudos Africanos em Florianópolis.

O estudioso passou por Salvador, na Bahia, onde instituiu o Centro de Estados Afro-Orientais (CEAO), em 1959. Já em 1962, foi um dos baluartes da Universidade de Brasília (UnB), atraído pelo então Ministro da Educação Darcy Ribeiro. Lá, estabeleceu um Centro de Estudos Portugueses.

O professor era avesso à ditaduras. Em 1969, alguns anos após o estabelecimento do regime militar no Brasil, Agostinho da Silva regressou a Portugal, país em vias de restabelecer a democracia que veio com a Revolução dos Cravos, em 1974. Dedicando-se plenamente à escrita, morreu no dia 3 de abril de 1994, em Lisboa.

Saiba mais no site http://www.agostinhodasilva.pt/entrada.htm

Por Gustavo Bonfiglioli/bolsista de Jornalismo da Agecom

Ex-professor da UFSC morre no sábado

05/06/2006 16:16

Aos 67 anos, morreu o ex-professor da UFSC Octacílio Schuler Sobrinho. O economista, sociólogo e bacharel em direito faleceu no sábado, em Blumenau, vítima de falência múltipla dos órgãos. Nos últimos meses, o mestre em Metodologia e Epistemologia havia passado por diversas cirurgias e fazia tratamento no Médio Vale do Itajaí.

Graduado na UFSC em Economia e Direito, Octacílio foi professor titular da UFSC, Udesc e professor fundador da Fundação Educacional do Oeste de Santa Catarina, hoje Universidade do Oeste Catarinense (UNOESC). Escritor e ensaísta, possuía dezenas de livros publicados. Também era membro da maçonaria, e foi grão-mestre do Grande Oriente de Santa Catarina por duas vezes, além de ter pertencido ao Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, à Academia Desterrense de Letras, à Academia Catarinense Maçônica de Letras, à Academia de Ciências, Letras e Artes do Brasil, entre outras entidades. Exerceu atividades de escrivão, escriturário e delegado de polícia, sendo o fundador e primeiro diretor da Escola de Polícia Civil, hoje Academia de Polícia Civil.

O intelectual também atuou como secretário interino de Segurança Pública e Educação em Santa Catarina, e foi diretor e presidente de diversas instituições, como o instituto de Previdência (Ipesc), Banco do Estado de Santa Catarina (BESC) e BrasilTelecom. Seu corpo foi sepultado ontem no cemitério Jardim da Paz, em Florianópolis, onde residia.

Por Gustavo Bonfiglioli/bolsista de Jornalismo da Agecom

UFSC oferece auxílio para participar da XIV Jornada de Jovens Pesquisadores da Universidades Grupo Montevidéu

05/06/2006 15:23

Estudantes de graduação, de pós-graduação e docentes em formação têm até esta sexta-feira, 9 de junho, para encaminhar resumos de trabalhos a serem apresentados na XIV Jornada de Jovens Pesquisadores da Associação de Universidades Grupo Montevidéu (AUGM).

Os trabalhos devem ser encaminhados ao Escritório de Assuntos Internacionais (ESAI), da UFSC. A universidade oferecerá auxílio para participação no evento aos estudantes que tiverem seus trabalhos selecionados. O encontro será realizado entre os dias 13 e 15 de setembro, na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) São Paulo – Brasil.

Associação de Universidades Grupo Montevidéu (AUGM é composta por 18 universidades de cinco países da América Latina, incluindo a UFSC. As Jornadas têm como objetivo promover o intercâmbio científico e cultural entre os estudantes das universidades parceiras. A UFSC poderá apresentar até 40 trabalhos. Mais informações pelo telefone3331-8225, e-mail: esaijornadas@mbox1.ufsc.br ou ainda www.ufsc.br/esai. Também no site AUG: www.grupomontevideo.edu.uy ou da UNICAMP: www.cori.unicamp.br/jornadas

Núcleo de Estudos da Terceira Idade divulga cursos que serão oferecidos no segundo semestre de 2006

05/06/2006 14:43

A partir do dia 12 de junho estarão abertas as inscrições para os cursos do NETI com início no segundo semestre de 2006. O NETI (Núcleo de Estudos da Terceira Idade) é um órgão suplementar da UFSC que realiza trabalhos e cursos voltados para a valorização da pessoa idosa, reconhecendo o seu potencial e incentivando o seu engajamento responsável e participativo na sociedade.

Os cursos oferecidos para o próximo semestre são o de formação de monitores da ação gerontológica, oficina de teatro, oficina educativa de criatividade, curso de francês I e II, curso de italiano e Grupo de Encontro.

Os valores dos cursos variam entre R$ 25,00 e R$ 45,00, e devem ser pagos até o dia 30/6. Diferente dos outros cursos, que possuem menor duração, o de formação de monitores da ação gerontológica possui duração de seis semestres. O objetivo é formar monitores para exercer trabalho voluntário voltado para a terceira idade em hospitais, prefeituras e outras instituições que demonstrem interesse neste tipo de serviço.

