UFSC tem serviço de telefonia IP

06/06/2007 14:50

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e mais 39 instituições de ensino e pesquisa brasileiras, distribuídas em 26 cidades, já podem se comunicar por voz via Internet. A UFSC e as demais organizações estão conectadas ao fone@RNP, serviço de telefonia IP disponibilizado pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) para as instituições usuárias da rede Ipê.

O fone@RNP oferece muitas vantagens. A primeira é a facilidade de uso. É possível conectar a central telefônica (PABX) da instituição ao serviço e, assim, fazer com que os aparelhos telefônicos convencionais tenham acesso ao fone@RNP, tanto para receber quanto para fazer chamadas. Além disso, através do fone@RNP, qualquer computador de instituição usuária da RNP pode se transformar em um terminal de telefonia IP, desde que esteja conectado à rede da instituição. Desta forma, é possível ampliar o número de ramais telefônicos existentes em uma organização.

Outra vantagem é a mobilidade. A tecnologia permite que um professor,

por exemplo, leve consigo seu ramal VoIP para qualquer lugar. Isso

acontece quando ele estiver em viagem usando um /laptop/ que tenha um

software de telefonia IP. Ele pode configurar esse programa para receber ligações telefônicas, mesmo estando fora de sua instituição.

Por último, com o serviço fone@rnp é possível fazer ligações

interurbanas sem custos de telefonia (no caso de um telefonema para

outro aparelho na rede do serviço) ou ao custo de uma ligação local (no caso de um telefonema para outro aparelho na rede pública, em cidade onde haja uma instituição na rede do serviço).

Saiba como usar o fone@RNP em http://www.rnp.br/voip/usar.html

*Para mais informações, entre em contato com Edison Tadeu Lopes Melo**, técnico responsável pelo serviço na UFSC. ///tel.: (48) 3721.7531/*//

Veja também a lista completa de instituições participantes do fone@RNP, seus respectivos códigos de área (DDD) e quais permitem chamadas para telefones fixos em suas cidades: http://www.rnp.br/voip/instituicoes/

Sobre a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP)

Responsável pela introdução da Internet no Brasil, em 1991, a RNP é a provedora da rede acadêmica nacional, a rede Ipê. Sua missão é promover o uso inovador de redes avançadas no país. Atua no desenvolvimento e na prestação de serviços em três áreas: infra-estrutura de redes de alto desempenho; aplicações avançadas e formação de recursos humanos em redes.

A rede Ipê alcança os 26 estados da federação e o Distrito Federal,

interligando mais de 300 instituições de ensino superior e de pesquisa e cerca de um milhão de pessoas. A RNP está conectada às redes acadêmicas latino-americana, européia e norte-americana, além de ter conexão própria à Internet mundial por meio de acesso a provedor comercial nos Estados Unidos.

Por Juliana Berriel

Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP)

Comunicação e Marketing

Tel: +55 21 2102-9676

Seis de Junho – Dia Nacional de Prevenção de Acidentes por Queimaduras

06/06/2007 14:36

Seis de Junho é o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes por Queimaduras. Nessa data são realizadas ações que visam desenvolver a prevenção de acidentes que provocam queimaduras, com o objetivo de alertar a população em geral a respeito desse trauma, que pode ser considerado um problema de saúde pública em nosso país pelo alto índice de ocorrência da lesão.

As atividades são preconizadas pelo Comitê de Prevenção de Acidentes com Queimaduras da Sociedade Brasileira de Queimaduras, através de ações que objetivam a redução de acidentes provocados pela falta de cuidados no manuseio de combustíveis, álcool, velas, eletrodomésticos, fogos de artifício, etc, tanto por desconhecimento dos riscos como pela desinformação de atitudes preventivas.

No Brasil estima-se que cerca de 1 milhão de pessoas sofrem acidentes de queimaduras anualmente. Dessas, cerca de 100 mil são hospitalizadas em decorrência da lesão e cerca de 2.500 mortes diretas ou indiretas ocorrem devido ao trauma.

As crianças são atingidas com quase 50% dos casos, vindo em segundo lugar os adultos e posteriormente os idosos. Sendo que há variantes conforme o agente causal, por exemplo: na criança prevalece os acidentes com líquido aquecido e álcool líquido, enquanto que nos adultos prevalecem os acidentes de trabalho.

Das 100 mil pessoas hospitalizadas, mais da metade delas necessitam de cuidados após alta hospitalar como a fisioterapia, acompanhamento psicológico e cirurgias corretivas.

Existem no Brasil 58 centros de tratamento especializados em queimaduras, sendo a distribuição deles desigual entre as diversas regiões, prevalecendo uma maior concentração na região Sudeste, sendo que na região Sul do país temos somente quatro centros especializados.

Em Santa Catarina, temos dois Centros de Tratamentos de Queimados, um deles que atende adultos e crianças em Joinville, e outro que atende somente crianças em Florianópolis. Apesar da Capital ter no seu perímetro um aeroporto internacional, que por normas internacionais exige a existência de um Centro de Tratamento de Queimados nas proximidades, a mesma não possui um Centro que atenda as demandas locais, sendo os acometidos transferidos para Joinville ou Curitiba, quando necessário, ou acabam ficando internados em hospitais gerais, sem profissionais especializados na área.

Cabe ressaltar um fato recente ocorrido em Florianópolis com o incêndio criminoso de um supermercado, no dia 27 de abril, no Balneário de Ingleses, onde 35 pessoas ficaram feridas, sendo 15 delas com queimaduras, principalmente de vias aéreas, onde houve a transferência imediata de um paciente à Unidade de Queimados de Curitiba.

A prevenção deve começar em casa, no depósito e armazenamento correto de líquidos inflamáveis e combustíveis, assim como o acesso a esses produtos pelas crianças que deve ser restrito. Sem falar no cuidado com a proteção de tomadas e eletrodomésticos.

Neste ano a Sociedade Brasileira de Queimaduras estará realizando, no dia 6 de junho, na cidade de Aracaju-SE, o lançamento de uma campanha de prevenção voltada às características regionais do estado e do nordeste brasileiro, que possui nas festas juninas um grande evento causador de acidentes com queimaduras pelos fogos de artifício utilizados de maneira errônea, produtos de fabricação duvidosa, e por pessoas não habilitadas ao uso, além da campanha de prevenção de acidentes causados pelo álcool líquido que está sendo lançada nacionalmente.

Também em Aracaju, ocorre a V Jornada Brasileira de Queimaduras, onde a UFSC se fará presente através do professor do Curso de Medicina, Maurício José Lopes Pereima, e do mestrando em Saúde Pública da UFSC, o fisioterapeuta Juliano Tibola. Na ocasião, será apresentado um trabalho de casuística desenvolvido em parceria com a Unidade de Queimados do Hospital Infantil Joana de Gusmão e a Universidade Federal de Santa Catarina. O professor Pereima também participa da conferência “Manejo das Seqüelas em Pacientes com Substitutos Dérmicos”. O mestrando Juliano Tibola integra mesa- redonda na qual abordará o tema “Fisioterapia Respiratória e Cinesioterapia nas Queimaduras”.

Mais informações com Juliano Tibola, fone 48-9626136

Instituto Arte na Escola oferece prêmio a projetos de professores

06/06/2007 11:10

O Instituto Arte na Escola – Pólo UFSC comunica que no próximo dia 15 de junho termina o prazo para inscrições de projetos ao 8º Prêmio Arte na Escola Cidadã. A premiação, concedida pelo Instituto Arte na Escola, é de R$ 7 mil mais uma visita à 6ª Bienal do Mercosul, em Porto Alegre.

As inscrições podem ser feitas pelo site http://www.artenaescola.org.br/premio. Os professores interessados podem obter informações pelo telefone (11) 3103-8062, de segunda a sexta-feira, em horário comercial, ou pelo e-mail atendimento.premio@artenaescola.org.br.

Em caso de dúvidas sobre como participar, haverá plantão de atendimento telefônico nesta quinta-feira, dia 7, feriado de Corpus Christi, das 10h às 17h.

Quem pode concorrer ao Prêmio?

Podem se inscrever professor autor e/ou equipes formadas por professores em exercício, que tenham desenvolvido projetos em sala de aula no ano de 2006 e/ou 2007, atuando na Educação Infantil, no Ensino Fundamental, no Ensino Médio e EJA, com vínculo empregatício na rede oficial de ensino regular nas instâncias federal, estadual, municipal e particular de todo país. São estes:

– Professores especialistas na área de Arte ou não e/ou equipes com trabalhos nas diferentes linguagens artísticas – artes visuais, teatro, dança e música –;

– Professores generalistas da Educação Infantil e do Fundamental;

– Professores e/ou equipes que tenham desenvolvido trabalhos interdisciplinares, nos quais se evidencie o processo de construção de conhecimento em Arte;

– Professores de Educação de Jovens e Adultos de 1ª a 8ª série e Ensino Médio.

Importante: Cada candidato poderá concorrer com um único trabalho. Em caso de trabalho em equipe esta deverá designar um representante em todas as fases da premiação.

