Aumento no consumo de bebidas açucaradas pode estar associado a ‘bullying’ em meninos

12/05/2015 08:02

Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), feita com meninas e meninos entre 11 e 14 anos, buscou uma relação entre o consumo de alimentos não saudáveis com a ocorrência de bullying. A dissertação de mestrado de Carla Zanelatto, com orientação da professora Arlete Catarina Tittoni, constatou que os estudantes do sexo masculino que sofrem bullying de média a alta intensidade –agressões físicas, perseguições e difamações na internet – consomem 2,34 vezes mais bebidas açucaradas, como sucos artificiais e refrigerantes, do que os expostos a bullying de baixa intensidade – agressões verbais – ou dos que não recebem provocações. A pesquisadora utilizou dois questionários para obter seus resultados: o Questionário Alimentar do Dia Anterior (QUADA) e outro sobre as experiências com o bullying. Um total de 975 alunos das redes de ensino pública e privada de Florianópolis respondeu às perguntas.

ilustração matéria bullying

De acordo com a pesquisa, estudantes do sexo masculino que sofrem bullying de média a alta intensidade consomem 2,34 vezes mais bebidas açucaradas. Arte: Rogério Fonseca/Estagiário de Design/Agecom/DGC/UFSC

De acordo com Carla, as situações de estresse e ansiedade geram uma resposta fisiológica: o sistema endócrino libera o hormônio cortisol, que influencia o metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídeos, o que pode aumentar o apetite. Dessa forma, os alunos procurariam alimentos com alto teor de açúcar para compensar os episódios de preconceito e humilhações. A nutricionista ressalta que esse aumento no consumo só foi identificado em meninos e acredita que isso se deva à questão estética. “Nas adolescentes, há um hábito de fazer dieta, por causa do padrão de beleza que a sociedade impõe.”
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Direitos autorais e ‘Creative Commons’ em debate na UFSC

07/05/2015 16:31

A Biblioteca Universitária (BU) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizou o IV Ciclo de Debates, evento que ocorre uma vez por ano, sempre no mês de maio. Seu objetivo principal é proporcionar o acesso às principais inovações em torno do gerenciamento de informações nos portais de periódicos e a troca de experiências entre editores, bibliotecários e pesquisadores.

Ciclo de Debates Periódicos - Licenças - Foto Henrique Almeida-9

IV Ciclo de Debates na BU. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

A mesa-redonda, cujos convidados foram Bianca Amaro de Melo, do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibic), e Enrique Muriel Torrado, da UFSC/Universidad de Granada, com a moderação do bibliotecário Fábio Lorensi do Canto, da BU/UFSC, teve como tema “Direitos autorais e Creative Commons”.

Bianca Amaro, que destacou a importância desse tipo de evento, falou também da lei número 9.610/98: “as criações do espírito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro”. Esse trecho mostra que as leis de direitos autorais são inflexíveis e muito restritivas: a brasileira diz que não se pode mudar o meio do produto que foi adquirido, por exemplo, as músicas de um CD não podem ser passadas para um tocador de MP3. O Brasil é um dos países com a lei de recursos mais limitativas do mundo. Bianca explicou, ainda, a diferença entre copyright (direito de cópia e reprodução) e droit d’auter (direito de autor, natural da França pós-revolução). Ela aconselhou aos pesquisadores que leiam muito bem os contratos que fazem com as revistas científicas que publicam seus trabalhos, já que as cláusulas são escritas em fontes pequenas e passam despercebidas. 
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Coleção de plantas divulgada em catálogo do Departamento de Botânica

04/05/2015 08:33

Espécimes vegetais dos mais distantes confins do planeta estão no catálogo da coleção de plantas do Departamento de Botânica da UFSC, organizado pelos professores João de Deus Medeiros e Aldaléa Sprada Tavares. O guia, que começou a ser organizado há dois anos, servirá também de apoio para professores. “Nem todos são especialistas na área de identificação, e o catálogo é uma contribuição de referência que qualquer pessoa vai poder acessar, baixar, imprimir ou divulgar”, explica João de Deus.
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Pesquisadores da UFSC descobrem menor flor de orquídea do planeta

10/04/2015 17:00

Ao segurar o trinco para colocar o cadeado na estufa do Departamento de Botânica da UFSC, o pesquisador Carlos Eduardo de Siqueira pensou novamente no ponto branco que olhara de relance segundos antes num galho. “Fungo bonitinho”, imaginou. Resolveu voltar e examinar melhor: em vez de bolor, encontrou uma pequena inflorescência desconhecida. Siqueira levou-a imediatamente ao laboratório para analisá-la num microscópio, e viu, pela primeira vez, com detalhes, um exemplar de Campylocentrum insulare – a orquídea com a menor flor do planeta.

A Campylocentrum insulare, antes da floração, é um microrramo que se confunde com uma raiz; quando desabrocha, aparecem seis pequenas flores brancas com um centro amarelo, que não alcançam um milímetro – tudo junto não chega a meio centímetro. “Eu achei a flor pequena e pesquisei as orquídeas. Não há nenhuma tão pequena como esta”, informa Siqueira.

Carlos Eduardo de Siqueira com parte do material pesquisado. Foto: Jair Quint/Fotógrafo da Agecom/DGC/UFSC

Carlos Eduardo de Siqueira com parte do material pesquisado. Foto: Jair Quint/Fotógrafo da Agecom/DGC/UFSC

Detalhe da Campylocentrum insulare. Foto: Carlos Eduardo de Siqueira/PPGFAP/UFSC

Detalhe da menor flor de orquídea do planeta. Foto: Carlos Eduardo de Siqueira/PPGFAP/UFSC

O ramo com a Campylocentrum insulare fora entregue um ano antes, em dezembro de 2010, pela orientadora de Siqueira no mestrado do Programa de Pós-Graduação em Biologia de Fungos, Algas e Plantas da UFSC, Ana Zannin. “A planta foi coletada na Unidade de Conservação Ambiental Desterro (Ucad) e trazida, com outras, da subtribo que eu estava analisando. Elas são colocadas na estufa, e esperamos a floração para a identificação”, explica. “No grupo todo, as plantas, em geral, são pequenas; mas esta exagerou na dose e se tornou minúscula”, brinca o pesquisador.

