Tese do Programa de Pós em Nutrição aborda discriminação por sobrepeso e bullying

02/03/2017 10:20

Analisar a associação entre o sobrepeso e a obesidade com o bullying em alunos do município de Florianópolis foi o objetivo da tese de doutorado da aluna Sílvia Letícia Alexius, do Programa de Pós-Graduação em Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGN/UFSC) , sob a orientação da professora Arlete Catarina Tittoni Corso. O bullying foi investigado por meio da aplicação de uma escala psicométrica e os resultados que envolveram informações de 975 estudantes, com idade entre 11 e 14 anos, de escolas públicas e privadas das regiões Norte, Leste, Centro, Sul e Continental, revelaram o envolvimento como vítima em diferentes intensidades.

Embora o sexo dos alunos não tenha sido associado à prevalência de bullying, foram observados alguns comportamentos específicos entre meninos e meninas, como a associação da discriminação frequente associada à estatura baixa e a características físicas que permaneceram significativos apenas para o sexo feminino. “Por revelar associação entre ser discriminado pelo sobrepeso e vítima de bullying para ambos os sexos, confirma-se a hipótese levantada e estes achados sugerem que características pessoais relativas à aparência física são fatores de risco, principalmente em sociedades que valorizam o corpo ideal com base no peso, o que pode predispor o indivíduo a ser alvo de discriminação em diversos contextos, sobretudo no escolar”, avalia Sílvia. A tese foi defendida em dezembro de 2016.
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Estudo relaciona modelos de informações nutricionais com alimentação mais saudável

17/01/2017 12:25

Uma pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)  mostrou que os estudantes universitários optam por refeições mais saudáveis nos restaurantes dependendo do tipo de informação mostrada nos cardápios. O estudo foi realizado no Brasil e na Inglaterra, onde eram apresentados cardápios com diferentes informações nutricionais aos estudantes antes de se servirem. A pesquisadora espera que a partir do estudo possam ser adotadas medidas legislativas com relação às informações nutricionais nos cardápios do Brasil e do mundo.
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UFSC e MS desenvolvem pesquisa sobre resistência da bactéria da gonorreia a medicamentos

12/01/2017 16:47

Os índices de resistência da gonorreia a certos medicamentos preocupam o mundo. Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) deixou de considerar a ciprofloxacina uma opção viável para o tratamento dessa infecção sexualmente transmissível (IST). Um estudo inédito coordenado pelo Departamento das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV), vinculado à Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, em parceria com o Laboratório de Biologia Molecular e Microbactérias da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), revelou altas taxas de resistência aos antimicrobianos em todas as regiões do país. O estudo nacional de vigilância da resistência das cepas de gonorreia circulantes no Brasil foi desenvolvido entre 2015 e 2016.

Os resultados corroboram a atual recomendação terapêutica da OMS, lançada em 2016, de substituir a ciprofloxacina pela ceftriaxona ou cefixima, na terapia dupla, com azitromicina, como opção de tratamento para infecções gonocócicas. Ainda, segundo a OMS, um agente antimicrobiano não deve ser usado quando, em estudos de vigilância in vitro, mais de 5% das culturas gonocócicas demonstrarem resistência a esse antimicrobiano em questão.
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Ônibus elétrico: UFSC adota tecnologia do futuro em sua rotina acadêmica

12/01/2017 11:32

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Eletra – empresa brasileira especializada em tração elétrica –, a Marcopolo, a WEG e a Mercedes-Benz estão juntas no Projeto de Energia Fotovoltaica, que conta com o primeiro ônibus elétrico brasileiro a ter recargas em uma estação de energia solar. O veículo ficou pronto em 2016 e circula desde o início de dezembro entre o campus de Florianópolis (Trindade) e o Centro Integrado de Pesquisa em Energia Solar, no Sapiens Parque (Cachoeira do Bom Jesus), trajeto de 50 quilômetros, ida e volta.

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Foto: Jair Quint/Agecom/UFSC

O veículo fará o percurso quatro vezes ao dia, em horários regulares programados conforme as aulas, para a comunidade universitária (alunos e servidores), sem cobrança de tarifa. Além de facilitar o transporte de estudantes e pesquisadores, o ônibus otimiza a utilização do tempo, pois oferece a possibilidade de ser ambiente de trabalho. “O conceito do projeto não é apenas resolver nossa questão, é mostrar a possibilidade de utilização de fonte não poluente de energia, para então ser produzido em escala”, explica Ricardo Rüther, professor do Departamento de Engenharia Civil da UFSC e coordenador do projeto.

A energia para abastecer o veículo é o excedente da quantidade produzida pela cobertura de células fotovoltaicas do próprio Centro Integrado de Pesquisa em Energia Solar. O consumo é de 2,4 kW/h por quilômetro, equivalente a 60 kW por percurso entre o campus e o Sapiens. Os recursos para o projeto são do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
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Obra da EdUFSC mostra SC como um laboratório natural para a pesquisa científica

05/01/2017 13:20

unnamedAlgas, plantas marinhas, esponjas, cnidários, briozoários, ctenóforos, poliquetas, moluscos, crustáceos, equinodermos, tunicados, peixes, aves marinhas, mamíferos e tartarugas. A lista pode ser de tirar o fôlego, mas funciona como uma ferramenta perfeita para a identificação de 436 espécies de algas, plantas, invertebrados, peixes, aves, tartarugas e mamíferos marinhos. Trata-se de A Vida Marinha de Santa Catarina, livro organizado pelo professor Alberto Lindner, do Departamento de Zoologia da UFSC, agora em sua segunda edição revisada.

Com apoio e colaboração de diversas instituições locais, nacionais e internacionais, os 75 autores catalogaram 436 espécies que povoam os 400 quilômetros da costa catarinense. Todo colorido e abrindo cada capítulo com uma foto de página inteira, o livro disponibiliza, em forma de mosaico, 491 imagens legendadas.