O Arte na Escola – Pólo UFSC é uma parceria entre o Departamento Artístico Cultural/Pró-Reitoria de Cultura e Extensão, o Colégio de Aplicação da UFSC e o Instituto Arte na Escola.

Coordenação Geral do Arte na Escola – Pólo UFSC: Jucélia Maria Alves e Fabíola Cirimbelli Búrigo Costa

SERVIÇO:

O QUÊ: Inscrições para o 8º Prêmio Arte na Escola Cidadã, oferecido pelo Instituto Arte na Escola.

QUANDO: Até dia 15 de junho.

ONDE: http://www.artenaescola.org.br/premio.

CONTATO: (11) 3103-8062 e pelo e-mail atendimento.premio@artenaescola.org.br

ARTE NA ESCOLA – PÓLO UFSC: artenaescola@dac.ufsc.br – Visite os sites www.dac.ufsc.br e www.artenaescola.org.br

Fonte: [CW] DAC-PRCE-UFSC, com material do Instituto.

Fórum Nacional de Pró-Reitores de Graduação quer expandir vagas e formar mais professores para a educação básica

05/06/2007 14:11

Expandir a oferta de vagas, garantir a qualidade do ensino, aumentar o número de cursos noturnos, reduzir a evasão, valorizar a carreira docente e investir na formação de professores, sobretudo na área das licenciaturas. Estes grandes desafios da educação superior no Brasil estão sendo objeto das atenções do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Graduação das Universidades Brasileiras (ForGRAD), presidido desde maio pelo pró-reitor de Ensino de Graduação da UFSC, Marcos Laffin. “Nossas metas são representativas do diálogo com o coletivo de pró-reitores de Ensino de Graduação e buscam articular as demandas das universidades para o ensino superior”, diz o novo presidente do Fórum.

Criado em 1987 para formular estratégias e ações que melhorem a qualidade do ensino superior, o ForGRAD se coloca como um interlocutor das universidades junto ao MEC, pois “cabe ao Ministério a proposição e a oferta das condições de uma política pública e de Estado para o sistema nacional de educação”, segundo Marcos Laffin. Sem estabelecer uma ordem de importância, o pró-reitor afirma que o principal desafio das universidades é conseguir atender a demanda por vagas na área pública, porque 90% dos alunos brasileiros estudam hoje em instituições particulares.

“Se por um lado muitas instituições privadas possuem vagas ociosas porque a atual situação econômica não permite que a grande maioria dos estudantes mantenha as mensalidades em dia, por outro a oferta restrita de vagas e sua não-ampliação se traduzem na ausência de uma política de estado para a educação superior”, diz o presidente do ForGRAD.

Outra preocupação dos pró-reitores é com a falta de professores para a educação básica nas áreas de física, química, matemática e biologia. Estudo realizado pelo Fórum indica que a evasão nos cursos de licenciaturas precisa ser enfrentado urgentemente, sob o risco de a carência de professores – um problema já sentido em muitas escolas – se tornar grave dentro de poucos anos.”Há um crescimento desproporcional nas matrículas”, constata Marcos Laffin, informando que existem 728 mil matriculados nos cursos de Administração, enquanto em Matemática são apenas 75 mil, em Química, 36 mil, em Ciências, 18 mil, e em Física, 11 mil. “A pauta emergencial é voltada para a criação de políticas de permanência dos alunos e sobretudo para a valorização da carreira docente”, diz ele.

Como o sistema educacional brasileiro abriga instituições públicas e particulares, o ForGRAD precisa trabalhar com demandas muitas vezes conflitantes entre si, em vista da natureza jurídica distinta de suas filiadas. Normalmente, as reuniões são realizadas em separado e os encaminhamentos também são diferenciados. “A força do Fórum está em compreender as particularidades de cada natureza jurídica, indicar o que é comum a todas as instituições e buscar alternativas conjuntas”, diz Laffin. “Em sua diversidade, o Fórum tem trabalhado pelo desenvolvimento do sistema federal de ensino como um todo”.

Em relação à interlocução com o Ministério da Educação, o presidente do Fórum informa que as reivindicações são ancoradas numa base coletiva que visa sempre à cooperação. A intenção é manter um diálogo prudente com o governo, apresentando demandas e proposições, discutindo viabilidades e, ao mesmo tempo, preservando a autonomia para discordar quando for necessário ir contra as ações do MEC. “No governo FHC, tivemos uma postura quase se oposição, porque não havia por parte do ministro Paulo Renato de Souza uma abertura para o diálogo”, diz Marcos Laffin. “Hoje, num governo de base popular, a educação tem sido prioridade e as relações avançam na direção de um diálogo de participação”.

Mais informações com o pró-reitor Marcos Laffin – (48) 3721-6028

Por Paulo Clovis / Agecom

Núcleo de Estudos da Terceira Idade encerra mais uma turma do curso “Os Avós na Universidade”

05/06/2007 14:01

No próximo dia 22 de junho, uma cerimônia encerrará a 16ª turma do curso “Os Avós na Universidade”, oferecido pelo Núcleo de Estudos da Terceira Idade (Neti) da UFSC.

O encerramento acontecerá às 19h, no auditório da Reitoria, e contará com a presença dos dez concluintes que receberão de seus familiares os livros escritos com histórias reflexivas de cada um.

O curso é realizado desde 1993 e tem o objetivo de discutir a comunicação entre as diferentes gerações, a partir do ponto de vista de pessoas da terceira idade. As temáticas centrais são infância, adolescência e envelhecimento.

As aulas são ministradas pela psicopedagoga Célia Ribeiro, voluntária do Neti, e pela socióloga e coordenadora do curso, Mônica Siedler. O curso tem duração de um ano e meio, com encontros realizados uma vez por semana.

Durante o curso, os alunos têm a participação da família em dois momentos, no desenvolvimento das aulas e no encerramento, quando netos ou outros familiares fazem a entrega aos alunos dos livros que eles elaboraram coletivamente.

Para Mônica Siedler, “o grande problema é uma geração colocar sua vivência para as outras”. Isto porque os avós querem julgar com os seus valores as atitudes dos filhos e netos. Temas como a informatização na infância e a sexualidade na adolescência costumam gerar atritos entre gerações diferentes.

Além do curso “Avós na Universidade”, o Neti desenvolve outras atividades, entre elas o Grupo dos Contadores de História e Aula de Idioma.

Os interessados em participar da próxima turma, que terá início em agosto, podem obter informações pelo telefone (48) 3721-6559.

Talita Fernandes/Bolsista de Jornalismo da Agecom

Laboratório de Vibrações e Acústica necessita de candidatos para pesquisa

05/06/2007 10:57

O Laboratório de Vibrações e Acústica do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina (LVA/EMC/UFSC) desenvolve, desde abril de 2006, uma pesquisa aeroespacial cujo objetivo é melhorar a qualidade do som no interior de aeronaves.

A pesquisa que vem sendo realizada por um grupo multidisciplinar e envolve também o Laboratório de Psicologia do Trabalho (Psitrab), cujo responsável é o professor Roberto Cruz, inicia agora uma fase com a participação de usuários do transporte aéreo. Nesta fase o grupo está aplicando um teste diferencial semântico em pessoas que já tenham andado de avião pelo menos uma vez.

Este teste é feito em um simulador de uma cabine de uma aeronave Embraer 145, chamado mock-up, e dura cerca de 20 minutos. Dentro do simulador a pessoa experimenta, caracteriza e avalia sons, ruídos e vibrações semelhantes aos encontrados em uma aeronave real em vôo.

Qualquer pessoa pode participar do teste, basta agendar um horário pelo e-mail pesquisa.aeroespacial@gmail.com ou pelo telefone 3721 9227, ramal 34, com os integrantes da pesquisa Raquel Bitencourt ou Stephan Paul. O voluntário recebe uma ajuda de custos para o transporte ou alimentação.

A pesquisa orientada pelo professor Samir Nagi Yousri Gerges tem apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os trabalhos devem seguir até abril de 2008.

Saiba onde fica o Laboratório de Vibrações e Acústica

Por João Gustavo Munhoz / CTC

Passeata da Engenharia Sanitária e Ambiental marca Dia Mundial do Meio Ambiente

05/06/2007 10:47

O Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade Federal de Santa Catarina (ENS/UFSC) e seus alunos promovem nesta terça-feira, 5/6, uma passeata em função do Dia Mundial do Meio Ambiente.

Com o intuito de chamar a atenção para a questão do meio ambiente e alertar a população sobre o aquecimento global, a passeata saiu do Centro Tecnológico (CTC) às 9h, com destino à área do Projeto Jardim Botânico Florianópolis, ao lado da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), no bairro Itacorubi. No local serão plantadas 200 mudas de árvores nativas.

Os manifestantes seguirão pelas avenidas Beira-Mar Norte e Madre Benvenuta até chegar no bairro Itacorubi. Ao longo do caminho a passeata será acompanhada por viaturas da polícia militar.

