Peixes, barcos e o próprio mar são tema dos quadros de Sílvio Pléticos

09/12/2008 16:36

Ter dado os primeiros passos como artista na bela costa croata e passado boa parte da vida em Florianópolis (ou São José, mais precisamente), onde duas baías lembram um pouco a cidade medieval de Pula, sua terra natal, talvez explique porque os temas do mar – peixes, redes, pescadores – são tão recorrentes no trabalho de Silvio Pléticos. O pintor expôs cerca de três dezenas de suas obras, incluindo esculturas em gesso e resina patinada, na Galeria de Arte da UFSC, onde mesclou trabalhos recentes com telas dos anos 70 para construir um panorama de sua trajetória criativa, que se caracteriza pela inventividade e pela coerência.

Elementos do mar estão invariavelmente presentes nas obras, seja nos barcos deslizando na mansidão das baías, seja em pescadores com ou sem rosto, seja nos indefectíveis peixes sobre travessas ou em cestas pelo chão. Não são meras reproduções, mas imagens que instigam, indagam, incomodam. O professor e crítico Sergio Molesi, da Universidade dos Estudos de Trieste, na Itália, atribui a riqueza temática de Pléticos ao fato de haver aportado no Brasil, no início da década de 60, onde “o experimentar e o entender parecem sujeitar-se a algo mais secreto e impalpável, que é a própria vida em contato com a dimensão do natural, do exótico, do diferente, do original”.

Quando chegou a Milão, em 1939, Pléticos – que vinha de uma região habituada a conflitos étnicos e separatistas – viu explodir a Segunda Guerra e chegou a ser recrutado como soldado. A experiência deprimente das batalhas plantou nele um grande desapego pelos bens materiais e a busca por uma razão de viver que se transportou para a arte. Contribuíram para isso também a condição de órfão precoce e uma existência dura, de empregos braçais e esparsos, pelo menos até encontrar sua vocação artística.

Além de Pula, Zagreb (capital da Croácia, onde estudou artes aplicadas) e Milão, Pléticos morou em Ribeirão Preto (SP), Porto Alegre e Passo Fundo (RS) antes de se fixar em Santa Catarina. Aqui, seus traços cubistas, com elementos do expressionismo e do surrealismo, fizeram vários discípulos, mas só ele manteve a unidade da obra ao longo da carreira. Chegou a ser um dos artistas mais valorizados pelo mercado local, graças especialmente a um currículo que inclui participações na Bienal de São Paulo (em 1972 e 1976) e a exposições fora do país.

Falando de seu trabalho, Pléticos atribui ao poder da arte o equilíbrio que reencontrou após a experiência de combatente na guerra. “A terapia através das atividades criativas, especialmente das artes plásticas, deve ter sido a razão principal que me manteve por toda a vida ‘amarrado’, quase que fanaticamente, a esta linda atividade”, escreveu ele.

Por Paulo Clóvis Schmitz/ Jornalista na Agecom

Fotos: Nilson Só/ DAC

Pesquisadores se articulam para prevenir catástrofes naturais

09/12/2008 15:55

O Governo do Estado criou um Grupo Técnico Científico (GTC) para identificar as causas dos desastres ambientais em Santa Catarina e propor medidas preventivas que orientem políticas públicas com conhecimentos resultantes de pesquisas. Ele será lançado dia 17 de dezembro em Blumenau, mas desde já estão previstas ações que previnam não só inundações, deslizamentos e enxurradas, mas também secas, ciclones, tornados, furacões e problemas decorrentes de mudanças climáticas.

“Esse grupo técnico-científico olha para o futuro. Vai avaliar as causas das recentes catástrofes naturais e tentar se antecipar às próximas, que inevitavelmente virão. Vamos ter de aprender

a conviver com fenômenos climáticos”, diz Antônio Diomário de Queiroz, presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc).

Ele é o coordenador geral do GTC que, nas suas palavras, “vai articular competências a nível nacional e internacional, porque você não consegue nada isoladamente”. Já confirmados no grupo estão representantes da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), Universidade da Região de Joinville (Univille), Universidade Regional de Blumenau (Furb), Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e Universidade do Vale do Itajaí (Univali). A coordenação técnica do GTC caberá a Hugo José Braga, da Epagri/Ciram, e a Zenório Piana, diretor de Pesquisa Agropecuária e Meio Ambiente da Fapesc.

Pesquisadores americanos e alemães vêm trabalhando como voluntários em estudos sobre o clima na região sul do Brasil, e organismos como o Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe), o Instituto Aeroespacial Brasileiro e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) estão sendo contatados para ajudar nas pesquisas.

Reação oficializada

Nesta manhã, o governador Luiz Henrique reforçou a necessidade de se preparar, na medida do possível, para as catástrofes naturais tanto prejudicam o Estado. Para tanto, anunciou o lançamento do GTC como um subgrupo do Grupo de Reação criado na semana passada pelo decreto nº 1.940. Entre as ações programadas estão melhorar o monitoramento das condições meteorológicas, o planejamento no uso do solo em ambientes urbanos e rurais, a elaboração de planos de emergência para desastres naturais.

“Por exemplo, Santa Catarina não tem radar meteorológico. Se tivesse, ele ampliaria a capacidade de previsão do tempo, o que ajudaria e muito a Defesa Civil”, conclui Diomário.

Composição do Grupo Técnico Científico:

Coordenação Geral – Prof. Antônio Diomário de Queiroz (FAPESC)

Coordenação técnica – Hugo José Braga (EPAGRI/CIRAM) e Prof. Zenório Piana (FAPESC)

EPAGRI – Hugo José Braga e Sérgio Zampieri

SDS – Prof. Paulo Luna

UFSC – Prof. Edson Ramos Tomazzoli e Prof . Luiz Fernando Scheibe

UNISUL – Prof. Regina Davison Dias e Prof. Raquel Magnago

UNIVILLE – Prof. Therezinha Novais de Oliveira e Prof. Alessandro Barbosa

FURB – Prof. Marcelo Vitorino e Prof. Dr.Clodoaldo Machado

UDESC – Prof. Edgar Odebrecht e Prof. Maria Paula Casagrande Marinon

Vagas destinadas aos portadores de deficiência na UFSC não são respeitadas

09/12/2008 15:50

Pedro Tiuna Oppliger, 22 anos, estudante de Geografia da UFSC, é paraplégico. Todos os dias de manhã vem de carro para a Universidade, mas pelo menos uma vez por semana se depara com um problema: encontra ocupadas as vagas reservadas para pessoas com deficiência de mobilidade. Flávia Guimarães, 22, trabalha no prédio da Reitoria e sofre há tempos com a mesma falta de respeito. Deficiente motora da cintura para baixo, diz que um dos motivos que a fizeram desistir do curso de Biblioteconomia foi a dificuldade em estacionar, pois as vagas especiais estavam sempre ocupadas por veículos sem o adesivo de identificação.

A questão é recorrente. Douglas Dilli, chefe da Segurança da UFSC, afirma que quase todo dia os seguranças observam o problema. “O desrespeito é grande”, diz. Um segurança que prefere não se identificar confirma: “Olha, acontece muito. São professores, estudantes, servidores. Ocupam as vagas indevidamente, estacionam em cima das rampas de acesso ou na frente delas, bloqueando a passagem. E o pior de tudo é que algumas vezes, mesmo quando pedimos, não tiram o carro”, revela. Teles Espíndola, segurança, também lembra de algumas situações. “Certa vez pedi para que um professor retirasse o carro. Ele respondeu que não havia mais vagas e estava atrasado para a aula, e não atendeu ao meu pedido”.