Além da introdução, a obra é enriquecida por dois artigos de caráter científico e pedagógico: “O Mergulho em Santa Catarina” e “O Mar como Sala de Aula”, igualmente ilustrados com fotos. Inclui ainda um índice remissivo e a lista dos autores e suas respectivas entidades ou instituições.  Para Alberto Lindner “Esse conjunto de espécies com diferentes padrões de distribuição faz de SC um laboratório natural para a pesquisa científica, bem como uma região privilegiada para contemplação da vida marinha”.
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Semana Nacional de Ciência e Tecnologia define o tema para 2017

03/01/2017 11:30

14ª-SNCT“A Matemática está em tudo” foi escolhido como o tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) 2017, que será realizada de 23 a 29 de outubro em todo o país. A escolha baseia-se no fato de que dois dos maiores eventos com este tema ocorrerão no Brasil nos próximos anos. Juntos, eles formam o Biênio da Matemática 2017-2018 e reforçam a SNCT 2017.

Em 2017, o país vai sediar, pela primeira vez, a Olimpíada Internacional de Matemática, uma competição que reúne os melhores estudantes do mundo. No ano seguinte, é a vez de o Congresso Internacional de Matemáticos trazer ao Brasil pesquisadores de alto nível, também pela primeira vez no país.

A pesquisa matemática no Brasil teve o seu primeiro grande impulso com o matemático maranhense Joaquim Gomes de Souza; por isso, a SNCT de 2017 vai homenageá-lo. Atualmente o país tem uma grande instituição de referência internacional, o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) no Rio de Janeiro, com um papel de vanguarda no Brasil e na América Latina, tanto pela excelência da sua pesquisa, como pelo seu papel na formação de jovens cientistas e na difusão da Matemática.
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De bolsista a cientista: o longo caminho da produção científica na Universidade

21/12/2016 16:40

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Resgatar a história de uma das mais importantes iniciativas institucionais da Universidade no sentido de fortalecer a pesquisa e contribuir para a formação das novas gerações de pesquisadores. Esse o objetivo do livro De bolsista a cientista – a experiência da UFSC com o Programa de Iniciação Científica no processo de formação de pesquisadores, publicado pela Editora da UFSC.

A obra, escrita por Airton Costa e Adilson Luiz Pinto, compreende um período que vai de 1990 a 2012 e busca respostas em questionamentos como onde estão os egressos da iniciação científica da UFSC, qual o percentual dos que alcançaram o mestrado e o doutorado, onde obtiveram suas pós-graduações e quantos efetivamente podem ser considerados pesquisadores. “Partindo-se do pressuposto de que a iniciação científica se propõe, acima de tudo, a formar pesquisadores, é de se questionar se o programa tem cumprido esse papel”, argumentam os autores.
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Divulga Ciência – Especial 56 anos da UFSC

16/12/2016 13:06

Edição Especial nº 12 – Dezembro de 2016

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Não é por acaso que a 12ª edição do Divulga Ciência foi publicada em data próxima de a UFSC completar 56 anos. Para o seu aniversário – 18 de dezembro -, o desejo não é apenas oferecer mais um produto comunicativo, mas comemorá-lo com um material especial, com importância para a Universidade e a todos que a cercam.

Produzir com mais frequência material de divulgação científica é uma necessidade a ser suprida pela UFSC, para retornar à sociedade o que ela espera de uma universidade federal, pública e gratuita.

Em tempos atuais, o meio eletrônico é o caminho mais viável para se divulgar. O propósito do boletim é levar ao grande público o conhecimento produzido na UFSC sobre ciência, tecnologia e inovação, de forma clara e objetiva.

A UFSC é um local privilegiado, se respira, se alimenta e se engrandece por meio da ciência. Nesta pequena cidade, em que circulam em média 60 mil pessoas, são desenvolvidos trabalhos pioneiros, fantásticos, e muitas vezes invisíveis. Aos poucos, tenta-se explorar e desmistificar este universo, cumprir com a nobre missão de informar.

Por trás de cada matéria, há um trabalho de muitas mãos, de muitas mentes e por que não dizer de muitas vozes. Cada detalhe foi pensado com muito carinho e respeito pelo leitor que tem a instituição como uma referência no ensino, pesquisa e extensão. A UFSC alcançou grandes distâncias, dentro e fora do Brasil. Dar visibilidade a tudo que aqui acontece nessa área é um longo caminho, mas cada pequeno passo é uma grande conquista.


 

Laboratório e Projeto Amanhecer da UFSC atuam com o controle da dor

“Mais de 80% das doenças que acometem o ser humano têm como sinal ou sintoma a dor. Do ponto de vista da Neurobiologia, ela tem caráter de proteção, no caso da dor aguda. Se a dor for ativada por muito tempo, deixa de ter esse caráter e é tratada como doença”, esclarece o coordenador do Laboratório de Neurobiologia da Dor e Inflamação (Landi) da UFSC. Leia mais.

Colégio de Aplicação colhe frutos do Projeto Lixo Zero

Iniciado em 2014 com a criação e o apoio do Núcleo de Educação Ambiental (NEAmb) do Centro Tecnológico (CTC) da UFSC, o projeto de extensão Lixo Zero, do Colégio de Aplicação (CA) evoluiu e agora passa a ser utilizado como exemplo para escolas do município de Florianópolis. Leia mais.

Trabalhos da UFSC ajudam a elaboração de novas recomendações da Espen

Dois estudos realizados na UFSC foram selecionados para criar uma recomendação específica sobre o uso de ácidos graxos ômega-3. Esses estudos correspondem à pesquisa de mestrado de Juliana de Aguiar Pastore Silva e à tese de doutorado de Michel Carlos Mocellin, ambos do Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN). Leia mais.

