Pesquisadoras da UFSC incentivam a prática culinária por meio de oficinas

14/07/2016 11:36

É comum que nos dias de hoje jovens universitários não tenham o hábito de cozinhar. Condições financeiras, falta de equipamentos e utensílios, de tempo, de habilidades ou insegurança na cozinha são barreiras que impedem os estudantes de preparar suas refeições. Além disso, estudos mostram uma mudança nos hábitos alimentares de jovens que saem da casa dos pais ao entrar na faculdade, pois passam a fazer refeições com baixo valor nutricional, principalmente comidas industrializadas, prejudiciais pelo excesso de açúcar, sódio, gordura e conservantes.

Oficina no dia 27 de junho no Laboratório de Técnica Dietética, CCS. Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Oficina no dia 27 de junho no Laboratório de Técnica Dietética (CCS). Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Com o objetivo de incentivar a prática culinária e ensinar técnicas de cozinha aos estudantes que moram sozinhos, as doutorandas do Programa de Pós-Graduação em Nutrição da UFSC, Greyce Luci Bernardo e Manuela Mika Jomori, com orientação da professora Rossana Pacheco da Costa Proença, conduziram oficinas de culinária com alunos da Universidade. O projeto é parte da tese de Greyce que, por meio das oficinas, pretende melhorar as práticas alimentares dos estudantes e avaliar a influência da intervenção no costume de cozinhar e consumir alimentos saudáveis.
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Laboratório de Neurometria e Biofeedback da UFSC oferece serviço gratuito para tratamento de estresse

17/06/2016 13:20

Um tratamento para abrandar ou suprimir sintomas de ansiedade, ataques de pânico, depressão, estresse pós-traumático, entre outros. Esse é o objetivo do projeto de extensão “Auxílio no tratamento do estresse por meio do biofeedback” desenvolvido pelo Laboratório de Neurometria e Biofeedback (Lanebi) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), vinculado ao Departamento de Ciências Fisiológicas (CFS) do Centro de Ciências Biológicas (CCB). O serviço é ofertado a estudantes, servidores e à comunidade externa.

© Pipo Quint / Agecom / UFSC

Foto: Jair Quint/Agecom/UFSC

“O emocional do indivíduo acaba se expressando organicamente – na tensão muscular, nas expressões faciais, nos vasos sanguíneos que se contraem ou se dilatam, nos batimentos cardíacos e no sistema nervoso. O que a gente faz é registrar esses parâmetros para modular determinada atividade por meio de um treinamento”, explica o coordenador do Lanebi, professor Odival Cezar Gasparotto.
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Aluno da UFSC concorre a prêmio do Congresso da Sociedade Brasileira de Computação

06/06/2016 10:04

O estudante do curso de Ciências da Computação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Tiago Royer, está entre os três finalistas que concorrem ao prêmio de melhor artigo científico do 35º Concurso de Trabalhos de Iniciação Científica (CTIC). A pesquisa estuda uma nova perspectiva sobre a máquina de Turing. O concurso é parte do Congresso da Sociedade Brasileira de Computação (CSBC) 2016, que ocorre no mês de julho, em Porto Alegre (RS).
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Seminários apresentam atividades do Departamento de Ciências Fisiológicas

18/03/2016 16:36

A Coordenadoria de Pesquisa do Departamento de Ciências Fisiológicas (CFS) promove sessões do Science Club abertas à comunidade universitária, a partir do dia 6 de abril. Os seminários serão semanais ou quinzenais, com duração de 60 minutos (40 para a apresentação e 20 para perguntas), sempre às quartas-feiras, das 11 às 12h, no CFS do Centro de Ciências Biológicas (sala CCB 508).

Science Club, coordenador pelo professor Alex Rafacho (), consiste na apresentação de seminários visando as atividades de pesquisa (predominantemente), ensino e extensão que estão sendo desenvolvidas dentro do CFS/CCB/UFSC (podendo se estender a outros departamentos e/ou centros da UFSC). O objetivo da ação é apresentar, de maneira criteriosa, o que vem sendo realizado no CFS, contextualizando técnicas utilizadas, linhas de pesquisas e resultados emergentes, oportunizando a discussão dos temas, integração e colaboração entre docentes e pesquisadores.  Docentes (predominantemente), pesquisadores pós-doc e pós-graduandos comporão os convidados para a apresentação dos seminários. Todos os usuários da UFSC (estudantes e servidore  s docentes e técnico-administrativos) poderão participar como ouvintes.

Confira o cronogramaCronograma-Science-Club-CFS

Mais informações no site.

 

UFSC na mídia: Pesquisadores do CCA buscam respostas para mortandade de abelhas e crise alimentar

15/03/2016 14:45

Conhecidas também pelos efeitos medicinais da geleia real, da própolis e do próprio veneno, as abelhas não produzem apenas mel. Mais eficientes polinizadores da natureza e fundamentais na preservação de milhares de espécies vegetais e, principalmente, para a perpetuação de alimentos essenciais ao homem, elas estão desaparecendo no mundo todo, conforme alerta da FAO/ONU (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura).  Em Florianópolis as causas do colapso das colmeias são pesquisadas em apiários e laboratório do CCA (Centro de Ciências Agrárias) da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), mas ainda não há respostas concretas da ciência.

Agrotóxicos, em particular os sintéticos fabricados a base de nicotinóides, floração de plantas transgênicas [soja e milho], desmatamentos, queimadas, urbanização e alterações climáticas formam o leque de alternativas, explica o professor Inácio Orth, 59, pesquisador do CCA/UFSC. Segundo estudos atuais, colmeias desnutridas por falta de alimentação natural nos longos períodos de chuva ficam mais fragilizadas imunologicamente e suscetíveis a velhas e novas doenças – como os vírus transmitidos pelo carrapato varroa no sistema linfático dos insetos ou as complicações da nozema, que ataca o aparelho digestivo.
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Estudo feito na UFSC pode auxiliar no desenvolvimento de informações nutricionais em restaurantes

11/03/2016 16:41

Pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN) e do Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições (Nuppre), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), teve como objetivo verificar a percepção de adultos sobre calorias e avaliar a influência da disponibilização de informações nutricionais em restaurantes nas escolhas alimentares saudáveis.

A pesquisa fez parte da tese de doutorado da nutricionista Ana Carolina Fernandes, sob a orientação da professora Rossana Pacheco da Costa Proença. O estudo foi apoiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), por meio da concessão de bolsas de doutorado e de estágio de doutorado sanduíche no exterior (Tufts University – EUA), bem como pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio de financiamento da pesquisa.

