Alvaro Prata assenta primeiro tijolo no campus de Curitibanos

02/06/2009 11:50

Fotos Paulo Noronha / Agecom

Fotos Paulo Noronha / Agecom

“Todo o planalto serrano está inserido neste projeto de conhecimento representado pela instalação do campus”, disse o prefeito de Curitibanos, Wanderlei Agustini, durante a cerimônia simbólica de colocação do primeiro tijolo nas instalações da Universidade de Curitibanos e a nomeação de Olávio Geverh como diretor administrativo daquele Campus.

O evento teve lugar ontem (1) em Curitibanos, e reuniu membros da administração municipal e estadual, da Câmara de vereadores local, a senadora da república Ideli Salvatti, o deputado federal Cláudio Vignatti, membros da polícia militar e da sociedade local, o reitor Alvaro Prata, o vice-reitor Carlos Alberto Justo da Silva, o pró-reitor de infra-estrutura João Batista Furtuoso e uma comitiva de autoridades da UFSC.

Devido ao frio e à chuva a cerimônia, que estava agendada para acontecer no local do novo Campus, foi transferida para o Pinheiro Tênis Clube, na região Central de Curitibanos. Na sequência, aconteceu a visita às instalações da UFSC, no campo da Roça de Cima, estrada intermunicipal que liga o município de Curitibanos a São Cristóvão do Sul. O pré-moldado está concluído e, de acordo com as expectativas do reitor Alvaro Prata, até dezembro a obra deverá ser entregue. Enquanto aguardam a conclusão dos serviços, os candidatos que forem aprovados para preencher as 280 vagas oferecidas neste primeiro momento usarão as instalações da Universidade do Contestado – UnC, que cedeu cinco salas e o espaço de convivência.

O entusiasmo do povo de Curitibanos em abrigar uma universidade federal viabilizou também a aquisição de um outro terreno, próximo ao Campus, onde irá funcionar o Centro de Pesquisas. Conquistas que levaram o reitor Alvaro Prata a direcionar os olhos para o futuro e comentar: “Daqui a 10 anos voltaremos a Curitibanos e será impossível imaginar que um dia ela inexistiu”.

O Secretário de Desenvolvimento Regional do Estado de Santa Catarina, Nilson Berlanda, compareceu como representante do Governador de Santa Catarina. A população local cobrou de Berlanda a construção da estrada de acesso ao Campus que ainda não é pavimentada. Após alegar dificuldades financeiras do Estado frente ao alto custo da obra, sugeriu sua realização por etapas, e acenou com a possibilidade de construção de pelo menos uma pista. Apesar da cobrança, Berlanda não perdeu o entusiasmo e declarou para o reitor da UFSC: “você não é mais Prata, é ouro depois dessa ação em Curitibanos”.

A comitiva da UFSC aproveitou a visita ao Município para conhecer o Colégio Estadual Casimiro de Abreu, onde o Pré-Vestibular da UFSC – PREPESUFSC oferece formação preparatória ao vestibular para os curitibanenses. Coordenado por Jennifer Benthien, o curso funciona desde 2007 no período vespertino e noturno. São 300 vagas gratuitas.

A sequência de contatos na região finalizou com a ida do reitor e do pró-reitor de infra-estrutura da UFSC à Universidade do Constestado para saudar os parceiros dessa fase de expansão das universidades federais.

Mara Paiva/jornalista na Agecom

Documentário “Audácia” será apresentado ao público

02/06/2009 09:16

O Documentário “Audácia”, dirigido por Chico Pereira, será apresentado ao público pela primeira vez na próxima quinta-feira, 04 de junho, às 19h30min, no Cinema do CIC – Centro Integrado de Cultura. Vencedor estadual da quarta edição do Concurso DOC TV, promovido pelo Ministério da Cultura, “Audácia” é uma obra de caráter reflexivo sobre emoções e pensamentos, ideários de homens conduzidos por um destino inusitado da vida política de nosso Estado. Recortes da vida cotidianos prisionais de vigilantes e vigiados num momento duro da história do Brasil e de Santa Catarina.

Em Florianópolis, em pleno regime militar nos anos 70, a Operação Barriga Verde leva a cabo a prisão de 42 pessoas: jovens idealistas, antigos militantes, jornalistas, professores, operários, homens e mulheres. O destino preserva, de certa forma, os órgãos de repressão do Estado na autoria de ações daquele tempo.

Conheça o DOCTV

O Programa de Fomento à Produção e Teledifusão do Documentário Brasileiro – DOCTV – nasceu em 2003 como uma política da Secretaria do Audiovisual em parceria com a Fundação Padre Anchieta, TV Cultura e ABEPEC para a estruturação do setor voltado à produção de documentários e à TV Pública. Teve em suas três primeiras edições 2.310 projetos de documentário inscritos em 74 concursos estaduais, tendo co-produzido 115 documentários e gerado mais de 3 mil horas de programação para a Rede Pública de Televisão. Nessa quarta edição foram inscritos 665 projetos de documentários em 26 concursos estaduais. O Programa tem patrocínio do Ministério da Cultura e das emissoras educativas de televisão em cada estado da federação e apoio da ABEPEC e ABD.