O Ouvidor da UFSC, Arnaldo Podestá Júnior, afirma que este ano já houve mais de dez denúncias, mas apenas três foram registradas oficialmente. “Infelizmente, muitos preferem não formalizar a reclamação”, diz. Já Flávia reivindica seus direitos desde o ano de 2004, e afirma que a UFSC sempre esteve disposta a atendê-la. “É difícil o controle, mas a Universidade se esforça para fazer com que haja respeito”.

Em 2007, ela começou o curso de Biblioteconomia. “Ali no CED era complicado. Lá tem três vagas especiais, mas ninguém respeita e não há quem controle”. Raramente conseguia uma das vagas, e tinha que estacionar nos espaços comuns, geralmente longe do prédio. “Caminho de muletas e quando faço muito esforço sinto dor”. Este ano, no fim do primeiro semestre, teve duas distensões no ombro, devido ao grande esforço que faz para apoiar-se nas muletas. “Às vezes, quando ficava com o braço dolorido, não podia ir à aula”, diz.

O problema das vagas foi um dos fatores que a fizeram desanimar. “Eu chegava à noite no campus. Imagine: mulher, sozinha, no escuro, em um lugar sem segurança, tendo que estacionar longe do prédio e com dificuldades para andar. Não quis colocar minha vida em risco”. No início deste ano a estudante trancou o curso.

Pedro Tiuna, que também formalizou a reclamação junto à Ouvidoria, afirma que às vezes tenta conversar com os motoristas imprudentes. “Já fui ignorado e também já ouvi de tudo. Dizem que estão atrasados para a aula e saem, ou simplesmente respondem que não vão tirar o carro. Também falam que as outras vagas estão todas vazias e que uma não faz diferença”. Mas para Pedro faz. “Isso mostra a falta de senso comunitário das pessoas. E não é só em relação à vaga, é em relação a tudo… A sociedade está em declínio por isso: por não saber convier em grupo”, desabafa.

Estacionar indevidamente em vagas destinadas a pessoas com dificuldades de mobilidade é proibido por lei. De acordo com o parágrafo XVII do Artigo 181 da Lei 9.503/97 do Código de Trânsito Brasileiro, o ato de estacionar o veículo em desacordo com as condições regulamentadas especificamente pela sinalização é considerado uma infração de caráter leve, sob pena de multa e remoção do veículo.

Quem tem direito ao adesivo – Podem utilizar as vagas especiais veículos conduzidos ou que transportem pessoas com deficiência física, visual ou mobilidade reduzida – temporária ou permanente. Carlos Rogério da Silva, estagiário de Engenharia Civil do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf), explica: “O benefício não é apenas para portadores de deficiência física. Alguém que esteja com uma perna quebrada e tenha dificuldades para se locomover também usufrui do direito”.

Para utilizá-las, entretanto, o veículo deve obrigatoriamente estar identificado. Aos portadores de necessidades especiais permanentes é necessário que esteja fixado nos pára-brisas um adesivo de identificação. Deficientes físicos podem solicitá-lo na Associação Florianopolitana de Deficientes Físicos (Aflodef); deficientes visuais devem entrar em contato com a Associação Catarinense para Integração do Cego (Acic), para obter informações de como obtê-lo; portadores de outras condições especiais permanentes devem solicitar ao Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf) orientações sobre como proceder.

Já as pessoas com problemas temporários devem requerer ao IPUF uma autorização, que deve ser colocada no painel do veículo sempre que a vaga especial for utilizada. O pedido deve ser encaminhado junto com um atestado médico que indique a condição de saúde do indivíduo e o período necessário de utilização do benefício.

A UFSC não tem como multar – A Guarda Municipal ou a Polícia Militar não podem aplicar multas em veículos que estejam em estacionamentos internos da UFSC, apenas nas vias municipalizadas, que são as entradas em frente às rótulas da Trindade, da Carvoeira e do Pantanal. Mas Douglas Dilli, chefe da segurança universitária, diz que há possibilidade de mudanças: “Estamos em vias de firmar um convênio para que seja possível a autuação em todas as áreas do campus”.

Enquanto isso, a segurança universitária tenta agir como pode. A primeira atitude tomada pelos vigias é a conversa. “Pedimos às pessoas que estacionam indevidamente que usem as vagas comuns.”, diz Douglas. Nas vias internas do Campus, quando o responsável pelo veículo não se encontra no local, é fixada uma notificação. Já se a vaga especial se encontra em uma via municipalizada, a guarda municipal é chamada.

Jair Napoleão Filho, diretor do Departamento de Gestão, Programação e Acompanhamento da Pró-Reitoria de Infra-Estrutura, afirma que essa questão pode ser resolvida se os motoristas se conscientizarem sobre a importância do respeito às pessoas que realmente necessitam. “Nossos seguranças não têm como fiscalizar o tempo todo. É preciso que os usuários mudem de postura”, diz.

Situação das vagas – Atualmente, distribuídas entre os estacionamentos do campus da Trindade, há 35 vagas especiais. A ampliação desse número é feita à medida em que os centros solicitam. O pedido é feito à Pró-Reitoria de Infra-Estrutura, que o encaminha à Prefeitura do Campus, responsável por pintá-las e fixar a sinalização. No início de outubro, o Centro de Comunicação e Expressão solicitou duas novas vagas, que já devem ficar prontas esta semana.

Carlos Rogério, do IPUF, afirma que as vagas especiais da universidade estão fora do padrão. De acordo com ele, as dimensões não estão de acordo com as convenções adotadas em 2007 pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Além disso, nem todas possuem área de transferência, um espaço adicional de circulação necessário quando a vaga encontra-se afastada da faixa de travessia de pedestres. Essa área sinalizada é destinada a garantir que os usuários desçam do veículo e se locomovam até a calçada de forma segura.

A prefeitura do Campus reconhece o problema e afirma que as próximas serão feitas seguindo o padrão estabelecido pela resolução 236/2007 do Contran. O prefeito Lorival Pierre diz ainda que está sendo discutido um projeto de reformas nos estacionamentos para o ano que vem, e que dentre as mudanças previstas estão a melhoria de calçadas, rampas de acesso e adequação das vagas em questão conforme os modelos oficiais.

Texto e fotos: Isis Martins Dassow / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Sarau Boca de Cena terá apresentação de Natal na UFSC

09/12/2008 14:38

Dezembro é tradicionalmente uma época em que os aromas da poesia, a leveza da dança, as sinfonias musicais estão n o ar. Envolvido durante todo o ano nesta “musicalidade” o grupo Bocazabertas promove a edição de Natal do Sarau Boca de Cena,no dia 17, quarta-feira, no Teatro da UFSC, às 20h, com ingressos no valor de R$ 2.

A programação do Sarau traz os poetas Kellen Flor, Júlio César Gentil, Fernando Weber e Indiara Nicolletti, as bandas Cerveja Grátis, 3Jay e Alquimista, a Dança e Percussão com o grupo Intervenção Afro, a apresentação teatral de George França e Aline Maciel e a dança de Zélia Viviani e Manuel Rodriguez (Sevilhana) e de EV.

Kellen Flôr é uma poetiza que contempla a singeleza natural da vida se deparando com a inusitada existência, criando, assim, uma bela atmosfera em sua obra. O poema está dentro do escritor e para Julio Cesar Gentil, “ser poeta é apenas perceber a poesia que o mundo nos oferece através das coisas mais simples da vida”. Em seus poemas, J.C. Gentil explora as possibilidades metafóricas, o jogo de antíteses e expõe uma naturalidade poética que se mostra por inteira em sua representatividade. Fernando Weber apresenta resumo de uma série de performances desenvolvidas no ano de 2008, abordando a performatividade em vídeos e fotografias, sua performance é intitulada de Fugas passagens ou penetrações.

