Presidente do Grupo de Estudos de Astronomia participa do Fronteiras do Pensamento 2013

02/10/2013 14:52

O presidente o Grupo de Estudos de Astronomia (GEA) da UFSC, professor Adolfo Stotz, participa do Fronteiras do Pensamento Santa Catarina 2013, evento no qual debaterá com o físico Marcelo Gleiser sobre as origens dos seres e do universo. Sua participação será no dia 9 de outubro na Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), após conferência de Gleiser. O público também poderá interagir no debate enviando perguntas aos intelectuais.

Esta será uma das conferências desta terceira edição do ciclo de altos estudos Fronteiras do Pensamento Santa Catarina, que ocorre de 7 a 9 de outubro, e abordará as temáticas de mobilidade urbana, origens do universo e dos seres, além do comportamento humano na visão da psicanálise. Além de Marcelo Gleiser, o evento traz o economista e ex-prefeito de Bogotá Enrique Peñalosa e o psicanalista Contardo Calligaris para debater dilemas da contemporaneidade. 
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Pesquisadores lançam obra sobre biodiversidade da Costa Esmeralda

25/09/2013 20:08

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina lançam no dia 10 de outubro a obra “Biodiversidade da Costa Esmeralda – Um patrimônio natural”,  que traz o levantamento da fauna e da flora em unidades de conservação (UC) dos municípios de Itapema, Bombinhas e Porto Belo, litoral de Santa Catarina. O lançamento será às 19h no auditório do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da UFSC.

Participam como autores cerca de 50 professores e alunos da UFSC. Editado pela Simbiosis Empresa Júnior de Ciências Biológicas, a obra reúne em 144 páginas os resultados de pesquisas realizadas pelo projeto Parques e Fauna. O projeto gráfico, desenvolvido pela Uipi Empresa Júnior de Design, valoriza as imagens captadas durante o projeto e que retratam a riqueza da biodiversidade da região.

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Divulga Ciência – Edição 01 – Setembro de 2013

20/09/2013 17:25

Edição 01 – Setembro de 2013

Primeira edição do “Divulga Ciência”

Para dar maior visibilidade à produção científica de pesquisadores, professores e estudantesda UFSC, a Agência de Comunicação lança a partir de setembro de 2013 um boletim mensal, o Divulga Ciência. Além de veicular notícias sobre ciência que foram destaque no site da UFSC, a ideia é abrir um canal junto aos pesquisadores para que mais pesquisas possam chegar ao conhecimento de toda a comunidade UFSC e da sociedade. Envie sua sugestão de pauta para . Leia mais sobre o Divulga Ciência.


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TV digital é tema da milésima defesa da pós em Ciência da Computação

19/09/2013 13:59

O estudante Juliano de Souza Krieger defendeu nesta quarta-feira, 18 de setembro, sua dissertação de mestrado junto ao Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação da UFSC, na qual propõe uma ferramenta para criar conteúdos interativos para TV digital. É a milésima defesa do programa, que foi criado em 1992. A dissertação foi orientada pelo professor Eros Comunello, é resultado da pesquisa desenvolvida junto ao Instituto Nacional de Convergência Digital (INCoD) e recebeu apoio do CNPq.
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Pesquisa revela condições de saúde de usuários dos Centros de Atenção Básica de Florianópolis

17/09/2013 11:16

Carolina pesquisou estado de hipertensos e pessoas com diabete mellitus nos Centros de Atenção Básica de Florianópolis

Pesquisa desenvolvida junto ao Programa de Pós-Graduação em Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGN/UFSC) pela nutricionista Carolina Neves Fagundes, para obtenção de mestrado, sob a orientação da professora Arlete Catarina Tittoni Corso, avaliou as características epidemiológicas e o estado nutricional de pessoas com hipertensão arterial sistêmica e/ou diabetes mellitus, usuárias de cinco centros de saúde da Atenção Básica em Saúde do município de Florianópolis (SC).

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UFSC comemora 16 anos de geração solar de energia elétrica

16/09/2013 14:46

2KWp – Primeiro sistema do Brasil integrado à arquitetura e interligado à rede elétrica pública

Nesta segunda-feira, 16 de setembro, um projeto da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que inovou na área de geração solar de energia comemora 16 anos de operação ininterrupta.

O projeto é uma iniciativa do Grupo de Pesquisa Estratégica em Energia Solar da UFSC (Grupo Fotovoltaica), coordenado pelo professor Ricardo Rüther, cadastrado no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq, e trata-se do primeiro gerador solar fotovoltaico do Brasil a ser integrado à arquitetura de prédio urbano e interligado à rede elétrica pública. O gerador, que tem potência nominal de 2 kWp, está operando desde setembro de 1997, convertendo diretamente energia solar em eletricidade através dos módulos instalados na cobertura do Bloco A, do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSC.

