UFFS e UFSC recebem novos veículos

05/02/2010 13:24

Garantia de mobilidade

Garantia de mobilidade

A Universidade Federal de Santa Catarina e a Universidade Federal da Fronteira Sul receberam nesta sexta-feira, dia 5, novos veículos automotivos. A cerimônia de entrega aconteceu em frente ao prédio da Reitoria, no campus de Florianópolis, com a presença dos reitores da UFSC, Alvaro Prata, e da UFFS, Dilvo Ristoff, dos diretores dos campi da Universidade Federal em Araranguá e Curitibanos, Sérgio Peters e Darci Trebien, e do diretor acadêmico do campus de Joinville, Álvaro Lezana.

Prata entrega chaves a Ristoff

Prata entrega chaves a Ristoff

Conforme o pró-reitor de Infraestrutura em exercício, Jair Napoleão Filho, foram adquiridos 14 veículos – dez Nissan Livina, três vans Peugeot, e uma van Mercedes Sprinter. Desses, seis Livina e uma Peugeot foram entregues à UFFS. Cada um dos três campi da UFSC recebeu um Livina e os outros dois Livina foram destinados ao campus central, um para a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) e outro para a Reitoria. As três vans restantes, adquiridas na concessionária Dumas, de Curitiba, serão entregues até o final de fevereiro e também devem ficar no campus central da UFSC.

Os veículos destinados à UFFS foram comprados com recursos daquela instituição e geridos pela UFSC na condição de tutora. O reitor Alvaro Prata aproveitou a ocasião para destacar o desempenho de Dilvo Ristoff à frente da UFFS neste primeiro ano de existência. Prata também comentou a importância de haver maior quantidade de viaturas para a UFFS como forma de garantir a mobilidade de uma universidade que nasceu com cinco campi distribuídos nos três estados da região sul.

Por Mara Paiva / Jornalista na Agecom

Fotos: Paulo Roberto Noronha/Agecom

Faleceu servidor Maurino Jorgino

05/02/2010 13:05

Vítima de enfarto, o servidor técnico-administrativo Maurino Jorgino da Silveira faleceu, ontem à noite, aos 56 anos. Admitido na UFSC em março de 1978, Maurino ocupava o cargo de assistente em Administração do Departamento de Gestão Patrimonial, ligado à Pró-Reitoria de Infraestrutura.

Dedicado à Instituição e profundo conhecedor da área de gestão patrimonial, Maurino foi um dos responsáveis pela melhoria e modernização do setor nas últimas administrações da UFSC. Um dos avanços, por exemplo, foi a criação dos agentes patrimoniais que permitiram agilizar as ações e uma maior transparência dos móveis e equipamentos que compõem a carga patrimonial distribuída na Instituição.

O servidor, que estava prestes a se aposentar, exercia função de grande responsabilidade, envolvendo todos os órgãos da UFSC. Era referência.

Maurino está sendo velado nesta sexta, no cemitério do Itacorubi, e seu sepultamento irá ocorrer no sábado, 06/02, às 9h.

´O Carnaval na Ilha Terceira – um festival de teatro popular` abre nesta terça no Hall da Reitoria

05/02/2010 12:00

Fotos; Joi Cletison

Fotos; Joi Cletison

A folia açoriana é o tema da exposição “O Carnaval na Ilha Terceira – um festival de teatro popular” que abre nesta terça, 9/2, no Hall da Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). As imagens, clicadas pelo diretor do Núcleo de Estudos Açorianos (NEA) da UFSC, Joi Cletison, são integrantes do projeto “Gestos e Gente no Carnaval Terceirense”, organizado pela Presidência do Governo Regional dos Açores. A mostra pode ser visitada até o dia 26/2, de segunda a sábado, das 8h às 20h.

A proposta foi fotografar durante os quatro dias de carnaval os “bailinhos” que acontecem somente na Ilha Terceira nos Açores, composta por duas cidades: Angra do Heroísmo (patrimônio da Unesco) e Praia da Victoria.

O projeto, desenvolvido em 2006, reuniu fotógrafos de países em que a emigração açoriana foi bastante intensa, como Canadá, Estados Unidos e Brasil – que enviou representantes do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

O que são os bailinhos?

Cada freguesia (bairro) organiza o seu próprio grupo, que compõe uma música (letra e arranjos), monta uma coreografia, cria um figurino próprio e depois ensaia. Nas noites de carnaval os grupos se apresentam, primeiro em sua localidade e depois nas diversas comunidades da Ilha.

Joi Cletison viveu intensamente essa experiência nos quatro dias do carnaval de 2006, fotografando tardes, noites e madrugadas contabilizando mais de 900 imagens desse grande festival. Para Joi, o evento foi marcante: “tudo funciona perfeitamente sem que ninguém seja responsável pela organização: um grupo sai e entra outro, e o público é fiel, permanencendo ali o tempo todo. A comunidade oferece apenas o espaço e um lanche depois da apresentação. Cada grupo chega a fazer oito apresentações em locais diferentes. Usam como tema os acontecimentos corriqueiros do dia a dia como a política”.

A apresentação da exposição é do escritor Álamo de Oliveira, que já compôs diversas marchas de carnaval e também foi responsável por várias montagens teatrais e bailinhos de carnaval.

O carnaval dos açores e a exposição, por Álamo Oliveira:

“Uma das celebrações festivas do Carnaval mais originais ocorre, com certeza, na ilha Terceira dos Açores. Durante dois ou três meses algumas milhares de pessoas – atores, poetas populares, autores, compositores e músicos, vocalistas, ensaiadores, figurinista e costureiras – preparam, com talento e afeto, aquele que é o maior Festival de Teatro Popular, se não do Mundo, pelo menos da Europa.

Durante os dias de carnaval, meia centena de grupos percorrem as oito dezenas de palcos que envolvem a ilha, representando estórias que tocam o imaginário histórico e social ilhéu, nas mais diversas variantes temáticas, tratando-as, literária e teatralmente, de acordo com a sensibilidade de cada tema. Assim, a hagiografia, os feitos históricos e os dramas passionais entram na categoria das danças de dia, da noite e de espada, enquanto que os casos que se expõem ao ridículo público são satirizados através do uso de linguagem cômica e bem humorada, a que dão o nome de bailinhos. Danças e bailinhos utilizam o mesmo figurino estrutural (marcha, saudação, apresentação em quadros e desenvolvimento do enredo, despedida e repetição da marcha) e são escritas em poesia rimada bem à maneira do teatro vicentino.