A Banda Cerveja Grátis é composta de malte MPB sabor ROCK. Clássicos da MPB em versões exclusivas com arranjos próprios, transportados para o mundo do ROCK’N’BLUES PROGRESSIVO. Isso tudo com o maior respeito ao “lúpulo” da música original. A Banda 3JAY, com vasto conhecimento musical e atuante em oficinas populares, através desse contato com as expressões brasileiras apresentam à contemporaneidade de uma arte expressa na integração dos gêneros culturais.

Com linguagem brasileira, atual, onde a língua portuguesa, os idiomas afro-brasileiros e os termos indígenas convivem tranqüilos e em harmonia numa mesma oralidade, a Banda 3JAY mescla as novas expressões populares com harmonias melódicas e batuques sincopados legitimamente brasileiros. A Banda Alquimista toca entre vibração, energia, entrega, prazer ,música, movimento, ritmo e arte. Fusão rítmica de rock tosco com felling, de performance eletrizante, a Banda Alquimista é a mistura de tudo isso. Simone Scirea é professora de Dança e dirige o Grupo de Dança e Percussão: Intervenção Afro.

Os ensaios acontecem sempre as segundas e quartas, das 18h às 19h30min, no Centro Comunitário do Pantanal, no bairro do Pantanal.

Informações:julianaimpalea@yahoo.com.br

Por Mara Cloraci/jornalista da Agecom

NETI forma primeira turma de leitura e escrita para adultos

09/12/2008 13:47

NETI: fazendo amizades

NETI: fazendo amizades

O Núcleo de Estudos da Terceira Idade da UFSC (NETI) forma, no dia 9 de dezembro, às 17h, no Templo Ecumênico, a sua primeira turma do curso de ´Leitura e Escrita para adultos`. Segundo a professora Ângela Maria Alvarez, que coordena o Núcleo, a finalidade é possibilitar a aprendizagem de idosos e adultos por meio de uma perspectiva pedagógica que considera a participação dos adultos e idosos.

O grupo de docentes é assessorado pelas professoras do Centro de Educação Maria Hermínia Laffin, do Departamento de Metodologia de Ensino da UFSC, e Leyli Abdala, servidora do Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI). Os alunos são estimulados a estudar outros conteúdos, ampliando, assim, seus conhecimentos. O primeiro grupo de formandos é composto de 45 alunos em quatro turmas. Uma delas funciona no Conselho Comunitário do Rio Tavares. As aulas são ministradas por monitores do núcleo apoiadas por bolsistas do

curso de Pedagogia e conta com o apoio da Fepese.

Ângela salienta que a metodologia aplicada vem atraindo estudantes de várias regiões da Ilha. Nair de Pádua Fiúza, moradora dos Ingleses, por exemplo, diz que veio participar do curso “para melhorar minha vida e a saúde”. Nair adiantou que conseguiu fazer amizades, passou a conhecer coisas que não sabia e teve contato com professores atenciosos.

Já João Afonso da Rocha, pescador aposentado, disse que estudou somente até a terceira série do primário, pois para ser pescador não precisava muita escola. No entanto, Rocha sentiu a necessidade de estudar, uma vez que tem viajado com grupos de terceira idade com outra cultura. “Aqui fiz amigos, adquiri conhecimento e não pretendo parar”, completou. Francisca do Nascimento é natural de São João Batista e mudou-se para Vargem Grande, em função da morte do marido. Sofrendo de profunda depressão, buscou no NETI alguma atividade para preencher o tempo. Assim aproveitou o curso para alfabetizar-se, pois não teve oportunidade de estudar muito na infância. Ela, que vai fazer o curso de monitor do Núcleo, se diz agradecida

pela acolhida que teve.

Margarida Luíza V. Nascimento mora na Trindade, mas veio de Três Riachos. “Meu pai me tirou da escola para trabalhar na roça. Depois casei e só agora com os filhos grandes tive condições de voltar aos estudos. Tentei aprender em outros cursos de alfabetização de adultos, mas não consegui escrever nas apostilas”. Margarida está liderando um grupo para que a universidade abra curso de primeiro e segundo grau para adultos. “Há muita gente na minha condição que não está podendo estudar nos cursos oferecidos pelo governo, mas que pretende tirar o segundo grau”.

Por José Antônio de Souza/jornalista na Agecom

Foto:Jones João Bastos

Banco Internacional de Objetos Educacionais vai abrigar trabalho da UFSC

09/12/2008 13:47

Apresentação na UFSC. Fotos Jones Bastos / Agecom

Apresentação na UFSC. Fotos Jones Bastos / Agecom

O Grupo de Dança Folclórica da Terceira Idade da UFSC enviará um CD e um DVD para o Banco Internacional de Objetos Educacionais (BIOE). O CD ´Cantando a cultura do ilhéu e litoral catarinense` foi gravado em 2001 e traz seis músicas do folclore da Ilha de Santa Catarina e do litoral do estado.

O DVD ´Danças Folclóricas do Litoral Catarinense` apresenta um breve histórico do grupo e também mostra as coreografias de danças como Jardineira, Ratoeira, Recordando Nossa Gente, Pau-de-Fita e Arcos-de-Flores. A gravação foi feita por Jones João Bastos, da Agência de Comunicação da UFSC (Agecom). A coordenadora do grupo é a professora Marize Amorin, do Centro de Desportos da UFSC.

O Banco Internacional de Objetos Educacionais (BIOE) é uma iniciativa do Ministério da Educação. O objetivo é formar um acervo de materiais pedagógicos digitais, tal como vídeos, animações, CDs e jogos. Os materiais estarão disponíveis para toda a comunidade educacional brasileira, e o acesso será livre e gratuito.

O grupo de Dança Folclórica da 3ª Idade da UFSC é um projeto de extensão do Centro de Desportos e foi criado em 1989. Os ensaios são realizados todas as terças e quintas-feiras, às 20h. Com aproximadamente 30 integrantes e idade média de 69 anos, a equipe faz apresentações em festas como a Fenaostra e a Marejada, e em eventos religiosos, como a Festa do Divino Espírito Santo. Em maio deste ano, ganhou medalha de prata nos Jogos Abertos da Terceira Idade, em Chapecó.

Mais informações pelo telefone (48) 8401 6767, com a professora Marize.

Por Luíza Fregapani / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Visite: Banco Internacional de Objetos Internacionais

UFSC oferece módulo de capacitação sobre técnicas histológicas

09/12/2008 13:27

Estão abertas as inscrições para o módulo de capacitação ´O uso de técnicas histológicas para o preparo de tecidos animais em atividades didáticas e de pesquisa`. O curso será realizado das 8h30min às 12h no período de 15 a 18 de dezembro, resultando em uma carga horária de 14h.

O objetivo deste módulo de capacitação é ensinar técnicas que ajudem na montagem e manutenção de um laboratório de Histologia. Entre os conteúdos programados estão os princípios éticos no uso de animais de laboratório, manuseio dos equipamentos de um Laboratório de Histologia, noções de segurança no trabalho laboratorial e descarte de material tóxico.

O curso é direcionado para servidores docentes e técnico-administrativos da UFSC que ocupem cargos de Técnico de laboratório, Biólogo ou Engenheiro de Aqüicultura, e será ministrado pelas professoras Kieiv Resende Sousa de Moura e Eliane Maria Goldfeder, ambas da UFSC.