Nos trabalhos de campo, Siqueira e seus colegas percorreram os quatro cantos da Ilha, quase literalmente. “Não houve mata por que a gente não andou. Certa vez, entramos na altura do Floripa Shopping e só saímos na Costa da Lagoa.” Os resultados de cada saída eram vários sacos com alguns exemplares criteriosamente coletados que eram pendurados na estufa para exame posterior.

A subtribo Pleurothalidinae, de orquídeas epifíticas (que crescem sobre outras plantas, sem relação de parasitismo), na Ilha de Santa Catarina foi o campo de atuação de Siqueira no mestrado. “Elas são geralmente endêmicas de certas áreas de floresta, como a Mata Atlântica, com distribuição geográfica restrita, mas relativamente abundantes em população quando encontradas. Morfologicamente são semelhantes; sem a flor é quase impossível distinguir uma espécie da outra.” Dessa forma foi difícil avistar a Campylocentrum insulare, que não tem folhas, entrelaçada junto à raiz de uma Pabstiella fusca, outra orquídea relativamente comum na Ucad.

Após a coleta, Siqueira contou com a colaboração do biólogo e ilustrador científico Rogério Lupo. “Ele ficou com uma flor conservada em álcool por algum tempo, e completou o desenho a partir das fotos com as técnicas próprias do método científico para obter todos aqueles detalhes. É um grande artista.”

Detalhes da planta pelo ilustrador científico Ricardo Lupo

Detalhes da planta pelo ilustrador científico Rogério Lupo

 

Checklist

Para ser incorporada à fitoteca do Herbário Flor do Departamento de Botânica, a planta precisou ser desidratada e prensada. “Ela está no armário de Typus – onde estão amostras de referência que representam uma espécie – e vai poder ser comparada com outras no futuro”, relata Siqueira. O estudo de Siqueira se estendeu para um registro atualizado de orquídeas para todo o estado de Santa Catarina, que resultou na publicação de um checklist em 2014. No trabalho de catalogação, “eu cito mais de 50 espécies que nunca haviam sido registradas para Santa Catarina, pois foram coletadas no Estado e depositadas nos herbários que visitei, mas ainda não haviam aparecido em nenhuma publicação”.

No total, 560 espécies de 120 gêneros diferentes foram encontradas em Santa Catarina – destas, 24 estão em situação de vulnerabilidade; sete, em perigo; e quatro, criticamente em perigo, de acordo com a classificação da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN – International Union for Conservation of Nature). “Os livros mais antigos não espelham a realidade. O mais recente sobre a flora de Santa Catarina era da década de 1970.”

Conforme Siqueira, 10% das plantas com flores são orquídeas. “Escolhi as orquídeas porque há uma lacuna em Santa Catarina, bastante coisa para trabalhar, especialmente agora, com a filogenia”. Siqueira conta que antes os dados eram morfológicos e agora foram incluídos os moleculares, como o DNA. “A Sistemática Vegetal, área da Botânica que estuda a diversidade vegetal do planeta, mudou com os dados moleculares, as plantas são agrupadas agora não só pelas características morfológicas, mas pelas relações de parentesco inferidas pelos dados macromoleculares”.

Nome homenageia Ilha de Santa Catarina. Foto: Carlos Eduardo de Siqueira/PPGAFP/UFSC.

Nome homenageia Ilha de Santa Catarina. Foto: Carlos Eduardo de Siqueira/PPGAFP/UFSC.

O artigo com a descrição da Campylocentrum insulare, cujo nome homenageia a Ilha de Santa Catarina, foi publicado apenas em fevereiro de 2015. O pesquisador preferiu terminar o mestrado e depois focar a atenção na descoberta. Como era apenas um exemplar, ele sabia que receberia questionamento de revisores e contatou um especialista em Campylocentrum, Edlley Max Pessoa da Silva. “Ele trabalha com este gênero e veio de Pernambuco para ver a planta. Acabou assinando o artigo junto conosco.”

Siqueira contou com o apoio financeiro de bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Programa Nacional de Apoio e Desenvolvimento da Botânica (PNADB/Capes) – uma parceria entre UFSC, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Estadual de Santa Cruz (BA) e Jardim Botânico do Rio de janeiro (JBRJ), no projeto “Rede em Epífitas de Mata Atlântica: sistemática, ecologia e conservação”, coordenado na UFSC por sua orientadora, Ana Zannin – e da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). “Com o suporte foi possível comprar computadores, câmera fotográfica, GPS, material para o herbário do Departamento de Botânica, equipamento para arvorismo e bibliografia especializada em orquídeas, tudo depositado na UFSC.”

 

Conheça

A Unidade de Conservação Ambiental Desterro (Ucad) é um espaço natural protegido da UFSC, na parte central da Ilha de Santa Catarina, com 4,9 km². O objetivo geral é o desenvolvimento de trabalhos acadêmicos de formação científica, aliado à preservação dos ecossistemas.

 

Mais informações com Carlos Eduardo de Siqueira, pelo e-mail .

 

Caetano Machado/Jornalista da Agecom/DGC/UFSC

Claudio Borrelli/Revisor de Textos da Agecom/DGC/UFSC

Jair Quint/Fotógrafo da Agecom/DGC/UFSC

 

Presença feminina em pesquisas da UFSC cresce e traz prêmios à Universidade

31/03/2015 15:49

Em 2014, mais de 20 pesquisadoras receberam prêmios pelos resultados de estudos desenvolvidos na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Segundo levantamento feito na base de dados do CNPq em novembro de 2014, elas estão presentes em cerca de 57% dos 627 grupos de pesquisa da Universidade, certificados pelo CNPq: são 273 mulheres em cargo de liderança e 210 de vice-liderança, sendo 127 grupos parceria entre duas pesquisadoras. Além disso, o número de estudantes de graduação mulheres que são bolsistas subiu no ano passado de 51% para 56%, em um total de 740 bolsas de Iniciação Científica ofertadas pela UFSC.

