Colégio de Aplicação colhe frutos do Projeto Lixo Zero

09/12/2016 09:10
Caixas coletoras de papel para reciclagem na sala dos professores do Colégio de Aplicação. (Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC)

Caixas coletoras de papel para reciclagem na sala dos professores do Colégio de Aplicação. (Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC)

Iniciado em 2014 com a criação e o apoio do Núcleo de Educação Ambiental do Centro Tecnológico da Universidade Federal de Santa Catarina (NEAmb/UFSC), o projeto de extensão Lixo Zero, do Colégio de Aplicação (CA) evoluiu e agora passa a ser utilizado como exemplo para escolas do município de Florianópolis. Sem utilizar copos descartáveis há mais de dois anos, o Colégio passou por uma transformação, graças ao engajamento e colaboração de professores, técnicos, estudantes e voluntários.

Além de não mais utilizar copos descartáveis, a escola conseguiu reduzir pela metade a quantidade de resíduos com iniciativas como a separação de recicláveis e a compostagem do resíduo orgânico, que após ser transformado em composto, serve para adubar a horta orgânica da escola. Outros benefícios tangíveis foram a melhoria na limpeza da escola e uma redução no desperdício de alimentos na hora do lanche. A mobilização é contínua, graças à formação de um coletivo formado por voluntários da comunidade escolar envolvidos com o Lixo Zero.

A diretora da escola, Josalba Ramalho Vieira, explica que a educação pela sustentabilidade é uma das diretrizes da escola no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UFSC. “O Projeto Coletivo Lixo Zero e da Horta contribuem para a beleza, leveza, limpeza, cuidado e educação com o planeta. É nosso desejo e obrigação de fomentar e incentivar novos projetos, difundir que todos os espaços da escola são educadores”, ressalta. “Havia queixas do pessoal da merenda, guerras de alimento, tudo isso foi levado em conta. Colocamos a compostagem em um local visível justamente para que as gerações aprendam que precisamos cuidar do que a gente come, do que descartamos e da produção de novos alimentos,” pondera a diretora.
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Antonio Carlos Wolkmer: por um Direito plural, crítico e transformador

06/12/2016 14:08
Foto: Jair Quint/Agecom/UFSC

Antonio Carlos Wolkmer. Foto: Jair Quint/Agecom/UFSC

“O professor Antonio Carlos Wolkmer é um dos nomes mais representativos da teoria jurídica crítica latino-americana.” Essa é a primeira frase do capítulo sobre o pesquisador na obra El pensamiento filosófico latinoamericano, del Caribe y “latino” (1300-2000), publicada no México, em 2011. Wolkmer é docente do Departamento de Direito da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desde 1991. Aposentou-se em 2015, mas segue como professor colaborador e membro permanente do Programa de Pós-Graduação em Direito (PPGD). Ao longo de sua trajetória na UFSC, publicou 18 livros no Brasil, três no exterior e mais de cem artigos científicos. Orientou 72 dissertações de mestrado; 19 teses de doutorado; 11 trabalhos de conclusão de curso e 20 projetos de iniciação científica – além de 69 coorientações e seis supervisões de pós-doutorado.

Em 2010, no aniversário de 50 anos da universidade, Wolkmer recebeu do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) o prêmio Destaque Pesquisador. Como sempre se dedicou integralmente à carreira acadêmica – nunca atuou, nem teve pretensão de atuar, como advogado, juiz ou promotor –, ele se lembra desse momento com carinho: “Essa homenagem foi minha maior recompensa”. Wolkmer é hoje bolsista de produtividade nível 1A do CNPq — apenas dois outros pesquisadores no Brasil conquistaram esse nível na área de Direito.

A trajetória

Apesar de sua intensa produção e reconhecimento, ser pesquisador e professor universitário não estava em seus planos. Natural de São Leopoldo (RS), Wolkmer teve uma formação “tradicional, religiosa, humanista” – como ele a define. Estudou, quase sempre, em colégios católicos. Em 1973, ingressou no curso de Direito – à época se chamava Ciências Sociais e Jurídicas –, na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), mantida pela Associação Antônio Vieira (ASAV), de padres jesuítas.
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Laboratório e Projeto Amanhecer da UFSC atuam com o controle da dor

06/12/2016 14:06

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam um cenário doloroso e que tende a se ampliar com o aumento da expectativa de vida: uma em cada cinco pessoas sofre de algum tipo de dor crônica. “Mais de 80% das doenças que acometem o ser humano têm como sinal ou sintoma a dor. Do ponto de vista da Neurobiologia, ela tem caráter de proteção, no caso da dor aguda. Se a dor for ativada por muito tempo, deixa de ter esse caráter e é tratada como doença”, esclarece o coordenador do Laboratório de Neurobiologia da Dor e Inflamação (Landi) da UFSC e doutor em Farmacologia, Adair Roberto Soares dos Santos.

A International Association for the Study of Pain (IASP), localizada em Washington, nos Estados Unidos, conceitua a dor como “uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a uma lesão tecidual real ou potencial ou descrita em termos de tal lesão”. As principais dores das quais a população padece são as lombares e cervicais, informa o professor. “A dor nada mais é do que a resposta da ativação do receptor sensorial que é responsável por identificar estímulos lesivos, que podem ser térmicos – calor ou frio -, mecânicos – beliscão ou prego no pé, por exemplo – ou químicos, que é processada e enviada ao cérebro, que interpreta como lesiva. Ela tem os caracteres emocional e sensorial, ambos fisiológicos”, esclarece Santos.

