Pesquisas sobre peixes recifais são publicadas em periódico internacional

05/12/2018 12:15

Chefe do Laboratório de Biogeografia e Macroecologia Marinha do Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC, o professor Sergio R. Floeter acaba de publicar o terceiro artigo consecutivo no mais importante periódico internacional devotado aos estudos de macroecologia, o Global Ecology and Biogeography.

Sergio Floeter, do Laboratório de Biogeografia e Macroecologia Marinha da UFSC. Foto Lucas Nunes/LBMM

Os três trabalhos têm abordagens importantes sobre peixes recifais em larga escala e foram frutos de alunos orientados por Floeter no Programa de Pós-Graduação em Ecologia da UFSC. Os três trabalhos foram realizados após compilações de dados coletados pelos próprios autores e através de colaborações internacionais extensas. “Foi um verdadeiro hat-trick do nosso laboratório”, diz o professor, referindo-se à expressão bastante usada no futebol quando um jogador faz três gols em uma mesma partida. 

O mais recente acaba de ser publicado na versão online do site da Global Ecology and Biogeography e tem como tema duas grandes perguntas: Por que temos muito mais espécies em alguns locais do que outros? E por que isso interessa? A pesquisa descobriu que a distribuição dos tamanhos corporais dos peixes recifais é chave no processo de acumulação de espécies em um dado local. Locais muito ricos possuem comunidades com mais peixes de tamanho corporal pequeno e que tem área de distribuição pequena, enquanto locais com menos diversidade são compostos por espécies de maior tamanho, em média, e com grande capacidade de dispersão.  O artigo foi liderado por Diego Barneche (hoje pesquisador na University of Exeter e com mestrado e graduação na UFSC) e tem como título Body size, reef area, and temperature predict  global reef-fish species richness across spatial scales.

Trabalhos abordam peixes recifais. Foto: LBMM

O primeiro deles trata da estrutura das redes mutualísticas do comportamento de limpeza por peixes no ambiente marinho. Esse trabalho foi liderado e fez parte do doutoramento de Juan Pablo Quimbayo e se intitula The global structure of marine cleaning mutualistic networks.

O segundo trata de um capítulo do doutorado do Guilherme O. Longo, agora professor na UFRN, e apresenta o mais extenso trabalho de campo já realizado para investigar o gradiente latitudinal de interações ecológicas. O título do artigo é Trophic interactions across 61 degrees of latitude in the Western Atlantic.

Mais informações no Laboratório de Biogeografia e Macroecologia Marinha.