Por João Gustavo Munhoz / CTC

Atletas da UFSC são convocados para as Olimpíadas Universitárias

05/06/2007 10:00

Dezesseis atletas da UFSC foram convocados pela Federação Catarinense do Desporto Universitário (FCDU) para participar das Olimpíadas Universitárias – JUBs 2007. A competição será realizada em Blumenau-SC, de 9 a 17 de junho. A delegação da UFSC embarca para Blumenau no próximo dia 9.

A convocação foi baseada nos 51º Jogos Universitários Catarinenses(JUCs)realizados também na cidade de Blumenau, de 27 de abril a 5 de maio deste ano. Aconteceram nos JUCs 2007 competições nas seguintes modalidades esportivas: Atletismo (masc/fem); Basquetebol (masc/fem); Futsal (masc/fem); Handebol (masc/fem); Natação (masc/fem); Judô (masc/fem); Voleibol (masc/fem) e Xadrez (masc/fem).

A UFSC participou dos JUCs – 2007 em todas as modalidades, com aproximadamente 130 integrantes entre diretores e atletas. Os melhores resultados da UFSC foram: 1º lugar – Basquete Masculino e Xadrez Masculino; 3º lugar – Judô Feminino e Xadrez Feminino. A UFSC ficou com 1º lugar obtido na Classificação do Troféu Eficiência, divulgado no Boletim Final da Competição (www.fcdu.com.br). As modalidades coletivas campeãs e os atletas campeões nas modalidades individuais adquiriram o direito de representar o Estado no evento nacional.

Atletas da UFSC convocados para as Olimpíadas Universitária – JUBs 2007:

– Atletismo Masculino – Eduardo Dandolini Dutra (Educação Física).

– Basquete Masculino – Alexandre Furstenberger ( Engenharia Elétrica) ; André Vechi (Educação Física); Augusto Emmel Selke (Mestrado em Engenharia Mecânica); Jailon Rogério Giacomelli (Engenharia de Produção Mecânica); Handersen Schmitz (Engenharia Civil); Hélio Augusto Ranieri (Engenharia Mecânica); Marcelo Moreira Passos (Engenharia de Produção Mecânica); Ricardo Peixoto Kowalski (Nutrição).

– Judô Feminino – Elisabete Weber Sharf (História); Elis Amaral Rosa (Biologia).

– Judô Masculino – Marcelo Hoffmann Daros (Educação Física.

– Natação Feminino – Vanessa Kume (Ciências da Computação)

– Voleibol Masculino – Murilo Gava Citadin (Engenharia de Produção Mecânica)

– Xadrez Feminino – Priscila Lucas Antunes (Engenharia de Controle e Automação Industrial).

– Xadrez Masculino – Ricardo Bedin França (Mestrado em Engenharia de Automação e Sistemas).

Além dos atletas foram convocados os professores Júlio César Schmitt Rocha e Paulo Marcelo Soares de Macedo.

.

Mais informações pelo e-mail paulo@cds.ufsc.br

NETI forma mais dez monitores de Ação Gerontológica

05/06/2007 09:48

Acontece no dia 29 de junho a formatura da 30ª turma do Curso de Formação de Monitores da Ação Gerontológica do Núcleo de Estudos da Terceira Idade (NETI). As solenidades serão realizadas no auditório da Reitoria. Para às 18h30min está previsto um culto ecumênico com o ministrante Marcos Roberto Leal. A entrega dos diplomas está marcada para às 19h30min.

O objetivo do curso é promover o desenvolvimento e a integração social e comunitária das pessoas de terceira idade. Durante três anos, com duas aulas semanais, os alunos aprendem noções de Direito, Filosofia, Antropologia, Sociologia, Saúde, Gerontologia e Dinâmicas e Métodos para trabalho comunitário e em grupo.

Recebendo o diploma, os dez formandos estarão aptos para atuar como voluntários na área de gerontologia em hospitais, prefeituras e outras instituições. Como monitores, ainda precisam de orientação enquanto desenvolvem seus trabalhos.

Mais informações pelo telefone do NETI: 3721-9445 ou pelo site www.neti.ufsc.br

Encontro no campus debate saúde mental e cultura

05/06/2007 09:45

Quando se fala em saúde mental, muitas pessoas pensam logo em hospitais, remédios, psicólogos e transtornos mentais. Mas é muito mais do que isso. Apresentar e explicar a interdisciplinaridade deste tema é apenas um dos objetivos do VII Encontro Catarinense de Saúde Mental e do Seminário Internacional de Saúde Mental e Cultura, que acontecem de 28 a 30 de junho, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC.

Este ano o tema dos eventos é “Redes de Atenção e Cuidados: Espaços, Pessoas e Conexões”. É a primeira vez que o Encontro e o Seminário são realizados juntos. “Nós achamos que não valia a pena fazer os dois eventos em momentos diferentes”, diz um dos coordenadores, Walter Ferreira de Oliveira.

De acordo com Oliveira, esse é um campo de ação relacionado ao equilíbrio do corpo e da mente. “É um parâmetro de vida. É um modo de se ver e estar no mundo, é a relação entre as pessoas e das pessoas com a sociedade”, explica.

Serão abordadas questões como “O que é cuidar?” e como se dá a relação entre profissionais “cuidadores” e “pacientes”, além de assuntos de áreas como cultura, educação, artes, entre outros.

Na lista de palestrantes mais conhecidos estão nomes como o brasileiro Içami Tiba, médico, psiquiatra, autor de diversos livros sobre o tema e criador da Teoria Integração Relacional, e Michel Boussat, de Paris, um dos fundadores da etnopsiquiatria, psiquiatra, pintor e músico, que associa o seu trabalho clínico com as artes e desenvolve trabalhos relacionados à psiquiatria social.

O encontro está sendo organizado pelo Grupo de Pesquisa em Políticas de Saúde/Saúde Mental, que é composto por estudantes e profissionais de vários cursos como Medicina, Fisioterapia, História, Filosofia etc. O seminário conta com o apoio da Prefeitura, da Secretaria do Estado de Saúde, do Centro de Referência de Saúde do Trabalho de Santa Catarina, entre outros órgãos.

No ano passado 1.300 pessoas passaram pelo encontro e em 2007 a expectativa é de que esta meta se repita. As inscrições com desconto podem ser feitas até 18 de junho, a R$ 30 para estudantes e R$ 50 para profissionais e comunidade em geral. No dia do evento, a inscrição custará R$ 40 para estudantes e R$ 60 para profissionais e comunidade.

Mais informações através do site www.ccs.ufsc.br/spb/saudemental/, pelo e-mail encontrodesaudemental@yahoo.com.br ou pelo telefone 9608-5271 com Walter Ferreira de Oliveira.

Jéssica Lipinski/bolsista de Jornalismo na Agecom

UFSC assina acordos e marca implantação de seu Núcleo de Inovação Tecnológica

04/06/2007 20:07

Reitor e diretor da Natura assinam acordo

Reitor e diretor da Natura assinam acordo

A assinatura de acordos de cooperação com a Natura (uma das líderes do mercado de cosméticos no Brasil), a Imprimatur Capital Ltda (de Londres) e o Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI) marcaram na tarde dessa segunda-feira, 4/6, o lançamento do Núcleo de Inovação Tecnológica da UFSC. Essa não é a primeira vez que a UFSC cria setores do gênero, mas agora a iniciativa ganha força com a nova Lei de Incentivos à Inovação, que determina a implantação de núcleos com a finalidade de estabelecer e gerenciar a política de inovação em instituições de ciência e tecnologia.

O reitor Lúcio José Botelho lembrou que a UFSC está entre as universidades mais produtivas do país e que a forma de funcionamento do Núcleo de Inovação como conselho, com participação da universidade e de empresas, entre outras instituições, pode proporcionar condições para que a universidade se torne ainda melhor.

O contrato com a Natura é sigiloso, na área de produtos para pele e cabelo. O acordo também possibilitará que a UFSC compartilhe resultados financeiros com a empresa. O diretor de pesquisa e desenvolvimento da Natura, Daniel Gonzaga, deixou claro que a empresa tem entre suas estratégias de crescimento intensificar as parcerias com instituições de pesquisa.

A expectativa é de que dessa forma o ciclo de desenvolvimento de novos produtos se torne ainda mais curto e efetivo, disse o diretor da Natura, informando que atualmente a empresa tem 1.450 novos projetos em andamento. “O Núcleo de inovação só vai nos facilitar as parcerias e o compartillhamento de recursos humanos e de infra-estrutura”, avaliou Gonzaga.

A diretora da Academia do INPI, Lúcia Regina Fernandes, mostrou como o instituto tem investido para se fazer conhecido e formar recursos humanos especializados no campo da propriedade intelectual em todo o país. Lúcia falou sobre os diversos cursos que o instituto tem ministrado em diferentes regiões e disse que um dos desafios atuais é a consolidação de um mestrado no campo da propriedade intelectual, oferecido pelo INPE. “Somos hábeis em produzir papers, mas não em buscar a proteção para nossas criações”, avaliou, destacando a importância das ações para disseminar o conhecimento na área de propriedade intelectual.

