HU interrompe atendimentos da emergência pediátrica

09/09/2022 21:44

A partir das 22 horas deste sábado, 10/9, até as 7 horas de quinta-feira, dia 15/9, os atendimentos de emergência pediátrica do Hospital Professor Polydoro Ernani de São Thiago estarão interrompidos.

A direção do HU-UFSC/Ebserh apresentou os motivos, na tarde desta sexta-feira, 9/9, ao Reitor da UFSC, à Secretaria Estadual de Saúde (SES/SC), Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Superintendência de Hospitais Públicos Estaduais (SUH), Corpo de Bombeiros e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), bem como ao Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina.

O comunicado esclarece que está amparado na Resolução CFM nº 2.077/14, que dispõe sobre a normatização do funcionamento dos Serviços Hospitalares de Urgência e Emergência, bem como do dimensionamento da equipe médica e do sistema de trabalho.

Isto porque, enquanto houve o desligamento de 13 médicos pediatras desde abril de 2022, e apesar dos esforços de reposição, não se obteve sucesso nas convocações do concurso vigente. Deste modo, a escala médica da emergência pediátrica está comprometida para o mês de setembro de 2022.

Assim, a direção do HU não teve alternativa senão interromper os atendimentos na Emergência Pediátrica a partir das 22 horas do dia 10/09/2022 até às 7 horas do dia 15/09/2022, devido à necessidade de manutenção de no mínimo 2 médicos pediatras na escala por turno para garantia dos atendimentos da Emergência Pediátrica e dos 15 leitos da Unidade de Internação Pediátrica, além das orientações aos alunos e residentes.

O HU também solicitou às Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) que encaminhem pacientes à emergência pediátrica do HU/UFSC/Ebserh apenas após o contato com o NIR e/ou médico pediatra de plantão.

Unidade de Comunicação HU-UFSC/Ebserh

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Especialista do HU explica possíveis causas, sintomas e tratamento das anemias

09/06/2022 09:02

Embora a anemia não seja tecnicamente uma doença, ela representa várias alterações que podem provocar a queda dos glóbulos vermelhos e, principalmente, de uma proteína chamada hemoglobina, responsável por levar o oxigênio aos tecidos. A explicação da médica hematologista e hemoterapeuta do Hospital Universitário, Andréa Thives de Carvalho Hoepers, da Unidade de Hemoterapia do hospital, registra a importância do mês de junho como parte das campanhas da área da saúde ligadas ao sangue.

A consequência da anemia é que o oxigênio não chega às células e aos diversos órgãos do corpo, provocando a sensação de cansaço, palidez e falta de ar, que serão mais importantes quanto maior for a queda de glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos) ou da própria hemoglobina. Entre os sintomas, dependendo da forma de anemia, também podem ocorrer tonturas, dor de cabeça, falta de apetite.

Nas crianças, a anemia ferropriva, ocasionada por falta de ferro, pode ser observada a partir da vontade de comer coisas estranhas, como gelo e terra. A dificuldade de aprendizado ou de concentração também são possíveis sintomas  que não deve ser banalizadas como uma simples anemia. “As principais causas de anemia ferropriva em adultos ocorrem por perda de sangue aguda ou crônica, como em acidentes e traumas, em hemorragias do sistema gastrointestinal, do sistema urinário, perda uterina”, explicou a médica, acrescentando que outra forma de anemia é a falha na produção das hemoglobinas por falta de nutrientes, como de vitamina B12 ou ácido fólico.

Há ainda, doenças genéticas e hereditárias ligadas ao sangue, como as síndromes falciformes e as talassemias, que provocam a formação de uma hemoglobina alterada, outras que modificam a membrana dos glóbulos vermelhos ou mesmo de enzimas específicas dentro dos glóbulos vermelhos, e as que causam a não produção de células como aplasias e mielodisplasias. Existem, também, as doenças que levam à modificação ou substituição da medula óssea normal, em que os precursores normais dos glóbulos vermelhos, leucócitos ou plaquetas são substituídos por células neoplásicas. Uma outra causa de anemia é a destruição dos glóbulos vermelhos denominadas anemias hemolíticas imunes.

Prevenção é desafio

Segundo ela, devido a este amplo leque, não é possível dizer de forma simples se é possível prevenir a anemia. “Depende da causa. Se o problema é a falta de nutrientes na dieta, é possível corrigir a anemia com alimentos ricos em ferro, vitamina B12 ou ácido fólico. Se for hereditária, a avaliação com exames específicos dos pais pode ajudar no aconselhamento genético ou no diagnóstico precoce, com o teste do pezinho”, exemplificou.

A médica esclarece, ainda, que leucemias ou outros tipos de câncer que comprometem a medula óssea costumam evoluir com anemia, mas a anemia por falta de nutrientes não leva à leucemia ou ao câncer simplesmente por não ter sido “tratada” ou não ter sido “bem curada”. “A anemia nessas doenças precisa ser investigada com exames específicos como o mielograma ou biopsia de medula. Mesmo no caso da anemia ferropriva, deve ser identificado o que provoca a falta de ferro no organismo e tratar adequadamente. Assim, são inúmeras as possibilidades de alguém ficar com anemia”, explicou.

O tratamento também vai ser indicado pelo profissional de saúde de acordo com a causa de base. As pessoas com queda rápida dos glóbulos vermelhos ou com problemas cardíacos podem não tolerar a anemia e necessitarem de transfusão de sangue, mas isso não tratará a causa da anemia. Além do histórico e do exame físico, o hemograma é o exame inicial e mais importante a ser realizado. Outra questão é que, para o diagnóstico e definição do tratamento, deve-se considerar os valores normais dos exames, sendo que no caso do hemograma os níveis de normalidade são diferentes para diversas faixas etárias e para homens e mulheres.

