Site ‘Acolhe UFSC’ visa promover a saúde mental e aliviar o sofrimento psíquico na Universidade

18/12/2025 11:26

O Comitê Intersetorial Permanente de Atenção Psicossocial e Promoção de Saúde (CIPAPP) lançou nesta quinta-feira, 18 de dezembro, o site Acolhe UFSC com o objetivo de promover saúde mental na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O site foi planejado e construído coletivamente no âmbito deste comitê, que integra a Política de Saúde Mental, Atenção Psicossocial e Promoção de Saúde, vinculada ao Gabinete da Reitoria.

O Acolhe UFSC disponibiliza informações sobre saúde mental, com serviços internos e externos à Universidade. Em cada campi, os serviços são direcionados a diferentes públicos: estudantes de graduação e pós-graduação, estudantes da educação básica, servidores; e diferentes categorias de trabalhos: acolhimento a sujeitos em sofrimento psíquico, urgência e emergência (UPAs e hospitais), psicoterapias, CAPS e UBS, assistência estudantil, acolhimento a vítimas de violências, apoio pedagógico, arte, esporte, rodas de conversa temáticas, coletivos e espaços de convivência. O site apresenta também um guia para situações de crise e uma linha do tempo dos trabalhos em saúde mental desenvolvidos na UFSC.  

“Embora seja fundamental a existência de instâncias específicas voltadas ao acolhimento de sujeitos em sofrimento e para a promoção de saúde mental, destacamos a importância da implicação de toda a comunidade universitária para que a UFSC se configure como um espaço de escuta, diálogo, de multiplicidade, com processos pedagógicos que potencializem o aprendizado e não produzam violências. A promoção de saúde mental diz respeito à sustentação do projeto de universidade e formação que queremos”, afirma Lucas Emmanoel, coordenador do CIPAPP.

O coordenador observa também que, na sociedade atual, há uma tendência crescente de se individualizar o sofrimento, como se fosse um problema exclusivamente pessoal ou biológico. “Geralmente são feitos encaminhamentos reducionistas pelo qual o ‘sujeito-problema’ seria normalizado ou afastado e devolvido ao mesmo ambiente em que estava. Ou ainda, o sofrimento é silenciado, pois afinal, em tempos de inflação narcísica e exigência de alta performance, o sofrimento é convertido em patologia a ser medicalizada. O Acolhe UFSC aposta no sentido contrário: o sofrimento é uma experiência com o insuportável e é efeito de múltiplas determinações: subjetivas, universitárias e sociais. Dessa forma, cabe questionar: o que o sofrimento revela? E qual a parte da universidade e da sociedade na produção de sofrimento na Universidade?”

 

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