A presente exposição dirá muito da vivência do artista da imagem, que é Joi Cletison, no Carnaval da Terceira, em 2006. Ele testemunha todo o talento, criatividade e, porque não?, a genialidade de milhares de artistas, anônimos no dia a dia, mas admiráveis nos quatro dias em que desenvolvem este Festival, realizado numa ilha com 55 mil habitantes e que é visto por mais de 40 mil espectadores”.

Raminho – Açores, 5 de Janeiro de 2007

Álamo Oliveira – Escritor

Mais informaçoes: pelos fones 48-3721-8605, 9982-8938 ou joi@nea.ufsc.br. Fotografias para divulgação poderão ser retiradas no endereço www.nea.ufsc.br/carnaval.zip.

Abertas inscrições aos servidores da UFSC para 50% de pagamento nos cursos extracurriculares de línguas estrangeiras

05/02/2010 09:45

O Departamento de Desenvolvimento de Potencialização de Pessoas (DDPP/PRDHS) novamente em parceria com o Departamento de Língua e Literatura Estrangeiras/CCE, no semestre 2010.1, oferece aos servidores docentes e técnico-administrativos da UFSC o pagamento de 50% (cinquenta por centro) da taxa de matrícula nos cursos de língua estrangeira – extracurriculares: Alemão, Espanhol, Francês, Inglês Italiano, TOEFL, Inglês Avançado, Leitura e Conversação em nível Avançado.

Inscrição para o sorteio das vagas:

De 5 de fevereiro a 1º de março em: www.sgca.ufsc.br/web

Sorteio das vagas: 3/3 às 10h no Centro de Cultura e Eventos da UFSC

(2º pavimento)

Os servidores que frequentaram os referidos cursos no semestre 2009.2, que obtiveram o desconto no pagamento da taxa de matrícula e foram aprovados, terão o desconto garantido para o semestre 2010.1, desde que tenham feito a matrícula “online” nos dias 10 e 11/12/2009

no site: www.cce.ufsc.br/extra

Mais informações: 3721-9690

Especialização gratuita em educação infantil tem inscrições prorrogadas

05/02/2010 09:11

O curso de especialização em Educação Infantil teve suas inscrições prorrogadas até a segunda, 08/02. Oferecido pelo ministério da Educação, em parceria com 15 universidades federais, entre elas a UFSC, a especialização oferece 3.210 vagas em todo o Brasil. A formação é gratuita e as vagas são destinadas a profissionais de escolas (professores, coordenadores, diretores de creches) e de pré-escolas das redes pública e privada (filantrópica, comunitária ou confessional) que mantenham convênio com o poder público.

As inscrições devem ser feitas na Plataforma Freire. Após o dia 08/02 as secretarias de educação têm até 28 de fevereiro para validar os cadastros. Se houver mais inscrições do que vagas, cabe às instituições de ensino superior fazerem a seleção dos candidatos.

As aulas estão previstas para começar ainda no primeiro semestre. De acordo com Simone Medeiros, da coordenação de formação de professores da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, o curso é presencial, tem 360 horas e duração de 18 meses. Será ministrado em 59 municípios, três em Santa Catarina (Florianópolis, Chapecó e Joinville).

A responsabilidade pela execução do curso em Santa Catarina é do Núcleo de Educação Infantil (NDI), ligado ao Centro de Ciências da Educação da Universidade Federal de Santa Catarina. A oferta da capacitação integra a política nacional de formação de profissionais do magistério da educação básica, que o Ministério da Educação desenvolve em parceria com estados, Distrito Federal e municípios.

Para concorrer, o candidato deve atender a uma série de requisitos: ter (preferencialmente) graduação em pedagogia; trabalhar há pelo menos dois anos na educação infantil; ter disponibilidade para fazer a formação em serviço; se não for da carreira do magistério público, assumir compromisso de trabalhar na educação infantil por no mínimo 18 meses após a conclusão do curso e dispor de, no mínimo, dez horas semanais para estudos complementares.

Ao fazer a inscrição, o professor, diretor, coordenador ou membro das equipes de educação infantil dos municípios deve buscar a vaga na sede ou no campus da universidade mais próxima da cidade onde reside ou trabalha. As vagas para especialização em educação infantil atendem parte dos pedidos de cursos de formação solicitada por municípios nos planos de ações articuladas (PAR), em 2007 e 2008.

Fonte: MEC, com complementação do CED/UFSC

Mais informações: 3721-9432 ou 3721-8717.

Prêmio irá valorizar biodiversidade catarinense

03/02/2010 18:20

A Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina aprovou o projeto de lei submetido pelo governador Luiz Henrique com o objetivo de instituir o Prêmio Valorização da Biodiversidade de Santa Catarina. Ele será concedido anualmente a jornalistas vinculados a órgãos de comunicação que atuam no Estado e tenham publicado notícias relevantes sobre o tema da premiação, bem como a alunos de pós-graduação, professores ou pesquisadores vinculados a instituições de ensino superior e pesquisa que tenham veiculado artigos científicos sobre plantas nativas e a conservação biodiversidade catarinense.

Os ganhadores serão escolhidos por Chamada Pública a ser lançada ainda em 2010 pela Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc). Conforme o caso, eles receberão medalhas, prêmios em dinheiro, passagens aéreas e diárias para visitar o Sítio Roberto Burle Max e o Jardim Botânico, ambos no Rio de Janeiro.

Os candidatos poderão inscrever apenas um trabalho em uma das categorias definidas abaixo:

I – Categoria Roberto Miguel Klein – trabalho de pesquisa científica, monografia ou reportagem jornalística voltados à ecologia, biodiversidade, preservação ou conservação de plantas nativas do estado de Santa Catarina.

II – Categoria Raulino Reitz – trabalho de pesquisa científica, monografia ou reportagem jornalística voltados à recuperação e à conservação de matas ciliares e da vegetação atrelada a recursos hídricos.

III – Categoria Burle Marx – trabalho de pesquisa científica, monografia ou reportagem jornalística nas áreas de conservação da biodiversidade urbana e do paisagismo ecológico.

Todos os participantes terão seus trabalhos publicados no site www.fapesc.sc.gov.br e os melhores trabalhos serão impressos. A seleção e a avaliação dos trabalhos apresentados serão feitas por uma comissão especial interinstitucional vinculada ao projeto Acorde Plantas Nativas da Secretaria de Estado do Planejamento. O julgamento final ficará a cargo da Diretoria Executiva da Fapesc e deverá ser homologado por ato do governador do Estado.

Outras informações com a Fapesc: 48-3215-1208.

