Lideranças do MST participam de reunião com Administração Central

30/07/2013 23:57

Roselane Neckel em reunião com lideranças do MST em SC. Foto: Gabriela Dequech/AI/GR/UFSC

A reitora Roselane Neckel e a coordenadora de Ações Sociais em Extensão da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) Lúcia Helena Corrêa Lenzi receberam lideranças catarinenses do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), na terça-feira, 23 de julho. A reunião foi agendada para discutir ações conjuntas, além de atualizar pautas e encaminhamentos solicitados na última reunião, realizada em julho de 2012.

As solicitações do movimento incluem pedidos de apoio da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em eventos, além de programas para promover melhorias na educação no campo e no relacionamento com acadêmicos dos cursos voltados à agricultura.

 

“Sugerimos a ação interdisciplinar da UFSC e do MST para trazer os futuros profissionais da Agronomia para o convívio com a agricultura familiar e os movimentos sociais”, explica Nauro José Velho, membro da Direção Estadual do MST.

A reitora propôs a realização de seminários tanto no campus de Curitibanos como na capital. “A UFSC e o estado de Santa Catarina estão muito distantes dos movimentos sociais e organizativos, se comparados a outras universidades e outros Estados brasileiros. Acreditamos que as mudanças ocorrerão de dentro para fora, a partir dos próprios estudantes. Vejo grande importância que as discussões sobre agroecologia aconteçam em nossa instituição”, acrescentou Roselane.

A reitora destacou o engajamento de vários professores e a criação da Coordenadoria de Ações Sociais em Extensão para trazer à Administração Central uma ampla perspectiva social. A coordenadora Lúcia Lenzi lembrou que a UFSC hoje trabalha diretamente com 58 movimentos sociais  e organizativos e que, com organização e com um gradual fortalecimento da coordenadoria, será possível concentrar a gestão dos projetos de extensão com caráter social mantidos pela Universidade.

Outro item discutido durante a reunião foi o envolvimento da UFSC na capacitação de assentados acerca da produção e comercialização de alimentos. Nesse sentido, a coordenadora citou as parcerias e projetos em andamento com o governo federal por meio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e recursos do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera).

“As instituições de Santa Catarina – UFSC, Udesc e UFFS – oferecem quatro projetos voltados para os povos do campo”, acrescentou Lúcia Lenzi, que representa a UFSC na Comissão Pedagógica Nacional do Pronera. “Estamos também próximos de anunciar um edital, com recursos da UFSC, específico para as áreas de reforma agrária, como investimento em bolsas e projetos específicos para movimentos sociais e organizativos”, declara a coordenadora. Ela disse, ainda, que um dos projetos já existentes é o mestrado profissionalizante oferecido pelo Centro de Ciências Agrárias da UFSC.

No final da reunião ficou decidido que seria constituída uma comissão entre a UFSC e o MST para o alinhamento de pautas conjuntas e participações em eventos.

“Entendemos que a aproximação dos trabalhadores do campo com a Universidade também depende dos nossos jovens. Temos incentivado que eles façam o vestibular e ingressem na Universidade para trazer mudanças”, concluiu Nauro.

Mayra Cajueiro Warren/ Jornalista na Assessoria de Imprensa do Gabinete da Reitoria
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