Na primeira etapa, foram realizadas entrevistas em grupo com estudantes universitários da Grande Florianópolis. Temas comuns discutidos indicaram a compreensão do conceito de calorias como unidade de energia e sua baixa associação com alimentação saudável, uma vez que percebem esse conceito de forma mais ampla, relacionado à qualidade dos ingredientes e nutrientes, como tipos de gordura, alimentos integrais e com baixo teor de sódio. Em todos os grupos foram citados exemplos de alimentos calóricos e saudáveis, como abacate, castanhas e açaí.
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Pesquisa da UFSC estuda incoerências na Matemática em Braille

24/02/2016 11:26

Pessoas com deficiência visual aprendem Matemática usando Livro Didático em Braille (LDB), formulado com base no Código Matemático Unificado para a Língua Portuguesa (CMU). A pesquisadora Daiana Zanelato, que foi professora, durante dois anos, de dois estudantes cegos, percebeu as dificuldades dos alunos para compreender alguns conteúdos. Com base nesta experiência, durante o mestrado no Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Daiana analisou o uso do CMU e seus impactos na aprendizagem escolar.

Na dissertação “Da Tinta ao Braille: estudo de diferenças semióticas e didáticas dessa transformação no âmbito do Código Matemático Unificado para a Língua Portuguesa  (CMU) e do Livro Didático em Braille”, orientada pelo professor Méricles Thadeu Moretti, a pesquisadora demonstra as contradições entre a matemática em tinta – para alunos que enxergam – e a em Braille, que podem dificultar a formação dos estudantes e a explicação de um professor. Isso ocorre porque muitos símbolos no CMU não são utilizados com frequência nas apostilas de matemática, gerando confusão. Na unidade do Código que trata de índices são apresentadas seis posições diferentes, mas apenas quatro são frequentemente aplicadas.

Daiana usou três exemplos para demonstrar as incoerências, como destacado abaixo:

Símbolo principal — Z

1

 

 

 

Das seis posições acima, as mais comuns no ensino fundamental são a 3 e a 6 (posteriores ao símbolo principal). Fonte: Brasil (2006a, p. 25).

A expressão 2 em matemática em tinta se torna 3 em Braille, o que altera o sentido e o resultado da questão.

Por exemplo: 4 é transcrita como 5

Foi verificada também a ausência de explicação sobre o conjunto matemático dos irracionais. “A maioria estuda regularmente todos os conjuntos numéricos. Não tem como excluir os irracionais para os alunos com deficiência visual”, argumenta. Outro problema encontrado foi o número de símbolos que a matemática em Braille contém: uma expressão feita com nove números transcritos, no Braille pode se transformar em 19. “O aluno cego começava a ler [uma expressão], terminava e não sabia mais o que o exercício pedia. Então tinha que ler e reler, o que torna o aprendizado fatigante”, explica.

Exemplo de Expressão Algébrica em tinta Quantidade de símbolos em tinta
 6  9

 

Exemplo de Expressão Algébrica em Braille Quantidade de símbolos em Braille
 7 19

Legenda: quantidade de símbolos em Braille pode cansar alunos. Foto: quadro elaborado pela pesquisadora

A vontade de facilitar o aprendizado destes estudantes fez com que Daiana desenvolvesse instrumentos que ajudassem no ambiente escolar. Foi assim que surgiram os planos cartesianos em cartolina e também em descansos de panelas. “Fui a uma loja comum no centro de Florianópolis, olhei aquele objeto e pensei que seria um gráfico perfeito para os alunos cegos!”, conta entusiasmada. Exercícios e lições de casa especiais também foram elaborados, a partir das dificuldades encontradas no livro didático, para estimular a autonomia  dos alunos na resolução de problemas. A pesquisadora ressalta, porém, que esses materiais foram adaptados por ela experimentalmente, sem vínculo com seu mestrado, e que não há ainda comprovação científica sobre os seus benefícios.

Foto: Daniela Caniçali/Agecom/DGC/UFSC

Daiana desenvolveu instrumentos para ajudar no ambiente escolar. Foto: Daniela Caniçali/Agecom/DGC/UFSC

Para a professora, a solução para as incoerências seria uma revisão no conteúdo do CMU, que teve sua edição mais recente aprovada pelo Ministério da Educação (MEC), publicada em 2006. Daiana acredita que um número maior de profissionais na área de Matemática na elaboração do Código seria o suficiente para diminuir os erros. Em 2006, doze pessoas participaram da elaboração do Código, sendo apenas uma formada na área.

A pesquisadora continua os seus estudos, agora no Doutorado em Educação Científica e Tecnológica da UFSC, onde pretende elaborar um material didático voltado para os alunos cegos. “Precisamos verificar as necessidades deles e não desenvolver apenas a transcrição de um livro de um aluno que enxerga para um que não enxerga”, conclui.

Ana Carolina Prieto/Estagiária de Jornalismo/Propesq/UFSC

Foto: Daniela Caniçali/Agecom/DGC/UFSC

 

Pesquisadores da UFSC encontram nova espécie de planta, já ameaçada

19/02/2016 12:15

Commelina catharinensisA Commelina catharinensis é uma flor herbácea amarela, encontrada em campo de restinga na Praia do Sonho, na Palhoça. Sua cor é a característica principal: é um tipo planta comum, popularmente conhecida como trapoeraba, mas, na América do Sul, as espécies têm flores azuis. Ela floresce e frutifica, de acordo com as informações disponíveis até o momento, entre outubro e março.

O único local em que ela foi encontrada é uma área de menos de 600 m², e os pesquisadores contaram menos de 30 indivíduos. “Desde 2011, quando a observamos pela primeira vez, vasculhamos a área e não encontramos em nenhum outro local”, destaca o professor João de Deus Medeiros, do Departamento de Botânica da UFSC. Não é a primeira vez que a Commelina catharinensis é encontrada: havia registro de coleta da planta em 1971, na Praia do Sol, em Laguna, em ambiente semelhante, um campo de restinga; mas, na ocasião, ela não foi identificada. Agora, após verificarem que a flor achada na Praia do Sonho é uma espécie que ainda não havia sido catalogada, compararam-na com o achado anterior e verificaram que é a mesma. “Fomos então à Praia do Sol procurar e não encontramos nada. Provavelmente aconteceu lá o que tememos aqui”, cogita Medeiros.

O que eles temem é o desaparecimento da espécie. Os principais fatores que criam esse risco, diz Medeiros, são a ocupação humana para construção de casas de praia, com eliminação da vegetação, inclusive em áreas de preservação, e a invasão do Pinus ellioti, espécie de pinheiro. “Essa área da Praia do Sonho em que encontramos a Commelina catharinensis fazia parte do Parque da Serra do Tabuleiro e foi retirada. Agora, em 2009, mais área ainda foi retirada. A descoberta dessa planta mostra a importância dessa conservação; mas parece que, quanto mais ameaças aparecem, mais retrocede o nível de proteção”, diz o professor.
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Atlas de línguas da Unesco revela risco de extinção de milhares de idiomas

16/02/2016 10:08

Estima-se que existam 7 mil línguas faladas no mundo, com 50% da população utilizando apenas 50 delas, e a outra metade falando 6.950 idiomas diferentes. O Atlas of the World’s Languages in Danger (Atlas Mundial das Línguas em Perigo) da Unesco foi pensado para reunir informações sobre as línguas mais usadas e classificar as que correm perigo de extinção. O professor Gilvan Müller de Oliveira, do Departamento de Língua e Literatura Vernáculas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), participou de um evento em Londres, no final de 2015, cujo objetivo foi discutir medidas para a elaboração de um novo quadro de avaliação de risco desses idiomas.

