Pesquisadores da UFSC lançam livro de divulgação científica sobre a Reserva do Arvoredo

21/08/2017 23:08

Foto: João Paulo Krajewski/Divulgação

Três anos de pesquisa; cerca de 130 expedições ao mar; mais de 140 pessoas de diferentes campos do conhecimento trabalhando em uma área com biodiversidade única. Estes números sintetizam a amplitude do Projeto de Monitoramento Ambiental da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo e Entorno (MAArE/UFSC), que mapeou dados biológicos e oceanográficos deste patrimônio natural catarinense. Parte dos resultados, incluindo o alerta para os riscos da ação humana, pode ser conferido no livro que será lançado nesta quarta-feira e estará disponível para download na página do projeto.

O MAArE é resultado de uma condicionante ambiental do Processo de  Licenciamento dos Campos Petrolíferos de Baúna e Piracaba, na Bacia de Santos, a cerca de 300 quilômetros da costa de Santa Catarina. O Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiversidade (ICMBio) solicitou que a Reserva Biológica Marinha do Arvoredo (Rebio Arvoredo), localizada entre Florianópolis e Bombinhas, fosse estudada como subsídio à gestão da Unidade de Conservação que possui uma área de 17.600  hectares − aproximadamente 40% do tamanho da Ilha de Santa Catarina. O projeto foi coordenado por pesquisadoras do Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC.

Foto: João Paulo Krajewski/Divulgação

Os dados foram coletados entre 2014 e 2016 e compilados em relatórios técnicos e científicos, que geraram diversos trabalhos acadêmicos, como artigos, dissertações e teses. O livro, no entanto, foi planejado para ser acessível ao público mais amplo, que possa se interessar pelo monitoramento ambiental e pela conservação da natureza. A linguagem é simples e inclui gráficos, aquarelas e muitas fotografias. “Este livro resume o estado atual da Rebio Arvoredo como uma ‘fotografia’ científica e artística do patrimônio que estas ilhas guardam”, afirma João Paulo Krajewski, biólogo e doutor em ecologia de peixes marinhos, que viaja pelo mundo fotografando e filmando a natureza. Ele é responsável por grande parte das fotografias e por um capítulo do livro.

Segundo a professora Bárbara Segal, coordenadora do projeto e responsável pela parte biológica do MAArE, a pesquisa mostra a importância da unidade de conservação. De forma geral, há muito mais biodiversidade dentro da Rebio Arvoredo que no seu entorno. No caso de peixes como as garoupas, por exemplo, dentro da reserva eles são encontrados em maior número e tamanho, muitas vezes passando de 50 centímetros. “Esse status de conservação gera um panorama onde os peixes possuem um tamanho maior e consequentemente produzem mais ovos do que no entorno onde ocorre a pesca. Isso mostra claramente a importância de ter áreas reservadas para poder contribuir com as áreas que estão sendo pescadas no entorno”, avalia a pesquisadora.

Foto: João Paulo Krajewski/Divulgação

O projeto também ajudou a identificar o coral-sol, uma espécie invasora que, por não ter um predador natural, prolifera-se rapidamente e ocupa o espaço das populações locais. Além de identificar o invasor e informar ao ICMBio, os pesquisadores-mergulhadores ajudaram a removê-lo. “A gente detectou, mapeou, e a ação foi feita em um momento em que as populações ainda não estavam muito espalhadas. Há ainda um foco em uma fenda pouco acessível, mas o ICMBio está fazendo o  manejo. Não conseguiu erradicar, mas está com um controle relativamente bom”, afirmou Bárbara.

Foto: João Paulo Krajewski/Divulgação

A região corre outros riscos. Um deles é em relação às mudanças climáticas. De acordo com a professora Andrea Santarosa Freire, vice-coordenadora e responsável pela parte oceanográficado projeto, com o  forte El Niño de 2015/2016, que aquece o Oceano Pacífico, as águas catarinenses ficaram muito frias. “O fato é que não necessariamente as mudanças globais vão fazer com que as temperaturas fiquem mais quentes. Aqui pode ficar até mais frio, como aconteceu em 2016. E se ficar mais frio, esta fauna da Rebio vai sofrer porque é tropical e pode não resistir a baixas temperaturas”, explicou.

Há outros perigos mais próximos. O projeto detectou altos índices de poluição em dois locais da região: na baía norte, em Florianópolis, e na baía de Tijucas, em Tijucas. Esses espaços apresentam baixo índice de biodiversidade e podem, no futuro, afetar a Rebio. “Qual a tendência? Se não cuidarmos do entorno, essa poluição e essa baixa diversidade vão ocorrer dentro da reserva. O MAArE serve como um alerta. Os municípios no entorno precisam cuidar, todos têm uma responsabilidade em relação à reserva”, afirmou Andrea.

Foto: João Paulo Krajewski/Divulgação

Além do livro, que estará disponível na página do projeto, também será lançado um banco de dados considerado de vanguarda no Brasil, que armazenará informações sobre os indicadores monitorados. Os gestores da Rebio Arvoredo e o público em geral terão acesso aos dados, que poderão ser usados tanto no presente, como no futuro. Outras Unidades de Conservação e outros projetos também poderão usar o sistema para armazenar e utilizar dados de monitoramentos ambientais.

Mais informações sobre o projeto MAArE podem ser solicitadas pelo e-mail ou pelo telefone (48) 3721-6160.

Confira outra reportagem sobre o projeto MAArE.