Com informações da Unidade de Comunicação Social do HU

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Voluntários da Associação Amigos do HU retomam visitas a pacientes

22/03/2022 17:24

Associação conta com mais de 200 voluntários para várias frentes de trabalho. Foto: Divulgação

A Associação Amigos do Hospital Universitário (AAHU) retomou as atividades de visitação, considerada o carro-chefe dos trabalhos desenvolvidos pela instituição, que conta com mais de 200 voluntários para várias frentes de trabalho, como o brechó, a preparação e doação de enxovais para pacientes, o acolhimento de pacientes e acompanhantes que viajam do interior até Florianópolis em busca de atendimento médico, os kits de higiene, a doação de cestas básicas, entre outros.

A presidente da AAHU, Ana Maria Faria Dutra, recepcionou nesta terça-feira, 22 de março, um grupo de 70 voluntários que se inscreveram para a retomada das visitações. Eles se reuniram no auditório do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh), onde receberam orientações sobre os procedimentos de segurança necessários para circulação no hospital.

“São voluntários que já estavam conosco e que vão participar deste processo de retomada das visitações. São pessoas que apresentaram a carteira de vacinação completa, já passaram pelo treinamento para se tornarem voluntários e agora estão recebendo orientações dos profissionais do HU”, detalhou a dirigente da associação, acrescentando que nem todos os voluntários voltarão agora, principalmente por medidas de segurança sanitária.

Segundo ela, durante a pandemia, a AAHU conseguiu manter algumas atividades, como a doação de enxovais, o brechó e a lojinha, que ajudam na manutenção da associação, mas a visitação foi completamente paralisada por medidas de segurança. “Fizemos das tripas coração para manter algumas atividades na associação e, agora, aos poucos e com toda segurança, estamos retomando nossos trabalhos de uma forma mais completa”, resumiu, explicando que já na segunda-feira deverá haver algumas visitas, sempre dentro dos protocolos de segurança.
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HU/UFSC divulga edital de processo seletivo para Residência Médica de Hepatologia

08/02/2022 17:48

A Comissão de Residência Médica (Coreme) divulgou o edital do processo seletivo para Residência Médica de Hepatologia no Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh). As inscrições ocorrem no dia 23 de fevereiro (quarta-feira), das 9h às 12h, na Secretaria da Comissão de Residência Médica, 3º andar do Hospital Universitário, podendo ser efetivada pessoalmente ou por procuração.

A prova objetiva está prevista para o dia 3 de março de 2022, com início às 9h, na Coreme. Será composta por questões de múltipla escolha, com cinco alternativas de resposta, das quais somente uma será a correta, com peso de 100% da nota total. O resultado final será divulgado no dia 3 de março, a partir das 14h.

> Acesse o edital

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Fevereiro Laranja é dedicado à conscientização sobre importância de doação de medula óssea

08/02/2022 11:54

O mês de fevereiro – Fevereiro Laranja – é dedicado à conscientização sobre a leucemia a importância da doação de medula óssea. Atualmente, a doença ocupa a nona posição nos tipos de câncer mais comuns em homens e a 11ª em mulheres. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado aumentam as chances de cura.

De acordo com a hematologista do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh), Elisa Araújo Beteille, ter um mês dedicado a este tema é importante porque muitas pessoas não sabem da possibilidade de doação e do impacto que esta ação pode causar na vida de uma pessoa que está esperando por um transplante. “Quando o paciente não responde ao tratamento inicial com rádio ou quiomioterapia, a opção passa a ser o transplante”, explicou a médica.

“Então, ter um mês para reforçar estas informações aumenta a conscientização das pessoas e aumenta também a quantidade de pessoas que, uma vez informadas, vão fazer o cadastro no banco de doadores de medula. Quanto mais pessoas se cadastrarem, maiores a chances de se encontrar um doador”, acrescentou.

Ela explicou que para ser doador é preciso apresentar boas condições de saúde, não ter apresentado ou estar em tratamento de câncer, doenças no sangue, no sistema imunológico ou ter doenças infecciosas. O cadastro é feito no Hemocentro, onde são recolhidos cerca de 5 ml de sangue para exames de compatibilidade e o resultado fica arquivado no cadastro de medula óssea. Caso o doador seja compatível com algum paciente da lista de espera, ele será novamente convocado, irá realizar exames de saúde e convidado a realizar a doação.

Hoje, existem dois tipos principais de transplante de medula: o autólogo e o alogênico. O autólogo é aquele em que o próprio indivíduo é doador das células-tronco que são coletadas antes que o paciente seja submetido a sessões de quimioterapia, com a finalidade de destruir a medula doente e eliminar o câncer. No tipo alogênico, as células-tronco são de um doador. Nesse caso, é sempre investigada a compatibilidade entre membros da família. Se não houver nenhum familiar compatível, é preciso buscar um doador nos bancos de medula óssea.

Texto: Unidade de Comunicação Social – HU/UFSC

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HU/UFSC recebe reforço com integração de novos profissionais

05/10/2021 10:09

A integração dos novos trabalhadores ocorreu na segunda-feira. Foto: Sinval Paulino

Um grupo de 11 profissionais foi integrado aos quadros do Hospital Professor Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC). São nove recém-convocados após concurso público e dois transferidos de outras unidades da rede para Santa Catarina que iniciaram suas atividades na última segunda-feira, 4 de outubro, participando de processo de integração.

Foram integrados, um técnico em enfermagem, cinco médicos (das especialidades de Cardiologia, Nefrologia, Radiologia e Diagnóstico por Imagem, Anestesiologia e Ginecologia e Obstetrícia), dois assistentes administrativos, dois enfermeiros (sendo um de Terapia Intensiva – Neonatologia) e uma advogada.

Texto: Unidade de Comunicação Social – HU/UFSC

 

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HU/UFSC: Grupo de ajuda a familiares e cuidadores de pessoas com Alzheimer mantém encontros na pandemia

21/09/2021 12:27

A enfermeira Melissa Honorio Loks, professora do Departamento de Enfermagem da UFSC, é uma das coordenadoras do grupo. Foto: Divulgação

O Grupo de Ajuda Mútua a Pacientes e Familiares de Pacientes com Alzheimer, que funciona por meio de parceria entre o Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Cataraina (UFSC) e o Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh), manteve suas atividades desde o início da pandemia e, com as reuniões on-line, conseguiu a adesão de mais pessoas, ampliando sua ação mesmo com as dificuldades criadas neste período.