Essa ação da Unesco partiu do pressuposto de que existe a necessidade de desenvolvimento de novas iniciativas de políticas linguísticas e um melhor compartilhamento dos recursos linguísticos disponíveis.O Atlas é baseado no Índice de Vitalidade das Línguas, que estuda o que leva um idioma a ser ameaçado, as políticas de Estado em relação a ele, seu uso nos meios de comunicação, e o fato de ele ter registros na internet. O índice divide as línguas em cinco categorias: vulneráveis; seriamente em perigo; severamente em perigo; absolutamente em perigo; e extintas.

Também há a categoria de línguas revitalizadas, ou seja, as que foram extintas, mas, por um processo de regeneração, voltaram a ser utilizadas. Um dos meios utilizados para a recuperação de línguas é o de ninhos linguísticos. A proposta é de um idoso permanecer em uma creche ensinando e conversando com as crianças apenas na língua falada por ele, para, assim, não deixar parte fundamental da cultura de um povo morrer. Um exemplo é o caso do idioma córnico, da Cornuália (Inglaterra), que havia praticamente desaparecido, mas que, por meio de políticas de revitalização como essa, atualmente possui cerca de 300 falantes.
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Divulga Ciência: revista de divulgação científica, ‘sal verde’, karaokê para teste de voz

06/01/2016 07:28

Edição 11 – Dezembro de 2015

UFSC lança revista de divulgação científica

A Universidade lançou, em dezembro, a UFSC Ciência, revista de divulgação científica da instituição. A publicação é um dos resultados do projeto de incentivo à divulgação científica desenvolvido em parceria entre a Diretoria-Geral de Comunicação (DGC), por meio da Coordenadoria de Divulgação e Jornalismo Científico e da Coordenadoria de Design e Programação Visual, e a Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq). Leia mais.

UFSC Explica: Feminismo

A série “UFSC Explica” oferece o viés acadêmico, com participação de pesquisadores da instituição, sobre assuntos em evidência na sociedade. O primeiro é o feminismo, em destaque pela redação a respeito de violência contra a mulher e pela questão sobre construção de gênero, ambas no último Enem; pelos protestos em várias cidades brasileiras e por constantes notícias. Para falar dele, apresentamos perguntas básicas à professora Cristina Scheibe Wolff, do Departamento de História da UFSC. Também apresentamos sugestões de leitura levantadas pela professora e grupos de pesquisa da UFSC que trabalham a questão. Leia mais.

Grupo da UFSC ganha prêmio ao avaliar produto que diminui a alteração na cor dos dentes

Grupo de Pesquisa em Endodontia  estudou a variação da cor dos dentes pelo uso de duas pastas antibióticas para tratamento de canal visando menor alteração possível  da cor dos dentes. Leia mais.

Tese analisa impacto das condições ambientais no cultivo de ostras e mexilhões

A avaliação do cultivo dos moluscos e mexilhões na costa de Santa Catarina mostrou a ocorrência de algas nocivas em 97% das áreas de cultivo, refletindo a importância do monitoramento constante da produção para se ter segurança alimentar. Leia mais.

UFSC Explica: Vírus Zika e Chikungnunya

lançamento da campanha de combate ao Aedes aegypti na UFSC, no dia 9 de dezembro, faz parte de uma série de atividades desenvolvidas por diversas instituições para prevenir a proliferação do mosquito e controlar as doenças que ele transmite. Além da dengue e a febre amarela, que já têm registros de epidemias no Brasil há mais de um século, o Aedes dissemina também os vírus da febre chikungunya, que teve os primeiros casos notificados no país em 2010, e o Zika, que chegou em 2015. O UFSC Explica pediu à professora Célia Regina Monte Barardi, do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da UFSC, que respondesse a questões sobre essas doenças e sua disseminação. Leia mais.

Seminário de Iniciação Científica 2015: Produção de plantas para extração de ‘sal verde’ junto com cultivo de camarões

Lucas Gomes Mendes integra o Laboratório de Camarões Marinhos  da UFSC. Ele fez parte da pesquisa de mestrado de Isabela Claudiana Pinheiro sobre o desenvolvimento de plantas no mesmo tanque que camarões Litopenaeus vannamei . O pesquisador descobriu que é possível produzir quase dois quilos de Sarcocornia ambigua (conhecida popularmente como Salicornia), vegetal que pode ser uma alternativa ao sal de cozinha, para cada quilo de camarão cultivado. O consumo da planta é principalmente feito por pessoas hipertensas, já que dela se extrai o ‘sal verde’, com três vezes menos cloreto de sódio que o sal de cozinha.  Leia mais.

Pesquisa avalia desinfecção de dejetos para serem usados como fertilizantes

O objetivo do estudo foi avaliar a desinfecção de dejetos de porcos para que a sua biomassa seja utilizada como fertilizante natural. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o país produziu, em 2014, cerca de 3,4 milhões de toneladas de carne suína, sendo o quarto maior produtor mundial. Dessa forma, a reutilização sustentável dos dejetos é uma alternativa para os fertilizantes. Porém, é preciso que esses passem por um processo de desinfecção para evitar o contágio por patógenos que causa infecções respiratórias nas pessoas. Leia mais.

14ª Sepex: alunos da fonoaudiologia usaram karaokê para teste de voz

Além do karaokê, o estande “Cantar, falar, engolir: o que eu tenho a ver com isso?”, da 14ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão, também ofereceu avaliação da articulação. Em rápida consulta, a professora orientadora Angela Ruviaro Busanello Stella podia descobrir causas de dor de cabeça, zumbido nos ouvidos e dor nos músculos. “Algumas pessoas não sabem as causas de suas dores de cabeça, e aqui entendem o motivo. Às vezes, ele pode estar relacionado com a Disfunção da Articulação Temporal Mandibular (DTM)”, diz Angela. Leia mais.

UFSC explica: HIV e Aids

O Brasil é o país da América Latina com o maior número de pessoas soropositivas e com Aids: a estimativa é de que sejam 734 mil pessoas. E Florianópolis, junto com Porto Alegre, Porto Velho e Manaus, são as capitais brasileiras com a maior taxa de detecção de indivíduos infectados. Os números, apontados pelo professor Aguinaldo Roberto Pinto, do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da UFSC, deixam claro que a epidemia continua séria e é caso para atenção e cuidado. Leia mais.