O Ministério da Saúde aprovou, em 2006, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde (SUS). “O governo começou a incentivar tratamentos com plantas medicinais, não farmacológicos, como atividade física, acupuntura e terapia cognitivo-comportamental, usada, em alguns casos, para tratamento de pacientes com dores crônicas. Houve a inserção dessas técnicas no Programa Saúde da Família, visando o bem-estar e a recuperação da saúde do indivíduo de uma forma geral. Todas são técnicas sinalizadas pela OMS, que incentiva os diferentes países a darem subsídios para essas pesquisas”, afirma o coordenador do Landi. As técnicas complementares atuam conjuntamente com medicamentos.
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Artigo de pesquisadores da UFSC determina nova ação de antibiótico contra tuberculose

27/10/2016 14:50

eji201670082-gra-0007-mPara buscar novos meios de ação de antibióticos contra a tuberculose, os pesquisadores Lívia Harumi Yamashiro e André Luiz Barbosa Báfica, do Laboratório de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia (MIP) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), desenvolveram um artigo científico analisando a forma de agir do antibiótico Isoniazida, bem como procurando alternativas para um combate mais potente a essa doença, para a qual não existe vacina.

Publicado na revista European Journal of Immunology, o artigo é fruto de cinco anos de pesquisa. Depois de uma longa análise das ações do antibiótico em células que possuíam o bacilo tuberculoso, o Isoniazida foi testado em células in vitro, chegando-se a uma conclusão de como ele agia e descobrindo-se informações novas.

Atualmente, cerca de um terço da população mundial possui a bactéria Mycobacterium tuberculosis, bacilo causador da tuberculose, sendo que a doença se desenvolve em 10% deste grupo.
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Pesquisadores da UFSC descobrem cinco novas espécies de fungos

14/10/2016 15:03

“Vocês conhecem o ‘Pókemon Go’ (jogo de realidade aumentada para smartphones, que faz as pessoas saírem caçando monstrinhos imaginários)? Nós fazemos a mesma coisa com fungos, só que a gente traz para o laboratório e estuda”, brinca Maria Alice Neves, professora do Programa de Pós-Graduação em Biologia de Fungos, Algas e Plantas e do Departamento de Botânica, e uma das responsáveis pelo Laboratório de Micologia (Micolab) da UFSC. E foi assim, fazendo coletas e análises, que pesquisadores do Micolab encontraram cinco novas espécies de fungos. As descobertas, feitas entre 2011 e 2014 em várias regiões do Brasil, foram publicadas neste ano pela revista científica Phytotaxa.
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Parceria entre Brasil e União Europeia busca inovar setor de computação na nuvem

06/09/2016 17:14

Uma iniciativa de coordenação e apoio financiada pela Comissão Europeia e pelo Ministério da Ciência e Tecnologia brasileiro, por meio do edital H2020, trouxe para o Rio de Janeiro seis projetos colaborativos em computação na nuvem a fim de iniciar um plano de ações para inovar o setor. Além disso, foram realizados dois workshops no Congresso da Sociedade Brasileira de Computação (CSBC). O objetivo principal da iniciativa é criar um mapa de pesquisa sobre as principais necessidades de inovação na área da computação na nuvem. Os resultados serão utilizados para projetos futuros.
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Pesquisadores da UFSC descobrem cinco novas espécies de fungos

29/07/2016 10:00

“Vocês conhecem o ‘Pókemon Go’ (jogo de realidade aumentada para smartphones, que faz as pessoas saírem caçando monstrinhos imaginários)? Nós fazemos a mesma coisa com fungos, só que a gente traz para o laboratório e estuda”, brinca Maria Alice Neves, professora do Programa de Pós-Graduação em Biologia de Fungos, Algas e Plantas e do Departamento de Botânica, e uma das responsáveis pelo Laboratório de Micologia (Micolab) da UFSC. E foi assim, fazendo coletas e análises, que pesquisadores do Micolab encontraram cinco novas espécies de fungos. As descobertas, feitas entre 2011 e 2014 em várias regiões do Brasil, foram publicadas neste ano pela revista científica Phytotaxa.
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Pesquisadoras da UFSC incentivam a prática culinária por meio de oficinas

14/07/2016 11:36

É comum que nos dias de hoje jovens universitários não tenham o hábito de cozinhar. Condições financeiras, falta de equipamentos e utensílios, de tempo, de habilidades ou insegurança na cozinha são barreiras que impedem os estudantes de preparar suas refeições. Além disso, estudos mostram uma mudança nos hábitos alimentares de jovens que saem da casa dos pais ao entrar na faculdade, pois passam a fazer refeições com baixo valor nutricional, principalmente comidas industrializadas, prejudiciais pelo excesso de açúcar, sódio, gordura e conservantes.

Oficina no dia 27 de junho no Laboratório de Técnica Dietética, CCS. Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Oficina no dia 27 de junho no Laboratório de Técnica Dietética (CCS). Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Com o objetivo de incentivar a prática culinária e ensinar técnicas de cozinha aos estudantes que moram sozinhos, as doutorandas do Programa de Pós-Graduação em Nutrição da UFSC, Greyce Luci Bernardo e Manuela Mika Jomori, com orientação da professora Rossana Pacheco da Costa Proença, conduziram oficinas de culinária com alunos da Universidade. O projeto é parte da tese de Greyce que, por meio das oficinas, pretende melhorar as práticas alimentares dos estudantes e avaliar a influência da intervenção no costume de cozinhar e consumir alimentos saudáveis.
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Laboratório de Neurometria e Biofeedback da UFSC oferece serviço gratuito para tratamento de estresse

17/06/2016 13:20

Um tratamento para abrandar ou suprimir sintomas de ansiedade, ataques de pânico, depressão, estresse pós-traumático, entre outros. Esse é o objetivo do projeto de extensão “Auxílio no tratamento do estresse por meio do biofeedback” desenvolvido pelo Laboratório de Neurometria e Biofeedback (Lanebi) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), vinculado ao Departamento de Ciências Fisiológicas (CFS) do Centro de Ciências Biológicas (CCB). O serviço é ofertado a estudantes, servidores e à comunidade externa.

