Pós em Filosofia promove minicurso bilíngue sobre ritmo, tempo e espaço na experiência da música

29/09/2017 12:27

O Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UFSC irá promover o minicurso bilíngue The role of rhythm, time and space in the experience of music , em inglês e português, nos dias 4, 5, 6, 9, 10 e 11 de outubro, às 18h30, no Auditório do CED da Universidade Federal de Santa Catarina. As inscrições podem ser feitas no local e o minicurso terá duração de 18 horas..

Os ministrantes serão o professor Nikola Mirkovic (Filosofia – Universidade de Landau, Alemanha) e a professora Claudia Drucker (Filosofia, Universidade Federal de Santa Catarina).

Proposta e sumário de temas

Como é possível falar sobre música filosoficamente? Podemos empregar conceitos filosóficos para entender o que é a música? A experiência da música é potencialmente significativa para a filosofia? Neste minicurso essas questões serão discutidas e, assim, focar na importância de três conceitos básicos para a filosofia da música: ritmo, tempo e espaço.

A primeira metade do curso é dedicada a uma leitura próxima da conta da música de Hegel. Na terceira parte dos seus Cursos de Estética, Hegel desenvolve uma compreensão da música como uma forma romântica de arte e a compara a outras formas de arte, como arquitetura, escultura, pintura e poesia. Essas diferentes formas de arte se distinguem em termos de sua materialidade particular.

O som, que é introduzido como o meio da música, é descrito como matéria negada. Hegel interpreta a duração limitada dos tons musicais como um processo de transição do domínio da natureza para o domínio interno da subjetividade. Este processo permite a expressão de emoções, sentimentos e sentimentos que pertencem ao interior da vida humana.

Na visão de Hegel, a arte da música está ligada à temporalidade desse movimento. Consequentemente, a categoria de tempo parece ser de importância crucial para essa abordagem em relação à música. No entanto, sua abordagem não pode ser totalmente compreendida sem os momentos em que o espaço e a espacialidade entraram em jogo.

Na segunda parte do curso, vai ser analisada a relação entre a filosofia da música e as filosofias do tempo clássicas.  Inicialmente, portanto, a abordagem será histórico-dedutiva, no sentido em que o fenômeno da música será tratado a partir de conceitos fundamentais em alguns autores.  Serão consideradas as respostas implícitas ou explícitas de Santo. Agostinho, Hegel e Heidegger, com atenção especial para a noção de ritmo.

Apesar de a música ser a arte temporal por excelência, a relação entre música e tempo é relegada a segundo plano.  Isto se reflete no tratamento lacunar dado ao tema do ritmo musical.  A seguir, pergunta-se se existe aí um problema e sugere-se que tanto um pensamento sobre o tempo como um pensamento sobre a música podem se beneficiar de uma ênfase sobre o tema do ritmo e do tempo musical.