Projeto que exige nível superior para professores será votado pelo Senado

03/02/2010 10:14

A formação de professores para atuar na educação básica deverá ser de nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação. É o que diz o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 280/09, que exige formação de nível superior para os professores da educação básica (educação infantil, ensino fundamental e médio). De iniciativa do presidente da República, o projeto altera a Lei 9.394/96, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional (LDB).

O Congresso retomou os trabalhos nesta terça-feira, 2, e o projeto tramita na Casa em regime de urgência. A pauta do Senado Federal está trancada enquanto o PLC 280/09 não for votado, entre outras propostas.

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) já havia participado de uma audiência pública na Câmara dos Deputados em setembro de 2009 para debater sobre o tema. Pelo PLC, a formação de docentes para atuar na educação básica deverá ser de nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação.

De acordo com a proposta, será admitida, no entanto, a contratação de professores com formação mínima de nível médio para a educação infantil e as quatro séries iniciais do ensino fundamental, onde não existirem, comprovadamente, professores com nível superior. Essa proposta foi feita pela Câmara, que aprovou a matéria na forma de substitutivo.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse, na mensagem enviada ao Legislativo, que a proposição pretende “elevar a formação mínima exigida para docentes que atuem no ensino fundamental”. A formação de nível médio, na modalidade normal, passaria, segundo o ministro, a ser admitida apenas para os professores que atuam na educação infantil.

“Trata-se de medida importante de valorização do magistério e que em muito contribuirá para a elevação da qualidade da educação básica, no nível de ensino fundamental”, afirmou o ministro.

Publicada originalmente pela Assessoria de Imprensa da Capes, com informações da Agência Senado

Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários tem decreto assinado

03/02/2010 09:57

No último dia 27 de janeiro, o Presidente da República Luis Inácio Lula da Silva assinou o decreto nº 7.082, que institui o Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf). Antiga reivindicação da Andifes junto ao Governo Federal, o Rehuf projeta uma série de ações de recuperação da infraestrutura física e do quadro de recursos humanos dos Hospitais Universitários (HUs), para que as unidades possam desempenhar plenamente suas funções, tanto na dimensão da educação, quanto da assistência à saúde.

O decreto institui ainda que o financiamento dos hospitais universitários federais seja dividido igualmente entre os Ministérios da Educação (MEC) e da Saúde (MS), proposta do MEC aprovada no Conselho Pleno da Andifes do mês de agosto de 2009. O montante a ser custeado pelos dois Ministérios inclui o total das despesas correntes alocadas para esses hospitais e as despesas de capital necessárias à sua reestruturação e modernização, excluindo-se as despesas com inativos e pensionistas. Segundo o presidente da Comissão de Hospitais Universitários da Andifes, reitor Natalino Salgado (UFMA) a repactuação entre MEC e MS era uma luta histórica da Andifes, já que o MEC arcava com cerca de 70% dos custos.

Cada Universidade deverá apresentar um Plano de Reestruturação do Hospital, que deverá conter um diagnóstico situacional da infraestrutura física, tecnológica e de recursos humanos, especificação das necessidades de reestruturação da infraestrutura física e tecnológica, análise do impacto financeiro previsto para desenvolvimento das ações de reestruturação do hospital, diagnóstico da situação de recursos humanos e proposta de cronograma para a implantação do Plano de Reestruturação. “A lei está posta. Agora, cada universidade deve mandar o plano de reestruturação do Hospital, aprovado primeiramente nos Conselhos Superiores, a exemplo de como fizeram no Reuni”, ressaltou a 1ª vice-presidente da Andifes, reitora Ana Dayse Dorea (Ufal).

Em reunião do Conselho Pleno da Andifes no último dia 27, quando os reitores viviam a expectativa da assinatura do decreto, o presidente da Comissão de Hospitais Universitários da Andifes, reitor Natalino Salgado (UFMA) considerou que o decreto atende reivindicações históricas da Andifes e do conjunto de HUs. O reitor ressaltou como um dos pontos importantes o comprometimento do MEC e do MPOG com a recomposição do quadro de pessoal dos HUs.

Segundo Natalino Salgado, a assinatura é um avanço relevante, mas ele chama a atenção: “Depois do decreto, várias portarias precisam ser elaboradas para colocarmos tudo em prática”. O reitor informou que a Comissão de HUs da Andifes tem trabalhado em um projeto para a parte de informática dos hospitais, que segundo ele está bem encaminhado e já recebeu uma sinalização de antecipação de recursos por parte do MEC.

Na avaliação da reitora Ana Dayse Dorea (Ufal) o decreto realmente traz uma solução para o problema dos HUs, pois dá a possibilidade de trabalhar a reestruturação. Ana Dayse destacou a atuação da Andifes, que “é fruto de articulações dos últimos anos e não somente da atual gestão”. “Começamos o ano bem neste aspecto. Agora vamos aguardar a autonomia”, enfatizou a vice-presidente da Andifes, lembrando do outro compromisso firmado pelo presidente com a Associação.

Histórico

A necessidade de reestruturação dos Hospitais Universitários já vinha sendo discutida pela Andifes. Em reunião do Conselho Pleno do dia 19 de maio de 2009, o diretor e o coordenador geral de Hospitais Universitários do Ministério da Educação (MEC) José Rubens Rebelatto e Celso Ribeiro Araújo apresentaram aos reitores o relatório do Rehuf, que trazia um diagnóstico da situação dos HUs elaborado pelo MEC em parceria com a Andifes.

A partir do diagnóstico com as reais necessidades dos Hospitais Universitários, o tema foi uma das pautas prioritárias levadas ao Presidente Lula, na audiência anual com os reitores, realizada em 28 de maio do ano passado. Na ocasião, Lula se comprometeu a resolver a questão. No mesmo dia, o Presidente autorizou o pagamento do Adicional de Plantão Hospitalar (APH), outra reivindicação da Andifes relativa aos Hospitais Universitários.

Durante solenidade no estado do Maranhão no último dia 15, Lula afirmou ao presidente da Comissão de Hospitais Universitários da Andifes Natalino Salgado (UFMA) que assinaria o decreto do Rehuf, compromisso firmado no último dia 27.

Números

O Rehuf caracterizou os hospitais universitários em quatro portes, de acordo com suas complexidades, seguindo metodologia semelhante à do MS. Até maio de 2009, quando o relatório do Rehuf foi apresentado, os HUs congregavam cerca de 5.800 docentes e aproximadamente 72 mil alunos, 4.653 deles atuando como médicos residentes. A produção acadêmica dos Hospitais em 2008 contabiliza 1.244 dissertações, 535 teses, 1.986 publicações nacionais, 4.458 internacionais e 5.730 projetos.