CHARGE DA SEMANA

01/06/2009 15:27

CHARGE DA SEMANA

Questão de mobilidade – Floripa fora da Copa de 2014

Por Jorge Luíz Wagner Behr/Agecom

UFSC sedia FAM 2009 de 5 a 12 de junho

01/06/2009 13:44

Selton Mello e Alessandra Negrini em  A erva do rato

Selton Mello e Alessandra Negrini em <i>A erva do rato</i>

A 13ª edição do Florianópolis Audiovisual Mercosul – FAM 2009 está de casa nova. O tradicional e democrático evento, que todo ano apresenta ao público catarinense um panorama da cinematografia de diversos países, acontece de 5 a 12 de junho no Centro de Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC.

Dividido em várias mostras simultâneas, todas com entrada gratuita, o FAM2009 promove a integração cultural ao reunir cerca de 200 produções audiovisuais, numa extensa maratona cinematográfica, que inclui diversos gêneros de ficção, animação e documentários em diferentes formatos – uma oportunidade única de conferir filmes de alta qualidade, que muitas vezes não encontram espaço no circuito comercial.

A Mostra de Longas abre o festival no dia 5 com o filme A Erva do Rato, de Júlio Bressane, que conta com os atores Selton Mello e Alessandra Negrini nos papéis principais. O público catarinense também poderá conferir, em primeira mão, produções do cinema sul-americano – como o filme argentino El Fin de la Espera, de Franciso D`Intino, o uruguaio Polvo Nuestro que estás em los Cielos, da diretora Beatriz Flores e La Buena Vida do chileno Andrés Wood. O encerramento do evento no dia 12 traz o recém-lançado Budapeste, de Walter Carvalho, uma adaptação do livro homônimo de Chico Buarque.

A concorrida Mostra Competitiva de Curtas traz 28 produções em 35 mm, com premiações em várias categorias, participação popular e início sempre às 19 horas. Além das Mostras Competitivas de Vídeos e Infanto-Juvenil que reúnem produções de todas as regiões do Brasil e países do Mercosul, o festival este ano apresenta nada menos do que 07 mostras paralelas, que oferecem um panorama singular de várias vertentes e culturas cinematográficas – num total de 10 países representados.

Neste que é Ano da França no Brasil, pela primeira vez o cinema francês é representado com uma mostra especial, organizada a partir do acervo do Cinefrance – Cinemateca da Embaixada Francesa no Brasil. A programação da Mostra Francesa reúne cinco documentários longa-metragem, um bloco com curtas em 35mm e outro com curtas de animação– uma seleção que permite acessar um gênero do cinema francês pouco difundido por aqui.

Pela terceira vez, o FAM abre espaço para uma mostra dedicada ao cinema português, oferecendo um panorama da produção lusitana na última década. Com o apoio do Instituto Camões, a Mostra Portuguesa reúne 7 longas de ícones do cinema português como João César de Monteiro, além da programação Onda Curta, que apresenta uma antologia do melhor da produção portuguesa em curta-metragem 35mm a partir dos anos 90.

A Mostra Fenaco Peru é composta por uma coleção de curtas de animação, documentário e ficção, vindos do Festival Nacional de Cortometrajes de Cusco, com representações das diversas regiões do Peru. Organizado por Inês Agresott, o público catarinense terá uma oportunidade única de conhecer um pouco da cinematografia peruana, responsável por obras como La Teta Asustada, ganhador do Urso de Ouro de melhor filme do Festival de Berlim.

Fruto de uma relevante iniciativa de levar o cinema para locais onde não se tem acesso à sétima arte, a Mostra La Cinta Corta apresenta pela primeira vez no Brasil, obras selecionadas do festival itinerante de mesmo nome, que já passou por países como Bolívia, Peru e Equador, difundindo obras do cinema latino-americano para novos públicos com exibições em locais alternativos.

A Mostra Cordobesa reúne uma série de curtas-metragens produzidos recentemente na região de Córdoba na Argentina. Já a Mostra Extra FAM apresenta uma seleção especial de documentários de longa-metragem, com filmes do Brasil, Uruguai, Bolívia, Argentina e Espanha, além de produções catarinenses. E tem ainda a inovadora Mostra Vivo Art.mov – com obras produzidas via telefone celular – o chamado Microcinema.

As exibições acontecem no Centro de Cultura e Eventos da UFSC e auditórios da Reitoria, Cento de Comunicação e Expressão (CCE), Centro Tecnológico (CTC), Centro Sócio-Econômico (CSE) e Departamento Artístico e Cultural (DAC) – todos localizados no Campus Universitário.

Uma outra vertente que caracteriza o FAM é o Fórum Audiovisual do Mercosul, evento que reúne produtores, diretores, distribuidores e exibidores de vários países, debatendo temas como: políticas de integração audiovisual, convergência digital, editais de incentivo à produção e difusão de obras audiovisuais, além de lançamentos de livros, palestras e workshops.

Serviço:

FAM 2009

Data: 5 a 12 de junho

Local: Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina

Endereço: Campus Universitário – Trindade – Florianópolis

Entrada Gratuita

Mais informações e programação:

www.audiovisualmercosul.blogspot.com

www.audiovisualmercosul.com.br

Solicite fotos de divulgação e textos exclusivos sobre cada mostra pelo email: imprensa.fam@gmail.com

Fones: (48) 9933-6484 – Luciano / 9926-6429 – Bárbara

Andifes elege nova diretoria

01/06/2009 12:49

O reitor da UFSC, Alvaro Prata, foi eleito suplente para o cargo de segundo vice-presidente da Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), em recente reunião do Conselho Pleno da entidade em Brasília que elegeu a nova diretoria. O segundo vice-presidente eleito é o diretor do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), Flávio Antônio dos Santos.