© Pipo Quint / Agecom / UFSC

Foto: Jair Quint/Agecom/UFSC

“O emocional do indivíduo acaba se expressando organicamente – na tensão muscular, nas expressões faciais, nos vasos sanguíneos que se contraem ou se dilatam, nos batimentos cardíacos e no sistema nervoso. O que a gente faz é registrar esses parâmetros para modular determinada atividade por meio de um treinamento”, explica o coordenador do Lanebi, professor Odival Cezar Gasparotto.
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Aluno da UFSC concorre a prêmio do Congresso da Sociedade Brasileira de Computação

06/06/2016 10:04

O estudante do curso de Ciências da Computação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Tiago Royer, está entre os três finalistas que concorrem ao prêmio de melhor artigo científico do 35º Concurso de Trabalhos de Iniciação Científica (CTIC). A pesquisa estuda uma nova perspectiva sobre a máquina de Turing. O concurso é parte do Congresso da Sociedade Brasileira de Computação (CSBC) 2016, que ocorre no mês de julho, em Porto Alegre (RS).
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Seminários apresentam atividades do Departamento de Ciências Fisiológicas

18/03/2016 16:36

A Coordenadoria de Pesquisa do Departamento de Ciências Fisiológicas (CFS) promove sessões do Science Club abertas à comunidade universitária, a partir do dia 6 de abril. Os seminários serão semanais ou quinzenais, com duração de 60 minutos (40 para a apresentação e 20 para perguntas), sempre às quartas-feiras, das 11 às 12h, no CFS do Centro de Ciências Biológicas (sala CCB 508).

Science Club, coordenador pelo professor Alex Rafacho (), consiste na apresentação de seminários visando as atividades de pesquisa (predominantemente), ensino e extensão que estão sendo desenvolvidas dentro do CFS/CCB/UFSC (podendo se estender a outros departamentos e/ou centros da UFSC). O objetivo da ação é apresentar, de maneira criteriosa, o que vem sendo realizado no CFS, contextualizando técnicas utilizadas, linhas de pesquisas e resultados emergentes, oportunizando a discussão dos temas, integração e colaboração entre docentes e pesquisadores.  Docentes (predominantemente), pesquisadores pós-doc e pós-graduandos comporão os convidados para a apresentação dos seminários. Todos os usuários da UFSC (estudantes e servidore  s docentes e técnico-administrativos) poderão participar como ouvintes.

Confira o cronogramaCronograma-Science-Club-CFS

Mais informações no site.

 

UFSC na mídia: Pesquisadores do CCA buscam respostas para mortandade de abelhas e crise alimentar

15/03/2016 14:45

Conhecidas também pelos efeitos medicinais da geleia real, da própolis e do próprio veneno, as abelhas não produzem apenas mel. Mais eficientes polinizadores da natureza e fundamentais na preservação de milhares de espécies vegetais e, principalmente, para a perpetuação de alimentos essenciais ao homem, elas estão desaparecendo no mundo todo, conforme alerta da FAO/ONU (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura).  Em Florianópolis as causas do colapso das colmeias são pesquisadas em apiários e laboratório do CCA (Centro de Ciências Agrárias) da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), mas ainda não há respostas concretas da ciência.

Agrotóxicos, em particular os sintéticos fabricados a base de nicotinóides, floração de plantas transgênicas [soja e milho], desmatamentos, queimadas, urbanização e alterações climáticas formam o leque de alternativas, explica o professor Inácio Orth, 59, pesquisador do CCA/UFSC. Segundo estudos atuais, colmeias desnutridas por falta de alimentação natural nos longos períodos de chuva ficam mais fragilizadas imunologicamente e suscetíveis a velhas e novas doenças – como os vírus transmitidos pelo carrapato varroa no sistema linfático dos insetos ou as complicações da nozema, que ataca o aparelho digestivo.
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Estudo feito na UFSC pode auxiliar no desenvolvimento de informações nutricionais em restaurantes

11/03/2016 16:41

Pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN) e do Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições (Nuppre), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), teve como objetivo verificar a percepção de adultos sobre calorias e avaliar a influência da disponibilização de informações nutricionais em restaurantes nas escolhas alimentares saudáveis.

A pesquisa fez parte da tese de doutorado da nutricionista Ana Carolina Fernandes, sob a orientação da professora Rossana Pacheco da Costa Proença. O estudo foi apoiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), por meio da concessão de bolsas de doutorado e de estágio de doutorado sanduíche no exterior (Tufts University – EUA), bem como pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio de financiamento da pesquisa.

Na primeira etapa, foram realizadas entrevistas em grupo com estudantes universitários da Grande Florianópolis. Temas comuns discutidos indicaram a compreensão do conceito de calorias como unidade de energia e sua baixa associação com alimentação saudável, uma vez que percebem esse conceito de forma mais ampla, relacionado à qualidade dos ingredientes e nutrientes, como tipos de gordura, alimentos integrais e com baixo teor de sódio. Em todos os grupos foram citados exemplos de alimentos calóricos e saudáveis, como abacate, castanhas e açaí.
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Pesquisa da UFSC estuda incoerências na Matemática em Braille

24/02/2016 11:26

Pessoas com deficiência visual aprendem Matemática usando Livro Didático em Braille (LDB), formulado com base no Código Matemático Unificado para a Língua Portuguesa (CMU). A pesquisadora Daiana Zanelato, que foi professora, durante dois anos, de dois estudantes cegos, percebeu as dificuldades dos alunos para compreender alguns conteúdos. Com base nesta experiência, durante o mestrado no Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Daiana analisou o uso do CMU e seus impactos na aprendizagem escolar.