Entre as premiadas estão a professora do Departamento de Bioquímica, Manuella Kaster, e a professora do Departamento de Ciências Morfológicas, Patricia de Souza Brocardo, vencedoras do “Para Mulheres na Ciência”. Além do reconhecimento recebido, as pesquisadoras também foram contempladas com 20 mil dólares, que poderão ajudar o desenvolvimento de suas pesquisas, com início em 2015.
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Pesquisa utiliza resíduos de papel para produção de azulejos

24/03/2015 08:33

Um estudo realizado no Programa de Pós ­Graduação em Engenharia Química desenvolveu cerâmica monoporosa, também conhecida como azulejo, com 20% de aparas de papel. Para realizar sua dissertação, Rodrigo Daros, sob orientação do professor Humberto Gracher Riella, substituiu parte do calcário usado na cerâmica por esse resíduo do papel, mais viável econômica e ecologicamente.

Utilizar as aparas em cerâmicas monoporosas é uma alternativa com benefícios ambientais, pois diminui a quantidade de calcário – um recurso não renovável – e reaproveita os restos de papel, que seriam descartados no ambiente. Essa reutilização ocorre também na correção de solo e na formulação de cimento; no entanto, como a indústria de papel e celulose produz aparas em grande quantidade, a maioria não é reaproveitada.

Na pesquisa de Daros, as cerâmicas produzidas tiveram uma absorção de 3% a 8% maior do que as sem o resíduo, o que significa que a aderência à parede será melhor. O índice alcançado no estudo se mantém dentro do limite que permite classificar a cerâmica como monoporosa – aquela que possui absorção superior a 10%.
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Campus de Blumenau tem mais um projeto aprovado na Chamada Universal do CNPq

11/03/2015 09:20

Mais um projeto de pesquisa do campus de Blumenau da UFSC foi aprovado na Chamada Universal do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A proposta de Leonardo Silveira Borges, “Desenvolvimento de métodos para problemas malpostos discretos”, é na área de Matemática.

“Problemas malpostos discretos aparecem, por exemplo, na área de restauração de imagens, processamento de sinais, super-resolução de imagens”, explica Leonardo. Quatro artigos sobre o tema, todos com participação do pesquisador, descreveram novos métodos (com suporte teórico robusto e exemplos numéricos) para esses tipos de problemas. “As ideias gerais do atual projeto de pesquisa consistem em aprimorar ou modificar os resultados publicados.”

De acordo com Leonardo, diversos processos e fenômenos físicos das ciências e engenharias são descritos por um conjunto de informações denominadas “entrada”, “sistema” e “saída”. O termo “entrada” se refere à incitação, ou estímulo, fornecido ao “sistema”, que irá, por suas propriedades, produzir uma “saída”.
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Pesquisadores da UFSC desenvolvem ferramenta inovadora para poda de árvores

27/02/2015 12:03

O campus de Blumenau da UFSC teve mais uma pesquisa com financiamento aprovado – o terceiro da unidade, que iniciou suas atividades há menos de um ano. O projeto, que receberá verba de aproximadamente R$ 1 milhão da Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) – estatal responsável pela geração, transmissão e distribuição de energia –, visa auxiliar a poda de árvores em linhas de transmissão e redes de distribuição de média tensão.
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Projetos de pesquisa do campus de Blumenau são contemplados pelo CNPq

27/02/2015 09:02

O campus de Blumenau da UFSC ainda não completou um ano de inauguração e já conta com projetos de pesquisa com financiamento externo. Os dois primeiros foram propostas na área de Química, contemplados na Chamada Universal do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em dezembro de 2014.
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UFSC participa de pesquisa sobre qualidade da água na Lagoa do Peri

12/02/2015 17:22

Uma alga produtora de toxinas encontrada em vários lagos de água doce, incluindo a Lagoa do Peri, em Florianópolis, é objeto de estudo de pesquisadores do Laboratório de Ecologia de Águas Continentais (Limnos), da UFSC. A pesquisa, coordenada no Brasil pelo professor da Universidade Mauricio Mello Petrucio, foi uma das 71 escolhidas para receber recursos do Fundo Newton por até um ano, entre 318 propostas submetidas. A Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) é a parceira do Fundo Newton no estado e dará contrapartida aos quatro pesquisadores catarinenses selecionados.

Encontrada em grandes quantidades em ambientes aquáticos poluídos e com água de baixa qualidade, a Cylindrospermopsis Raciborskii é uma cianobactéria que pode produzir toxinas. Sua presença e densidade na Lagoa do Peri, que possui água limpa e potável, causam estranheza aos pesquisadores. No entanto, Petrucio afirma que até agora não foram encontradas quantidades de toxinas que sejam prejudiciais à saúde humana.
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Urina sem antibióticos como alternativa para fertilizantes

23/12/2014 16:15

Pesquisa realizada por Raquel Cardoso de Souza, integrante do Grupo de Estudos em Saneamento Descentralizado (Gesad) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), mostrou que é possível retirar mais de 70% dos antibióticos presentes na urina. Esses compostos, quando entram em contato com o solo, podem causar resistência microbiana, ou seja, a seleção das bactérias mais resistentes, que se tornarão difíceis de serem eliminadas. Por isso, o estudo “Avaliação da remoção de amoxicilina e cefalexina da urina humana por oxidação avançada (H2O2/UV) com vistas ao saneamento ecológico” analisou a retirada dos antibióticos para que a urina fosse utilizada como fertilizante. O grupo começou a estudar a urina porque já vinha desenvolvendo pesquisas envolvendo o saneamento sustentável, uma prática que utiliza excretas humanas no solo. Esse tipo de saneamento se baseia no banheiro seco, que separa fezes e urina para que sejam reutilizadas, e não usa água para o transporte de excrementos. Coletar a urina e utilizá-la como fertilizante traria benefícios como a diminuição do consumo de água, redução dos gastos com energia e tratamento de esgoto, além de ser uma alternativa de fertilizante mais barata.