O presidente eleito é o reitor da Universidade Federal do Tocantins (UFT) Alan Kardec Martins Barbiero. A primeira vice-presidente é a reitora Ana Dayse Rezende Dorea, tendo como suplente o reitor da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) Damião Duque de Farias.

Os candidatos à presidência foram os reitores Alan Barbiero (Furg), João Carlos Brahm Cousin, da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e Naomar Almeida Filho, da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Do total de 56 votos, 32 foram para o reitor Alan Barbiero, 15 para o reitor Naomar Almeida e oito para o reitor João Cousin.

O presidente eleito afirmou ter expectativas positivas para o mandato. Segundo ele, há uma agenda já em curso a ser cumprida, cujos principais temas são autonomia universitária, financiamento e política de expansão, Programa de Apoio à Pós-Graduação (PAPG) e o financiamento e política de pessoal para os Hospitais Universitários.

Barbiero destacou que uma de suas ideias é levantar e sistematizar as pautas comuns ao coletivo, atendendo as preocupação do conjunto das universidades federais. “Faremos o esforço máximo para cumprir as a demandas”, afirmou. Alan Barbiero informou que levará uma proposta de plano de trabalho para ser submetida ao Pleno na próxima reunião, a ser realizada em Recife nos dias 5 e 6 de junho, depois da cerimônia de posse.

Fonte: Andifes

Instituto de Estudos Latino-Americanos discute apoio a pesquisas sobre a África

01/06/2009 11:59

Será realizada nesta quarta-feira, 3/6, às 18h30min, no auditório do Centro Centro Sócio-Econômico a reunião do Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA) com estudantes, professores e pesquisadores independentes sobre a possibilidade de o Instituto apoiar estudos sobre a África. A idéia nasceu do encontro promovido pelo IELA com integrantes da ONG Etnia, que realiza convênios com países de língua portuguesa na África e que passou por aqui no Circuito Cultural Lusófono.

No debate, vários pesquisadores do tema África apontaram a necessidade de um espaço de discussão e trabalho para ligar os temas que acabam tendo relação direta entre a África e a América Latina. Assuntos como escravismo, dependência e super-exploração podem ser os elos que permitam estudos conjuntos.

E é para afinar esta relação que o IELA promove a reunião nesta quarta-feira. Estão

convidados todos aqueles que trabalham ou se interessam pelo tema África/ América

Latina.

Nova sede

Nova sede do IELA já está saindo do papel

Até o final do ano o IELA deverá contar com um novo espaço físico na UFSC. Como a cada dia o volume de trabalho e as inovadoras realizações se expandem, também cresce a necessidade da organização do grupo do instituto em um lugar mais adequado, que contemple biblioteca, sala de pesquisa e espaço de trabalho. Assim, a partir de iniciativa própria, por meio de articulação com o MEC e com apoio da administração central da UFSC e da direção do CSE, foram captados 200 mil reais em recursos orçamentários especiais no final de 2008, para sede do IELA e a ampliação do espaço do Centro Sócio-Econômico.

Serão construídos três andares, anexo ao bloco B do CSE, cada um com quatro grandes salas. A iniciativa do IELA para usufruir deste investimento visou combinar a possibilidade de construção de espaço próprio com uma contrapartida aos Departamentos e Centro Sócio-Econômico, pelo apoio obtido desde a sua estruturação. Nesse sentido, o IELA propôs uma nova parceria com o Departamento de Serviço Social e de Ciências Econômicas, dividindo o novo espaço igualmente, onde um andar ficará com o Serviço Social, outro

com a Economia e o terceiro será usado para acolher o Instituto de Estudos Latino-Americanos.

Conforme esclarece o diretor do ETUSC, Luis Zenni, este era um projeto já elaborado pelos técnicos do escritório e, por conta disso, o trâmite será mais rápido. Como a obra já foi autorizada pela reitoria, agora entra no processo de atualização técnica, com a preparação dos memoriais e finalização do orçamento. Feito isso será encaminhado para a licitação.

“Vamos fazer tomada de preço, o que garante que a obra seja iniciada este ano, pois, nesse processo, ainda que só duas empresas apresentem proposta é possível aprovar um orçamento”, diz Zenni. Este tempo entre atualização e licitação deve tomar até 60 dias, daí a possibilidade de início efetivo das obras acontecer no mês de agosto.

Para o diretor do Centro Sócio-Econômico, professor Ricardo de Oliveira, a possibilidade da realização de uma obra que desde 2006 estava no papel é muito importante. “Vamos poder ampliar os espaços para os cursos de Economia e Serviço Social, minimizando assim o reincidente problema de espaço.” Ele lembra que a carência de espaço físico é um problema histórico nos Centros de Ensino da na UFSC, mas, agora, com a adesão ao REUNI, isso se agravou ainda mais. Muitos cursos aumentaram o número de vagas, outros departamentos criaram cursos e a estrutura segue como sempre foi. “É necessário que as autoridades da UFSC se preocupem com este fato”.

Ricardo relembra que o prolongamento do CSE há muito estava planejado em parceria com o Serviço Social, mas foi só agora, com a firme determinação da chefe do departamento, professora Beatriz Paiva, com importantes articulações no MEC, é que o projeto saiu do papel. A proposta de garantir o espaço do segundo andar para o IELA foi aprovado por todos os membros do colegiado do Centro e dos departamentos envolvidos.

O professor Helton Ricardo Ouriques, chefe do Departamento de Economia, vê com bons olhos a nova obra. “Nós estamos em expansão por aqui com o novo curso de Relações Internacionais. Precisamos de mais salas de professores, para grupos de pesquisa etc… É certo que ainda será um paliativo, mas o que vier vem bem”.