Laboratório de Neurobiologia da Dor e Inflamação oferece tratamento para pessoas com dor lombar e no pescoço

17/08/2017 11:02

 

O Laboratório de Neurobiologia da Dor e Inflamação (LANDI) do Departamento de Ciências Fisiológicas do Centro de Ciências Biológicas (CFS – CCB) da UFSC oferece avaliação fisioterapêutica e tratamento específico gratuito para pessoas com dor lombar e dor no pescoço há no mínimo 6 meses. O atendimento será prestado no Ambulatório de Fisioterapia Ortopédica no 2º subsolo do Hospital Governador Celso Ramos.  
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Biólogos da UFSC investigam aparecimento de algas gigantes de mares frios no litoral catarinense

03/07/2017 14:49

Espécies inseridas em um ambiente fora de seu habitat natural, na maioria das vezes indicam um desequilíbrio ambiental, que pode ser causado por alterações no clima, na cadeia alimentar, ou na organização do ecossistema. Quando um fenômeno dessa natureza acontece, biólogos e pesquisadores iniciam análises para avaliar as causas e eventuais consequências dos processos oceanográficos e biológicos relacionados ao evento. Este é um dos trabalhos que está sendo realizado pelo Laboratório de Ficologia (Lafic) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com pesquisadores de diversas regiões do mundo, após o aparecimento de algas de mares gelados na Praia do Campeche, em Florianópolis.
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Pesquisa sobre embriões, publicada em livro pela EdUFSC, venceu Grande Prêmio Capes de Teses 

13/06/2017 16:31

O embrião humano não é um de nós, portanto, pode ser criteriosamente usado para pesquisas, finalidades terapêuticas ou simplesmente ser eliminado. A tese do pesquisador Lincoln Frias, defendida na Universidade Federal de Minais Gerais (UFMG), foi transformada no polêmico livro A ética do uso e da seleção de embriões, lançado pela Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (EdUFSC), dentro da Série Ethica.

A obra, viabilizada com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), agregou novo valor aos leitores: a pesquisa que concebeu o livro foi uma das grandes vencedoras do “Grande Prêmio Capes de Teses 2011”, o que significa que a Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior (Capes), agência de fomento do Ministério da Educação (MECV), considerou o trabalho de Lincoln a melhor tese de toda a área das ciências humanas, sociais e artes do País.

O autor, professor da Universidade de Alfenas (MG), trata, sem rodeios, de temas caros para a sociedade e a comunidade científica: as pesquisas com células-tronco embrionárias humanas (CTEHs) e com o diagnóstico genético pré-implantação (DGPI), que acontecem no começo da vida humana, ou seja, com o próprio embrião.
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Divulga Ciência – edição especial 25 anos Agecom

02/06/2017 12:56

Edição Especial nº 13 – junho de 2017

A 13ª edição do Divulga Ciência é comemorativa aos 25 anos da Agência de Comunicação (Agecom) da UFSC. A divulgação da produção científica da Universidade já é realizada antes mesmo da criação da agência, em 3 de junho de 1992. Esse trabalho foi reconhecido em 1993 quando o setor recebeu o prêmio José Reis de Jornalismo Científico, concedido pelo CNPq, e considerado o mais importante do país.

O primeiro Divulga Ciência foi lançado em setembro de 2013 com o objetivo de abrir mais um canal junto aos pesquisadores e que o conhecimento possa chegar com credibilidade à comunidade universitária e à sociedade. O Guia de Fontes da Agecom é outra ferramenta que contribui para disseminar o saber. Nele concentra-se a relação dos pesquisadores da instituição e, por meio de um trabalho articulado, facilita o contato do pesquisador com os meios de comunicação. A primeira edição foi lançada em 1993 e é pioneira nas publicações do gênero. Em dezembro de 2015, a revista UFSC Ciência lançou seu primeiro número, com o propósito de ofertar material de divulgação de boa qualidade e aumentar a percepção do público sobre a relevância da ciência.

As matérias selecionadas para esta edição são uma pequena parcela do que a UFSC produz. E o compromisso do jornalismo científico da Agecom nestes 25 anos e para os que ainda virão é retornar à sociedade o que ela espera de uma universidade federal, pública e gratuita, com foco na qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão.

Laboratório da UFSC atua há mais de 20 anos em pesquisas na área de virologia humana e ambiental

Duas professoras da UFSC, das áreas de Farmácia e Biologia, depararam-se em suas jornadas acadêmicas com um objetivo em comum: desenvolver as primeiras pesquisas com vírus na Instituição. A parceria já existe há 23 anos e a ideia pioneira se consolidou e se projetou para além das salas de aula da Universidade. Leia mais.

Pesquisa analisa riscos da contaminação de mexilhões na Praia do Matadeiro

Um projeto de pesquisa de mestrado irá verificar possíveis riscos de contaminação de um tipo de cianobactéria tóxica em mexilhões da Praia do Matadeiro. Densas populações desta espécie, Cylindrospermopsis raciborskii, foram registradas na Lagoa do Peri desde a década de 1990 e, nos últimos 20 anos, são monitoradas pela Casan. Leia mais.

Estudo conclui que eventos extremos em SC ficaram mais frequentes nos anos de La Niña e neutralidade

Episódios intensos de precipitação são comuns em Santa Catarina. Em 2008, fortes chuvas causaram grandes inundações e deslizamentos de terra, afetando 1,5 milhão de pessoas, ocasionando 120 mortes e deixando 69.000 pessoas sem abrigo. Um trabalho da Pós-Graduação em Oceanografia da UFSC analisou alterações na periodicidade e intensidade dos eventos extremos no estado, entre 1979-1999 e 2000-2015, relacionadas ao fenômeno El Niño Oscilação Sul (ENOS). Leia mais.