A pesquisadora aplicou o método H2O2/UV, um tipo de processo oxidativo avançado (POA). A luz ultravioleta (UV) é responsável pela quebra das moléculas da água oxigenada (H2O2), formando espécies de oxigênio (EROs) que reagem com os antibióticos. Duas amostras de urina foram analisadas – uma fresca e outra armazenada – e submetidas a esse método com diferentes concentrações de H2O2 durante 60 minutos, o que serviu para a retirada dos antibióticos amoxicilina (AMX) – um tipo de penicilina – e cefalexina (CFX), utilizados no tratamento de bactérias comuns. A melhor eficiência ocorreu com a H2O2 na concentração 928 mg/l. A AMX foi removida 77,97% na urina armazenada e 45,53% na fresca; já a CFX teve índices de remoção de 75,49% e 78,46% respectivamente nos tipos de urina armazenada e fresca. As diferenças entre os dois tipos de urina decorrem do pH (potencial de hidrogênio, que mede o índice de acidez): a armazenada apresenta pH mais alto (menor acidez); por isso, em geral, tem melhor rendimento.
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Pesquisa aponta risco cardíaco em crianças e adolescentes portadores de HIV

22/12/2014 13:40

Uma pesquisa desenvolvida no Departamento de Pediatria da Universidade Federal de Santa Catarina avaliou o risco cardíaco de crianças e adolescentes com AIDS. Nos casos analisados, houve evolução da aterosclerose, doença responsável por formação de placas de gordura nas artérias, e alteração na distribuição de gordura corporal. O estudo foi desenvolvido por Isabela Giuliano, professora do Centro de Ciências da Saúde (CCS), e ocorreu em duas etapas. Na primeira, entre outubro de 2005 e abril de 2006, foram avaliados 83 pacientes do Hospital Joana de Gusmão com idade entre 7 e 18 anos. Já na segunda parte da pesquisa, feita em 2009, reavaliaram-se 26 dos 83 casos. Essa etapa contou com a participação do bolsista PIBIC Felipe Alpert, do curso de medicina da UFSC.

Infográfico de Luiza Gomes/Estagiária de Design/DGC/UFSC

A primeira parte do estudo, com os dados de 2005, foi publicada na tese de doutorado de Isabela Giuliano. “Até a minha tese, se achava que a causa da aterosclerose eram as drogas [remédios usados para o tratamento do HIV], que elas aumentavam o colesterol e isso evoluía para a aterosclerose. Mas nós descobrimos que a causa da doença é a inflamação. Então, ninguém queria publicar [a tese] porque ia contra todas as ideias anteriores”, conta a pesquisadora.
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Pesquisa revela efetividade da Reserva do Arvoredo em preservar espécies

17/12/2014 08:05
Espécies de garoupas, chernes e badejos que representam as espécies da ictiofauna marinha beneficiadas pela REBIO Arvoredo. A) 'Mycteroperca bonaci': badejo quadrado; B) 'Hyporthodus niveatus': cherne; C) 'Epinephelus marginatus': garoupa verdadeira e D) 'Mycteroperca acutirostris': badejo mira.

Espécies de garoupas, chernes e badejos que representam as espécies da ictiofauna marinha beneficiadas pela REBIO Arvoredo. A) ‘Mycteroperca bonaci’: badejo quadrado; B) ‘Hyporthodus niveatus’: cherne; C) ‘Epinephelus marginatus’: garoupa verdadeira e D) ‘Mycteroperca acutirostris’: badejo mira.

A Reserva Biológica Marinha (Rebio) do Arvoredo é um local que efetivamente protege espécies ameaçadas, em especial os peixes que são alvo da pesca comercial e artesanal. É o que conclui a pesquisa realizada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com outras quatro instituições. Os pesquisadores compararam a biomassa de espécies de garoupa, chernes e badejos em oito locais do litoral catarinense. Os maiores exemplares e os mais raros só foram encontrados nas áreas protegidas. A quantidade de biomassa chega a ser de quatro a oito vezes maior na Reserva do Arvoredo, em comparação com áreas não protegidas.

Este é o primeiro estudo que avalia as condições da Reserva na preservação das espécies. Os resultados foram divulgados em uma das principais revistas científicas sobre o tema, a Marine Ecology Progress Series (MEPS), da Alemanha. O estudo envolveu pesquisadores do Laboratório de Biogeografia e Macroecologia Marinha da UFSC, da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Universidade de São Paulo (USP), Universidad de Murcia (UMU-Espanha) e Macquarie University (Austrália). A Rebio Arvoredo foi criada em 1990, e o acesso é permitido apenas para atividades científicas; no entanto, a região é alvo frequente de atividades de pesca ilegal.
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Urina sem antibióticos como alternativa para fertilizantes

08/12/2014 10:30

Pesquisa realizada por Raquel Cardoso de Souza, integrante do Grupo de Estudos em Saneamento Descentralizado (Gesad) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), mostrou que é possível retirar mais de 70% dos antibióticos presentes na urina. Esses compostos, quando entram em contato com o solo, podem causar resistência microbiana, ou seja, a seleção das bactérias mais resistentes, que se tornarão difíceis de serem eliminadas. Por isso, o estudo “Avaliação da remoção de amoxicilina e cefalexina da urina humana por oxidação avançada (H2O2/UV) com vistas ao saneamento ecológico” analisou a retirada dos antibióticos para que a urina fosse utilizada como fertilizante. O grupo começou a estudar a urina porque já vinha desenvolvendo pesquisas envolvendo o saneamento sustentável, uma prática que utiliza excretas humanas no solo. Esse tipo de saneamento se baseia no banheiro seco, que separa fezes e urina para que sejam reutilizadas, e não usa água para o transporte de excrementos. Coletar a urina e utilizá-la como fertilizante traria benefícios como a diminuição do consumo de água, redução dos gastos com energia e tratamento de esgoto, além de ser uma alternativa de fertilizante mais barata.
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Mesa-redonda discute atores e possibilidades na veiculação de notícias de ciência

03/12/2014 11:51

O último dia do II Colóquio Internacional “Tendências contemporâneas da divulgação científica” começou com um debate sobre os atores, as possibilidades e fomentos da comunicação de ciência. O objetivo da mesa-redonda foi discutir as formas de repasse do conhecimento de pesquisas e trabalhos que estimulam o desenvolvimento do saber científico para o público leigo.