Calendário:

12 a 30/6 – Matrícula de alunos novos e regulares.

30/6 – Data máxima para o pagamento dos boletos.

7/8 – Início das atividades NETI 2006.2

Mais informações:

48 3331 9445

neti@neti.ufsc.br

www.neti.ufsc.br

Projeto 12:30 recebe circuito instrumental universitário na Concha Acústica

05/06/2006 13:20

Quatro a Zero e Joel Nascimento

Quatro a Zero e Joel Nascimento

Nesta quarta-feira, dia 7 de junho, chega à UFSC o Circuito Instrumental Universitário, projeto que, desde o dia 4 de maio, tem levado shows de choro às universidades públicas brasileiras. O evento, que acontecerá entre 12h30 e 13h30 da tarde, na Concha Acústica da UFSC, em frente ao Básico (CCE), vai ter no palco o conjunto Quatro a Zero Choro Elétrico com a participação do bandolinista Joel Silveira. Na quinta-feira, dia 8/6, retorna à atividade o Projeto 12:30 Acústico, com o espetáculo “A Arte de Amar”, no Teatro da UFSC.

Considerado por muitos o maior intérprete vivo do choro, Joel Silveira é um renovador dentro do universo do bandolim, pois suas interpretações marcam a ruptura com o tradicional padrão rígido do instrumento. Grande improvisador, tem vários discos gravados e já tocou ao lado de nomes como Paulinho da Viola, Waldir Azevedo, da Orquestra Sinfônica Brasileira e da Orquestra de Câmera de Blumenau.

Talento consagrado da velha guarda e solista de projeção nacional, Silveira, de 69 anos, contrapõe-se em idade aos jovens instrumentistas do Quatro a Zero. Formado por Daniel Muller – piano, 26 anos, Danilo Penteado – baixo e cavaquinho, 23 anos, Eduardo Lobo – guitarra e violão de 7 cordas, 25 anos e Lucas da Rosa – bateria e percussão, 27 anos, o quarteto ganhou prestígio nacional ao apresentar uma proposta moderna de releitura do choro, fundamentada em pesquisas estéticas, com transposição da linguagem e estrutura do choro para formação instrumental diferenciada, que procura orientar seus trabalhos numa perspectiva de diálogo constante com a história da música popular em nosso país, em especial, no que tange ao universo do choro. Em 2004, obteve o segundo lugar no Prêmio Visa de Música Brasileira e, em 2005, excursionou com o Projeto Pixinguinha, da FUNARTE, patrocinado pela Petrobrás.

O Circuito Instrumental Universitário, que é patrocinado pela Petrobras, visa estimular o gosto pela música instrumental brasileira, em especial a linguagem do choro, ampliando horizontes estéticos e contribuindo para a formação de platéias para o gênero. “Queremos apresentar (ou reapresentar) a esses jovens a capacidade infindável de improvisação dos grupos de chorões, mas de uma forma moderna”, conta Newton Gmurczyk, da Almanaque Projetos Culturais, idealizador do Circuito Universitário.

Iniciado em maio e com agenda até julho, o Circuito Instrumental Universitário conta com uma programação de 15 shows agendados para universidades públicas federais de diversas estados brasileiros, como Bahia, Alagoas, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, etc. Esta apresentação em Florianópolis será a única em Santa Catarina.

O Choro

Quem nunca se emocionou ouvindo um chorinho? O termo choro se deve aos sons graves das melodias feitas no violão por músicos que se exercitavam a partir das passagens de polcas que lhes transmitiam os tocadores de cavaquinhos – esse som induzia a uma sensação de melancolia. Essa melodia chorosa é considerada uma das primeiras músicas urbanas, tipicamente brasileira. Nasceu da improvisação e da adaptação dada pelos músicos ao interpretar ritmos estrangeiros como polcas e xotes, por volta de 1870.

Nessa época, os músicos tinham sempre uma primeira atividade e se dedicavam à música apenas depois do expediente – funcionários de repartições públicas, operários têxteis, do comércio ou instrumentistas das bandas militares. Pessoas simples que trabalhavam durante o dia e tocavam à noite por puro prazer. Os chorões eram os típicos boêmios. O músico popular tocava a música importada de seu jeito e foi isso o que a distinguiu rapidamente da música que era consumida em salões e bailes da alta sociedade. Síncopes e quebras eram freqüentemente inseridos nas melodias, o que se tornaria a estrutura básica do choro.

Aliás, a improvisação e a disputa eram elementos sempre presentes nesse gênero musical. Os grupos de músicos, muitas vezes, eram cercados por torcedores desses “duelos”, que aplaudiam e faziam coro sempre que um chorão conseguia se safar de uma “engasgada”. Os chorões faziam, propositalmente, acordes complicados para “derrubar” os outros músicos. Assim, duas habilidades eram imprescindíveis: percepção para os improvisos e o domínio e a intimidade com o instrumento.