Segundo o diagnóstico, os 46 Hospitais Universitários Federais realizaram, em 2008, 1.033.671 atendimentos de emergência, 402.836 internações, 6.356.641 consultas e 20.880.230 procedimentos. Os HUs foram responsáveis ainda por 10,71% dos transplantes realizados no Brasil, ou seja, 2.295 transplantes de medula óssea, fígado, coração, pulmão, rins e córneas.

O diagnóstico, realizado com dados até 2008, contabilizou 1.124 leitos desativados nos HUs devido à falta de pessoal. De acordo com o levantamento, a “necessidade emergencial” era de 5.443 vagas para servidores. A questão dos recursos humanos dos Hospitais se agrava com a perspectiva de aposentadoria de 3.741 servidores entre 2008 e 2010, dos quais 996 são auxiliares e técnicos de enfermagem, 319 enfermeiros e 370 médicos.

Por Ana Paula Vieira/ Andifes

Prêmio Stemmer de Inovação tem inscrições abertas até dia 08/02

03/02/2010 09:15

Um total de R$170 mil serão destinados, através do Prêmio Professor Caspar Erich Stemmer da Inovação em Santa Catarina, a instituições, empresas e profissionais. A proposta é incentivar a inovação como elemento estratégico para o desenvolvimento do Estado, reconhecendo os que se destacaram com contribuições em inovação para processos, bens e serviços nos últimos três anos.

Promovido pela Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica de Santa Catarina (Fapesc), o Prêmio, em sua primeira edição, tem origem na Lei Catarinense de Inovação, que estimula o empreendedorismo inovador e as relações público-privadas na busca de soluções de futuro para o Estado.

Homenagear um dos mais importantes nomes na trajetória estadual da ciência e da tecnologia é uma das propostas do prêmio. “O professor Caspar Erich Stemmer teve uma atuação intensiva e multiplicadora em prol da competitividade da indústria brasileira, por meio da inovação tecnológica e da melhoria dos processos produtivos e de gestão institucional”, afirma o presidente da Fapesc, Antonio Diomário de Queiroz.

Na edição 2009 do Prêmio Stemmer Inovação, foram implementadas cinco categorias:

1-Protagonista da Inovação

– Pesquisador/profissional, indicado pelo gestor institucional/departamental em que seja atuante;

– O candidato deve ser catarinense residente no Estado de Santa Catarina ou não-catarinense residente e atuante no Estado de Santa Catarina há pelo menos cinco anos;

– O Candidato, pessoa física, poderá ser oriundo de Empresa Inovadora, de Instituição Inovadora ou de Instituição de C&T;

– Dirigentes de Empresas e Instituições (ou das unidades formais das mesmas) são estimulados a homenagear o Colaborador mais Inovador da Instituição/Divisão, submetendo sua candidatura ao Prêmio.

2-Micro e Pequena Empresa Inovadora

– Empresa estabelecida no Estado de Santa Catarina (sede ou filial);

– Faturamento até 2,4 milhões de reais, ano base 2009;

– Submissão de uma Inovação-Referência, que tenha sido implementada no período 2007-2009

3-Média e Grande Empresa Inovadora

– Empresa estabelecida no Estado de Santa Catarina (sede ou filial)

– Faturamento maior que 2,4 milhões de reais, ano base 2009.

– Submissão de três Inovações-Referência, as mais exitosas que foram implementadas no período 2007-2009

4-Instituição Inovadora

– Instituição Pública ou Privada sem fins lucrativos, estabelecida no Estado de Santa Catarina como sede ou filial;

– A instituição poderá ser Órgão/Entidade governamental ou Organização não-governamental;

– Submissão de duas Inovações-Referência, as mais exitosas que foram implementadas na instituição no período 2007-2009

5-Instituições de Ciência,Tecnologia e Inovação – ICTIs

– Instituição de C,T&I, pública ou privada sem fins lucrativos, estabelecida no Estado de Santa Catarina como sede, filial, departamento ou qualquer unidade executiva formal, que tenha por missão institucional, dentre outras, executar atividades de P&D e de ensino, pesquisa e extensão;

– Aqui se enquadram as instituições ou unidades formais (Centros, Departamentos, Institutos, Filiais etc.), devendo caracterizar sua capacidade de inovação, pela apresentação de Três Inovações-Referência, suas e/ou de clientes, onde aconteceram contribuições relevantes de porte do seu quadro de colaboradores;

– Submissão de três Inovações-Referência, as mais exitosas que foram implementadas na instituição ou desenvolvidas para os seus clientes/parceiros no período 2007-2009.

As premiações

Um total de R$ 170 mil vai incentivar e oferecer oportunidade de capacitação e instrumentação a pessoas, instituições e empresas que se destacaram na promoção do conhecimento, na prática da inovação, pela geração de processos, bens e serviços inovadores nos anos de 2007, 2008 e 2009.

A premiação para as categorias Protagonista da Inovação, Micro/Pequena Empresa e Instituição Inovadora fica em R$ 5 mil para o terceiro lugar, R$ 10 mil para o segundo e R$ 15 mil para quem conquistar o primeiro lugar. Já as Empresas Inovadoras de Médio e Grande porte disputam R$ 10 mil pela terceira classificação, R$ 15 mil na segunda e R$ 25 mil para quem for destaque principal. O valor máximo do Prêmio Stemmer fica para Instituições de Ciência e Tecnologia. A vencedora receberá recursos de R$ 50 mil. A segunda colocada receberá R$ 25 mil e a terceira, R$ 15 mil. Os melhores candidatos ainda serão estimulados a participar de premiações nacionais voltadas à inovação. Todos os candidatos passam a integrar a comunidade do Programa InovaSC, que continuamente promove ações de orientação sobre inovação.

Um portal, usando tecnologia avançada de interatividade, com informações sobre inovação tecnológica, com o perfil da trajetória do homenageado Prof. Stemmer e com todas as informações necessárias para a inscrição está disponível na web pelo endereço eletrônico www.premiostemmerinovacao.org.br.

Livro aborda a formação de profissionais em Língua de Sinais

02/02/2010 16:36

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebeu a doação do livro “Surdez, Cognição Visual e Libras: estabelecendo novos diálogos”, de autoria do Luiz Albérico Barbosa Falcão, mestre e professor de Libras da Universidade de Pernambuco (UPE).

A obra se constitui numa contribuição para familiares de surdos, professores e profissionais de saúde, visando uma formação voltada à acessibilidade e inclusão social, para o auxílio na reestruturação do sistema de saúde e da formação dos profissionais desta área.