Douglas Falcão, diretor do Departamento de Popularização e Difusão de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (SECIS/MCTI), abriu as palestras exemplificando iniciativas governamentais no ramo da comunicação científica. Mencionou as feiras, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e as olimpíadas de conhecimento como formas criadas para levar o conhecimento científico até a comunidade de fora do ramo. O palestrante ainda frisou a importância das iniciativas municipais para o desenvolvimento da área de divulgação científica.
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Divulga Ciência – Especial iniciação científica

01/12/2014 08:52

Edição 09 – Novembro de 2014 PIBIC Manhã - Foto Henrique Almeida-30                               Especial Iniciação Científica

O 24º Seminário de Iniciação Científica (SIC) e o 4º Seminário de Iniciação Científica do Ensino Médio da Universidade Federal de Santa Catarina integraram a 13ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex), realizada em outubro. O SIC recebeu mais de 800 inscrições de diferentes instituições, e a edição do PIBIC Ensino Médio teve a participação de seis escolas de Santa Catarina.

Engenharia de Alimentos estuda fungo que cresce em suco de maçã

Santa Catarina é o maior produtor de maçã no Brasil. Para a produção do suco, o extrato da fruta passa por pasteurização. Em sua pesquisa, Francielli Martinhago alerta que, mesmo com o processo, os esporos do fungo podem sobreviver e causar problemas no estômago dos consumidores. Leia mais.

Estudo analisa carência nutricional após cirurgias bariátricas em obesos mórbidos

A cirurgia bariátrica foi instituída pelo SUS para diminuição da quantidade de obesos e obesos mórbidos no Brasil. Por meio desse procedimento, é feita a redução do tamanho do estômago ou o desvio do caminho percorrido pelo bolo alimentar para fora dos segmentos intestinais. Dessa forma, a cirurgia tem caráter disabsortivo – impede que o indivíduo absorva alguns nutrientes como vitaminas D e B12, ácido fólico, entre outros. Leia mais.

Uso de exercícios como método alternativo para tratamento de esclerose múltipla

Pesquisa analisa o impacto de exercícios na prevenção e tratamento da esclerose múltipla, doença ainda sem cura. Leia mais.

Educação para arquitetura sustentável

Foi desenvolvido, no Departamento de Arquitetura, um dispositivo de automação que auxilia o desenvolvimento de uma proposta inovadora para incentivar os usuários a morar de um modo mais sustentável. Leia mais.

Pesquisa propõe economia de água potável utilizando água da chuva

Por meio do aplicativo, desenvolvido para estudantes do ensino básico, os alunos podem visualizar cinco experimentos de Física, facilitando o entendimento da teoria. Leia mais.

Pesquisadora desenvolve aplicativo que ajuda ensino de Física

Pedro Loss, estudante de Engenharia Elétrica da UFSC e criador do canal “Ciência todo o dia” foi um dos 40 escolhidos para participar de um workshop em que produtores de conteúdo educacional na internet, selecionados pelo YouTube, receberam orientações para o aprimoramento de seus vídeos. Eles farão parte da nova plataforma do Google, o YouTube Edu, com a curadoria da Fundação Lemann.  Leia mais.

Pibic do Ensino Médio: sonho de voar faz estudante colocar os pés no chão

 “Alvorecer da Aviação na Ilha de Santa Catarina” rememora a história da Base Aérea de Florianópolis nos anos entre 1900 e 1950; fala do impacto que teve a utilização de aviões na Guerra do Contestado; os acordos com os Estados Unidos, a presença de pilotos estrangeiros e outros detalhes. Leia mais.

Pibic do Ensino Médio: estudante analisa a representação da mulher em comerciais no horário nobre

Carol Gomez observou como o discurso publicitário geralmente coloca a mulher na posição de objeto sexual a ser vendido com o produto ou como produto; como conquista que o símbolo de status a ser vendido ajudará a obter; como mãe e como dona de casa.  Leia mais.

Pibic do Ensino Médio: estudante desenvolve jogo sobre corrida por construção de espaçonaves

Victória Below desenvolveu um jogo que coloca em disputa a corrida pela construção de espaçonaves. Para desenvolver a competição, utilizou dados da verdadeira corrida espacial e do aparato tecnológico de diversos países, incluindo o Brasil. Leia mais.

Pibic do Ensino Médio: estudo das águas da cidade de Sombrio desperta para pesquisa científica

Cinco estudantes coletaram amostras, em cada estação do ano, de água dos rios que desaguam na Lagoa do Sombrio, no sul de Santa Catarina, e testaram a reação e o desenvolvimento de brotos de cebola, sementes de alface e artêmias com essa água. Leia mais.

Leia também: Dissertação aborda o papel do programa de iniciação científica da UFSC na formação de pesquisadores.

Edição Alita Diana/Jornalista da Agecom/DGC/UFSC Revisão Claudio Borrelli/Revisor de Textos/Agecom/DGC/UFSC Diagramação Carla Isa Costa/Relações Públicas/CRP/DGC/UFSC
Sobre Divulga Ciência é um boletim mensal produzido pela equipe da Agência de Comunicação/DGC, com o objetivo de informar as mais recentes notícias sobre a produção científica vinculada à UFSC. Para enviar sugestões, escreva para o e-mail . Outras notícias sobre Jornalismo Científico publicadas no portal da UFSC estão reunidas neste link.
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Pesquisa aponta risco cardíaco em crianças e adolescentes portadores de HIV

10/11/2014 14:43

‘Uma pesquisa desenvolvida no Departamento de Pediatria da Universidade Federal de Santa Catarina avaliou o risco cardíaco de crianças e adolescentes com AIDS. Nos casos analisados, houve evolução da aterosclerose, doença responsável por formação de placas de gordura nas artérias, e alteração na distribuição de gordura corporal.
O estudo foi desenvolvido por Isabela Giuliano, professora do Centro de Ciências da Saúde (CCS), e ocorreu em duas etapas. Na primeira, entre outubro de 2005 e abril de 2006, foram avaliados 83 pacientes do Hospital Joana de Gusmão com idade entre 7 e 18 anos. Já na segunda parte da pesquisa, feita em 2009, reavaliaram-se 26 dos 83 casos. Essa etapa contou com a participação do bolsista PIBIC Felipe Alpert, do curso de medicina da UFSC.
A primeira parte do estudo, com os dados de 2005, foi publicada na tese de doutorado de Isabela Giuliano. “Até a minha tese, se achava que a causa da aterosclerose eram as drogas [remédios usados para o tratamento do HIV], que elas aumentavam o colesterol e isso evoluía para a aterosclerose. Mas nós descobrimos que a causa da doença é a inflamação. Então, ninguém queria publicar [a tese] porque ia contra todas as ideias anteriores”, conta a pesquisadora.

