Estudantes com deficiência relatam experiências no dia nacional de luta

21/09/2017 13:00

Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Nesta quinta-feira, 21 de setembro, ocorreram na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) eventos relacionados ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. A Coordenadoria de Acessibilidade Educacional (CAE), da Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (Saad), e o Conselho Regional de Psicologia (CRP) – este último com o apoio do Núcleo de Estudos sobre Deficiência e o Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGP) -, realizaram atividades referentes à data. Pela manhã, o CAE promoveu, no miniauditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), as mesas-redondas “Relato de experiência de estudantes com deficiência no ensino superior” e “Relatos sobre práticas docentes acessíveis na UFSC”.

Na primeira conversa estavam presentes os alunos Vinícius Schmidt, do curso de Psicologia, Ana Maria Santiago, de Letras-Português, e Kamila Silva, formada em Pedagogia. Discutiram a inclusão da pessoa com deficiência na universidade, sobre o sistema de cotas e a assistência na permanência do aluno, pois além de entrar, é importante mantê-lo na universidade.

Uma observação feita pelos estudantes é o estabelecimento mais efetivo do diálogo da UFSC com as pessoas com deficiência, sendo que eles sabem os pontos importantes para melhorar.

A segunda mesa-redonda reuniu as professoras Sonali Paula Molin Bedin, do curso de Arquivologia, Maria Sylvia Cardoso Carneiro, da Pedagogia e Bruna Seron, de Educação Física.

Sonali conta que desde 2007, que recebeu o primeiro aluno com deficiência, foi muito difícil a adaptação, mas que a cada ano se sente otimista com a evolução dos professores em lidar com a situação de cada pessoa. “Sempre buscamos como adequar os estudos para ajudar e fazer o melhor pelo nosso aluno. Reunimos os professores para falar das dificuldades dos alunos e se adequar conforme sua peculiaridade. Se um professor adotou uma prática que funcionou com sucesso, ele passa a outro professor para que se adeque”, diz Sonali.

Maria Sylvia foi professora de Kamila e conta que a experiência a tornou uma pessoa melhor e diz que “são novos olhares que nos faz sair da zona de conforto. Quem foi professora da Kamila, foi modificado e aprendeu muito.

O evento contou com participação do público em geral que discutiu os temas.

O dia segue com eventos até 20h30 e a programação pode ser acessada neste link.

 

Manuella Mariani/Estagiária de Jornalismo/Agecom/UFSC