Na dissertação “Da Tinta ao Braille: estudo de diferenças semióticas e didáticas dessa transformação no âmbito do Código Matemático Unificado para a Língua Portuguesa  (CMU) e do Livro Didático em Braille”, orientada pelo professor Méricles Thadeu Moretti, a pesquisadora demonstra as contradições entre a matemática em tinta – para alunos que enxergam – e a em Braille, que podem dificultar a formação dos estudantes e a explicação de um professor. Isso ocorre porque muitos símbolos no CMU não são utilizados com frequência nas apostilas de matemática, gerando confusão. Na unidade do Código que trata de índices são apresentadas seis posições diferentes, mas apenas quatro são frequentemente aplicadas.

Daiana usou três exemplos para demonstrar as incoerências, como destacado abaixo:

Símbolo principal — Z

1

 

 

 

Das seis posições acima, as mais comuns no ensino fundamental são a 3 e a 6 (posteriores ao símbolo principal). Fonte: Brasil (2006a, p. 25).

A expressão 2 em matemática em tinta se torna 3 em Braille, o que altera o sentido e o resultado da questão.

Por exemplo: 4 é transcrita como 5

Foi verificada também a ausência de explicação sobre o conjunto matemático dos irracionais. “A maioria estuda regularmente todos os conjuntos numéricos. Não tem como excluir os irracionais para os alunos com deficiência visual”, argumenta. Outro problema encontrado foi o número de símbolos que a matemática em Braille contém: uma expressão feita com nove números transcritos, no Braille pode se transformar em 19. “O aluno cego começava a ler [uma expressão], terminava e não sabia mais o que o exercício pedia. Então tinha que ler e reler, o que torna o aprendizado fatigante”, explica.

Exemplo de Expressão Algébrica em tinta Quantidade de símbolos em tinta
 6  9

 

Exemplo de Expressão Algébrica em Braille Quantidade de símbolos em Braille
 7 19

Legenda: quantidade de símbolos em Braille pode cansar alunos. Foto: quadro elaborado pela pesquisadora

A vontade de facilitar o aprendizado destes estudantes fez com que Daiana desenvolvesse instrumentos que ajudassem no ambiente escolar. Foi assim que surgiram os planos cartesianos em cartolina e também em descansos de panelas. “Fui a uma loja comum no centro de Florianópolis, olhei aquele objeto e pensei que seria um gráfico perfeito para os alunos cegos!”, conta entusiasmada. Exercícios e lições de casa especiais também foram elaborados, a partir das dificuldades encontradas no livro didático, para estimular a autonomia  dos alunos na resolução de problemas. A pesquisadora ressalta, porém, que esses materiais foram adaptados por ela experimentalmente, sem vínculo com seu mestrado, e que não há ainda comprovação científica sobre os seus benefícios.

Foto: Daniela Caniçali/Agecom/DGC/UFSC

Daiana desenvolveu instrumentos para ajudar no ambiente escolar. Foto: Daniela Caniçali/Agecom/DGC/UFSC

Para a professora, a solução para as incoerências seria uma revisão no conteúdo do CMU, que teve sua edição mais recente aprovada pelo Ministério da Educação (MEC), publicada em 2006. Daiana acredita que um número maior de profissionais na área de Matemática na elaboração do Código seria o suficiente para diminuir os erros. Em 2006, doze pessoas participaram da elaboração do Código, sendo apenas uma formada na área.

A pesquisadora continua os seus estudos, agora no Doutorado em Educação Científica e Tecnológica da UFSC, onde pretende elaborar um material didático voltado para os alunos cegos. “Precisamos verificar as necessidades deles e não desenvolver apenas a transcrição de um livro de um aluno que enxerga para um que não enxerga”, conclui.

Ana Carolina Prieto/Estagiária de Jornalismo/Propesq/UFSC

Foto: Daniela Caniçali/Agecom/DGC/UFSC

 

Pesquisadores da UFSC encontram nova espécie de planta, já ameaçada

19/02/2016 12:15

Commelina catharinensisA Commelina catharinensis é uma flor herbácea amarela, encontrada em campo de restinga na Praia do Sonho, na Palhoça. Sua cor é a característica principal: é um tipo planta comum, popularmente conhecida como trapoeraba, mas, na América do Sul, as espécies têm flores azuis. Ela floresce e frutifica, de acordo com as informações disponíveis até o momento, entre outubro e março.

O único local em que ela foi encontrada é uma área de menos de 600 m², e os pesquisadores contaram menos de 30 indivíduos. “Desde 2011, quando a observamos pela primeira vez, vasculhamos a área e não encontramos em nenhum outro local”, destaca o professor João de Deus Medeiros, do Departamento de Botânica da UFSC. Não é a primeira vez que a Commelina catharinensis é encontrada: havia registro de coleta da planta em 1971, na Praia do Sol, em Laguna, em ambiente semelhante, um campo de restinga; mas, na ocasião, ela não foi identificada. Agora, após verificarem que a flor achada na Praia do Sonho é uma espécie que ainda não havia sido catalogada, compararam-na com o achado anterior e verificaram que é a mesma. “Fomos então à Praia do Sol procurar e não encontramos nada. Provavelmente aconteceu lá o que tememos aqui”, cogita Medeiros.

