INICIAÇÃO CIENTÍFICA: projeto estuda como população do Pântano do Sul se relaciona com a vegetação de restinga

Foco é interação entre pessoas e plantas
A pesquisa chama-se “Etnobotânica do Pântano Sul com Ênfase em Espécies de Restinga”. A etnobotânica é o estudo da interação entre pessoas e plantas. De acordo com a professora Natalia Hanazaki esta é uma área de grande importância. “Historicamente sabe-se que a humanidade é dependente das plantas. Entender como é a relação entre os homens e os vegetais é saber como as pessoas percebem e utilizam os recursos da natureza e é conseguir informações importantes para a sobrevivência humana”, considera.
Pesquisa de campo
A partir de um sorteio, as pesquisadoras visitaram 20% das casas do Pântano Sul. A pergunta que fizeram aos moradores foi: “Você conhece esta planta?” Dez espécies nativas da restinga foram escolhidas. O reconhecimento era registrado se a pessoa afirmasse apenas já ter visto a planta. A média foi de 7,26 espécies reconhecidas por entrevistado.

Moradores não sabem com usar espécies
De um total de 43 entrevistados, 84% são mulheres e, entre elas, mais da metade trabalha em casa. Natalia afirma que isto influenciou a média de reconhecimento. “As mulheres têm a tendência de conhecerem melhor as plantas medicinais, cultivadas próximas de casa. Os homens, principalmente os pescadores, costumam saber sobre as plantas da restinga, pois mantêm um contato mais prolongado com o meio natural”, explica.
Para Natalia, o desconhecimento de todas as plantas por 5% dos entrevistados é um reflexo significativo da influência da urbanização no bairro. “As pessoas já não interagem tanto com o ambiente e hoje dependem menos do mar e da restinga”, comenta. A professora diz, ainda, que atualmente todas as culturas locais da ilha têm sofrido modificações pela influência do meio urbano. Isto, para ela, justifica o estudo do conhecimento de plantas, pois este pode ser perdido rapidamente.
Conhecimento se perdendo
A segunda fase da pesquisa identificou a tendência à perda de conhecimento sobre os vegetais de geração para geração. Nesta fase, os entrevistados indicavam informantes-chave (pessoas que estavam familiarizadas com a vegetação do Pântano Sul ) para reconhecer as plantas. Apenas cinco pessoas foram indicadas e todas acima de 58 anos. “Isto demonstrou que há uma pequena difusão do conhecimento no bairro”, afirma Natália.
A pesquisa está inserida em um projeto da Universidade de Campinas (Unicamp) sobre pesca; conhecimento local de peixes e insetos; quintais urbanos e influência da pesca na vegetação de restinga. A UFSC e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) participaram do estudo com a Unicamp. A proposta da UFSC era a de trabalhar com a etnobotânica do Pântano Sul. A vegetação de restinga foi escolhida porque era tema de uma das frentes do projeto, coordenada pela professora Tânia Tarabini Castellani , do Curso de Biologia da UFSC.
Segundo a professora Natalia, a restinga é uma das áreas naturais da Ilha mais ameaçadas pela expansão imobiliária. “O estudo etnobotânico pode ajudar a conservar o ambiente, pois aumenta o valor local a partir da perspectiva da própria população. Os moradores conhecem o ambiente em que vivem, valorizam e, por isso, decidem cuidar”, destaca.
Mais informações com a professora Natalia Hanazaki / natalia@ccb.ufsc.br / 3331-9460
Por Janaina Cavalli / Bolsista de Jornalismo na Agecom





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