Pesquisa indica padrões de conectividade genética distintos entre espécies de corais-de-fogo

Os padrões distintos de conectividade genética entre espécies de corais-de-fogo endêmicas e de ampla distribuição foram analisados em um artigo de uma doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ecologia da UFSC (em colaboração com pesquisadores de outras instituições brasileiras, da França, Colômbia, Holanda e Estados Unidos) publicado na revista Coral ReefsLeia mais.

Ônibus elétrico alimentado por energia solar da UFSC já rodou 10 mil quilômetros em primeira fase de testes

Inaugurado em dezembro de 2016, o ônibus elétrico, desenvolvido pelo Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar da UFSC (Fotovoltaica), já rodou cerca de 10 mil quilômetros ao longo de dois meses de testes no trajeto entre a Universidade e o Sapiens Parque. O veículo realiza cinco viagens por dia, totalmente alimentado pela eletricidade solar gerada nas estruturas do Fotovoltaica. Leia mais.

UFSC inaugura Centro de Tecnologias Sociais para a Gestão da Água

A cerimônia de inauguração do Centro de Tecnologias Sociais para a Gestão da Água (Cetragua) da UFSC foi realizada no início do mês de maio de 2017. O prédio de 700 metros quadrados, construído próximo ao Hospital Universitário (HU), concretizou uma importante etapa do projeto TSGA. Leia mais.

Pesquisa em Engenharia Ambiental avalia sistema híbrido empregado no tratamento de esgoto sanitário

O estudo “Avaliação de um sistema híbrido de Wetlands Construídos empregado no tratamento de esgoto sanitário” é resultado da dissertação de mestrado defendida por Benny Zuse Rousso, em março de 2017, sob orientação do professor Pablo Heleno Sezerino. O trabalho foi realizado no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental (PPGEA) da UFSC como parte integrante da linha de pesquisa do Grupo de Estudos em Saneamento Descentralizado (Gesad). Leia mais.

UFSC Joinville conquista 3º lugar em maratona com veículo elétrico mais eficiente da América Latina

Entre os dias 28 a 30 de abril, na cidade de Detroit, EUA, estudantes do Campus Joinville da UFSC participaram da Shell Echo Marathon Americas 2017, conquistando o terceiro lugar em eficiência competindo com veículos movidos à eletricidade de outras 27 universidades americanas. Leia mais.

Laboratório de Etologia e Bem-Estar Animal da UFSC lança manual em Equideocultura

O manual, de autoria da coordenadora do projeto de extensão, professora Denise Pereira Leme, aponta recomendações de manejo e indicadores individuais e ambientais para a avaliação do bem-estar de equinos. A identificação desses indicadores pode auxiliar aqueles que lidam diretamente com cavalos a corrigirem ou evitarem problemas comuns em práticas e procedimentos de rotina. Leia mais.

Tese da Pós-Graduação em Nutrição aborda discriminação por sobrepeso e bullying

Analisar a associação entre o sobrepeso e a obesidade com o bullying em alunos do município de Florianópolis foi o objetivo da tese de doutorado da aluna Sílvia Letícia Alexius, do Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN) da UFSC, sob a orientação da professora Arlete Catarina Tittoni CorsoLeia mais.

Sobre

Divulga Ciência é um boletim eletrônico produzido pela Agência de Comunicação (Agecom) com o objetivo de informar sobre a produção científica vinculada à UFSC.
Outras matérias de Jornalismo Científico publicadas no portal da UFSC neste link.

Edição: Rosiani Bion de Almeida
Coordenadoria de Divulgação e Jornalismo Científico
Foto: Henrique Almeida

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Laboratório da UFSC atua há mais de 20 anos em pesquisas na área de virologia humana e ambiental

30/05/2017 12:08

Duas professoras da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), das áreas de Farmácia e Biologia, depararam-se em suas jornadas acadêmicas com um objetivo em comum: desenvolver as primeiras pesquisas com vírus na Instituição. A parceria já existe há 23 anos e a ideia pioneira se consolidou e se projetou para além das salas de aula da Universidade.

Cláudia Maria Oliveira Simões, do Centro de Ciências da Saúde (CCS), e Célia Regina Monte Barardi, do Centro de Ciências Biológicas (CCB), são as criadoras e coordenadoras do Laboratório de Virologia Aplicada (LVA), no campus de Florianópolis da UFSC.

O trabalho de tantos anos se compromete, principalmente, “na geração de conhecimento científico e na formação de pessoal altamente qualificado” destacam as professoras. Isto se comprova na orientação de alunos brasileiros e estrangeiros e na atuação de egressos do LVA na própria UFSC, em outras universidades, órgãos governamentais, fundações, institutos, centros de pesquisa no Brasil e em outros países.
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Pesquisa analisa riscos da contaminação de mexilhões na Praia do Matadeiro

29/05/2017 08:39

Um projeto de pesquisa de mestrado irá verificar possíveis riscos de contaminação de um tipo de cianobactéria tóxica em mexilhões da Praia do Matadeiro. Densas populações desta espécie, Cylindrospermopsis raciborskii, foram registradas na Lagoa do Peri desde a década de 1990 e, nos últimos 20 anos, são monitoradas pela Casan. As concentrações de saxitoxina, produzida pela cianobactéria, ainda são baixas e o sistema de tratamento de água da Casan consegue remover a contaminação, principalmente pelos filtros e cloro. Porém, o Canal do Sangradouro leva água da Lagoa do Peri ao Atlântico, entre Armação e Matadeiro, onde há costões rochosos, habitat de mexilhões, além de organismos comestíveis enterrados na areia.