Artigo de pesquisadores da UFSC determina nova ação de antibiótico contra tuberculose

Para buscar novos meios de ação de antibióticos contra a tuberculose, os pesquisadores Lívia Harumi Yamashiro e André Luiz Barbosa Báfica, do Laboratório de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia (MIP) da UFSC, desenvolveram um artigo científico analisando a forma de agir do antibiótico Isoniazida. Leia mais.

Grupo de pesquisa do Campus de Joinville recebe prêmio na Bélgica

O Grupo de Pesquisa em Manufatura Auxiliada por Computador (GPCAM) do Campus de Joinville da UFSC recebeu o prêmio PMI Award 2017, de melhor artigo do Congresso de Inovação em Molde e Polímeros – PMI 2016, realizado na Bélgica. Leia mais.

Pesquisadores da UFSC descobrem cinco novas espécies de fungos

Estima-se que no mundo inteiro haja de um a cinco milhões de espécies de fungos, e apenas 100 mil delas foram descritas. Um dos trabalhos dos pesquisadores do Laboratório de Micologia (Micolab) da UFSC é coletar, analisar e registrar esses cogumelos ou fungos que ainda não foram descobertos. Leia mais.

Fóssil de cogumelo mais antigo do mundo é brasileiro

O fóssil de cogumelo mais antigo do mundo é brasileiro e estava no Centro de Pesquisas de História Natural da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos. Durante o 8º Congresso Brasileiro de Micologia, realizado na UFSC de 3 a 6 de outubro, o fóssil foi entregue à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Leia mais.

Antonio Carlos Wolkmer: por um Direito plural, crítico e transformador

“O professor Antonio Carlos Wolkmer é um dos nomes mais representativos da teoria jurídica crítica latino-americana.” Essa é a primeira frase do capítulo sobre o pesquisador na obra El pensamiento filosófico latinoamericano, del Caribe y “latino” (1300-2000), publicada no México, em 2011.” Leia mais.

Sugestão de leitura: ‘Ética e direito dos animais’

A coletânea traz diversos artigos sobre o uso benevolente dos animais, por que os animais não têm direitos e como isso afeta os direitos dos seres humanos incapazes, abolicionismo animal, validade da distinção entre animais racionais e irracionais, breves considerações sobre o status moral de animais não humanos, uso danoso de animais de outras espécies, direito e justiça na perspectiva ética e bioética ambiental. Leia mais.

Série Consciência: pele artificial

A série Consciência, da TV UFSC, mostra nesta edição o trabalho dos Laboratórios da UFSC de Tecnologias Integradas (Intelab) e de Células-Tronco e Regeneração Tecidual (Lacert), que ampliam e aprofundam os estudos sobre possíveis substitutos para a pele humana. Assista.

Sobre

Divulga Ciência é um boletim eletrônico produzido pela Agência de Comunicação (Agecom) com o objetivo de informar sobre a produção científica vinculada à UFSC.
Outras matérias de Jornalismo Científico publicadas no portal da UFSC neste link.

Edição: Rosiani Bion de Almeida
Coordenadoria de Divulgação e Jornalismo Científico

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Colégio de Aplicação colhe frutos do Projeto Lixo Zero

09/12/2016 09:10
Caixas coletoras de papel para reciclagem na sala dos professores do Colégio de Aplicação. (Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC)

Caixas coletoras de papel para reciclagem na sala dos professores do Colégio de Aplicação. (Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC)

Iniciado em 2014 com a criação e o apoio do Núcleo de Educação Ambiental do Centro Tecnológico da Universidade Federal de Santa Catarina (NEAmb/UFSC), o projeto de extensão Lixo Zero, do Colégio de Aplicação (CA) evoluiu e agora passa a ser utilizado como exemplo para escolas do município de Florianópolis. Sem utilizar copos descartáveis há mais de dois anos, o Colégio passou por uma transformação, graças ao engajamento e colaboração de professores, técnicos, estudantes e voluntários.

Além de não mais utilizar copos descartáveis, a escola conseguiu reduzir pela metade a quantidade de resíduos com iniciativas como a separação de recicláveis e a compostagem do resíduo orgânico, que após ser transformado em composto, serve para adubar a horta orgânica da escola. Outros benefícios tangíveis foram a melhoria na limpeza da escola e uma redução no desperdício de alimentos na hora do lanche. A mobilização é contínua, graças à formação de um coletivo formado por voluntários da comunidade escolar envolvidos com o Lixo Zero.

A diretora da escola, Josalba Ramalho Vieira, explica que a educação pela sustentabilidade é uma das diretrizes da escola no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UFSC. “O Projeto Coletivo Lixo Zero e da Horta contribuem para a beleza, leveza, limpeza, cuidado e educação com o planeta. É nosso desejo e obrigação de fomentar e incentivar novos projetos, difundir que todos os espaços da escola são educadores”, ressalta. “Havia queixas do pessoal da merenda, guerras de alimento, tudo isso foi levado em conta. Colocamos a compostagem em um local visível justamente para que as gerações aprendam que precisamos cuidar do que a gente come, do que descartamos e da produção de novos alimentos,” pondera a diretora.
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Antonio Carlos Wolkmer: por um Direito plural, crítico e transformador

06/12/2016 14:08
Foto: Jair Quint/Agecom/UFSC

Antonio Carlos Wolkmer. Foto: Jair Quint/Agecom/UFSC

“O professor Antonio Carlos Wolkmer é um dos nomes mais representativos da teoria jurídica crítica latino-americana.” Essa é a primeira frase do capítulo sobre o pesquisador na obra El pensamiento filosófico latinoamericano, del Caribe y “latino” (1300-2000), publicada no México, em 2011. Wolkmer é docente do Departamento de Direito da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desde 1991. Aposentou-se em 2015, mas segue como professor colaborador e membro permanente do Programa de Pós-Graduação em Direito (PPGD). Ao longo de sua trajetória na UFSC, publicou 18 livros no Brasil, três no exterior e mais de cem artigos científicos. Orientou 72 dissertações de mestrado; 19 teses de doutorado; 11 trabalhos de conclusão de curso e 20 projetos de iniciação científica – além de 69 coorientações e seis supervisões de pós-doutorado.

