Hospital Universitário comemora dez anos de residência na área de cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial

12/07/2007 16:39

A correção da fenda lábio-palatino é um dos mais complexos e longos procedimentos atendidos pela Residência em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial do Hospital Universitário da UFSC. A equipe atende também pacientes que necessitam de implantes dentários, reconstruções ósseas e da gengiva, correção de fraturas de ossos da face. A atuação do HU nesse campo é referência em Santa Catarina e neste sábado comemora dez anos. Para marcar a data, será realizada uma cerimônia a partir das 14h, no auditório do Hospital Universitário. No encontro, o professor José Nazareno Gil, idealizador da residência, vai falar sobre os 10 anos como coordenador, e o professor Paulo José Medeiros, do Rio de Janeiro, ministrará uma palestra sobre cirurgia ortognática (correção de deformidades dentofaciais).

O professor José Nazareno Gil conta que antes da criação do curso já havia a iniciativa de disponibilizar os tratamentos no Hospital Universitário. Durante seis anos, antes da definição da residência, Nazareno fazia cirurgias de casos que, eventualmente, apareciam no HU. Os hospitais Celso Ramos, Florianópolis e Caridade eram os principais na área nessa época.

O tratamento bucomaxilofacial foi se popularizando com a criação da especialização e o trabalho no HU evoluiu junto com os atendimentos feitos através do Sistema Único de Saúde. Hoje, o hospital é referência neste tipo de tratamento. A equipe que atua no HU atende também no Hospital Celso Ramos e no Centro de Especialidades Odontológicas da UFSC, sendo composta por três residentes e os professores Nazareno e Humberto Cherem.

A residência

O cirurgião bucomaxilofacial é um odontólogo que realiza técnicas cirúrgicas na face. Após a residência, o especialista está pronto para tratamentos diversos, como remoção de dentes sisos, tratamento de infecções e lesões patológicas na cavidade oral, implantes dentários, enxertos ósseos para posterior colocação de implantes. Atua também em cirurgias de reestruturação o esqueleto facial, corrigindo as deformidades e posicionando os ossos harmoniosamente em relação à base do crânio.

No HU, a cada ano é selecionado, entre 20 a 30 candidatos, um residente que em três anos ganha o título de especialista bucomaxilofacial. A residência dura três anos e o trabalho dos estudantes é integral – todos os dias eles estão de sobreaviso.

Atendimento

O atendimento funciona com consultas marcadas pelo SUS, para pacientes de todo o Estado e casos de emergências. Os residentes Felipe Eduardo Baires e Jonathas Claus explicam que todas as terças-feiras são recebidos cerca de 30 pacientes no Hospital Universitário, divididos em primeira consulta, retornos e ainda vagas para emergências. Felipe diz que são feitas cerca de 40 cirurgias por mês. Embora cada residente tenha sua agenda, os casos são compartilhados e muitos pacientes são encaminhados para o restante da equipe.

Entre os procedimentos mais comuns estão os de dentes inclusos. As cirurgias nos ossos da face são as técnicas mais complexas da área. O tratamento de correção de fenda lábio-palatino é um dos procedimentos mais longos e requer uma parceria com outras especialidades, como psicólogos, nutricionistas e cirurgiões plásticos.

Tratamento prolongado

A fenda lábio-palatino é uma anomalia genética, que ocorre durante a formação e desenvolvimento do feto, resultando em uma comunicação buco-nasal. Nazareno e o residente Jonathas explicam que a fenda é traumática, pois desde criança a pessoa sofre com a voz anasalada e com a má formação de dentes e do lábio. Fora a parte estética, a anomalia provoca problemas nutricionais, por causa da comunicação buco-nasal e problemas na engrenagem dos dentes (mordida e movimentação). Na UFSC existe um núcleo de atendimento para pacientes com a deformidade.

O processo de correção é longo, começa aos três meses de vida, com uma correção no lábio. Depois, com um ano e meio a criança se submete a uma cirurgia que corrige o céu da boca e, aos sete anos, há o tratamento ósseo, com preenchimentos e enxertos. Após os dentes formados, há o tratamento ortodôntico.

Ensino, pesquisa e extensão

O professor José Nazareno Gil reforça a parceria da equipe de cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial com os alunos da graduação em Odontologia. No currículo do curso estão as disciplinas Traumatologia Bucomaxifacial e Clínica Integrada, onde os alunos trabalham e compartilham experiências e procedimentos com a equipe.

A pesquisa é constante na residência. O coordenador explica que os casos atendidos pelos residentes no Hospital Universitário e nos outros locais resultam em trabalhos científicos sobre as deformidades estudadas. A equipe tem um vasto banco de dados, com registros de todos os pacientes, cada consulta e cirurgia, com fotografias e radiografias. O material é necessário também para acompanhamento e controle de pacientes que sofrem tratamentos longos.

Os dados sobre cistos intra-ósseos (tumores bucais, dentro dos ossos, que podem ser benignos ou malignos), por exemplo, foram organizados em um livro publicado pela Editora Santos – especializada em livros de Odontologia, Medicina e áreas afins, como fonoaudiologia, enfermagem, fisioterapia. O residente Jonathas Claus é co-autor da publicação de José Nazareno Gil e Adércio Miguel Domingues.

Outras informações no telefone 8408 7827, com Felipe Eduardo, ou 8414 1828, com Jonathas Claus.

Por Fernanda Rebelo / Bolsista de Jornalismo na Agecom

CDS divulga modalidades esportivas para o segundo semestre de 2007

12/07/2007 12:20

Natação, pólo aquático, judô, capoeira, yoga, forró, musculação. A lista de atividades oferecidas pelo Centro de Desportos (CDS) da UFSC para o segundo semestre de 2007 é extensa. São cerca de 20 modalidades diferentes para adultos e cinco para crianças, totalizando mais de 2 mil vagas. A lista completa está disponível em www.cds.ufsc.br (no link Extensão) e no mural da Coordenadoria de Extensão do CDS, localizado na sala 50, entre os ginásios 1 e 2.

Cada pessoa tem direito a apenas uma inscrição, exceto para aquafitness e natação, em que será possível fazer aulas extras nas sextas-feiras. As inscrições ocorrem através de senhas numeradas, fornecidas pela Coordenadoria de Extensão, nos dias 17 e 19 de julho, das 7h45min às 11h15min, e das 13h45min às 17h15min. No dia 17, serão distribuídas senhas somente para as atividades aquáticas – natação, hidroginástica, aquafitness e pólo aquático – e, no dia 19, para as demais modalidades.

Cada senha, distribuída aleatoriamente, conterá também dia e horário para a realização da matrícula. As matrículas para as atividades aquáticas ocorrem nos dias 6, 7 e 8 de agosto, a partir das 8 h. Para as demais atividades, as matrículas acontecem nos dias 13 e 14 de agosto, a partir do mesmo horário. É necessário possuir o código da modalidade escolhida, disponível na lista das atividades.

A taxa de pagamento varia de R$ 50 a R$ 287, conforme a modalidade escolhida. O período de realização das atividades é de 20 de agosto a 7 de dezembro.

Mais informações pelo telefone 3721-9925 ou 3721-8527.

Por Ana Carolina Dall’Agnol/Bolsista de Jornalismo na Agecom

UFSC define cotas para estudantes negros e carentes

10/07/2007 15:11

O Conselho Universitário da UFSC decidiu, em reunião realizada terça-feira, dia 10, reservar 20% das vagas, já a partir do próximo vestibular, para estudantes oriundos de escolas públicas e 10% para negros, também formados no ensino público – fundamental e médio.

Caso o percentual de negros não atinja esse patamar, as vagas restantes serão destinadas a jovens vindos de outros tipos de estabelecimentos de ensino. Ao mesmo tempo, o Conselho garantiu cinco vagas para indígenas, com o aumento de uma nova vaga a cada ano letivo. A decisão vigora pelos próximos quatro anos, após o que poderá sofrer os ajustes que a administração da instituição e os demais membros do Conselho considerarem necessários.

“Destaco a maneira madura e serena com que a questão foi conduzida por todos os envolvidos”, disse o reitor da UFSC, Lúcio José Botelho, ao final do encontro, que teve a participação de representantes do movimento negro, de comunidades indígenas, de estudantes e da comunidade. Ele afirmou que houve discordâncias em alguns pontos, mas ressaltou a unanimidade em relação aos itens principais, que são as cotas para negros e estudantes carentes. Ao sair da sala do encontro, o reitor e os membros do Conselho foram aplaudidos pelos estudantes que aguardavam a decisão no andar térreo da reitoria da UFSC.