Cianobactérias tóxicas são analisadas em laboratório. Foto: Henrique Almeida/Diretor de Fotografia da Agecom/UFSC

“Se a carga tóxica de lagoa do Peri está constantemente sendo lançada na praia do Matadeiro, o que se pode esperar da contaminação de mexilhões que por ali vivem ou que por ventura sejam ali cultivados?”, questiona Leonardo Rörig, líder do Grupo de Pesquisa do CNPq Biologia, Cultivo e Biotecnologia de Microalgas e orientador da mestranda Tanise Klein Ramos. Séries de amostragens e análises serão realizadas a fim de testar estas hipóteses, explica Rörig. “Dependendo dos resultados, medidas de gestão deverão ser tomadas para impedir o consumo de frutos do mar oriundos de alguns setores da Praia do Matadeiro. Consequentemente, o cultivo de mexilhões na área deveria ser impedido, haja vista o risco de contaminação com consequências a saúde pública”.

Para recreação na Lagoa do Peri, maior corpo de água doce da Ilha de Santa Catarina, não há complicações atualmente, confirma Rörig. “Dificilmente a pessoa que engolir a água vai ter problemas. Hoje, a água da lagoa é limpa, as algas só vão crescer mais se houver água mais suja”. 
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Estudo conclui que eventos extremos em SC ficaram mais frequentes nos anos de La Niña e neutralidade

12/05/2017 10:18

Episódios intensos de precipitação são comuns em Santa Catarina. Em 2008, fortes chuvas causaram grandes inundações e deslizamentos de terra, afetando 1,5 milhão de pessoas, ocasionando 120 mortes e deixando 69.000 pessoas sem abrigo. Um trabalho da Pós-Graduação em Oceanografia da UFSC analisou alterações na periodicidade e intensidade dos eventos extremos em Santa Catarina, entre 1979-1999 e 2000-2015, relacionadas ao fenômeno El Niño Oscilação Sul (ENOS).

O estudo desenvolvido pela aluna de mestrado Laís Gonçalves Fernandes sob orientação da professora Regina Rodrigues, constata que os episódios entre 1979-1999 aconteceram mais em fases de El Niño, porém no último período, 2000-2015, poucas ocorrências de El Niño foram observados no Oceano Pacífico. Contudo, os eventos extremos continuaram a ocorrer em Santa Catarina, inclusive se tornaram mais frequentes e intensos na primavera, em anos de La Niña e neutralidade.

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Pesquisa indica padrões de conectividade genética distintos entre espécies de corais-de-fogo

10/05/2017 14:19

Os padrões distintos de conectividade genética entre espécies de corais-de-fogo endêmicas e de ampla distribuição foram analisados num artigo de uma doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ecologia da Universidade Federal de Santa Catarina (em colaboração com pesquisadores de outras instituições brasileiras, da França, Colômbia, Holanda e Estados Unidos) publicado em março na revista Coral Reefs.

A pesquisa de Júlia Nunes de Souza abordou três espécies endêmicas (que só existem num local) no Brasil de coral-de-fogo (Millepora braziliensis, M. nitida e M. laboreli) e uma de ampla distribuição, M. alcicornis. Os resultados das amostras coletadas em 273 colônias e 17 locais de Bermuda, Ilhas Canárias até o Rio de Janeiro apontam que a diversidade genética da espécie de ampla distribuição (Millepora alcicornis) é menor no Brasil do que no Caribe.
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Pesquisas apontam novas perspectivas sobre evolução e biogeografia de peixes recifais

09/05/2017 18:08

Uma visita, em 2015, de um pesquisador radicado na Austrália ao Laboratório de Biogeografia e Macroecologia Marinha (LBMM) Universidade Federal de Santa Catarina deu o pontapé inicial que resultou na publicação de dois artigos conexos na revista britânica Biological Reviews no início deste ano. Os trabalhos indicam novas perspectivas sobre a evolução e biogeografia de peixes recifais.

O professor da UFSC Sergio Floeter, do departamento de Ecologia e Zoologia, explica que as pesquisas usaram como base as árvores filogenéticas, de milhões de anos, ou seja, a genealogia das famílias dos peixes. “A filogenia pode fornecer uma janela para o passado, permitindo explorar as origens evolutivas das linhagens, os seus atributos geológicos e suas afinidades biogeográficas ancestrais”.

Floeter alinhavou com Peter Cowman, da James Cook University (Austrália), a produção de dois trabalhos, cada um resultando num artigo, com a colaboração de pesquisadores brasileiros e franceses, incluindo da Pós em Ecologia da UFSC. Em Phylogenetic perspectives on reef fish functional traits, cujo primeiro autor é Floeter e o último é Cowman, “são revelados os padrões relacionados às origens da diversidade funcional das espécies que vemos hoje nos recifes de coral, como por exemplo, a origem dos diferentes grupos tróficos”.
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Ônibus elétrico alimentado por energia solar da UFSC já rodou 10 mil quilômetros em primeira fase de testes

08/05/2017 10:29

O laboratório Fotovoltaica UFSC gera eletricidade suficiente para todas as suas atividades, inclusive o abastecimento do ônibus elétrico. Um excedente ainda é cedido à rede pública para alimentar o campus universitário na Trindade. (Foto: Todd Southgate)

Inaugurado em dezembro de 2016, o ônibus elétrico alimentado por energia solar, desenvolvido pelo Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar da Universidade Federal de Santa Catarina (Fotovoltaica UFSC) em parceria com as empresas Eletrabus, Marcopolo, Mercedes Benz e WEG, já rodou cerca de 10 mil quilômetros ao longo de dois meses de testes no trajeto entre a Universidade e o Sapiens Parque. O veículo realiza cinco viagens por dia, totalmente alimentado pela eletricidade solar gerada nas estruturas do laboratório Fotovoltaica.