Em 2010, no aniversário de 50 anos da universidade, Wolkmer recebeu do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) o prêmio Destaque Pesquisador. Como sempre se dedicou integralmente à carreira acadêmica – nunca atuou, nem teve pretensão de atuar, como advogado, juiz ou promotor –, ele se lembra desse momento com carinho: “Essa homenagem foi minha maior recompensa”. Wolkmer é hoje bolsista de produtividade nível 1A do CNPq — apenas dois outros pesquisadores no Brasil conquistaram esse nível na área de Direito.

A trajetória

Apesar de sua intensa produção e reconhecimento, ser pesquisador e professor universitário não estava em seus planos. Natural de São Leopoldo (RS), Wolkmer teve uma formação “tradicional, religiosa, humanista” – como ele a define. Estudou, quase sempre, em colégios católicos. Em 1973, ingressou no curso de Direito – à época se chamava Ciências Sociais e Jurídicas –, na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), mantida pela Associação Antônio Vieira (ASAV), de padres jesuítas.
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Laboratório e Projeto Amanhecer da UFSC atuam com o controle da dor

06/12/2016 14:06

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam um cenário doloroso e que tende a se ampliar com o aumento da expectativa de vida: uma em cada cinco pessoas sofre de algum tipo de dor crônica. “Mais de 80% das doenças que acometem o ser humano têm como sinal ou sintoma a dor. Do ponto de vista da Neurobiologia, ela tem caráter de proteção, no caso da dor aguda. Se a dor for ativada por muito tempo, deixa de ter esse caráter e é tratada como doença”, esclarece o coordenador do Laboratório de Neurobiologia da Dor e Inflamação (Landi) da UFSC e doutor em Farmacologia, Adair Roberto Soares dos Santos.

A International Association for the Study of Pain (IASP), localizada em Washington, nos Estados Unidos, conceitua a dor como “uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a uma lesão tecidual real ou potencial ou descrita em termos de tal lesão”. As principais dores das quais a população padece são as lombares e cervicais, informa o professor. “A dor nada mais é do que a resposta da ativação do receptor sensorial que é responsável por identificar estímulos lesivos, que podem ser térmicos – calor ou frio -, mecânicos – beliscão ou prego no pé, por exemplo – ou químicos, que é processada e enviada ao cérebro, que interpreta como lesiva. Ela tem os caracteres emocional e sensorial, ambos fisiológicos”, esclarece Santos.

O Ministério da Saúde aprovou, em 2006, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde (SUS). “O governo começou a incentivar tratamentos com plantas medicinais, não farmacológicos, como atividade física, acupuntura e terapia cognitivo-comportamental, usada, em alguns casos, para tratamento de pacientes com dores crônicas. Houve a inserção dessas técnicas no Programa Saúde da Família, visando o bem-estar e a recuperação da saúde do indivíduo de uma forma geral. Todas são técnicas sinalizadas pela OMS, que incentiva os diferentes países a darem subsídios para essas pesquisas”, afirma o coordenador do Landi. As técnicas complementares atuam conjuntamente com medicamentos.
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Artigo de pesquisadores da UFSC determina nova ação de antibiótico contra tuberculose

27/10/2016 14:50

eji201670082-gra-0007-mPara buscar novos meios de ação de antibióticos contra a tuberculose, os pesquisadores Lívia Harumi Yamashiro e André Luiz Barbosa Báfica, do Laboratório de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia (MIP) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), desenvolveram um artigo científico analisando a forma de agir do antibiótico Isoniazida, bem como procurando alternativas para um combate mais potente a essa doença, para a qual não existe vacina.

Publicado na revista European Journal of Immunology, o artigo é fruto de cinco anos de pesquisa. Depois de uma longa análise das ações do antibiótico em células que possuíam o bacilo tuberculoso, o Isoniazida foi testado em células in vitro, chegando-se a uma conclusão de como ele agia e descobrindo-se informações novas.

Atualmente, cerca de um terço da população mundial possui a bactéria Mycobacterium tuberculosis, bacilo causador da tuberculose, sendo que a doença se desenvolve em 10% deste grupo.
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Pesquisadores da UFSC descobrem cinco novas espécies de fungos

14/10/2016 15:03

“Vocês conhecem o ‘Pókemon Go’ (jogo de realidade aumentada para smartphones, que faz as pessoas saírem caçando monstrinhos imaginários)? Nós fazemos a mesma coisa com fungos, só que a gente traz para o laboratório e estuda”, brinca Maria Alice Neves, professora do Programa de Pós-Graduação em Biologia de Fungos, Algas e Plantas e do Departamento de Botânica, e uma das responsáveis pelo Laboratório de Micologia (Micolab) da UFSC. E foi assim, fazendo coletas e análises, que pesquisadores do Micolab encontraram cinco novas espécies de fungos. As descobertas, feitas entre 2011 e 2014 em várias regiões do Brasil, foram publicadas neste ano pela revista científica Phytotaxa.
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Parceria entre Brasil e União Europeia busca inovar setor de computação na nuvem