Integrante do Conselho, o estudante André Costa, acadêmico do curso de Administração da universidade, disse que os alunos pleiteavam uma cota de 50% para jovens originários de escolas públicas, mas considerou positiva a decisão tomada. Mesmo com um projeto de lei sobre o tema tramitando na Câmara dos Deputados, ele afirmou que a decisão da UFSC é definitiva, uma vez que as universidades têm autonomia para deliberar sobre o assunto. Entre as 57 instituições públicas de ensino superior no País, a UFSC é a 17ª a adotar o sistema de cotas, de acordo com notícias divulgadas pela imprensa nacional.

O professor Marcelo Henrique Romano Tragtenberg, membro do Conselho de Ações Afirmativas e do Conselho Universitário, que também participou do encontro, disse que no vestibular os candidatos beneficiados pelas cotas vão se submeter aos mesmos critérios de avaliação dos demais postulantes, como não zerar em nenhuma prova e nas questões dissertativas. Professor do Departamento de Química, ele afirmou que, além das cotas, cada curso decide se cria novas vagas ou um turno no período da noite. “Cada curso precisa se pensar”, destacou ele.

Tragtenberg também acha positivo o projeto em tramitação no Congresso, pela discussão que provoca, na universidade pública, sobre a diversidade sócio-econômica e étnico-racial. No entanto, alguns pontos deveriam ser melhorados, pois a exigência do ensino médio público apenas é insuficiente para determinar um recorte de baixa renda. Para o professor, seria mais recomendável exigir ensino fundamental e médio público. Ao fazer um balanço da reunião de terça-feira, ele afirmou que “é muito bom pensar com várias cabeças”.

Mais informações sobre o assunto podem ser obtidas com a COPERVE – Comissão Permanente de Vestibular (48) 3721- 9954

Por Paulo Clovis / Agecom

Lançamento do livro “Unidades de Conservação: Gestão e Conflitos” acontece nesta sexta-feira

10/07/2007 14:43

Na semana em que novos desdobramentos da operação “Moeda Verde” são apresentados à população, a publicação de um trabalho do Grupo de Pesquisa em Gestão do Espaço (GrupoGE), do Departamento de Engenharia Civil da UFSC, traz a oportunidade de aprofundar o debate. O lançamento do livro “Unidades de Conservação: Gestão e Conflitos”, organizado pelas pesquisadoras Dora Orth e Emiliana Debetir, acontecerá na sexta-feira, 13 de julho, às 19h, na ante-sala do hall da reitoria.

Em seis capítulos, dez pesquisadores de diferentes regiões e especialidades dividem as suas experiências na área de gestão ambiental. “Eles têm formações multidisciplinares e atuações interdisciplinares, em coerência com a natureza multifacetada do tema unidades de conservação”, explica Orth na apresentação do livro. “O objetivo é oportunizar uma alternativa de repasse desses conhecimentos à sociedade, para que se possam aplicá-los na gestão de seu território”, resume.

O GrupoGE começou a estudar os espaços de preservação ambiental em 2000, mas foi durante os anos de 2004 e 2005 que esse passou a ser o principal tema tratado pelo grupo. A base de atuação foi a pesquisa “Metodologia de delimitação de unidades de conservação da Ilha de Santa Catarina: uma contribuição à gestão ambiental”. Financiada pela Celesc, em parceria com a UFSC, a pesquisa permitiu que o grupo entrasse em contato com o universo de pesquisadores atuantes no país, assim como com as principais publicações existentes, permitindo que o grupo reunisse as condições necessárias à organização e publicação do livro.

“Unidades de Conservação: Gestão e Conflitos” é a primeira publicação da Coleção GrupoGE, que pretende divulgar os principais resultados das pesquisas executadas pelo grupo. A coleção contará com publicações em diferentes formatos e abordará temas como áreas naturais protegidas, áreas de risco e geotecnologias.

Mais informações:

Emiliana Debetir – 48 3721-7765 ou 48 9622-0223

Por Daniel Ludwich / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Departamento de Estágio convoca alunos para preenchimento de relatório

10/07/2007 14:29

O Departamento de Estágios, vinculado à Pró-Reitoria de Ensino de Graduação, solicita aos alunos de ensino médio e de graduação da UFSC, que concluíram ou ainda estão realizando estágio não-obrigatório no semestre de 2007.1, que elaborem o Relatório de Estágio Não-Obrigatório (Raeno). A entrega condicionará a renovação do estágio não-obrigatório para os próximos semestres.

O formulário do Raeno está disponível no site www.reitoria.ufsc.br/estagio/formularios.html. O documento deve ser preenchido, assinado e entregue ao Coordenador de Estágio do Curso até final do semestre letivo de 2007/1, dia 23 de julho (prazo máximo).

Os relatórios são destinados a apreciações internas por parte do curso. Ficarão também disponíveis às auditorias internas e externas do Ministério Público do Trabalho (MPT/SC), em atendimento ao Ofício/MPT/PRT/SC/CODIN nº 3.149/2005.

Mais informações: 3721-9296 e e-mail: estagiopreg@reitoria.ufsc.br

Audiência pública em Joinville discute a interiorização da UFSC

10/07/2007 14:10

Foi realizada 9/7, na Câmara de Vereadores de Joinville, audiência pública para discutir a possibilidade de implantar campus da UFSC na cidade.

Estiveram presentes o reitor Lúcio José Botelho, o pró-reitor de Ensino e Graduação, Marcos Laffin, a senadora Ideli Salvatti e o deputado federal Carlito Merss, além de diversas lideranças políticas da cidade e integrantes da comunidade.

O campus da região norte de Santa Catarina irá abrigar, a princípio, um centro tecnológico, e as cidades interessadas em sediá-lo são Araquari, Guaramirim, São Francisco do Sul e Joinville. Até o fim de julho o local será definido, e os itens que serão levados em consideração para a escolha da cidade estão baseados na rápida disponibilidade do terreno – que também deve ser bem localizado, a fim de atender da melhor forma toda a região norte -, ser um pólo cultural e ter autonomia de transformar o campus em universidade independente até 2015, de acordo com o reitor.

“Esperamos oferecer vestibular para o campus da região norte até o ano de 2010. Não estamos, no entanto, fazendo um leilão. Precisamos avaliar o que é melhor para a região e o estado, pensando na educação a longo prazo, de forma sustentável para o norte de Santa Catarina”, defendeu Lúcio Botelho.

Até 2005 a UFSC tinha Florianópolis como única sede. O processo de expansão incluiu a criação de 45 pólos em Santa Catarina, Maranhão e Roraima, atendendo um total de 5787 alunos a distância através dos cursos de Matemática, Química, Administração, Inglês e Libras. Além da região norte, estão previstos campi para a região sul, meio oeste e meso-região do oeste, a fim de cobrir todo o Estado até 2010 com o ensino superior.

Foto: Presidente da Associação Comercial e Industrial de Joinville, Moacir Tomazi, deputado federal Carlito Merss, senadora Ideli Salvatti, reitor Lúcio Botelho e o vereador de Joinville, Marquinhos Fernandes durante a coletiva de imprensa que antecedeu a audiência.

Por Cláudia Schaun Reis/ Jornalista na Agecom

Projeto 12:30 traz “Molho Madêra” nesta quarta-feira, dia 11/07

10/07/2007 13:37

Repertório inclui clássicos e composições próprias

Repertório inclui clássicos e composições próprias

O grupo “Molho Madêra” promete reavivar clássicos do samba e do chorinho nesta quarta-feira, dia 11/07, às 12h30, na Concha Acústica da UFSC. Referência nestes gêneros da música popular aqui na ilha de Florianópolis, o Molho Madêra almeja contagiar o público com uma formação bem adaptada ao tipo de som que executam: violão de sete cordas, cavaquinho e quatro percussionistas. O repertório incluí grandes compositores nacionais como Pixinguinha, Cartola, Jacob do Bandolim e Adoniram Barbosa, além de composições próprias.