“Nos próximos dias, o ônibus passará pela primeira revisão geral de todos os sistemas mecânicos e elétricos, quando será realizado um diagnóstico preciso sobre a operação do veículo”, explica o coordenador da Fotovoltaica, professor Ricardo Rüther.

Está também em fase de desenvolvimento um aplicativo que permitirá à comunidade acadêmica da UFSC reservar seu assento no ônibus por meio de seu telefone celular, da mesma maneira como se faz o check-in para um voo comercial. Após o lançamento do aplicativo, o serviço de deslocamento será oferecido com horários regulares a todos os estudantes, docentes e técnicos-administrativos em Educação da Universidade.
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UFSC inaugura Centro de Tecnologias Sociais para a Gestão da Água

05/05/2017 13:59

Cerimônia de inauguração do Cetragua reúne convidados e equipe do Projeto TSGA. Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Todos os nomes foram citados e prestigiados na cerimônia de inauguração do Centro de Tecnologias Sociais para a Gestão da Água (Cetragua) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) na manhã desta sexta-feira, 5 de maio. O prédio de 700 metros quadrados, construído próximo ao Hospital Universitário (HU), concretizou uma importante etapa do projeto TSGA.

Marcaram presença no evento representantes da Petrobras, da Administração Central, da direção do Centro Tecnológico (CTC) e convidados.

O Projeto TSGA iniciou em 2007 com o “objetivo geral de fortalecer o uso sustentável da água através do apoio à capacidade de gestão local em bacias hidrográficas de Santa Catarina, integrado à disseminação e implementação de tecnologias sociais na produção de alimentos e saneamento básico do meio rural”, conforme consta em seu site.

O reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, a engenheira da Petrobras, Adiana Oliveira, e o coordenador geral do TSGA, Paulo Belli Filho, descerraram a placa de entrega. Antes disso, Cancellier cumprimentou todos os envolvidos e, particularmente, a engenheira Adriana, que acompanhou todo o processo por meio do programa Petrobras Socioambiental, que patrocina o TSGA. “Este ato significa a nossa entrega e para a Petrobras o reconhecimento de que esta etapa foi cumprida”, observa.
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Pesquisa da Pós em Engenharia Ambiental avalia sistema híbrido empregado no tratamento de esgoto sanitário

05/05/2017 12:07

O estudo “Avaliação de um sistema híbrido de Wetlands Construídos empregado no tratamento de esgoto sanitário” é resultado da dissertação de mestrado defendida por Benny Zuse Rousso, em março de 2017, sob orientação do professor Pablo Heleno Sezerino. O trabalho foi realizado no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental (PPGEA) como parte integrante da linha de pesquisa do Grupo de Estudos em Saneamento Descentralizado (Gesad).

De acordo com o estudo, o sistema híbrido de Wetlands Construidos (WC) analisado apresenta um elevado potencial de tratamento de esgotos sanitários e domésticos para locais com disponibilidade de área e condições restritivas de lançamento, dispensando operações complexas e difíceis. Dessa forma, a tecnologia estudada é recomendada como alternativa viável para cenários rurais ou periféricos, como condomínios fechados, loteamentos, pousadas e residências unifamiliares no contexto de Santa Catarina. A consolidação desta alternativa tecnológica pode tornar-se uma aliada para combater o atual cenário crítico de prestação de serviço de saneamento no estado, favorecendo sua universalização, avalia Rousso.
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UFSC Joinville conquista 3º lugar em maratona com veículo elétrico mais eficiente da América Latina

02/05/2017 17:04

Entre os dias 28 a 30 de abril, na cidade de Detroit, EUA, estudantes do Campus Joinville da UFSC participaram da Shell Echo Marathon Americas 2017, conquistando o terceiro lugar em eficiência competindo com veículos movidos à eletricidade de outras 27 universidades americanas.

O protótipo do Eficem – equipe de competição da UFSC voltada para pesquisa de eficiência energética – conseguiu percorrer a distância de 283 Km com apenas 1 Kwh. Com o custo do kWh atualmente em média de R$ 0,50, seria como percorrer a distância entre Joinville e Florianópolis com o custo de R$ 0,50. Pesando apenas 21,5 kg, foi o veículo mais leve pelo 3º ano consecutivo nessa competição.

O evento é organizado pela companhia norte-americana de petróleo e gás, Shell, e tem por objetivo incentivar estudantes de engenharia das Américas a desenvolver protótipos de veículos movidos à eletricidade, gasolina ou etanol com alto nível de eficiência.  Nesta edição do evento, a Eficem conseguiu o melhor resultado pelo segundo ano consecutivo entre as equipes da América Latina.

