Simpósio sobre mudanças climáticas na agropecuária e na saúde pública catarinense inicia nesta terça

18/09/2018 14:26

O  Simpósio “Impactos dos cenários futuros de mudanças climáticas na agropecuária e na saúde pública catarinense” iniciou nesta terça, dia 18 de setembro de 2018. Promovido pelo Laboratório de Climatologia Aplicada do Departamento de Geociências da Universidade Federal de Santa Catarina (LabClima/GCN/UFSC), o evento ocorre no auditório do Anexo E do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), até o dia 20. A conferência de abertura foi realizada às 9h pela pesquisadora Michelle Reboita, vinculada ao Programa de Mestrado em Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), e intitulada “Cenários futuros das mudanças climáticas no Brasil”.

Cenários para as mudanças climáticas

Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Michelle iniciou sua apresentação destacando a importância das projeções que dão indicativos de como será o clima no futuro. As previsões são obtidas através de simulações realizadas com modelos numéricos, com enfoque em cenários específicos. Em seguida, houve a exposição de diversos mapas climáticos de diferentes anos, comparando, por exemplo, alterações nas direções de frentes frias, a fim de concluir com uma projeção para as próximas décadas.

 

Um dos cenários destacados como mais preocupante pela pesquisadora diz respeito à elevação do nível do mar. Segundo a palestrante, já entre os anos de 2050 e 2070, as águas do oceano podem subir quase meio metro, o que pode prejudicar cidades costeiras. Quanto às chuvas, estas devem ser mais frequentes em regiões úmidas. E a média da temperatura do planeta, até 2050, tem a probabilidade de aumentar em até 2 graus Celsius.

Por fim, Michelle ressaltou um provável impacto das mudanças climáticas que pode se tornar realidade até 2070: “Se aumentar a temperatura, aumenta o consumo de energia. Se aumentar o consumo de energia e as hidrelétricas não conseguirem prover energia suficiente, entram em ação as termoelétricas. E as termoelétricas, por sua vez, emitem muitos gases de efeito estufa para a atmosfera, criando um círculo vicioso [de aquecimento climático]”. Com este cenário de possível aumento exponencial de temperatura, a pesquisadora alertou aos presentes para a premência de realização de estudos científicos que permitam a antecipação aos problemas decorrentes da eventual concretização de cenários como este.

Programação e mais Informações

A programação completa do simpósio está disponível aqui e inclui mais conferências, palestras, mesas-redondas e minicursos. Todas as atividades têm a participação de pesquisadores de diversas universidades e institutos do país.

Mais informações na página do evento, na página do Labclima ou pelo telefone (48) 3721-8813.

 

Alan Christian /estagiário de Jornalismo da Agecom/UFSC

 

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