‘Experimenta Diversidade’ recebe exposições artísticas nesta semana

22/11/2022 14:38

A 7ª edição do Experimenta recebe diversas exposições artístico-culturais em diferentes locais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), incluindo o Campus de Araranguá. As atividades expressam a difusão de conhecimento e a diversidade cultural que caracterizam o eventoDe 21 a 27 de novembro, são realizadas mais de 30 ações, com o objetivo de trazer à cena a temática da diversidade, sua representação nas linguagens artísticas e sua experimentação nos diferentes campos do conhecimento.

Programação de exposições:

O altiplano andino. Foto: Vanessa Casarin

O Altiplano Andino
Onde: Hall da Reitoria I
Aberta para visitação das 8h às 19h
Autora: Vanessa Casarin

A exposição traz retratos de paisagens naturais e culturais do altiplano peruano e chileno e da cultura andina, como etnias, religiosidade e comércio. Os retratos envolvem paisagens do entorno de Puno e o Lago Titicaca (as ilhas flutuantes onde vivem os Uros), no Peru, e de San Pedro do Atacama e cercanias (deserto e salares), no norte do Chile.

O Altiplano Andino é uma extensa área de platô, situada na porção central do Planalto dos Andes, ocupando partes do norte do Chile e da Argentina, do oeste da Bolívia e do sul do Peru. Sua altitude média é de aproximadamente 3.750 metros.

O nordeste do Altiplano, onde está situada a cidade de Puno, no Peru, e o lago Titicaca, na fronteira entre Peru e Bolívia, é mais úmido que o sudoeste. O sudoeste é caracterizado pela aridez do Deserto do Atacama, onde é possível encontrar vários salares. O altiplano é dominado por vulcões ativos, como o Licancabur, no Chile, nas proximidades de San Pedro de Atacama, marcando a paisagem do Salar do Atacama.

Paisagens naturais e culturais são objeto de pesquisa do Grupo de Pesquisa em Desenho Urbano e Paisagem do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PósArq/UFSC), assim, esta exposição conta com o apoio desse programa de pós-graduação.

LGBTQIA+ Além do Tempo. Imagem: divulgação

LGBTQIA+ além do tempo
Onde: Hall da Reitoria I
Aberta para visitação das 8h às 19h
Autora: Karime Limeira

O projeto tem como objetivo o processo de criação de um ensaio fotográfico com o movimento LGBTQIA +, e pessoas aliadas, tendo como tema a ideia de LGBTQIA + para além do tempo. Também consiste na organização de exposições itinerantes e interação entre equipe idealizadora, participantes e público expectador para difundir conteúdo cultural de valorização das diversidades, desconstruindo valores cristalizados que reproduzem estigmas e preconceitos e contribuindo para a construção de práticas antidiscriminatórias dentro e fora da universidade. O conceito artístico do projeto é fazer recortes de décadas entre 1920 e 2020, tendo como inspiração personalidades que se destacaram no cenário social e cultural.

Juntas. Imagem: divulgação

Juntas
Onde: Espaço Zahidé Lupinacci Muzart | CCE
Autora: Gabriela Canale Miola

A exposição Juntas reúne trabalhos de cinco artistas que aproximam fotografia e performance para debater estratégias de (r)existência. Composta por fotos-performances realizadas em diferentes espaços de Florianópolis, a exposição aborda temas como ancestralidade, ecologia e identidade. As artistas desenvolvem coletivamente o projeto de extensão Performance e novas mídias no Departamento de Artes da UFSC.

“Um Sorriso Negro”. Foto: divulgação/Secarte

Um sorriso negro
Onde: Espaço Expositivo | Centro de Cultura e Eventos
Aberta para visitação das 7h às 19h
Autora: Daisy Américo

“A Exposição traz a alegria de um sorriso negro! Desde a ancestralidade, nosso sorriso representa resiliência, resistência, amor, determinação e acima de tudo bondade. Por meio da estética, trago representada na pintura, a força do meu povo, que incansavelmente busca e constrói um mundo melhor, igualitário e digno para todos. E por essa consciência de igualdade, apresento um sorriso negro pra você!”