Os músicos

Álvaro Fausane, cavaquinista, cantor e compositor, é um dos fundadores do Grupo Molho Madêra, atuando também no “Grupo Flôr de Bambú” – que se apresentou no Projeto 12:30 Acústico na última quinta-feira, – como violonista e cantor. Autodidata no cavaquinho, teve como base estudos realizados no violão e guitarra com o professor Jairo Eduardo e hoje é freqüentador e motivador de rodas de samba e choro em Florianópolis

O violão de sete cordas fica por conta de Luiz Henrique Guedes, que se dedica ao instrumento desde os 15 anos. Nos últimos anos vem estudando a linguagem do choro e do samba, o que motivou seu estudo desta variante do instrumento com os violonistas Roberto Rezende e Wagner Segura.

Tendo passado por diversos instrumentos, como violão, saxofone, contra-baixo e bateria, Eduardo Moore se encarrega da percussão no Molho Madêra. Atualmente reside em Itajaí-SC, onde coordena o Grupo Cultural Jaé, desenvolvendo um trabalho de pesquisa de percussão. É estudante do Conservatório de Música e professor de percussão do SESC/Itajaí.

Percussionista e cantor, Erik Dijkstra tem uma formação musical dentro da cultura popular, passando pelo maracatu, o choro e o samba. Teve como professores grandes músicos como Jorginho do pandeiro, Robertinho Silva e diversos mestres de tradições populares brasileiras. É o atual coordenador da Associação Cultural Arrasta Ilha e desenvolve trabalhos como arte-educador em projetos sociais em comunidades na grande Florianópolis.

Sobre o projeto

O Projeto 12:30 é realizado pelo DAC – Departamento Artístico Cultural, vinculado à Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da UFSC e apresenta semanalmente, às quartas-feiras, ao ar livre na Concha Acústica, e às quintas-feiras, no Projeto 12:30 Acústico, no Teatro da UFSC ou no auditório do Centro de Convivência, atrações de cunho cultural, grupos de música, dança e teatro.

Grupos ou artistas interessados em participar do Projeto devem entrar em contato com o DAC através dos telefones (48) 3721-9348 / 3721-9447 ou por e-mail, enviando mensagem para projeto1230@dac.ufsc.br

Serviço:

O QUE: Show com o grupo “Molho Madêra”

ONDE: Projeto 12:30, na Concha Acústica

QUANDO: Dia 11 de julho de 2007, quarta-feira, às 12h30

QUANTO: Gratuito e aberto ao público.

PROGRAMA: Samba, Choro

CONTATO: Luiz Guedes 84131118 luizhguedes@yahoo.com.br

CONTATO: projeto1230@dac.ufsc.br – www.dac.ufsc.br

Fonte: Manfred Matos – aluno bolsista de Extensão – com informações do grupo – Assessoria de Imprensa do Projeto 12:30 – DAC – Departamento Artístico Cultural da UFSC – (48) 3721-9348 / 3721-9447 www.dac.ufsc.br

Bolsas para estudantes de graduação nos cursos extracurriculares de língua estrangeira

09/07/2007 18:17

As inscrições para as bolsas nos cursos extracurriculares de língua estrangeira serão entre os dias 9 e 31 de julho. Para se inscrever é necessário apresentar cadastro socieconômico aprovado na Coordenadoria de Serviço Social (COSS), requerimento (solicitação) e comprovante de matrícula e histórico atualizados. O cadastro socioeconômico deve ser retirado até o dia 25 de julho, das 8h às 11h30 e das 14h às 17h, na Coordenadoria de Serviço Social(COSS)/Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae), no térreo do Prédio da Reitoria. A devolução do cadastro e da documentação comprobatória deve ser feita até dia 26 de julho. Caso o estudante tenha o cadastro aprovado poderá fazer a inscrição até 31 de julho.

A matrícula para cursos extracurriculares será dia 9 de agosto para Alemão, Espanhol, Francês, Italiano e Chinês é dia 13 para Inglês para novos alunos. Para quem já cursava as aulas, a matrícula será dia 6 de agosto para Inglês e dia 7 para Alemão, Espanhol, Francês, Italiano e Chinês. Os testes de nivelamento serão dias 8, para Alemão, Espanhol, Francês, Italiano e Chinês, e dia 10 para Inglês. Para os interessados em Português para Estrangeiros, as inscrições serão dias 6 e oito de agosto, e o teste de nivelamento é dia 9. Dia 14 serão as inscrições para as vagas remanescentes.

A Fapeu/Prae oferecem bolsas para cursos extracurriculares nas línguas: Alemão, Inglês, Espanhol, Francês, Italiano, Português para estrangeiros, Árabe e Chinês. Cada curso tem carga horária de 60 horas/aula em 30 encontros de 1 hora e meia e são, na sua maioria, ministrados nos períodos da tarde e da noite. As turmas são de até 18 alunos. Os horários de cada turma são definidos no começo de cada semestre. Para alunos da UFSC, o custo do semestre é de R$ 250.

A inscrição para o teste de nivelamento pode ser feita através do site www.cce.ufsc.br/extra

Mais informações pelo telefone 3721-9341 com a Coordenadoria de Serviço Social/Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis.

Informações sobre os cursos no telefone 3721-9288, no Departamento de Línguas Estrangeiras.

Por Jéssica Lipinski/Bolsista de Jornalismo da Agecom

Oficina promove debate sobre assessoria jurídica popular

09/07/2007 17:58

A assessoria jurídica popular, um método que propõe uma nova abordagem sobre o acesso da população à justiça, será o tema de uma das oficinas do 1º Encontro Catarinense de Estudantes de Direito (ECED). A oficina ocorre nesta quinta-feira, 12 de julho, das 9h às 12h, no auditório do CCJ. A entrada é gratuita.

Além de oficinas, a programação do 1º ECED inclui painéis, grupos de trabalhos e eventos de integração. O encontro acontece de 10 a 13 de julho, no Campus da UFSC, e tem como tema “O Direito em Tempos de Neoliberalismo: humanidade ou mercadoria?”. O Centro Acadêmico XI de Fevereiro (Caxif), do curso de Direito da UFSC, é o responsável pela organização do evento.

Oficina jurídica popular

A oficina tem como objetivo divulgar a assessoria jurídica popular enquanto um serviço legal inovador, diferente dos métodos tradicionais de assistência judiciária ou dos escritórios modelo. O modelo é inspirado na obra do educador Paulo Freire e surge com a preocupação de superar a forma assistencialista de atendimento ao público. O objetivo desta proposta é criar condições para que as pessoas lutem pelos seus direitos, desmistificando o conhecimento jurídico. Dessa forma, o Direito serve de instrumento de emancipação popular.

A atividade é promovida pelo Núcleo de Estudos e Práticas Emancipatórias (NEPE) da UFSC. Os ministrantes serão os membros do núcleo, formado por estudantes da graduação e da pós-graduação da UFSC. O NEPE é um programa interdisciplinar de extensão em cidadania, direitos humanos e acesso à justiça. Através da realização de atividades práticas, os participantes da oficina poderão entender como se desenvolvem projetos de extensão universitária em direitos humanos e debater acerca de seus métodos e finalidades.

Para mais informações sobre a oficina “Assessoria Jurídica Popular”, mande e-mail para nepe_ufsc@yahoo.com.br.

Para saber mais sobre o ECED, acesse : www.caxif.ufsc.br/eced

Por Ana Carolina Dall’Agnol/Bolsista de Jornalismo na Agecom

Editora da UFSC relança livro sobre identidade homossexual

09/07/2007 16:33

Quase vinte anos depois da primeira edição, o livro Identidade homossexual e normas sociais (histórias de vida), de Teresa Adada Sell, continua com uma atualidade que estimula o debate e a reflexão sobre o tema. Com relançamento previsto para o próximo dia 12 de julho, às 20h, na Pizzaria Michelangelo, rua Hermann Blumenau, no Centro de Florianópolis, a segunda edição da obra, segundo a professora Sylvia Leser de Mello, não deixa de incomodar.

“Se nesse intervalo ocorreram muitas mudanças, sobretudo políticas, que ampliaram o espaço público para as minorias, reconheceram direitos e tentam assegurá-los, o acolhimento social ainda não é tranqüilo. São freqüentes os episódios violentos envolvendo negros, índios, homossexuais, moradores de rua e outros concidadãos, vulneráveis e indefesos”.

Quando Teresa Sell realizou este trabalho, ainda não havia a questão do HIV e de tudo o que ele representou de construções imaginárias que tinham o homossexual como fonte e origem do mal. “Tempos difíceis, em que a discriminação se torna ativa, alicerçada no corpo homossexual e na ciência médica. Tempos dolorosos, de desconsolo e de perdas durante uma luta que não era só deles, como sabemos, e que não terminou para ninguém”.

