Seminário debate políticas de ações afirmativas da UFSC

01/04/2016 18:57
 Foto: Ítalo Padilha/Agecom/DGC/UFSC.

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O Seminário de Ações Afirmativas, primeiro evento do programa “Graduação em debate”, apresentou, na quinta-feira (31), uma diversidade de perspectivas desenvolvidas em pesquisas acadêmicas sobre a política de cotas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Julian Borba, pró-reitor de Graduação, fez a abertura do seminário explicando seus objetivos: “A ideia é apresentar o que tem sido pesquisado, dentro e fora da UFSC, sobre nossas ações afirmativas”. Julian também falou sobre a importância de criar um setor de estatísticas sobre a graduação na universidade.

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Foto: Ítalo Padilha/Agecom/DGC/UFSC

Na primeira apresentação da manhã, os pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) Mathieu Turgeon e Robert Lee Borges de Paula Vidigal, expuseram os resultados da pesquisa “Ações afirmativas e opinião pública: evidências de surveys experimentais”. A seguir, Francini Scheid Martins, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Educação(PPGE), expôs os resultados preliminares do trabalho “A voz dos cotitas da UFSC sobre a sua condição”. Gregorio Unbehaun Leal da Silva apresentou sua pesquisa de mestrado “O desempenho e as cotas na UFSC”. Na última apresentação da manhã, o professor Pedro Alberto Barbetta expôs o trabalho “Relação entre Ações Afirmativas e Desempenho Acadêmico: uma análise quantitativa, caso UFSC”.

Durante a tarde, os debates se dedicaram a avaliar os avanços gerados pela aplicação das ações afirmativas na UFSC a partir do Vestibular 2008, mas também os novos desafios evidenciados por esses avanços, principalmente ligados a permanência e acolhimento, tema principal da exposição do professor Marcelo Tragtenberg. Alessandro Cassoli chamou a atenção para o consequente aumento da representatividade dos negros na Universidade. Na segunda parte, duas estudantes apresentaram seus trabalhos acadêmicos ligados ao tema: Ivanilde de Jesus dos Santos Ferreira falou sobre seu TCC em Pedagogia, estimulado pela própria experiência como cotista e da importância do Piape em sua graduação, mas ressaltou que o programa não é utilizado apenas pelos estudantes das ações afirmativas. Schirlei Russi Von Dentz, mestranda do PPGE, descreveu sua dissertação em andamento, em que entrevista mulheres negras cotistas de todos os centros da Universidade.

 Foto: Ítalo Padilha/Agecom/DGC/UFSC.

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