O choro consagrou nomes como Joaquim Antonio Calado (Flor Amorosa), Ernesto Nazareth (Oden, Apanhei-te Cavaquinho), Chiquinha Gonzaga (Atraente, Lua Branca), Patapio Silva (flauta), o mestre de banda Anacleto de Medeiros , o pianista paulista Zequinha de Abreu (Tico – tico no Fubá) e o violonista e compositor João Pernambuco (Sons de Carrilhões). Também Pixinguinha que era tenor, compositor, arranjador, saxofonista e flautista (Carinhoso, Lamentos, 1X0, Ainda me recordo, Naquele tempo, Vou vivendo e Marreco quer água). Além desses, Turunas Pernambucanos, Bonfiglio de Oliveira (pistão), Luiz Americano (clarinete), Abel Ferreira (saxofone), Altamiro Carrilho (flauta transversal), Waldir Azevedo (cavaquinho), Garoto (multi – instrumentista), Luperce Miranda, Jacob do Bandolim e Joel Nascimento (bandolim). E outros tantos nomes que não caberiam nesse release.

Sobre o Projeto 12:30 na UFSC

O Projeto 12:30, nas versões Ao Ar Livre e Acústico, é realizado pelo DAC (Departamento Artístico Cultural), da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da UFSC, e apresenta semanalmente, Ao Ar Livre na Concha Acústica, atrações de cunho cultural, grupos de música, dança e teatro. As apresentações do Acústico deverão acontecer quinzenalmente no Teatro da UFSC. Artistas interessados em participar devem entrar em contato com o DAC através dos telefones (48) 3331-9348 e 3331-9447 ou por e-mail, enviando mensagem para projeto1230@dac.ufsc.br.

SERVIÇO:

O QUÊ: Circuito Instrumental Universitário, com Quatro a Zero Choro Elétrico e Joel Silveira

ONDE: Projeto 12:30, na Concha Acústica da UFSC

QUANDO: Dia 07 de junho de 2006, quarta-feira, às 12h30

QUANTO: Gratuito e aberto ao público

PROGRAMA: Chorinho

Fonte: [CW] e Renan Fagundes – acadêmico universitário

Assessoria de Imprensa do Projeto 12:30, com material da produtora do Circuito Instrumental Universitário.

DAC – Departamento Artístico Cultural da UFSC

(48) 3331-9348 / 3331-9447 – www.dac.ufsc.br

Sobre o Circuito Instrumental Universitário, para mais informações para imprensa, imagens dos músicos e trechos de músicas em mp3:

(11) 3676.1264

Betina Piva – betinapiva@uol.com.br

Celular: 9464.2098

Claudia Corbett – claudiacorbett@uol.com.br

Celular: 8507.2113

Diretor da empresa WEG ministra palestra nesta quinta na UFSC

05/06/2006 12:10

Nesta quinta-feira, dia 8, o diretor técnico da WEG Equipamentos Elétricos S. A, o engenheiro Moacyr Rogério Sens, fará uma palestra na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), apresentando as estratégias de empresa em relação à inovação tecnológica. O evento começa às 14h, no Auditório Luiz Antunes Teixeira, no Centro Tecnológico (CTC).

Fundada em 1961, a WEG, que tem sede em Jaraguá do Sul – SC, hoje está presente em cem países, nos cinco continentes. Considerada a maior indústria de motores elétricos da América Latina, a meta da empresa agora é tornar-se líder mundial na fabricação de motores elétricos industriais de baixa tensão. Para isso, investe cada vez mais em pesquisa e desenvolvimento (P&D).

Além de possuir um centro tecnológico onde trabalham cerca de 500 engenheiros, a WEG conta com o apoio de um Comitê Científico e Tecnológico formado por pesquisadores da UFSC e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Brasil, e instituições de pesquisa de Hannover e Wuperttal, na Alemanha, e Wisconsin, nos Estados Unidos. Neste ano, a empresa pretende investir cerca de R$ 68 milhões em pesquisa e desenvolvimento e R$ 176 milhões em capacitação tecnológica.

Na palestra “Inovação Tecnológica: a visão da WEG”, o engenheiro Moacyr Sens falará sobre essas e outras estratégias da empresa catarinense para atingir padrões internacionais de qualidade e produtividade. O evento é promovido pelo IEEE, um instituto internacional de engenheiros eletricistas, que tem como presidente no Sul do Brasil o professor Renato Carlson, do Departamento de Engenharia Elétrica da UFSC.

Fonte: Núcleo de Comunicação do CTC/ Por Débora Horn

Converse com o professor Renato Carlson por telefone (48 3331-9649) ou por e-mail (rcarlson@ieee.org).