O que eles temem é o desaparecimento da espécie. Os principais fatores que criam esse risco, diz Medeiros, são a ocupação humana para construção de casas de praia, com eliminação da vegetação, inclusive em áreas de preservação, e a invasão do Pinus ellioti, espécie de pinheiro. “Essa área da Praia do Sonho em que encontramos a Commelina catharinensis fazia parte do Parque da Serra do Tabuleiro e foi retirada. Agora, em 2009, mais área ainda foi retirada. A descoberta dessa planta mostra a importância dessa conservação; mas parece que, quanto mais ameaças aparecem, mais retrocede o nível de proteção”, diz o professor.
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Atlas de línguas da Unesco revela risco de extinção de milhares de idiomas

16/02/2016 10:08

Estima-se que existam 7 mil línguas faladas no mundo, com 50% da população utilizando apenas 50 delas, e a outra metade falando 6.950 idiomas diferentes. O Atlas of the World’s Languages in Danger (Atlas Mundial das Línguas em Perigo) da Unesco foi pensado para reunir informações sobre as línguas mais usadas e classificar as que correm perigo de extinção. O professor Gilvan Müller de Oliveira, do Departamento de Língua e Literatura Vernáculas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), participou de um evento em Londres, no final de 2015, cujo objetivo foi discutir medidas para a elaboração de um novo quadro de avaliação de risco desses idiomas.

Essa ação da Unesco partiu do pressuposto de que existe a necessidade de desenvolvimento de novas iniciativas de políticas linguísticas e um melhor compartilhamento dos recursos linguísticos disponíveis.O Atlas é baseado no Índice de Vitalidade das Línguas, que estuda o que leva um idioma a ser ameaçado, as políticas de Estado em relação a ele, seu uso nos meios de comunicação, e o fato de ele ter registros na internet. O índice divide as línguas em cinco categorias: vulneráveis; seriamente em perigo; severamente em perigo; absolutamente em perigo; e extintas.

Também há a categoria de línguas revitalizadas, ou seja, as que foram extintas, mas, por um processo de regeneração, voltaram a ser utilizadas. Um dos meios utilizados para a recuperação de línguas é o de ninhos linguísticos. A proposta é de um idoso permanecer em uma creche ensinando e conversando com as crianças apenas na língua falada por ele, para, assim, não deixar parte fundamental da cultura de um povo morrer. Um exemplo é o caso do idioma córnico, da Cornuália (Inglaterra), que havia praticamente desaparecido, mas que, por meio de políticas de revitalização como essa, atualmente possui cerca de 300 falantes.
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Divulga Ciência: revista de divulgação científica, ‘sal verde’, karaokê para teste de voz

06/01/2016 07:28

Edição 11 – Dezembro de 2015

UFSC lança revista de divulgação científica

A Universidade lançou, em dezembro, a UFSC Ciência, revista de divulgação científica da instituição. A publicação é um dos resultados do projeto de incentivo à divulgação científica desenvolvido em parceria entre a Diretoria-Geral de Comunicação (DGC), por meio da Coordenadoria de Divulgação e Jornalismo Científico e da Coordenadoria de Design e Programação Visual, e a Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq). Leia mais.

UFSC Explica: Feminismo

A série “UFSC Explica” oferece o viés acadêmico, com participação de pesquisadores da instituição, sobre assuntos em evidência na sociedade. O primeiro é o feminismo, em destaque pela redação a respeito de violência contra a mulher e pela questão sobre construção de gênero, ambas no último Enem; pelos protestos em várias cidades brasileiras e por constantes notícias. Para falar dele, apresentamos perguntas básicas à professora Cristina Scheibe Wolff, do Departamento de História da UFSC. Também apresentamos sugestões de leitura levantadas pela professora e grupos de pesquisa da UFSC que trabalham a questão. Leia mais.

Grupo da UFSC ganha prêmio ao avaliar produto que diminui a alteração na cor dos dentes

Grupo de Pesquisa em Endodontia  estudou a variação da cor dos dentes pelo uso de duas pastas antibióticas para tratamento de canal visando menor alteração possível  da cor dos dentes. Leia mais.

Tese analisa impacto das condições ambientais no cultivo de ostras e mexilhões

A avaliação do cultivo dos moluscos e mexilhões na costa de Santa Catarina mostrou a ocorrência de algas nocivas em 97% das áreas de cultivo, refletindo a importância do monitoramento constante da produção para se ter segurança alimentar. Leia mais.

UFSC Explica: Vírus Zika e Chikungnunya

lançamento da campanha de combate ao Aedes aegypti na UFSC, no dia 9 de dezembro, faz parte de uma série de atividades desenvolvidas por diversas instituições para prevenir a proliferação do mosquito e controlar as doenças que ele transmite. Além da dengue e a febre amarela, que já têm registros de epidemias no Brasil há mais de um século, o Aedes dissemina também os vírus da febre chikungunya, que teve os primeiros casos notificados no país em 2010, e o Zika, que chegou em 2015. O UFSC Explica pediu à professora Célia Regina Monte Barardi, do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da UFSC, que respondesse a questões sobre essas doenças e sua disseminação. Leia mais.

Seminário de Iniciação Científica 2015: Produção de plantas para extração de ‘sal verde’ junto com cultivo de camarões

Lucas Gomes Mendes integra o Laboratório de Camarões Marinhos  da UFSC. Ele fez parte da pesquisa de mestrado de Isabela Claudiana Pinheiro sobre o desenvolvimento de plantas no mesmo tanque que camarões Litopenaeus vannamei . O pesquisador descobriu que é possível produzir quase dois quilos de Sarcocornia ambigua (conhecida popularmente como Salicornia), vegetal que pode ser uma alternativa ao sal de cozinha, para cada quilo de camarão cultivado. O consumo da planta é principalmente feito por pessoas hipertensas, já que dela se extrai o ‘sal verde’, com três vezes menos cloreto de sódio que o sal de cozinha.  Leia mais.