Maltratados e perseguidos pelos regimes totalitários, mas não menos maltratados pelas sociedades que se querem democráticas, os

homossexuais são reduzidos a caricaturas e estereótipos, marcados a ferro pelo estigma. Teresa Sell lembra que piadinhas sobre “viados”, “bichas” e outros quetais são contadas entre grupos de amigos para deleite de todos, menos dos homossexuais presentes. A TV, em geral, continua mostrando estereotipias de comportamento homossexual em benefício do riso fácil de quem não se acredita homo e, se sabe que é, vai fazer questão de ocultar, para sobreviver neste mundo que precisa rir do Outro para afirmar seu próprio Eu!

“Pudemos assinalar um crescimento maior da cidade, com suas atrações e problemas. Percebemos que em termos de cultura e ensino a cidade avançou. O convívio com pessoas de todas as partes do Brasil e do mundo poderia proporcionar comportamentos, no mínimo, mais tolerantes. Mas as restrições continuam e os constrangimentos também”, assinala.

“Se, por exemplo, meninos do ensino médio demonstram claramente desrespeito a um professor por este ser homossexual, há muitas coisas inalteradas sob este céu ilhéu! A educação não conseguiu extirpar preconceitos, e as formas de relacionamento continuam a penalizar as pessoas se conhecidas como homossexuais”, lamenta Sell.

Identidade homossexual e normas sociais (histórias de vida)

Teresa Sell

Editora da UFSC – Série Geral

255 p. R$ 29,00

Informações com Teresa Sell pelos fones: 3249-7002 ou 9916-4529, e-mail: tas@mbox1.ufsc.br

Atividades oferecidas à comunidade pelo Centro de Desportos da UFSC serão divulgadas nesta terça-feira

09/07/2007 14:55

Nesta terça-feira, 10 de julho, serão divulgadas as instruções para matrícula nas atividades esportivas oferecidas pelo Centro de Desportos (CDS) da UFSC no segundo semestre de 2007. As modalidades das atividades também serão especificadas. Essas informações poderão ser encontradas no site www.cds.ufsc.br (no link Extensão) e no mural da Coordenadoria de Extensão do CDS, localizado na sala 50, entre os ginásios 1 e 2.

As inscrições ocorrem através de senhas numeradas, fornecidas pela Coordenadoria de Extensão, nos dia 17 e 19 de julho, das 7h45min às 11h15min, e das 13h45min às 17h15min. No dia 17, serão distribuídas senhas somente para as atividades aquáticas – natação, hidroginástica, aquafitness e pólo aquático – e, no dia 19, para as demais modalidades.

Cada senha, distribuída aleatoriamente, conterá também dia e horário para a realização da matrícula. Este novo procedimento foi adotado para evitar a formação de filas antes do horário de atendimento.

As matrículas para as atividades aquáticas ocorrem nos dias 6, 7 e 8 de agosto, a partir das 8 h. Para as demais atividades, as matrículas acontecem nos dias 13 e 14 de agosto, a partir do mesmo horário.

O período de realização das atividades é de 20 de agosto a 7 de dezembro.

Mais informações pelo telefone 3721-9925 ou 3721-8527.

Por Ana Carolina Dall`Agnol / bolsista de jornalismo da Agecom

Economia Política dos Sistemas-Mundo é tema de encontro na UFSC

09/07/2007 09:50

O Departamento de Ciências Econômicas da UFSC realiza nesta segunda e terça (9 e 10/7), no Centro Sócio-Econômico, o 1º Colóquio Brasileiro em Economia Política dos Sistemas-Mundo. O evento é aberto e gratuito.

O colóquio é promovido pelo Grupo de Pesquisa em Economia Política dos Sistemas-Mundo (Gpepsm). O coordenador do evento, Pedro Vieira, destaca que o grupo busca abrir um novo campo de pesquisa. “Para entender o mundo globalizado devemos partir da existência de um único sistema social – o Sistema-Mundo”, explica o professor.

O tema estudado pelo grupo foi formalizado com a publicação do 1º volume de O Sistema Mundial Moderno, livro do sociólogo norte-americano Immanuel Wallerstein.

O colóquio prioriza pesquisas relevantes para a América Latina. Vieira esclarece que é importante “o estudo de uma região como parte do mundial, pois ela está conectada com outras regiões, através dos fluxos comerciais”.

Como tema central do evento está o projeto de pesquisa do grupo `Passado, Presente e Perspectiva do Estado Latino-Americano: do neoliberalismo aos novos governos desenvolvimentistas`. A proposta será abordada em diferentes ângulos pelos pesquisadores.

As pesquisas acadêmicas da área são produzidas apenas pelos integrantes do Grupo de Pesquisa em Economia Política dos Sistemas-Mundos, pois ainda não existem muitos pesquisadores envolvidos com os estudos sobre Sistemas-Mundo. Algumas disciplinas baseadas nessa nova linha de pesquisa são ministradas para os cursos de graduação e pós-graduação em Economia da UFSC.

A programação completa do evento estará disponível no site www.gpepsm.ufsc.br, a partir do dia 22 de junho.

Outras informações sobre o colóquio no telefone 3721 6627, com o professor Pedro Vieira – coordenador do evento ou em www.gpepsm.ufsc.br

Por Fernanda Rebelo / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Abertas inscrições para o Pré-Vestibular Popular da UFSC

09/07/2007 09:05

Estão abertas a partir dessa segunda-feira, 9/7, as inscrições para o Cursinho Pré-Vestibular Popular da UFSC. Os interessados devem se dirigir ao 3º pavimento do Centro de Cultura e Eventos até sexta-feira, 13/7. Para o segundo semestre deste ano serão oferecidas 240 vagas, 80 a mais do que no primeiro semestre.

Podem se inscrever alunos que tenham concluído o ensino médio em escola pública ou particular com bolsa integral, que comprovem a impossibilidade de pagamento de um cursinho particular e que não possuam nível superior.

Todos os documentos e formulários necessários para a inscrição devem ser retirados de 9 a 13 de julho, das 9h às 18h, também no 3º pavimento do Centro de Cultura e Eventos da UFSC. A lista de documentos necessários e o edital do processo seletivo podem ser acessados no site do Cursinho: www.cursinho.ufsc.br

A proposta do pré-vestibular da Universidade Federal de Santa Catarina é de criar oportunidades para estudantes carentes ingressarem no ensino superior. Através do Programa Inclusão para a Vida, as pró-reitorias de Ensino de Graduação (PREG), de Apoio aos Estudantes (PRAE) e de Recursos Humanos (PRDHS), disponibilizam vagas para o cursinho, que está em funcionamento desde 2003.

O Projeto de Inclusão da UFSC não termina com estas aulas. A universidade possui um trabalho de acompanhamento desses alunos até o final de sua vida acadêmica, dando suporte e incentivando a permanência na universidade. “Esse é um projeto de inclusão social muito importante que estamos desenvolvendo na universidade, uma vez que muitos desses alunos não teriam condições econômicas para pagar um cursinho pré-vestibular para concorrer em condições de igualdade com os demais candidatos”, avalia o Pró-Reitor de Ensino de Graduação, professor Marcos Laffin.

Segundo o pró-reitor, o número crescente de alunos do cursinho popular da UFSC aprovados nos últimos três anos pressupõe melhorias constantes nos processos pedagógicos e administrativos do Programa de Inclusão da universidade. “É interessante destacar que o Cursinho Pré-Vestibular da UFSC é uma ação concreta de possibilidades para se freqüentar universidades públicas, gratuitas e de qualidade,” completa.

A lista dos candidatos selecionados será divulgada no site do Curso Pré-Vestibular Popular da UFSC (www.cursinho.ufsc.br) e afixada no mural do Hall da Reitoria da UFSC no dia 31 de julho.

A matrícula dos aprovados será realizada nos dias 1 e 2 de agosto das 9h ao meio-dia, e das 14h às 19h, no Prédio da Reitoria no 2º andar, sala 8, Pré-Vestibular Popular da UFSC.

As aulas iniciam no dia 6 de agosto e serão ministradas de segunda à sexta-feira, das 18h30min às 22h, no Campus Universitário da UFSC.