A enfermeira Melissa Honorio Loks, professora do Departamento de Enfermagem da UFSC, que é uma das coordenadoras do grupo, explicou que a equipe (com voluntários, cuidadores e outros profissionais da área de saúde) decidiu pelos encontros virtuais devido às dificuldades de reunião criada pelo coronavírus, além das características da população – pessoas idosas ou acompanhantes que não têm como se deslocar e deixar o paciente. “Assim, mantivemos nossos encontros mensais”, afirmou.

Ela disse que, com estas atividades e as facilidades de acesso devido aos encontros virtuais, o grupo cresceu. “Percebemos que, quando era presencial, havia dificuldade das pessoas se locomoverem, pois muitas vezes o participante do grupo era o principal cuidador e não podia sair de casa mesmo que temporariamente. Além disso, as atividades on-line propiciaram que muitas pessoas passassem a nos procurar. Até parentes de pessoas com Alzheimer que moram no exterior estão participando do grupo hoje”, explicou. Os encontros são realizados dentro da plataforma virtual da UFSC, geralmente às 14h e duram em média uma hora ou uma hora e meia. “É gratuito, aberto para toda a comunidade”, disse.
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Abertas inscrições para seleção de chefias no HU/UFSC

21/09/2021 10:40

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo destinado ao preenchimento de 12 cargos em funções gratificadas no Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC). São seis vagas na Gerência Administrativa, duas na Gerência de Ensino e Pesquisa e quatro na Superintendência. Os interessados podem se candidatar a mais de um cargo, conforme o Ofício Circular SEI 14/2021/DIVGP/GA/HU-UFSC-EBSERH.

> Relação dos cargos:

GERÊNCIA ADMINISTRATIVA
Unidade Compras e Licitações
Unidade de Fiscalização Administrativa de Contratos
Unidade de Administração de Pessoal
Unidade de Desenvolvimento de Pessoal
Unidade de Serviços Gerais
Setor de Contabilidade

GERÊNCIA DE ENSINO E PESQUISA
Unidade de Gestão da Inovação Tecnológica em Saúde
Unidade de Gestão de Graduação, Ensino Técnico e Extensão

SUPERINTENDÊNCIA
Unidade de Contratualização
Unidade de Infraestrutura, Suporte e Segurança de Tecnologia da Informação
Unidade de Sistemas de Informação e Inteligência de Dados
Setor de Governança e Estratégia

Mais informações no site https://bit.ly/3pOSedm.

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Taxa de mortalidade na UTI Covid do HU/UFSC cai para 20%

10/08/2021 09:48

A taxa de mortalidade de pacientes internados com Covid-19 na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC) caiu de 27% para 20%, na comparação entre os dados de 2020 e 2021. Para efeito de comparação, dados da Associação de Medicina Intensiva Brasileira apontam uma taxa de 50% nas UTIs da rede pública e 30% na rede particular.

O médico intensivista, Rafael Lisboa de Souza, atribui o desempenho da unidade à atuação da equipe multiprofissional e ao dimensionamento dos recursos humanos no HU/UFSC para tratamento intensivo de pacientes Covid. “Os recursos humanos bem dimensionados, capacitados e motivados fazem toda diferença no HU”, disse o especialista, citando a atuação das equipes de enfermagem, fisioterapia, medicina, nutrição, fonoaudiologia e psicologia.

Ele citou ainda a atuação de especialidades na unidade. “A cirurgia torácica e de cabeça e pescoço realizando as traqueostomias de forma segura, as diversas especialidades clínicas que cuidam destes doentes antes e depois da UTI, os serviços de apoio e a atuação da diretoria resultaram nestes números”, resumiu o médico.

De acordo com dados da UTI Covid, em 2020 foram internados 159 pacientes contaminados com o SARS-COV-2, sendo registrados 43 óbitos (27%) e até o início de agosto de 2021, houve 222 internações, com 45 óbitos (20%). “Ou seja, mesmo com um aumento nos casos e até uma sobrecarga que foi registrada em todos os hospitais, o percentual caiu no HU”, disse o médico, afirmando que a unidade passa por um período de relativa tranquilidade neste início de agosto, mas está preparada para um possível aumento na demanda, em função de novas variantes. “Essas condições que eu apontei habilitam a UTI para manter a taxa de desempenho mesmo com um novo cenário”, afirmou.
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Residente do HU ressalta benefício de diagnóstico e tratamento da hanseníase

30/07/2021 16:35

Apesar de ser uma doença muito antiga e ainda muito estigmatizada, a hanseníase é curável, com medicações fornecidas regularmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) possui um Ambulatório de Hanseníase para acolher, tratar e acompanhar os pacientes e seus familiares. Uma vez iniciado o tratamento, a transmissão se interrompe.

A médica residente do ambulatório Fernanda Ramos Paes e Lima explica que a hanseníase é uma doença infectocontagiosa causada por uma micobactéria conhecida como Bacilo de Hansen. “É uma doença característica de países em desenvolvimento, sendo que o Brasil é o primeiro do mundo em diagnóstico de novos casos, com 27.874 casos novos em 2019. Em Santa Catarina, o dado mais recente (2018) revela 122 novos casos de Hansen”, relata. “Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor, pois o tratamento cura a doença, interrompe a transmissão e previne sequelas”, diz.

Segundo ela, a hanseníase pode acometer qualquer pessoa, atingindo mais homens adultos, pessoas com influência genética e pessoas com baixa imunidade, como as portadoras do vírus HIV e pacientes em tratamento para cânceres. “A transmissão acontece por meio de contato respiratório prolongado com paciente em estágio avançado da doença e não tratado”, explicou Fernanda Lima, lembrando que, uma vez iniciado o tratamento, a transmissão se interrompe. O contato com a pele do doente e objetos de uso comum não provocam a transmissão.