Pesquisa avalia desinfecção de dejetos para serem usados como fertilizantes

O objetivo do estudo foi avaliar a desinfecção de dejetos de porcos para que a sua biomassa seja utilizada como fertilizante natural. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o país produziu, em 2014, cerca de 3,4 milhões de toneladas de carne suína, sendo o quarto maior produtor mundial. Dessa forma, a reutilização sustentável dos dejetos é uma alternativa para os fertilizantes. Porém, é preciso que esses passem por um processo de desinfecção para evitar o contágio por patógenos que causa infecções respiratórias nas pessoas. Leia mais.

14ª Sepex: alunos da fonoaudiologia usaram karaokê para teste de voz

Além do karaokê, o estande “Cantar, falar, engolir: o que eu tenho a ver com isso?”, da 14ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão, também ofereceu avaliação da articulação. Em rápida consulta, a professora orientadora Angela Ruviaro Busanello Stella podia descobrir causas de dor de cabeça, zumbido nos ouvidos e dor nos músculos. “Algumas pessoas não sabem as causas de suas dores de cabeça, e aqui entendem o motivo. Às vezes, ele pode estar relacionado com a Disfunção da Articulação Temporal Mandibular (DTM)”, diz Angela. Leia mais.

UFSC explica: HIV e Aids

O Brasil é o país da América Latina com o maior número de pessoas soropositivas e com Aids: a estimativa é de que sejam 734 mil pessoas. E Florianópolis, junto com Porto Alegre, Porto Velho e Manaus, são as capitais brasileiras com a maior taxa de detecção de indivíduos infectados. Os números, apontados pelo professor Aguinaldo Roberto Pinto, do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da UFSC, deixam claro que a epidemia continua séria e é caso para atenção e cuidado. Leia mais.

Iniciativa leva Astronomia e Física às escolas

“Por que a Lua não cai e os planetas não batem um contra o outro?”. Essa é a pergunta que Vitória Chaves, mediadora do projeto “Astronomia e Física vão à escola e à comunidade”, da UFSC, faz aos estudantes para instigá-los a pensar sobre as forças físicas que regem o Sistema Solar. A iniciativa surgiu para popularizar as disciplinas entre alunos de de 4 a 14 anos e despertar neles o interesse pelas matérias. As atividades ocorrem de maneira interativa, por meio de réplicas de instrumentos de mais de 2.000 anos, como o relógio de sol e o astrolábio, e sem o uso de cálculos. Leia mais.

Edição

Alita Diana/Jornalista da Agecom/DGC/UFSC

Diagramação

Carla Isa Costa/Relações Públicas/CRP/DGC/UFSC

Sobre

Divulga Ciência é um boletim produzido pela equipe da Agência de Comunicação (Agecom) / Diretoria-Geral de Comunicação (DGC), com o objetivo de informar as mais recentes notícias sobre a produção científica vinculada à UFSC. Para enviar sugestões, escreva para o e-mail . Outras notícias sobre Jornalismo Científico publicadas no portal da UFSC estão reunidas neste link.

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Estudo com farinha de mandioca do sul do estado apresenta benefícios às dislipidemias

04/01/2016 07:28

A dissertação “Caracterização química e avaliação do efeito da ingestão de farinhas de mandioca (Manihot esculenta Crantz) no perfil lipídico e glicêmico de ratos”, desenvolvida pela engenheira agrônoma Bianca Coelho, do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia e Biociências da UFSC, avaliou as farinhas e amidos de genótipos de mandioca (GM) provenientes, em grande parte, de engenhos da microrregião de Tubarão, sul de Santa Catarina, e o efeito da ingestão do genótipo Torta da Penha (cultivada em Paulo Lopes, Imbituba e Garopaba) em ratos machos Wistar.

O estudo foi orientado pelo professor Marcelo Maraschin, do Núcleo de Produtos Naturais do Centro de Ciências Agrárias (CCA), e contou com a colaboração dos professores do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Edson Luiz da Silva (Análises Clínicas) e Vera Lúcia Cardoso Garcia Tramonte (Nutrição).

Diferentemente de espécies examinadas como omilho, o trigo e a aveia, a mandioca tem sido negligenciada. Apesar de estar por muito tempo à margem das atenções governamentais, é cultivada por um número expressivo de agricultores, viabilizando a produção de derivados de maior interesse econômico como a farinha e o amido. No entanto, alguns engenhos no estado ainda apresentam baixo nível tecnológico, o que, aliada àfalta de articulação de políticas públicas e apouca rentabilidade, tem desestimulado a produção. 
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Grupo da UFSC cria ferramenta que monitora funcionamento de geradores

21/12/2015 07:53

Uma associação de geradores é capaz de fornecer eletricidade a cidades inteiras, até mesmo estados, dependendo da sua potência e tamanho. Qualquer falha que ocorra no sistema pode deixar milhares de pessoas sem energia elétrica, causando prejuízo a empresas e cidadãos. Para tentar evitar esses problemas, o Grupo de Concepção e Análise de Dispositivos Eletromagnéticos (Grucad), do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), desenvolveu o protótipo de uma ferramenta que detecta falhas em máquinas elétricas rotativas (geradores).

O protótipo monitora o funcionamento dos geradores de minuto a minuto. Foto: Divulgação Grucad.