De acordo com o diretor do Departamento de Propriedade Intelectual da UFSC, professor Luiz Otávio Pimentel, que assume também neste primeiro momento o Núcleo de Inovação Tecnológica, o acordo deve aproximar ainda mais a UFSC da Academia do INPI. Este setor é responsável pelo exame e concessão de registros, patentes e marcas, entre outras formas de proteção.

Em sua apresentação Pimentel ressaltou a necessidade de que mitos sejam quebrados para que os processos de transferência de tecnologias e proteção intelectual avancem nas universidades públicas. Segundo ele, um destes mitos é a idéia de que o desenvolvimento tecnológico e sua proteção significam a privatização da universidade pública. “Exatamente por ser pública é que a instituição tem o dever de proteger o conhecimento, gerar riquezas, empregos”, destacou o professor. Segundo ele, o pequeno número de patentes obtidas por pesquisadores brasileiros não condiz com a atual capacidade intelectual do país – indicadores mostram que o Brasil é responsável por 2% da produção científica e tecnológica mundial. “É pouco o conhecimento que se traduz em retorno financeiro para o país”, avaliou.

Segundo ele, um dos grandes problemas no relacionamento da universidade com as empresas está na passagem de projeto a produto – processo que exige sigilo completo por parte da academia e que se choca com a constante pressão que o pesquisador tem de publicar e mostrar sua produtividade. Para o professor, a Lei de Incentivos à Inovação é um marco de legalidade para a pesquisa cooperativa. Entre os avanços está a inclusão do pesquisador na divisão de resultados financeiros.

O Núcleo de Inovação Tecnológica da UFSC vai zelar pela manutenção da política institucional de estímulo à proteção das criações, licenciamento, inovação e outras formas de transferência tecnológica. Também vai atuar na identificação e incentivo de possíveis parcerias no ambiente produtivo, vai opinar sobre acordos que a universidade esteja avaliando e também vai divulgar os resultados de projetos. A expectativa é de que o setor colabore com a institucionalização das negociações e contratações de parcerias, pois deve disseminar entre o corpo docente as vantagens da proteção intelectual.

O diretor citou também como marco do lançamento do NIT a primeira patente conquistada pela UFSC como titular. A patente refere-se a uma tecnologia para recuperação de turbinas hidráulicas de usinas hidrelétricas, desenvolvida junto ao Laboratório de Soldagem do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSC. As turbinas hidráulicas das usinas hidrelétricas sofrem um desgaste chamado cavitação, causado pela passagem da água. São espécies de buracos que precisam de reparos periodicamente. Desenvolvida desde 1997 pelo Laboratório de Soldagem do Departamento de Engenharia Mecânica (Labsolda/EMC), a tecnologia resolveu problemas como a qualidade de solda e sua execução. O processo de soldagem desenvolvido pela UFSC chega a reduzir pela metade o tempo de manutenção das turbinas, além proporcionar um reparo de maior qualidade.

Por Arley Reis / Agecom (com informações de João Gustavo Munhoz/CTC)

Mais informações:

Telefone: (48) 3721-9628

E-mail: dpi@reitoria.ufsc.br

Exposição na Galeria de Arte da UFSC mostra o mais conhecido e criativo artesanato catarinense: a renda de bilro

04/06/2007 18:35

A Galeria de Arte da UFSC inaugura nesta terça-feira, dia 5, às 18h30, a exposição “Céu Estrelado”, com parte da coleção de rendas de bilro “Doralécio Soares”, acervo do Museu Universitário Oswaldo Rodrigues Cabral, da UFSC.

Durante o evento, a professora Anamaria Beck falará sobre as rendas de bilro e rendeiras do Centro Cultural Bento Silvério – Casarão da Lagoa, da Lagoa da Conceição, Florianópolis, demonstrarão como as rendas de bilro são feitas. As rendeiras estarão na Galeria de Arte, das 14h às 17h, nos seguintes dias: 5 (apenas no horário da abertura da exposição), 6, 13, 14, 20, 21, 27 e 28 de junho.

A exposição apresenta vários tipos de toalhas de renda, em diferentes tamanhos, formatos e pontos, e parte da coleção “Doralécio Soares”, composta por 224 peças, que foi adquirida em dezembro de 2006, através do Programa de Apoio a Entidades Culturais da Caixa Econômica Federal. Serão expostos também “piques” – material usado para se desenhar o ponto –, almofada de renda de bilro, dois vestidos em rendas de bilro (que não fazem parte da Coleção Doralécio Soares) e peças da coleção em escultura de rendeiras do artista Franklin Joaquim Cascaes.

Escultura de Franklin Cascaes

Escultura de Franklin Cascaes

“Céu Estrelado” estará aberta ao público de 6 a 29 de junho, de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h30. A Galeria de Arte da UFSC fica no prédio do Centro de Convivência. O evento é gratuito e aberto à comunidade. A curadoria é de Cristina Castellano e Aline Carmes Krüger, que buscam adequar o conjunto das informações coletadas a uma exposição de caráter museológico e informativo. A coleção conta com o trabalho da conservadora Vanilde Rohling Ghizoni.

O evento é uma realização do Departamento Artístico Cultural e do Museu Universitário Oswaldo Rodrigues Cabral, vinculados à Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da UFSC, e conta com o apoio da Caixa Econômica Federal e do Costão do Santinho Resort & Spa.

A renda de bilro foi, no século XIX, uma atividade feminina praticada no âmbito doméstico. Surgiu provavelmente do bordado, porém é diferente deste porque trabalha com pontos no ar, sem tecido. Tem significativa importância na economia doméstica e social da população catarinense já que “onde há redes há rendas”.

Segundo artigo de Doralécio Soares, publicado na revista da Comissão Catarinense do Folclore, em 1957, “as rendeiras da Ilha de Santa Catarina, na sua maioria, descendem de portugueses da Ilha dos Açores; tradicionalmente herdaram dos seus antepassados a arte de executar rendas que, ainda na época atual, transmitem às gerações que surgem”.

O material utilizado na confecção de rendas é composto de fios, bilros de madeira, almofada cilíndrica, alfinetes e cartões furados (piques) que, com movimentos rítmicos dos bilros, a rendeira tece a mais conhecida e criativa forma de artesanato catarinense: a renda de bilros.

SERVIÇO:

O QUÊ: Abertura da exposição “Céu Estrelado” com rendas de bilro e conversa com a professora Anamaria Beck.

QUANDO: Dia 5 de junho de 2007, terça-feira, às 18h30.

VISITAÇÃO: De 6 a 29 de junho, de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h30.

ONDE: Galeria de Arte da UFSC, prédio do Centro de Convivência, Campus Trindade.

QUANTO: Gratuito e aberto à comunidade.

CONTATO: Galeria de Arte da UFSC (48) 3721-9683 e galeriadearte@dac.ufsc.br – http://www.dac.ufsc.br

Fonte: [CW] DAC-PRCE-UFSC, com material das curadoras

Colégio de Aplicação promove passeio para incentivar o ciclismo

04/06/2007 18:21

Fotos: James Tavares

Fotos: James Tavares

Cerca de 150 pessoas compareceram neste domingo(03/06) ao Passeio Ciclístico promovido pelo Colégio de Aplicação. A iniciativa objetivou promover o ciclismo como atividade física saudável e meio de lazer, além de chamar a atenção das autoridades para a necessidade de ciclovias junto às ruas.

Saindo do Colégio de Aplicação, os ciclistas cruzaram o campus da UFSC em direção à Avenida Madre Benvenuta, onde pedalaram até a Udesc e depois voltaram ao ponto de partida, percorrendo um caminho de 8 km em cerca de uma hora.

Além do bom tempo, o professor Antônio Farias, o organizador do passeio, acredita que o sucesso do evento foi fruto também da preparação desenvolvida pela equipe de Educação Física junto aos alunos, que já pedem outro passeio para o próximo semestre.

Os passeios ciclísticos já fizeram parte da rotina do Colégio de Aplicação, quando o enfoque maior era a competição. Realizados em dias letivos, deixaram de acontecer por causa da falta de segurança no trânsito. O diretor do Colégio de Aplicação, Romeu Bezerra, destaca ainda a importância que atividades como esta desempenham na aproximação da comunidade com o colégio e na integração entre pais, professores e alunos.

No final do trajeto, foram sorteados brindes como garrafas, camisetas, bonés e uma bicicleta.

Por Rodrigo Tonetti/ Bolsista de Jornalismo na Agecom

Perspectivas para o ingresso no ensino superior é tema de mesa-redonda

04/06/2007 17:30

Com o objetivo de aprimorar os processos de acesso ao ensino superior no Brasil, as comissões de vestibulares das universidades brasileiras realizam o Seminário de Acesso ao Ensino Superior (Saes), que teve início nesta segunda-feira, dia 4, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC.