O diagnóstico é clínico, feito por médico capacitado em reconhecer os sintomas de hanseníase, como lesões de pele mais claras e avermelhadas, com perda da sensibilidade, sensação de dormência nos braços e pernas, por exemplo. Em alguns casos, pode-se solicitar exame adicional chamado baciloscopia, mas nem sempre será positivo e mesmo um resultado negativo não afasta a doença.

O tratamento é feito por meio de comprimidos fornecidos no SUS em todo território nacional. As doses mensais são supervisionadas por profissional da saúde e as demais de uso diário domiciliar. A quantidade das medicações associadas para o tratamento bem como sua duração dependem da gravidade da doença, durando em média de seis a doze semanas.

 

Unidade de Comunicação do HU

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HU/UFSC recebe nova equipe de profissionais efetivos

01/07/2021 12:49

O primeiro dia de integração ocorreu nesta quinta-feira, 1º de julho. Foto: Sinval Paulino

O Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina (HU-UFSC) recebeu nesta quinta-feira, 1º de julho, 20 novos trabalhadores, sendo 14 técnicos de enfermagem, cinco médicos e um técnico de segurança do trabalho. Do total, 19 são empregados efetivos, contratados após concurso público e um médico foi selecionado após Processo Seletivo Emergencial (PSE).

No primeiro dia de trabalho, os novos contratados receberam material informativo sobre a instituição e sobre a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), durante um processo de integração que inclui informações sobre o HU, orientações sobre legislação trabalhista, segurança do trabalho, regras internas do hospital, entre outros. Os participantes foram orientados a usar álcool em gel e manter distanciamento durante a solenidade de recepção.

A programação da integração ocorre durante dois dias (01/07 e 02/07) para todos os cargos e inclui, ainda, informações sobre oportunidades de crescimento na carreira e funcionamento da Ouvidoria, além de um dia de capacitação para os técnicos de enfermagem, marcado para 5 de julho.

Os novos colaboradores foram recebidos pela superintendente do hospital, Joanita Angela Gonzaga Del Moral, que deu as boas-vindas à equipe e apresentou dados sobre a instituição. “O HU é um hospital de ensino e abre muitas oportunidades para o crescimento na carreira dos seus profissionais”, afirmou. É o caso do médico Jandir Santos Silva, que também faz parte da nova equipe e foi contratado para trabalhar na Emergência do HU. “O hospital faz parte de minha carreira, pois aqui me formei e fiz a minha residência em Clínica Médica”, disse o profissional, que está se especializando em Gastroenterologia.

A técnica de Enfermagem Adriana de Fátima Lettman disse que esta perspectiva de emprego e de crescimento foi um dos fatores que a atraíram a participar do concurso de 2019 e aguardar a convocação da Ebserh. “Eu já conhecia o hospital da rede no Rio Grande do Sul, onde nasci, e quis aproveitar esta oportunidade quando pude”, disse a profissional, que elogiou as informações recebidas na integração.

Com estas contratações, o HU/UFSC contabiliza um total de 1.803 trabalhadores, sendo 592 empregados efetivos e 179 contratados em PSE pela Ebserh e 1.032 que fazem parte do quadro de pessoal do Regime Jurídico Único (RJU) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Texto: Unidade de Comunicação Social do HU/UFSC

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Profissionais do HU explicam relação entre diabetes e Covid-19

25/06/2021 09:36

Os pacientes com Diabetes Mellitus controlado têm menor risco de complicação pela Covid-19. Por isso, é fundamental, neste período, manter os medicamentos e os cuidados indicados pelos profissionais de saúde. O alerta é da equipe do Ambulatório de Diabetes do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC), que divulgou uma série de orientações por ocasião do Dia Nacional do Diabetes (26/06).

De acordo com a enfermeira Dionice Furlani, do grupo de Enfermagem em Diabetes do HU/UFSC, além do uso regular dos remédios, estes cuidados estão relacionados a alimentação, prática de exercícios físicos e monitoração da glicemia. “São dicas de autocuidado e controle de diabetes em tempos de Covid-19”, reforçou a profissional.

O Ambulatório de Diabetes do HU/UFSC atende pacientes de todas as regiões de Santa Catarina. Foto: Sinval Paulino

O Diabetes Mellitus (DM) é uma síndrome metabólica de origem múltipla, decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade de a insulina exercer adequadamente seus efeitos. A insulina é produzida pelo pâncreas e é responsável pela manutenção do metabolismo da glicose e a falta desse hormônio provoca déficit na metabolização da glicose e, consequentemente, diabetes. Caracteriza-se por altas taxas de açúcar no sangue (hiperglicemia) de forma permanente.

O prolongamento da hiperglicemia (altas taxas de açúcar no sangue) pode causar sérios danos à saúde, como lesões na retina do olho, alterações renais, pé diabético (ocorre quando uma área machucada ou infeccionada nos pés desenvolve uma úlcera), infarto e infecções, entre outros.
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Novo equipamento de raios X do HU/UFSC utiliza dose menor de radiação e aumenta agilidade e qualidade de radiografias

11/06/2021 10:11

O Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC) conta com um novo equipamento de raios X que apresenta ganho em agilidade, qualidade e ergonomia, além de utilizar uma dose menor de radiação em relação aos sistemas de aquisição de radiografia convencional e radiografia computadorizada (CR). O equipamento DR, usado para aquisição de exames de raios X (por exemplo, RX do tórax, fêmur, crânio, abdome e outros) foi instalado em uma sala própria dentro da Unidade de Diagnóstico por Imagem do HU.