O estudo rendeu ao Grucad e aos alunos participantes o prêmio na categoria “Invento” durante a Feira do Inventor, realizada paralelamente à Semana de Iniciação Científica (SIC), nos dias 21 e 22 de outubro, na UFSC. Cerca de 800 pessoas participaram do evento e puderam votar na melhor invenção e na melhor apresentação de painéis.
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UFSC lança revista de divulgação científica

16/12/2015 09:03

UFSC-CiênciaUFSC Ciência é a revista de divulgação científica que a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) lançou na sexta-feira, 11 de dezembro, com o objetivo de propagar a variedade de pesquisas em desenvolvimento na Universidade – atualmente, a UFSC conta com mais de 500 grupos de pesquisa certificados pelo CNPq. Segundo a diretora-geral de Comunicação, Tattiana Teixeira, a revista foi concebida com a finalidade de aproximar ainda mais os diferentes públicos do conhecimento produzido pela UFSC.

A publicação é um dos resultados do projeto de incentivo à divulgação científica desenvolvido em parceria entre a Diretoria-Geral de Comunicação (DGC), por meio da Coordenadoria de Divulgação e Jornalismo Científico e da Coordenadoria de Design e Programação Visual, e a Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq) . “Este é um bom começo para uma atividade que deve ter caráter permanente. A oferta de material de divulgação de boa qualidade aumentará a percepção do público sobre a relevância e importância da ciência. É minha convicção de que esta iniciativa deve continuar e ser expandida para tornar-se o Programa de Divulgação Científica da UFSC”, afirma o pró-reitor de Pesquisa, Jamil Assreuy.

Na quarta edição da pesquisa sobre “Percepção pública da ciência e tecnologia no Brasil”, realizada pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a atitude dos brasileiros em relação à ciência e tecnologia é muito positiva. Para  61% dos entrevistados, o conhecimento científico contribui para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Com o intuito de reforçar essa tendência, Airton Jordani, responsável pelo projeto gráfico da UFSC Ciência, procurou evitar formatos tradicionais de diagramação para tornar a leitura mais agradável e ter maior abrangência de público: “Esse formato torna a produção científica da UFSC mais atraente e acessível à população de forma geral”.

Entre os pesquisadores entrevistados para esta primeira edição estão Ilse Scherer-Warren, Eduardo Bezerra, Kleber Vieira de Paiva,  Tânia Beatriz Creczynski PasaJosé Roberto O’Shea, Norberto Olmiro Horn Filho. A revista está disponível on-line, neste link.

Daniela Caniçali/Jornalista da Agecom/DGC/UFSC

UFSC Explica: HIV e Aids

01/12/2015 11:47

O Brasil é o país da América Latina com o maior número de pessoas soropositivas e com aids: a estimativa é de que sejam 734 mil pessoas. E Florianópolis, junto com Porto Alegre, Porto Velho e Manaus, são as capitais brasileiras com a maior taxa de detecção de indivíduos infectados. Os números, apontados pelo professor Aguinaldo Roberto Pinto, deixam claro que a epidemia continua séria e é caso para atenção e cuidado.

Entretanto, alerta, a população não está consciente. Por um lado, todas as campanhas de esclarecimentos feitas desde principalmente o final dos anos 1980 ainda não desfizeram os mitos criados ao redor da doença e de expressões como “grupos de risco”. Por outro, a evolução nas possibilidades de tratamento fez com que a doença deixasse de inspirar o terror que inspirava naquela época. Ao mesmo tempo em que isso diminui o preconceito contra pacientes de doença, criou a impressão de que a ameaça se foi.
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Iniciativa leva Astronomia e Física a escolas de Florianópolis

20/11/2015 12:04
A esfera amilar é a que mais chama a atenção dos alunos. Foto: Jair Quint/Agecom/DGC/UFSC

A esfera amilar é a que mais chama a atenção dos alunos. Foto: Jair Quint/Agecom/DGC/UFSC

“Por que a Lua não cai e os planetas não batem um contra o outro?”. Essa é a pergunta que Vitória Chaves, mediadora do projeto “Astronomia e Física vão à escola e à comunidade”, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), faz aos estudantes para instigá-los a pensar sobre as forças físicas que regem o Sistema Solar. A iniciativa surgiu para popularizar as disciplinas entre alunos com idade de 4 a 14 anos e despertar neles o interesse pelas matérias. As atividades ocorrem de maneira interativa, por meio de réplicas de instrumentos de mais de 2.000 anos, como o relógio de sol e o astrolábio, e sem o uso de cálculos.

O estudante Igor, de 10 anos, assistiu a uma das exposições atentamente e brincou com todos os objetos. Para ele, o preferido foi a boladeira – instrumento que simula a força da gravidade. “Agora eu entendi porque a Lua não cai”, disse, enquanto girava a bola que representa o astro. A mediadora explicou o funcionamento de todas as atividades, mas, assim como Igor, o que encantava os participantes era aprender na prática.
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Pesquisa avalia qualidade de vida de idosos de Florianópolis

17/11/2015 10:15

Os idosos representam 11,7% da população do Brasil, e, de acordo com o Programa das Nações Unidas de Desenvolvimento (PNUD), em 2030 eles serão quase um quinto dos brasileiros. Em Florianópolis, cerca de 11% dos moradores têm ou estão acima dos 60 anos. Esses dados motivaram o Epifloripa Idosos 2013/2014 – estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para avaliar a qualidade de vida e a saúde dos idosos na capital. Esta foi a segunda etapa da pesquisa – que começou em 2009, com 1.705 voluntários –, na qual foram entrevistados 1.197 idosos, participantes também em 2009, com idade médiade 70 anos, que responderam a questões sobre saúde, autonomia, autorrealização e prazer.

