Doação de sangue: HU necessita com urgência para período de Carnaval

04/02/2016 08:00

12647528_1040417579351836_2827005029667294836_nO Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realiza campanha com o objetivo de aumentar as doações de sangue para o setor de Hemoterapia. Com baixo estoque de bolsas, o hospital necessita urgentemente da colaboração de doadores, em especial do tipo “A+”, até a próxima sexta-feira, 5 de fevereiro. O objetivo é preparar a instituição para atender eventuais pacientes durante o período de Carnaval e realizar cirurgias e transfusões programadas para o mês de fevereiro. Interessados devem comparecer ao prédio da Associação Amigos do HU, ao lado do Banco do Brasil, das 7h30 às 12h, portando documento de identificação com foto. O voluntário deve ter entre 18 e 65 anos, pesar mais de 50 kg e não estar em jejum durante o período da doação.

O HU dispõe de 27 das 50 bolsas mínimas necessárias de sangue “A+”, o que dificulta o funcionamento de diversas atividades do hospital. As doações serão utilizadas em cirurgias – de urgência e de internação – em pacientes de quimioterapia e naqueles com necessidade de transfusão.

Mesmo que as campanhas de doação de sangue ocorram regularmente, em fevereiro é comum que a demanda aumente. “Nunca sabemos que tipo de necessidade terão os próximos pacientes, e, durante o Carnaval, a quantidade de acidentes no entorno é maior,” afirma a médica hemoterapeuta Vivian Karla Brognoli Franco. O sangue coletado também tem prazo de validade de até 42 dias, o que reforça a necessidade constante de reposição de estoque.

Funcionária do setor de Hemoterapia do hospital, a enfermeira Neusa Libra Daniel explica que a principal causa da baixa no estoque está relacionada à ausência do principal perfil de doador: o universitário. Devido às férias, muitos estudantes que colaboram com as doações retornam às suas cidades, o que dificulta a coleta entre janeiro e março. “Como o Carnaval é uma época de muito movimento e pouca doação, acaba se tornando o período mais crítico para nossos estoques de sangue.”

Gabriel Daros Lourenço/Estagiário de Jornalismo/DGC/UFSC

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