O físico médico Tiago Trindade Hahn, que está coordenando as atividades de treinamento da equipe da unidade, explicou que o equipamento representa um ganho imediato em fluxo de trabalho, pois a visualização da imagem é feita segundos após a aquisição. “No sistema CR usado até agora, o técnico em radiologia tem de usar uma placa de fósforo, sendo que, após captar as imagens na sala de exames, é necessário inseri-la numa leitora para possibilitar a visualização em um monitor. Com o novo equipamento DR, a imagem é transmitida diretamente do aparelho, possibilitando a visualização das imagens no monitor em segundos”, explicou, acrescentando que este é o sistema de aquisição mais moderno na área de raios X em operação no Brasil atualmente.

A chefe da unidade, Isabel Lohn da Silveira, explicou que no momento as equipes estão em fase de treinamento para operação do equipamento e a expectativa é de que em breve sejam reabertos os atendimentos via Sistema de Regulação (Sisreg), sendo que a contratualização do HU com o Estado prevê 800 atendimentos mensais deste tipo de exame. Além destes atendimentos, o equipamento é utilizado para pacientes internados no HU.
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Artigo desenvolvido com base em atendimentos realizados no HU/UFSC é publicado em revista científica britânica

08/06/2021 09:21

Um estudo publicado na revista científica britânica Acupuncture in Medicine mostrou que o uso da acupuntura ajudou profissionais de saúde a lidarem com o sofrimento desencadeado durante a pandemia da Covid-19. O artigo foi escrito com base na experiência de 340 atendimentos para trabalhadores do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC) de abril a julho de 2020.

Estes atendimentos fazem parte de uma série de atividades desenvolvidas pela Unidade de Atenção Psicossocial (UAP) do HU no ano passado, quando foi realizado um programa de atendimento para enfrentamento do sofrimento psíquico provocado e/ou intensificado pela pandemia. Entre as atividades, além do atendimento individual com homeopatia, psiquiatria e psicologia, foram abertos grupos de atendimento pela psiquiatria e escuta qualificada para profissionais e gestores do hospital.

O médico acupunturiatra Ari Ojeda Ocampo Moré participou do projeto no HU/UFSC e é um dos autores do artigo denominado Acupuncture for Brazilian healthcare workers facing mental health problems during the COVID-19 pandemic na revista, a principal publicação científica mundial da área de acupuntura. Ele explicou que, dos 340 atendimentos feitos no período, 83% eram de pacientes que relataram queixa de algum tipo de sofrimento mental; 27% reclamavam de dor e 17% de outros problemas relacionados à mudança na rotina de trabalho.

“A compreensão dos três profissionais da medicina acupuntura e dois residentes de acupuntura envolvidos neste projeto é que houve uma melhora expressiva nos sintomas de trabalhadores tratados com acupuntura”, disse Ari Moré, explicando que o artigo indica a importância de futuros ensaios clínicos para abordar o impacto da acupuntura nestes casos.

O médico acupunturiatra explicou que tais resultados vão ao encontro de vários estudos científicos que demonstram que a acupuntura promove a modulação da conectividade de diversas áreas do sistema límbico (áreas responsáveis pelo processamento das respostas emocionais) e que se correlaciona com a recuperação da sensação de bem-estar psíquico. “Há também estudos que comprovam a eficácia da acupuntura em casos de ansiedade e depressão”, complementou.

Além de Ari Ojeda Ocampo Moré, participaram da publicação do estudo os médicos acupunturiatras Luciana Kiehl Noronha e João Eduardo Marten Teixeira, as médicas residentes em Acupuntura Andrea Ruschel Träsel e Fernanda Maria de Faria e Sousa, e o assistente social e chefe da UAP do HU, Deidvid de Abreu.

Deidvid sinaliza que existem diversas formas de cuidado em saúde mental, sendo que a parceria com a acupuntura foi fundamental para contribuir no cuidado com os trabalhadores do HU.

> Acesse o artigo neste link

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HU/UFSC oferece serviço de radiografia odontológica panorâmica para pacientes da rede pública de Florianópolis

01/06/2021 10:11

Cirurgiã-dentista radiologista opera equipamento, que permite radiografia panorâmica da arcada dentária. Foto: Sinval Paulino.

A partir de um convênio realizado entre o Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC) e a Prefeitura Municipal de Florianópolis, os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) passarão a contar com a realização do exame de radiografia odontológica panorâmica, oferecido pelo Núcleo de Odontologia Hospitalar do HU. Profissionais da rede de atenção primária e secundária de Florianópolis podem solicitar o exame, conforme indicação clínica.

A cirurgiã-dentista radiologista do HU, Scheila Aust, explicou o que é a radiografia panorâmica. “Trata-se de um exame complementar usado como coadjuvante para o diagnóstico e o planejamento odontológico”. Conforme a cirurgiã-dentista, a realização no HU deve seguir as normas de pactuação estabelecidas pelo convênio para pacientes encaminhados via Sistema de Regulação (sistema CELK).

A professora do Departamento de Odontologia da UFSC, Alessandra Rodrigues de Camargo, responsável técnica do Núcleo de Odontologia Hospitalar do HU, afirmou que a radiografia panorâmica também é utilizada para pacientes internados no hospital e de alta complexidade, otimizando atuação da equipe de odontologia hospitalar.

O convênio já está em operação e o primeiro paciente encaminhado pelo SUS fez o exame no dia 31 de maio. Trata-se de uma moradora do bairro Carianos, em Florianópolis, que está fazendo tratamento da arcada dentária devido a um acidente de moto. “O encaminhamento para este exame foi rápido e estou orgulhosa de saber que sou a primeira pessoa encaminhada para este serviço”, disse.

Texto: Unidade de Comunicação Social – HU/UFSC

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Alergista do HU/UFSC recomenda cuidados especiais na temporada de frio

25/05/2021 10:02

A temporada de frio chegou a Santa Catarina e neste momento pessoas que têm doenças alérgicas devem tomar cuidados especiais, de acordo com a médica alergista do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU/UFSC) Jane da Silva, que falou sobre o impacto da temperatura e da queda na umidade relativa do ar e alguns cuidados que podem ser tomados, como higienizar os ambientes, manter salas e quartos arejados e intensificar os cuidados diários com higiene pessoal e tratamentos indicados pelos médicos.