06/09/2016 17:14

Uma iniciativa de coordenação e apoio financiada pela Comissão Europeia e pelo Ministério da Ciência e Tecnologia brasileiro, por meio do edital H2020, trouxe para o Rio de Janeiro seis projetos colaborativos em computação na nuvem a fim de iniciar um plano de ações para inovar o setor. Além disso, foram realizados dois workshops no Congresso da Sociedade Brasileira de Computação (CSBC). O objetivo principal da iniciativa é criar um mapa de pesquisa sobre as principais necessidades de inovação na área da computação na nuvem. Os resultados serão utilizados para projetos futuros.
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Pesquisadores da UFSC descobrem cinco novas espécies de fungos

29/07/2016 10:00

“Vocês conhecem o ‘Pókemon Go’ (jogo de realidade aumentada para smartphones, que faz as pessoas saírem caçando monstrinhos imaginários)? Nós fazemos a mesma coisa com fungos, só que a gente traz para o laboratório e estuda”, brinca Maria Alice Neves, professora do Programa de Pós-Graduação em Biologia de Fungos, Algas e Plantas e do Departamento de Botânica, e uma das responsáveis pelo Laboratório de Micologia (Micolab) da UFSC. E foi assim, fazendo coletas e análises, que pesquisadores do Micolab encontraram cinco novas espécies de fungos. As descobertas, feitas entre 2011 e 2014 em várias regiões do Brasil, foram publicadas neste ano pela revista científica Phytotaxa.
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Pesquisadoras da UFSC incentivam a prática culinária por meio de oficinas

14/07/2016 11:36

É comum que nos dias de hoje jovens universitários não tenham o hábito de cozinhar. Condições financeiras, falta de equipamentos e utensílios, de tempo, de habilidades ou insegurança na cozinha são barreiras que impedem os estudantes de preparar suas refeições. Além disso, estudos mostram uma mudança nos hábitos alimentares de jovens que saem da casa dos pais ao entrar na faculdade, pois passam a fazer refeições com baixo valor nutricional, principalmente comidas industrializadas, prejudiciais pelo excesso de açúcar, sódio, gordura e conservantes.

Oficina no dia 27 de junho no Laboratório de Técnica Dietética, CCS. Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Oficina no dia 27 de junho no Laboratório de Técnica Dietética (CCS). Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Com o objetivo de incentivar a prática culinária e ensinar técnicas de cozinha aos estudantes que moram sozinhos, as doutorandas do Programa de Pós-Graduação em Nutrição da UFSC, Greyce Luci Bernardo e Manuela Mika Jomori, com orientação da professora Rossana Pacheco da Costa Proença, conduziram oficinas de culinária com alunos da Universidade. O projeto é parte da tese de Greyce que, por meio das oficinas, pretende melhorar as práticas alimentares dos estudantes e avaliar a influência da intervenção no costume de cozinhar e consumir alimentos saudáveis.
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Laboratório de Neurometria e Biofeedback da UFSC oferece serviço gratuito para tratamento de estresse

17/06/2016 13:20

Um tratamento para abrandar ou suprimir sintomas de ansiedade, ataques de pânico, depressão, estresse pós-traumático, entre outros. Esse é o objetivo do projeto de extensão “Auxílio no tratamento do estresse por meio do biofeedback” desenvolvido pelo Laboratório de Neurometria e Biofeedback (Lanebi) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), vinculado ao Departamento de Ciências Fisiológicas (CFS) do Centro de Ciências Biológicas (CCB). O serviço é ofertado a estudantes, servidores e à comunidade externa.

© Pipo Quint / Agecom / UFSC

Foto: Jair Quint/Agecom/UFSC

“O emocional do indivíduo acaba se expressando organicamente – na tensão muscular, nas expressões faciais, nos vasos sanguíneos que se contraem ou se dilatam, nos batimentos cardíacos e no sistema nervoso. O que a gente faz é registrar esses parâmetros para modular determinada atividade por meio de um treinamento”, explica o coordenador do Lanebi, professor Odival Cezar Gasparotto.
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Aluno da UFSC concorre a prêmio do Congresso da Sociedade Brasileira de Computação

06/06/2016 10:04

O estudante do curso de Ciências da Computação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Tiago Royer, está entre os três finalistas que concorrem ao prêmio de melhor artigo científico do 35º Concurso de Trabalhos de Iniciação Científica (CTIC). A pesquisa estuda uma nova perspectiva sobre a máquina de Turing. O concurso é parte do Congresso da Sociedade Brasileira de Computação (CSBC) 2016, que ocorre no mês de julho, em Porto Alegre (RS).
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Seminários apresentam atividades do Departamento de Ciências Fisiológicas

18/03/2016 16:36

A Coordenadoria de Pesquisa do Departamento de Ciências Fisiológicas (CFS) promove sessões do Science Club abertas à comunidade universitária, a partir do dia 6 de abril. Os seminários serão semanais ou quinzenais, com duração de 60 minutos (40 para a apresentação e 20 para perguntas), sempre às quartas-feiras, das 11 às 12h, no CFS do Centro de Ciências Biológicas (sala CCB 508).

Science Club, coordenador pelo professor Alex Rafacho (), consiste na apresentação de seminários visando as atividades de pesquisa (predominantemente), ensino e extensão que estão sendo desenvolvidas dentro do CFS/CCB/UFSC (podendo se estender a outros departamentos e/ou centros da UFSC). O objetivo da ação é apresentar, de maneira criteriosa, o que vem sendo realizado no CFS, contextualizando técnicas utilizadas, linhas de pesquisas e resultados emergentes, oportunizando a discussão dos temas, integração e colaboração entre docentes e pesquisadores.  Docentes (predominantemente), pesquisadores pós-doc e pós-graduandos comporão os convidados para a apresentação dos seminários. Todos os usuários da UFSC (estudantes e servidore  s docentes e técnico-administrativos) poderão participar como ouvintes.

Confira o cronogramaCronograma-Science-Club-CFS

Mais informações no site.