“Perspectivas para o Ingresso no Ensino Superior na América Latina” foi o tema da mesa-redonda desta manhã, com presença dos reitores Lúcio Botelho, da UFSC; Juan Zolezzi Cid, da Universidad de Santiago de Chile (USACH); Eduardo José Asueta, da Universidad Nacional de Entre Ríos (Uner) e do presidente da Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) da UFSC, Edemir Costa.

Botelho fez uma retrospectiva sobre os métodos adotados nos processos de seleção da UFSC, como na época em que cada curso realizava seu próprio vestibular. O reitor também destacou o fato de que o ingresso de estudantes no ensino superior já é maior do que no ensino médio.

Juan Zolezzi Cid relatou a história da seleção universitária no Chile, desde as provas realizadas com base em aptidões dos candidatos, utilizadas no período de 1967 a 2003, às provas com base nos conhecimentos do ensino médio, aplicadas atualmente. O sistema de ingresso no país inclui escolas públicas e privadas, porém, para conseguir vaga nas instituições públicas, é necessário atingir a pontuação mínima de 475 pontos.

Já o reitor da Uner apresentou artigos da Constituição Argentina, sustentando o argumento de que a educação é um direito de todo indivíduo, não um privilégio, e que o Estado deve criar todas as condições necessárias para que este direito possa ser exercido.

Por fim, o presidente da Coperve destacou alguns pontos em relação ao sistema de ensino brasileiro. Segundo ele, desde os anos 90, a educação no Brasil está sofrendo uma deterioração acentuada, com a perda de recursos para as universidades. Costa falou sobre a preocupação com a expansão do ensino privado no Brasil, em que as instituições apenas formam o indivíduo para o mercado de trabalho, sem dedicação à pesquisa e à extensão.

O evento é uma integração de três outros seminários realizados nas cinco regiões brasileiras: o XXXI Seminário de Acesso ao Ensino Superior das Universidades do Norte e Nordeste (SAESSUN), o XI Seminário de Acesso ao Ensino Superior das Universidades do Centro-Oeste (Saesco) e o III Seminário de Acesso de Ensino Superior das Universidades Sul e Sudeste (SAESSUSE).

Informações na Comissão Permanente de Vestibular (Coperve) pelo telefone (48) 3721-9200.

Programação do evento e inscrições no site http://saes.coperve.ufsc.br

Por Ana Carolina Dall’Agnol / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Três cursos da UFSC obtêm nota 5 na prova do Enade

04/06/2007 14:30

Foram três os cursos da Universidade Federal de Santa Catarina – Administração, Comunicação Social/Jornalismo e Secretariado Executivo – que receberam nota máxima (5) pelo Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) relativo ao ano de 2006, divulgado na semana passada pelo Ministério da Educação. Levando em conta que a UFSC foi avaliada em apenas nove cursos (dos 66 existentes), o desempenho foi considerando excelente pelo reitor Lúcio Botelho e pelo pró-reitor de Ensino de Graduação, Marcos Laffin. Os cursos de Ciências Contábeis, Direito e Psicologia obtiveram nota 4 na mesma avaliação.

“Além de comemorar o bom resultado, é preciso encarar esse fato pela perspectiva da importância da continuidade da avaliação”, diz o reitor da UFSC. “Se temos um sistema de pós-graduação consagrado é porque a avaliação está funcionando e se mostrando absolutamente necessária. Ela não tem caráter punitivo, mas ajuda a balizar os caminhos e melhorar o desempenho das universidades”.

O Enade consta de provas realizadas com os ingressantes, desde que tenham cumprido 20% do currículo, e com os concluintes, com mais de 80% do curso realizado, com base nos conhecimentos gerais e nos conhecimentos específicos demonstrados em sua área. “O Enade divide as notas das duas variáveis e chega a uma média”, diz a diretora de Ensino de Graduação da UFSC, Suzani Cassiani de Souza. “Esse exame é importante porque sinaliza para o mercado de trabalho o nível de qualidade dos profissionais que saem da universidade”, afirma ela.

Já pelo Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD), o curso de Design da UFSC recebeu nota máxima, enquanto os cursos de Administração, Ciências Econômicas e Psicologia levaram nota 4, próximo do teto. Neste caso, é feita uma avaliação do efeito do curso sobre o aluno, ou seja, o que ele efetivamente aprendeu ao longo das fases em que freqüentou a universidade. Se a nota for baixa, é porque o estudante não agregou conhecimentos específicos substanciais durante o curso.

A diretora Suzani de Souza explica que o MEC faz os exames, mas não publica um ranking sobre o desempenho das instituições de ensino superior no País – esse é um trabalho tradicionalmente realizado pela imprensa. O exame da Enade faz parte do Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior (Sinaes), que mede o desempenho em diversas áreas para dimensionar com maior precisão a qualidade do ensino por curso, região, regime jurídico das instituições e outras variáveis.

No ano de 2005 (desempenho publicado em 2006), entre os 24 cursos avaliados, a UFSC obteve conceito máximo em cinco – Arquitetura e Urbanismo, Engenharia de Produção Mecânica, Engenharia de Controle e Automação, Engenharia de Alimentos e Engenharia de Materiais. No próximo ano, serão avaliados os cursos na área da Saúde, como já aconteceu em 2004.

Para ver os resultados, acesse http://enade2006.inep.gov.br/resultados?c=CUniversidade&m=ver

Acesso ao ensino superior em debate na UFSC

04/06/2007 14:10

O Seminário de Acesso ao Ensino Superior será realizado no Centro de Cultura e Eventos da UFSC entre os dias 4 e 6 de junho. A discussão vai contar com a participação de comissões de vestibulares de universidades de todo país.

O evento é uma integração de três outros seminários realizados nas cinco regiões brasileiras: o XXXI Seminário de Acesso ao ensino superior das universidades do norte e nordeste (SAESSUN), o XI Seminário de acesso ao ensino superior das universidades do centro-oeste (SAESCO) e o III Seminário de Acesso de Ensino Superior das universidades Sul e Sudeste (SAESSUSE).

Durante os três dias do evento serão realizadas cinco mesas-redondas, formadas por profissionais de universidades de várias regiões do país e de universidades do Chile (USACH) e da Argentina (UNER). O encontro também conta com a participação de membros do MEC e da Procuradoria Geral.

Os temas debatidos serão “Perspectivas para o Ingresso no Ensino Superior na América Latina”, “Reforma do Ensino Superior: Financiamento dos Processos Seletivos”, “Questões Legais e Direito dos Candidatos”, “Ações Afirmativas e os Processos Seletivos” e “Redação e Questões Discursivas: Avaliação”.

O professor Edemir Costa, presidente da Coperve (Comissão Permanente do Vestibular) da UFSC, ressalta a importância da discussão entre universidades dos mais variados estados e regiões. “Vamos discutir o vestibular na maneira como ele é aplicado e o seu aspecto pedagógico”. Destaca ainda a importância da mesa “Ações Afirmativas e os Processos Seletivos”, já que a temática de cotas está sendo bastante discutida.

Outro aspecto destacado é segurança do vestibular, devido ao avanço da tecnologia que permite comunicação entre pessoas de maneiras quase imperceptíveis. “Temos que evitar possíveis fraudes”, afirma Costa. Para o presidente da Coperve, o seminário é também importante pela possibilidade da discussão dos diversos modelos de processo seletivo das universidades brasileiras.

Informações na Comissão Permanente de Vestibular (Coperve): 3721-9200

Programação do evento e inscrições na página: http://saes.coperve.ufsc.br

Por Talita Fernandes / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Arte na Escola–Pólo UFSC oferece curso A música na escola:fundamentos da educação musical e relações interdisciplinares

01/06/2007 18:28

Luciano Py é um dos ministrantes

Luciano Py é um dos ministrantes

O projeto Arte na Escola – Pólo UFSC oferece o curso “A música na escola: Fundamentos da Educação Musical e suas relações multidisciplinares”, com início na quarta-feira, 6/5, no auditório do Colégio de Aplicação da UFSC. A capacitação será ministrada pelos professores Stela Maris Besen Guerini e Luciano Py de Oliveira, do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Santa Catarina.

A atividade é aberta a professores de arte da rede pública de ensino da Grande Florianópolis e demais interessados. Será realizada das 8h30min às 11h30min, no Auditório do Colégio de Aplicação da UFSC, nos dias 6, 13, 20 e 27 de junho, às quartas-feiras. A carga horária será de 12 horas, limitada a 40 vagas. Haverá certificado de participação.

Outra docente é Stela Besen Guerini

Outra docente é Stela Besen Guerini

As inscrições podem ser feitas pelo e-mail artenaescola@dac.ufsc.br, pelos telefones (48) 3721-9348 e 3721-9447, ou diretamente no Departamento Artístico Cultural da UFSC.

O minicurso abordará os seguintes aspectos: A educação musical no Brasil, um breve histórico; Os quatro parâmetros da música: timbre, intensidade, duração e altura; A voz e o canto: noções de técnica vocal e seleção de repertório apropriado e Relações multidisciplinares.