As fichas de inscrição podem ser retiradas nas secretarias do Centro Ciências Biológicas (CCB), Centro de Ciências da Saúde (CCS) e do Centro de Ciências Agrárias (CCA).

As inscrições devem ser realizadas até o dia 10 de dezembro, e as vagas são limitadas.

Mais informações pelo telefone (48) 3721-9690.

Por Luíza Fregapani/ Bolsista de Jornalismo na Agecom

Dirigentes de emissoras públicas de TV se reúnem em Florianópolis

09/12/2008 11:33

Desta quarta-feira, dia 10, até sexta, 12, os dirigentes de 18 emissoras públicas de televisão se reúnem em Florianópolis, no 28° Encontro da Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec). Já estão confirmadas as presenças de diretores de TVs de São Paulo, Brasília, Acre, Bahia, Paraná, Pernambuco, Espírito Santo, Minas Gerais, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Ceará, Pará, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.

A pauta do encontro inclui a discussão de temas como Financiamento, Regulamentação e Programação das emissoras, com destaque para a formação da Rede Nacional de TVs Públicas, comandada pela TV Brasil, criada no início deste ano. Além disso, também serão apresentadas palestras sobre TV Digital e interatividade.

O presidente da Abepec, Antonio Achilis, da Rede Minas, fez questão de destacar que o encontro de Florianópolis tem ainda um caráter de solidariedade a Santa Catarina em razão da calamidade por que passou o Estado recentemente. “O envolvimento das emissoras públicas passa pela veiculação de peças dirigidas à população, estimulando a generosidade de cada um e informando os canais de apoio ao Estado e a veiculação em cadeia nacional do show ‘SOS Santa Catarina’, realizado em São Paulo, com a adesão de artistas populares, em produção e mobilização da TV Cultura-SP, além da própria manutenção do Encontro Nacional da ABEPEC em Florianópolis, como forma de contribuir para a normalização das atividades no Estado”, disse Achilis.

A abertura do encontro acontece nesta quarta-feira, às 17h30, na Pousada dos Golfinhos, em Canasvieiras. Mais informações podem ser obtidas com o superintendente da TV Cultura de Santa Catarina e vice-presidente da Abepec, Aureo Moraes, pelo telefone 9981-3782.

Engenharia de Mobilidade, um novo conceito no campus de Joinville

09/12/2008 10:28

O Conselho do Centro Tecnológico da UFSC aprovou na semana passada a implantação do revolucionário curso de Engenharia de Mobilidade no campus de Joinville, a partir de agosto de 2009. O curso terá 200 vagas por semestre e o primeiro vestibular de acesso deve ocorrer entre maio e junho do próximo ano. De acordo com o diretor do CTC, professor Edison da Rosa, nos primeiros três anos o conjunto de disciplinas será uniforme para todos os alunos e depois disso eles elegem a especialização de seu interesse.

Para isso, a Universidade criou sete alternativas, dentro de duas grandes áreas – Engenharia Veicular e Engenharia de Transportes. Na primeira, as opções são Engenharia Naval e Oceânica, Engenharia Aeronáutica, Engenharia Automobilística, Engenharia Ferroviária e Engenharia Mecatrônica. Na segunda área, os estudantes podem escolher entre Engenharia de Tráfego e Logística e Engenharia de Infra-estrutura.

O diretor do CTC ressalta que a intenção é atender a todos os campos ligados à área de transportes, englobando rodovias, portos, aeroportos e ferrovias. A Engenharia Ferroviária, por exemplo, é uma especialidade inédita em universidades, enquanto a Mecatrônica é importante porque se ocupa da parte elétrica e de controle dos meios de transporte. “Existe uma grande demanda por profissionais na indústria naval e na infra-estrutura, por exemplo”, diz Edison da Rosa. “Até agora, só havia cursos isolados, mas com este conceito estamos sendo pioneiros no mundo”.

O professor explica que também em Curitibanos e Araranguá os cursos serão voltados para as necessidades regionais. No primeiro caso, as ciências rurais serão o foco da proposta pedagógica e do primeiro vestibular, e no sul do Estado o curso será na área de sistemas digitais, oferecendo formação abrangente no campo das ciências computacionais.

Mais informações com o professor Edison da Rosa, pelos fones (48) 3721-9340, 3721-9343 e 9963-9905.

Por Paulo Clóvis Schmitz / Jornalista na Agecom

VESTIBULAR UFSC/2009: segundo dia de provas fecha com 13,47% de abstenções

08/12/2008 18:48

Fotos: Paulo Noronha/Agecom

Fotos: Paulo Noronha/Agecom

A Comissão Permanente do Vestibular da UFSC registrou um índice de 13,47% de abstenções no segundo dia do concurso – com este percentual, 4.159 vestibulandos estão fora da disputa para a Universidade Federal de Santa Catarina. No ano passado o índice final de abstenção do segundo dia foi de 12,25% (3.758 vestibulandos deixaram de fazer as provas). Confira os índices de abstenção.

O maior percentual continua na cidade de Joinville (23,65%). Em seguida vêm Camboriu (20,72%), Itajaí (15,41%), Joaçaba (15,12%), Chapecó (14,39), Blumenau (13,19), Florianópolis (12,38%), Tubarão (10,56%) e Lages (8,71%). O menor número de ausências foi registrado na cidade de Criciúma, com 8,35% de abstenção.

Nesta segunda-feira foram realizadas as provas de História, Geografia e Matemática. Na terça-feira, último dia do concurso, serão realizadas as provas de Física, História e Química.

Este ano a UFSC oferece 4.571 vagas em 70 cursos, incluindo as habilitações. As provas são realizadas das 15 às 19h, em Florianópolis, Blumenau, Camboriú, Chapecó, Criciúma, Itajaí, Joaçaba, Joinville, Lages e Tubarão

Os gabaritos e as provas do Vestibular UFSC/2009 serão divulgados na quarta-feira, 10/12, a partir de 9h, no site www.vestibular2009.ufsc.br.

Por Arley Reis /Jornalista da Agecom

Vestibular UFSC/2009: atenção para as dicas do último dia

08/12/2008 17:42

Fotos: Paulo Noronha/Agecom

Fotos: Paulo Noronha/Agecom

Depois de enfrentar Língua Portuguesa, Língua Estrangeira, Matemática, Geografia, Biologia e a Redação chega a vez das provas de Química, Física e História, que encerram o Vestibular da UFSC 2009.

Márcio Montenegro, professor de Física do Cursinho Pré-Vestibular da UFSC, acredita nos tópicos relacionados à conservação de energia, quantidade de movimento e indução magnética para a prova de 2009. Ele também aconselha seus alunos a começarem pela prova de Física, assinalando aquilo que têm segurança da resposta. “Se tiver dúvida marquem só a alternativa que têm certeza. Assim a questão não é perdida. Depois é interessante fazer as de Química e História, marcando sempre o que considera mais fácil, para então rever as provas”. O professor entende que o vestibular tem se voltado mais a questões relacionadas ao dia-a-dia. “A prova tem contextualizado as teorias da Física”.

Otávio Augusto Auler Rodrigues, professor de História e coordenador do Cursinho, aponta a integração dos conteúdos como característica dos últimos concursos. “Relacionando democracia, feminismo e direitos civis temos movimentos como Maio de 68 e a Primavera de Praga – também ocorrida no ano de 1968”. Outro palpite é a chegada da família real ao Brasil, que completou 200 anos em 2008 e não apareceu no vestibular do ano passado. “Acredito que o fato pode ser abordado agora”.