Iniciativa leva Astronomia e Física às escolas

“Por que a Lua não cai e os planetas não batem um contra o outro?”. Essa é a pergunta que Vitória Chaves, mediadora do projeto “Astronomia e Física vão à escola e à comunidade”, da UFSC, faz aos estudantes para instigá-los a pensar sobre as forças físicas que regem o Sistema Solar. A iniciativa surgiu para popularizar as disciplinas entre alunos de de 4 a 14 anos e despertar neles o interesse pelas matérias. As atividades ocorrem de maneira interativa, por meio de réplicas de instrumentos de mais de 2.000 anos, como o relógio de sol e o astrolábio, e sem o uso de cálculos. Leia mais.

Edição

Alita Diana/Jornalista da Agecom/DGC/UFSC

Diagramação

Carla Isa Costa/Relações Públicas/CRP/DGC/UFSC

Sobre

Divulga Ciência é um boletim produzido pela equipe da Agência de Comunicação (Agecom) / Diretoria-Geral de Comunicação (DGC), com o objetivo de informar as mais recentes notícias sobre a produção científica vinculada à UFSC. Para enviar sugestões, escreva para o e-mail . Outras notícias sobre Jornalismo Científico publicadas no portal da UFSC estão reunidas neste link.

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Estudo com farinha de mandioca do sul do estado apresenta benefícios às dislipidemias

04/01/2016 07:28

A dissertação “Caracterização química e avaliação do efeito da ingestão de farinhas de mandioca (Manihot esculenta Crantz) no perfil lipídico e glicêmico de ratos”, desenvolvida pela engenheira agrônoma Bianca Coelho, do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia e Biociências da UFSC, avaliou as farinhas e amidos de genótipos de mandioca (GM) provenientes, em grande parte, de engenhos da microrregião de Tubarão, sul de Santa Catarina, e o efeito da ingestão do genótipo Torta da Penha (cultivada em Paulo Lopes, Imbituba e Garopaba) em ratos machos Wistar.

O estudo foi orientado pelo professor Marcelo Maraschin, do Núcleo de Produtos Naturais do Centro de Ciências Agrárias (CCA), e contou com a colaboração dos professores do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Edson Luiz da Silva (Análises Clínicas) e Vera Lúcia Cardoso Garcia Tramonte (Nutrição).

Diferentemente de espécies examinadas como omilho, o trigo e a aveia, a mandioca tem sido negligenciada. Apesar de estar por muito tempo à margem das atenções governamentais, é cultivada por um número expressivo de agricultores, viabilizando a produção de derivados de maior interesse econômico como a farinha e o amido. No entanto, alguns engenhos no estado ainda apresentam baixo nível tecnológico, o que, aliada àfalta de articulação de políticas públicas e apouca rentabilidade, tem desestimulado a produção. 
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Grupo da UFSC cria ferramenta que monitora funcionamento de geradores

21/12/2015 07:53

Uma associação de geradores é capaz de fornecer eletricidade a cidades inteiras, até mesmo estados, dependendo da sua potência e tamanho. Qualquer falha que ocorra no sistema pode deixar milhares de pessoas sem energia elétrica, causando prejuízo a empresas e cidadãos. Para tentar evitar esses problemas, o Grupo de Concepção e Análise de Dispositivos Eletromagnéticos (Grucad), do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), desenvolveu o protótipo de uma ferramenta que detecta falhas em máquinas elétricas rotativas (geradores).

O protótipo monitora o funcionamento dos geradores de minuto a minuto. Foto: Divulgação Grucad.

O estudo rendeu ao Grucad e aos alunos participantes o prêmio na categoria “Invento” durante a Feira do Inventor, realizada paralelamente à Semana de Iniciação Científica (SIC), nos dias 21 e 22 de outubro, na UFSC. Cerca de 800 pessoas participaram do evento e puderam votar na melhor invenção e na melhor apresentação de painéis.
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UFSC lança revista de divulgação científica

16/12/2015 09:03

UFSC-CiênciaUFSC Ciência é a revista de divulgação científica que a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) lançou na sexta-feira, 11 de dezembro, com o objetivo de propagar a variedade de pesquisas em desenvolvimento na Universidade – atualmente, a UFSC conta com mais de 500 grupos de pesquisa certificados pelo CNPq. Segundo a diretora-geral de Comunicação, Tattiana Teixeira, a revista foi concebida com a finalidade de aproximar ainda mais os diferentes públicos do conhecimento produzido pela UFSC.

A publicação é um dos resultados do projeto de incentivo à divulgação científica desenvolvido em parceria entre a Diretoria-Geral de Comunicação (DGC), por meio da Coordenadoria de Divulgação e Jornalismo Científico e da Coordenadoria de Design e Programação Visual, e a Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq) . “Este é um bom começo para uma atividade que deve ter caráter permanente. A oferta de material de divulgação de boa qualidade aumentará a percepção do público sobre a relevância e importância da ciência. É minha convicção de que esta iniciativa deve continuar e ser expandida para tornar-se o Programa de Divulgação Científica da UFSC”, afirma o pró-reitor de Pesquisa, Jamil Assreuy.

Na quarta edição da pesquisa sobre “Percepção pública da ciência e tecnologia no Brasil”, realizada pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a atitude dos brasileiros em relação à ciência e tecnologia é muito positiva. Para  61% dos entrevistados, o conhecimento científico contribui para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Com o intuito de reforçar essa tendência, Airton Jordani, responsável pelo projeto gráfico da UFSC Ciência, procurou evitar formatos tradicionais de diagramação para tornar a leitura mais agradável e ter maior abrangência de público: “Esse formato torna a produção científica da UFSC mais atraente e acessível à população de forma geral”.

Entre os pesquisadores entrevistados para esta primeira edição estão Ilse Scherer-Warren, Eduardo Bezerra, Kleber Vieira de Paiva,  Tânia Beatriz Creczynski PasaJosé Roberto O’Shea, Norberto Olmiro Horn Filho. A revista está disponível on-line, neste link.

Daniela Caniçali/Jornalista da Agecom/DGC/UFSC

UFSC Explica: HIV e Aids

01/12/2015 11:47

O Brasil é o país da América Latina com o maior número de pessoas soropositivas e com aids: a estimativa é de que sejam 734 mil pessoas. E Florianópolis, junto com Porto Alegre, Porto Velho e Manaus, são as capitais brasileiras com a maior taxa de detecção de indivíduos infectados. Os números, apontados pelo professor Aguinaldo Roberto Pinto, deixam claro que a epidemia continua séria e é caso para atenção e cuidado.