 

UFSC na mídia: Pesquisadores do CCA buscam respostas para mortandade de abelhas e crise alimentar

15/03/2016 14:45

Conhecidas também pelos efeitos medicinais da geleia real, da própolis e do próprio veneno, as abelhas não produzem apenas mel. Mais eficientes polinizadores da natureza e fundamentais na preservação de milhares de espécies vegetais e, principalmente, para a perpetuação de alimentos essenciais ao homem, elas estão desaparecendo no mundo todo, conforme alerta da FAO/ONU (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura).  Em Florianópolis as causas do colapso das colmeias são pesquisadas em apiários e laboratório do CCA (Centro de Ciências Agrárias) da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), mas ainda não há respostas concretas da ciência.

Agrotóxicos, em particular os sintéticos fabricados a base de nicotinóides, floração de plantas transgênicas [soja e milho], desmatamentos, queimadas, urbanização e alterações climáticas formam o leque de alternativas, explica o professor Inácio Orth, 59, pesquisador do CCA/UFSC. Segundo estudos atuais, colmeias desnutridas por falta de alimentação natural nos longos períodos de chuva ficam mais fragilizadas imunologicamente e suscetíveis a velhas e novas doenças – como os vírus transmitidos pelo carrapato varroa no sistema linfático dos insetos ou as complicações da nozema, que ataca o aparelho digestivo.
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Estudo feito na UFSC pode auxiliar no desenvolvimento de informações nutricionais em restaurantes

11/03/2016 16:41

Pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN) e do Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições (Nuppre), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), teve como objetivo verificar a percepção de adultos sobre calorias e avaliar a influência da disponibilização de informações nutricionais em restaurantes nas escolhas alimentares saudáveis.

A pesquisa fez parte da tese de doutorado da nutricionista Ana Carolina Fernandes, sob a orientação da professora Rossana Pacheco da Costa Proença. O estudo foi apoiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), por meio da concessão de bolsas de doutorado e de estágio de doutorado sanduíche no exterior (Tufts University – EUA), bem como pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio de financiamento da pesquisa.

Na primeira etapa, foram realizadas entrevistas em grupo com estudantes universitários da Grande Florianópolis. Temas comuns discutidos indicaram a compreensão do conceito de calorias como unidade de energia e sua baixa associação com alimentação saudável, uma vez que percebem esse conceito de forma mais ampla, relacionado à qualidade dos ingredientes e nutrientes, como tipos de gordura, alimentos integrais e com baixo teor de sódio. Em todos os grupos foram citados exemplos de alimentos calóricos e saudáveis, como abacate, castanhas e açaí.
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Pesquisa da UFSC estuda incoerências na Matemática em Braille

24/02/2016 11:26

Pessoas com deficiência visual aprendem Matemática usando Livro Didático em Braille (LDB), formulado com base no Código Matemático Unificado para a Língua Portuguesa (CMU). A pesquisadora Daiana Zanelato, que foi professora, durante dois anos, de dois estudantes cegos, percebeu as dificuldades dos alunos para compreender alguns conteúdos. Com base nesta experiência, durante o mestrado no Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Daiana analisou o uso do CMU e seus impactos na aprendizagem escolar.

Na dissertação “Da Tinta ao Braille: estudo de diferenças semióticas e didáticas dessa transformação no âmbito do Código Matemático Unificado para a Língua Portuguesa  (CMU) e do Livro Didático em Braille”, orientada pelo professor Méricles Thadeu Moretti, a pesquisadora demonstra as contradições entre a matemática em tinta – para alunos que enxergam – e a em Braille, que podem dificultar a formação dos estudantes e a explicação de um professor. Isso ocorre porque muitos símbolos no CMU não são utilizados com frequência nas apostilas de matemática, gerando confusão. Na unidade do Código que trata de índices são apresentadas seis posições diferentes, mas apenas quatro são frequentemente aplicadas.

Daiana usou três exemplos para demonstrar as incoerências, como destacado abaixo:

Símbolo principal — Z

1

 

 

 

Das seis posições acima, as mais comuns no ensino fundamental são a 3 e a 6 (posteriores ao símbolo principal). Fonte: Brasil (2006a, p. 25).

A expressão 2 em matemática em tinta se torna 3 em Braille, o que altera o sentido e o resultado da questão.

Por exemplo: 4 é transcrita como 5

Foi verificada também a ausência de explicação sobre o conjunto matemático dos irracionais. “A maioria estuda regularmente todos os conjuntos numéricos. Não tem como excluir os irracionais para os alunos com deficiência visual”, argumenta. Outro problema encontrado foi o número de símbolos que a matemática em Braille contém: uma expressão feita com nove números transcritos, no Braille pode se transformar em 19. “O aluno cego começava a ler [uma expressão], terminava e não sabia mais o que o exercício pedia. Então tinha que ler e reler, o que torna o aprendizado fatigante”, explica.

Exemplo de Expressão Algébrica em tinta Quantidade de símbolos em tinta
 6  9

 

Exemplo de Expressão Algébrica em Braille Quantidade de símbolos em Braille
 7 19

Legenda: quantidade de símbolos em Braille pode cansar alunos. Foto: quadro elaborado pela pesquisadora

A vontade de facilitar o aprendizado destes estudantes fez com que Daiana desenvolvesse instrumentos que ajudassem no ambiente escolar. Foi assim que surgiram os planos cartesianos em cartolina e também em descansos de panelas. “Fui a uma loja comum no centro de Florianópolis, olhei aquele objeto e pensei que seria um gráfico perfeito para os alunos cegos!”, conta entusiasmada. Exercícios e lições de casa especiais também foram elaborados, a partir das dificuldades encontradas no livro didático, para estimular a autonomia  dos alunos na resolução de problemas. A pesquisadora ressalta, porém, que esses materiais foram adaptados por ela experimentalmente, sem vínculo com seu mestrado, e que não há ainda comprovação científica sobre os seus benefícios.

