O universo em expansão de Hawking: influências do cientista são avaliadas por professores da UFSC

03/04/2018 13:03

Neste sábado, 30 de março, foi realizado o velório de um dos mais renomados cientistas contemporâneos, Stephen Hawking. Falecido em 14 de março, o físico terá suas cinzas sepultadas na Abadia de Westminster e ficará ao lado de Isaac Newton e Charles Darwin, dois dos mais proeminentes cientistas britânicos de todos os tempos.

A deferência a Hawking não é sem motivos. Sua influência extrapolou seu campo de atuação científica e para buscar sintetizá-la, a Agência de Comunicação da UFSC (Agecom) entrevistou dois professores do Departamento de Física (FSC/CFM/UFSC), Débora Peres Menezes e Roberto Kalbusch Saito, para que ambos analisassem o impacto do trabalho de Hawking.

A singularidade de Hawking

Notório e notável, Stephen Hawking, trouxe originais avanços teóricos à cosmologia e astrofísica. Débora é explícita em dizer: “para o campo da cosmologia, Hawking era o maior cientista vivo”. Além de sua grande contribuição à área, no entanto, o físico inglês ganhou relevo por sua incrível capacidade de divulgação de temas complexos como singularidade, universo primordial, buracos negros e horizonte de eventos, por exemplo. Em best-sellers mundiais, ele disseminou para iniciantes em ciências conceitos até então herméticos.

Débora afirma que “a ciência normalmente se desenvolve assim: cada um vai contribuindo com uma migalhinha. Revendo aqui e ali e, de repente, alguém aparece e dá um salto. É difícil avaliar o quanto de migalha e quanto de salto tem Hawking, mas que ele possui uma contribuição relevante é indiscutível”.

Segundo Roberto, “além de um trabalho científico de excelência, o físico teve verdadeiro brilhantismo em divulgação”. O professor ainda acrescenta que “Hawking conseguiu explicar ao público em geral o que mesmo os astrofísicos tinham dificuldade em entender”.
(mais…)

Mais um composto sintético pra conta: estudo analisa a contaminação de solos, águas e alimentos pelo PFOS

06/02/2018 09:25

Ele pode estar nos solos, nas águas, no ar e nos alimentos. Aplicado “inofensivamente” para combater o ataque de formigas de corte em cultivos de Pinus e Eucaliptos, na sua grande maioria, o formicida sulfluramida é um composto sintético, estável na natureza e que pode ser armazenado gradativamente pelo corpo humano através da ingestão de alimentos ou água que tiveram contato com esse poluente orgânico persistente (POP).

Segundo a Convenção de Estocolmo, da qual o Brasil é signatário, os POPs “são substâncias químicas que têm sido utilizadas como agrotóxicos e possuem características de alta persistência, ou seja, não são facilmente degradadas”. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) esclarece em seu site que esse material pode ser transportado pelo ar, água e solo por longas distâncias e, com isso, “se acumularem em tecidos gordurosos dos organismos vivos, sendo toxicologicamente preocupantes para a saúde humana e o meio ambiente”. Uma vez no ambiente o formicida sulfluramida degrada para o POPs, chamado ácido perfluoroctanosulfônico (PFOS), caracterizado pela Convenção de Estocolmo como um químico de uso industrial.

A pesquisadora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Juliana Leonel, iniciou a exploração do comportamento deste formicida na costa baiana em 2014 enquanto professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Agora, membro do corpo docente do curso de Oceanografia da UFSC, vinculado ao Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM), a docente inicia as pesquisas sobre o poluente em outras regiões da costa brasileira, por meio de projeto aprovado pelo CNPq (Universal/2016): Origem, Distribuição e Transporte de PFOS para o Atlântico Sul.
(mais…)

Livro traduzido pela EdUFSC é citado em série documental na Netflix

29/01/2018 11:01

O entomologista americano Jeffrey A. Lockwood, autor do livro Soldados de Seis Pernas – Usando Insetos como Armas de Guerra, é um dos entrevistados da série Nazi Secret Files, disponível para os assinantes da Netflix. O cientista aparece no quarto capítulo da série documental produzida pela BBC. O livro, publicado em 2016 pela EdUFSC, foi traduzido pelo professor aposentado e voluntário da UFSC, Carlos Brisola Marcondes.

Mais informações sobre o livro aqui.

Nova edição da revista UFSC Ciência é lançada no aniversário de 57 anos da Universidade

19/12/2017 11:27

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) lança, em seu aniversário de 57 anos, a segunda edição da revista UFSC Ciência. A publicação é produzida pela equipe da Agência de Comunicação (Agecom) com o objetivo de promover a divulgação científica e dar visibilidade às pesquisas que vêm sendo desenvolvidas na universidade. A revista pode ser acessada online e também estará disponível em versão impressa.

A nova edição apresenta algumas mudanças em relação ao projeto gráfico original, desenvolvido por Airton Jordani. Todas as modificações foram elaboradas pelo estagiário Rafael Leme Carvalho, do curso de Design Gráfico, sob a supervisão de Audrey Schmitz. “Tentamos deixar o projeto mais dinâmico, para termos mais possibilidades de composição. O layout de cada página está mais flexível, as colunas e o tamanho das fotos variam. Quando se pensa em revista científica, logo se imagina aqueles textos enormes, com poucas imagens. Nesse caso é diferente. Procuramos valorizar as imagens para tornar o conhecimento científico mais interessante e atrativo para o público em geral”, explica Audrey.
(mais…)

UFSC lança revista de divulgação científica

16/12/2015 09:03

UFSC-CiênciaUFSC Ciência é a revista de divulgação científica que a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) lançou na sexta-feira, 11 de dezembro, com o objetivo de propagar a variedade de pesquisas em desenvolvimento na Universidade – atualmente, a UFSC conta com mais de 500 grupos de pesquisa certificados pelo CNPq. Segundo a diretora-geral de Comunicação, Tattiana Teixeira, a revista foi concebida com a finalidade de aproximar ainda mais os diferentes públicos do conhecimento produzido pela UFSC.

A publicação é um dos resultados do projeto de incentivo à divulgação científica desenvolvido em parceria entre a Diretoria-Geral de Comunicação (DGC), por meio da Coordenadoria de Divulgação e Jornalismo Científico e da Coordenadoria de Design e Programação Visual, e a Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq) . “Este é um bom começo para uma atividade que deve ter caráter permanente. A oferta de material de divulgação de boa qualidade aumentará a percepção do público sobre a relevância e importância da ciência. É minha convicção de que esta iniciativa deve continuar e ser expandida para tornar-se o Programa de Divulgação Científica da UFSC”, afirma o pró-reitor de Pesquisa, Jamil Assreuy.

Na quarta edição da pesquisa sobre “Percepção pública da ciência e tecnologia no Brasil”, realizada pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a atitude dos brasileiros em relação à ciência e tecnologia é muito positiva. Para  61% dos entrevistados, o conhecimento científico contribui para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Com o intuito de reforçar essa tendência, Airton Jordani, responsável pelo projeto gráfico da UFSC Ciência, procurou evitar formatos tradicionais de diagramação para tornar a leitura mais agradável e ter maior abrangência de público: “Esse formato torna a produção científica da UFSC mais atraente e acessível à população de forma geral”.

Entre os pesquisadores entrevistados para esta primeira edição estão Ilse Scherer-Warren, Eduardo Bezerra, Kleber Vieira de Paiva,  Tânia Beatriz Creczynski PasaJosé Roberto O’Shea, Norberto Olmiro Horn Filho. A revista está disponível on-line, neste link.

Daniela Caniçali/Jornalista da Agecom/DGC/UFSC