O aproveitamento da energia solar para a geração de energia elétrica apresenta um grande potencial no desenvolvimento social, econômico e ambiental do Brasil.
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Guia de introdução aos fungos do semiárido brasileiro é lançado por professores da UFSC

13/09/2013 14:10

Os professores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Maria Alice Neves e Elisandro Ricardo Drechsler dos Santos, lançaram o “Guide to the Common Fungi of the Semiarid Region of Brazil”, com a colaboração dos coordenadores Aristóteles Góes Neto, da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), e Iuri Goulart Baseia, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O público-alvo desse livro inclui estudantes e biólogos profissionais que tenham interesse na região do semiárido, micólogos amadores e profissionais, e qualquer pessoa que tenha interesse em história natural. O guia já está disponível na Biblioteca Universitária (BU) e pode ser adquirido por meio do site http://www.tecceditora.com.
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Pesquisa da UFSC constata hipertensão arterial entre os Kaingang

13/09/2013 10:53

Nutricionista Deise Bresan

Visando conhecer mais sobre a saúde dos Kaingang, a quinta etnia indígena mais numerosa do Brasil, Deise Bresan, do Programa de Pós-Graduação em Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina, sob orientação do professor Maurício Soares Leite, realizou uma pesquisa sobre hipertensão arterial entre as pessoas desta etnia, da Aldeia Pinhalzinho, Terra Indígena Xapecó, localizada nos municípios de Entre Rios e Ipuaçu, no oeste de Santa Catarina.

A pesquisa, que resultou na dissertação de Deise, realizada com 355 indivíduos Kaingang, com idade mínima de 20 anos, encontrou quase metade da população com  hipertensão arterial. Da população masculina avaliada 50% apresentou pressão arterial elevada, já entre as mulheres, os níveis de hipertensão foram de 40%.  Esta pesquisa, até o momento, foi a que encontrou mais casos de hipertensão arterial entre povos indígenas e a quantidade é mais elevada do que a encontrada em nível nacional.

O estudo também verificou que dois terços dos homens e metade das mulheres que apresentaram níveis de pressão indicativos de hipertensão não faziam uso de medicamento para a doença. Esta constatação de que muitos portadores seguem sem acompanhamento tem sérias implicações em termos de morbidade e mortalidade.

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Pesquisa mostra que idosos do município de Antônio Carlos têm alimentação saudável

10/09/2013 11:47

Janaina da S. Dal Moro pesquisou alimentação de idosos em Antonio Carlos / SC

Pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação de Nutrição (PPGN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para a dissertação de mestrado de Janaína da Silva Dal Moro, orientada pela professora Aline Rodrigues Barbosa, estudou a hipertensão arterial sistêmica associada com frequência do consumo de grupo de alimentos em idosos do município de Antônio Carlos, Santa Catarina.

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Pós-Graduação: defesas de mestrado e doutorado agendadas para outubro de 2013

02/09/2013 16:30

Veja a listagem com as defesas agendadas para outubro de 2013 de dissertações de Mestrado e teses de Doutorado nos diversos programas de pós-graduação da Universidade Federal de Santa Catarina. As informações foram obtidas por meio de levantamento e contato junto aos sites dos mais de 70 programas credenciados na UFSC.

Para os pós-graduados que estejam com a defesa agendada para outubro mas que não consta desta lista, solicita-se enviar as informações para o email

Atualizado em 4 de outubro de 2013, às 13h54min:

:: 3 de outubro de 2013

Farmacologia (Área Biológicas)
Defesa de Doutorado
Estudante: Fabiana Noronha Dornelles
Orientador: Prof. João Batista Calixto
Título: Participação dos receptores CXCR2 e TRPV1 na cistite induzida pela ciclofosfamida em ratos
Quando: 03/10/2013 – 8h30min
Onde: Sala 15 – FMC – Bloco D- ala nova do Centro de Ciências Biológicas (CCB), UFSC
Mais informações:

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Pós-Graduação: defesas de mestrado e doutorado agendadas para setembro de 2013

02/09/2013 16:28

Veja a listagem com as defesas agendadas para setembro de 2013 de dissertações de Mestrado e teses de Doutorado nos diversos programas de pós-graduação da Universidade Federal de Santa Catarina. As informações foram obtidas por meio de levantamento e contato junto aos sites dos mais de 70 programas credenciados na UFSC.

Para os pós-graduados que estejam com a defesa agendada para setembro mas que não consta desta lista, solicita-se enviar as informações para o email

Atualizado em 24 de setembro de 2013, às 16h25min:

:: 2 de setembro de 2013

Engenharia ambiental (Área Engenharias)
Aluno: Marcelo Zawadzki Bueno (ME)
Orientador:  Prof. Flávio Rubens Lapolli
Título: Nanofiltração e osmose inversa aplicadas à remoção de agrotóxicos (carbamatos) em águas de abastecimento avaliação em escala de bancada
Horário: 2 de setembro de 2013, às 9h
Local: Auditório do ENS, UFSC
Mais informações: http://ppgea.posgrad.ufsc.br/defesas/


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Pesquisa de mestrado analisa trajetória de alunos egressos do Pró Universidade

30/08/2013 17:27

Da esquerda para a direita: Lucídio Bianchetti (UFSC), Francini Scheid Martins, Maria das Dores Daros (UFSC), Marilu Diez Lisboa (Uniplac) e Nadir Zago (Unochapecó).

