Artigo sobre eficácia da vacina contra HPV é divulgado em revista científica

13/09/2017 14:30
O professor Edison Natal Fedrizzi, do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da UFSC e chefe do Centro de Pesquisa Clínica Projeto HPV, é um dos autores de um artigo sobre os resultados dos estudos de eficácia da vacina nonavelente contra o HPV. O artigo foi publicado no dia 5 de setembro, na The Lancet, uma das mais conceituadas revistas científicas da área médica. O Centro de Pesquisa Clínica Projeto HPV foi um dos centros mundiais que avaliou a eficácia desta vacina em mulheres jovens. Confira o artigo.
Mais informações no site do Projeto HPV.

Laboratório da UFSC conduz pesquisas de âmbito internacional na área de Geociências

06/09/2017 16:00

O Programa Integrado de Perfuração Oceânica (IODP) – Integrated Ocean Drilling Program – é o maior programa científico multinacional na área de Geociências, com pesquisadores de 23 países reunidos em torno do objetivo comum: o de investigar a história da Terra e monitorar a dinâmica de fundo dos ambientes marinhos através da aquisição de dados provenientes de sedimentos e rochas marinhas. Suas expedições e pesquisas oceanográficas são financiadas por um consórcio de oito agências, entre elas a a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

No âmbito de uma das linhas de pesquisa prioritárias do programa – Mudança Climática e Oceânica: lendo o passado, informando o futuro -, pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e  a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), sob coordenação geral de João Carlos Coimbra (UFRGS), reuniram-se e aprovaram, junto a Capes, o projeto de pesquisa “Paleoprodutividade e mecanismos de fertilização oceânica na margem continental sul brasileira em resposta às mudanças climáticas do Quaternário tardio”.
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Lauro Mattei: primeiro professor da UFSC na presidência da Sober

05/09/2017 14:05

Lauro Mattei: compromisso com pluralidade. Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Primeiro professor da UFSC a assumir a presidência da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (Sober), Lauro Francisco Mattei revela que a entidade, como é conhecida, tem algumas preocupações essenciais que perpassam a sua atuação. A primeira delas é manter uma análise bastante atualizada das transformações que vêm passando a agropecuária brasileira.

“Acho que esse é um ponto que tem muitos estudos em instituições como a Universidade de São Paulo, a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, de Piracicaba e a Universidade Federal de Viçosa, com pesquisadores de longa trajetória que acompanham as mudanças estruturais que acontecem no sistema agropecuário brasileiro”, observa Mattei.
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Veleiro de pesquisa da UFSC será colocado no mar pela primeira vez nesta quarta-feira

04/09/2017 17:41

Uma mega operação está sendo preparada para transportar o Veleiro de Expedições Oceanográficas (Veleiro ECO) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) do Sapiens Parque, em Canasvieiras — onde foi construído —, até o Estaleiro Schaeffer, na cabeceira continental da Ponte Hercílio Luz, no Estreito — onde a embarcação será colocada no mar pela primeira vez. O Veleiro Eco é o primeiro veleiro de expedições e pesquisas oceanográficas do Brasil, além de ser o primeiro e único veleiro projetado e construído por uma universidade brasileira.

Os trabalhos começam na manhã desta terça-feira, 5 de setembro, a partir das 8h, quando o veleiro será retirado do Sapiens Parque e colocado em uma carreta especial. Durante todo o dia a embarcação será preparada para o transporte até a região continental de Florianópolis, o que ocorrerá na madrugada de quarta-feira, 6 de setembro.

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Ferramentas de cobrança inteligente, automatização de atendimento e detecta fraude vencem o Hackacton Celesc

04/09/2017 11:08

Uma ferramenta que aponta as ações de cobrança necessárias para diferentes perfis de clientes a partir do histórico da organização levou a equipe ODIN a vencer a primeira edição do Hackaton Celesc, realizado da última sexta-feira até o domingo (1o a 3 de setembro), na sede da companhia de energia catarinense, em Florianópolis.