Infográfico de Luiza Gomes/Estagiária de Design/DGC/UFSC

Infográfico de Luiza Gomes/Estagiária de Design/DGC/UFSC

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13ª Sepex: não há limite para o interesse e a curiosidade das crianças

30/10/2014 19:54
Alunos do Aplicação e os robôs do Campus de Blumenau - Foto Henrique Almeida

Alunos do Aplicação e os robôs do Campus de Blumenau – Foto Henrique Almeida

“Como ele faz para saber se está calor?”
“Ele não estraga na chuva?”
“Não era melhor colocar alguma coisa cobrindo os fiozinhos?”

O grupo de estudantes do 1º ano do Ensino Fundamental do Aplicação mal dá tempo para que Marcelo Petry, do estande do Campus Blumenau, respire entre uma e outra pergunta a respeito do projeto de robótica que apresentam na 13ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC): são robôs guiados por controle remoto, projetados para terem custo baixo e localizarem incêndios florestais. “Eles querem saber de tudo mesmo, fazem várias perguntas sobre o funcionamento. Para a gente, que quer divulgar o campus e participa pela primeira vez da Sepex, é ótimo”, diz Petry.

Todo ano as crianças comparecem à Sepex com a família ou excursões de escola. Encontram várias atividades destinadas especificamente a elas, com jogos de peças coloridas, palhaços e contadores de histórias que chamam atenção para o conteúdo e outras atrações. Mas não é só nessas que estão interessadas. Para esses visitantes, todas as atividades são atividades que servem ao público infantil.

Jogos exigem raciocínio lógico - Foto Henrique Almeida

Jogos exigem raciocínio lógico – Foto Henrique Almeida

“A gente criou esses jogos como suplementos que permitem visualizar conceitos abstratos e exigem a construção de raciocínio lógico. Não foram pensados especificamente para crianças, o importante é utilizar noções espaciais”, explica Paulo Bösing, do Laboratório de Estudos de Matemática e Tecnologia (Lemat). Ainda assim, o estande sempre tem crianças e pré-adolescentes entretidos com seus joguinhos de madeira com desafios de encaixe e colocação de peças. “São ferramentas que exploram as propriedades espaciais. O pessoal não olha e vai embora, eles ficam um tempo no estande. As crianças menores, do NDI, não entendem a tarefa, só gostam das bolinhas e pecinhas, mas já vale a pena”, considera.

Todos os assuntos podem alimentar a curiosidade - Foto Henrique Almeida

Todos os assuntos podem alimentar a curiosidade – Foto Henrique Almeida

As visitas da Escola Internacional, realizadas em todas as edições da Sepex, rendem discussões em sala de aula e incentivos para as experiências das crianças na Feira de Ciências da própria escola. “Para eles, não tem muito isso de só querer o que é atividade infantil. É a chance de verem o que estudam na escola e se aproximarem do conteúdo, então a curiosidade é por todo o mundo ao redor, na verdade”, fala o professor Leonardo Garin, cercado por uma turma de alunos de 4ª e 5ª séries do Ensino Fundamental.

Aranhas e cobras, claro, sempre são fascinantes; por isso, são elas (mortas) o primeiro atrativo para o estande do Centro de Informações Toxicológicas (CIT). Em seguida, a atenção vai para os escorpiões e lagartas. “Aí eles pedem para olhar o microscópio, contam histórias de parentes que viram bichos venenosos em algum lugar”, conta Taciana Seemann, bióloga que atende no estande. As perguntas mais comuns ali são sobre quais as espécies mais venenosas e quanto tempo o veneno leva para matar uma pessoa. “Tem essa noção de que esses bichos matam pessoas, então temos que matar antes. E é nossa chance de desmistificar o senso comum, explicar que em Santa Catarina só temos dois grupos de cobras venenosas, por exemplo. E os animais peçonhentos são os que mais chamam a atenção, mas também prestamos informações sobre intoxicação com alimentos ou medicamentos”, ressalta.

Aranhas e cobras atraem:  oportunidade para informar - Foto Henrique Almeida

Aranhas e cobras atraem: oportunidade para informar – Foto Henrique Almeida

A 13ª Sepex foi dividida em duas etapas: a primeira, de 22 a 25 de outubro, com a realização de cerca de 200 minicursos; a segunda começou no dia 29 de outubro e vai até sábado, dia 1º de novembro, com exposições de trabalhos de pesquisa e extensão em 125 estandes, além de apresentações artístico-culturais e oficinas. O tema desta edição é “Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social”. As Pró-Reitorias de Extensão (Proex), Pesquisa (Propesq), Graduação (Prograd), Pós-Graduação (PROPG) e Administração (Proad) são responsáveis pela realização do evento.

Mais informações e programação:

sepex.ufsc.br

Conheça o protótipo do robô para localizar incêndios:

Fabio Bianchini/Jornalista da Agecom/DGC/UFSC

 

Trabalhos do Pibic Ensino Médio carregam histórias de vida e o futuro da pesquisa científica

24/10/2014 20:16
Alunos do Ensino Médio mostraram seus trabalhos  - Foto Henrique Almeida

Alunos do Ensino Médio mostraram seus trabalhos – Foto Henrique Almeida

Na última sexta-feira, o 4º Seminário de Iniciação Científica do Ensino Médio concluiu a SIC (Semana de Iniciação Cientifica), que integra a 13ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex) –, no piso superior do Centro de Cultura e Eventos da UFSC. Com apresentações orais no auditório da Reitoria e apresentação de painéis na Sala Aroeira do piso superior do Centro de Cultura e Eventos, ocorrerá a apresentação dos painéis confeccionados pelos alunos participantes os alunos do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) Ensino Médio tiveram a chance de mostrar os resultados de suas pesquisas. Escolas de outras cidades do estado também puderam enviar os seus trabalhos para a mostra. As participantes desta edição são a Escola de Educação Básica Getúlio Vargas (Curitibanos), o Colégio de Aplicação da UFSC ( Florianópolis), a Escola de Educação Básica Professora Jandira D’Ávila (Joinville), a Escola de Educação Básica Maria Garcia Pessi (Araranguá), o Colégio Estadual Osvaldo Aranha (Joinville) e a Escola de Ensino Médio Deputado Nagib Zattar (Joinville).

