Cápsulas de ômega-3 melhoram perfil lipídico em pacientes cardiopatas praticantes de exercícios físicos

11/12/2013 10:52

Fernanda Casagrande estudou o efeito da ingestão de cápsulas de ômega-3 sobre pacientes cardiopatas praticantes de exercícios físicos

A nutricionista Fernanda da Silva Casagrande, sob a orientação do professor  Edson Luiz da Silva e colaboração do professor Tales de Carvalho, realizou um estudo que resultou em sua dissertação de mestrado para o programa de Pós-Graduação em Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGN). Sua pesquisa investigou o efeito da suplementação de óleo de peixe contendo ômega-3 no perfil lipídico e inflamatório de portadores de insuficiência cardíaca, submetidos a exercício físico supervisionado.

As doenças cardiovasculares (DCVs) estão entre as principais causas de morte e internação, e aumentam substancialmente os custos da saúde pública em todo o mundo. A insuficiência cardíaca é considerada a via final de diversas doenças do coração, e ela causa desequilíbrio do sistema cardiovascular – o que compromete progressivamente a funcionalidade contrátil e de relaxamento desse órgão vital do corpo humano.

O índice de mortalidade devido às DCVs – em especial a insuficiência cardíaca – tem crescido substancialmente, tanto nos países considerados ricos como naqueles ainda em desenvolvimento, como o Brasil. A redução de fatores de risco é a principal medida para a prevenção de eventos secundários em pacientes portadores dessas doenças. A prática de atividade física tem sido considerada manobra eficaz na prevenção secundária das DCVs; além disso,  é possível que a suplementação com ácidos graxos ômega (w-3), por meio da ingestão de cápsulas de óleo de peixe, aumente a sobrevida dos pacientes.

A pesquisa foi realizada de agosto de 2012 a fevereiro de 2013, e incluiu 16 pacientes participantes do Programa de Reabilitação Cardíaca da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Com base nos resultados do estudo, constatou-se que a suplementação de óleo de peixe (4,8 g) contendo 2,8 g de ômega-3 reduziu os triglicerídeos, o colesterol total, e a fração menor, mais densa e mais aterogênica da LDL (sd-LDL), além de ter tornado mais eficiente a funcionalidade da HDL – lipoproteína responsável por remover o colesterol das artérias. Além disso, a suplementação com os ácidos graxos w-3 também melhorou alguns parâmetros do perfil inflamatório e reduziu a medida da circunferência da cintura. Com base nesses resultados, sugere-se que a suplementação de óleo de peixe, associada à prática de atividade física, possa reduzir os fatores de risco associados à insuficiência cardíaca, como as dislipidemias e a inflamação de baixo grau.

Informações:

Edição: Alita Diana/Jornalista da Agecom/UFSC

Revisão: Claudio Borrelli/Revisor de Textos/Agecom/UFSC

 

 

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