 

Mais informações sobre a equipe:

http://eficem.ufsc.br/

https://www.facebook.com/Eficem/

Texto: Comunicação Institucional/UFSC Joinville

Estudo EpiFloripa tem trabalho selecionado em Congresso Brasileiro de Obesidade e Síndrome Metabólica

02/05/2017 13:58

O trabalho apresentado pelo grupo de pesquisas do Estudo EpiFloripa, sobre as condições de vida e saúde da população adulta e idosa de Florianópolis, durante o Congresso Brasileiro de Obesidade e Síndrome Metabólica foi eleito entre os cinco melhores do evento. Realizado em Recife, Pernambuco, entre 20 e 22 de abril, o congresso reuniu mais de 2 mil pesquisadores da área.

Os pesquisadores, da área da saúde da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) apresentaram o trabalho: “Associação entre Síndrome Metabólica com hipovitaminose D na população adulta de Florianópolis – Estudo EpiFloripa”, que faz parte de dissertação de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Nutrição. Os autores do estudo são Angelica Scherlowski Fassula, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Nutrição; Marui Weber Corseuil, pós-doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva; Diego Augusto Santos Silva, professor do Departamento de Educação Física; Yara Maria Franco Moreno, professora do Programa de Pós-Graduação em Nutrição e do Departamento de Nutrição – todos da UFSC; e David Alejandro Gonzalez-Chica, professor da Universidade de Adelaide, Austrália.
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Ônibus elétrico movido a energia solar é apresentado a pesquisadores de Cambridge

27/04/2017 13:00
Apresentação dos projetos da Fotovoltaica durante viagem no e-bus solar da UFSC. (Foto: Lincoln Fernandes/UFSC)

Apresentação dos projetos da Fotovoltaica durante viagem no e-bus solar da UFSC. (Foto: Lincoln Fernandes/UFSC)

Pesquisadores da Universidade de Cambridge, Inglaterra, em visita à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) estiveram em visita à Fotovoltaica UFSC, laboratório do Grupo de Pesquisa Estratégica em Energia Solar da UFSC, localizado no Sapiens Parque, em Florianópolis. Os professores Jorge Viñuales, Jean-François Mercure, e Pablo Salas utilizaram o ônibus elétrico, movido a energia solar para o trajeto UFSC – Sapiens Parque, além de conhecerem as instalações e os projetos do laboratório.

A visita ao laboratório ocorreu durante a tarde de quarta-feira, dia

26 de abril e foi coordenada pela professora de Direito Ambiental da UFSC, Cristiane Derani e pelo secretário de Relações Internacionais, Lincoln Fernandes. Os pesquisadores estiveram em reunião com a vice-reitora Alacoque Lorenzini Erdmann, reitora em exercício.

O ônibus elétrico (e-bus) movido a energia solar foi inaugurado em dezembro de 2016. O veículo tem ar-condicionado e capacidade para levar 37 pessoas sentadas, em assentos que oferecem facilidades como tomadas USB e duas mesas de reunião com tomadas elétricas de 220V, fazendo do espaço um ambiente de transporte e trabalho. Por ser um projeto de “deslocamento produtivo”, as apresentações sobre os projetos da Fotovoltaica aconteceram dentro do próprio ônibus, o que ficou a cargo do doutorando Alexandre de Albuquerque Montenegro, representando o coordenador do laboratório, Ricardo Rüther. Em seguida, a professora do Departamento de Expressão Gráfica (EGR/UFSC), Juliane Almeida, apresentou o projeto “Universidades Solares”. 
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Alunas da UFSC Blumenau abordam conceitos de geometria fractal em festival no Rio de Janeiro

26/04/2017 09:28

As alunas da sétima fase do Curso de Licenciatura em Matemática, Cristiane Santos e Edionara Bachmann, participam, até o dia 30 de abril, do Festival da Matemática promovido no Rio de Janeiro. Elas foram selecionadas para promover a oficina “Geometria Fractal: Ideias Para Uma Abordagem De Seus Conceitos Em Sala De Aula”. O trabalho foi selecionado em um universo de mais de 274 propostas submetidas à avaliação de uma comissão de sete professores e pesquisadores convidados pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa).

“Nós escolhemos este tema para o ‘I Dia da Matemática’, realizado em junho de 2016 na UFSC. Como a maioria dos estudantes não sabia o que eram os fractais resolvemos nos aprofundar no assunto e elaboramos um trabalho com uma coletânea de várias maneiras de trabalharmos o conceito de fractal em sala de aula”, explicam as estudantes. Para o evento, Cristiane e Edionara trabalham com a construção dos fractais clássicos através de técnicas de corte e dobradura como kirigami e origami, criação de caleidoscópios e utilização de softwares. Segundo as licenciandas esses métodos possibilitam a abordagem de conteúdos matemáticos como contagem, perímetro, área, volume, números complexos, semelhanças, sequências, noção de limites e construções geométricas.
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Laboratório de Etologia e Bem-Estar Animal da UFSC lança manual em Equideocultura

20/04/2017 12:54

17757300_1403006609769593_1447448729316467118_nLançado nacionalmente, o Manual de Boas Práticas em Equideocultura é resultado de uma parceria entre a UFSC e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Os conceitos e as recomendações apresentadas no manual são provenientes de pesquisas e revisões bibliográficas desenvolvidas em trabalhos científicos e acadêmicos junto ao Núcleo de Equideocultura e Bem-estar de Equinos (NEBEq), que pertence ao Laboratório de Etologia e Bem-Estar Animal (Leta) da UFSC.
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Pesquisa em parceria com a UFSC é publicada em periódico internacional de Arqueologia

