Departamento de Anatomia da UFSC esclarece que possui cadáveres suficientes para estudos e pesquisas

13/06/2013 15:58

Chefe do Departamento de Ciências Morfológicas, Wilson Pacheco. Foto: Acervo pessoal.

Em comentário veiculado no Jornal do Almoço, da RBS TV, do dia 29 de maio de 2013, afirmou-se que a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), diante da proibição judicial de utilização de animais em suas pesquisas no Curso de Medicina, teria que concentrar seus experimentos em apenas três cadáveres mantidos no Departamento de Anatomia, número insuficiente perante a quantidade de estudantes. (Assista ao comentário na íntegra)

Procurado por jornalistas do mesmo veículo de comunicação para esclarecimentos, o chefe do Departamento de Ciências Morfológicas, Wilson Pacheco, apontou os seguintes dados reais da UFSC: 28 cadáveres inteiros (para dissecção); 40 cadáveres dissecados para estudos de todas as turmas; e 50 cadáveres (aproximadamente) desmembrados para análises de regiões isoladas, além de uma quantidade significativa de peças isoladas de órgãos e sistemas. O professor ressaltou, ainda, que a UFSC possui um fluxo considerável de doações espontâneas (de hospitais e de famílias) e recebe, também, por meio de convênio do Instituto Médico Legal (IML). Somente neste ano foram mais de 30 doações.

O Departamento atende, por semestre, em torno de 700 alunos, divididos entre os cursos de Medicina, Educação Física, Fonoaudiologia, Odontologia, Enfermagem, Psicologia, Ciência e Tecnologia de Alimentos, Farmácia, Nutrição e Biologia.

Quando era estudante da Universidade, Pacheco lembrou que em 1974, a UFSC estava com falta de cadáver. “A minha sala só tinha dois cadáveres para dissecar em um semestre, mas logo depois recebemos doações. Não havia os convênios que se têm hoje e as doações vinham de outras universidades”.

O coordenador do Laboratório de Anatomia, Hamilton Emídio Duarte, afirmou que se não chegar mais nenhum cadáver por doação ou por convênio, a UFSC tem material para estudo ou pesquisa por mais sete anos, e que em 30 anos nunca tiveram problema de falta de cadáveres. “Outras instituições utilizam nossas dependências e nossos materiais, como o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc)”, salientou.

Hamilton Duarte e as professoras Carla Gabrielli e Rosane Porto Seleme Heinzen estão desenvolvendo um projeto de divulgação das doações de corpos, que ainda falta ser aprovado pelo Colegiado do Curso de Medicina. “Muita gente sabe que nós recebemos, mas não sabe como funciona”, disse o coordenador do Laboratório, que acredita no aumento das doações espontâneas com a implantação deste projeto.

Os laboratórios de Histologia e de Virtual de Estudo Morfológico estão abertos à comunidade para visitações e, em breve, o Museu de Anatomia, que está em fase de montagem.

Outras informações com Wilson Pacheco pelo telefone (48) 3235-3559 ou pelo site http://mor.ccb.ufsc.br/.

Vitória Greve/Estagiária de Jornalismo da Agecom/UFSC

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