Nesta entrevista, ela falou, ainda dos riscos de desencadear uma crise alérgica e como agir nestes casos.

A temporada de frio está chegando em Santa Catarina. Qual é o impacto desta mudança climática para quem tem alergias?

Jane: Pessoas com doenças alérgicas como asma, rinite e dermatite atópica sofrem muito com mudanças bruscas de temperatura. Particularmente no outono e inverno, essas doenças podem piorar (com exacerbações) por causa do frio.

Doenças não infecciosas, como alergias respiratórias e asma, por exemplo, são afetadas com temperaturas mais baixas?

Jane: Sim, em especial pessoas com asma e rinite concomitantes, que é bastante frequente. Inclusive tem-se o conceito de vias aéreas unidas, para explicar a influência dos sintomas nasais sobre os brônquios e vice-versa. Junto com o frio, ocorre também uma queda na umidade relativa do ar. Esses dois fatores interferem em doenças respiratórias, pois tanto a mucosa nasal quanto a dos brônquios promovem umidificação e aquecimento do ar respirado.

O clima frio e seco exige mais das mucosas nasal e brônquicas, que adicionalmente, apresentam vasoconstricção como resposta do organismo ao frio, reduzindo a produção de muco que é auxiliar na proteção das mucosas. Assim, independentemente de haver doenças alérgicas respiratórias, o nariz e os brônquios são órgãos alvo durante outono e inverno e, se houver inflamação, como na asma e rinite, maior é a chance de ter exacerbação de sintomas nesses períodos.

Além de doenças alérgicas respiratórias, é comum também haver piora da dermatite atópica durante o outono e inverno. As pessoas tendem a tomar banhos mais quentes e prolongados, por causa do frio. Isso piora o ressecamento da pele e provoca muito mais coceiras. Ao usarem roupas guardadas e que não foram lavadas, têm contato direto com ácaros na pele, piorando a inflamação da dermatite.
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Enfermeiras residentes relatam experiência de enfrentamento da Covid-19 no HU/UFSC

14/05/2021 09:47

Enfermeiras residentes que atuaram na linha de frente do combate à Covid-19 no Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC) descreveram a experiência de enfrentar a pandemia. O relato, feito pelas residentes Jennifer Hostins, Sayonara Stefane Tavares de Moura e Carine Provensi, mostra vários lados desta realidade: o aspecto humano, as emoções diárias e a necessidade de rápida e eficaz adaptação para buscar soluções tanto na assistência quanto na gestão.

O depoimento ganha destaque na Semana Brasileira da Enfermagem, cujo tema, neste ano, é O trabalho em Enfermagem no contexto de crise. Veja o relato:

“O ano de 2020 foi desafiador para todas as profissões, principalmente para aqueles profissionais que atuam na linha de frente contra a Covid-19, pois além da preocupação com a própria saúde, dos familiares e isolamento social, houve necessidade de se adaptar a uma nova situação tanto na assistência quanto na gestão.

Como enfermeiras integrantes da Residência Multiprofissional em Saúde, com ênfase em Urgência e Emergência do Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago, vinculado a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), tivemos a oportunidade de vivenciar e evidenciar ainda mais o quão essencial e estritamente compatível à vida é o trabalho da Enfermagem.

A passagem pela Emergência respiratória (Covid) ocorreu nos meses de março e abril de 2021, período no qual pudemos acompanhar o momento mais extenuante da pandemia. Por várias vezes, as lágrimas no rosto dos que recebiam a notícia da necessidade de intubação orotraqueal nos deixavam angustiados e, concomitantemente, motivados a oferecer nosso melhor apesar do cansaço físico e mental. A enfermagem, diante desse cenário, permanecia ávida à recuperação da saúde dos seus pacientes, não apenas prestando assistência direta, mas realizando as alterações necessárias no espaço físico.

Observamos e aprendemos principalmente sobre o papel e poder dos enfermeiros empenhados e sensibilizados, lutando por um mesmo propósito, e nos fazendo acreditar ainda mais em um Sistema Único de Saúde (SUS) resolutivo, eficaz, empoderado, que salva vidas.

A nossa breve experiência neste ambiente foi imprescindível para a formação durante a residência. Observar o trabalho desenvolvido, nos faz crer que a Enfermagem também conquistará seu espaço e valorização merecida, que seu trabalho será reconhecido como ele realmente é, autônomo, decisivo e veementemente engajado na busca pela sobrevida do paciente”.

Jennifer Hostins, Sayonara Stefane Tavares de Moura e Carine Provensi, residentes de Enfermagem no HU/UFSC

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Eventos on-line e divulgação de manual integram a Semana da Enfermagem no HU/UFSC

11/05/2021 08:59

A 82ª Semana Brasileira de Enfermagem (SBEn) lançada pela Associação Brasileira de Enfermagem (Aben) será realizada no período de 12 a 20 de maio deste ano, com o tema central O trabalho em Enfermagem no contexto de crise. Este ano, o Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC) e o Departamento de Enfermagem da UFSC terão programação integrada, denominando esta semana como Enfermagem: uma voz para liderar em um contexto de crise.

Entre as atividades desenvolvidas no HU estão previstos eventos on-line, divulgação de material científico e de procedimento técnico, além de relatos de experiência que serão apresentados pela equipe de Enfermagem e de Gestão relatando o enfrentamento da pandemia da Covid-19.