Entretanto, alerta, a população não está consciente. Por um lado, todas as campanhas de esclarecimentos feitas desde principalmente o final dos anos 1980 ainda não desfizeram os mitos criados ao redor da doença e de expressões como “grupos de risco”. Por outro, a evolução nas possibilidades de tratamento fez com que a doença deixasse de inspirar o terror que inspirava naquela época. Ao mesmo tempo em que isso diminui o preconceito contra pacientes de doença, criou a impressão de que a ameaça se foi.
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Iniciativa leva Astronomia e Física a escolas de Florianópolis

20/11/2015 12:04
A esfera amilar é a que mais chama a atenção dos alunos. Foto: Jair Quint/Agecom/DGC/UFSC

A esfera amilar é a que mais chama a atenção dos alunos. Foto: Jair Quint/Agecom/DGC/UFSC

“Por que a Lua não cai e os planetas não batem um contra o outro?”. Essa é a pergunta que Vitória Chaves, mediadora do projeto “Astronomia e Física vão à escola e à comunidade”, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), faz aos estudantes para instigá-los a pensar sobre as forças físicas que regem o Sistema Solar. A iniciativa surgiu para popularizar as disciplinas entre alunos com idade de 4 a 14 anos e despertar neles o interesse pelas matérias. As atividades ocorrem de maneira interativa, por meio de réplicas de instrumentos de mais de 2.000 anos, como o relógio de sol e o astrolábio, e sem o uso de cálculos.

O estudante Igor, de 10 anos, assistiu a uma das exposições atentamente e brincou com todos os objetos. Para ele, o preferido foi a boladeira – instrumento que simula a força da gravidade. “Agora eu entendi porque a Lua não cai”, disse, enquanto girava a bola que representa o astro. A mediadora explicou o funcionamento de todas as atividades, mas, assim como Igor, o que encantava os participantes era aprender na prática.
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Pesquisa avalia qualidade de vida de idosos de Florianópolis

17/11/2015 10:15

Os idosos representam 11,7% da população do Brasil, e, de acordo com o Programa das Nações Unidas de Desenvolvimento (PNUD), em 2030 eles serão quase um quinto dos brasileiros. Em Florianópolis, cerca de 11% dos moradores têm ou estão acima dos 60 anos. Esses dados motivaram o Epifloripa Idosos 2013/2014 – estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para avaliar a qualidade de vida e a saúde dos idosos na capital. Esta foi a segunda etapa da pesquisa – que começou em 2009, com 1.705 voluntários –, na qual foram entrevistados 1.197 idosos, participantes também em 2009, com idade médiade 70 anos, que responderam a questões sobre saúde, autonomia, autorrealização e prazer.

O estudo identificou, em relação à pesquisa anterior, 5,4% de aumento nos sintomas depressivos que atingem 19% dos entrevistados. Além disso, houve aumento no autorrelato de câncer (presente em 11,5% dos participantes), hipertensão arterial (65,1%), doença cardiovascular (32,3%) e derrame (9,8%). A ocorrência de quedas também cresceu: em 2009, 13,6% dos participantes informaram ter sofrido esse tipo de acidente, e, em 2014, o índice passou para 19%. A professora Eleonora D’Orsi, do Departamento de Saúde Pública, do Centro de Ciências da Saúde da UFSC, coordenadora do Epifloripa, explica que os dados não podem ser considerados uma tendência porque, conforme o envelhecimento dos participantes, há o aparecimento de doenças que não foram relatadas na primeira etapa do levantamento. Ainda de acordo com Eleonora, estas doenças poderiam ser evitadas por mudanças no estilo de vida (dieta saudável, atividade física, estimulação cognitiva e interação social), maior adesão aos tratamentos para controle das doenças crônicas e ambiente favorável ao idoso (maior mobilidade e segurança na cidade).
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14ª Sepex: alunos da Fonoaudiologia usam karaokê para teste de voz

13/11/2015 13:46
Visitantes cantam no Karaokê, no estande de Fonoaudiologia. Foto: Henrique Almeida

Visitantes cantam no Karaokê, no estande de Fonoaudiologia. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Se você ouvir pessoas cantando em um karaokê durante a 14ª Sepex, não estranhe – são os estandes nº 68 e nº 70 do Departamento de Fonoaudiologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Mesmo que pareça brincadeira, é dessa forma que os estudantes da área podem observar nos visitantes a motricidade orofacial (movimento da face e boca) e fatores que influenciam a voz. Por meio desse e outros exercícios, os “pacientes” recebem dicas dos futuros fonoaudiólogos e, caso seja necessário, o convite para marcar uma consulta gratuita na Clínica-Escola de Fonoaudiologia da UFSC.

Stand PIBIC Química e Stands Fono - Foto Henrique Almeida-4

Teste de audição sendo realizado no estande de Fonoaudiologia. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Além do karaokê, o estande “Cantar, falar, engolir: o que eu tenho a ver com isso?”  também oferece avaliação da articulação. Na pequena consulta, a professora orientadora Angela Ruviaro Busanello Stella pode descobrir causas de dor de cabeça, zumbido nos ouvidos e dor nos músculos. “Algumas pessoas não sabem as causas de suas dores de cabeça, e aqui entendem o motivo. Às vezes, ele pode estar relacionado com a Disfunção da Articulação Temporal Mandibular (DTM)”, diz Angela.

Ao lado de onde a professora faz a avaliação, algumas estudantes medem o volume de fones de ouvido daqueles que visitam a 14ª Sepex ouvindo música. “O aparelho mostrou que o som estava muito alto. Como tenho um caso de surdez na família, me falaram que preciso me cuidar e passar a ouvir em um volume mais baixo”, conta a aluna do colégio Virgílio dos Reis Várzea, Mariana Jonjob, de 12 anos. Ali também é possível fazer uma triagem auditiva, em que se descobre a capacidade de audição.

A 14ª Sepex vai até as 12h de sábado, 14 de novembro, na Praça da Cidadania, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Campus Florianópolis. Para receber atendimento do Departamento de Fonoaudiologia, visite a Clínica-Escola de Fonoaudiologia, no prédio 2 da Reitoria, na rua Desembargador Vitor Lima, 222, 2º Andar.

Camila Geraldo/Estagiária de Jornalismo Científico/DGC/Propesq/UFSC

 

14ª Sepex: alunos da Química investigam o que há nas cozinhas

13/11/2015 13:20

Quem nunca pensou em realizar uma grande investigação quando era criança? O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) da Química, com o grupo “CIA” – em alusão à norte-americana CIA (Central Intelligence

Mistura de água com maizena, que imita a areia movediça. Foto Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Visitantes testam a mistura de água com maizena, que imita a areia movediça. Foto Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Agency) –, decidiu procurar evidências dentro da cozinha e desvendar mistérios durante a 14ª edição da Sepex. Para isso, o estande 005 foi montado com uma mesa repleta de itens como farinha, leite e maisena, para demonstrar aos visitantes experiências que simulam, por exemplo, o funcionamento da areia movediça. Coordena o “CIA” o professor do departamento de Química da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Santiago Yunes.

O objetivo do estande é realizar experimentos lúdicos que facilitem o aprendizado dos visitantes. Dessa forma, a estudante da sexta fase do curso de Química, Thaylis Leichsenring, mistura leite com vinagre para criar uma cola caseira e explicar a origem das tintas plásticas, que também podem ser conhecidas como “tintas-colas” – basta adicionar um corante ao leite com vinagre. As estudantes do Pibid garantem, com demonstrações, que a cola funciona mesmo. “Se minha mãe deixar, com certeza vou tentar fazer em casa”, disse o aluno Cristian Lodete, 16 anos, da Escola Estadual Meleiro.