A professora Beatriz Paiva, integrante do IELA, e que atualmente chefia o departamento de Serviço Social, entende que esta é uma importante vitória para o Centro, pois o acesso a recursos públicos orçamentários para investimento e construção é sempre muito difícil

e lento. “Fizemos todos os contatos e negociamos bastante. Essa ação

combinada foi que garantiu a aprovação do nosso projeto e a liberação deste recurso bem no final do ano passado. Agora, é só encaminhar a obra.” Todavia observa que, apesar de garantir uma melhora para os cursos do Centro, ainda não resolve todos os problemas, uma vez que a expansão é uma necessidade crescente para a universidade pública em nosso país.

Nildo Ouriques, presidente do Iela, também vê a situação como provisória. “É um espaço importante, mas o Iela cresceu muito e precisa de muito mais espaço. Isso significa que o trabalho para a construção da sede definitiva vai continuar”.

Mais informações: 3721.9297 – ramal 37

Fonte: Instituto de Estudos Latino-Americanos.

UFSC participa de pesquisa sobre mudanças climáticas na Bacia do Prata

01/06/2009 11:59

Um grupo de professores e pesquisadores do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina está participando do projeto Claris LPB – Rede Européia/Sul-americana para Avaliação da Mudança Climática e Estudos de Impacto na Bacia do Rio da Prata. Eles pertencem ao Núcleo de Estudos em Monitoramento e Avaliação Ambiental (Numavam), vinculado ao Departamento de Engenharia Rural do CCA.

Iniciado em outubro de 2008, o projeto tem quatro anos para ser concluído, devendo apresentar um diagnóstico da situação do clima na região até setembro de 2012. Sob a coordenação do Institut de Recheche pour le Développment (IRD), com sede em Paris, 19 institutos de nove países estão envolvidos na pesquisa. No Brasil, além da UFSC, participam a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O financiamento do estudo, no valor de 3,5 milhões de euros, vem da Comissão Européia.

De acordo com o coordenador do Numavam, professor Sandro Luis Schlindwein, a intenção é melhorar a predição de mudanças climáticas regionais e de seus impactos na Bacia do Rio da Prata, uma ampla área que envolve o Brasil, a Argentina, o Uruguai, o Paraguai e a Bolívia. Além disso, busca-se desenvolver estratégias de adaptação para uso da terra, agricultura, desenvolvimento rural, manejo de recursos hídricos e sistemas ecológicos de áreas úmidas. Em Santa Catarina, a Bacia do Prata abarca os rios que correm na direção oeste – Pelotas/Uruguai, Canoas, do Peixe, Chapecó, entre outros.

Cooperativas agrícolas, associações de pequenos produtores e órgãos públicos responsáveis pela formulação de políticas para o setor estão entre os agentes que serão contatados pelo grupo. “Nosso desafio é ouvir e orientar os produtores sobre as mudanças climáticas, que virão e serão drásticas, em linguagem de fácil entendimento”, diz o professor Schlindwein. Os resultados também servirão de subsídio à Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas do Congresso Nacional, presidida pela senadora catarinense Ideli Salvati (PT).

A melhoria na qualidade das predições pode ajudar no estabelecimento de políticas de adaptação do uso da terra, que inclui não apenas a agricultura, mas também os segmentos florestal e pecuário, além da geração de hidroeletricidade. Cenários e modelos regionais serão construídos, considerando as particularidades de cada área e ecossistema na região de abrangência da pesquisa. Apesar dos estudos estarem ainda no início, um dos impactos previstos em vista das mudanças climáticas são os padrões pluviométricos na área da Bacia do Prata, ou seja, o ritmo das chuvas, cuja alteração deverá ter influências substanciais sobre a produção agrícola.

“É possível que a mudança da temperatura média na região estimule a cultura da cana e prejudique as frutas de clima frio”, especula o professor, sempre alertando que o diagnóstico somente ficará pronto em 2012. Essas transformações tenderão também a promover o deslocamento de populações e a disseminação de doenças tropicais para áreas antes protegidas pelas baixas temperaturas. “A intenção é que a pesquisa faça uma predição das mudanças climáticas até o ano de 2100”, completa Schlindwein.

Mais informações com o professor Sandro Luis Schlindwein, no Departamento de Engenharia Rural do CCA, pelos fones (48) 3721-5434 e 3721-5482.

Por Paulo Clóvis Schmitz / Jornalista na Agecom

UFSC na Mídia: Pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais fala na UFSC sobre “Fóssil do Big Bang”

01/06/2009 11:35

JC e-mail 3771, de 28 de Maio de 2009. ,

Carlos Alexandre Wuensche, da Divisão de Astrofísica do Inpe apresenta a palestra no dia 15 de junho, a partir de 19h, no auditório da Reitoria

A Cosmologia, ciência que estuda a estrutura, evolução e composição do universo, é uma área que requer observações que sustentem as previsões teóricas dos cientistas

Formada por micro-ondas fraquíssimas que permeiam o espaço, a Radiação Cósmica de Fundo é uma das observações utilizadas para isso, sendo considerada a melhor evidência de que há 13,7 bilhões de anos houve o Big Bang, a explosão primordial que teria originado o universo.

De forma semelhante a um arqueólogo que coleta fósseis e relíquias para construir uma imagem do passado, cosmólogos estudam as propriedades da Radiação Cósmica de Fundo como um fóssil do Big Bang. E esse será o assunto de uma nova palestra integrada às comemorações do Ano Internacional da Astronomia na UFSC. O encontro será realizado no dia 15 de junho, a partir de 19h, no auditório da Reitoria.