Sobre os ministrantes:

Stela Maris Besen Guerini

Especialista em Metodologia de Ensino, pela Universidade de Filosofia, Ciências e Letras de Ouro Fino (MG), 1995. Licenciada em Educação Artística – Habilitação Música, pela Universidade para o Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina, 1979. Professora de Educação Artística, no Colégio Estadual Professor Wanderley Júnior (1976 a 1978), no Colégio Elisa Andreolli (1977 a 1980), Colégio Estadual Dayse Werner Salles (1980 a 1984), e Professora de Música, no Curso Elementar Menino Jesus (1980 a 1985) e no Colégio de Aplicação da UFSC, desde setembro de 1992. Regente de coral infanto-juvenil em todos estes estabelecimentos de ensino. Cursos ministrados: Aulas de Cantos e Danças Infatis, no Ciclo de Estudos sobre Filosofia Montessoriana a professores do Curso Elementar Menino Jesus, Florianópolis, no período de 04 a 16.12.78; Aulas de Cantos para Professores do I° Grau da Rede Estadual de Ensino de Santa Catarina, Florianópolis, em 1986; Regente de Coral Infanto-Juvenil do I a IV Festival de Corais das Escolas de I° e II° graus, em Florianópolis, de 1976 a 1979; Projeto Canto Coral – Uma Experiência Extra-Classe no Colégio de Aplicação, em Florianópolis, em 1997; Oficina – Confecção de Instrumentos Musicais, em Florianópolis, em 2000.

Luciano Py de Oliveira

Mestre em música pela UFBA (Etnomusicologia) e Licenciado em Educação Artística (Música) pela UDESC. Atua como educador musical desde 1999. Professor da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis (1999-2000). Professor substituto do Colégio de Aplicação da UFSC, atuando nas 2as, 5as e 8as séries e no Coral do CA (2000-2002). Professor colaborador da Univali, curso de Pedagogia, ministrando a disciplina Arte em Educação e orientando quatro monografias de TCC (2002-2003). Ministrou oficinas de música no Colégio Autonomia (2003-2004) e pelo projeto TIM – Música nas Escolas (2006). Professor colaborador da UNIVALI, curso de Pedagogia, disciplina Educação Musical (2006; em andamento). Em 2007, retorna ao Colégio de Aplicação da UFSC como professor substituto. Paralelamente, é professor particular de teclado e piano; atua em estúdios como pianista e tecladista, intérprete, arranjador e compositor; integra o grupo Coletivo Operante (composições próprias – “Rock Popular Brasileiro”).

O Arte na Escola – Pólo UFSC é uma parceria entre Departamento Artístico Cultural / Pró-Reitoria de Cultura e Extensão, Colégio de Aplicação da UFSC e Instituto Arte na Escola.

Coordenação Geral do Arte na Escola – Pólo UFSC: Jucélia Maria Alves e Fabíola Cirimbelli Búrigo Costa

Serviço

O QUÊ: Curso “A música na Escola: Fundamentos da Educação Musical e suas

relações multidisciplinares”.

QUANDO: Junho de 2007 (06, 13, 20 e 27 – quartas-feiras, período

matutino)

ONDE: Auditório do Colégio de Aplicação da UFSC.

QUEM: Professores: Stela Maris Besen Guerini e Luciano Py de Oliveira

QUANTO: Gratuito e aberto a professores de arte e demais interessados.

Limite de 40 vagas. Haverá certificado de participação.

CONTATO: (48) 3721-9348 e 3721-9447 e artenaescola@dac.ufsc.br – Visite

www.dac.ufsc.br e www.artenaescola.org.br

Fonte: [CW] DAC-PRCE-UFSC, com material do pólo.

Abertas inscrições para empresa júnior de ciências biológicas

01/06/2007 17:32

A Simbiosis – Empresa Júnior de Ciências Biológicas – está selecionando novos membros até o dia 4 de junho. Acadêmicos de todos os cursos podem se inscrever preenchendo uma ficha disponível na página da empresa.

A empresa tem como objetivo proporcionar aos acadêmicos, além do bacharelado e da licenciatura, um conhecimento prático na universidade através do desenvolvimento de atividades como consultoria e educação ambiental, intermediação de estagiários e ecoturismo.

A empresa surgiu em agosto de 2004 e desenvolve também cursos abertos a comunidade. Para os próximos meses, a Simbiosis pretende realizar a terceira edição do curso de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais).

Entre os projetos desenvolvidos neste semestre pela Simbiosis estão a consultoria realizada ao Hotel Águas de Palmas, no município de Governador Celso Ramos, e a participação em programa de educação ambiental para o ensino médio com o tema “Uso Racional do Recurso Água.”

O horário de funcionamento da empresa é das 13:30 às 18:00 horas de segunda à sexta no Centro de Ciências Biológicas (CCB, Blocos Novos), na ligação entre Blocos B e C, 1° andar.

Contatos: simbiosis@ccb.ufsc.br, 3721 5534

Inscrições e outras informações: www.simbiosis.ufsc.br

Talita Fernandes, bolsista de jornalismo da Agecom

Pesquisador aborda em livro a formação econômica de SC

01/06/2007 15:40

Com 478 páginas e um grande número de gráficos, tabelas, quadros, mapas e anexos que facilitam a leitura e enriquecem o conteúdo da obra, “Formação econômica de Santa Catarina”, de Alcides Goularti Filho, é um dos mais completos levantamentos já feitos sobre a história do desenvolvimento catarinense. Fruto de uma tese de doutorado defendida no Instituto de Economia da Unicamp, o livro sai pela Editora da UFSC e será lançado hoje, dia 4, às 20h30, no campus da Unesc, em Criciúma, onde o autor dá aula no curso de Economia.

Tomando a colonização, a imigração e os ciclos econômicos como ponto de partida de sua análise, Goularti Filho cobre o período de 1880 aos últimos anos do século XX, quando houve uma diversificação das estruturas produtivas regionais, a reestruturação de alguns setores e a desnacionalização parcial do complexo agroindustrial. No capítulo que trata da imigração européia ficamos sabendo, por exemplo, que no ano de 1872 cerca de 10% da população catarinense era formada por pessoas estrangeiras e naturalizadas – índice que caiu para 4,7% em 1920 e para apenas 2,3% em 1940.

Até 1945, quando fecha o capítulo referente à fase de afirmação da economia catarinense, o autor aborda os movimentos migratórios internos, a origem das principais indústrias, o extrativismo (da erva-mate, do carvão e da madeira) e o fortalecimento dos setores têxtil e de alimentos. As duas décadas seguintes foram marcadas pela ampliação da base produtiva e pela entrada de novos atores no cenário econômico estadual – os grandes empreendedores nas áreas da cerâmica, metal-mecânica e de papel e papelão. Paralelamente, emergiram dificuldades

estruturais, como a deficiência nos transportes rodoviários e a carência de linhas de crédito para incrementar a produção.

A fase de consolidação do capital industrial se estendeu dos anos 60 ao início da década de 90. Foi um período marcado pela prevalência das políticas de desenvolvimento estadual, pelo surgimento das agências de fomento, pelos programas de incentivos, pelo crescimento das indústrias moveleira, calçadista e de matérias plásticas e, ainda, pela modernização da agricultura, que levou à expansão da produção da carne e da maçã. Foi quando se formaram ou avultaram no contexto nacional os grandes complexos agroindustriais (Sadia, Perdigão, Ceval,Coopercentral, Chapecó e Macedo) e milhares de pequenas propriedades agrícolas deixaram de lado a produção de grãos para dedicar-se à criação de aves e suínos, com que abasteciam as indústrias do setor.

O período pós-1990 foi marcado pela reestruturação econômica e patrimonial de empresas de quase todos os setores. O complexo carbonífero foi desarticulado, a indústria cerâmica viu-se forçada a uma forte adaptação para concorrer no mercado externo e a desverticalização alcançou os segmentos têxtil e de calçados.

Agroindústrias foram progressivamente adquiridas pelo investimento estrangeiro, e a especialização, a diversificação e a integração das estruturas produtivas microrregionais passaram a predominar em Santa Catarina.

No final de cada capítulo, o autor se detém sobre articulações e movimentos políticos que interferiram nos rumos da economia catarinense. Entre os temas que aborda estão a ocupação do poder pelos positivistas, liberais e coronéis até a Primeira República, as oligarquias do período posterior e a atuação dos sindicatos, dos partidos e dos movimentos sociais do golpe de 1964 em diante.

“Uma das peculiaridades da formação econômica catarinense é a forte presença do capital de origem local”, diz Alcides Goularti Filho no final de seu livro. “Talvez o que diferencia Santa Catarina em relação a outras regiões é justamente a palavra `forte`. Ademais, é bom lembrar que o capital local também se fez presente na formação econômica gaúcha, principalmente nas colônias. Em Minas Gerais, a

indústria têxtil e a metalúrgica têm uma estreita ligação com empresários locais, e em São Paulo a origem da indústria deu-se a partir da expansão do complexo cafeeiro (…). Diante das políticas neoliberais e da desnacionalização, a questão mais importante, hoje, talvez seria saber se o capital instalado em Santa Catarina é nacional ou não”.

