Conselho mantém adiamento do início das atividades do semestre na UFSC

07/08/2012 14:15
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A sessão teve início na Sala dos Conselhos, mas foi tansferida para o Auditório da Reitoria no momento da discussão sobre o início do semestre – Foto: Wagner Behr

Em sessão extraordinária realizada na manhã desta terça-feira, dia 7, o Conselho Universitário da UFSC decidiu manter o adiamento
do início das atividades acadêmicas do segundo semestre de 2012 nas áreas da graduação, pós-graduação e ensino básico (Colégio de Aplicação e Núcleo de Desenvolvimento Infantil) até quando durar a greve dos docentes e servidores técnico-administrativos da instituição. A próxima sessão ordinária será no dia 28 de agosto, mas o Conselho pode ser convocado a qualquer momento caso surjam novidades em relação a propostas do governo federal aos grevistas e a uma eventual decisão de encerrar o movimento.

 

A sessão desta terça, iniciada na Sala dos Conselhos, tratou de outros itens, mas foi transferida para o auditório da Reitoria na hora da discussão em torno do reinício das atividades letivas. Por 30 votos a três, os conselheiros decidiram não reiniciar as aulas, considerando que o quadro vigente até meados de julho não se alterou. Ou seja, em função da greve dos servidores, o Restaurante Universitário (RU) e a Biblioteca Universitária (BU) continuam paralisados, e há outros setores essenciais – como o almoxarifado – que estão fechados, inviabilizando as atividades administrativas na universidade.

 

De acordo com a pró-reitora de Graduação, Roselane Campos, 10% das notas do primeiro semestre ainda não foram digitadas, há falta de professores e dificuldades em abastecer os laboratórios, salas de aula e até as instalações sanitárias. Além disso, existem cursos nos quais nem todas as disciplinas foram concluídas. No entanto, ressalvou a pró-reitora, estão sendo tomadas todas as providências para que, na volta das aulas, tudo seja regularizado com a maior brevidade possível. “Orientamos os coordenadores de cursos a não dar faltas antes da regularização total das matrículas”, afirmou ela.

 

Outro depoimento de reforçou a impossibilidade de retomar as atividades acadêmicas foi dado pela pró-reitora de Assuntos Estudantis, Beatriz Augusto de Paiva. Há atividades que dependem da definição do calendário do segundo semestre para serem regularizadas, como as bolsas permanência, o auxílio moradia, o auxílio creche e a isenção de pagamento do Restaurante Universitário.

 

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A necessidade de professores e servidores caminharem juntos foi reforçada, retornando apenas quando as reivindicações das duas categorias forem atendidas – Foto: Henrique Almeida

A reitora Roselane Neckel informou que na última reunião da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituição Federais de Ensino Superior (Andifes), na semana passada, em Brasília, defendeu com os demais reitores a retomada imediata das negociações do governo com o movimento dos servidores técnico-administrativos, que estão em greve desde abril em algumas universidades. Hoje, no Conselho, foi reforçada a necessidade de professores e servidores caminharem juntos, retornando apenas quando as reivindicações das duas categorias – que incluem questões salariais e planos de carreira – forem atendidas.

 

No final da sessão desta terça-feira também foi votada a suspensão das atividades dos cursos trimestrais de graduação e pós-graduação até a próxima reunião do Conselho Universitário. O curioso é que, com a saída de alguns conselheiros, a votação terminou empatada em 15 votos cada lado – os que queriam manter as aulas até o fim do trimestre e aqueles que entendiam que a suspensão deveria valer para todos os níveis de ensino dentro da UFSC. A reitora Roselane Neckel deu seu voto de minerva a favor da suspensão das aulas, com a ressalva de que o assunto voltaria a ser discutido na sessão de 28 de agosto ou antes, caso a greve termine.

Paulo Clóvis Schmitz / Jornalista da Agecom / UFSC

Assista ao vídeo do Universidade Já/ TV UFSC sobre o assunto

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