Conheça o Departamento de Engenharia Elétrica em www.eel.ufsc.br

Centro de Educação Infantil Flor do Campus oferece isenção de matrícula

04/06/2006 23:24

Ainda restam vagas com isenção de matrícula para inscrições no Centro de Educação Infantil Flor do Campus (CEI), antigo jardim do Sindicato dos Servidores da UFSC.

Criado em 1999, o centro é gerenciado por uma Comissão Administrativa composta por pais e eleita em assembléia aberta a todos os responsáveis que queiram participar. A finalidade é promover uma educação de qualidade baseada no comprometimento de todos os envolvidos no processo: pais, professores, funcionários e alunos.

O Centro, que não possui fins lucrativos, atende crianças de 4 meses a 6 anos. Sua estrutura é composta por professores com formação em pedagogia, auxiliares de sala em todas as turmas e um amplo espaço físico, possuindo em suas dependências árvores frutíferas, horta orgânica e brinquedos para recreação.

As inscrições são abertas a toda comunidade, sendo que alunos de graduação da UFSC podem receber bolsas parciais de estudo. As vagas para bolsistas, no entanto, são limitadas a seis alunos por turma. É oferecida, também, a possibilidade de escolher entre o estudo em meio período e período integral. O valor das mensalidades é de R$ 289,00 para meio período e R$ 515,20 para período integral. Bolsistas pagam R$ 164,00 e R$ 328,00 respectivamente.

Mais informações:

(48) 3331-9376

www.flordocampus.ufsc.br

Por Daniel Ludwich/bolsista de Jornalismo da Agecom

Reunião do Grupo de Trabalho Acervos no XI Encontro Estadual de História: Mídia e Cidadania

03/06/2006 09:24

Museólogo Peninha falará sobre vídeo Embalaiá

Museólogo Peninha falará sobre vídeo Embalaiá

Acontece nesta segunda-feira, dia 5 de junho, das 18h às 20h, a Reunião do GT Acervos – Grupo de Trabalho Acervos de Santa Catarina (www.gtacervos.ufsc.br), integrante da Associação Nacional de História (ANPUH-SC). A atividade está integrada ao XI Encontro Estadual de História: mídia e cidadania. A reunião do GT Acervos, que contará com comunicações temáticas, acontece na sala 301 do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da UFSC, e está aberta a estudantes, professores, pesquisadores e demais interessados.

Fábio Richter, administrador e historiador do Arquivo Histórico do Município de Florianópolis, atual coordenador do GT Acervos-SC, fará uma das comunicações da reunião, apresentando um panorama das atividades do grupo no Estado, oportunizando uma reflexão que aborde os temas mídia, cidadania e acervos.

O museólogo Gelcy Coelho (Peninha), diretor do Museu Universitário Oswaldo Rodrigues Cabral, da UFSC, fará uma comunicação relatando a sua experiência como participante do vídeo “Embalaiá”, que retrata a produção de diversos tipos de balaio, de maneira a registrar e valorizar a produção desse artesanato presente em Santa Catarina e que tem peças no setor de Cultura Popular do museu da UFSC. Essa comunicação será ilustrada com a apresentação de um trecho do vídeo.

O GT acervos é uma entidade que congrega profissionais que trabalham ou que tenham interesse na guarda, na preservação e na divulgação de acervos dos mais variados tipos. O grupo busca atuar frente às questões que envolvem os acervos catarinenses no campo das políticas públicas, inventários, viabilização de recursos, conscientização, divulgação, intercâmbio e conservação.

Nessa perspectiva, vem realizando reuniões mensais desde 1999, em diversas instituições de diferentes cidades catarinenses que trabalham com acervos e que se disponham a sediar os encontros. Segundo o coordenador do GT Acervos, Fábio Richter, “as reuniões e atividades do GT Acervos nos levam a tomar contato direto com vivências e experiências práticas desenvolvidas pelas mais variadas instituições e profissionais junto aos diversos acervos de Santa Catarina. Os encontros possibilitam não só aprendizagem, mas a obtenção de apoio nas ações que procuramos desenvolver profissionalmente bem como nas dificuldades que encontramos”.

O Encontro Estadual de História: mídia e cidadania, acontece de 5 a 8 de junho na UFSC. Veja mais sobre o evento e sua programação no site da ANPUH-SC em http://www.cfh.ufsc.br/~anpuhsc/encontro.htm

SERVIÇO:

O QUÊ: Reunião do GT Acervos no XI Encontro Estadual de História

QUANDO: Dia 05 de junho, segunda-feira, das 18 às 20 horas.

ONDE: Sala 301 do Centro de Filosofia e Ciências Humanas – CFH da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC em Florianópolis-SC.

QUANTO: Gratuito, aberto a estudantes, pesquisadores e demais interessados.

