Professora da UFSC preside Academia Brasileira e Sociedade Latino-americana de Disfagia

19/11/2020 08:52

A disfagia é a dificuldade na deglutição de alimentos, líquidos ou saliva em qualquer etapa do trajeto da boca ao estômago. O sintoma é um sinal de alarme para outras doenças e pode trazer consequências graves como pneumonias aspirativas, desnutrição e desidratação. Em 2019, o Brasil e a América Latina criaram sociedades voltadas especificamente à pesquisa do tema.

A Sociedade Latino-americana de Disfagia (SLAD) foi fundada em 19 de junho do ano passado, na Argentina, durante o I Congreso Latinoamericano de Disfagia, organizado pela Asociación Argentina de Disfagia (AAD). Quatro meses depois, a Academia Brasileira de Disfagia (ABD) foi criada em assembleia realizada no Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia, organizado pela Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia.

Ambas as sociedades – SLAD e ABD – são atualmente presididas pela professora Ana Maria Furkim, professora do Departamento de Fonoaudiologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Nomeada para gestão 2019-2021, a docente ressalta a importância dessas instituições à sociedade: “São fundamentais para se estabelecer o elo que proporcionará visibilidade da produção científica produzida na América Latina para o mundo, além de fornecer orientações assistenciais a pacientes, familiares e cuidadores”.

Conforme explica a Ana, a SLAD é uma federação internacional que agrega sociedades científicas na área de disfagia de todos os países latino-americanos, com o intuito de facilitar convênios e colaborações internacionais. Já a Academia Brasileira de Disfagia é uma comunidade científica multidisciplinar que tem com missão o avanço científico, informações a pacientes e profissionais, produção de guidelines e orientação. A instituição nacional divide-se em três pilares na área: assistencial, científico e educacional.

Ana Maria Furkimfoi nomeada para gestão 2019-2021. Crédito: Arquivo pessoal

Recém-fundadas, ambas as sociedades estão em período de inscrição. Atualmente possuem membros diretivos e iniciaram o cadastramento de profissionais médicos das mais diversas especialidades, como fonoaudiólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, enfermeiros e outros profissionais da saúde envolvidos com disfagia. A Sociedade Latino-americana de Disfagia conta até o momento com representantes do Brasil, Paraguai, México, Peru, Colômbia e Argentina.

Sobre a disfagia

A disfagia é consequência de alguma outra enfermidade, entre elas estão: doença de Parkinson, acidente vascular cerebral (AVC), câncer de cabeça e pescoço, traumas cranianos, doenças neuromusculares e a paralisia cerebral. A professora Ana Furkin reforça ainda que alguma dificuldade de deglutição pode surgir com o avanço da idade e que o sintoma também já foi diagnosticado em pacientes com Covid-19 ou doenças infecciosas.

As características mais comuns são a tosse ao se alimentar, dificuldade respiratória, voz úmida ou secreção na garganta. Deve-se atentar ao aumento do tempo de refeição, o grau de dificuldade de mastigação e se há escape de saliva pela boca. A boa notícia é que existe tratamento terapêutico e médico, medicamentoso e cirúrgico, a depender do caso e da doença de base. Essas ações são sempre realizadas interdisciplinarmente.

Mais informações nos perfis da Academia Brasileira e da Sociedad Latino Americana de Disfagia no Instagram.

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