Com o Título “Quando os ‘degradados’ se tornam ‘favoritos’: um estudo de trajetórias de estudantes do pré-vestibular da Universidade Federal de Santa Catarina ingressos em cursos de maior demanda”, a dissertação de mestrado defendida pela pedagoga Francini Scheid Martins, no Programa de Pós-Graduação em Educação da UFSC, analisou a trajetória de nove estudantes egressos do Pró Universidade (anteriormente denominado Pré-Vestibular UFSC).

Em referência ao livro de Reginaldo Prandi “Os favoritos degradados”, publicado pela Editora Loyola, na década de 1980, a pesquisa foi orientada pela professora Ione Ribeiro Valle e coorientação do professor Lucídio Bianchetti, apoiada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pela Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped), por meio da concessão de Bolsa de Incentivo à Pesquisa.

A pesquisa buscou entender, a partir da análise de aspectos das trajetórias escolares dos entrevistados, como esses estudantes teoricamente destinados ao insucesso, seja pela sua condição econômica ou aspectos familiares, conseguiram modificar seu futuro por meio do ensino superior. A dissertação mostra as dificuldades de ingressar em uma universidade pública e, também, como manter-se nela.

Francini Martins começou seus estudos sobre o assunto em 2010, quando ainda era estudante da graduação, durante o estágio em Orientação Educacional, nas últimas fases do Curso de Pedagogia do Centro de Ciências da Educação (CED) da UFSC. Neste período foram enviados mais de 5 mil e-mails para alunos do cursinho Pró Universidade, destes 926 responderam de forma afirmativa a proposta de acompanhamento. E após uma triagem, nove alunos entre 19 e 34 anos foram selecionados. Os jovens universitários entrevistados ingressaram na educação superior via Políticas de Ações Afirmativas, sendo seis por cotas destinadas a estudantes de escolas públicas e três a estudantes negros. A intenção era de acompanhar os ingressos nos cursos de graduação de maior demanda da UFSC: Direito, Engenharias e Medicina.

A maior dificuldade detectada pela pesquisa da pedagoga foi a falta de informação desses estudantes. Seis alunos recebem ajuda da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae), entretanto outros três nem sequer sabiam que a Universidade poderia dar apoio para o estudante se manter em seu curso. Outro ponto que afeta os estudantes egressos do Pró Universidade é o preconceito sofrido por serem cotistas. Segundo a pesquisa, há três tipos de preconceito. O primeiro é o velado, em que a pessoa não deixa explícito o seu desconforto em estar numa mesma sala de um cotista. Esse tipo é relatado, sobretudo, pelos alunos oriundos de cotas do curso de Direito. O segundo tipo é o explícito, do qual os alunos falam diretamente para os cotistas que não acham certo essa divisão de vagas, pois eles estariam “tirando a vaga de quem merece”. O terceiro e último tipo de preconceito é a negação. Esse é considerado o mais complexo, pois o próprio aluno, que entrou pelo sistema de cotas, é contra esse modelo de distribuição de vagas.

De acordo com a dissertação é errado afirmar que os alunos cotistas têm desempenho inferior aos demais. Os nove estudantes acompanhados na pesquisa de Francini Martins têm performance muitas vezes igual ou até mesmo superior aos outros. A explicação da pedagoga é que, devido à precariedade do ensino público, quando esses alunos chegam à universidade a dedicação aos estudos precisa ser muito maior. Geralmente esses alunos, além de estudar, também trabalham para complementar a renda familiar.

Nessa perspectiva, conclui-se que o caminho para o “degradado” tornar-se um “favorito” é estreito e constituído de muitos percalços. As Políticas de Ações Afirmativas são medidas necessárias, imprescindíveis até, mas que não devem ser eternas. Uma reestruturação na educação pública torna-se cada vez mais indispensável visto que ela é a base para a o ingresso no ensino superior.

No doutorado, a pedagoga pretende dar continuidade ao acompanhamento desses estudantes para assim ter certeza de que o título da sua dissertação realmente se confirmou.

Conheça o Pró Universidade

O Pró Universidade é oferecido pela Secretaria de Estado da Educação (SED). Em 2013, o cursinho passou a preparar também para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e para os vestibulares da Fundação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe), do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e do Instituto Federal Catarinense (IFC), passando a se chamar Pró-Universidade.

O cursinho oferece todo material didático gratuitamente, além de recursos específicos, como aulas e simulados destinados a preparar o candidato para os exames discursivos, orientação vocacional e atividades de interação. A escolha dos alunos é feita por meio de análise do histórico escolar e da situação socioeconômica da família. Estudantes do ensino médio particular não podem concorrer às vagas, nem mesmo aqueles que cursaram a fase de estudos com bolsa integral.