A programação começa no dia 11 de maio, às 10h, com o Painel de Abertura que contará com a participação da chefe da Divisão de Enfermagem do HU, Silvana Alves Benedet, e de professores do Departamento de Enfermagem da UFSC. Para o dia 12, das 9h às 11h, está prevista uma mesa redonda on-line, com o tema Enfermagem na linha de frente da gestão da pandemia no ambiente hospitalar, com as enfermeiras do HU/UFSC Graciele Trentin, chefe do Setor de Vigilância em Saúde e Segurança do Paciente, Lícia Brito Shiroma, chefe do Setor de Regulação e Avaliação em Saúde, Carina Martins Acosta, chefe da Unidade de Cuidados Intensivos e Semi-Intensivos Adulto, Ana Maria Martins Carlos, chefe do Setor de Urgência e Emergência e Silvana Alves Benedet, chefe da Divisão de Enfermagem do hospital.

No dia 20, das 14h às 16h, será a vez dos profissionais Enfermeiros Marcello Maciel, da Unidade de Clínica Médica 1 (Covid); Cristiane Coelho, do Setor de Urgência e Emergência, Carolina Campagnollo de Melo, do Ambulatório; e as Técnicas de Enfermagem Analice Silva Zacchi Netto, do Alojamento Conjunto e Izabel Fernanda Pauli, da Unidade de Cuidados Intensivos e Semi-Intensivos Adulto, que apresentarão suas experiências em mesa redonda com o tema: Relatos de experiência do trabalho de enfermagem no contexto da crise. Os eventos vão acontecer no Canal Enfermagem UFSC no YouTube.

Além dos eventos on-line, a Semana da Enfermagem será marcada por relatos de experiência que serão divulgados nos canais oficiais do HU, como o caso das Residentes de Enfermagem que atuam na linha de frente de combate à Covid, que falaram sobre os desafios e aprendizado adquirido no contexto da pandemia. Também será divulgada a experiência das equipes de Enfermagem do HU/UFSC com o uso de tecnologia para atendimento e consultas a distância.

Em relação às produções, será publicado o Manual de Normas e Rotinas da Unidade de Gestão de Enfermagem em Internação (UGEI) trabalho desenvolvido pela UGEI em conjunto com o Núcleo de Educação Permanente em Enfermagem (NEPEn), cujo objetivo é contribuir para organizar e padronizar a assistência nas Clínicas Médicas e Cirúrgicas.

Outra prática a ser divulgada será o trabalho desenvolvido pelas enfermeiras do Núcleo de Materiais de Assistência de Enfermagem (NUMAEn), que aprimorou a ferramenta utilizada para análise técnica de máscaras cirúrgicas, experiência que possibilitou restringir a aquisição de máscaras inadequadas para assistência, conferindo ao profissional a segurança no uso deste EPI.

Texto: Unidade de Comunicação Social – HU/UFSC

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HU/UFSC tem atendimento ambulatorial e exames para pacientes asmáticos

04/05/2021 10:00

O Dia Mundial da Asma, lembrado na primeira terça-feira de maio, data criada com o objetivo de conscientizar sobre o controle da asma e prevenção de crises, ganha uma importância maior no cenário de pandemia da Covid-19, já que as infecções virais estão entre as causas frequentes. Por isso, pacientes asmáticos devem ficar em isolamento sempre que possível, especialmente os portadores de formas mais graves da doença.

No Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC), há atendimento ambulatorial e realização de exames para pacientes com asma. O serviço é realizado por uma equipe especializada e os pacientes chegam ao hospital após consulta na rede básica de saúde, ou seja, é preciso ser encaminhado via Serviço de Regulação (Sisreg).

A chefe do Serviço de Pneumologia do HU, a pneumologista Elaine Cristina Caon de Souza, disse que a campanha do Dia Mundial da Asma reforça a importância dos cuidados para estes pacientes. “Prevenção, vacinação e controle das crises são medidas fundamentais para esta população”, disse.
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Coral e Orquestra de Câmara da UFSC fazem homenagem especial para trabalhadores do HU

30/04/2021 08:57

O Coral e a Orquestra de Câmara da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) prepararam um presente de aniversário para o Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU/UFSC), por ocasião do aniversário de 41 anos da instituição, comemorado neste mês de maio. Trata-se de um vídeo dirigido aos trabalhadores do HU e, por meio deles, a todos aqueles que estão trabalhando no combate à Covid-19.

Com regência de Miriam Moritz e música de Ivan Lins e Vitor Martins, o coral e a orquestra apresentam a música Novo tempo, com imagens da rotina de trabalhadores do HU. São cinco minutos e 34 segundos de uma mensagem que certamente vai manter o estímulo das equipes que enfrentam um dos maiores desafios de sua geração.

> Confira a íntegra do vídeo:

Texto: Unidade de Comunicação Social – HU/UFSC

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HU/UFSC reduz consumo de água em 41% sem afetar atividades e gera economia anual de R$ 1,2 milhão

09/04/2021 10:36

O Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC) reduziu em 41% o consumo de água no ano passado, em relação a 2019, após uma série de medidas adotadas pelo Setor de Infraestrutura Física (SIF) da instituição. Esta queda, que representa uma economia de R$ 1,2 milhão por ano, se manteve em 2021, de acordo com os técnicos do setor.

A engenheira Pauline Schnel e o técnico Tiago Gualberto participaram dos levantamentos para identificar e reduzir o consumo de água no HU

As medidas se deram na área técnica e de manutenção, portanto não houve alterações no resultado de nenhuma atividade que faz uso de água, segundo explicou a engenheira civil Pauline Kammers Schnel, que é a fiscal do contrato com a concessionária de água no HU.

Na prática, com a ação da equipe de Infraestrutura, a média mensal de consumo caiu de 11,5 milhões para 6,8 milhões de litros de água na conta mensal. Para se ter uma ideia, este volume corresponde ao consumo mensal de 470 famílias compostas por quatro pessoas. Financeiramente falando, a conta mensal de água do HU, que antes era de R$ 230 mil, passou à faixa de R$ 125 mil.