Mais informações: 3721-8319

Serviço:

Lista de documentos necessários para o processo seletivo:

– Comprovante que estudou em Escola da Rede Pública de Ensino (Diploma, Histórico Escolar ou Declaração da Escola que concluiu o Ensino Médio);

– Carteira de identidade;

– Certidão de nascimento dos dependentes se houver;

– Comprovante de Residência (água, luz, telefone);

– Comprovante de aluguel ou de financiamento da casa própria;

– Comprovante da situação de saúde na família (receituário médico de alto custo e uso contínuo);

– Comprovante de renda atual do candidato e das pessoas que contribuem para a renda familiar, tais como: contracheque do mês de maio e/ou junho/07 ou da carteira profissional (páginas de rosto e do contrato constando o valor da remuneração);

– Em caso de trabalho autônomo: declaração de rendimento assinada pela pessoa para a qual presta serviços constando o nº do RG dos declarantes.

– Se houver situação de desemprego: declaração assinada por testemunhas que não sejam da família, constando o nº do RG dos declarantes; ou a carteira de trabalho constando a data de demissão ou do auxílio-desemprego;

– Comprovante de aposentadoria ou de pensão;

– Cópia da Declaração de Imposto de Renda ou da isenção do Imposto de Renda – versão completa;

– A documentação deverá ser apresentada em fotocópia legível. Não será aceita documentação via FAX.

Reunião discute interiorização da UFSC

06/07/2007 19:23

O encontro informal teve como objetivo debater a cidade em que será instalado o novo campi da UFSC. Dentre as cidades apontadas estão Guaramirim, Jaraguá do Sul, Balneário Camboriú – que já possui o Colégio Agrícola -, e Joinville.

Participaram da reunião lideranças políticas e a Associação Comercial e Industrial de Joinville (ACIJ). O terreno indicado para abrigar o novo campi, que teria, a princípio, um centro tecnológico, se situa às margens da BR-101, próximo à saída Sul.

Na segunda, 09/07, será realizada audiência pública em Joinville para o aprofundamento da questão.

Florianópolis será sede do XIX Congresso Nacional de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial

06/07/2007 18:33

Entre os dias 15 e 18 de agosto Florianópolis é sede do XIX Congresso Nacional de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, evento promovido pelo Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial a cada dois anos. Santa Catarina, integrante do 9º Capítulo da instituição, organizará o congresso de 2007, no Costão do Santinho. A comissão organizadora é presidida pelo coordenador da Residência em Cirurgia e Traumatologia da UFSC, professor José Nazareno Gil.

Com o tema `Em busca da excelência estética`, o congresso terá simpósios, cursos, fóruns de discussão a ainda outros dois eventos paralelos: I Reunião Brasileira de Ensino e Pesquisa Bucomaxilofacial e o I Encontro Nacional de Residentes e Estudantes da área. Entre os convidados, especialistas representantes de mais de 10 Estados brasileiros e ainda profissionais da Itália, Austrália, Inglaterra, Alemanha e dos Estados Unidos.

Temas variados da área bucomaxilofacial serão discutidos durante os quatro dias de congresso. O mercado de trabalho, as estratégias de marketing e a relação dos profissionais com os planos de saúde são alguns destaques. Já os trabalhos científicos selecionados são divididos em 11 temáticas, como implantes dentários e fissuras lábio-palatais.

O Estado de Santa Catarina possui na UFSC sua única Residência em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial. O Hospital Universitário é referência na área, atendendo todo o Estado e com cerca de 40 cirurgias ao mês. Os especialistas bucomaxilofaciais são odontólogos que realizam técnicas cirúrgicas na face, como implantes dentários, reconstruções ósseas e da gengiva e correção de fraturas de ossos da face.

Outras informações sobre o evento e inscrições de participantes em www.cobra2007.com.br

Por Fernanda Rebelo / Bolsista de Jornalismo na Agecom

InfoCentro forma mais uma turma do curso de informática para terceira idade

06/07/2007 16:43

Nessa quinta-feira, 5 de julho, uma formatura discreta, mas muito animada, movimentou o terceiro andar do prédio do Departamento de Informática e Estatística (INE) do Centro Tecnológico da UFSC. Em volta de uma mesa repleta de doces e salgados, sorrisos de satisfação lotavam a pequena sala do Laboratório de Sistemas de Conhecimento (LSC). Eram os formandos de mais uma turma do “InfoCentro para a Terceira Idade”, uma parceria entre o INE e o Núcleo de Estudos da Terceira Idade (NETI), ligado à Pró-Reitoria de Cultura e Extensão (PRCE).

Em frente ao computador, Luiz Carlos de Melo exercita o que aprendeu nos últimos quatro meses. Aos 76 anos, ele brinca com os colegas e cada frase sua é pontuada por um largo sorriso. O ar é de vitória. Há alguns anos, Luiz havia começado um outro curso de informática, mas acabou desistindo. A máquina continuava sendo um mistério. Foi quando a “comadre” Jecy Eli Cardoso da Silva, voluntária no projeto, levou-o para o InfoCentro. “Essas voluntárias são muito dedicadas. O curso é bastante diferente daquele outro que eu comecei, o ambiente aqui é mais carinhoso”, compara.

O diferencial do InfoCentro está justamente no fato de que ele foi pensado especialmente para a terceira idade. Quando teve início, em 2003, o projeto era conhecido como “Oficinas de Internet para a Terceira Idade” e capacitava apenas 10 alunos por semestre. A grande mudança veio em 2005. Márcia Barros de Sales, coordenadora das oficinas e doutoranda do Programa de Engenharia e Gestão do Conhecimento, notou como os próprios idosos se ajudavam durante as aulas e teve a idéia de implementar um projeto de aprendizagem por pares, visando as inclusões social e digital. “Quem vem dar aula se inclui em um grupo social, e quem vem aprender se inclui digitalmente”, explica. E assim era criado, em uma sala cedida pelo INE, o “InfoCentro para a Terceira Idade”.

A chegada dos multiplicadores permitiu que a oferta de vagas fosse ampliada, chegando a três turmas de 11 alunos nesse último semestre. E, a cada turma formada, cresce o número de voluntários. Pessoas como a “comadre” do Luiz, Jecy Eli Cardoso da Silva, da primeira turma de multiplicadores. Aos 63 anos, ela afirma que “aprender é o mais difícil, repassar o que a gente sabe não é problema”. Jecy também já havia freqüentado outro curso sem sucesso, pois não tinha onde aplicar o que aprendia em aula. “Os meus filhos não deixavam eu mexer no computador deles”, conta. O interesse pelos computadores, no entanto, continuava. “A família toda falava em e-mail, internet, e eu não sabia o que era. Eu não queria ficar alienada”. Assim, Jecy resolveu comprar o seu próprio computador e freqüentar as aulas do InfoCentro. Hoje, além de voluntária no projeto, ela ainda usa o computador para escrever textos, conversar com os amigos e ajudar os netos nas pesquisas escolares.

Outra ex-aluna do curso que já está completamente habituada ao mundo virtual é Marli Barcelos, de 65 anos. Para ela, o principal uso do computador está na busca por informações. “A gente se sente mais valorizado quando as pessoas vêem que nós estamos por dentro das coisas”, revela. “Eu gosto muito de ler pesquisas. Também gosto de saber mais sobre política, teatro e cultura em geral”. O computador é ainda uma ferramenta para se comunicar com os colegas de coral, com o filho – “um jovem de 23 anos” – e com a nora.

O sucesso do curso pode ser medido pela fila de espera com mais de 150 pessoas. “Nós temos uma variedade grande de cursos no NETI e esse tem sido um dos mais procurados”, revela a professora Angela Maria Alvarez, coordenadora do núcleo. Segundo ela, o segredo está no direcionamento do curso. “Nós temos toda uma metodologia desenvolvida especificamente para a pessoa idosa.” O material didático foi totalmente elaborado conforme as necessidades desse público. O resultado ficou tão bom que vai se tornar livro, com lançamento previsto para o segundo semestre de 2007.

Mesmo com o sucesso das oficinas e com o lançamento do livro, a coordenadora Márcia Sales afirma que no próximo semestre serão oferecidas apenas 20 vagas. O projeto, que teve por quase dois anos o suporte do fundo de bolsas da Fundação de Ensino e Engenharia de Santa Catarina (FEESC), atualmente está sem apoio. Uma pena, ainda mais quando volta à mente o sorriso do formando Luiz Carlos de Melo: “agora eu estou com uma nova ferramenta para enfrentar a vida”.

Mais informações através do endereço www.infocentro.inf.ufsc.br ou pelo telefone (48) 3721 9909, do NETI.