O professor Oto Luna enumera outras datas de acontecimentos históricos: os 20 anos da queda do Muro de Berlin (1989), os 70 anos do começo da 2ª Guerra Mundial (1939) e os 60 da criação da OTAN (1949). “O principal, no entanto, não é guardar datas; é lembrar sempre, de forma coerente, o processo histórico, já que um fato acaba desencadeando outro”. Oto justifica: “a prova da UFSC está, a cada ano, fazendo com que o aluno raciocine mais; está deixando de lado a decoreba para valorizar o pensar”.

O professor Leoni Carmo Garcia, que leciona Química, também percebe a integração dos conteúdos mencionada por Otávio. “Há alguns anos as questões eram isoladas. Agora, além de abrangentes e voltadas ao cotidiano, elas também se tornaram mais difíceis e trabalhosas”. Sobre os tópicos mais visados ele cita tabela periódica, distribuição eletrônica, termoquímica. “Molaridade e diluição de soluções sempre cai”, avisa.

O coordenador comentou ainda que em 2008 o Cursinho agregou cerca de 1000 alunos – 700 em Florianópolis, distribuídos em oito turmas, e 300 em Curitibanos. Com aulões para a revisão dos conteúdos nos dias das provas, o Cursinho já conseguiu arrecadar duas toneladas de donativos, que serão destinados às vítimas das enchentes no Estado.

Outras informações sobre o Vestibular UFSC 2009: www.vestibular2009.ufsc.br.

Por Cláudia Schaun Reis/ Jornalista na Agecom

UFSC abre processo seletivo simplificado para professor substituto para o Colégio de Aplicação

08/12/2008 15:58

A UFSC através do Edital N° 082/DDPP/2008 torna público a abertura de inscrições com vista ao Processo Seletivo Simplificado para contratação de Professor Substituto, por tempo determinado, para atender a necessidade temporária nos termos da Lei n° 8.745/93. São sete vagas para o Colégio de Aplicação (CA) da UFSC.

As inscrições devem ser efetivadas no período de 10, 11 e 12/12/2008 e 15 e 16/12/2008. Caso não haja candidatos inscritos, o prazo de inscrição ficará automaticamente prorrogado por igual período.

Horário: das 10h às 12h e das 14h às 17h, na Secretaria do CA

Taxa de Inscrição

R$ 20,00 (vinte reais), que deverão ser creditados na Conta Única do Tesouro Nacional, Banco do Brasil, Agência 4201-3, conta corrente 170500-8, código de recolhimento 153 163 152 37 288 836. Esta taxa, uma vez recolhida, não será restituída em hipótese alguma.

Documentos:

No ato da inscrição o candidato deverá apresentar cópia do Curriculum Vitae, comprovantes dos requisitos exigidos no presente edital e comprovante de recolhimento da taxa de inscrição.

Somente serão aceitos diplomas de Graduação e Pós -Graduação reconhecidos pelo MEC. Os diplomas de Graduação e Pós-Graduação obtidos em instituição estrangeira, serão aceitos mediante sua revalidação no Brasil. A revalidação do diploma estrangeiro deverá ser comprovada no ato da inscrição.

Todas as sete vagas são para o Colégio de Aplicação e o Regime de Trabalho de 40 horas semanais.

Campo de Conhecimento: Biologia.

Nº de vagas: 2

Requisitos: Licenciatura Plena em Biologia.

Campo de Conhecimento: Geografia.

Nº de vagas: 1

Requisitos: Licenciatura Plena em Geografia.

Campo de Conhecimento: Supervisão Escolar.

Nº de vagas: 1

Requisitos: Licenciatura em Pedagogia com habilitação em Supervisão Escolar.

Campo de Conhecimento: Língua Estrangeira – Alemão.

Nº de vagas: 1

Requisitos: Licenciatura Plena em Língua Estrangeira Alemão

Campo de Conhecimento: História.

Nº de vagas: 2

Requisitos: Licenciatura Plena em História

Colégio de Aplicação: colegioaplicacao@ca.ufsc.br

fone (48) 3721- 9561

Voleibol feminino da UFSC é campeão metropolitano de Florianópolis

08/12/2008 15:30

O voleibol feminino da UFSC, equipe composta por acadêmicas da universidade e membros da comunidade, se sagrou campeão metropolitano de Florianópolis/2008, ao vencer por 3×0 a AABB na final da competição, realizada sábado, dia 29 de novembro.

Foram 8 jogos, 8 vitórias, nenhum set perdido.

O ano foi positivo para o vôlei feminino, que subiu ao pódio nas quatro competições que disputou em 2008: ouro no Campeonato Metropolitano, ouro no Torneio do SESI (tetracampeão), prata na XXI Copa Unisinos (o campeonato universitário do Mercosul) e bronze nos Jogos Universitários Catarinenses (JUCs).

A seleção da UFSC integra um projeto de extensão universitária do professor Ricardo Lucas Pacheco (CDS/UFSC) e está sob o comando do técnico Mario Luiz C. Barroso.

O projeto inclui o voleibol masculino, que conquistou o vice-campeonato no Metropolitano 2008 e também bronze no JUCs.

Contatos: Mario – 9973-7817 e mario@m17.com.br

Grupo aposta na pesquisa e na ciência para prevenir catástrofes naturais

08/12/2008 12:27

Será lançado no dia 17 deste mês em Blumenau o Grupo Técnico Científico (GTC) instituído pelo governo do Estado para trabalhar na avaliação de catástrofes naturais e propor projetos preventivos de pesquisa que visem à redução dos efeitos produzidos por esses desastres em Santa Catarina. Oficializado na manhã desta segunda-feira (08/12) no Palácio do governo, o GTC é um subgrupo do Grupo de Reação criado na semana passada pelo decreto nº 1.940, assinado pelo governador Luiz Henrique da Silveira.

Universidades, secretarias de Estado, instituições e empresas públicas participam do grupo, que vai atuar nas áreas de geotécnica e solos, meteorologia e clima, hidrologia, geoprocessamento, urbanismo, monitoramento e educação ambiental, gestão florestal e tecnologia da informação, procurando estudar e diminuir o impacto de enchentes, inundações, deslizamentos, enxurradas, ciclones, tornados, furacões, ressacas, mudanças climáticas, secas e estiagens.

A coordenação geral do GTC é do professor Antônio Diomário de Queiroz, presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc), cabendo a coordenação técnica a Zenório Piana, também da Fapesc, e a Hugo José Braga, da Epagri/Ciram.

Completam o grupo representantes da Secretaria de Desenvolvimento Social, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), Universidade da Região de Joinville (Univille), Universidade Regional de Blumenau (Furb), Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Pela UFSC, participam os professores Edson Ramos Tomazzoli e Luiz Fernando Scheibe.

De acordo com o coordenador do GTC, Diomário de Queiroz, uma das ações imediatas deverá ser a realização de estudos sismológicos sobre a eventual relação dos deslizamentos com a colocação de dutos de gás natural no Vale do Itajaí. A instalação de um radar meteorológico para a análise mais acurada do clima também está nos planos do grupo. “Nosso trabalho se enquadra numa ação preventiva de avaliação de causas e efeitos, utilizando a inteligência universitária para melhorar a capacidade de antever fenômenos naturais e até mudanças climáticas importantes para o país”, diz ele.

No evento de hoje, o governador Luiz Henrique reforçou a necessidade de contar com as competências nacionais e internacionais para prevenir, na medida do possível, as catástrofes naturais que têm prejudicado o Estado nos últimos anos. Pesquisadores americanos e alemães vêm trabalhando como voluntários em estudos sobre o clima na região sul do Brasil, e organismos como o Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe), o Instituto Aeroespacial Brasileiro e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) estão sendo contatados para ajudar nas pesquisas. “Nossas universidades dispõem de gente competente, grupos de estudos e laboratórios qualificados para fazer um bom trabalho nesta área”, ressalta Diomário de Queiroz.