Informações: Francini Scheid Martins – . 

Andressa Prates/ Estagiária de Jornalismo da Agecom/ UFSC

Pesquisa constata alto teor de sódio em alimentos diet e light

26/08/2013 08:29

NutricionistaWaleska Nishida – foto NUPPRE/UFSC

Pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN) e o Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições (NUPPRE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) teve como objetivo comparar os teores de sódio de alimentos convencionais com os de alimentos industrializados com alegações de isenção ou redução nutrientes, entre os quais se inserem os alimentos diet e light. É resultado da dissertação de mestrado defendida pela nutricionista Waleska Nishida, em julho de 2013, sob orientação da professora do Departamento de Nutrição, Rossana Pacheco da Costa Proença, com a parceria da doutoranda Ana Carolina Fernandes.
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Três espécies de salamandras são descobertas na Amazônia brasileira

22/08/2013 07:05

A recém descoberta salamandra Bolitogrossa tapajonica sp.nov. pode ser encontrada no Pará, na região do Rio Tapajós. Foto: Selvino Neckel de Oliveira

Após dois anos de estudos, uma equipe de pesquisadores divulgou a descoberta de três espécies de salamandra, originárias da região amazônica. A pesquisa foi publicada na edição de julho da revista internacional Zootaxa. Até o momento havia apenas duas espécies catalogadas, a Bolitoglossa paraensis e a Bolitoglossa altamazonica. O estudo, que analisou 278 indivíduos, concluiu que são cinco espécies diferentes. A descoberta faz parte da pesquisa de mestrado da bióloga Isabela Carvalho Brcko, junto à Universidade Federal do Pará (UFPA), e que teve orientação do professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Selvino Neckel de Oliveira, e do pesquisador do Museu Paraense Emilio Goeldi (MPEG), Marinus Hoogmoed.

O objetivo da pesquisa foi investigar se, diante da diversidade da Amazônia, existiriam apenas duas espécies de salamandras. Por meio de colaboração com instituições de pesquisa da região amazônica e também da Colômbia e dos Estados Unidos, os pesquisadores começaram a receber os exemplares descritos como Bolitoglossa parensis, conservados em formol, que fazem parte das coleções científicas dessas instituições. A partir da análise de características morfológicas de cada exemplar, os pesquisadores concluíram que, na verdade, tratam-se de cinco espécies diferentes, a B. altamazonica, a B.paraensis e três outras novas espécies, que foram batizadas de B. caldwellae sp. nov., B. madeira sp. nov. e B. tapajonica sp. nov.

Para o professor Selvino Neckel de Oliveira, que é pioneiro no Brasil na pesquisa sobre salamandras, esta é uma das mais importantes descobertas científicas na área, pois se trata de um grupo de anfíbios pouco conhecido pela comunidade científica. “Ainda há muitas espécies para ser conhecidas e descritas. A descoberta reflete a situação atual da biodiversidade brasileira –  de que ainda  sabemos muito pouco sobre ela. A descrição de uma nova espécie representa mais uma ferramenta que poderá auxiliar na criação ou mesmo na proteção de unidades de conservação representativas da nossa biodiversidade”, analisa o professor. O próximo passo da pesquisa é analisar o DNA. “É uma forma de descobrir o grau de parentesco entre elas, ou seja, entender como o processo de especiação ocorreu ao longo do tempo”, explica o professor Selvino.

Trajetória de 23 milhões de anos

As salamandras sul americanas são pequenos anfíbios, que podem medir de 3 a 12 centímetros de comprimento, respiram pela pele devido a ausência de pulmões e vivem geralmente em ambientes úmidos, na vegetação baixa, onde se alimentam de pequenos invertebrados, como cupins,  formigas, besouros. Seus predadores são serpentes, gaviões e gambás. No Brasil só ocorrem na região amazônica. O professor Selvino explica que as salamandras vieram da América do Norte há aproximadamente 23 milhões de anos. “Partindo de lá, passaram pelo istmo do Panamá e seguiram pelos Andes até a foz do Rio Amazonas, onde, em função do isolamento na floresta tropical, deu origem a novas espécies”, explica.

Exemplar de salamandra (Bolitoglossa paraensis) encontrada na região de Belém (PA). Foto: Selvino Neckel de Oliveira

Dadas as suas características fisiológicas, salamandras servem como indicadores de qualidade do ambiente, tanto em relação a mudanças climáticas, como a perda de hábitats. “Se naquele local existiam salamandras e hoje elas não são mais encontradas é porque alguma alteração ambiental está acontecendo”, explica o professor Selvino.