O AUTOR

Alcides Goularti Filho é natural de Içara/SC, tem graduação em Economia pela Unisul, é mestre em Geografia pela UFSC e doutor em Economia pela Unicamp. Também é professor do curso de Economia da Unesc e membro do grupo de pesquisa Memória e Cultura do Carvão em Santa Catarina. Atualmente, desenvolve pesquisa sobre a história econômica do sistema de transporte (portos, ferrovias e navegação) no

Estado. É um dos autores do livro “A indústria do vestuário” (1997) e organizador de “Ensaios sobre a economia sul-catarinense” (2003) e “Memória e cultura do carvão em Santa Catarina” (2004).

Formação econômica de Santa Catarina

Alcides Goularti Filho

EdUFSC – Série Geral

478 p. R$ 48,00

Contatos com o autor

(48) 3433-8476

agf@unesc.net

alcides@unesc.net

Professora aposentada da UFSC expõe telas no Espaço Cultural Casan

01/06/2007 15:36

O Espaço Cultural Casan, em Florianópolis, recebe a partir da próxima quarta-feira (dia 6 de junho), a exposição “Encantos de Anabea”. A artista Ana Beatriz Cerisara, professora aposentada da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), mostra ao público 15 telas no estilo naïf, elaboradas com a técnica de bordado sobre tecido. A exposição, a primeira individual de Anabea, fica aberta ao público até o dia 29 deste mês. A delicadeza do trabalho da artista, que retrata cenas do cotidiano da Ilha de Santa Catarina e personagens da religiosidade brasileira, entre outros temas, atraiu a atenção da comissão julgadora da Bienal Naïf de Piracicaba (SP), o mais respeitado evento do gênero no país. O quadro “Bordando a Vida” foi selecionado para a exposição e incluído no catálogo de 2004, ao lado de nomes já consagrados em Santa Catarina, como Tercília dos Santos, Maria Celeste Neves e Neri Andrade.

Por coincidência, “ou não”, brinca Anabea, a exposição acontece em junho – mês dos namorados – tema, aliás, de muitas de suas telas, emolduradas por cenários da cidade, como “Namoro na Lagoa”, “Namoro no Bar do Seu Chico”, “Namoro no Farol” e “Namoro com Pipas”, entre outras. Para Anabea, nascida em Santo Ângelo (RS) e radicada em Florianópolis desde 1979, o estilo naïf oferece um mundo sem limites para a criação artística, no qual as cores intensas e temas singelos do dia-a-dia de uma pequena cidade, ingênuos e até infantis, roubam a cena. A despreocupação em encaixar-se numa escola ou estilo e seguir técnicas como a perspectiva permitem um mundo de possibilidades. Junta-se a isso uma das tradições mais antigas do artesanato brasileiro, conhecida ou praticada por qualquer mulher com algum fiozinho de cabelo branco na cabeça: o bordado. Para muitos, uma tradição perdida no corre-corre da competitiva vida moderna.

Tecendo a vida

“Bordar, na nossa sociedade, virou coisa para mulherzinha que fica em casa”, observa Anabea. “Com este estilo de vida, abandonamos algumas práticas importantes passadas de geração para geração, a nossa ancestralidade”, complementa. Doutora em Educação Infantil pela Universidade de São Paulo (USP), Anabea jamais teve contato com a produção artística até o primeiro encontro do grupo de bordadeiras “Respigar”, em 2002, formado na praia do Campeche (sul da Ilha de Santa Catarina), onde ela mora e mantém seu ateliê. O diagnóstico de um câncer, dois anos antes, foi o alerta de que deveria frear o estressante estilo de vida acadêmico que levava. “Vi que, com aquela pressão por resultados e produção, não iria agüentar por muito tempo”, lembra Anabea.

Cinco anos e 52 telas depois, a artista está mais realizada do que nunca com o caminho que sua vida tomou. “Bordar é resgatar o nosso feminino, o nosso sagrado, é tecer a vida. Bordar é uma prática curativa”, explica Anabea, 50 anos. Ela reúne-se às quartas-feiras com o seu grupo de bordadeiras, algumas ainda da época do “Respigar”, e é voluntária no Centro de Apoio aos Pacientes com Câncer (CAPC), onde coordena um grupo de pessoas que utilizam o bordado para trabalhar a auto-estima. Também participa de um curso de formação no método Pathwork, baseado na metodologia do auto-conhecimento e de equilíbrio entre corpo, espírito e mente, idealizado pela austríaca Eva Pierrakos (1915-1979).

Paciência, intuição, criatividade, sensibilidade e perseverança são treinamentos constantes enquanto a artista pinta suas telas com linhas e agulhas. Por ali vão sendo traçados paisagens e. Cenários e personagens vão ganhando vida e movimentos próprios – cada tela pode levar até um mês para ficar pronto. As mulheres que bordam trocam idéias, contam histórias, revelam segredos, tornam-se amigas e confidentes. “Em grupo, existe a camaradagem. É como se fosse a gasolina de um carro”, ela compara, enquanto alinhava o detalhe de um barquinho no mar.

Serviço

Exposição “Encantos de Anabea”, da artista naïf Anabea

QUANDO

Abertura na quarta-feira, dia 6 de junho, às 19h30. Visitação até o dia 29 de junho, das 8 às 18h.

ONDE

Espaço Cultural Casan, rua Emílio Blum, 83, Centro, Florianópolis. Informações sobre como chegar ao local: (48) 3221.5000

QUANTO

Entrada gratuita. Quadros à venda no local, com a artista.

Florianópolis será palco do primeiro Festival Internacional de Teatro de Animação

01/06/2007 14:58

Florianópolis terá o primeiro Fita – Festival Internacional de Teatro de Animação que será realizado de 20 e 24 de junho de 2007. O evento será também realizado na cidade de Jaraguá do Sul, nos dias 22 e 23. O festival reunirá grupos nacionais e internacionais que apresentarão produções teatrais representativas do teatro de bonecos.

O festival tem por objetivo promover a participação, o debate e a formação do espectador catarinense para esta modalidade teatral, e assim democratizar o acesso à Arte e à Cultura. Além disso, o evento possibilitará o intercâmbio entre os bonequeiros convidados com os grupos catarinenses.

Segundo a professora Sassá Moretti, idealizadora e coordenadora geral do evento, a realização deste festival pressupõe um encontro expressivo, efervescente e amplo, com a intenção primordial de aproveitar a presença de grandes nomes da cena nacional e internacional para dialogar com atores bonequeiros e o público em geral.

A abertura do evento será no dia 20 de junho, em Florianópolis, com uma apresentação na Concha Acústica da UFSC às 12h30 e desfile de bonecos no centro da cidade, em que o boi-de-mamão Boi-de-Cá, de Canasvieiras, Florianópolis, participará do desfile e fará a apresentação de saudação a todos os grupos. À noite, haverá a abertura oficial do festival no Centro de Cultura e Eventos da UFSC com a apresentação do espetáculo “El avaro” de Molière, com o grupo Tàbola Rassa, da Espanha.

A programação do festival inclui ações como a apresentação de espetáculos em teatros e praças públicas; desfile de bonecos gigantes pelas ruas; mostra de teatro em miniatura (lambe-lambe); lançamento dos livros “Vida de Boneco” e “Móin Móin”; exposição de fotografias; oficina e dedos-de-prosa, dirigido ao público em geral; e Festeneco, encontros de performances entre bonequeiros.

Vários espaços culturais de Florianópolis receberão o festival. Entre eles, o Teatro da UFSC (DAC), o Centro de Cultura e Eventos da UFSC, o Teatro Ademir Rosa, do Centro Integrado de Cultura, o Teatro da Ulbro, o Hospital Infantil Joana de Gusmão, o Asilo Associação Irmão Joaquim, a Praça XV de Novembro e o Centrinho da Lagoa da Conceição.

A cidade de Jaraguá do Sul receberá o evento em escolas da rede pública municipal e praça do centro da cidade. Jaraguá do Sul será contemplada com cinco apresentações, com a participação de dois grupos estaduais, um nacional e um internacional.

Grupos internacionais e brasileiros – de vários estados do País e de várias cidades de Santa Catarina – estão agendados para o festival. De outros países, são esperados Pickled Image – Houdini’s Suitcase, da Inglaterra; La Santa Rodilla – Manologías, do Peru; Sergio Mercúrio – El titiritero de Banfield, da Argentina; e Tabola Rassa –El avaro de Moliere, da Espanha. Dos grupos brasileiros, estão agendados a Cia. Truks – Senhor dos Sonhos e o Morpheus Teatro – O princípio do espanto , ambos de São Paulo; Mamulengo Presepada – O romance do vaqueiro Benedito, do Distrito Federal; e a Cia. Gente Falante – Quatro Contos, do Rio Grande do Sul. Entre os participantes catarinenses, o público poderá conferir o trabalho do Grupo Gats – O patinho feio, de Jaraguá do Sul; Cirquinho do Revirado – O sonho de Natanael, de Criciúma; Cia. Experimentus Teatrais, de Itajaí, com dois espetáculos O Menino do Dedo Verde e Brincando de Boneco; e de Florianópolis, Teatro Jabuti, com o espetáculo Eleontina, e o Grupo Pesquisa Teatro Novo/UFSC, apresentando Sonhos.