O convidado é o professor Carlos Alexandre Wuensche, da Divisão de Astrofísica do Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), que terá, como os outros palestrantes que já visitaram a UFSC para falar sobre vida fora do sistema solar, buracos negros e planetas extrassolares, o desafio de traduzir o assunto para o público leigo.

Mais informações sobre o ciclo de palestras: astro@astro.ufsc.br

UFSC na Mídia: Instituto de Estudos de Gênero é fonte de caderno Donna, no jornal Zero Hora

01/06/2009 11:17

O Instituto de Estudos de Gênero, ligado ao Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFSC, é fonte de matéria de capa do Caderno Donna, do jornal Zero Hora. Publicado no dia 24 de maio, o material trata da relação de Michelle Obama com o feminismo. A entrevista foi realizada com a professora Carmen Rial, atualmente em pós-doutorado na University of California Berkeley.

Acompanhe a matéria:

Michelle, o símbolo



Duas biografias recém-lançadas sobre a primeira-dama dos Estados Unidos revelam o perfil da mulher que virou ícone do pós-feminismo

Barack Obama, David Axelrod, principal consultor político da cidade de Chicago, e Michelle Obama estavam reunidos no escritório. O ano era 2004. Vencer as primárias eleitorais significaria a chance de Obama concorrer ao Senado. Os três tinham uma questão a resolver: usar ou não o slogan “Yes, we can”. Obama achou o slogan simplista, mas a frase foi defendida por Axelrod, seu criador. Coube a Michelle o voto de desempate. Ela achou uma boa ideia, ele virou senador.

A trajetória da primeira-dama dos EUA e a influência sobre a carreira do marido estão em duas biografias lançadas agora no Brasil. Os livros Michelle: A Biografia e Michelle Obama: A Primeira-Dama da Esperança se ressentem da falta de uma entrevista com a biografada (seus assessores só permitiram declarações para revistas de variedades durante a campanha). Mesmo assim, reforçam a tese da personificação de um novo símbolo do pós-feminismo.

A influência de Michelle Obama, 45 anos, mãe de Sasha, oito, e Malia, 11, a partir do que é revelado nos livros das jornalistas Liza Mundy e Elizabeth Lightfoot vai além da cor do vestido, do novo penteado ou da forma como ela conciliou carreira e família. Nada a ver com as digressões sexuais de Madonna ou com os desvarios consumistas de Carrie Bradshaw, de Sex and the City. O que chama atenção em Michelle é o equilíbrio nos papéis de mulher sexy, mãe e esposa dedicada.

Para Carmen Rial, antropóloga, professora e pesquisadora do Instituto de Estudos de Gênero da Universidade Federal de Santa Catarina, é preciso esclarecer o termo pós-feminismo, sob risco de apontarmos para valores de retrocesso em relação às conquistas feministas do século 20.

– Michelle tem dado provas de que sua vida se pauta pelas conquistas do movimento feminista. Se é verdade que deixou um emprego como advogada em que recebia US$ 300 mil por ano para se tornar a esposa do presidente, também tem aproveitado os espaços para atuar politicamente, com longos discursos nos quais expressa opiniões feministas. E ela já disse que voltará a trabalhar tão logo saiam da Casa Branca – explica Carmen Rial.

Referência fashion

Michelle Obama tem sido apontada como referência também na moda. Nos Estados Unidos, há quem diga que ela já é uma das Fab Four da era moderna – espécie de “quarteto fantástico” da moda –, somando-se a Jacqueline Kennedy, Carla Bruni-Sarkozy (com Michelle na foto abaixo) e a princesa Diana. Seu gosto por cores fortes, com casacos, blusas sem manga e cintura alta, inspirou o livro Michelle Style, lançado no início deste mês nos EUA. A obra assinada por Mandi Norwood reúne fotos e descrições de seus principais looks em eventos.

Além da altura (1m80cm) e das belas pernas, um dos trunfos apontados pelos críticos de moda incluem o estilo hi-lo (contraste de peças caras com outras mais baratas) e a opção por estilistas jovens e pouco conhecidos. O tititi sobre o que Michelle Obama veste reforça a semelhança com o movimento feminista.

No início do século 20, o feminismo foi decisivo na mudança da moda da época a partir da entrada das mulheres no mercado de trabalho. Agora, com uma negra no posto de primeira-dama da nação mais poderosa do mundo, a comparação é possível?

– Sim, mas não a imagino gastando fortunas com sapatos e vestidos, que é como alguns têm se referido às pós-feministas – diz a antropologa Carmen Rial.

Por Fabiano Moraes

UFSC entrega título à professora Eloita Pereira Neves

01/06/2009 09:47

Eloita Pereira Neves - foto  acervo Depto de Enfermagem

Eloita Pereira Neves - foto acervo Depto de Enfermagem

Acontece nesta quinta-feira, 4/6, às 16 horas, no Auditório da Reitoria, Sessão Solene do Conselho Universitário para entrega do título de Professor Emérito à Eloita Pereira Neves, formada em Enfermagem na Escola de Enfermagem de Porto Alegre (EEPA), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em 1963, com mestrado pela Escola de Enfermagem Anna Nery, no Rio de Janeiro, em 1977 e doutorado pela Catholic University of América (CUA), em Washington, em 1980. Em 1987 ingressou na University of Califórnia, São Francisco, para cursar o pós-doutorado desenvolvendo estudos em enfermagem oncológica, elaboração de conceitos e teorias, com participação em pesquisas qualitativas, retornando ao 1988.