Os cientistas ainda não conseguiram fazer estimativas do tamanho e da distribuição das populações das espécies recém catalogadas para saber se correm risco de serem extintas, como é o caso da B. paraensis, que está na lista de espécies ameaçadas no estado do Pará. Ela só foi  encontrada na região de Belém, uma área urbana com mais de 3 milhões de habitantes que avança rapidamente sobre os remanescentes florestais. No entanto, os cientistas já sabem que as ameaças existem para as novas espécies. A B. madeira sp. nov. vive na região do Rio Madeira, onde estão sendo construídas as hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, em Rondônia. A espécie B. tapajonica sp. nov. vive na região do Rio Tapajós, no Pará, em uma área de mineração de bauxita. A única que está relativamente protegida é a B. caldwellae, que pode ser encontrada no Acre. “Foram 23 milhões de anos de evolução para conquistar a Amazônia brasileira, e hoje, devido às atividades econômicas na região, essa conquista poderá ser perdida”, conclui.

Mais informações:

Laboratório de Ecologia de Anfíbios e Répteis do Departamento de Ciências Biológicas

Selvino Neckel de Oliveira – 

Telefone: (48) 3721-5161

Site: http://herpetologia.ufsc.br/

Isabela Carvalho Brcko – 

 

Laura Tuyama / Jornalista da Agecom / UFSC

Professor Luiz Fernando Scheibe alerta para ameaças da exploração do gás de xisto em aula inaugural

16/08/2013 17:15

Professor emérito da UFSC, Luiz Fernando Scheibe abordou em sua conferência as ameaças da exploração do gás do xisto. Foto: Laura Tuyama/Agecom/UFSC

A polêmica sobre a exploração do gás de xisto foi tema da aula inaugural no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da Universidade Federal de Santa Catarina, que teve como convidado o professor emérito da UFSC, o geólogo Luiz Fernando Scheibe. Realizado na segunda-feira, 12, o evento faz parte da programação de recepção aos calouros do CFH. Participaram alunos dos cursos noturnos de História, Geografia e Ciências Sociais, que lotaram o auditório do centro.

Coordenador do projeto de pesquisa Rede Guarani da Serra Geral e há oito anos estudioso das formações geológicas que caracterizam o Aquífero Guarani, o professor Scheibe falou sobre uma nova ameaça: a exploração do gás de xisto. Em junho deste ano, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) anunciou que irá abrir no próximo mês de novembro o leilão de áreas para exploração de gás de xisto em todas as regiões do Brasil. Uma das áreas localiza-se na camada que fica abaixo do Aquífero Guarani, que é uma das maiores reservas de água doce da América Latina. 
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Laboratório de Piscicultura Marinha da UFSC produz sardinhas em cativeiro

15/08/2013 17:16

Projeto é realizado em parceria entre a UFSC e a Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Foto: Jeferson Dick/Lapmar/UFSC

O Laboratório de Piscicultura Marinha (Lapmar) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) fez no início do mês de agosto o transporte de aproximadamente oito mil sardinhas criadas em cativeiro para os tanques redes alocados na Armação do Itapocoroy, Penha (SC). Pioneiro nesta área, o projeto é realizado em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali), o Centro de Pesquisa e Gestão de Recursos Pesqueiros do Litoral Sudeste e Sul (CEPSUL), entre outras instituições, e com recursos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC). Os peixes, da espécie sardinhas-verdadeiras (Sardinella brasiliensis), foram levados para barcos atuneiros, onde servirão como iscas-vivas para a pesca de atuns.

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Pesquisa da UFSC analisa preocupante conteúdo de sódio em lanches de crianças e adolescentes

12/08/2013 09:54

Mariana Vieira dos Santos Kraemer

A pesquisa sobre o conteúdo de sódio em alimentos industrializados para lanche consumidos por crianças e adolescentes brasileiros foi realizada no Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN) e no Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições (NUPPRE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). É resultado da dissertação de mestrado defendida pela nutricionista Mariana Vieira dos Santos Kraemer, em julho de 2013, sob orientação da professora do Departamento de Nutrição, Rossana Pacheco da Costa Proença e parceria com a doutoranda Renata Carvalho de Oliveira.

A dissertação está inserida em um projeto amplo que, até o presente momento, gerou três dissertações. A primeira averiguou o conteúdo de sódio em alimentos prontos e semiprontos para o consumo (http://noticias.ufsc.br/2012/09/brasileiros-consomem-excesso-de-sodio-em-alimentos-prontos-e-semiprontos) , utilizados em refeições de almoço e jantar. A segunda analisou o conteúdo de sódio presente em alimentos diet, light e convencionais  (http://noticias.ufsc.br/2013/08/pesquisa-da-ufsc-constata-alto-teor-de-sodio-em-alimentos-diet-e-light) . E, a presente pesquisa teve como objetivo analisar o teor de sal/sódio declarado no rótulo dos alimentos industrializados comercializados no Brasil usualmente consumidos em lanches por crianças e adolescentes.