Cada apresentação mostrou um jeito diferente de ver a pesquisa, uma ângulo especial, uma história de vida particular e o começo de uma caminhada em direção ao futuro. Fomos conhecer de perto cinco desses trabalhos e seus autores:

Pibic Ensino Médio no 4º SIC: sonho de voar faz estudante colocar os pés no chão

Pibic Ensino Médio no 4º SIC: a teimosia para enfrentar os estereótipos

Pibic Ensino Médio no 4º SIC: estudo das águas de Sombrio desperta para a pesquisa científica

Pibic Ensino Médio no 4º SIC: demonstração das Leis de Newton ajuda na reação contra timidez

Pibic Ensino Médio no 4º SIC: da corrida espacial à engenharia naval

Pibic Ensino Médio no 4º SIC: sonho de voar faz estudante colocar os pés no chão

24/10/2014 20:03
Leonardo da Costa Rankel sonha em ser piloto - Foto Henrique Almeida

Leonardo da Costa Rankel sonha em ser piloto – Foto Henrique Almeida

O estudante Leonardo da Costa Rankel, 18 anos, estudante do 2º ano do Ensino Médio na Escola de Educação Básica Getúlio Vargas, não usa meias palavras para descrever a importância do seu desejo de infância: “querer ser piloto de avião salvou a minha vida”, diz. Suas fotos de criança mostram-no sempre carregando aviõezinhos, nunca carrinhos, e os passeios preferidos eram quando o pai, suboficial da Aeronáutica, levava-o para a Base Aérea. Até perceber que talvez não estivesse no caminho da profissão com que sonhava. “Eu era… malandrinho. Comecei a me envolver com ganguezinhas, pixava muro e tal e acabei reprovando na quinta série”, lembra.

Decidiu então concentrar-se nos estudos, principalmente de matemática e exatas, pois sabia que seriam fundamentais para conseguir cursar a Escola Preparatória de Cadetes da Aeronáutica. Acabou gostando tanto que, se por acaso não conseguir ser piloto, pretende cursar Engenharia Mecânica. “Eu sei que é um vestibular difícil, mas também sei que posso. Não me acho mais inteligente que os outros, me acho determinado”, explica. Usa essa mesma tenacidade para aprender a tocar instrumentos musicais: tem uma banda e sua posição oficial é nos teclados, mas, se precisar, assume também a bateria. “Nunca tive aulas, não posso dizer que sei tocar de verdade, mas fui aprendendo na raça”, resume.

O projeto que ele apresentou tem tudo a ver com esse amor pela aviação: “Alvorecer da Aviação na Ilha de Santa Catarina” rememora a história da Base Aérea de Florianópolis nos anos entre 1900 e1950; fala do impacto que teve na então minúscula cidade, a utilização de aviões na Guerra do Contestado, os acordos com os Estados Unidos, a presença de pilotos estrangeiros e outros detalhes. “A população ficou perplexa diante da nova tecnologia”, explica, citando datas e informações sem ler no telão.

Conheça outros trabalhos:

Pibic Ensino Médio no 4º SIC: a teimosia para enfrentar os estereótipos

Pibic Ensino Médio no 4º SIC: estudo das águas de Sombrio desperta para a pesquisa científica

Pibic Ensino Médio no 4º SIC: demonstração das Leis de Newton ajuda na reação contra timidez

Pibic Ensino Médio no 4º SIC: da corrida espacial à engenharia naval

Trabalhos do Pibic Ensino Médio carregam histórias de vida e o futuro da pesquisa científica

 

Fabio Bianchini/Jornalista da Agecom/DGC/UFSC

Pibic Ensino Médio no 4º SIC: estudo das águas de Sombrio desperta para a pesquisa científica

24/10/2014 19:59
Futuras pesquisadoras: (e-d) Gergiane, Jaquelini, Mayara e Juliana - Foto Henrique Almeida

Futuras pesquisadoras: (e-d) Gergiane, Jaquelini, Mayara e Juliana – Foto Henrique Almeida

“Ainda vou descobrir a cura para alguma doença”, promete Gergiane Teixeira, 17 anos, da Escola de Educação Básica Profª. Maria Garcia Pessi, em Araranguá. O entusiasmo recém-descoberto pela pesquisa é compartilhado com as colegas de 3º ano do Ensino Médio: Juliana da Rosa, 17, Mayara Sartori (16) e Jaquelini Teixeira (17), com quem apresentou a pesquisa “Estudos do Potencial Tóxico das Águas de Rios do Município de Sombrio”. A outra integrante do grupo, Bruna Estevam, não pôde vir a Florianópolis.

As cinco coletaram amostras de água dos rios que desaguam na Lagoa do Sombrio, no Sul do Estado, em quatro pontos diferentes, desde a nascente em uma cachoeira até o ponto logo depois de ter passado por todo município de Sombrio e recebido esgoto em vários locais. Retiraram amostras de cada um desses pontos em cada uma das quatro estações do ano e testaram a reação e o desenvolvimento de brotos de cebola, sementes de alface e artêmias (pequenos crustáceos de até um centímetro utilizados na alimentação de peixes) com essa água. Observaram então que não houve diferenças e, portanto, não há evidências de toxicicidade nessa água.

Mesmo assim, garantem, não entrariam no rio no trecho depois de atravessar a cidade. “O aspecto já é outro, o cheiro também”, diz Jaquelini. “Só se fosse na parte da cachoeira, que é limpinha”, diz Juliana. Para elas, é importante continuar o trabalho, avaliando a água do rio logo após receber o despejo da água usada no cultivo de arroz na região, mas essa é uma tarefa que deixarão para a próxima turma. No ano que vem, já esperam estar na universidade, cada uma em um curso diferente, mas ainda unidas pela determinação: querem ser cientistas.

