Jornadas Bolivarianas

27/08/2026 16:26
Quando:
15 de setembro de 2026 – 17 de setembro de 2026 dia inteiro
2026-09-15T00:00:00-03:00
2026-09-18T00:00:00-03:00
Onde:
Centro Socioeconômico (CSE), Auditório e Mini auditório do Serviço Social
Contato:
Instituto de Estudos Latino-americanos (IELA)

A edição das Jornadas Bolivarianas nesse segundo semestre traz a presença do advogado, delegado aposentado da Polícia Civil e coordenador do movimento Policiais Antifascistas, Orlando Zaccone. Ele participa de uma conferência aberta no dia 15 de setembro, às 19 horas, no Auditório do Centro Socioeconômico (CSE), e também ministra um minicurso sobre a Economia da Barbárie Capitalista, cujo eixo principal é a violência. O minicurso será nos dias 16 e 17, das 9h às 12 horas, na sala D217 – Bloco D, segundo andar do CSE.  A atividade é gratuita, mas é necessário realizar inscrições por meio deste link.

“Se existe algo que definitivamente toca a população é o tema da segurança. No capitalismo dependente periférico, no qual a barbárie é a regra, vive-se bombardeado por notícias de assassinatos, assaltos e violências diversas que atravessam o dia-a-dia. Não é sem razão que seja a partir desse bordão de segurança pública que governos são eleitos, como é o caso de Nayib Bukele, de El Salvador, exemplo bem conformado de um governo autoritário que encarcerou boa parte da população e recebe aplaudida aprovação. Sua proposta de “mão dura” para o crime faz escola e tanto o presidente da Colômbia, quanto do Equador e Chile se elegeram nessa toada.

No Brasil, e nos demais países da América Latina, a violência tem sido avassaladora. Segundo dados do Atlas da Violência, elaborado pelo IPEA, no Brasil foram 42.590 mortes violentas intencionais, homicídios, em 2024, e praticamente a metade destas mortes envolve pessoas jovens. Agora, em 2026, números ainda parciais revelam também a ascensão do feminicídio, somando quase mil mortes nos últimos sete meses. O uso da arma de fogo para resolver pendências cotidianas vem se tornando banal e os programas de cunho sensacionalista proliferam nas emissoras de televisão, reportando os casos e incutindo medo na população. A falta de emprego e toda a lógica de destruição da vida imposta pelo capitalismo dependente nos países periféricos tornam o tema da violência e da segurança crucial.” (texto publicado no site do IELA)