05/04/2017 14:11

Uma pesquisa realizada no Laboratório de Materiais do Ateliê de Conservação-Restauração de Bens Culturais Móveis (Atecor) da Fundação Catarinense de Cultura (FCC) foi publicada no Journal of Archaeological Science, revista internacional que é referência no campo da Arqueologia. O estudo relata a análise química de artefatos cerâmicos arqueológicos encontrados em uma escavação por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) na cidade de Alfredo Wagner, interior de Santa Catarina. 
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Projeto de monitoramento ambiental da UFSC conclui três anos de coleta de dados

16/03/2017 19:24
Integrantes do projeto MAArE durante última expedição oceanográfica.
Integrantes do projeto MAArE durante última expedição oceanográfica

O Projeto de Monitoramento Ambiental da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo e Entorno (MAArE/UFSC) está concluindo suas atividades e em breve disponibilizará um banco de dados e um livro com os resultados de todo o trabalho de campo desenvolvido ao longo de três anos. Coordenado pelas professoras Bárbara Segal Ramos e Andrea Santarosa Freire, do Departamento de Ecologia e Zoologia (ECZ/UFSC), o projeto teve início em junho de 2013 e contou com uma equipe de cerca de 80 pessoas (entre pesquisadores, técnicos, bolsistas e pessoal de apoio).

A Reserva Biológica Marinha do Arvoredo é uma área de 17.600 hectares de superfície, situada ao norte da Ilha de Santa Catarina, entre Florianópolis e Bombinhas. A região abrange as Ilhas do Arvoredo, Deserta, Galé, Calhau de São Pedro e a área marinha que circunda esse arquipélago. Por ser considerado um espaço de grande importância biológica, em 12 de março de 1990 a reserva foi decretada unidade de conservação federal, de proteção integral. Nesse contexto, o MAArE foi criado com o objetivo de realizar o monitoramento ambiental da região, através da amostragem de diferentes indicadores biológicos para a avaliação da conservação do ecossistema marinho. Entre esses indicadores estão peixes, algas, crustáceos, invertebrados e plâncton. Outra finalidade era verificar a ocorrência de espécies invasoras, como o coral sol, que pode gerar danos no ecossistema.
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Pesquisadores da UFSC instalam primeira boia meteo-oceanográfica em Santa Catarina

09/03/2017 13:22

REBIO_ARVOREDOUma boia meteo-oceanográfica, a SiMCosta SC-01, está fundeada desde o dia 22 de fevereiro nas proximidades da Ilha do Arvoredo, interior da Reserva Biológica (Rebio) Marinha do Arvoredo, em Florianópolis. A instalação e manutenção da boia instrumentalizada é fruto de uma parceria entre o Sistema de Monitoramento da Costa Brasileira (SiMCosta), a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). “Esta parceria é fundamental para o sucesso do programa de monitoramento de longo prazo na Rebio Marinha do Arvoredo”, salienta o coordenador nacional do SiMCosta e pesquisador do programa de pós-graduação em Oceanografia da UFSC (PPGOceano), Carlos Alberto Eira Garcia.

De acordo com Ricardo Castelli Vieira, chefe da Rebio do Arvoredo, “os dados obtidos pela boia servirão para dar continuidade ao monitoramento de parâmetros oceanográficos realizado pela UFSC ao longo de 2014, 2015 e 2016, no âmbito do Projeto de Monitoramento Ambiental da Rebio Arvoredo e entorno (MAArE)”. Andrea Freire, coordenadora da área de Oceanografia do MAArE, reforça a importância da instalação da boia para o desenvolvimento da pesquisa em oceanografia no estado: “Santa Catarina tem sido um lugar de muitas ocorrências de desastres naturais, todos relacionados à variabilidade oceanográfica e meteorológica. Agora teremos a possibilidade de observar essas variações.”

A pesquisadora salienta que a instalação da boia SiMCosta SC-01 é inédita: “É a primeira vez que o estado tem uma boia tão eficiente. Já existiam boias com essas características em vários lugares, mas não em Santa Catarina.” Outra vantagem, segundo Andrea, é o fato de o equipamento estar instalado dentro de uma reserva biológica. “Nenhuma outra boia está instalada dentro de uma unidade de conservação no Brasil. Os dados coletados serão muito importantes.” A reserva Biológica Marinha do Arvoredo (Rebio do Arvoredo), onde atuou o MAArE, está localizada na região central do litoral catarinense, incluindo quatro ilhas — Arvoredo, Deserta, Galés e Calhau de São Pedro — e o ambiente marinho associado. A reserva engloba águas dos municípios de Florianópolis, Governador Celso Ramos, Porto Belo, Bombinhas e Tijucas, em Santa Catarina. É a única Rebio marinha existente nas regiões Sul e Sudeste do País.

Na boia estão acoplados vários instrumentos e sensores que fornecem dados meteorológicos (vento, pressão atmosférica, temperatura, radiação solar, precipitação, umidade relativa e concentração de CO2) e oceanográficos (temperatura, salinidade, turbidez, concentração de CDOM, concentração de clorofila-a, oxigênio dissolvido e pH). Os dados obtidos pela SiMCosta SC-01 são transmitidos via satélite (meteorológicos) e por telefonia celular (oceanográficos), numa frequência horária, para servidor localizado na Universidade Federal do Rio Grande (Furg), instituição coordenadora do SiMCosta. Em seguida, os dados são disponibilizados on-line e gratuitamente no Portal SiMCosta.