Já a aluna da mesma escola, Danielli Bordignon, 16 anos, que pretende cursar Engenharia Química no ano que vem, achou a mistura de água com maizena, que imita a areia movediça, a parte mais interessante. Apesar de ser líquida, a combinação age como um sólido quando se aplica alguma pressão. Assim, quando alguém tenta escapar do afogamento na areia movediça, esta age como um sólido, prendendo as pessoas.

Também é possível ver no estande um plástico biodegradável, formado por meio da casca de batata, além de brincar com a “areia que não molha” e conhecer os princípios da Química que acontecem enquanto lavamos a louça. Para conferir estes e outros experimentos, basta ir até a Praça da Cidadania da UFSC. A 14ª Sepex vai até as 12h de sábado, 14 de novembro.

Mais informações:

Professor Santiago Yunes – (48) 3721-2312.

Secretaria de Química UFSC – (48) 3721-6853.

Facebook Pibid Química.

 

Ana Carolina Prieto/Estagiária de Jornalismo/Propesq/DGC/UFSC

14ª Sepex: Você sabe o que é Entomologia Forense?

12/11/2015 16:32

O Laboratório de Transmissores Hematozoários (LTH) do Departamento de Microbiologia e Parasitologia do Centro de Ciências Biológicas da UFSC está com um estande (89) de Entomologia Forense na 14ª Sepex. O LTH desenvolve projetos de pesquisa de animais utilizados em estudos de caso de Entomologia Forense, que é a área da ciência responsável por aplicar a biologia dos insetos e outros artrópodes em investigações legais. Ela pode ser dividida em três áreas: médico-legal, de produtos e alimentos estocados e entomologia urbana. A equipe do LTH montou uma “cena do crime” em forma de maquete e com bonequinhos para explicar como funcionam os processos. Há dois microscópios em que se podem observar insetos, e estão expostas também as fases de desenvolvimento de alguns deles. Dois estudantes de Biologia explicam os processos e esclarecem as dúvidas: Guilherme Maia, da 10ª fase, que está fazendo seu Trabalho de conclusão de curso (TCC) no LHT, e Isabela Farias, da 4ª fase, voluntária no mesmo laboratório. Muito interessante para crianças e adultos, ensinando de forma lúdica e inserindo a ciência no cotidiano. Vale a pena visitar!

Microscópios e 'cena do crime', no estande de Entomologia Forense- Foto Jair Quint/Agecom/DGC/UFSC

Microscópios e ‘cena do crime’, no estande de Entomologia Forense- Foto Jair Quint/Agecom/DGC/UFSC

Conheça os três ramos da Entomologia Forense (informações contidas no banner fixado no estande nº 89)

. –Entomologia Médico-Legal Baseado nos conhecimentos do ciclo de vida de insetos e outros artrópodes úteis nas investigações legais aplica-os como evidência em casos de assassinato, suicídio, estupro, abuso físico e até contrabando. Geralmente envolve insetos que vivem em contato com animais em decomposição ou restos humanos, estudando-os para estimar o intervalo pós-morte (IPM).

-De produtos e alimentos estocados Estuda a relação entre a infestação de produtos estocados – como arroz, feijão, chá e até chocolates, utilizando esse conhecimento para decidir como controlar as pragas. Outro uso é  o de resolver problemas judiciais de contaminação  de alimentos comercializados, através da estimativa de desenvolvimento desses animais. Pode-se, então, por exemplo, nesses casos determinar se o problema da contaminação veio do produtor e ou vendedor ou do consumidor que estocou o produto de maneira incorreta

. – Entomologia Urbana Estuda a interação entre os insetos e os imóveis (e outros bens estruturais pertencentes ao ser humano) que podem sofrer infestações agressivas ou recorrentes. Por meio dos estudos entomológicos é possível resolver esses problemas ao elucidar tratamentos apropriados  para pestes como cupins ou baratas e também pode esclarecer se um imóvel ou um móvel  já estava infestado previamente à aquisição ou o fato aconteceu posteriormente.

Professor responsável: Carlos José de Carvalho Pinto ( ) Alita Diana/Jornalista da Agecom/DGC/UFSC

Crianças programam robôs em atividade de computação

09/11/2015 18:02
Cerca de 15 crianças aprenderam programação. Foto: Henrique Almeida/Agecom/DGC/UFSC

Cerca de 15 crianças aprenderam programação. Foto: Henrique Almeida/Agecom/DGC/UFSC

Quando o especialista em telemedicina Aldo von Wangenheim começou sua aula da manhã de sábado, 7 de novembro, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a recepção dos alunos foi muito mais enérgica do que a de costume – nesse dia, o curso de programação do Instituto de Informática e Estatística (INE) foi para crianças de 8 a 12 anos. Além de bom humor, os pequenos programadores tinham muita atenção e, até o final daquela manhã, desenvolveram robôs que piscam os olhos, mexem os braços e reagem à aproximação com movimentos. Essa aula, que está chamando a atenção de pais e pesquisadores, faz parte da iniciativa Computação na Escola, coordenada pelo INE com apoio do Google Rise Award, MCTI/CNPq e Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC).

No início da oficina, a professora Christiane von Wangeheim, coordenadora da iniciativa ao lado de Aldo, explicou aos alunos que eles deveriam solucionar um problema: a Lagoa do Peri estava ficando suja devido ao lixo que um ogro jogava na água. Para impedi-lo de continuar poluindo a Lagoa, o estudante deveria construir um robô super-herói que, de máscara e capa, iria salvar o local da sujeira. “Uma das coisas mais difíceis em ensinar computação para os pequenos é conseguir dar as aulas na linguagem deles”, explica Aldo. “Eu gostei da capa rosa que combina com a máscara preta, mas o legal é conseguir fazer ele mexer o braço para jogar bolinha no ogro”, diz Beatriz, aluna de oito anos.

O pai de Beatriz, Eric Fernandes Pedroso, soube da oficina pela esposa, que é estudante da UFSC, e logo fez a inscrição da filha. “Para mim, computador não é brincadeira. Ele é uma oportunidade de futuro, caso a Beatriz queira seguir essa área quando ficar mais velha”, fala Eric. Foi exatamente nessa perspectiva que os coordenadores do Computação na Escola desenvolveram a pesquisa: por acreditar que os estudantes dos ensinos fundamental e médio devem aprender mais computação. “A programação desenvolve habilidades importantes para o futuro da criança, além de que, cada vez mais, precisamos de profissionais de Tecnologia da Informação (TI).”