O projeto de elaboração da obra foi iniciado em 2004 junto a estudantes ouvintes e surdos, professores (desde as séries iniciais até cursos de pós-graduação), e à sociedade. Além da pesquisa, o autor desenvolveu uma metodologia diferenciada para o ensino da Libras para ouvintes.

Conforme Luiz Albérico, a obra rompe lacunas conceituais, técnicas e de comportamento decorrentes das relações entre as pessoas surdas e ouvintes. “Isto diz respeito, principalmente, a familiares, professores, acadêmicos de educação e dos profissionais de saúde que não atentam para a especificidade da descrição visuo-sinalizada para a melhor aprendizagem através da cognição visual”.

Para contato com o autor da obra, os interessados devem enviar mensagem para libras_pernambuco@yahoo.com.br.

Prorrogadas as inscrições para especialização em educação infantil

02/02/2010 15:37

O Ministério da Educação, em parceria com 15 universidades federais, entre elas a UFSC, oferece 3.210 vagas em curso de especialização em educação infantil. A formação é gratuita e as vagas são destinadas a profissionais de escolas (professores, coordenadores, diretores de creches) e de pré-escolas das redes pública e privada (filantrópica, comunitária ou confessional) que mantenham convênio com o poder público.

As inscrições podem ser feitas até 8 de fevereiro, na Plataforma Freire. Após essa data, as secretarias de educação têm prazo até 28 de fevereiro para validar os cadastros. Se houver mais inscrições do que vagas, cabe às instituições de ensino superior fazerem a seleção dos candidatos.

As aulas estão previstas para começar no primeiro semestre do próximo ano. De acordo com Simone Medeiros, da coordenação de formação de professores da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, o curso é presencial, tem 360 horas e duração de 18 meses. Será ministrado em 59 municípios, três em Santa Catarina (Florianópolis, Chapecó e Joinville).

A responsabilidade pela execução do curso em Santa Catarina é do Núcleo de Educação Infantil (NDI), ligado ao Centro de Ciências da Educação da Universidade Federal de Santa Catarina. A oferta da capacitação integra a política nacional de formação de profissionais do magistério da educação básica, que o Ministério da Educação desenvolve em parceria com estados, Distrito Federal e municípios.

Para concorrer, o candidato deve atender a uma série de requisitos: ter (preferencialmente) graduação em pedagogia; trabalhar há pelo menos dois anos na educação infantil; ter disponibilidade para fazer a formação em serviço; se não for da carreira do magistério público, assumir compromisso de trabalhar na educação infantil por no mínimo 18 meses após a conclusão do curso; dispor de, no mínimo, dez horas semanais para estudos complementares.

Ao fazer a inscrição, o professor, diretor, coordenador ou membro das equipes de educação infantil dos municípios deve buscar a vaga na sede ou no campus da universidade mais próxima da cidade onde reside ou trabalha. As vagas para especialização em educação infantil atendem parte dos pedidos de cursos de formação solicitada por municípios nos planos de ações articuladas (PAR), em 2007 e 2008.

Fonte: MEC, com complementação do CED/UFSC

Mais informações: Mauro Jeunehomme Tonon / (48) 9907-5158 / 3721-9336

Vestibular 2010: UFSC divulga lista de aprovados

01/02/2010 15:39

Fotos: Cláudia Reis/ Agecom

Fotos: Cláudia Reis/ Agecom

A Universidade Federal de Santa Catarina divulgou nesta segunda-feira (01/02) a lista dos aprovados no Vestibular UFSC/2010. A relação com a nominata completa está afixada nos ginásios 1 e 3 do Centro de Desportos, localizado no campus da Trindade, e foi disponibilizada no site www.vestibular2010.ufsc.br. As matrículas dos 5.310 aprovados serão feitas nos dias 18 e 19 de fevereiro, das 8h às 12h e das 14h às 18h, nos centros de ensino dos respectivos cursos onde os novos alunos vão estudar, e as aulas começam no dia 1º de março. A exceção é o curso de Engenharia de Materiais, onde as aulas dos calouros devem ter início na próxima semana e cujas matrículas terão de ser feitas nos dias 4 e 5 de fevereiro, quinta e sexta-feira.

A estudante Gabriela Guimarães Gonçalves, de Joinville, que optou pelo curso de Medicina, foi a primeira colocada no Vestibular 2010, alcançando a nota 90.51 sobre 100. Entre os 10 primeiros colocados, sete passaram para Medicina, um para Relações Internacionais, um para Arquitetura e um para Direito diurno. Cinco deles são de Florianópolis, e os demais vêm de Joinville, Chapecó, Imbituba, Curitiba e Apucarana (PR). Esses candidatos que tiveram desempenho especial receberão um diploma no dia da recepção dos calouros, em março, desde que se matriculem na UFSC.

Das 6.021 vagas oferecidas, 5.308 (88,2%) foram ocupadas e 713 (11,8%) não foram preenchidas por não terem atendido pelo menos um dos cinco requisitos mínimos exigidos pela instituição (entre eles, fazer ao menos 24 pontos nas questões objetivas, atingir 40% da nota da Redação e acertar pelo menos 20% das questões discursivas). O número total de 5.310 foi atingido graças às duas vagas suplementares dadas aos indígenas, pelo sistema de cotas.

Dos aprovados, 768 tiveram as notas do Novo Exame Nacional do Ensino Médio (Novo Enem) descartadas, para não rebaixar sua média. De acordo com o presidente da Comissão Permanente do Vestibular (Coperve), Julio Szeremeta, “o vestibular foi muito tranquilo e nenhuma das 496 alternativas das provas, que incluíram 80 questões, foi anulada”. A equipe da Coperve trabalhou durante todo o fim de semana para poder disponibilizar a lista dos aprovados nesta segunda-feira. Do total de vagas, 1.040 contemplaram os novos campi de Joinville (400, em dois semestres), Curitibanos (360) e Araranguá (280).

Realizado entre os dias 19 e 21 de dezembro, em 13 cidades catarinenses, o Vestibular UFSC 2010 teve 32.559 inscritos e ofereceu vagas em mais de 80 cursos e habilitações. No vestibular anterior, o número de candidatos foi de 30.854, para 4.581 vagas. E, na comparação com 2008, houve um incremento de 31,4% na quantidade de vagas, o que se explica pela criação dos campi de Joinville, Curitibanos e Araranguá, além de novos cursos na Capital. Medicina foi o curso mais concorrido, com 59,81 candidatos por vaga.