Mais informações com o presidente da Fapesc e coordenador do GTC, Antônio Diomário de Queiroz, nos fones (48) 3215-1210, 3215-1212 e 9963-2200.

Por Paulo Clóvis Schmitz / Jornalista na Agecom

Última sessão de 2008 do Círculo de Leitura de Florianópolis com Salim Miguel

08/12/2008 12:24

O escritor Salim Miguel foi o convidado da 39ª edição do Círculo de Leitura de Florianópolis, a última de 2008, realizada na Livraria Saraiva do Shopping Iguatemi. Aos 84 anos, falou, claro, de leituras, do que está lendo agora, dos autores que admira e da fantástica convivência com os livros ao longo da vida. Nascido no Líbano, ele chegou ao Brasil aos três anos e, após morar em São Pedro de Alcântara e Antônio Carlos, em Santa Catarina, sua família fixou residência em Biguaçu, onde se estabeleceu com um pequeno comércio.

Desde cedo, Salim lia tudo o que lhe caía nas mãos, dos folhetins de Michael Zevaco a Eça de Queiroz, passando por Arthur Schopenhauer (As dores do mundo) e Machado de Assis. Na venda do pai, conheceu figuras que mais tarde viraram personagens de seus romances, e na livraria de João Mendes, poeta cego de Biguaçu, passava horas lendo em voz alta para manter o livreiro ligado ao mundo da literatura.

Círculo de Leitura: divulgação do livro

Círculo de Leitura: divulgação do livro

De lá para cá, a vida foi uma sucessão de eventos que acabaram por tornar Salim Miguel o decano das letras catarinenses. Ele foi um dos líderes do movimento conhecido como Grupo Sul, que agitou a vida cultural de Florianópolis de 1947 e 1958. Entre 1957 e 1958, ajudou a escrever o argumento e o roteiro do primeiro longa-metragem catarinense, O preço da ilusão. Em 1964, foi preso (“para averiguações”) pelos militares e retido no quartel da Polícia Militar por 48 dias. Libertado, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou na Agência Nacional, nas revistas Fatos e Fotos e Tendências e na adaptação de livros para roteiros de cinema (casos de A cartomante, de Machado, e Fogo morto, de José Lins do Rego), ambos com Eglê Malheiros e Marcos Farias.

Ainda no Rio, Salim editou, ao lado de Eglê, Cícero Sandroni, Fausto Cunha e Laura Sandroni, a revista Ficções, que se tornou referência no jornalismo literário brasileiro. De volta a Santa Catarina, em 1980, ajudou a organizar, para o governo do Estado, o Prêmio Nacional Cruz e Souza, o mais importante do País à época. De 1983 a 1991, dirigiu a Editora da UFSC, e em 1996 assumiu a superintendência da Fundação Franklin Cascaes, onde lutou para criar uma política cultural no município de Florianópolis.

Durante todo esse período, Salim Miguel intercalou uma atividade intensa como animador cultural e escritor. Estreou com Velhice e outros contos, em 1951, e até o próximo livro, o romance Jornada com Rupert, foram mais 23 títulos. Um deles, Nur na escuridão, lançado originalmente pela Topbooks, do Rio de Janeiro, teve a quinta edição revista e lançada há pouco pela Record, com distribuição nacional.

No momento, Salim está lendo Almanaque Machado de Assis, de Luiz Antônio Aguiar, e o Dicionário de Machado de Assis, de Ubiratan Machado, edição da Academia Brasileira de Letras que reúne mais de 2 mil verbetes, quase 500 fotos, alguns episódios inéditos e itens não assinalados na bibliografia do bruxo carioca. Há pouco tempo, ele também leu Os irmãos Karamabloch, de Arnaldo Bloch, sobre a trajetória da família Bloch (Editora Bloch, revista Manchete e TV Manchete).

O Círculo de Leitura é um projeto que permite ao convidado e aos presentes discutirem informalmente sobre os livros que estejam lendo, as leituras do passado e as influências de outros autores sobre o seu trabalho. Escritores e jornalistas como Oldemar Olsen Jr., Fábio Bruggemann, Inês Mafra, Mário Pereira, Maicon Tenfen, Cleber Teixeira, Dennis Radünz, Rubens da Cunha, Renato Tapado, Raimundo Caruso, Nei Duclós, Mário Prata e Zahide Muzart foram alguns dos participantes das etapas anteriores do projeto.

Vestibular UFSC/2009: cobertura pode ser acompanhada na Rádio Ponto UFSC

08/12/2008 07:56

A Rádio Ponto, do Curso de Jornalismo, está presente na cobertura do Vestibular UFSC/2009. Nos três dias de prova, 21 repórteres, alunos do curso, informam sobre as condições de trânsito, movimentação nos locais de prova e dicas para os candidatos em boletins ao vivo de diversos locais, nas cidades de Florianópolis Joinville, e Chapecó.

Logo após o término das provas, nos três dias, o presidente da Comissão Permanente do Vestibular, professor Júlio Szeremeta, dará uma entrevista para a rádio comentando as principais ocorrências.

A rádio pode ser sintonizada na freqüência 106,1 FM, no campus universitário, ou através do link www.radio.ufsc.br. A cobertura tem a supervisão do professor Eduardo Meditsch, do Departamento de Jornalismo.

Vestibular UFSC/2009: segundo dia tem provas de Biologia, Geografia e Matemática

08/12/2008 07:36

Fotos: Jones Bastos e Cláudia Reis/Agecom

Fotos: Jones Bastos e Cláudia Reis/Agecom

A segunda-feira (8/12) marca o segundo dia de provas do Vestibular da UFSC. Serão verificados hoje conhecimentos relativos à Biologia, Geografia e Matemática. A Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) reforça o horário de fechamento dos portões – 14h45min – e a proibição de itens como relógio, boné, óculos escuros e eletrônicos.

Dicas do Cursinho Pré-Vestibular da UFSC

“Acredito nas questões ligadas ao meio ambiente – como fontes de energia alternativas -, a recente mudança do fuso horário nos Estados do Acre e Amazonas (que agora têm diferença de apenas uma hora em relação a Brasília), e o Pará (que passou a utilizar o horário da capital federal) e os conflitos de terra”, ressalta André Peron, professor de Geografia do Cursinho Pré-Vestibular da UFSC.

Ele frisa como essencial a análise de mapas, tabelas e gráficos. “Esses elementos são freqüentemente utilizados pela Geografia, e devem ser bastante aproveitados, pois muitas vezes a resposta da questão está ali”.

Daniel Torres, professor de Matemática, cita estatísticas do vestibular da UFSC: matrizes, determinantes, sistemas, progressão aritmética, progressão geométrica, geometria plana e espacial e trigonometria sempre apareceram no concurso nos últimos 30 anos. E ressalta: “revisar as propriedades de matrizes, determinantes e logaritmos é importante porque acaba facilitando a resolução das questões, poupando tempo do candidato”.

Gabaritos e abstenções

O índice de abstenções é divulgado diariamente pela Coperve. Assim como aconteceu no ano passado, o gabarito de todas as provas será divulgado apenas no dia seguinte à finalização do concurso – portanto, na quarta-feira, dia 10/12, a partir de 9h. As respostas serão disponibilizadas no site www.vestibular2009.ufsc.br.

Mais informações no site www.vestibular2009.ufsc.br e também junto à Comissão Permanente do Vestibular (Coperve), pelo fone (48) 3721-9200 .