Os pais também puderam participar da dinâmica. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Os pais também puderam participar da dinâmica. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

A oficina é baseada em Computação Física, a parte da programação que faz com que o mundo real se movimente (ou seja, aquela que influencia o hardware fazendo peças se locomoverem, luzes acenderem, entre outras funções). Para introduzir a computação aos alunos, é utilizado o software Scratch, que funciona como o jogo Lego – a criança cria, por meio de blocos, um conjunto de comandos que será o roteiro das funções do herói-boneco. O robô de máscara e capa é um Arduíno (protótipo eletrônico de hardware que está ligado ao computador via cabo USB). Todo o material é oferecido gratuitamente durante a aula, e o estudante pode usar criatividade na construção das funções.

O Computação na Escola foi selecionado no edital internacional Google Rise Award para o fomento de iniciativas para a educação como um projeto de destaque na área. As oficinas estão sendo realizadas em Lages, Ibirama, Gaspar e Florianópolis.

Mais informações:

INE –  +55 (48) 3721-9498
             +55 (48) 3721-9942

Camila Geraldo/Estagiária de Jornalismo Científico/DGC/Propesq/UFSC

 

Alimentos ultraprocessados direcionados a crianças: informação nutricional e opinião de consumidores

28/10/2015 07:00

A pesquisa “Alimentos ultraprocessados direcionados a crianças: disponibilidade, informação nutricional complementar e opinião de consumidores infantis” foi realizada pela nutricionista vinculada ao Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições (Nupre), Natália Durigon Zucchi, e orientada pela professora Giovanna Medeiros Rataichesck Fiates, para a dissertação de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).  O estudo integra um amplo projeto: “Rotulagem nutricional em alimentos industrializados brasileiros: análise multitemática da utilização pelo consumidor e influência nas escolhas”, como a pesquisa divulgada no site da UFSC em outubro de 2014.

A pesquisa de Natália teve duas vertentes: a das informações nutricionais contidas nas embalagens de alimentos ultraprocessados voltados para crianças e a da capacidade de as crianças realizarem a leitura das imagens nessas embalagens.

A pesquisadora realizou um levantamento de embalagens de alimentos industrializados disponíveis à venda em um grande supermercado de Florianópolis. Todas foram fotografadas, e 535 delas apresentavam estratégias de marketing para o público infantil, sendo classificadas como direcionadas a crianças.  Essas embalagens foram analisadas de modo a classificar os produtos segundo o grau de processamento, quantificadas e qualificadas conforme a presença de Informação Nutricional Complementar (INC).

Dentre os 535 alimentos industrializados direcionados a crianças, aproximadamente 90% foram classificados como ultraprocessados; entre estes, quase a metade apresentava um ou mais tipos de INC no painel frontal – a maioria relativa à presença ou ao aumento de vitaminas e minerais em produtos como biscoitos recheados, iogurtes, sucos artificiais e gelatinas. A INC referente à isenção de algum componente mais frequente foi relativa à gordura trans. Os alimentos em cujas embalagens foi identificado o maior número de INC foram biscoitos e bolos recheados, iogurtes adoçados e balas.

Os resultados apontam a importância de regulamentar quando uma INC pode ser apresentada na embalagem de um determinado produto, pois o destaque à fortificação de alimentos ultraprocessados direcionados a crianças é, no mínimo, questionável.

Dentre essas embalagens, quatro (de produtos ultraprocessados – lanches para consumo imediato e produtos prontos ao aquecer, criados para substituir refeições preparadas em casa) foram selecionadas para a segunda vertente da pesquisa, das quais três de alimentos e uma de bebida.

Essas quatro embalagens de produtos que poderiam ser consumidos em refeições principais ou em lanches, com diferentes tipos de INC nos painéis frontais, foram as usadas para a pesquisa com 49 crianças de uma escola particular de Florianópolis (27 meninos), com idade entre 8 e 10 anos, separadas em grupos focais, visando conhecer sua opinião sobre a leitura das informações nelas contidas. Os grupos foram formados por de quatro a seis participantes e separados por sexo.  Com relação aos grupos focais, as crianças participantes demonstraram reconhecer a utilização de imagens em embalagens como estratégia de marketing,e também tiveram postura crítica e questionadora perante a presença da INC. Estavam atentas a informações na rotulagem de modo geral, incluindo a data de validade e o símbolo de transgênico (T), apesar de a maioria dos grupos não compreender o seu significado.

Por seu papel como consumidores influenciadores das compras da família e como futuros consumidores, crianças podem se tornar o foco de ações voltadas à utilização e interpretação das informações presentes na rotulagem nutricional. Desse modo, sugerem-se também estratégias para a socialização do público infantil como consumidor, motivando a leitura e interpretação dos rótulos.

Contato: Giovanna Medeiros Rataichesck Fiates/ / (48) 3721-9784.

Edição: Alita Diana/Jornalista da Agecom/DGC/UFSC

Revisão: Claudio Borrelli/Revisor de Textos da Agecom/Diretoria-Geral de Comunicação/UFSC

 

SIC 2015: estudante pesquisa ambientalismo em Florianópolis

23/10/2015 17:28

Aluna da sexta fase de Ciências Sociais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Maria Lauri Prestes da Fonseca foi bolsista Pibic durante um ano. Na tarde desta sexta-feira, 23 de outubro, ela apresentou no 25º Seminário de Iniciação Científica (SIC) da UFSC a pesquisa que desenvolveu orientada pela professora do Departamento de Sociologia e Ciência Política, Lígia Helena Hahn Lüchmann. Em seu trabalho, Lauri fez o levantamento das organizações ambientalistas de Florianópolis, qualificando a atuação e traçando o perfil das entidades. “Para mim, foi muito importante. Eu sou de origem indígena, estar em contato com o campo ambientalista me abre portas até para entender os movimentos étnicos e raciais nesse campo”, conta a estudante.

Lauri mapeou as associações ambientalistas. Foto: Daniela Caniçali/Agecom/DGC/UFSC

Lauri mapeou as associações ambientalistas. Foto: Daniela Caniçali/Agecom/DGC/UFSC

A pesquisa de Lauri foi realizada no Núcleo de Pesquisa em Movimentos Sociais (NPMS), que está ligado ao projeto Associativismo Civil Participação e Democracia da UFSC. O contato da estudante com o projeto começou a partir da disciplina “Prática de Pesquisa”, ofertada no curso de Ciências Sociais. “Perguntei para a professora se poderia participar do Núcleo, e ela aceitou. Até que um dia me ofereceram a bolsa de pesquisa”, conta Lauri. No NPMS, a professora Lígia Helena criou uma nova classificação para os campos associativos da capital catarinense — como sindicatos, órgãos, associações representativas, entre outros. Para a Iniciação Científica, o trabalho da estudante foi aprofundar-se na questão ambientalista.

Para desenvolver o trabalho, a jovem pesquisadora procurou as associações civis e fez a aplicação de questionários, entrevistas e levantamento de dados. De um universo de 42 associações ambientalistas listadas, somente dez estavam em funcionamento e com as informações atualizadas. Nelas, todos os presidentes eram homens, graduados e com idade média de 40 anos. As entidades que mais se relacionam com a sociedade civil militam, principalmente, para diminuir os impactos da urbanização na cidade. A Ponta do Coral é a pauta que mais é trabalhada hoje pelas associações.

