Segundo Banco Mundial, nova rota da seda tem potencial de retirar milhões de pessoas da extrema pobreza

27/06/2019 14:20

Jornadas Acadêmicas “A nova rota da seda: perspectivas brasileiras e chinesas” abertas nesta quinta na UFSC

As Jornadas Acadêmicas “A nova rota da seda: perspectivas brasileiras e chinesas” iniciaram-se na manhã desta quinta-feira, 27 de junho, no auditório do Centro Socioeconômico (CSE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O representante da Embaixada da China no Brasil, Song Yang, compôs a mesa de abertura juntamente com a vice-reitora Alacoque Lorenzini Erdmann, o secretário de Relações Internacionais, Lincoln Paulo Fernandes, o diretor do centro de ensino, Irineu Manoel de Souza, o coordenador do projeto das jornadas, Pedro Vieira, e o diretor do Instituto Confúcio (Unesp/UFRGS), Antônio de Pádua.

Além de fomentar a internacionalização na Universidade, o evento busca promover o interesse sobre a cultura e língua chinesas; possibilitar estudos e intercâmbios com universidades e instituições da China, a criação e institucionalização de um núcleo interdisciplinar de estudos avançados na China; mapear, aproximar e incentivar estudantes e pesquisadores interessados no tema no âmbito da UFSC; sistematizar experiências existentes e do processo de formalização e das relações por meio de convênios e parcerias; e verificar a possibilidade de criar as condições para instalação do Instituto Confúcio na UFSC.

Pedro Vieira, coordenador do projeto das Jornadas Acadêmicas “A nova rota da seda

Pedro Vieira ressaltou o entusiasmo do grupo de alunos e professores envolvidos na iniciativa para difundir dentro da Universidade estudos sobre o país da Ásia Oriental, conseguindo o necessário apoio da instituição e da Embaixada da China para continuar com este movimento. “Não há possibilidade de entender o que vai acontecer no mundo neste século sem olhar para esse país”, afirmou o coordenador.

Pedro explicou que “entre as várias iniciativas da sociedade chinesa que irão afetar o mundo, destaque para a nova rota da seda, tema que será amplamente discutido nesses dois dias de evento na UFSC”. Adiantou que segundo documento do Banco Mundial, que estuda as consequências dessa proposta do governo chinês para cooperação e desenvolvimento da Ásia e do restante do mundo, mais de 70 países já estão envolvidos em projetos de infraestrutura, de usinas, de telecomunicações, de portos etc. Segundo também o BM, até 2030, a nova rota da seda tem o potencial de elevar o crescimento da economia mundial em 0.7%, de retirar da extrema pobreza 8,7 milhões de pessoas, e da pobreza moderada, 34 milhões. Esse desenvolvimento que a China alcançou nos últimos 40 anos, em um processo de abertura e de reformas, a elevou, ainda jovem, à condição de potência mundial. E para o Brasil, essa experiência é impactante, já que no mesmo período poderia ter acompanhado este crescimento e não o fez.

Antônio de Pádua, diretor do Instituto Confúcio (UFRGS)

Lincoln Fernandes, gestor da Secretaria de Relações Internacionais (Sinter) da UFSC, mencionou o trabalho do professor Raúl Burgos, do Departamento de Sociologia e Ciência Política, que está à frente do evento desde o início e que, de forma prática, auxilia na missão da secretaria e da Universidade ao fortalecer as relações com a China e também a internacionalização. Na programação consta palestra do secretário sobre a Relação da UFSC com a China.

Song Yang, da Embaixada da China no Brasil

Antônio de Pádua, dirigente do Instituto Confúcio – órgão máximo de difusão da cultura e da língua chinesa no mundo – pontou que as universidades federais precisam ficar atentas à produção acadêmica relevante, e, atualmente, China, Brasil e BRICS (composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) são espaços muito atrativos para se investigar os fenômenos sociais, políticos, econômicos e produtivos pelos quais passam esses países. E como um irradiador da cultura e língua chinesa, o instituto tem gerado muitas oportunidades e relacionamentos com instituições de ponta da China.

O ministro Song Yang demonstrou sua satisfação em contar com a parceria de uma universidade de porte como a UFSC, a qual visa um caminho de prosperidade e desenvolvimento socioeconômico. Para ele é uma “ação conjunta para beneficiar os dois povos”. A distância geográfica pode ser mais de 17 mil quilômetros, porém a rota da seda – que já existe há mais de 2 mil anos – nos traz proximidade, conectividade, compartilhamento e construção coletiva.

O evento prossegue até esta sexta-feira, 27. Confira a programação:

 

Rosiani Bion de Almeida/Agecom/UFSC

Fotos: Jair Quint/Agecom/UFSC

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