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Mesa na SBPC discute Copa do Mundo e uso de dinheiro público

25/07/2013 13:57

Professor Arlei Sander Dalmo, da UFRGS, debateu “As copas e a reordenação do espaço e das economias urbanas”, cuja mesa foi aberta pela professora da UFSC Carmen Sílvia Rial.
Foto: Laura Tuyama/Agecom/UFSC

O debate disseminado entre a população sobre o uso do dinheiro público é o grande legado intangível trazido pela copa. Esta é a tese defendida pelo professor Arlei Sander Dalmo, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O tema foi debatido na mesa “As copas e a reordenação do espaço e das economias urbanas”, que teve abertura pela professora da UFSC Carmen Sílvia Rial. “O futebol sempre é importante, pois tem a capacidade de antecipar várias dinâmicas e demandas sociais”, explica. Proposta pela Associação Brasileira de Antropologia, a mesa teve participação dos professores Russell Parry Scott e Eduardo Araripe de Souza, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
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Academia Brasileira de Ciências Agronômicas é instalada durante SBPC

25/07/2013 12:59

Professor Miguel Pedro Guerra tomou posse durante a cerimônia de instalação da ABCA. Foto: Laura Tuyama/Agecom/UFSC

Em uma cerimônia realizada na noite de quarta-feira, 24 de julho, pesquisadores, professores e participantes da 65ª Reunião da SBPC presenciaram a instalação da Academia Brasileira de Ciências Agronômicas (ABCA). A entidade congrega 62 profissionais da área da Engenharia Agronômica. Entre os acadêmicos estão o ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli, o fundador do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Glauco Olinger, e o professor do CCA, Miguel Pedro Guerra.

A criação da entidade vem sendo discutida e projetada há 50 anos e só agora foi efetivamente instalada. Esse fato representa a realização do sonho do principal idealizador, o professor Eudes de Souza Leão Pinto, que está com 93 anos. “A primeira proposta da Academia foi apresentada em 1963 durante o XII Congresso Brasileiro de Agronomia”, explica. “A ideia foi aprovada por unanimidade, porém a criação não foi adiante, devido a ausência de interesse na época dos demais pesquisadores”. Em 1983, a proposta foi novamente apresentada em congresso, também aprovada, mas sem grandes avanços. Somente em 2010 é que a ideia foi retomada, a entidade foi oficialmente criada e estava dependendo apenas da instalação.
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Mudança climática em pauta na 65ª Reunião Anual da SBPC

24/07/2013 11:24

Na sua conferência “Propriedades geológicas e sociais da mudança climática”, o professor Ulrich Anton Glashmacher, da Universidade de Heidelberg (Alemanha), explicou seu estudo sobre o clima a partir de uma escala geológica da evolução do planeta. Embora seja um assunto em debate, nem todos sabem o que significa e o que podemos fazer para controlar o clima, defende o professor. A conferência faz parte da programação da 65ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que ocorre de 21 a 26 de julho no Recife (PE).
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Ministro faz balanço das ações em Ciência e Tecnologia durante SBPC

22/07/2013 16:41

Para o ministro Raupp, ambiente da ciência e tecnologia possui qualificação favorável para que o conhecimento possa ser aplicado pela sociedade. Foto: Laura Tuyama/Agecom/UFSC

Aumento nos investimentos em ciência e tecnologia e atenção a setores estratégicos foram os destaques da fala do ministro Marco Antonio Raupp nesta segunda-feira durante a 65ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em Recife. Para Raupp, o desafio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) é aumentar e qualificar a base científica brasileira, para ter maior impacto internacional, e aumentar a produção de pesquisa e desenvolvimento realizada pelas empresas. “A ciência tem um grande papel para atender a três requisitos da sociedade: o desenvolvimento econômico, a sustentabilidade ambiental e a sustentabilidade social”, explica o ministro. 
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Pesquisa da UFSC Curitibanos é premiada em conferência no Canadá

05/07/2013 12:26

Uma pesquisa desenvolvida pelos professores do Curso de Medicina Veterinária da UFSC Curitibanos, Valério Portela e Marcos Barreta, é a vencedora de um prêmio no congresso internacional da Sociedade para o Estudo da Reprodução (Society for the Study of Reproduction – SSR). O trabalho representa o melhor artigo fora da América do Norte e é fruto de uma colaboração entre os professores da UFSC e o professor Christopher Price, da Universidade de Montreal. Este é o terceiro artigo do grupo, que desde 2007 desenvolve pesquisas em parceria.

Artigo dos professores Marcos Barreta e Valério Portela, da UFSC Curitibanos, é vencedor de prêmio em congresso internacional no Canadá. Foto: Henrique Almeida / Agecom / UFSC

O trabalho descrito no artigo premiado teve início em 2010 e busca entender um dos mecanismos da reprodução de mamíferos, denominado fator de crescimento de fibroblástico 18 (FGF18). Esse fator funciona como um hormônio. No decorrer do ciclo reprodutivo, a cada ciclo estral e menstrual vários folículos contendo um óvulo se desenvolvem. Por algum motivo apenas um folículo contendo um óvulo cresce, enquanto outros regridem. Os pesquisadores descobriram que o mecanismo responsável por essa regressão é o FGF18, que é capaz de ativar um processo chamado apoptose, ou morte celular programada de células ovarianas. Uma dos destaques da pesquisa foi o envolvimento do papel da enzima chamada Caspase-3 clivada e de outros genes neste processo de morte programada das células ovarianas.