CONTATO: gtacervos@hotmail.com Visite www.gtacervos.ufsc.br

Fonte: [CW] DAC-PRCE-UFSC, em Apoio de Divulgação.

Programa de Apoio a Projetos de Extensão recebe 190 propostas de projetos

02/06/2006 17:51

O Programa de Apoio a Projetos de Extensão da UFSC (Proextensão) de 2006 teve 190 projetos inscritos, dos quais 178 foram homologados. Os

coordenadores dos projetos não homologados receberão uma correspondência explicando o motivo do indeferimento.

A Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da UFSC nomeou três comissões para avaliar os projetos pré-aprovados de acordo com a respectiva área do conhecimento a que estiverem relacionados.

O total de recursos a ser distribuído neste ano é de R$ 150 mil. Para os 281 pedidos de bolsa há 200 vagas disponíveis. A lista dos projetos contemplados será divulgada em 19 de junho, no site do DAEx (www.daex.ufsc.br).

Por Rafaela B Cêra/ Departamento de Apoio à Extensão

Supermercado Angeloni direciona recursos para o Hospital Universitário

02/06/2006 16:07

Uma promoção inédita está sendo realizada pela rede de Supermercados Angeloni em Florianópolis. Durante todos os finais de semana, as lojas da Capital vão destinar 1% do lucro para que a Associação Amigos do HU possa equipar a nova emergência do hospital, que está em fase de conclusão. Segundo o presidente da Associação, Narciso Policarpo, essa é uma iniciativa da empresa que, no mês de aniversário, desenvolve atividades contemplando alguma instituição. Nesse ano, a Associação Amigos do HU foi escolhida.

Durante todos os sábados e domingos as compras efetuadas nas lojas de Capoeiras, Centro, Beira-Mar Norte e Santa Mônica estarão contribuindo com a iniciativa. Policarpo informa que a verba deverá ajudar a comprar todos os equipamentos que serão utilizados na nova emergência do HU, que está sendo construída em parceria com várias entidades e a direção do hospital. “O projeto para equipar o setor está orçado em R$ 500 mil. Nós queremos, com isso, dar melhores condições de atendimento aos milhares de pacientes que procuram aquele setor diariamente”, destaca.

A nova emergência terá área de 1.461 metros quadrados e vai custar cerda de R$ 2 milhões. Para a obra os recursos estão assegurados. O presidente da Associação Amigos do HU elogiou a iniciativa do Angeloni e destacou que esse exemplo deveria ser seguido pelos demais empresários, no sentido de amenizar as dificuldades que as camadas menos favorecidas da sociedade sofrem. “Se isso fosse seguido por outras firmas, certamente teríamos educação, lazer, saúde, etc de melhor qualidade à disposição da população”.

Mais informações junto à Associação de Amigos do HU pelo fone Informações: 3331 8042

Por José Antônio / Jornalista da Agecom

Encontro Estadual de História discute mídia e cidadania

02/06/2006 15:27

A mídia em relação à História e à divulgação de pesquisas das mais diversas áreas dessa disciplina serão alguns dos assuntos em discussão, de 5 a 8 de junho, em Florianópolis (SC), durante o XI Encontro Estadual de História. Realizado pelo núcle de Santa Catarina da Associação Nacional de História (ANPUH-SC), em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), o evento deste ano tem como tema “História: mídia e cidadania”.

Conhecida por garantir a promoção do intercâmbio entre os professores de história e entre estes e a sociedade catarinense, a reunião científica, que acontece a cada dois anos, também é um momento privilegiado de intercâmbio e articulação entre as pesquisas já realizadas ou em andamento.

Durante os quatro dias do encontro acontecerão minicursos, minisimpósios temáticos, encontro de grupos de trabalho, lançamento de livros e mesas-redondas, nas quais serão debatidos “O ensino de História em Santa Catarina: perspectivas contemporâneas” e “História e Mídia: possibilidades de pesquisa”. Também fazem parte da programação palestras com o Profesoor Marcos Napolitano (USP), a Professora Gabrielle Houbre (Paris 7, Denis-Diderot -França) e Professor Marco Morel (UERJ).

Os treze temas dos minisimpósios são Imagens textuais e sonoras; História, Ensino e Pesquisa; Gêneros e gerações: novas perspectivas de pesquisas; Cidades: experiências e representações contemporâneas; Trabalho, Sociedade e Cultura; Cultura escolar e poder; As populações indígenas: tempo, espaço, memória, sociabilidades e etno-história; História e Saúde; Arte, Imagem e Políticas Culturais; Migrações no Brasil; Religiosidade e Cultura; História Social da América Latina: imbricações entre suas literaturas e a política internacional. Já os três minicursos serão sobre História da África; História Social: fontes e perspectivas; e O ensino de História da América Latina.