Daisy Américo

Brasilidades. Foto: divulgação/Secarte

Brasilidades
Onde: Hall piso térreo | Centro de Cultura e Eventos

Aberta para visitação das 7h às 19h
Autor: Bruno Barbi

Brasilidades propõe uma crítica ao Brasil institucional, majoritariamente branco e masculino, que invisibiliza, apaga e boicota suas riquezas intelectuais, artísticas e culturais. A série retrata 20 mulheres negras de ontem e de hoje, das trincheiras de luta contra-hegemônica.

Personalidades, de Luiza Mahin a Leci Brandão, contam a história para a qual o Brasil virou as costas. O intuito da série é resgatar memórias, empoderar novas lideranças, valorizar o pertencimento dessas presenças na universidade.

Literatura infantil afro-indígena. Imagem: divulgação

Literatura infantil afro-indígena
Onde: UFSC Araranguá
Grupo: Ìlera e Neabi
Direção: João Matheus Acosta Dallmann

O Ílera, projeto de extensão iniciado em 2018, organiza uma exposição de literatura infantil afro-indígena em parceria com o Sesc, o Museu Municipal de Araranguá, o Departamento de Cultura e o Conselho Municipal de Políticas Culturais.

O projeto propõe atrações de artistas locais nas áreas da dança, do rap, do samba, do teatro, da contação de histórias, entre outras. A ideia é poder utilizar o transporte do Campus de Araranguá para trazer as atrações para o município.

Rebentação onírica. Foto: divulgação

Rebentação onírica
Onde: Sala Aroeira | Centro de Cultura e Eventos
Autor: Laís Mazzuco Nicoladelli
Classificação indicativa: 18 anos

Fotografia subversiva que intenciona a ruptura com a materialidade, assim como a afinidade com a subjetividade e a individualidade. Tal subjetividade é marcada pela incompreensão de si, a loucura e o desencontro com a lucidez, a solidão e o abandono. A produção foi criada durante a pandemia, portanto contém a temática do isolamento social e o exílio da sociedade. Propõe um olhar imersivo a provocar desagrados, incômodos, desconfortos, causados por esse período pandêmico, mas também autoanálise, exame e investigação de si a partir desse encontro com a própria individualidade.

Ecossistema não é hectare. Foto: divulgação

Exposição virtual – Ecossistema não é hectare
Onde: artsteps.com

Autora: Gabriela Canale Miola

“Chega de transformar violência em paisagem” (Yura Sodoma)

Inspirada na frase de Uyra Sodoma, a exposição virtual Ecossistema não é hectare apresenta uma série de Geo Performances em diversos biomas da cidade de Florianópolis, realizadas no projeto de pesquisa Arte e natureza no Antropoceno, em andamento na UFSC.

A série aqui apresentada é uma estratégia de estar nos lugares, respeitosa e eticamente. A metodologia é artística, assentada na arte da presença – performance – justamente para perguntar: como a presença humana poderia existir no sistema Gaia fora do extrativismo? Qual o impacto da presença humana? Quais os custos ecológicos e geológicos da performatividade humana? Como mensurar em moeda de Gaia, e não em dólares, o custo ecológico de uma espécie dedicada a performar extraindo?

São estratégias para cultivar sensibilidades atentas à importância do não humano, convidando nossas percepções para ouvir atentamente aqueles que não possuem as ferramentas de comunicação e dominação da nossa espécie.

Experimenta

Aberto ao público e gratuito, o 7º Experimenta tem a proposta de incentivar a participação e o envolvimento de estudantes, servidores técnico-administrativos e professores em atividades artístico-culturais desenvolvidas pela UFSC. A ação é realizada pela Secretaria de Cultura, Arte e Esporte da UFSC (Secarte), com apoio do Departamento Artístico Cultural (DAC) e do Departamento de Cultura e Eventos (DCEVEN). A programação completa, com classificação indicativa das atrações, está disponível na página secarte.ufsc.br/experimenta.

Serviço:

O quê: Experimenta Diversidade | 7ª edição
Quando: de 21 a 27 de novembro
Programação: secarte.ufsc.br/experimenta
Redes sociais:
 instagram.com/secarte.ufsc | facebook.com/secarte.ufsc
Informações: experimenta.secarte@contato.ufsc.br | telefone: 48 3721-2376

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