Por Daniel Ludwich

Bolsista de Jornalismo na Agecom

Marco Antonio Raupp é o novo presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência

06/07/2007 14:51

O vencedor do pleito teve 544 votos contra 529 de seu concorrente – 15 votos de diferença. Votaram ao todo 1.105 sócios

O número de sócios quites habilitados a votar era superior a 2.200. Como se recorda, o primeiro turno de votação terminou empatado na disputa para o cargo de presidente da SBPC. Daí a convocação deste segundo turno, agora realizado.

A Comissão Eleitoral da SBPC, presidida por João Cláudio Todorov, emitiu a seguinte nota com o resultado oficial da votação:

“Resultado das Eleições para a Presidência da SBPC

(Biênio 2007-2009) – 2º turno

A Comissão Eleitoral, reunida no dia 5 de julho de 2007, na sede da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, com a presença dos membros Professores João Cláudio Todorov (Presidente), Gizélia Vieira dos Santos, Marcelo Siqueira Ridenti, Maria Stela Grossi Porto e Suzana Salem Vasconcelos (o prof. Carlos Alexandre Netto justificou a ausência), procedeu à apuração dos 1105 votos (1103 via Internet e 2 via correio) tendo sido obtidos os seguintes resultados.

Votos para o cargo de Presidente:

Marco Antônio Raupp – 544 votos

Renato Sérgio Balão Cordeiro – 529 votos

Brancos – 18

Nulos – 14

São Paulo, 5 de julho de 2007

João Cláudio Todorov (Presidente)

Gizélia Vieira dos Santos

Maria Stela Grossi Porto

Suzana Salem Vasconcelos

Marcelo Siqueira Ridenti“

Assim que soube do resultado, o “JC e-mail” entrou em contato com o presidente eleito Marco Antonio Raupp, que nos prestou a seguinte declaração:

“Recebo com alegria e humildade a notícia de minha eleição e quero declarar que estou inteiramente comprometido com a continuidade dos projetos da SBPC e com as novas propostas formuladas durante a campanha eleitoral.

Congratulo-me com todos, inclusive com o candidato Renato Balão Cordeiro, que muito contribuíram para o êxito deste pleito.

A partir de agora, sou o presidente de todos os sócios da SBPC e todos podem contar comigo. Vamos todos trabalhar juntos.”

Marco Antônio Raupp, junto com os demais membros da diretoria eleitos este ano, serão empossados na Assembléia Geral Ordinária da SBPC, na próxima quinta-feira, durante a 59ª Reunião Anual da entidade, em Belém do Pará, no Centro de Convenções do Amazonas.

A nova diretoria da SBPC estará assim constituída:

Presidente: Marco Antônio Raupp;

Vice-presidentes: Helena Bonciani Nader e Otávio G. Cardoso Alves Velho;

Secretário Geral: Aldo Malavasi;

Secretários: Vera M. F. A. Val, Dante A. C. Barone e Rute Maria Gonçalves de Andrade;

Tesoureiro: José Raimundo Coelho

2ª Tesoureira: Lisbeth Kaiselian Cordani

Dados biográficos e acadêmicos

Marco Antônio Raupp

Gaúcho, nascido em 1938 na cidade de Cachoeira do Sul. É Bacharel em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1961);

Mestre em Matemática pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada do CNPq (1966); Doctor of Philosophy pela Universidade de Chicago, USA (1971);

Livre Docente pelo Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (1994). Sua atuação científica concentra-se nas áreas de Análise Numérica de Equações Diferenciais e Matemática Aplicada às Ciências da Engenharia, tendo publicado ao longo da carreira cerca de vinte trabalhos científicos originais, autorado seis livros e orientado cinco teses de doutorado e duas de mestrado.

Pertence a várias Sociedades Científicas e Academias, nas quais já ocupou posição de presidente , vice-presidente e conselheiro, tais como: SBM, SBMAC, SBPC e International Academy of Astronautics – IAA.

Ocupou e ocupa diversos cargos na carreira acadêmica, como professor pesquisador, bem como na carreira administrativa onde foi diretor geral do Inpe, Diretor Geral do Instituto Politécnico do RJ (IPRJ), diretor científico da Centro de Matemática e Computação Aplicados (Cemcap do IME-USP), diretor geral da Fundação Parque de Alta Tecnologia de Petrópolis (Funpat); diretor do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e atualmente dirige o projeto Parque Tecnológico de SP, em São José dos Campos.

Fonte: Jornal da Ciência / JC e-mail 3299, de 5 de Julho de 2007.

Colégio Agrícola apresenta reforma e ampliação da infra-estrutura

05/07/2007 13:02

O reitor da UFSC, Lúcio José Botelho, participa nesta sexta-feira, às 10h, da solenidade de apresentação das obras de reforma e ampliação da infra-estrutura do Colégio Agrícola de Camboriú, vinculado à Universidade. Do ano passado para cá, cerca de R$ 1,1 milhão foi investido na reforma do prédio central, uma antiga edificação de 1953, na construção de outras instalações físicas, na recuperação de salas de aula e na atualização do laboratório de informática, com a compra de 90 computadores de última geração. O ato desta sexta-feira também terá a presença da senadora Ideli Salvatti (PT/SC), autora da emenda parlamentar que possibilitou a destinação dos recursos para as obras no Colégio Agrícola.

De acordo com o diretor do colégio, professor Augusto Vitório Servelin, era necessário investir na reforma do telhado, na pintura, na ampliação da cozinha e do refeitório dos alunos, na recuperação da rede elétrica, transformadores e equipamentos do setor de bovinocultura de leite. Também houve a melhoria e a construção de novos galpões para a suinocultura e o aviário de postura. Outra medida foi pavimentar as ruas internas, livrando os estudantes da poeira e da lama no seu deslocamento para as diferentes unidades didáticas do colégio, que conta com mais de mil alunos e uma área de 193 hectares no município de Camboriú.

Hoje, o Colégio Agrícola oferece os cursos de Agropecuária, Informática, Meio Ambiente, Transações Imobiliárias, Ensino Médio e Profissionalização de Jovens e Adultos (Proeja) – este, o mais recente, criado em 2007. Em alguns deles, há diferentes opções, como o ensino pós-médio, que recicla e atualiza profissionais que já atuam no mercado de trabalho.

“O curso de Transações Imobiliárias, por exemplo, é muito útil para o mercado de nossa região, caracterizado por um rápido processo de urbanização”, diz o diretor Augusto Servelin. “Muitos de seus alunos serão empregados, mas há vários casos de donos de imobiliárias que vêm se qualificar aqui para obter melhores resultados em seu segmento”. No curso de Informática, que atende outra área em franca expansão, houve anos em que existiam até 12 candidatos por vaga oferecida no estabelecimento.

Para 2007, está nos planos da direção a construção de uma nova biblioteca de 600 metros quadrados e a instalação de um sistema de vigilância eletrônica que cobrirá 90% da área da escola. “Nosso colégio é modelo na região”, diz o diretor, destacando que o corpo docente conta com 40 professores efetivos e 15 substitutos, além de 41 funcionários técnico-administrativos. A grande maioria dos alunos é da área de abrangência da escola, ou seja, a foz do rio Itajaí e regiões adjacentes.

Mais informações com o professor Augusto Vitório Servelin, diretor do Colégio Agrícola de Camboriú, pelo telefone (47) 3365-3301.

Abertas inscrições para o Seminário Homofobia, Identidade e Cidadania LGBTTT

05/07/2007 11:11

Estão abertas as inscrições para o Seminário Homofobia, Identidade e Cidadania LGBTTT (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis e transgêneros), que ocorre nos dias 5 e 6 de setembro, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da UFSC.

A promoção é do Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS) da UFSC e da Rede de Pesquisas em Parceria Civil, Conjugalidades e Homoparentalidades no Brasil. O evento tem como objetivo ampliar a reflexão científica e o debate sobre a homossexualidade. As principais propostas são preencher as lacunas existentes nas produções acadêmicas sobre o assunto e abrir espaços para o diálogo entre a universidade e os movimentos sociais.

Na programação, estão incluídas mesas redondas sobre os temas: “Homofobia e Segurança Pública”, “Movimento LGBTTT e Políticas de Saúde e prevenção às DTS/AIDS”, “Identidades Lésbicas e Parentalidades”, “Parceria Civil e conjugalidades”e “Travestilidades e transexualidades”. Haverá também encontro de Grupos de Trabalho e exposição de pôsteres. Os trabalhos para a sessão de pôsteres devem ser enviados até 31 de julho.