XI Encontro Estadual de História

Data: 5 a 8 de junho de 2006

Local: Universidade Federal de Santa Catarina

Inscrições/Retirada de Material: Reitoria UFSC

Mais informações: (48) 3331-8576 – anpuhsc@cfh.ufsc.br

Programação: www.cfh.ufsc.br/~anpuhsc/encontro.htm

UFSC organiza discussão sobre novas alternativas no combate ao desemprego

02/06/2006 14:58

Possibilidades de sobrevivência no mercado de trabalho e novas alternativas no combate ao desemprego. Este é o tema do V Seminário “Desemprego e Alternativas – Pesquisa – Ação”, que acontece neste sábado, 3 de junho, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH). Além de criar um espaço de discussão sobre alternativas e possibilidades, o seminário deve possibilitar trocas de experiências, tanto entre o meio acadêmico e cooperativas, quanto entre as próprias cooperativas.

Longe de ser um evento isolado, os seminários, que já ocorrem desde 2003, têm apresentado importantes resultados, principalmente no que diz respeito à pesquisa na área de economia da autogestão, tema da palestra do professor da UFSC Idaleto Malvezzi Aued e principal ingrediente das discussões em grupo. Contando com representantes de fábricas recuperadas (empresas que tiveram a sua falência decretada e passaram a ser administradas pelos funcionários) espera-se, como nos eventos anteriores, uma grande troca entre os diferentes tipos de gestões adotadas, assim como a busca de uma maior integração entre estas cooperativas.

A professora Bernardete Dublewriblevski Aued, uma das organizadoras do seminário, cita como um bom exemple deste tipo integração o resultado do encontro entre uma cooperativa de mineiros e uma cooperativa de calçadistas: os mineiros encontraram um fornecedor de sapatos para os seus funcionários e os calçadistas encontraram consumidores para o seu produto.

O seminário começa às 9h com a palestra “A nova morfologia do trabalho”, ministrada pelo professor Ricardo Antunes, da Universidade de Campinas-Unicamp. Às 13h30min, acontece a atividade “Como nós fazemos”, que apresentará discussões em grupo. O encontro se encerra às 16h30min, com a palestra “A economia da autogestão”, ministrada pelo professor Idaleto Malvezzi Aued, da UFSC. O evento será realizado no auditório do CFH. Informações e inscrições: 3331 9786 / Elisa, sala 334 do CFH, e pelo e-mail tmt.ufsc@yahoo.com.br .

Por Daniel Ludwich / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Laboratório promove mostra e apresenta trabalhos na área de psicologia do esporte

02/06/2006 14:38

Entre os dias 5 e 9 de junho será realizada a I Mostra do LANESPE, do Laboratório de Psicologia do Esporte e Exercício. O laboratório vai realizar palestras e expor seus trabalhos, banners, equipamentos e vídeos, relacionados com as atividades desenvolvidas na área de Neurociência do Esporte e Exercício.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas na sala 72 da Piscina (Centro de Desportos), ou por meio de um dos seguintes endereços de e-mail: marcelorosamachado@hotmail.com ou takase@braincoach.net. As vagas estão limitadas ao número de trinta pessoas por atividade.

O conteúdo das palestras é variado. Entre elas estão “Introdução à Psicologia do Esporte e Exercício” e “Aspectos psicológicos dos Tenistas”. A programação completa da mostra pode ser conferida no site www.braincoach.net

Funcionamento do cérebro

Estudar o funcionamento do cérebro e utilizar esse conhecimento para aumentar a qualidade de vida. Esse é o principal objetivo da equipe do Laboratório de Neurociência do Esporte e do Exercício, ligado ao Departamento de Psicologia, do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH).

Criado em 2001, o laboratório é atualmente coordenado pelo professor Emílio Takase. Desde sua fundação já foram desenvolvidos vários projetos na área da Psicologia do Esporte e Exercício, priorizando inicialmente temas clássicos como ansiedade, motivação e concentração. Em 2003, os trabalhos também passaram a destacar a relação da psicologia do esporte e do exercício com a neurociência, que estuda o cérebro e seu funcionamento. Takase afirma que pretende unir esses dois campos e ampliar as pesquisas sobre neurociência do esporte e do exercício, área que apresenta estudos ainda pouco desenvolvidos.

Mais informações com professor Emílio Takase, e-mail: takase@cfh.ufsc.br

Por Manfred Matos e Julia Fecchio – Bolsistas de Jornalismo na Agecom

Homenagem à pesquisadora Maike Hering de Queiroz nesta segunda na UFSC

02/06/2006 12:14

No Dia Mundial do Meio Ambiente será lançado o CD- ROM Bromélias de Santa Catarina de Márcia Patrícia Hoeltgebaum e Maike H de Queiroz, no hall da Reitoria, às 19h.