Neves foi, na década de 60, uma das principais articuladoras na criação do Departamento e da Graduação em Enfermagem da UFSC, da qual foi coordenadora, elaborando o Regimento Interno e o currículo pleno. Em 65, quando exercia o cargo de presidente da Associação Brasileira de Enfermagem – Seção SC (ABEn-SC), iniciaram-se as discussões sobre a criação da Escola de Enfermagem em Florianópolis.

Em 1969, quando foi criado o Curso de Enfermagem, agregado à Faculdade de Medicina da UFSC, Eloita, além de exercer as funções de coordenadora, assumiu a responsabilidade no desenvolvimento de duas disciplinas: Liderança na Assistência de Enfermagem e Administração Aplicada à Enfermagem.

Atuou frente ao programa de pós-graduação em Enfermagem, iniciando a organização e implementação de uma Especialização e ajudou a estabelecer bases mais sólidas para o setor, com a utilização de marcos conceituais para a Especialização, Mestrado e Doutorado.

Aposentou-se pela UFSC em 1991, na UFSC, mas continua atuando mediante a participação no Grupo de Pesquisa “Cuidando e Confortando”, comprometida com as questões da enfermagem brasileira, desenvolvendo atividades na área em cidades do Paraná e do Rio de Janeiro. Atualmente participa do Projeto “Amanhecer” na área de terapia energética do Hospital Universitário da UFSC, projeto destinado à comunidade universitária que utiliza terapias naturais.

Reitor visita Curitibanos nesta segunda e acompanha obras de implantação do campus

01/06/2009 09:37

A área: a 3,5 quilômetros do centro de Curitibanos

A área: a 3,5 quilômetros do centro de Curitibanos

Com a presença do reitor Alvaro Toubes Prata, terão início nesta segunda-feira, dia 1º de junho, em solenidade marcada para às 10h30, os trabalhos da segunda etapa da construção do prédio do campus da Universidade Federal de Santa Catarina em Curitibanos. Concluída a parte estrutural, com a colocação dos elementos pré-moldados, a nova fase consiste no assentamento das paredes e nos acabamentos, que devem ficar prontos em dezembro, segundo o diretor geral do campus, professor Darci Odílio Paul Trebien. Até lá as aulas, que começam em agosto, serão ministradas nas instalações da Universidade do Contestado (UnC), no período diurno.

Enquanto isso, continuam abertas até o dia 8 de junho as inscrições para o Vestibular Suplementar 2009, que no caso de Curitibanos selecionará 180 candidatos para o curso de Ciências Rurais. Dentro da nova proposta pedagógica adotada nos três novos campi da UFSC (Joinville, Araranguá e Curitibanos), os aprovados no vestibular de 12 a 14 de julho farão três anos no ciclo básico e depois optarão por uma das cinco habilitações oferecidas – Agronomia, Engenharia Florestal, Engenharia Agrícola, Agroindústria e Licenciatura em Ciências Rurais –, que serão cumpridas em mais dois anos.

O edifício onde funcionará o campus fica a 3,5 quilômetros do centro de Curitibanos, numa área de 246 mil metros quadrados, sendo que a área física construída deverá chegar a 4 mil metros. Uma nova área, com 242 mil metros quadrados, próxima ao município de São Cristóvão do Sul, será incorporada ao campus para sediar o futuro Centro de Pesquisa e Extensão. Nos dois casos, há o compromisso da prefeitura de Curitibanos de pavimentar o acesso, facilitando a chegada dos estudantes, professores e funcionários.

Por outro lado, a universidade começa a realizar o processo de seleção de 10 professores adjuntos para o ciclo básico, que devem ter doutorado. Os servidores e técnicos de laboratório serão convocados de acordo com resultado de concurso realizado no último fim de semana e, se necessário, serão chamados os aprovados no concurso que a UFSC fez em 2008, em Florianópolis.

Formação continuada – De acordo com o diretor geral do campus, a escolha do curso e das futuras habilitações levou em conta a vocação do Meio-oeste do Estado para a agricultura, a agropecuária e a exploração dos recursos florestais. “Estas são as atividades econômicas predominantes na região”, explica Darci Paul Trebien, que era lotado no Departamento de Engenharia Rural do Centro de Ciências Agrárias, em Florianópolis. Ainda assim, outros cursos poderão ser criados, dependendo da demanda e do ritmo de consolidação do campus.

Os alunos que cumprirem os três anos da etapa inicial do curso receberão o diploma de bacharel em Ciências Rurais, podendo optar entre buscar uma ocupação no mercado ou dar seguimento aos estudos, nas habilitações oferecidas, de caráter profissionalizante, nas formações tecnológica, científica ou pedagógica. O professor ressalta a importância do ciclo comum a todos os ingressantes:

“Nesse arranjo, o aluno proveniente do ensino médio ingressa no primeiro ciclo e adquire a preparação científica e cultural em disciplinas ligadas às ciências fundamentais. Neste ciclo, o objetivo é antes formar cidadãos aptos a enfrentar desafios complexos da vida pública do que formar técnicos capazes de atender a demandas específicas. Para tanto, deverão ser privilegiados estudos interdisciplinares voltados à formação humanística e científica”.