Pauline Schnel explicou que entre as medidas adotadas está um verdadeiro trabalho de detetive da equipe, que passou pela detecção de pontos de vazamento, substituição de uma tubulação de água que ficava embaixo da cozinha, conserto de vazamento em tubulações de água quente ao lado da caldeira, conserto de tubulação de água fria nas proximidades do prédio do grêmio, mapeamento dos registros de água nas unidades, instalação de novos medidores e realização de um projeto piloto de instalação de redutores de vazão nas torneiras e chuveiros de alguns locais, entre outras atividades.
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HU registra doações e contribuições da sociedade na luta contra Covid-19

31/03/2021 16:50

A pandemia de Covid-19 espalhou muita incerteza e medo entre as pessoas, mas também despertou um sentimento que esteve presente desde os primeiros dias: a solidariedade. Pessoas físicas, empresas, profissionais de várias áreas, jovens e adultos se uniram para contribuir com ações solidárias.

Pesquisa elaborada pela Rede Brasil do Pacto Global, iniciativa de sustentabilidade corporativa da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgada em março de 2021, verificou que 10% dos entrevistados estão desenvolvendo medidas para conter ou limitar o avanço da Covid-19, como a doação de equipamentos ou insumos a hospitais.
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Fatores associados à pandemia contribuem para aumento de distúrbios do sono, alerta médico do HU/UFSC

19/03/2021 10:48

Pablo Moritz, especialista em Medicina do Sono

Alguns fatores relacionados ao isolamento social e à pandemia, como o abuso de álcool, a exposição a produtos eletrônicos e a falta de atividade física estão associados ao crescimento de casos de distúrbios do sono, principalmente a insônia. Além destes fatores, foi registrado um aumento no caso de apneia do sono devido ao crescimento no número de pessoas obesas.

Os dados foram apresentados pelo médico pneumologista do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC, Pablo Moritz, por ocasião do Dia Mundial do Sono, lembrado em todo o mundo no dia 19 de março. A data marcar a importância do alerta e tratamento de distúrbios do sono, como a insônia, a apneia obstrutiva do sono e a síndrome das pernas inquietas.

Pablo Moritz, que é especialista em Medicina do Sono, disse que o HU atende pacientes com estes problemas dentro do Ambulatório de Pneumologia. São pacientes encaminhados pelo Sistema de Regulação (Sisreg), ou seja, para buscar atendimento nesta área é preciso procurar inicialmente a Unidade Básica de Saúde, onde a equipe médica fará a avaliação inicial e os encaminhamentos, quando necessário.
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Especialista do HU/UFSC alerta sobre aspectos da endometriose

12/03/2021 10:22

No mês de março, são lembradas várias causas importantes para as mulheres e um marco de destaque foi a criação, por lei, do Dia Nacional de Luta contra a Endometriose, em 13 de março. Esta data é importante para a discussão sobre a saúde feminina, considerando que esta doença atinge 15% das mulheres em idade reprodutiva, segundo a Associação Brasileira de Endometriose.

O médico gineco-obstetra da Divisão de Tocoginecologia do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC) Rodrigo Assumpção Baron explicou que a endometriose é caracterizada pela presença de tecido endometrial (tecido que reveste o interior do útero) fora da cavidade uterina, ou seja, em órgãos da pelve como tubas, bexiga, ovário, intestino e peritôneo pélvico.

Segundo ele, o principal sintoma de endometriose é dor pélvica, que pode ser desde menstruação com cólicas, que vão se acentuando à medida que o tempo passa até dor fora do período menstrual, dor no ato sexual (principalmente na penetração profunda) e infertilidade. “O diagnóstico, na maioria das vezes é clínico, por meio da história da paciente e pelo exame físico”, explicou o médico, acrescentando que existem exames de imagem mais específicos que ajudam os médicos no diagnóstico, principalmente quando há doença infiltrativa, como Ultrassom Transvaginal e Ressonância Magnética com preparo intestinal.

O médico explicou que o HU/UFSC realiza cirurgia de videolaparoscopia para endometriose em casos em que não haja endometriose profunda acometendo órgãos como intestino, por exemplo. Essas pacientes são encaminhadas para ambulatório de ginecologia operatória via Unidade Básica de Saúde.
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Infectologista do HU/UFSC fala sobre doenças provocadas por alagamento e dá dicas para moradores de áreas afetadas

02/02/2021 09:00

Os moradores da Grande Florianópolis e alguns pontos de Santa Catarina enfrentaram, nos últimos dias, os alagamentos provocados pelas chuvas. Esta situação traz à tona uma preocupação dos moradores e das autoridades de saúde: as doenças provocadas pelo contato com água e alimentos contaminados.

O médico infectologista do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU/UFSC), Alexandre Boschiroli, explicou quais são as doenças mais comuns, as situações de risco e como proceder para minimizar possíveis malefícios diante de uma situação de alagamento.

Segundo ele, a necessidade de cuidado não se limita ao período de chuvas e alagamento, pois a água e a lama remanescentes são ricas em micro-organismos que sobrevivem por semanas. Além disso, há o risco de contaminação da rede de abastecimento de água, de acidentes com animais peçonhentos e, principalmente no cenário atual de pandemia, os problemas decorrentes de aglomeração de pessoas em alojamentos, por exemplo.

Boschiroli aponta algumas medidas que podem ser adotadas, como: evitar o contato direto com as águas e, caso seja inevitável o contato, como proteger-se; evitar consumo de água e alimentos contaminados; proteger-se de acidentes com animais peçonhentos; procurar ajuda em postos de saúde em caso de adoecimento; manter a rede de drenagem livre de detritos; e estar em dia com a carteira de vacinação.

Quais são as doenças mais comuns decorrentes destas situações de alagamentos que acontecem com frequência em várias cidades do Brasil?

– Doenças diarreicas por vírus, bactérias (gastroenterites) e doenças parasitárias: Sua ocorrência aumenta com a ingestão de água ou alimentos contaminados. A falta de água ou a contaminação da água da rede de abastecimento e a falta de energia comprometendo a conservação de alimentos, além de precárias condições de higiene em situações de calamidade, favorecem as doenças de disseminação hídrica e alimentar.
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