Uma emblemática ironia cerca as bromélias. Nas décadas de 40 e 50, em nome do combate da malária, essas singelas flores serviram como justificativa para desmatamentos jamais vistos em Santa Catarina. Hoje cumprem papel exatamente inverso. Para evitar a sua extinção, blindam e ajudam

a garantir a preservação da Mata Atlântica catarinense. A história está contada e retratada no CD-ROM Bromélias de Santa Catarina, elaborado pelas biólogas Márcia Patrícia Hoeltgebaum e Maike Hering de Queiroz.

Publicada pela EdUFSC, a obra será lançada oficialmente, no Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho, segunda-feira), a partir das 19 horas, no hall da Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, durante uma homenagem especial à professora e pesquisadora Maike Hering de Queiroz, falecida no dia 19 de abril desse ano. O evento é uma parceria da UFSC, através da Editora, da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão, do Centro de Ciências Biológicas (CCB) e do Departamento de Botânica, com a Secretaria de Estado da Educação, Ciência e Tecnologia, via Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de SC (Fapesc).

Iniciativa científica, didática e cultural voltada principalmente à educação ambiental, o CD-ROM revela que a família das bromélias possui aproximadamente 3.000 espécies agrupadas em 56 gêneros e três subfamílias. Com exceção de uma espécie descoberta na África, as demais são originárias das Américas do Sul e Central. Planta tipicamente do Novo Mundo, 40% das espécies estão concentradas no Brasil. Segundo as pesquisadoras, a sua ocorrência está intimamente relacionada com a Mata Atlântica, comprovadamente o ecossistema mais rico em quantidade e diversidade de bromélias. Santa Catarina está bem no mapa da planta. Abriga cem espécies, 18 gêneros, 34 variedades e três formas. “Dos gêneros que ocorrem por aqui, nenhum é exclusivo do Estado”, acrescenta Márcia Patrícia Hoeltgebaum.

Mesmo com todo o trabalho que vem sendo desenvolvido por escolas, universidades, entidades e fundações como a Fapesc, os pesquisadores constataram em Santa Catarina uma acentuada diminuição no número de espécies de bromélias nos sentidos leste-oeste e norte-sul. Daí a importância do CD-ROM que, entre outros objetivos, socializa conhecimentos capazes de auxiliar na preservação das espécies e na conservação dos hábitos naturais.

De acordo com as autoras a pesquisa é uma “importante ferramenta na divulgação sobre a importância das bromélias e seu potencial ecológico, ornamental, medicinal e alimentar”. Coordenadora de Projetos da Fapesc, Márcia Patrícia lembra que o CD é também uma excelente ferramenta na promoção da educação ambiental por meio da distribuição gratuita em estabelecimentos de ensino e órgãos ambientais. O CD-ROM igualmente beneficiará, por exemplo, a Unidade de Conservação Ambiental Desterro (UCAD), idealizada e implantada por Maike Hering de Queiroz e que preserva parte representativa da Mata Atlântica da Ilha de SC.

A pesquisa dá uma idéia do significado ecológico das bromélias. “Considerando-se a densidade de bromélias de uma floresta, pode-se estimar que em apenas um hectare 5,2 milhões de espécies de organismos dependem dessas plantas”. Aliás, conforme sublinham as biólogas, “em determinados ambientes as bromélias constituem uma das principais fontes de água disponível para certos organismos. Vários animais dependem da água reservada nas bromélias para suprir suas necessidades metabólicas”. Além disso, são fonte de variados recursos para as aves em florestas tropicais úmidas. “Além de néctar, as bromélias fornecem um amplo banquete de iguarias”, sustentam as pesquisadoras.

Em síntese, o CD-ROM oferece múltiplas abordagens, que vão desde informações gerais até dados científicos mais complexos, atendendo, portanto, a todos os públicos. Isso foi possível graças às pesquisas de campo e à consulta exaustiva de material bibliográfico nacional e internacional.

Além do seu caráter científico, didático, ecológico e cultural, o CD-ROM é um material prático, rico e de beleza ímpar para a divulgação da flora catarinense para turistas, paisagistas, biólogos, agrônomos, ecólogos e aquelas pessoas que amam, respeitam e defendem a natureza, as bromélias, a Mata Atlântica.

O CD-ROM, extremamente acessível e mais simples do que as obras já publicadas anteriormente sobre o tema, é também inovador sob o aspecto tecnológico, permitindo rápida localização dos seus conteúdos.

Quem é Márcia Patrícia Hoeltgebaum

Natural de Blumenau, Márcia Patrícia Hoeltgebaum graduou-se em Ciências Biológicas pela Universidade Regional de Blumenau (FURB) e realizou estágio na Unicamp (SP). Sob orientação da professora Maike Hering de Queiroz, pós-graduou-se em Biologia Vegetal pela UFSC enfocando as bromélias. Atualmente é coordenadora de Projetos na Fapesc, onde está envolvida com programas que abarcam desde a recuperação da Bacia Carbonífera até a possível salvação do Aqüífero Guarani, considerada a maior reserva de água doce do mundo e que, infelizmente, está por um triz.