As inscrições podem ser feitas no site do seminário: www.nigs.ufsc.br/seminariolgbttt

Mais informações pelo telefone 3721-9890.

Por Ana Carolina Dall’Agnol/Bolsista de Jornalismo na Agecom

PRCE divulga resultado do PROEXTENSÃO 2007

05/07/2007 10:52

UFSC vai sediar congresso sobre uso racional de medicamentos

05/07/2007 09:58

Estão abertas as inscrições para o II Congresso Brasileiro sobre o Uso Racional de Medicamentos, que será realizado de 15 a 18 de outubro, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC. As propostas de trabalhos devem ser enviadas até o dia 5 de agosto, no site www.urm.ufsc.br.

Este ano o tema é “Incorporando o uso racional de medicamentos à agenda de saúde do Brasil”. Uma das metas do encontro é promover a discussão sobre assuntos de interesse do setor público, como a relação entre o uso racional de medicamento e os princípios do SUS, as dificuldades e as estratégias para a seleção de medicamentos, o direito e o controle social no acesso aos medicamentos. Ainda serão contempladas discussões sobre o ensino, a regulação econômica e a farmacovigilância.

O programa preliminar prevê dois cursos: ´Comissão de Farmácia e Terapêutica na rede de serviços de saúde` e ´Dispensação racional de medicamentos: estratégias para qualificar a prática`. Estão também sendo organizadas quatro oficinas que abordarão temas como medicamentos, propaganda legal e uso racional; avaliação de estratégias de uso racional de medicamentos; farmacovigilâncioa; centros de informação de medicamentos e centros de informação e assistência toxicológica como estratégias para uso racional de medicamentos. A programação prevê também conferências, mesas-redondas e painés.

Mais informações 3721 9535 e no site www.urm.ufsc.br.

Grupo musical “Flôr de Bambú” se apresenta nesta quinta-feira no Projeto 12:30 Acústico

04/07/2007 18:43

Formado pela cantora Karine Fogiel, o violonista Álvaro Fausane e o percussionista Derek Dellardi, o “Flôr de Bambú” surgiu de forma natural, sem planejamento prévio. Hoje conta com uma proposta que não se atém estritamente à música, usando-a como meio para resgatar e valorizar a cultura brasileira. A formação básica, com violão, percussão e voz é geralmente acompanhada por um flautista ou um cavaquinista, o que ajuda a caracterizar ainda mais o conjunto sonoro almejado.

Em dias de pouca atenção às raízes da Música Popular Brasileira por parte do grande público, é gratificante ver o grupo incluir em seu repertório nomes como Pixinguinha, Paulinho da Viola, Cartola, Clara Nunes, Tereza Cristina, Nelson do Cavaquinho e Adoniran. Além de homenagear estes e outros mestres nacionais, o “Flôr de Bambú” executa composições próprias, que estarão incluídas também em seu CD, previsto para ser lançado em 2008.

Cantora, compositora e violonista, a mineira Karine Fogiel iniciou sua carreira artística em 1997, quando começou a cantar e tocar suas primeiras composições. Artista eclética, foi influenciada pela MPB, Pop, Rock, Samba, Bossa-nova, Maxixe e Choro. Acompanhou o guitarrista Terence Hansen com composições próprias no Dragonfly Café e também no Blue Katz em Salt Lake City – EUA. Em 2006 veio para Florianópolis, onde já teve a oportunidade de se apresentar em vários bares, como o “Jinga Bar” e o “Café Matisse” em parceria com violonistas como André Maia, Reizinho e Fábio Classo. Atualmente Karine Fogiel tem dedicado maior parte do seu tempo como cantora e idealizadora do Grupo “Flôr de Bambú”.

Álvaro Fausane é cavaquinista, cantor e compositor, nascido no interior de São Paulo, morador da Ilha de Santa Catarina desde 2002. É um dos fundadores do Grupo “Molho Madêra”, atuando também no Grupo “Flôr de Bambú” como violonista e cantor. Participou de oficinas de choro e prática em conjunto com Mauricio Carrilio e Mário Seve. Autodidata no cavaquinho, teve como base estudos realizados no violão e guitarra com o professor Jairo Eduardo. É freqüentador e motivador das rodas de samba e choro de Florianópolis.

Natural de Brasília, o percussionista e pandeirista Derek Dellardi têm oito anos de carreira. Estudou pandeiro na Escola de Choro “Raphael de Rabello” e tem influências do Reggae, Choro, MPB, Samba e Rock. Além de ser integrante do Grupo “Flôr de Bambú”, apresenta-se com a banda de samba-rock “Pedra Lascada” e também faz parceria com o Grupo “Molho Madêra”.

O Projeto 12:30 é realizado pelo DAC – Departamento Artístico Cultural, vinculado à Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da UFSC e apresenta semanalmente, às quartas-feiras, ao ar livre na Concha Acústica, e às quintas-feiras, no Projeto 12:30 Acústico, no Teatro da UFSC ou no auditório do Centro de Convivência, atrações de cunho cultural, grupos de música, dança e teatro.

A realização do Projeto 12:30 Acústico no Centro de Convivência é uma parceria entre a Pró-Reitoria de Cultura e Extensão e a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis da UFSC.

Artistas interessados em participar devem entrar em contato com o DAC através dos telefones (48) 3721-9348 / 3721-9447 ou por e-mail, enviando mensagem para projeto1230@dac.ufsc.br.

SERVIÇO:

O QUE: Show com o grupo Flôr de Bambú

ONDE: Projeto 12:30, no auditório do Centro de Convivência

QUANDO: 5 de julho de 2007, quinta-feira, às 12h30min

QUANTO: Gratuito e aberto ao público

PROGRAMA: MPB, Samba, Choro

CONTATO: Karine Vogiel – karinefogiel@yahoo.com.br

Fonte: Manfred Matos – aluno bolsista de Extensão – com informações do grupo Assessoria de Imprensa do Projeto 12:30 – DAC – Departamento Artístico Cultural da UFSC – (48) 3721-9348 / 3721-9447 www.dac.ufsc.br

Laboratório recebe financiamento para continuar pesquisas com vacina contra a AIDS

04/07/2007 15:45

O Laboratório de Imunologia Aplicada da UFSC recebeu financiamento de U$ 100 mil do Ministértio da Saúde para continuar pesquisando uma vacina contra a AIDS. Os estudos com a vacina iniciaram em 2003 e são desenvolvidos através de uma parceria com o Instituto Wistar, uma das mais importantes instituições de pesquisa na área biomédica dos EUA.

A aprovação do novo projeto vai possibilitar que a UFSC continue os estudos até 2009. O laboratório da universidade é encarregado de estudar a resposta imune (a forma de proteção do organismo contra microorganismos patogênicos) quando a vacina é administrada pelas vias intranasal ou intravaginal.

O tecido vaginal é motivo de preocupação porque uma das principais formas de transmissão do HIV é por via sexual. As mulheres são as mais atingidas. A administração intranasal tem sido estudada pois vacinas administradas no nariz levam à indução de resposta imune na vagina.

A maioria das vacinas contra o HIV, inclusive a que está sendo pesquisada na UFSC, não impede a infecção. Ela muda o grau de evolução da doença. O indivíduo é infectado, mas não desenvolve os sintomas imediatamente. Não se sabe ainda se a vacina impede os sintomas ou somente os retarda. Outra vantagem é que a vacina diminui a quantidade de vírus no corpo da pessoa, fazendo com que a probabilidade de transmissão seja menor.

O projeto é financiado pelo Ministério da Saúde, com verbas do Programa Nacional de DST e AIDS e contou também com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Santa Catarina (Fapesc) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Na UFSC as pesquisas estão em fase experimental, com testes em camundongos, mas no Instituto Wistar os pesquisadores já trabalham com chimpanzés, que é a chamada fase pré-clínica.

Mais informações com professor Aguinaldo Roberto Pinto, fone Fone (48) 3721.5206, E-mail: pintoar@ccb.ufsc.br

Por Ingrid C. Santos / Bolsista de Jornalimo na Agecom em 2006

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Pesquisa da UFSC comprova presença do subtipo C do vírus da AIDS em Santa Catarina

Pesquisa comprova presença do subtipo C do vírus da AIDS em Santa Catarina

04/07/2007 15:38

A UFSC está colaborando com o entendimento sobre a complexidade da AIDS. Estudo recente desenvolvido na universidade foi aceito para publicação em um conceituado jornal da área de virologia – o Journal of Medical Virology – e confirma cientificamente o panorama de prevalência do subtipo C do vírus HIV em Santa Catarina. O estudo foi desenvolvido pelo Laboratório de Imunologia Aplicada, ligado ao Departamento de Microbiologia e Parasitologia do Centro de Ciências Biológicas da UFSC. O mesmo laboratório participa de pesquisas para desenvolvimento de uma vacina contra a AIDS e este ano submeteu ao Ministério da Saúde projeto para estudar a resistência de subtipos do vírus HIV aos coquetéis de medicamentos.