Sobre o SiMCosta

O SiMCosta é um projeto que visa o monitoramento contínuo de propriedades meteorológicas e oceanográficas para fornecer informações ambientais e, ao longo do tempo, prover dados para estudos de impactos das mudanças climáticas ao longo da costa brasileira. O SiMCosta é coordenado pela Subrede Zonas Costeiras da Rede Clima e INCT para Mudanças Climáticas, com sede na Furg, e financiado pelo Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima), Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Mais informações no site do SiMCosta e do ICMBio ou pelos telefones (48) 37213530 | (48) 37218517

Tese do Programa de Pós em Nutrição aborda discriminação por sobrepeso e bullying

02/03/2017 10:20

Analisar a associação entre o sobrepeso e a obesidade com o bullying em alunos do município de Florianópolis foi o objetivo da tese de doutorado da aluna Sílvia Letícia Alexius, do Programa de Pós-Graduação em Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGN/UFSC) , sob a orientação da professora Arlete Catarina Tittoni Corso. O bullying foi investigado por meio da aplicação de uma escala psicométrica e os resultados que envolveram informações de 975 estudantes, com idade entre 11 e 14 anos, de escolas públicas e privadas das regiões Norte, Leste, Centro, Sul e Continental, revelaram o envolvimento como vítima em diferentes intensidades.

Embora o sexo dos alunos não tenha sido associado à prevalência de bullying, foram observados alguns comportamentos específicos entre meninos e meninas, como a associação da discriminação frequente associada à estatura baixa e a características físicas que permaneceram significativos apenas para o sexo feminino. “Por revelar associação entre ser discriminado pelo sobrepeso e vítima de bullying para ambos os sexos, confirma-se a hipótese levantada e estes achados sugerem que características pessoais relativas à aparência física são fatores de risco, principalmente em sociedades que valorizam o corpo ideal com base no peso, o que pode predispor o indivíduo a ser alvo de discriminação em diversos contextos, sobretudo no escolar”, avalia Sílvia. A tese foi defendida em dezembro de 2016.
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Estudo relaciona modelos de informações nutricionais com alimentação mais saudável

17/01/2017 12:25

Uma pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)  mostrou que os estudantes universitários optam por refeições mais saudáveis nos restaurantes dependendo do tipo de informação mostrada nos cardápios. O estudo foi realizado no Brasil e na Inglaterra, onde eram apresentados cardápios com diferentes informações nutricionais aos estudantes antes de se servirem. A pesquisadora espera que a partir do estudo possam ser adotadas medidas legislativas com relação às informações nutricionais nos cardápios do Brasil e do mundo.
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UFSC e MS desenvolvem pesquisa sobre resistência da bactéria da gonorreia a medicamentos

12/01/2017 16:47

Os índices de resistência da gonorreia a certos medicamentos preocupam o mundo. Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) deixou de considerar a ciprofloxacina uma opção viável para o tratamento dessa infecção sexualmente transmissível (IST). Um estudo inédito coordenado pelo Departamento das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV), vinculado à Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, em parceria com o Laboratório de Biologia Molecular e Microbactérias da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), revelou altas taxas de resistência aos antimicrobianos em todas as regiões do país. O estudo nacional de vigilância da resistência das cepas de gonorreia circulantes no Brasil foi desenvolvido entre 2015 e 2016.

Os resultados corroboram a atual recomendação terapêutica da OMS, lançada em 2016, de substituir a ciprofloxacina pela ceftriaxona ou cefixima, na terapia dupla, com azitromicina, como opção de tratamento para infecções gonocócicas. Ainda, segundo a OMS, um agente antimicrobiano não deve ser usado quando, em estudos de vigilância in vitro, mais de 5% das culturas gonocócicas demonstrarem resistência a esse antimicrobiano em questão.
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Ônibus elétrico: UFSC adota tecnologia do futuro em sua rotina acadêmica

12/01/2017 11:32

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Eletra – empresa brasileira especializada em tração elétrica –, a Marcopolo, a WEG e a Mercedes-Benz estão juntas no Projeto de Energia Fotovoltaica, que conta com o primeiro ônibus elétrico brasileiro a ter recargas em uma estação de energia solar. O veículo ficou pronto em 2016 e circula desde o início de dezembro entre o campus de Florianópolis (Trindade) e o Centro Integrado de Pesquisa em Energia Solar, no Sapiens Parque (Cachoeira do Bom Jesus), trajeto de 50 quilômetros, ida e volta.

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Foto: Jair Quint/Agecom/UFSC

O veículo fará o percurso quatro vezes ao dia, em horários regulares programados conforme as aulas, para a comunidade universitária (alunos e servidores), sem cobrança de tarifa. Além de facilitar o transporte de estudantes e pesquisadores, o ônibus otimiza a utilização do tempo, pois oferece a possibilidade de ser ambiente de trabalho. “O conceito do projeto não é apenas resolver nossa questão, é mostrar a possibilidade de utilização de fonte não poluente de energia, para então ser produzido em escala”, explica Ricardo Rüther, professor do Departamento de Engenharia Civil da UFSC e coordenador do projeto.

A energia para abastecer o veículo é o excedente da quantidade produzida pela cobertura de células fotovoltaicas do próprio Centro Integrado de Pesquisa em Energia Solar. O consumo é de 2,4 kW/h por quilômetro, equivalente a 60 kW por percurso entre o campus e o Sapiens. Os recursos para o projeto são do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
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