O professor também explica que “os diversos conteúdos desenvolvidos em disciplinas ligadas às ciências humanas, exatas, da natureza, biológicas e agrárias serão integrados em uma Disciplina Relacional presente em cada fase do curso”. Essa disciplina e as associadas às ciências agrárias trarão orientações para a escolha profissional dos alunos interessados em prosseguir nos estudos do segundo ciclo.

Esse modelo criado pela UFSC para os novos campi, segundo Trebien, tem a vantagem de reduzir a evasão nas universidades federais, que chega a 40%, em média, no Brasil. Com tempo para escolher a melhor habilitação, os estudantes poderão usar a fase inicial dos cursos para conhecer melhor as opções existentes e, por tabela, as características de sua futura profissão.

Mais informações com o professor Darci Odílio Paul Trebien nos telefones (48) 9971-5579 e 8836-2925 e pelo e-mail dtrebien@cca.ufsc.br.

Por Paulo Clóvis Schmitz / Jornalista na Agecom

Palestra na UFSC apresenta experiência do Observatório Social de Maringá

01/06/2009 09:22

O Departamento de Atenção Social e à Saúde, vinculado à Pró-Reitoria de Desenvolvimento Humano e Social da UFSC, promove nesta quarta-feira (3/6), às 19h30min, no Centro de Cultura e Eventos, Auditório Garapuvu, a palestra ´Conheça o Observatório Social`, com Décio Rui Pialarissi, delegado da Receita Federal de Maringá. Logo em seguida, acontecerá a encenação da peça ´O Auto da Barca do Fisco`, inspirada nas obras ´Auto da Barca do Inferno`, de Gil Vicente e ´Auto da Compadecida`, de Ariano Suassuna.

Desde abril de 2009 vários representantes de órgãos municipais, estaduais e federais de Santa Catarina reuniram-se para conhecer a proposta do Observatório Social de Maringá, que pode ser implementado em Florianópolis. Para isso, reuniões foram realizadas por representantes da própria UFSC, Udesc, Controladoria Geral da União, Receita Federal, Polícia Federal, Secretarias de Educação do Estado e Município entre outros.

O principal objetivo do projeto Observatório Social está na educação fiscal, contando com diversas atividades com alunos dos diversos níveis de ensino através de concursos (cartazes, monografias, redações etc.); controle dos gastos públicos por meio do acompanhamento das licitações e compras no âmbito municipal, focando preço, entrega, qualidade e destinação dos produtos.

Os resultados da atuação do Observatório Social de Maringá, que recebeu o prêmio do Ministério da Ciência e Tecnologia como instituição de melhor atuação em Tecnologia Social do Sul do Brasil, mostraram ganhos significativos em termos de economia de gastos e redução de preços, melhoria da qualidade dos produtos licitados, no sentido de prevenir a corrupção e aumentando a confiabilidade na aplicação do dinheiro público. Várias experiências foram relatadas com ações concretas e resultados positivos alcançados, inclusive com mudança de cultura por parte das empresas que ganharam as licitações para cumprirem as cláusulas dos contratos.

Mais informações pelo fone 3721-9611.

Especial Pesquisa: UFSC organiza biblioteca virtual de obras catarinenses

01/06/2009 09:05

Digitalização das obras amplia acesso

Digitalização das obras amplia acesso

A UFSC está ampliando o acesso à literatura catarinense. O trabalho é realizado a partir do projeto ‘Autores, obras e acervos literários catarinense em meio digital’, executado pelo Núcleo de Pesquisa em Informática, Literatura e Lingüística (Nupill), ligado ao Curso de Pós-Graduação em Literatura e ao Departamento de Línguas e Literaturas Vernáculas, do Centro de Comunicação e Expressão.

A proposta foi a única do estado na área de Humanas aprovada pelo Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex) em 2008. Com recursos de quase R$ 400 mil, concedidos pelo CNPq e Fapesc, a equipe realiza atividades de complementação e aprimoramento do Banco de Dados de História Literária e da Biblioteca Digital de Literatura (www.literaturabrasileira.ufsc.br/). Atualmente, a biblioteca digital conta com mais de 500 títulos em versão integral e gratuita na internet. São obras literárias do Brasil e de Portugal, que foram digitalizadas a partir das melhores edições disponíveis. O banco de dados tem informações sobre mais de 60 mil obras e, aproximadamente, 16 mil autores cadastrados.

Portal Catarina

Os recursos do Pronex permitiram também o início do projeto Portal Catarina, que pretende viabilizar o acesso a obras literárias, críticas e informações sobre autores catarinenses de todas as épocas. O site é desenvolvido numa parceria entre UFSC, Univali, Univille e Academia Catarinense de Letras. Na UFSC integram a atividade três grupos: o Núcleo de Pesquisa em Informática, Literatura e Lingüística e o Núcleo Literatura e Memória, do Centro de Comunicação e Expressão, além do Laboratório de Pesquisa em Sistemas Distribuídos, do Centro Tecnológico. O Portal será integrado ao site www.nupill.org e proporcionará um dicionário de autores e obras catarinenses.

“Será um grande avanço, pois teremos acesso a textos e informações de grandes escritores catarinenses, como Luis Delfino e Franklin Cascaes, que não seriam facilmente encontrados de outra forma. O Portal é também uma forma de prestigiar a literatura do estado”, avalia Rodrigo Sales, membro do Nupill e um dos idealizadores da proposta.

Estudantes também valorizam a iniciativa. “Acrescenta muito, com certeza. Ter a oportunidade de conhecer melhor os autores do estado é muito bom para a nossa formação, e também para o conhecimento da população em geral”, destaca Luiza Wigger, aluna da terceira fase do Curso de Letras/Português da UFSC. “Eu, particularmente, conheço um pouco da literatura do estado. Mas sei que não é de conhecimento geral. O Portal vai colaborar também no sentido de trazer o interesse pela literatura catarinense”, complementa a estudante.

