Física Nuclear é tema de seminários na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

10/10/2018 14:31

No dia 18 de outubro, quinta-feira, a sala 401 do Espaço Físico Integrado da UFSC (EFI) recebe dois seminários para debate de física nuclear, ambos em nível introdutório. Os seminários serão realizados por Nilberto Medina, professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IFUSP), e Débora Peres Menezes, professora do Departamento de Física da UFSC (FSC), em transmissão de vídeo, seguidos de debates entre os presentes. O evento é organizado pelo Parque Viva a Ciência e inicia às 15h10, com previsão de término às 17h20, conforme programa abaixo.

 

Radiação Ionizante: Ministrado por Nilberto Medina. Ementa: Atualmente, existe um grande interesse no desenvolvimento de dispositivos tolerantes à radiação para serem utilizados por longos períodos em ambientes hostis, como em satélites no espaço exterior, aviões, reatores nucleares e aceleradores de partículas. Para entender os fenômenos físicos responsáveis pelas alterações nos dispositivos expostos à radiação ionizante, devem ser considerados vários tipos de radiação, tais como: íons pesados, nêutrons, prótons, raios X e raios gama. O estudo do comportamento dos dispositivos submetidos a todos esses tipos de radiação é muito importante para o desenvolvimento de circuitos eletrônicos mais tolerantes à radiação.

sica Estelar e do Cotidiano: Ministrado por Débora Peres Menezes. Ementa: A física nuclear tem como objetivo a investigação da origem, evolução, estrutura e fases da matéria nuclear sujeita à interação forte. As estruturas elementares da matéria nuclear serão apresentadas e, a partir delas e das interações nuclear forte e fraca, serão discutidos conceitos de fusão e de fissão. Enquanto a nossa vida se deve à fusão nuclear que ocorre no sol, conseguir energia a partir dessa reação na terra ainda exige muitos esforços e investigação, mas está a caminho. Por outro lado, a fissão produz uma quantidade considerável de energia, que vem sempre acompanhada de rejeitos radioativos, mas é parte principal da matriz energética de muitos países e fonte indiscutível dos exames diagnósticos de ponta.