A diversidade do vírus

Uma das principais características do vírus HIV é sua diversidade genética, sendo classificados em tipos, grupos, subtipos e formas virais recombinantes. Assim como acontece na América Latina, Europa Ocidental e Estados Unidos, no Brasil existe um predomínio do subtipo B. Em São Paulo, por exemplo, 90% dos indivíduos soropositivos apresentam esse vírus.

Na Região Sul, no entanto, há indicações de que prevalece o vírus do subtipo C – mas essa premissa é baseada em estudos que foram realizados principalmente com amostras coletadas no Rio Grande do Sul. Levantamentos específicos para o Paraná e Santa Catarina são raros até o momento.

A pesquisa realizada na UFSC e aceita para publicação no Journal of Medical Virology comprova que o subtipo C está presente no Estado. O estudo foi realizado a partir de 100 amostras de sangue coletadas em pacientes atendidos no Hospital Regional de São José, que recebe pacientes de todo o Estado. Entre as amostras analisadas, 48% apresentaram esse subtipo, 23% foram classificadas como subtipo B e o restante das amostras são formas recombinantes, ou seja, um misto entre os subtipos B e C. Trata-se da primeira descrição científica do subtipo de vírus HIV circulante em Santa Catarina. Os estudos foram realizados a partir de técnicas de biologia molecular e seqüenciamento genético do vírus.

De acordo com o professor Aguinaldo Roberto Pinto, um dos coordenadores dos trabalhos relacionados à AIDS na UFSC, estudos do gênero são estratégicos para conhecimento da doença. Há especulações entre os estudiosos de que a diversidade do vírus pode estar associada a maior ou menor capacidade de transmissão da doença. O subtipo C seria uma linhagem mais facilmente transmissível – quantidades menores de vírus já possibilitariam sua transmissão. “São indicações sobre a epidemiologia da doença que fazem com que alguns pesquisadores acreditem que a AIDS está mudando no Brasil e pode ser que o vírus do subtipo B seja substituído pelo C”, comenta o professor.

Segundo ele, esse tipo de conhecimento é também importante para proteção contra a AIDS, pois a grande diversidade entre os subtipos tem representado um desafio para o desenvolvimento de vacinas. A expectativa entre os pesquisadores é de que no futuro estes estudos possam colaborar com o desenvolvimento de vacinas específicas para os diferentes subtipos do vírus. Há também possibilidades de que estas informações possam colaborar com tratamentos específicos, permitindo a escolha de diferentes coquetéis com base no tipo de vírus que atinge o paciente.

Resistência a medicamentos

O grupo que integra o Laboratório de Imunologia Aplicada da UFSC quer ampliar as pesquisas e submeteu este ano um novo projeto ao Programa Nacional de DST e AIDS, do Ministério da Saúde. A idéia é dar continuidade aos estudos sobre o subtipo de vírus HIV prevalente em Santa Catarina, estendendo a pesquisa também para o Paraná. Se for aprovado, o financiamento vai ainda permitir que a UFSC estude a resistência de diferentes subtipos do vírus HIV aos medicamentos.

O grupo da UFSC alerta no projeto que Santa Catarina é um dos estados brasileiros que apresenta umas das mais elevadas taxas de incidência de AIDS, mas nenhum estudo foi realizado até o momento para detectar a presença de mutações que tornam o vírus resistente aos anti-retrovirais. Com o projeto o grupo espera obter informações que respondam a duas perguntas: “Quais os subtipos de HIV que estão circulando nos Estados do Paraná e Santa Catarina” e “Quais as principais mutações que conferem resistência primária à anti-retrovirais e estão presentes no HIV circulante nos Estados do Paraná e Santa Catarina”.

A proposta prevê o envolvimento de 200 pacientes que ainda não começaram a receber medicações e que são atendidos em três cidades: São José (SC), Maringá (PR) e Londrina (PR). Unidades de saúde nestes municípios já foram contactadas e concordaram em participar do estudo.

O novo projeto envolve uma série de instituições, sendo coordenado pela UFSC. Se aprovado vai permitir a cooperação científica entre UFSC, Universidade Estadual de Londrina, Universidade Estadual de Maringá e Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo. Vai também promover a integração entre as universidades e os serviços clínicos que atendem indivíduos soropositivos. Os dados serão utilizados em trabalhos acadêmicos e permitirão a formação de recursos humanos capacitados na área de epidemiologia molecular do HIV.

Mais informações com professor Aguinaldo Roberto Pinto, Fone (48) 3721.5206, E-mail: pintoar@ccb.ufsc.br

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

Saiba Mais

AIDS na Região Sul

– De acordo com Boletim Epidemiológico do Programa Nacional de DST e AIDS, do início de 1980 até junho de 2006, o Ministério da Saúde contabilizou 77.639 casos de AIDS na Região Sul.

– Dos 100 municípios brasileiros com maior número de casos de AIDS, mais de 80 deles estão nas regiões Sul e Sudeste.

– Na Região Sul as taxas de incidência são as mais elevadas do país.

Diversidade

– O HIV sofreu algumas modificações genéticas, desde que, provavelmente, passou do macaco para o homem, formando diferentes subtipos de vírus.

– O HIV-1 é o causador da epidemia mundial de AIDS e pode ser dividido em três grupos: M, O e N.

– O grupo M é responsável por 99% dos casos de AIDS no mundo e pode ser subdividido em distintos subtipos (A, B, C, etc…)

– No Brasil, existe um predomínio do subtipo B, semelhante ao que acontece em toda a América Latina, Europa Ocidental e Estados Unidos.

– A Região Sul do país, porém, apresenta incidência crescente de HIV-1 do subtipo C, variante presente em 83% dos indivíduos infectados na China, Índia e África Sub-Saariana.

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Artigo do reitor faz defesa da Fundação do Ensino e Engenharia de SC

04/07/2007 13:25

Fortalecer a FEESC

Instituída em 1966, há mais de quatro décadas a Fundação do Ensino e Engenharia de Santa Catarina (FEESC) tem sido a ponte que une a UFSC, em especial o Centro Tecnológico (CTC), a empresas e agências de fomento nacionais e internacionais. A Fundação, no decorrer desses anos, tornou-se elemento fundamental para o destaque e a excelência que a área tecnológica alcançou na UFSC e em Santa Catarina.

O Ensino, a Pesquisa e a Extensão tecnológica alimentam-se, além do saber científico, da interação com o setor industrial, suprindo suas necessidades permanentes de inovação. Centenas de empresas brasileiras já desenvolveram projetos de pesquisa inovadores em parceria com a FEESC, contribuindo para o desenvolvimento da sociedade catarinense e brasileira, ao gerar emprego e renda para milhares de pessoas.

A maioria dos laboratórios de ensino e pesquisa do Centro Tecnológico da UFSC mantém equipamentos, pessoal e processos tecnologicamente atualizados em decorrência desses projetos. Milhares de alunos de graduação e pós-graduação foram e continuam sendo beneficiados com bolsa ao participarem dessas atividades de pesquisa, o que, em muitos casos, ajudou a viabilizar seus estudos. A grande contribuição é a formação de profissionais enriquecidos com conhecimento, que se tornam preferidos no mercado de trabalho brasileiro.

A recente intervenção judicial provocada por ação do Ministério Público Estadual e baseada em questões fiscais – que já estavam sendo sanadas pela Diretoria –, apontadas por auditoria da Receita Previdenciária, colocou a FEESC na mídia. Receamos que a repercussão das notícias possa prejudicar de forma irreversível a credibilidade dessa instituição junto à comunidade industrial brasileira e aos órgãos financiadores, comprometendo um trabalho árduo, sério e dedicado de muitos pesquisadores ao longo de 40 anos. É muito importante que a sociedade catarinense e brasileira continue acreditando e reconhecendo a importância da FEESC e nos ajudando a construí-la e aperfeiçoá-la.

Lúcio José Botelho

Reitor da UFSC

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