Vestibular UFSC/2009: Família, leitura e escrita foram os temas da Redação

07/12/2008 20:28

Os vestibulandos que realizaram a prova de Redação do vestibular da UFSC neste domingo, dia 7, tiveram duas opções de temas. Sobre o tema ´Família` foi possível optar por fazer um texto dissertativo, narrativo ou uma carta.

Três fragmentos subsidiavam os candidatos para desenvolverem o segundo tema da Redação. Os fragmentos falavam sobre a palavra, a leitura e a escrita, sendo que dois deles foram extraídos de livros do Vestibular 2009: “O código das Águas”, de Lindolf Bell, e “ Vôo da Guará Vermelha”, de Maria Valéria Rezende.

Este ano a nota mínima de Redação foi elevada para 4.

Por Alita Diana/Jornalista da Agecom

Vestibular UFSC/2009: abstenção no primeiro dia é de 12,71%

07/12/2008 19:37

Fotos: Jones Bastos / Agecom

Fotos: Jones Bastos / Agecom

O índice de abstenção no primeiro dia do Vestibular UFSC/2009 foi de 12,71%, o que corresponde a 3.927 candidatos que deixaram de fazer as provas. No ano passado o índice final do primeiro dia foi de 11.54% (3.532 candidatos não compareceram). O presidente da Comissão Permanente do Vestibular (Coperve/UFSC), professor Julio Szeremeta, informou que neste início do concurso tudo ocorreu dentro do esperado.

Mesmo nas cidades mais atingidas pelas chuvas, como Itajaí e Blumenau, o índice de não comparecimentos se manteve dentro do padrão. Em Itajaí, o índice foi de 14,61 (no ano passado ficou em 14,54) e em Blumenau foi de 12,56% (em 2008 foi de 9,96%, mas o número de inscritos era maior). A cidade com mais alto índice de abstenção foi Joinville, com 23,02% ― o que repete o que aconteceu no ano passado, quando o percentual foi de 22,09.

Os dados foram repassados pela Coperve no final da tarde desse domingo, sem que ainda o levantamento de ocorrências relacionadas a eletrônicos estivesse contabilizado. Mas o presidente da Comissão Permanente do Vestibular mantém o alerta sobre a proibição do uso de itens como relógio, boné, óculos escuros e eletrônicos (calculadora, telefone celular, MP3, MP4, MP5-player, ipod ou qualquer tipo de aparelho do gênero).

Nesta segunda-feira serão realizadas as provas de Biologia, Geografia e Matemática. Na terça serão aplicadas as provas de Física, História e Química. Os gabaritos serão divulgados somente na quarta-feira, dia 12, a partir de 9h, no site Vestibular UFSC/2008.

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

Vestibular UFSC/2009: provas iniciam em dez cidades catarinenses

07/12/2008 15:57

Fotos: Jones Bastos/Agecom

Fotos: Jones Bastos/Agecom

Iniciaram às 15h deste domingo as provas do Vestibular UFSC/2009. Os candidatos respondem as questões de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, de Língua Estrangeira e Redação. Além disso, devem mostrar conhecimentos na questão discursiva interdisciplinar. Hoje a partir de 20h a Comissão Permanente do Vestibular (Coperve/UFSC) divulga a abstenção do primeiro dia de provas.

O vestibular da UFSC prosseguem até terça-feira. Na segunda será a vez das provas de Biologia, Geografia, Matemática, e de uma nova questão discursiva interdisciplinar. O concurso encerra na terça, com as disciplinas de Física, História e Química, além de nova questão discursiva.

Os gabaritos serão liberados somente na quarta-feira (10/12), pela manhã, no site www.vestibular2009.ufsc.br.

O fotógrafo Jones Bastos, da Agência de Comunicação, acompanhou os momentos finais de chegada dos candidatos aos locais de provas nos campus da UFSC em Florianópolis. Os portões fecham todos os dias às 14h45min. Este ano a UFSC oferece 4.571 vagas em 70 cursos, incluindo as habilitações. Estão inscritos 30.870 candidatos.

Arley Reis / Jornalista da Agecom

UFSC oferece módulo de capacitação sobre técnicas histológicas

07/12/2008 15:04

Estão abertas as inscrições para o módulo de capacitação ´O uso de técnicas histológicas para o preparo de tecidos animais em atividades didáticas e de pesquisa`. O curso será realizado das 8h30min às 12h no período de 15 a 18 de dezembro, resultando em uma carga horária de 14h.

O objetivo deste módulo de capacitação é ensinar técnicas que ajudem na montagem e manutenção de um laboratório de Histologia. Entre os conteúdos programados estão os princípios éticos no uso de animais de laboratório, manuseio dos equipamentos de um Laboratório de Histologia, noções de segurança no trabalho laboratorial e descarte de material tóxico.

O curso é direcionado para servidores docentes e técnico-administrativos da UFSC que ocupem cargos de Técnico de laboratório, Biólogo ou Engenheiro de Aqüicultura, e será ministrado pelas professoras Kieiv Resende Sousa de Moura e Eliane Maria Goldfeder, ambas da UFSC.

As fichas de inscrição podem ser retiradas nas secretarias do Centro Ciências Biológicas (CCB), Centro de Ciências da Saúde (CCS) e do Centro de Ciências Agrárias (CCA).

As inscrições devem ser realizadas até o dia 10 de dezembro, e as vagas são limitadas.

Mais informações pelo telefone (48) 3721-9690.

Por Luíza Fregapani/ Bolsista de Jornalismo na Agecom

UFSC define atividades nos feriados do final e ano e estabelece horário especial de verão

05/12/2008 16:10

O Gabinete do Reitor está divulgando nesta sexta-feira (5/12) os atos administrativos disciplinando os horários de funcionamento da UFSC nos feriados de final de ano, bem como estabelecendo o tradicional horário de verão.

As atividades foram suspensas nos dias 24, 26 e 31 de dezembro; e no dia 2 de janeiro. O Memorando Circular 013/GR/2008, assinado pelo reitor Alvaro Prata, enviado aos dirigentes das unidades, salienta que a medida foi tomada seguindo diversas Portarias do Ministério de Planejamento e Gestão que orienta as atividades no serviço público federal nos feriados e pontos facultativos.

O horário especial de verão entrará em vigor de 22 de dezembro de 2008 a 20 de fevereiro de 2009. Neste período o funcionamento da UFSC será das 13 às 19 horas de segunda a quinta-feira; e das 7 às 13 horas na sexta-feira. A medida foi tomada através da Portaria número 1593/GR/2008, levando em conta a necessidade de racionalizar o consumo de energia elétrica, água e serviços de telefonia, bem como compatibilizar a jornada de trabalho na UFSC com os demais órgãos de serviço público.

Os documentos assinados pelo reitor estão orientando as chefias para que as horas de trabalho sejam compensadas futuramente de acordo com as necessidades de cada setor. Também exclui dos direitos à jornada especial os setores considerados essenciais para o funcionamento da Universidade.

Congresso Brasileiro de Saúde Mental: autor de lei da Reforma Psiquiátrica defende a aplicação integral do texto

05/12/2008 16:01

O professor e político mineiro Paulo Delgado defendeu, na conferência ´Reforma Psiquiátrica no Brasil`, a conclusão de um processo de mudanças no sistema de saúde mental que integre os pacientes à sociedade e acabe com os manicômios. Segundo ele, “com a reforma o paciente ficará solto e o psiquiatra ficará preso ao conhecimento daquele”. A conferência aconteceu na manhã desta quinta-feira, no auditório Garapuvu do Centro de Cultura e Eventos da UFSC, e fez parte da programação do I Congresso Brasileiro de Saúde Mental.