O estudo identificou, em relação à pesquisa anterior, 5,4% de aumento nos sintomas depressivos que atingem 19% dos entrevistados. Além disso, houve aumento no autorrelato de câncer (presente em 11,5% dos participantes), hipertensão arterial (65,1%), doença cardiovascular (32,3%) e derrame (9,8%). A ocorrência de quedas também cresceu: em 2009, 13,6% dos participantes informaram ter sofrido esse tipo de acidente, e, em 2014, o índice passou para 19%. A professora Eleonora D’Orsi, do Departamento de Saúde Pública, do Centro de Ciências da Saúde da UFSC, coordenadora do Epifloripa, explica que os dados não podem ser considerados uma tendência porque, conforme o envelhecimento dos participantes, há o aparecimento de doenças que não foram relatadas na primeira etapa do levantamento. Ainda de acordo com Eleonora, estas doenças poderiam ser evitadas por mudanças no estilo de vida (dieta saudável, atividade física, estimulação cognitiva e interação social), maior adesão aos tratamentos para controle das doenças crônicas e ambiente favorável ao idoso (maior mobilidade e segurança na cidade).
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14ª Sepex: alunos da Fonoaudiologia usam karaokê para teste de voz

13/11/2015 13:46
Visitantes cantam no Karaokê, no estande de Fonoaudiologia. Foto: Henrique Almeida

Visitantes cantam no Karaokê, no estande de Fonoaudiologia. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Se você ouvir pessoas cantando em um karaokê durante a 14ª Sepex, não estranhe – são os estandes nº 68 e nº 70 do Departamento de Fonoaudiologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Mesmo que pareça brincadeira, é dessa forma que os estudantes da área podem observar nos visitantes a motricidade orofacial (movimento da face e boca) e fatores que influenciam a voz. Por meio desse e outros exercícios, os “pacientes” recebem dicas dos futuros fonoaudiólogos e, caso seja necessário, o convite para marcar uma consulta gratuita na Clínica-Escola de Fonoaudiologia da UFSC.

Stand PIBIC Química e Stands Fono - Foto Henrique Almeida-4

Teste de audição sendo realizado no estande de Fonoaudiologia. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Além do karaokê, o estande “Cantar, falar, engolir: o que eu tenho a ver com isso?”  também oferece avaliação da articulação. Na pequena consulta, a professora orientadora Angela Ruviaro Busanello Stella pode descobrir causas de dor de cabeça, zumbido nos ouvidos e dor nos músculos. “Algumas pessoas não sabem as causas de suas dores de cabeça, e aqui entendem o motivo. Às vezes, ele pode estar relacionado com a Disfunção da Articulação Temporal Mandibular (DTM)”, diz Angela.

Ao lado de onde a professora faz a avaliação, algumas estudantes medem o volume de fones de ouvido daqueles que visitam a 14ª Sepex ouvindo música. “O aparelho mostrou que o som estava muito alto. Como tenho um caso de surdez na família, me falaram que preciso me cuidar e passar a ouvir em um volume mais baixo”, conta a aluna do colégio Virgílio dos Reis Várzea, Mariana Jonjob, de 12 anos. Ali também é possível fazer uma triagem auditiva, em que se descobre a capacidade de audição.

A 14ª Sepex vai até as 12h de sábado, 14 de novembro, na Praça da Cidadania, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Campus Florianópolis. Para receber atendimento do Departamento de Fonoaudiologia, visite a Clínica-Escola de Fonoaudiologia, no prédio 2 da Reitoria, na rua Desembargador Vitor Lima, 222, 2º Andar.

Camila Geraldo/Estagiária de Jornalismo Científico/DGC/Propesq/UFSC

 

14ª Sepex: alunos da Química investigam o que há nas cozinhas

13/11/2015 13:20

Quem nunca pensou em realizar uma grande investigação quando era criança? O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) da Química, com o grupo “CIA” – em alusão à norte-americana CIA (Central Intelligence

Mistura de água com maizena, que imita a areia movediça. Foto Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Visitantes testam a mistura de água com maizena, que imita a areia movediça. Foto Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Agency) –, decidiu procurar evidências dentro da cozinha e desvendar mistérios durante a 14ª edição da Sepex. Para isso, o estande 005 foi montado com uma mesa repleta de itens como farinha, leite e maisena, para demonstrar aos visitantes experiências que simulam, por exemplo, o funcionamento da areia movediça. Coordena o “CIA” o professor do departamento de Química da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Santiago Yunes.

O objetivo do estande é realizar experimentos lúdicos que facilitem o aprendizado dos visitantes. Dessa forma, a estudante da sexta fase do curso de Química, Thaylis Leichsenring, mistura leite com vinagre para criar uma cola caseira e explicar a origem das tintas plásticas, que também podem ser conhecidas como “tintas-colas” – basta adicionar um corante ao leite com vinagre. As estudantes do Pibid garantem, com demonstrações, que a cola funciona mesmo. “Se minha mãe deixar, com certeza vou tentar fazer em casa”, disse o aluno Cristian Lodete, 16 anos, da Escola Estadual Meleiro.

Já a aluna da mesma escola, Danielli Bordignon, 16 anos, que pretende cursar Engenharia Química no ano que vem, achou a mistura de água com maizena, que imita a areia movediça, a parte mais interessante. Apesar de ser líquida, a combinação age como um sólido quando se aplica alguma pressão. Assim, quando alguém tenta escapar do afogamento na areia movediça, esta age como um sólido, prendendo as pessoas.

Também é possível ver no estande um plástico biodegradável, formado por meio da casca de batata, além de brincar com a “areia que não molha” e conhecer os princípios da Química que acontecem enquanto lavamos a louça. Para conferir estes e outros experimentos, basta ir até a Praça da Cidadania da UFSC. A 14ª Sepex vai até as 12h de sábado, 14 de novembro.

Mais informações:

Professor Santiago Yunes – (48) 3721-2312.

Secretaria de Química UFSC – (48) 3721-6853.

Facebook Pibid Química.

 

Ana Carolina Prieto/Estagiária de Jornalismo/Propesq/DGC/UFSC