Márcia está se realizando profissionalmente. “Desde muito cedo queria ser cientista, sempre curiosa em saber como era o funcionamento dos seres vivos, como viviam e se relacionavam”. A pesquisadora abre o livro da sua vida: “Fui escolhida pela Botânica já nos primeiros semestres da graduação, quando, sem querer, percebi que prestava demasiada atenção nas plantas, até mesmo nas aulas de Zoologia. Então, as bromélias tornaram-se uma paixão à medida que desenvolvia os meus estudos no mestrado”. É réu confesso: “Sem dúvida, a beleza e a sua importância no contexto florestal, aliados ao desafio de observá-las em seu habitat natural, muitas vezes a quase 30 metros de altura, transformam a minha admiração pelas bromélias em paixão, amor sem volta”.

Quem é a homenageada

Maike Hering de Queiroz destacou-se como educadora, pesquisadora, ambientalista, mãe, avó, mas principalmente como pessoa, gente. Moldada pelo sofrimento, orientada pela ética e pelos princípios, comandada pela coragem e animada pelo amor à vida, deu sentido de dignidade à existência de uma pessoa e de todos. “Foi uma pesquisadora extraordinária e uma mãe exemplar, com um profundo desenvolvimento espiritual”, definiu Antônio Diomário de Queiroz, marido ex-reitor da UFSC e ex-secretário de Estado da Educação, Ciência e Tecnologia.

Natural de Blumenau, Maike formou-se em Biologia pela Universidade de São Paulo (USP) e realizou mestrado e doutorado na França em Biologia Vegetal e Ciências Florestais. Durante quase 30 anos foi professora e pesquisadora do Departamento de Botânica da UFSC. Sua atividade científica e ecológica foi intensa: coordenou, por exemplo, o Laboratório de Análise de Sementes Florestais, o Projeto Rede Semente Sul, a Unidade de Conservação Ambiental Desterro e a Cooperação Universitária Internacional Brasil-Alemanha (“fundamentos científicos para modelos de regeneração de áreas degradadas”).

Lecionando na Pós-Graduação em Biologia Vegetal da UFSC, elaborou 50 projetos de pesquisa, publicou 20 artigos científicos no País e seis no estrangeiro, defendeu duas teses e organizou sete eventos científicos. O reconhecimento veio ainda em vida. A UFSC conferiu-lhe um Certificado de Mérito e uma Moção de Aplauso. Embora discreta e humilde, a pesquisadora conquistou reconhecimento inquestionável junto à comunidade científica.

Maike tinha uma relação especial com a Mata Atlântica e com as flores. As suas pesquisas denunciam a paixão. O CD- Rom Bromélias de Santa Catarina, editado pela EdUFSC e concebido, a quatro mãos, com a bióloga Márcia Patrícia Hoeltgebaum (Fapesc), revela uma pétula do seu amor pela natureza, pela vida, pela carreira abraçada.

CD –ROM Bromélias de Santa Catarina

Márcia Patrícia Hoeltgebaum e

Maike Hering de Queiroz

R$ 25,00

Tel de Márcia Patrícia Hoeltgebaum: (48) 3215-1210 (Fapesc), (48) 9931-0770, (48) 3334-8153 (casa), e-mail: márcia.patricia@fapesc.rct-sc.br

Tel do presidente da Fapesc, Vladimir Piacentini (48) 3215-1203 e (48) 9961-00060.

Por Moacir Loth/jornalista UFSC/FAPESC

Exposição do Projeto Arte na Comunidade no Hall da Reitoria da UFSC

02/06/2006 11:52

Até o dia 9 de junho estão sendo expostas no Hall da Reitoria da UFSC obras de professores e alunos que participam do Projeto Arte na Comunidade. São obras realizadas não só por artistas mas também por leigos que aprendem alguma forma de arte ministradas nas aulas oferecidas pelos Projeto. Como o objetivo do evento é prover condições às pessoas pobres que residem nas comunidades próximas à universidade, todos os trabalhos expostos estão à venda. Os interessados em adquirir as obras devem ligar para o telefone 9102 7388, de Juan Magnelli, e fazer o seu lance pelo quadro ou objeto desejado.

Criado em 2005, o Projeto Arte na Comunidade, pretende formar uma nova diretoria para a gestão 2006/2007. O atual presidente Juan Magnelli esclarece que os interessados podem acessar o site www.artenacomunidade.org.br e inscrever-se.

Um outro objetivo que Juan deseja atingir é o de agregar junto ao Projeto mais artistas que residem nas comunidades próximas a UFSC. Para quem quiser participar expondo ou dando aulas é só acessar o site e colocar o nome e estabelecer um contato com o presidente Juan Magnelli pelo fone 91027388

Por Celita Campos/jornalista da Agecom