O SIC, realizado no piso superior do Centro de Cultura e Eventos da UFSC, termina nesta sexta-feira, 23.

Camila Geraldo/Estagiária de Jornalismo Científico/DGC/Propesq/UFSC

 

SIC 2015: pesquisa analisa atividades dos usuários do Twitter

22/10/2015 16:54

O estudante da oitava fase do curso de Ciência da Computação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Douglas Klein, abriu as apresentações da tarde desta quinta-feira, 22 de outubro, no 25º Seminário de Iniciação Científica (SIC) da UFSC. Bolsista do Pibic há um ano, o jovem pesquisador analisou, em estudo no Laboratório de Integração de Sistemas e Aplicações Avançadas (Lisa), os movimentos das pessoas – localização e atividades – por meio das informações que elas disponibilizam na rede social Twitter. A apresentação no SIC foi, para ele, mais que a exposição da pesquisa que ajudou a desenvolver – motivado pelo orientador do projeto, o professor do Departamento de Infomática e Estatística (INE) Renato Fileto, seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), terá o mesmo tema.

Douglas consegue coletar 4 milhões de tweets por dia. Foto: Pipo Quint/Agecom/DGC/UFSC

Douglas consegue coletar 4 milhões de tweets por dia. Foto: Pipo Quint/Agecom/DGC/UFSC

As informações que impressionaram Douglas chamam a atenção: durante um minuto, em todo o mundo, 4 milhões de perguntas são feitas no Google; 3,5 milhões de postagens vão para o Facebook e 342 mil mensagens são colocadas no Twitter. O estudante conseguiu criar uma ferramenta que coletou mais de 200 milhões de tweets enviados do Brasil entre julho de 2014 e maio de 2015.

A maior dificuldade dos profissionais que coletam essas informações é ler e interpretar corretamente, pois uma mesma palavra pode se referir a locais diferentes com o mesmo nome. Por isso, Douglas e a equipe do Lisa desenvolveram técnicas de reconhecimento, geralmente ligando as informações à Wikipédia para saber qual a referência do tweet. Dessa forma, foram identificados, com o auxílio de outra mídia social, o Foursquare, mais de 120 mil locais de interesse (bares, restaurantes, lojas, pontos de ônibus, aeroportos, estádios, entre outros.).

“Assim, podemos fazer um perfil das pessoas. A ideia é analisar um grupo grande de usuários do Twitter para entender o que eles fazem, quais lugares eles frequentam. Isso pode ser utilizado para planejamento urbano e marketing, por exemplo”, explica o estudante.

O SIC segue até esta sexta-feira, 23, no piso superior do Centro de Cultura e Eventos da UFSC.

 

Camila Geraldo/estagiária de Jornalismo Científico/DGC/Propesq/UFSC

 

SIC 2015: pesquisa analisa impacto dos diferentes métodos de resfriamento de carcaças de aves

22/10/2015 12:40

A estudante de Engenharia de Alimentos, Jéssica Daiane Domingos, desenvolve pesquisa de iniciação científica na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) há um ano.  Seu estudo, orientado pelo professor Bruno Carciofi, consiste em avaliar os diferentes métodos de resfriamento de carcaças de aves, analisando os aspectos de transferência de calor e massa, além da qualidade da carne.

O resfriamento das carcaças de frango é usado para garantir a segurança alimentar do produto.  Segundo a pesquisa, os meios mais utilizados atualmente são de imersão em água fria e ar forçado. Mas a pesquisadora explica que a opção mais inovadora e promissora seria o resfriamento por lama de gelo, uma vez que os resultados demonstraram uma tendência de redução no tempo de resfriamento quando esse processo foi utilizado. A lama de gelo é uma mistura homogênea de cristais de gelo de tamanhos micrométricos suspensos em água líquida.
(mais…)

SIC 2015: Pesquisa avalia desinfecção de dejetos para serem usados como fertilizantes

21/10/2015 19:00

A estudante de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Santa Catarina, Camila Daminelli, parecia apreensiva com o tempo enquanto apresentava o seu trabalho no 25º Seminário de Iniciação Científica (SIC 2015), na quarta-feira, 21 de outubro. Apesar do nervosismo, Camila garante – com empolgação – que desde o início da sua graduação desejava fazer pesquisa e, por isso, trabalha no laboratório de Virologia Aplicada do Centro de Ciências Biológicas (CCB). O objetivo do seu estudo foi avaliar a desinfecção de dejetos de porcos para que a sua biomassa seja utilizada como fertilizante natural.

© Pipo Quint / Agecom / UFSC

Camila Daminelli: a estudante sempre teve vontade de pesquisar questões ambientais. Foto:Daniela Caniçali/Agecom/DGC/UFSC

Um dos principais motivos é a suínocultura brasileira: de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o país produziu, em 2014, cerca de 3,4 milhões de toneladas de carne suína, sendo o quarto maior produtor mundial. Dessa forma, a reutilização sustentável dos dejetos é uma alternativa para os fertilizantes. Porém, é preciso que esses passem por um processo de desinfecção para evitar o contágio por patógenos, como o Adenovírus Humano-2, que causa infecções respiratórias nas pessoas.

A pesquisadora, com orientação da professora Celia Regina Monte Barardi, realizou a desinfecção de lodo e efluentes, como esgotos, utilizando amônia não-ionizada com adição de ureia. Foram utilizadas três concentrações diferentes de lodo e efluentes. No primeiro, o estudo obteve um índice de, no mínimo, 99% de eliminação do patógeno, em um período que variou entre três e nove dias. Já nos efluentes, a porcentagem obtida foi a mesma, com um tempo entre nove e 15 dias.

A desinfecção também foi feita através de mudanças de temperatura que inativam os patógenos, com resultados de, no mínimo, 99%. Porém, a pesquisadora ressalta que neste processo ocorrem gastos energéticos, sendo menos sustentável do que utilizar a amônia não-ionizada com aditivo de ureia.

O estudo trouxe um grande resultado para o grupo de pesquisa: hoje, no Brasil, ainda não há uma legislação que cuide do destino final dos dejetos de porcos, por isso, o grupo recebeu o convite de um professor para desenvolver a regulamentação, que se iniciará após os términos dos estudos e tem previsão de conclusão de dois anos.

Após o incentivo, Camila conta que pretende continuar nesta área de pesquisa e, inclusive, já se inscreveu para a seleção de mestrado no programa de Biotecnologia e Biociências: “Esse é o meu futuro. Eu aconselho que todos entrem em um laboratório, por que é difícil não se apaixonar”, confessa.

Este e outros trabalhos podem ser conhecidos no 25º Seminário de Iniciação Científica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), realizado no piso superior do Centro de Cultura e Eventos. O Seminário segue até sexta-feira, dia 23.

 

Ana Carolina Prieto/Estagiária de Jornalismo/Propesq/DGC/UFSC