Festa no campus

Bárbara Beatriz do Espírito Santo, de 18 anos, realizou as provas para o curso de Arquitetura e Urbanismo e conseguiu uma das vagas. “Eu achava que agora passaria. Já havia feito as provas em 2008, para a UFSC, mas só consegui passar para uma faculdade particular, que estava cursando”. A caloura foi uma das candidatas que optaram por utilizar o resultado da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como 20% da nota total do Vestibular da UFSC. “Nem sei se fui bem no Enem”, completa.

Já Gabriel Troina Maraslis, de 19 anos, acredita que não obteve boa colocação no Enem, mas passou no curso de Engenharia Sanitária e Ambiental. Ele deve fazer parte do grupo de alunos que optou por considerar o Enem mas, caso a nota do exame não lhe favorecesse na classificação da UFSC, acabava sendo desconsiderada. “Em 2008 eu não havia estudado, mas ano passado me esforcei bastante”, assegurou. Junto com seus amigos, ele comemorava num dos ginásios do Centro de Desportos da UFSC.

Telma Rosa, mãe de Marta Gerda Aragon Rosa, de 18 anos, se mostrava radiante com a conquista da filha, que passou em Ciências Sociais. Marta considerou que as provas do último concurso estavam mais difíceis. “Ela estava tão concentrada em estudar que perdeu a inscrição do Enem”, revela a mãe. Orgulhosa, Telma conta que agora tem seus dois filhos na UFSC. “O mais velho já cursa Computação”.

Os 10 primeiros colocados

1 – Gabriela Guimarães Gonçalves – Medicina – Joinville

2 – Anderson Luiz Tacca – Medicina – Chapecó

3 – Camila de Oliveira Macedo – Relações Internacionais – Florianópolis

4 – Pedro Henrique Veras Ayres da Silva – Medicina – Curitiba

5 – Rafael Bertoldi Pescador – Direito diurno – Florianópolis

6 – Leonardo Albino Medeiros – Medicina – Florianópolis

7 – Leandro Bellina de Bittencourt – Medicina – Imbituba

8 – Gustavo David Ludwig – Medicina – Florianópolis

9 – Camila Cristina Valério – Medicina – Apucarana

10 – Bruno Wiethorn Rinaldi – Arquitetura – Florianópolis

Dados do Vestibular 2010

– Inscritos: 32.559 candidatos

– Vagas oferecidas: 6.021

– Vagas preenchidas: 5.310

– Cursos e habilitações: 82

– Programa de Ações Afirmativas: 76,7% não-optantes; 20,8% optaram por escola pública; 2,5% por cota de negros

– Candidatos por sexo: 53,2% são do sexo feminino e 46,8% do masculino

– Aprovados por sexo: 53,4% do sexo masculino e 46,6% do feminino

– Aplicação das provas ocorreu em 13 cidades, divididas em 51 locais (34 na Grande Florianópolis e 17 em outras cidades)

Novos cursos

Em relação ao Vestibular 2009, os novos cursos oferecidos pela UFSC são:

– Fonoaudiologia (Florianópolis)

– Engenharia Eletrônica (Florianópolis)

– Arquivologia (Florianópolis)

– Geologia (Florianópolis)

– Antropologia (Florianópolis)

– Licenciatura em Ciências Biológicas – Noturno (Florianópolis)

– Museologia (Florianópolis)

– Engenharia da Mobilidade (Joinville)

– Ciências Rurais (Curitibanos)

– Tecnologias da Informação e da Comunicação – Diurno (Araranguá)

– Tecnologias da Informação e da Comunicação – Noturno (Araranguá)

– Engenharia de Energia (Araranguá)

Por Paulo Clóvis Schmitz e Cláudia Schaun Reis / Jornalistas na Agecom

Capes e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa proporcionam outras possibilidades tecnológicas para o Portal

01/02/2010 10:40

Os textos científicos do Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Nível Superior (Capes) só chegam ao pesquisador brasileiro graças a um complexo sistema de troca e transmissão de informações. Se não houvesse uma infraestrutura que permitisse conectar o banco de dados dos editores internacionais – dos quais a Capes assina periódicos e outros conteúdos – às instituições de ensino e pesquisa no Brasil, o Portal de Periódicos não seria mais do que um sonho bom e longínquo.

Felizmente, essa infra-estrutura existe no Brasil, e funciona no caso do Portal de Periódicos devido à parceria entre a Capes e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), que é a rede de internet da comunidade acadêmica brasileira. Criada em 1989 pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), com o objetivo de construir essa conexão de internet entre as universidades brasileiras, a RNP integra hoje cerca de 600 instituições.

A instituição começou a montar essa estrutura em 1991, e atualmente oferece suporte e aplicações avançadas, como a tecnologia do backbone, que permite operar a múltiplos gigabits por segundo. A nova versão do Portal de Periódicos, lançada em novembro de 2009, está hospedada no Internet Data Center (IDC) da RNP, um ambiente muito mais moderno e seguro, com conexão em alta velocidade, de até 10 Gigabit/seg.

Graças a este e a outros recursos tornados possíveis pela parceria entre a Capes e a RNP que o Portal de Periódicos em breve poderá ser acessado pelos próprios pesquisadores a partir de qualquer computador, uma das ações do projeto da Comunidade Acadêmica Federada (CAFe). Para tanto, basta um login e senha fornecidos e controlados pela instituição a que o usuário estiver vinculado.

Para nos contar um pouco mais sobre a instituição, bem como analisar os resultados da parceria com a Capes, Nelson Simões, diretor-geral da RNP, conversou com a equipe de comunicação do Portal por e-mail. Confira abaixo.

De que modo o novo Portal de Periódicos, desenvolvido no âmbito do Projeto Capes-RNP, pode melhorar o acesso a textos científicos utilizados pela comunidade acadêmica brasileira?

Nelson Simões: O acesso aos periódicos científicos, desenvolvido na última década pela Capes para as instituições de educação e pesquisa brasileiras, transformou-se em uma ferramenta poderosa e essencial de inclusão, capacitação e desenvolvimento científico e tecnológico. A decisão da agência em ampliar seu potencial e funcionalidade vai promover maior produtividade para pesquisadores e alunos. Suas novas facilidades de busca integrada, seleção de artigos, controle de navegação, histórico de buscas, entre outras, devem habilitar novas estratégias para seus usuários e, com isto, descortinar novas informações para enriquecer sua pesquisa. Da mesma forma, a própria Capes também poderá dispor de melhores informações sobre o uso de todos os periódicos científicos por nossa comunidade e, consequentemente, facilitar a gestão e o desenvolvimento futuro do portal.

