Entidades fazem protesto contra cortes na Educação

16/05/2019 10:31

Abraço simbólico na UFSC. Foto: Caetano Machado/Agecom/UFSC

Um abraço simbólico à Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina marcou o encerramento do ato unificado das entidades (Apufsc e Sintufsc) “30 minutos contra os 30% de cortes”, na manhã desta quarta-feira, 15 de maio. A manifestação começou com sol e num clima de descontração. Num segundo momento, representantes da Apufsc – Sindicato dos Professores das Universidades Federais de Santa Catarina, do Sintufsc – Sindicato dos Trabalhadores da UFSC e Reitoria discursaram contra o corte de verbas na UFSC, universidades e institutos federais e outros setores da educação.

O presidente da Apufsc, Carlos Alberto Marques, o Bebeto, destacou que é o início de um combate contra uma política governamental de cortes na educação, mas que “não será hoje que ela será derrotada. Os cortes orçamentários são um instrumento para derrotar a voz crítica das universidades”. Bebeto também ressaltou a mudança na dinâmica de engajamento político da Apufsc e o dever dos professores em “mostrar contrariedade contra a política do governo federal” e no diálogo com a sociedade para exercer pressão. “A sociedade sem universidade está fadada à incultura e à submissão”.

Coordenador do Sintufsc, Celso Ramos afirmou que “não podemos admitir que qualquer venha interferir e cortar recursos da educação. É lamentável. Temos que fazer um embate político, sabendo separar as diferenças de cada entidade no momento crítico pelo qual as instituições estão passando”.

O reitor da UFSC, Ubaldo Cesar Balthazar, lembrou que, para a UFSC foram 35% de cortes, “então podemos esticar o ato por mais cinco minutos”. Ele apontou que a luta “não é só pela UFSC, mas pela sobrevivência das universidades federais brasileiras. Já tivemos outras crises antes, como no governo Collor, mas hoje temos um governo errático”. Ubaldo também lembrou que por conta de pressão pública houve a revisão de parte do corte de bolsas de pós-graduação.

Luciano, estudante de Letras, pontuou que está abalado com “o momento atual de produção do conhecimento e ataque contra a ciência”. Ele também manifestou dúvidas em relação à direção do movimento, se a universidade deve parar ou não, mas finalizou com um recado: “Não podemos arredar o pé desta luta”.

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