Realização

Iniciativa e Coordenação Geral: Sassá Moretti

Coordenação Executiva: Zélia Sabino

Realização: DAC – Departamento Artístico Cultural / Pró-Reitoria de Cultura e Extensão / Universidade Federal de Santa Catarina

Patrocínio

Marisol S.A. e Brasil Telecom

Apoio

Governo do Estado de Santa Catarina – Lei de Incentivo à Cultura

Fundação Catarinense de Cultura

CEART – Centro de Artes da UDESC

Studio Sergio Tastaldi

Contatos

Sassá Moretti, sassamoretti@hotmail.com, Tel: (48) 3236-1223 ou 9967-5424

Zélia, zelia@dac.ufsc.br, Tel: (48) 3721-9348 e 3721-9447 ou 8407-7593

Lene, lene@turmapapum.com.br, Tel: (48) 3335-0005 ou 9916-4868

Festival: fita@dac.ufsc.br ou fitafloripa@hotmail.com

DAC – Departamento Artístico Cultural da UFSC

Praça Santos Dumont – Igrejinha e Teatro da UFSC

88040-900 – Trindade – Florianópolis – SC

www.dac.ufsc.br

Fonte: [CW] DAC-PRCE-UFSC, com material da coordenação do

Fita.

UFSC lança Núcleo de Inovação Tecnológica e apresenta sua primeira patente

31/05/2007 09:39

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) lança nesta segunda-feira, 4/6, seu Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT). Para marcar o momento, a universidade apresenta também a primeira patente obtida junto ao Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI) e da qual é titular. O lançamento do Núcleo será realizado no auditório do Pólo (Laboratórios de Pesquisa em Refrigeração e Termofísica) da UFSC, às 14h.

A cerimônia de formalização do NIT será realizada durante o Workshop UFSC-Inovar, em que a universidade receberá a comunidade acadêmica e uma série de empresas, parceiras em processos de pesquisa e desenvolvimento. A criação do Núcleo atende a nova Lei de Incentivos à Inovação, que determina que instituições de ciência e tecnologia implantem setores com a finalidade de estabelecer e gerenciar sua política de inovação. Na UFSC o NIT vai funcionar junto à Pró-Reitoria de Pesquisa.

Zelar pela manutenção da política institucional de estímulo à proteção das criações, licenciamento, inovação e outras formas de transferência tecnológica são apenas algumas das competências do Núcleo. O setor deve também avaliar as solicitações e promover a proteção das criações desenvolvidas na instituição, entre outras atribuições. Em síntese, o Núcleo tem a responsabilidade de facilitar a relação do pesquisador com o mercado e torná-la mais produtiva, encaminhando, sempre que julgar procedente, as solicitações de proteção ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Na UFSC o Núcleo vai contar com os trabalhos já realizados pelo Departamento de Propriedade Intelectual, que atua na avaliação dos trabalhos realizados na UFSC e estuda a viabilidade de sua proteção por patentes e registros. O Núcleo vai atuar tanto na avaliação do que a universidade tem a oferecer como na prospecção de empresas e instituições que possam se interessar pelos trabalhos que são desenvolvidos na instituição, colaborando assim com o processo de transferência de tecnologias.

Um dos destaques da programação do workshop será a palestra proferida pelo diretor de pesquisa e desenvolvimento da empresa Natura, Daniel Gonzaga, sobre o Programa Campus, de parceria para a pesquisa e desenvolvimento de cosméticos. A Natura é a maior empresa do setor no Brasil. Também integra a programação palestra da Diretora da Academia do INPI, Lúcia Regina Fernandes, que pretende intensificar a cooperação com a Coordenadoria de Pós-Graduação em Direito e o Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento da UFSC.

Mais informações:

Telefone: (48) 3721-9628

E-mail: dpi@reitoria.ufsc.br

Por Arley Reis / Agecom

Programação:

Workshop UFSC/Inovar

Lançamento do Núcleo de Inovação Tecnológica

Dia: 04/06/2007

Local: Auditório do PÓLO – Laboratórios de Pesquisa em Refrigeração e Termofísica da UFSC.

14h, Abertura

– Reitor, Pró-Reitora de Pesquisa, Diretor do NIT, Diretor de Projetos;

– Assinatura de Acordos: Academia do INPI, Natura e Imprimatur Capital Ltd (Londres);

– Apresentação do NIT, Comitê de Inovação, Consultores Ad Hoc, primeira Patente da UFSC;

– NATURA – Programa Campus, exposição do Dr. Daniel Gonzaga, Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Natura;

– NANO, exposição do Eng. Luciano Moreira, Presidente da empresa Nano Endoluminal;

– Academia do INPI, exposição da Dra. Lúcia Regina Fernandes, Diretora da Academia do Instituto Nacional de Propriedade Industrial;

– Fortec – a rede nacional dos NITs, exposição Prof. Dr. Luiz Otávio Pimentel, Coordenação nacional do Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia;

– Portal Inovação (ABDI/CGEE/Stela), exposição do Prof. Dr. Roberto Pacheco.

17h, Encerramento

Convidados especiais: Finep, Sebrae, Fapesc, Fiesc/IEL-SC, Acafe, Udesc, Epagri, Cefet, Feesc, Fapeu, Funjab, Fepese, Certi, Fortec/SC, Acapi.

Assinaturas acordos: Academia do INPI, Embraco e Natura.

Organização: NIT/CPGD/EGC

Professora da UFSC assume presidência do Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras

31/05/2007 09:10

A pró-reitora de Cultura e Extensão da UFSC, professora Eunice Nodari, tomou posse ontem(31), na presidência do Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras, em Brasília, no auditório da Finatec, na UnB, durante o 23º Encontro Nacional do Forproex. Na pauta do encontro, debates sobre o planejamento de políticas públicas que abranjam os temas desenvolvidos pelo Plano Nacional de Extensão Universitária.

O Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras foi criado há 20 anos e tem sido a base para todas as ações ligadas à extensão nas instituições públicas de ensino superior. Para o encontro de Brasília foi convidado o ministro da Educação, Fernando Haddad, e outros membros do governo federal ligados ao setor.

No evento, a professora Eunice Nodari coordenará a conferência ´Forproex: Caminhos Trilhados e Perspectivas` e participará do minicurso ´Organização e Sistematização da Extensão – Conceitos, História, Diretrizes e Procedimentos, Flexibilização e Avaliação´.

Mais informações 48 3721 8304

Paulo Clovis / Agecom

Centro de Ciências Agrárias promove palestra e exibição de vídeo para comemorar seus 32 anos

31/05/2007 09:09

No anfiteatro do Centro de Ciência Agrária, professores, chefes de departamentos, servidores técnico-administrativos e alunos se reuniram para mais uma atividade comemorativa dos 32 anos do CCA. O engenheiro agrônomo Glauco Olinger, que em 1975 fundou o centro, falou sobre a satisfação de ainda acompanhar o crescimento do seu projeto. O diretor do CCA, professor Enio Luiz Pedrotti, exibiu um DVD com depoimentos de alunos e ex-alunos e de coordenadores dos cinco departamentos que constituem o Centro de Ciências Agrárias. O vídeo, ainda não concluído, faz parte do projeto de divulgação da estrutura e das pesquisas do CCA.

O centro possui 1.200 alunos e, em sua estrutura, 52 laboratórios, quatro áreas de mestrado, três de doutorado e ainda uma especialização. No vídeo foram citadas as quatro fazendas experimentais, três em Florianópolis e uma no município de Barra do Sul, que aproximam os alunos da prática. O curso de Agronomia, o mais antigo do centro, recebe 90 alunos ao ano e o curso de Aqüicultura, pioneiro no país, conquistou conceito máximo na última avaliação do Ministério da Educação (MEC). O vídeo institucional apresentou o primeiro mestrado em Aqüicultura do país e o Laboratório de Camarões Marinhos, primeiro a receber a Norma de Certificação Ambiental ISO 14001, que corresponde à oferta de produtos e serviços ambientalmente adequados e não poluentes ao mercado.

Após o vídeo, o professor Valdo José Cavallet, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), ministrou a palestra ‘A Educação e as Ciências Agrárias’. Cavallet é catarinense do município Água Doce, oeste do Estado. Vive no Paraná e atua na área de Educação Superior e Agronomia, no desenvolvimento e história agrária. O professor citou a importância de se pensar como será a ciência agrária daqui a 30 anos. Falou sobre as propostas pedagógicas, o currículo dos cursos e o dever de atualizar os estudos do setor. As políticas educacionais do governo foram discutidas, pois para Cavallet, as ações por mandato prejudicam o que já foi firmado em governos anteriores. O professor defendeu a universidade como um campo de conhecimento e não como um “amontoado” de departamentos pensando individualmente.

Por Fernanda Rebelo / Bolsista de Jornalismo na Agecom