O que muda com o fato de o novo Portal estar agora hospedado no Internet Data Center (IDC) da RNP? Quais as vantagens em termos de segurança da informação e suporte ao usuário?

NS: O Portal de Periódicos passou a contar com uma nova arquitetura que inicialmente trata as consultas de seus usuários em servidores capazes de implementar suas novas funcionalidades de forma eficiente e segura, como, por exemplo, a metabusca. Para aumentar sua confiabilidade, Capes e RNP optaram por mantê-los no centro de dados da RNP em Brasília. Neste local, o Novo Portal, hospedado no Ponto de Presença do Distrito Federal, dispõe de conexão de até 10 Gigabit/seg para outros estados e integra-se à rede metropolitana de alta velocidade em Brasília. Desta rede, participam a própria Capes e o MEC, além de várias outras organizações usuárias no Distrito Federal. Neste sítio, também o Portal se interliga diretamente a diversos outros backbones de internet comerciais (ex. Embratel, Oi, GVT, Net) e redes federais (ex. Datasus, Serpro), assegurando que consultas originadas em pontos externos aos campi também tenham acesso eficiente ao Portal. Complementam as ligações nacionais as conexões ao exterior, onde se localizam as bases de dados dos editores, com capacidades de 10 Gigabit/seg. A partir deste centro de dados, será possível gerenciar continuamente, todos os dias do ano, a disponibilidade do acesso aos periódicos, proporcionando uma operação mais segura e aumentando a eficiência para seus usuários.

Como você avalia a importância da parceria entre a Capes e a RNP?

NS: Para a RNP, é importante que o novo Portal seja amplamente utilizado pelas nossas organizações usuárias. Hoje existem cerca de 600 organizações interligadas à rede em todo o país – todas as universidades federais, institutos federais, as unidades de pesquisa do MCT, os centros de pesquisa da Embrapa e Fiocruz, os hospitais de ensino, laboratórios e, mais recentemente, museus, entre outros. O trabalho conjunto com a Capes nos permite ampliar o uso de aplicações inovadoras para o sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação. Uma biblioteca digital de periódicos científicos é também uma oportunidade para pensarmos em conjunto a integração futura de ambientes de aprendizagem à distância. Vemos também que outras parcerias entre RNP e Capes, como a implantação da Universidade Aberta do Brasil (UAB), nos conduzirá a novas oportunidades de cooperação pela crescente demanda de aplicações de tecnologia de informação e comunicação.

Você poderia fazer um histórico dessa parceria?

NS: Na verdade, a criação do Programa Interministerial MCT/MEC em 1999, responsável pelo financiamento da RNP, tem relação direta com a criação do Portal de Periódicos. A proposta de um novo programa que permitisse à rede acadêmica brasileira, até aquele momento um projeto do CNPq, assegurar alto desempenho e qualidade para comunicação em âmbito nacional e internacional, inovação tecnológica e capacitação de recursos humanos em tecnologias de informação era essencial para o sucesso do projeto de uma biblioteca digital de periódicos científicos. Da mesma forma que o estabelecimento do Portal se constituiu em um grande desafio para a Capes, os desafios também foram enormes para a RNP, pois não tínhamos todas as instituições conectadas à rede. Um sistema consolidado como hoje nasceu de um esforço contínuo de ampliação das capacidades da rede e de seus serviços. Principalmente através da inovação, conseguimos chegar a esta rede de alto desempenho e a um conjunto rico de aplicações. O sistema de periódicos e a rede brasileira de pesquisa são um dos melhores casos que conheço de sistema integrado para comunicação, colaboração e geração de conhecimento. A RNP nasceu no final dos anos 80 para construir uma conexão Internet entre as universidades brasileiras. Neste caminho, a parceria com a Capes seguiu ampliando-se em direção a novas gerações de aplicações. Recentemente, temos concentrado esforços na colaboração para a utilização de educação a distância para as universidades e polos da UAB, com o apoio da Secretaria de Educação a Distância do MEC. O uso de vídeo digital com qualidade, em tempo real ou sob demanda, deverá apoiar muito a formação de novos professores.

Como vai funcionar o projeto da Comunidade Acadêmica Federada (CAFe) [projeto que reúne instituições de ensino e pesquisa brasileiras em uma rede de confiança, na qual cada instituição é responsável por autenticar e prover informações de seus usuários]?

NS: Nos grupos de trabalho de inovação da RNP, foram propostas e desenvolvidas soluções que facilitam a gestão de identidade na rede. A ideia de uma comunidade acadêmica que possua mecanismos confiáveis para identificar e autorizar o acesso aos seus recursos é o que já estamos experimentando entre um grupo de 15 universidades e centros de pesquisa. Trata-se de conformar uma federação de instituições que adotem práticas compartilhadas para identificar suas pessoas e sistemas de forma autônoma, mas coordenada. Com isto, será possível simplificar o acesso aos recursos disponibilizados na rede e aumentar sua segurança, garantindo autorização e autenticação de cada usuário. Por exemplo, uma identidade gerada por uma universidade integrante da CAFe para seu pesquisador ou aluno será reconhecida por outra instituição federada. Com isto, aumentaremos as possibilidades de integração com grande aumento de eficiência na gestão de diversos níveis de segurança.

Na sua avaliação, quais serão os impactos do CAFe para o acesso ao Portal de Periódicos?

NS: Assim como outras agências federais e estaduais, a Capes é, naturalmente, uma grande provedora de serviços para a federação acadêmica. Estas instituições proveem distintos serviços baseados em políticas e regras diferenciadas para seus usuários. O reconhecimento, entre instituições e agências na federação, de seus mecanismos de identificação e autorização fortalecerá a utilização dos serviços prestados pela sua grande simplificação. No caso da Capes, será possível, por exemplo, garantir acesso ao Portal, independente de localização (no campus ou fora dele) ou plataforma (computador, terminal móvel, leitor de livros, etc), baseado nas credenciais geradas, pela instituição qualificada, para seu pesquisador, professor ou aluno.

Qual o papel da RNP na promoção do ensino superior e da pesquisa no país?

NS: Somos uma organização orientada para viabilizar o uso inovador de aplicações de redes, principalmente para que a educação, a pesquisa e a cultura no Brasil sejam sempre beneficiadas, de forma antecipada, pelos importantes avanços que as tecnologias de informação e comunicação produzem. Especialmente no nosso país, será extremamente importante aproveitar este conhecimento para estudar e criar soluções adequadas à nossa realidade, formar massa crítica em todo o sistema para amplificar seu uso autônomo e, principalmente, apoiar a superação dos grandes desafios nacionais.