Foto: Daniela Caniçali/Agecom/DGC/UFSC

Daiana desenvolveu instrumentos para ajudar no ambiente escolar. Foto: Daniela Caniçali/Agecom/DGC/UFSC

Para a professora, a solução para as incoerências seria uma revisão no conteúdo do CMU, que teve sua edição mais recente aprovada pelo Ministério da Educação (MEC), publicada em 2006. Daiana acredita que um número maior de profissionais na área de Matemática na elaboração do Código seria o suficiente para diminuir os erros. Em 2006, doze pessoas participaram da elaboração do Código, sendo apenas uma formada na área.

A pesquisadora continua os seus estudos, agora no Doutorado em Educação Científica e Tecnológica da UFSC, onde pretende elaborar um material didático voltado para os alunos cegos. “Precisamos verificar as necessidades deles e não desenvolver apenas a transcrição de um livro de um aluno que enxerga para um que não enxerga”, conclui.

Ana Carolina Prieto/Estagiária de Jornalismo/Propesq/UFSC

Foto: Daniela Caniçali/Agecom/DGC/UFSC

 

Pesquisadores da UFSC encontram nova espécie de planta, já ameaçada

19/02/2016 12:15

Commelina catharinensisA Commelina catharinensis é uma flor herbácea amarela, encontrada em campo de restinga na Praia do Sonho, na Palhoça. Sua cor é a característica principal: é um tipo planta comum, popularmente conhecida como trapoeraba, mas, na América do Sul, as espécies têm flores azuis. Ela floresce e frutifica, de acordo com as informações disponíveis até o momento, entre outubro e março.

O único local em que ela foi encontrada é uma área de menos de 600 m², e os pesquisadores contaram menos de 30 indivíduos. “Desde 2011, quando a observamos pela primeira vez, vasculhamos a área e não encontramos em nenhum outro local”, destaca o professor João de Deus Medeiros, do Departamento de Botânica da UFSC. Não é a primeira vez que a Commelina catharinensis é encontrada: havia registro de coleta da planta em 1971, na Praia do Sol, em Laguna, em ambiente semelhante, um campo de restinga; mas, na ocasião, ela não foi identificada. Agora, após verificarem que a flor achada na Praia do Sonho é uma espécie que ainda não havia sido catalogada, compararam-na com o achado anterior e verificaram que é a mesma. “Fomos então à Praia do Sol procurar e não encontramos nada. Provavelmente aconteceu lá o que tememos aqui”, cogita Medeiros.

O que eles temem é o desaparecimento da espécie. Os principais fatores que criam esse risco, diz Medeiros, são a ocupação humana para construção de casas de praia, com eliminação da vegetação, inclusive em áreas de preservação, e a invasão do Pinus ellioti, espécie de pinheiro. “Essa área da Praia do Sonho em que encontramos a Commelina catharinensis fazia parte do Parque da Serra do Tabuleiro e foi retirada. Agora, em 2009, mais área ainda foi retirada. A descoberta dessa planta mostra a importância dessa conservação; mas parece que, quanto mais ameaças aparecem, mais retrocede o nível de proteção”, diz o professor.
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Atlas de línguas da Unesco revela risco de extinção de milhares de idiomas

16/02/2016 10:08

Estima-se que existam 7 mil línguas faladas no mundo, com 50% da população utilizando apenas 50 delas, e a outra metade falando 6.950 idiomas diferentes. O Atlas of the World’s Languages in Danger (Atlas Mundial das Línguas em Perigo) da Unesco foi pensado para reunir informações sobre as línguas mais usadas e classificar as que correm perigo de extinção. O professor Gilvan Müller de Oliveira, do Departamento de Língua e Literatura Vernáculas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), participou de um evento em Londres, no final de 2015, cujo objetivo foi discutir medidas para a elaboração de um novo quadro de avaliação de risco desses idiomas.

Essa ação da Unesco partiu do pressuposto de que existe a necessidade de desenvolvimento de novas iniciativas de políticas linguísticas e um melhor compartilhamento dos recursos linguísticos disponíveis.O Atlas é baseado no Índice de Vitalidade das Línguas, que estuda o que leva um idioma a ser ameaçado, as políticas de Estado em relação a ele, seu uso nos meios de comunicação, e o fato de ele ter registros na internet. O índice divide as línguas em cinco categorias: vulneráveis; seriamente em perigo; severamente em perigo; absolutamente em perigo; e extintas.

Também há a categoria de línguas revitalizadas, ou seja, as que foram extintas, mas, por um processo de regeneração, voltaram a ser utilizadas. Um dos meios utilizados para a recuperação de línguas é o de ninhos linguísticos. A proposta é de um idoso permanecer em uma creche ensinando e conversando com as crianças apenas na língua falada por ele, para, assim, não deixar parte fundamental da cultura de um povo morrer. Um exemplo é o caso do idioma córnico, da Cornuália (Inglaterra), que havia praticamente desaparecido, mas que, por meio de políticas de revitalização como essa, atualmente possui cerca de 300 falantes.
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Divulga Ciência: revista de divulgação científica, ‘sal verde’, karaokê para teste de voz

06/01/2016 07:28

Edição 11 – Dezembro de 2015

UFSC lança revista de divulgação científica

A Universidade lançou, em dezembro, a UFSC Ciência, revista de divulgação científica da instituição. A publicação é um dos resultados do projeto de incentivo à divulgação científica desenvolvido em parceria entre a Diretoria-Geral de Comunicação (DGC), por meio da Coordenadoria de Divulgação e Jornalismo Científico e da Coordenadoria de Design e Programação Visual, e a Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq). Leia mais.