Conheça outros trabalhos:

Pibic Ensino Médio no 4º SIC: sonho de voar faz estudante colocar os pés no chão

Pibic Ensino Médio no 4º SIC: a teimosia para enfrentar os estereótipos

Pibic Ensino Médio no 4º SIC: demonstração das Leis de Newton ajuda na reação contra timidez

Pibic Ensino Médio no 4º SIC: da corrida espacial à engenharia naval

Fabio Bianchini/Jornalista da Agecom/DGC/UFSC

Pibic Ensino Médio no 4º SIC: a teimosia para enfrentar os estereótipos

24/10/2014 19:52
Carol Gomez falou sobre a objetificação da mulher - Foto Henrique Almeida

Carol Gomez falou sobre a objetificação da mulher – Foto Henrique Almeida

O tema escolhido por Carol Gómez, 18 anos, está relacionado a um assunto que a interessa desde o final do Ensino Fundamental: o feminismo e relações de gênero. Com o chamativo nome “A mulher não precisa do homem, precisa de Bombril!”, ela analisou a representação da mulher nos comerciais apresentados no Horário Nobre da Rede Globo. Para isso, além de observar os comerciais exibidos no horário durante três dias, ela utilizou questionários com jovens, entrevistas e análise de discurso. “A gente queria observar como as diferenças de idades, de ser meninou ou menina fariam as pessoas responder diferente”, diz.

Na sua apresentação, Carol observou como o discurso publicitário comumente coloca a mulher na posição de objeto sexual a ser vendido com o produto ou como produto, como conquista que o símbolo de status a ser vendido ajudará a obter, como mãe e como dona de casa. Ela também destaca a impressão nas entrevistas de que muitos enxergam essa situação como algo que se tornou natural ou, mesmo que indesejável, ajuda a atingir os objetivos da publicidade. “Ver como meus colegas reagem a essas coisas me faz refletir não só sobre o que eu vejo, mas também sobre o que eu quero fazer para mudar isso”, pondera.

A estudante do Colégio de Aplicação da UFSC coloca uma viagem de estudos a Minas Gerais na 7ª série como ponto inicial para a atenção que dedica à observação dos tratamentos de gênero. Na ocasião, foram estudar a Inconfidência Mineira e ela fez o vídeo “As Faces Desconhecidas das Inconfidentes”, sobre a atuação das mulheres no evento histórico, que nunca foi reconhecida e não aparece nos livros escolares. “Mas também eu sempre fui teimosa, sempre discuti muito essas coisas em casa, com todo mundo. E acho importante que no Aplicação a gente sempre tenha espaço para esses debates”.

Conheça outros trabalhos:

Pibic Ensino Médio no 4º SIC: sonho de voar faz estudante colocar os pés no chão

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Pibic Ensino Médio no 4º SIC: da corrida espacial à engenharia naval

Fabio Bianchini/Jornalista da Agecom/DGC/UFSC

SIC 2014: estudo analisa mulheres indígenas em movimentos sociais

24/10/2014 16:15

Andreia da Silva, da quinta fase de História da UFSC, apresentou nesta sexta-feira, 24 de outubro, seu estudo a respeito da trajetória de mulheres indígenas que se envolveram em movimentos sociais. A pesquisa analisou casos no Paraguai, Bolívia e Brasil.

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Andreia da Silva. Foto: Wagner Behr/Agecom/UFSC

O estudo foi desenvolvido durante um ano pela aluna Heloísa dos Santos no Laboratório de Estudos de Gênero e História (LEGH). Após esse período, Andreia da Silva foi convidada pela orientadora Joana Maria Pedro para continuar o projeto.
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Pesquisadora avalia sobrepeso em técnicos-administrativos da UFSC

24/10/2014 13:35

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Estudo desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Educação Física (PPGEF) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) mostrou que 64 entre 100 técnicos-administrativos em Educação (TAEs) da Universidade apresentam excesso de peso. A pesquisa analisou 615 servidores – 283 homens e 332 mulheres – e foi conduzida por Juliane Berria, que produziu sua dissertação a respeito do tema com orientação do professor Edio Luiz Petroski

Três índices foram utilizados para avaliar se os técnicos estavam com o peso adequado: a Circunferência da Cintura (CC) e a Relação Cintura e Estatura (RCEst) determinaram o acúmulo de gordura na região abdominal; o Índice de Massa Corporal (IMC), a obesidade de maneira geral. O IMC estava acima do ideal em 63,6% dos homens e 49,7% das mulheres. Os números mais altos do RCEst foram encontrados em homens, enquanto que as mulheres tiveram índices maiores na CC. Cerca de 33,2% dos pesquisados e 34,3% das pesquisadas apresentaram as três medidas acima do normal.

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SIC 2014: Departamento de Arquitetura e Urbanismo realiza projeto para uma sociedade mais sustentável

24/10/2014 10:34

Felipe Ferraz de Miranda, estudante da 11ª fase do curso de Arquitetura e Urbanismo, apresentou na quinta-feira, 23 de outubro, na sala Aroeira do Centro de Cultura e Eventos, seu trabalho no 24º Seminário de Iniciação Científica (SIC) da UFSC. O graduando faz parte do grupo de pesquisa “O Solar Decathlon e o ensino de arquitetura para uma sociedade mais sustentável”, e sob a orientação do professor Jose Ripper Koscriou um dispositivo de automação que auxilia no desenvolvimento de uma arquitetura que incentiva os usuários a morar de um modo mais sustentável. Felipe participou da formatação e da arquitetura do software, que possui o seu desempenho e as suas relações em torno do meio ambiente.

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Felipe Ferraz de Miranda. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

O objetivo da pesquisa é que, partindo da educação das pessoas em relação à sustentabilidade, consiga-se realizar esta arquitetura inovadora: “Nossa preocupação era o que poderia ser feito pra realmente ter uma casa e uma engenharia mais sustentável, de que modo os dados seriam usados e o que realmente valeria a pena mostrar ao usuário para ter um melhor conhecimento da arquitetura e dos aspectos climáticos”, comenta Felipe.
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