Nelson Simões é Engenheiro de Computação formado pela PUC-Rio e diretor-geral da Associação Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP-OS). Como diretor-geral, é responsável pela infraestrutura nacional de alto desempenho para comunicação e colaboração que engloba cerca de 600 das principais organizações brasileiras de ensino superior, pesquisa e inovação. Ele também é membro do Diretório da Cooperação Latino-Americana de Redes Avançadas (CLARA), organização internacional responsável pela rede regional de pesquisa latino-americana.

Por Rômulo Teixeira Farias e Fábio Pereira, publicado originalmente no Portal de Periódicos da Capes

Capes libera mais de R$ 31 milhões a instituições com cursos de excelência

01/02/2010 09:55

Instituições participantes do Programa de Excelência Acadêmica (Proex) receberam, neste mês de janeiro, mais de R$ 31 milhões da

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Anunciado na sexta-feira, 29/01, o repasse é um recurso adicional para o Proex, que atende 177 programas de pós-graduação com as maiores notas (6 ou 7) nas duas últimas avaliações trienais da Capes. A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebeu R$ 922,9 mil.

O objetivo do Proex é manter o padrão de qualidade dos chamados programas de excelência, atendendo adequadamente suas necessidades e especificidades. Entre as instituições que mais receberam recursos, estão duas universidades estaduais, a Universidade de São Paulo (USP) com R$ 6,96 milhões e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que recebeu quase R$ 5 milhões. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foi contemplada com a maior quantia entre as federais, R$ 4,86 milhões.

Programa

Os programas de pós-graduação inseridos no Proex recebem uma dotação orçamentária que pode ser utilizada de acordo com prioridades estabelecidas pelos próprios programas, em qualquer das modalidades de apoio concedidas pela Capes. Ou seja, é o próprio curso que escolhe se quer gastar com concessão de bolsas de estudo, fomento para investimento em laboratórios, custeio de elaboração de dissertações e teses, passagens, eventos, publicações, entre outros.

As bolsas de estudo concedidas no âmbito do Proex são gerenciadas pelas coordenações dos cursos de pós-graduação, que são responsáveis pela seleção e acompanhamento dos bolsistas conforme as orientações da Capes. Ainda está previsto o repasse de mais de R$ 5 milhões para os programas do Proex que ainda não foram atendidos, pelo fato das coordenações de cursos não terem encaminhado à Capes a documentação necessária.

Veja as instituições contempladas:

Universidade Federal do Pará (UFPA) – R$ 141,6 mil

Universidade Federal do Ceará (UFC) – R$ 436,1 mil

Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) – R$ 303,1 mil

Universidade Federal da Bahia (UFBA) – R$ 200,3 mil

Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – R$ 4,8 milhões

Universidade Federal Fluminense (UFF) – R$ 440,4 mil

Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) – R$ 283,2 mil

Pontifica Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) – R$ 790,6 mil

Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) – R$ 198,6 mil

Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – R$ 422,6 mil

Universidade Cândido Mendes (UCAM/Iuperj) – R$ 180,2 mil

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) R$ 1,7 milhão

Universidade Federal de Viçosa (UFV) – R$ 1,4 milhão

Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) – R$ 563,5 mil

Universidade de São Paulo (USP) – R$ 6,9 milhões

Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) – R$ 4,9 milhões

Universidade Estadual Paulista (Unesp) – R$ 1 milhão

Universidade Federal do Paraná (UFPR) – R$ 275,6 mil

Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) – R$ 922,9 mil

Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – R$ 2,1 milhões

Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) – R$ 536,4 mil

Universidade Estadual de Maringá – R$ 225,2 mil

Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) – R$ 59,6 mil

Universidade de Brasília (UnB) – R$ 489,9 mil

Faculdades EST (EST) – R$ 105,6 mil

Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) – R$ 142 mil

Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) – R$ 236,3 mil

Fundação Antonio Prudente (FAP) – R$ 145,2 mil

Fonte: www.capes.gov.br.

Residência em Medicina de Família e Comunidade terá inscrições de 3 a 11 de fevereiro

01/02/2010 09:37

A UFSC, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis, oferece seis vagas a médicos formados ou com diploma validado para atuação em território nacional.

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis, promoverá em março deste ano a Residência em Medicina de Família e Comunidade.

São seis vagas destinadas a médicos formados ou com diploma validado para atuação em território nacional. A Residência terá a duração de dois anos e as bolsas serão fornecidas pelo MEC. O diploma é reconhecido pela Comissão Nacional de Residência Médica.

As inscrições podem ser feitas no período de 3 a 11 de fevereiro, exclusivamente pelo site www.saudedafamilia.ufsc.br , mediante preenchimento da ficha de inscrição e encaminhamento para o e-mail saudedafamilia@ccs.ufsc.br.

A seleção constará de prova escrita (peso 9), a ser realizada em 18 de fevereiro, às 13h30, na Sala 907, no Centro de Ciências da Saúde (CCS) da UFSC. Os 18 primeiros colocados que atingirem a nota mínima 5 (cinco) vão passar para a segunda etapa, que consta de análise do currículo (peso 1).

Outras informações pelos telefones (48) 3721-5071 e 3721-6359.

Margareth Rossi / Jornalista da Agecom

Saiba mais sobre o PRISF:

O Programa de Residência Integrada em Saúde da Família – PRISF, promovido pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis objetiva formar profissionais de saúde, através da educação em serviço (aprender-fazendo), buscando qualificá-los para o desempenho de suas atividades no Sistema Único de Saúde, visando o alcance das competências técnica, política e ética da Estratégia de Saúde da Família.

O Programa de Residência Integrada em Saúde da Família – PRISF é composto por dois sub-programas de residência, a saber: o Programa de Residência em Medicina de Família e Comunidade e o Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família, que desenvolvem suas atividades de modo integrado.

Este Programa, coordenado pelo Departamento de Saúde Pública da UFSC, envolve além do Departamento de Saúde Pública outros seis Departamentos de Ensino (Ciências Farmacêuticas, Enfermagem, Estomatologia, Nutrição, Psicologia e Serviço Social), bem como setores do Hospital Universitário. No âmbito da Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis, estão envolvidas as Coordenações de Regionais de Saúde e das Unidades Locais de Saúde onde o programa de residência desenvolve as atividades de Educação em Serviço.

O PRISF está estruturado teórica e metodologicamente em acordo com diretrizes da atual Política de Educação Permanente em Saúde propostas pelo Ministério da Saúde e prevê a concessão de bolsas de estudos a todos os residentes. Participam do financiamento do Programa o Ministério da Saúde, a Universidade Federal de Santa Catarina e a Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis.

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