UFSC Explica: Feminismo

A série “UFSC Explica” oferece o viés acadêmico, com participação de pesquisadores da instituição, sobre assuntos em evidência na sociedade. O primeiro é o feminismo, em destaque pela redação a respeito de violência contra a mulher e pela questão sobre construção de gênero, ambas no último Enem; pelos protestos em várias cidades brasileiras e por constantes notícias. Para falar dele, apresentamos perguntas básicas à professora Cristina Scheibe Wolff, do Departamento de História da UFSC. Também apresentamos sugestões de leitura levantadas pela professora e grupos de pesquisa da UFSC que trabalham a questão. Leia mais.

Grupo da UFSC ganha prêmio ao avaliar produto que diminui a alteração na cor dos dentes

Grupo de Pesquisa em Endodontia  estudou a variação da cor dos dentes pelo uso de duas pastas antibióticas para tratamento de canal visando menor alteração possível  da cor dos dentes. Leia mais.

Tese analisa impacto das condições ambientais no cultivo de ostras e mexilhões

A avaliação do cultivo dos moluscos e mexilhões na costa de Santa Catarina mostrou a ocorrência de algas nocivas em 97% das áreas de cultivo, refletindo a importância do monitoramento constante da produção para se ter segurança alimentar. Leia mais.

UFSC Explica: Vírus Zika e Chikungnunya

lançamento da campanha de combate ao Aedes aegypti na UFSC, no dia 9 de dezembro, faz parte de uma série de atividades desenvolvidas por diversas instituições para prevenir a proliferação do mosquito e controlar as doenças que ele transmite. Além da dengue e a febre amarela, que já têm registros de epidemias no Brasil há mais de um século, o Aedes dissemina também os vírus da febre chikungunya, que teve os primeiros casos notificados no país em 2010, e o Zika, que chegou em 2015. O UFSC Explica pediu à professora Célia Regina Monte Barardi, do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da UFSC, que respondesse a questões sobre essas doenças e sua disseminação. Leia mais.

Seminário de Iniciação Científica 2015: Produção de plantas para extração de ‘sal verde’ junto com cultivo de camarões

Lucas Gomes Mendes integra o Laboratório de Camarões Marinhos  da UFSC. Ele fez parte da pesquisa de mestrado de Isabela Claudiana Pinheiro sobre o desenvolvimento de plantas no mesmo tanque que camarões Litopenaeus vannamei . O pesquisador descobriu que é possível produzir quase dois quilos de Sarcocornia ambigua (conhecida popularmente como Salicornia), vegetal que pode ser uma alternativa ao sal de cozinha, para cada quilo de camarão cultivado. O consumo da planta é principalmente feito por pessoas hipertensas, já que dela se extrai o ‘sal verde’, com três vezes menos cloreto de sódio que o sal de cozinha.  Leia mais.

Pesquisa avalia desinfecção de dejetos para serem usados como fertilizantes

O objetivo do estudo foi avaliar a desinfecção de dejetos de porcos para que a sua biomassa seja utilizada como fertilizante natural. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o país produziu, em 2014, cerca de 3,4 milhões de toneladas de carne suína, sendo o quarto maior produtor mundial. Dessa forma, a reutilização sustentável dos dejetos é uma alternativa para os fertilizantes. Porém, é preciso que esses passem por um processo de desinfecção para evitar o contágio por patógenos que causa infecções respiratórias nas pessoas. Leia mais.

14ª Sepex: alunos da fonoaudiologia usaram karaokê para teste de voz

Além do karaokê, o estande “Cantar, falar, engolir: o que eu tenho a ver com isso?”, da 14ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão, também ofereceu avaliação da articulação. Em rápida consulta, a professora orientadora Angela Ruviaro Busanello Stella podia descobrir causas de dor de cabeça, zumbido nos ouvidos e dor nos músculos. “Algumas pessoas não sabem as causas de suas dores de cabeça, e aqui entendem o motivo. Às vezes, ele pode estar relacionado com a Disfunção da Articulação Temporal Mandibular (DTM)”, diz Angela. Leia mais.

UFSC explica: HIV e Aids

O Brasil é o país da América Latina com o maior número de pessoas soropositivas e com Aids: a estimativa é de que sejam 734 mil pessoas. E Florianópolis, junto com Porto Alegre, Porto Velho e Manaus, são as capitais brasileiras com a maior taxa de detecção de indivíduos infectados. Os números, apontados pelo professor Aguinaldo Roberto Pinto, do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da UFSC, deixam claro que a epidemia continua séria e é caso para atenção e cuidado. Leia mais.

Iniciativa leva Astronomia e Física às escolas

“Por que a Lua não cai e os planetas não batem um contra o outro?”. Essa é a pergunta que Vitória Chaves, mediadora do projeto “Astronomia e Física vão à escola e à comunidade”, da UFSC, faz aos estudantes para instigá-los a pensar sobre as forças físicas que regem o Sistema Solar. A iniciativa surgiu para popularizar as disciplinas entre alunos de de 4 a 14 anos e despertar neles o interesse pelas matérias. As atividades ocorrem de maneira interativa, por meio de réplicas de instrumentos de mais de 2.000 anos, como o relógio de sol e o astrolábio, e sem o uso de cálculos. Leia mais.

Edição

Alita Diana/Jornalista da Agecom/DGC/UFSC

Diagramação

Carla Isa Costa/Relações Públicas/CRP/DGC/UFSC

Sobre

Divulga Ciência é um boletim produzido pela equipe da Agência de Comunicação (Agecom) / Diretoria-Geral de Comunicação (DGC), com o objetivo de informar as mais recentes notícias sobre a produção científica vinculada à UFSC. Para enviar sugestões, escreva para o e-mail . Outras notícias sobre Jornalismo Científico publicadas no portal da UFSC estão reunidas neste link.

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