Laboratório de Oceanografia Costeira da UFSC coordena monitoramento sismológico e oceanográfico do litoral do sudeste brasileiro

02/12/2020 14:56

 

Foto: Luiz Antônio Pereira de Souza/IPT SP

Desde julho de 2019, o fundo do mar do Oceano Atlântico está sendo minuciosamente estudado em um projeto capitaneado por uma equipe da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em parceria com a Petrobras. O trabalho é realizado no Litoral da região Sudeste do Brasil, entre o Norte da Bacia de Santos e o Sul da Bacia do Espírito Santo, envolvendo toda a Bacia de Campos.
Intitulado “Monitoramento Sismológico e Oceanográfico de um Segmento na Margem Sudeste do Brasil: Norte da Bacia de Santos ao Sul da Bacia do Espírito Santo”, o projeto é financiado pela Petrobras, coordenado pelo Laboratório de Oceanografia Costeira da UFSC em parceria com o Observatório Nacional, e conta com a colaboração de pesquisadores do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), da Geofísica da Universidade Federal Fluminense (UFF) e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT-SP). No total são 13 pessoas diretamente envolvidas.

Foto: Luiz Antônio Pereira de Souza/IPT SP

Com apoio da equipe de trabalho, a Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu) faz a gestão administrativa e financeira do projeto. “A Fapeu é responsável pela parte administrativa, burocrática, compras, prestação de contas, importação, entre outras ações”, cita o professor Antonio Henrique da Fontoura Klein, coordenador do projeto e que desde 2010 integra o quadro de professores da coordenadoria especial de Oceanografia do Centro de Ciências Físicas e Matemáticas da UFSC. O projeto consiste no mapeamento de atividades sismológicas e oceanógrafas principalmente na região da Bacia de Campos, descoberta em 1974 e que hoje é um dos maiores complexos petrolíferos offshore (no mar) do mundo. O levantamento tem o objetivo de fornecer subsídios para o planejamento pela Petrobras de implantação de uma infraestrutura submarina.

No total são quatro expedições: em julho de 2019; em fevereiro e junho de 2020; e uma, ainda a definir, a partir de novembro de 2020. Os Ocean Bottom Seismometers foram lançados em julho de 2019 e recuperados na expedição de junho de 2020. O Fundeio Oceanográfico foi lançado em julho e recolhido em seguida; e depois lançado em fevereiro e recolhido na operação de junho.

Na expedição de fevereiro foi feita uma manutenção de emergência no Fundeio Oceanográfico, após ficar cerca de 72 horas à deriva. Apesar do susto, a operação de resgate, com uso de rastreadores por satélite, foi realizada com tranquilidade e sucesso, relatou o professor Antonio Fernando Fetter Filho, da Oceanografia da UFSC, responsável pelo cruzeiro. Depois, em função da covid-19, a tripulação no navio oceanográfico foi reduzida para a operação realizada no período mais intenso da pandemia, observou o professor da Universidade Federal da Bahia (UFBa) Arthur Machado, coordenador científico do cruzeiro. A última expedição ocorrerá entre novembro de 2020 e março de 2021, quando dados de geofísica rasa e hidrografia serão coletados.

Assessoria de Comunicação da Fapeu
Esta reportagem integra a 12ª edição da Revista da Fapeu, que pode ser acessada na íntegra no link a seguir:

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