Para fazer a descoberta, os pesquisadores utilizaram um sistema de cultivo de células de células ovarianas em laboratório e um sistema de injeção intra-ovariano in vivo. Foram duas semanas de aplicação de FGF18 nos ovários de 15 bovinos. Os resultados demostraram que in vivo o FGF18 é capaz de bloquear o desenvolvimento de folículos ovarianos “É uma pesquisa em ciência básica, que visa entender os mecanismos pelos quais esse fator de crescimento causa a morte de células”, explica o professor Valério. “Embora nosso objetivo inicial não seja criar produtos, imagino que possa ser a base para a descoberta de medicamentos capazes de resolver problemas de reprodução de espécies em extinção, por exemplo”, explica. “Ao bloquear o FGF18, um medicamento poderá fazer com que mais óvulos sejam desenvolvidos”, completa.

A pesquisa foi realizada nos laboratórios do curso de Medicina Veterinária da UFSC em Curitibanos, e teve apoio no Brasil do CNPq, do CT-Infra Finep e da Fapesc, e no Canadá da NSERC. “Este prêmio mostra que é possível fazer ciência básica na Serra Catarinense e de que é possível fazer pesquisa de ponta neste contexto da Universidade em expansão”, conclui Valério.

O artigo premiado chama-se “Fibroblast Growth Factor 18 (FGF18) Increases Apoptosis in Bovine Granulosa Cells Through a Mouse Double Minute-2 Homolog (MDM2) Pathway”. Participam também do artigo os pesquisadores Essa Dirandeh e Gustavo O. Zamberlam. A entrega do prêmio será no dia 25 de julho, em Montreal, no Canadá. Os professores da UFSC não terão oportunidade de receber o prêmio pessoalmente, por falta de patrocínio para a viagem.

Mais informações:
Professor Valério Portela – 

Laura Tuyama / Jornalista da Agecom / UFSC

Foto: Henrique Almeida / Agecom / UFSC
 

Tese da Antropologia da UFSC enfoca linguagem criada por surdos no interior do Piauí

03/07/2013 16:26

Várzea Queimada, comunidade rural do interior do Piauí, onde surdos e ouvintes comunicam-se por meio de uma linguagem gesto-visual denominada cena. Tema foi estudado pelo doutorando Éverton Luís Pereira. Foto: Éverton Luís Pereira.

O doutorando em Antropologia Social da UFSC Éverton Luís Pereira defende na próxima segunda-feira, 8 de julho, a tese “Fazendo cena na cidade dos mudos: surdez, práticas sociais e uso da língua em uma localidade no Sertão do Piauí”. Orientado pela professora Esther Jean Langdon, sua pesquisa enfoca uma linguagem gesto-visual nomeada localmente como cena, que é utilizada para a comunicação entre surdos e entre surdos e ouvintes de uma comunidade rural do município de Jaicós (PI). A defesa será às 14h na sala 110 do Departamento de Antropologia do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da UFSC. Haverá intérprete de Libras.

O trabalho de Éverton dá visibilidade a um tema pouco explorado: a existência de línguas de sinais não oficiais. É o caso da língua denominada cena. Para realizar sua pesquisa, o estudante passou um ano na comunidade de Várzea Queimada, formada por aproximadamente 900 habitantes, dos quais em torno de 40 são surdos. “Foi um contato intenso. Todos ali sabiam que eu tinha ido com o objetivo de aprender a cena. Então, os surdos me visitavam e eu cheguei a morar com famílias de surdos. E vi que todos ali conseguem se comunicar, ou seja, tanto os surdos quanto os ouvintes sabem ‘fazer a cena’”, explica. “É uma comunidade bilíngue”.

Sua tese chama atenção para a necessidade de documentar essa língua, que tem uma estrutura lexical muito diferente da Língua Brasileira de Sinais (Libras), esta reconhecida como uma das línguas oficiais do país. Outro alerta é para a necessidade de políticas públicas que respeitem a diversidade linguística. “Existem no Brasil outras línguas de sinais que não podem ser ignoradas”, explica Éverton. “Quantas já não foram extintas?”, questiona.

A tese mostra também o contexto onde esta língua de sinais surgiu, a comunidade de Várzea Queimada. Éverton relata como a comunidade vem lidando com a chegada da Libras, as dificuldades e barreiras entre as duas línguas bem como as políticas públicas voltadas para pessoas com deficiência neste local que possui um dos mais baixos IDHs (índice de desenvolvimento humano) do Brasil.

Além da orientadora Esther Jean Langdon, participam da banca examinadora os professores Emilia Pietrafesa de Godoi (UNICAMP/SP), Leland McCleary (USP/SP), Oscar Calávia Saez (PPGAS/UFSC), Vânia Zikán Cardoso (PPGAS/UFSC), Evelyn Martina Schuler Zea (PPGAS/UFSC) e os suplentes Márcia Grissoti (PPGSP/UFSC) e Tarcisio Leite (Departamento de Artes e Libras/UFSC). Para realizar sua pós-graduação, Éverton recebeu uma bolsa de doutorado da Capes, entidade que também financiou seu doutorado sanduíche na Universidade do Texas (EUA). A pesquisa teve apoio do INCT Brasil Plural.

