Observatório exibe documentário inédito no Brasil ‘O último porco’

30/10/2017 08:00

Bob Comis, personagem do documentário.

Bob Comis é um criador de porcos nos Estados Unidos que decide encerrar seu negócio quando passa a ver seus animais de outra forma. A relação que desenvolve com os porcos e os dilemas que enfrenta ao longo do ano em que gradualmente cessa sua produção é o tema central de “O último porco“, documentário norte-americano ainda inédito no Brasil. O filme será exibido em atividade promovida pelo Observatório de Justiça Ecológica da Universidade Federal de Santa Catarina (OJE/UFSC) na terça-feira, 31 de outubro, às 18h30, no Auditório Elke Hering da Biblioteca Universitária. O evento é aberto a todos.

Professora Paula Brügger e a diretora Alisson Argo durante a Conferência Internacional de Direitos Animais.

Pela história pessoal de Bob, “O último porco” aborda diversos aspectos da relação que o ser humano estabelece com outros animais. O valor de uma vida, a capacidade de compaixão, os dilemas morais no ato de matar seres sencientes são temas que perpassam a narrativa. A professora Paula Brügger, coordenadora do OJE e responsável pela atividade, adquiriu a cópia do filme com a diretora Alisson Argo durante a Conferência Internacional de Direitos Animais (International Animal Rights Conference), que ocorreu em setembro, em Luxemburgo. O documentário foi produzido justamente com o objetivo de ser exibido em universidades, escolas, bibliotecas e outros espaços públicos.

Dia Mundial do Veganismo

A estreia de “O último porco” na UFSC será também uma homenagem do OJE ao Dia Mundial do Veganismo, celebrado em 1º de novembro. Veganismo é uma filosofia de vida e postura política que defende o respeito por toda forma de vida senciente – isto é, daqueles que têm a capacidade de sentir e sofrer. Nesse sentido, os veganos não consomem qualquer tipo de produto de origem animal (ou que contenham ingredientes de origem animal), seja para alimentação ou vestuário; como também não utilizam cosméticos, produtos de higiene e limpeza, de marcas que realizam testes em animais. Todas as outras formas de exploração animal também são condenáveis: atividades de entretenimento (como circos e zoológicos), esportes (como rodeios e corridas de cavalos), mão-de-obra (como tração de carroças).

O Dia Mundial do Veganismo foi criado em 1994 pelo então presidente da Sociedade Vegana da Inglaterra, Louise Wallis. A “Vegan Society” é a primeira organização vegana do mundo e responsável por oficializar o termo  “vegano”. A celebração da data visa difundir uma mudança de consciência que vem se desenvolvendo nas últimas décadas: a defesa dos direitos animais e o combate ao “especismo” – conceito que designa o preconceito do ser humano em relação às demais espécies. Esse preconceito está fundamentado na ideia (equivocada) de que a suposta superioridade da espécie humana justifica a exploração e injustiças cometidas contra as outras espécies. Os veganos são, portanto, “anti-especistas”.

Mais informações no site do filme.

Daniela Caniçali/Jornalista da Agecom/UFSC

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