UFSC sobe seis posições no ranking QS-BRICS 2014

24/06/2014 09:48

Foi divulgado na quarta-feira, 18 de junho, o ranking QS 2014 (QS Quacquarelli Symonds University Rankings) das TOP 100 universidades do BRICS (bloco de países formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). A China obteve a 1ª e a 2ª posições (universidades de Tshingua e Pequim); a 3ª ficou com a Universidade Estadual de  Lomossonov, da Rússia; e a Universidade de Capetown, da África do Sul, obteve a 9ª posição, com a mesma pontuação da Unicamp, o que colocou o país pela primeira vez no ranking das TOP 10 do BRICS.

A Universidade de São Paulo (USP), que ficou na 7ª posição neste ano e na 8ª em 2013, e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) – 9ª neste ano e 10ª em 2013 – são as duas universidades brasileiras situadas no grupo das TOP 10, dominado pela China, com seis universidades A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi a 60ª – em 2013, havia ficado na posição 66. Entre as brasileiras, a UFSC é a 12ª colocada e a 7ª federal.

A posição no ranking é mensurada a partir de oito indicadores: reputação acadêmica, reputação no mercado de trabalho, número de alunos por professor, publicação por professor, citações por publicação, professores com doutorado, docentes estrangeiros e alunos estrangeiros. O QS-BRICS avalia mais de 400 universidades. Confira a lista completa aqui. 

O professor Jamil Assreuy, pró-reitor de pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina, faz uma análise desse desempenho:

“Ficamos satisfeitos ao ver que a UFSC subiu seis posições no ranking QS 2014 de universidades do BRICS – bloco de países formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – e está agora em 60º lugar. Isso mostra que a instituição está melhorando sua performance e nos estimula-nos a trabalhar para que sua classificação  melhore ainda mais.

Um exame mais acurado do desempenho da UFSC nos pontos analisados nos dá algumas indicações importantes: nos quesitos “reputação acadêmica”, que é o de maior peso para a composição da nota final (30%), e “professores com doutorado” (10% do peso), nossa classificação foi melhor que a final – 47º no primeiro quesito e 19º no segundo. Isso mostra que a UFSC é bem lembrada quando se trata de instituições de ensino superior do BRICS, e que sua política institucional de estimular a formação e a contratação de doutores tem sido acertada.

Em outros quesitos ainda podemos melhorar.

Por exemplo: nossa marca no quesito “reputação no mercado de trabalho” (20% do peso) precisa subir muito, e, para isso, precisamos formar profissionais mais em sintonia com as áreas de sua futura empregabilidade, para que nossos egressos integrem-se mais rapidamente ao mercado, aqui entendido no sentido mais amplo da palavra.

Outro desafio será melhorar o quesito número de “alunos/professor” (20% do peso); para isso, teremos que quebrar o paradigma de que a aprendizagem é passiva e dá-se somente na sala de aula. Cursos mais tutoriais – em que a responsabilidade de aprender é mais efetivamente compartilhada com o aluno – permitirão a um professor atender mais estudantes com mais qualidade.

Pontos em que não ficamos bem foram os itens “alunos estrangeiros” e “número de citações por artigo” – ambos com 2,5% do peso da nota final. A respeito deste último, fundamental na minha concepção, não sei quanto é considerada pelo ranking QS a produção em áreas nas quais a forma de divulgação é mais baseada em anais de congressos e livros. De qualquer forma, nossa performance tem que melhorar no sentido de pautar-se mais por produções de impacto e que sejam citadas do que em números enormes de produção que ninguém lê nem cita.

Temos, portanto, espaço e condições para melhorar, e isso dependerá do esforço do nosso trabalho conjunto, para que, em 2015, possamos estar em posição ainda mais elevada.”

Alita Diana/Jornalista da Agecom/DGC/UFSC

 

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