O poeta catarinense Alcides Buss, que tem muitas de suas obras disponibilizadas na Biblioteca Digital no Nupill, espera que o Portal Catarina alcance seus objetivos. “É uma grande iniciativa. É importante ter um espaço na internet dedicado à literatura local. Eu percebi isso quando me perguntavam onde podiam encontrar meus livros e eu não sabia dizer com certeza. Hoje em dia a melhor forma de divulgar a literatura é pela internet. Espero que tenha muito sucesso”, incentiva Alcides.

Saiba mais

A literatura catarinense na história do Brasil

Quando se fala em literatura catarinense, um nome logo vem à cabeça: João da Cruz e Sousa. Nascido em 24 de novembro de 1861 na cidade de Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, Cruz e Sousa foi um dos precursores do simbolismo no Brasil, no século XIX. Por ser negro, foi por diversas vezes vítima de preconceito racial e tratou do tema em grande parte de suas obras. Seus textos também eram marcados por características do Romantismo, como o pessimismo e a angústia. O apelo para a formalidade da língua e o uso de vocábulos refinados estavam sempre presentes nas obras do autor.

Cruz e Sousa morreu em 19 de março de 1898, aos 36 anos de idade, na cidade mineira de Sítio, vítima de tuberculose. Suas únicas obras publicadas em vida foram Missal e Broquéis. O catarinense é até hoje o grande nome do Simbolismo no país e um dos maiores nomes da literatura brasileira.

Mais informações no site www.nupill.org ou pelo telefone (48) 3721-6590

Por Tiago Pereira / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Leia mais sobre pesquisas da UFSC no Especial Pesquisa

Projeto Casa Biblioteca recebe computador do Canadá

01/06/2009 08:54

A entrega: reconhecimento ao trabalho de Peninha

A entrega: reconhecimento ao trabalho de Peninha

O projeto Casa Biblioteca, criado pelo historiador e museólogo Gelci José Coelho (Peninha), na Enseada de Brito (Palhoça/SC), recebeu a doação de um computador MacBook da Universidade de Toronto, a maior do Canadá. O equipamento foi entregue a Peninha pela professora Manuela Marujo, diretora associada do Departamento de Espanhol e Português. O computador é um incentivo ao projeto, que por enquanto conta somente com recursos do folclorista.

“Este gesto pretende demonstrar a grande admiração pelo trabalho de investigação desenvolvido por Peninha ao longo de muitos anos a serviço da Universidade Federal de Santa Catarina, e ao seu esforço em divulgar o patrimônio cultural do Brasil”, disse a professora, ressaltando que o entusiasmo, saber e empenho de Gelci Coelho atravessam fronteiras.

A Enseada de Brito, uma das mais antigas comunidades formadas por açorianos no litoral catarinense, foi escolhida por Peninha para abrigar o projeto Casa Biblioteca, que pretende envolver crianças e adultos na leitura. A iniciativa mereceu atenção do grupo Amigos dos Estudos Portugueses, e em nome dessa equipe a professora Manuela Marujo entregou o computador e prometeu a Peninha ficar atenta ao desenvolvimento de seu “louvável projeto” .

Recém-aposentado da UFSC, Peninha nem pensa em parar de produzir. Além de incentivar a leitura, o projeto Casa Biblioteca prevê oficinas para a comunidade nas áreas de folclore, música, história e artesanato. “Podemos avaliar a dignidade e o compromisso social de uma pessoa por atos como este, ao abrir a sua própria casa e disponibilizar a sua biblioteca particular com mais de cinco mil títulos que foram acumulados durante a sua atuação na área cultural”, destaca o diretor do Núcleo de Estudos Açorianos da UFSC, Joi Cletison.

Gelci José Coelho é reconhecido no Brasil e internacionalmente por sua contribuição nas áreas da museologia e história, principalmente na valorização e divulgação da herança cultural açoriana. Peninha é o grande responsável por estar sob guarda do Museu Universitário da UFSC a obra de Franklin Cascaes, com quem teve oportunidade de trabalhar, e hoje é um dos maiores conhecedores de sua vida e obra. Tem percorrido o estado de Santa Catarina fazendo palestras e oficinas, mostrando o legado de Cascaes, o artista que dedicou a vida a registrar as lendas, histórias e costumes dos descendentes açorianos na ilha de Santa Catarina.

Peninha atuou como diretor do Museu Universitário por mais de 10 anos e criou o Núcleo de Estudos Musicológicos da UFSC (NEMU). Com apoio do Departamento Nacional de Museus, do Ministério da Cultura, o núcleo atua em todo estado de Santa Catarina, fazendo oficinas e capacitando trabalhadores de museus. O projeto foi reconhecido em 2006 com um troféu. Em 2008 o historiador e folclorista foi convidado pelo presidente dos Açores para fazer a conferência de abertura do congresso comemorativo aos 260 anos da chegada dos Açorianos no Brasil Meridional. Agora um de seus desafios é buscar apoio para o projeto Casa Biblioteca.

Mais informações: (48) 3242-5847 / e-mail: peninhacoelho@uol.com.br

Fotos: Joi Cletison / NEA

Leia Mais:

Entrevista ´Uma prosa com Peninha, no centenário do mestre Franklin Cascaes`, por Karina Janz Woitowicz, Revista Folkcom