Mais informações:
Éverton Luís Pereira –


Laura Tuyama / Jornalista da Agecom / UFSC

Foto: Éverton Luís Pereira

 

 

Estudantes da UFSC criam aplicativos de celulares para facilitar o dia a dia

03/07/2013 15:16

Pedro Braga e Gabriel Langer, do curso de Engenharia Mecânica e Ciências da Computação, desenvolveram aplicativo para a festa Metal Mecânica. Foto: Henrique Almeida / Agecom / UFSC

Verificar trajetos e horários de ônibus, acessar o cardápio atualizado do Restaurante Universitário, saber os detalhes da festa do fim de semana e acompanhar letras de música em tempo real. Essas são algumas das funções dos aplicativos criados por alunos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), atentos à popularização das tecnologias móveis. Segundo pesquisa da consultoria IDC, só em 2012 o Brasil registrou a venda de 30 smartphones por minuto, um crescimento de 78% em relação ao ano anterior.

Seja como Trabalho de Conclusão de Curso ou como hobby, o fato é que estudantes ligados a áreas de tecnologia e programação desenvolvem cada vez mais produtos para este nicho de mercado recente e a resposta dos usuários é positiva: juntos, cinco dos aplicativos criados na Universidade somam aproximadamente 25 mil downloads e a média das avaliações é de 4,6, em uma escala de cinco.

Apenas o aplicativo Music Max, do estudante Max Müller, da quinta fase do curso de Engenharia de Controle e Automação, acumula cerca de 20 mil downloads desde que foi lançado, há pouco mais de um mês. Foi a dificuldade em decorar letras de música que motivou o aluno a produzir o aplicativo, que faz download automaticamente da letra da canção selecionada pelo usuário e a reproduz em sincronia, como a legenda de um filme. “Comecei a desenvolvê-lo no início de janeiro, durante o recesso escolar, e finalizei a primeira versão no final de maio. Foi como um hobby para mim, programava nas horas vagas entre os estudos”.

Já para o estudante Lucas Oceano, da quinta fase de Sistemas de Informação, o interesse em criar o RU da UFSC surgiu como uma forma de facilitar o acesso ao cardápio do Restaurante Universitário através de smartphones. O funcionamento do aplicativo, que conta com uma média de dois mil downloads, é dividido em duas partes: a primeira, o servidor, verifica se há alguma alteração no site do RU. A segunda, o cliente, busca atualizações no servidor através de um comando do usuário, que recebe as informações das refeições da semana na tela do celular. O aluno Lucas Kurth, da quarta fase de Engenharia de Materiais, usa o aplicativo todos os dias e comprova sua utilidade. Ele conta que o programa funciona bem e está sempre atualizado.

Foi também pensando nos estudantes que Gabriel Langer e Pedro Braga, da primeira fase dos cursos de Ciências da Computação e Engenharia Mecânica, respectivamente, desenvolveram o aplicativo para a festa Metal Mecânica, organizada por alunos do curso desde 2012. A finalidade do programa é divertir e informar o público com recursos como câmera personalizada com a marca do evento, programação dos shows e informações sobre a festa. E os alunos querem mais: “desejamos que todas as festas da UFSC possuam um aplicativo oficial, pois acreditamos que, com o surgimento de novas tecnologias, novas formas de entreter o público são necessárias”.

Com a intenção de diminuir o tempo de espera nos pontos de ônibus, os alunos do curso de Engenharia de Controle e Automação Leandro Shimanuki, Thiago Gouvea e Vinícius Neves criaram o Rotas e Mapas. O aplicativo oferece informações como horários de saída de ônibus, valor da tarifa, distância percorrida e mapa da rota, por enquanto, apenas de linhas que se conectem à Universidade. Michele Freitas, estudante da quarta fase de Arquitetura e Urbanismo, testou o produto e aprovou. “Achei bem interessante e o mais legal é que é possível usá-lo mesmo sem estar conectado à internet”.

Com o mesmo objetivo, o estudante da sétima fase do curso de Ciências da Computação Matheus Villela desenvolveu o Bus Maps. O aluno, que entre 2010 e 2012 participou da criação da versão móvel do Windows Live Messenger para duas operadoras de celular, produziu o aplicativo como Trabalho de Conclusão de Curso. Além dos horários e mapas dos trajetos de toda as linhas municipais, o programa disponibiliza a localização aproximada e previsão de chegada do ônibus desejado. Até agora, o “Bus Maps” acumula cerca de dois mil downloads e a meta de seu criador é que atinja o público de dez mil usuários.

Fernanda Costa / Estagiária de Jornalismo da Agecom / UFSC

Fotos: Jair Filipe Quint e Henrique Almeida / Agecom / UFSC
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