Autor da lei que instituiu a reforma no Brasil, em 2001 – embora o movimento exista desde a década de 70 -, Delgado acredita que muito ainda deve ser feito para a sua total aplicação. “A lei dá condições para o médico conhecer o paciente, mas faltam espaços para isso”, defende. Segundo ele, o usuário do sistema de saúde mental precisa ser visto como qualquer outro paciente, por isso não seria necessário o seu isolamento em manicômios.

“O SUS (Sistema Único de Saúde) seria um dos sistemas de saúde mais eficientes do mundo, se fosse aplicado na íntegra”, afirmou Paulo. O professor reiterou ainda a importância de princípios do SUS, descritos na Lei Orgânica da Saúde de 1990, como a universalidade (a saúde é um direito de todos) e a eqüidade (o acesso à saúde deve ser adequado às disparidades sociais).

“Está acabando a vida livre, está nascendo a vida de farmácia”. Para o político, as pessoas estão perdendo a autonomia e tudo é motivo para internação, mas ele alertou: “Não podemos com o tratamento acalmar a sociedade, é preciso que as pessoas também se cuidem”.

Reforma

O início do movimento da Reforma Psiquiátrica data dos anos 70. Mesmo contemporânea do “movimento sanitário”, que reivindicou mudanças na gestão da saúde no Brasil, ela possui uma história própria e se insere em um contexto internacional de mudanças pela superação de antigas práticas na saúde mental. A reforma ainda está em processo e compreende um conjunto de transformações, como a aprovação de novas leis e a mudança de postura em instituições hospitalares.

Paulo Delgado

Natural da pequena cidade de Lima Duarte, em Minas Gerais, Paulo representou o estado por 20 anos como deputado federal. Aprovou leis como a da Reforma Psiquiátrica – 10.216 de 2001 – e das Cooperativas Sociais – 9.867 de 1999. Ele é ainda um dos responsáveis pela fundação do Partido dos Trabalhadores (PT), em 1980.

Por Júlio Ettore Suriano / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Alunos do Programa de Pós-Graduação em Odontologia são premiados em congresso no Rio de Janeiro

05/12/2008 15:39

Participantes do mestrado em Radiologia Odontológica na UFSC, Saulo Leonardo Sousa Melo e Anne Caroline Costa Oenning, foram premiados, respectivamente, com o 2º lugar nos trabalhos em forma de painel, e com o 3º lugar nos trabalhos de tema livre. No evento, que ocorreu entre 13 e 15 de novembro, a UFSC foi representada por três alunos do mestrado que apresentaram oito trabalhos.

Saulo apresentou o painel Aspecto radiográfico de raios de sol em um caso de lesão reativa. Integrado ao programa desde 2007, ele conta que o painel foi originado por um caso que acompanhou no mês de agosto durante trabalhos em uma clínica particular em Florianópolis. A paciente, que já concluiu o tratamento, apresentava um tumor na boca, situação bastante rara que pode ser detectada precocemente através de uma tomografia de feixe cônico.

Saulo explica que esse tipo de exame é bastante moderno e possibilitado por um equipamento que, embora seja bastante caro, é um grande aliado para o diagnóstico de lesões ósseas. “Uma máquina assim custa em torno de 500 mil reais, mas compensa. Como foi provado nesse caso, podemos detectar enfermidades desse tipo precocemente e proceder com o tratamento adequado”.

Santa Catarina foi um dos primeiros estados brasileiros a receber o tomógrafo, e em Florianópolis apenas duas máquinas fazem esse tipo de exame, em clínicas particulares. Saulo comenta ainda que equipamentos desse tipo devem demorar a chegar ao sistema público de saúde e às universidades, pois além do alto custo, sua função é muito específica, e geralmente as instituições não priorizam esse tipo de investimento.

Anne Caroline Costa Oenning também é aluna do mestrado há um ano, e participou do congresso apresentando um caso clínico de um paciente portador de uma enfermidade rara denominada Hipofosfatemia Vitamina D resistente. O caso foi trazido à UFSC por uma cirurgiã-dentista do interior do Estado e após análise dos exames no Ambulatório de Patologia Bucal do HU, o paciente recebeu tratamento completo nas dependências do Hospital Universitário.

No trabalho de Anne, apresentado em uma conferência denominada Avaliação Radiográfica e Tomográfica de um caso de hipofosfatemia vitamina D resistente, o público se mostrou bastante interessado, por se tratar de uma patologia rara. Anne explica que o tema mais abordado durante sua apresentação foi a importância da atuação do cirurgião dentista na prevenção de doenças e na manutenção da saúde geral do paciente. Seu trabalho também foi premiado com o terceiro lugar na categoria tema livre. “É uma premiação de grande importância para a UFSC por levar o nome da instituição ao maior congresso de Radiologia Odontológica do País. Além disso, dois dos seis prêmios foram entregues a mestrandos da Universidade. Isso fortalece e aumenta a credibilidade do curso diante da comunidade acadêmica nacional e outras instituições de pesquisa.”

Gabriela Bazzo / Bolsista de Jornalismo na Agecom

UFSC entrega título de Professor Emérito a quatro doutores

05/12/2008 15:21

O Conselho Universitário da UFSC concede nesta sexta-feira, dia 5, título de “Professor Emérito” aos doutores Leonor Scliar Cabral, Paulo Henrique Blasi, Berend Snoeijer e Nelson Back. A cerimônia será realizada no Auditório Guarapuvu, no Centro de Cultura e Eventos, às 20 horas. A cerimônia poderá ser acompanhada pela internet no site http://www.eventos.ufsc.br/vivo.htm.

Leonor Scliar Cabral pautou sua produção científica no estudo da lingüística, campo onde seu nome é uma referência internacional. Em sua trajetória profissional foi eleita por dois mandatos presidente da Internacional Society of Applied Psycholinguistics, instituição onde atualmente é Presidente de Honra. Também presidiu a União Brasileira de Escritores em Santa Catarina e da Associação Brasileira de Lingüística – Abralin. Possuí dezenas de livros publicados no Brasil e no exterior.

Paulo Henrique Blasi é uma referência na área de Direito Administrativo. Coordenou por vários anos o curso de Direito da UFSC, onde conquistou o reconhecimento dos acadêmicos por sua maneira marcante de conduzir os estudos e disseminar as idéias. Foi Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil da Seção de Santa Catarina, conselheiro estadual e federal da ordem e fundador do Instituto Catarinense de Direito Administrativo.. Distinguiu-se ainda como advogado e conferencista. Recebeu do município de Florianópolis o titulo de cidadão honorário.

Berend Snoeijer imprime sua competência na área da Engenharia Mecânica, atuando no âmbito de Engenharia de Materiais e metalurgia com ênfase em Instalações e Equipamentos Metalúrgicos. Possui doutorado em Maschinenbau pela Technische Universität Hannover (1973). No exercício do magistério na UFSC merece destaque, entre outras realizações, a atuação como fomentador de uma experiência bem sucedida de implantação e operacionalização do Curso Cooperativo de Engenharia de Materiais.

O engenheiro e professor Nelson Back é destaque na área de modelagem de produtos, através de estudos e pesquisas na área de Engenharia Mecânica, com ênfase na Metodologia de Projeto. Professor permanente da UFSC, atua no Núcleo de Desenvolvimento Integrado de Produtos – NeDIPM e também nas áreas de gerenciamento de projeto de desenvolvimento de produto, gestão de conhecimento e projeto de máquinas agrícolas. Acumula distinções ao longo da carreira, como a medalha.

Por Mara Cloraci/jornalista na Agecom