A maratona que resultou em mais de 50 horas de desenvolvimento teve 12 ideias selecionadas e equipes formadas, totalizando 60 desenvolvedores, designers e profissionais de negócios. Eles propuseram aplicativos para solucionar problemas das áreas de atendimento ao cliente e gestão de custos apontados pela Celesc. Um time de 40 mentores de desenvolvimento, negócios, design e energia, 17 deles, técnicos da própria Celesc, orientaram as equipes durante a maratona.

O Hackaton Celesc foi realizado pela Celesc e o Governo do Estado juntamente com o Grupo de Pesquisa VIA Estação Conhecimento, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e seu Departamento de Engenharia do Conhecimento. A metodologia do hackaton foi desenvolvida no grupo VIA, sob coordenação da professora Clarissa Stefani Teixeira.
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Pesquisadora da UFSC participa de expedição oceanográfica de 9 mil km pelo Pacífico

31/08/2017 17:57

Foto: Noelie Pansiot/Divulgação.

35 dias e cerca de 9 mil quilômetros percorridos no Oceano Pacífico, com saída da cidade de Keelung, em Taiwan, e chegada em Lautoka, nas ilhas Fiji. Esse foi o trajeto da expedição Tara Pacific, promovida pela instituição francesa Tara Foundation. Entre os seis pesquisadores a bordo, a única brasileira era Andrea Santarosa Freire, do Departamento de Ecologia e Zoologia (ECZ) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “Não tínhamos sábado nem domingo, trabalhávamos todos os dias, desde as 7h da manhã. Foi muito cansativo, mas ao mesmo tempo uma experiência incrível!”, relata Andrea.

O convite para integrar a expedição internacional surgiu por sua ampla experiência na área de pesquisas oceanográficas – Andrea é a vice-coordenadora do projeto MAArE – e, sobretudo, por seu envolvimento no projeto Veleiro de Expedições Científicas e Oceanográficas (Veleiro ECO) da UFSC, que está em fase final de construção e em breve será lançado no mar. “No processo de construção do Veleiro ECO na UFSC, aos poucos amadurecemos um convênio científico internacional com a Tara Foundation. O projetista do Veleiro ECO é o mesmo do Veleiro Tara. Quando o professor Orestes Estevam Alarcon [coordenador do Veleiro ECO] me convidou para participar do projeto, sugeri desde o início o Tara como inspiração.”
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Veleiro de expedições oceanográficas construído pela UFSC será lançado em outubro

29/08/2017 17:13

O Veleiro ECO, que está sendo construído pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), ficará pronto no início de setembro. Este é o primeiro veleiro de expedições e pesquisas oceanográficas do Brasil, sendo o primeiro e único veleiro projetado e construído por uma universidade brasileira. O lançamento está previsto para outubro, na Marina de Itajaí, localizada no litoral norte de Santa Catarina. O destino serão as ilhas de Trindade e São Pedro e São Paulo, pertencente ao Espírito Santo e Pernambuco, respectivamente.

O projeto iniciou em 2012 com o objetivo de aprimorar e expandir as pesquisas oceanográficas do país. A embarcação é projetada para a excelência das pesquisas. Em cada expedição, uma equipe de pesquisadores estará a bordo e poderá trabalhar em um laboratório construído no interior do veleiro, para que as primeiras análises sejam feitas imediatamente.

Com 60 pés e 5,3m de largura, o Veleiro ECO terá capacidade de hospedar comodamente até dez pessoas, entre pesquisadores e tripulantes. Possui características de segurança e navegabilidade, permitindo expedições científicas de grande porte, incluindo as polares, particularmente a Antártica. A quilha retrátil permitirá ainda a navegação em águas rasas de mangues e estuários de rios, áreas poucos exploradas pela ciência nacional e internacional.

Neste sentido, encontra-se em elaboração um convênio com a Comunidade Econômica Europeia, liderado pelo Ministro da Ciência, Tecnologia e Educação Superior de Portugal e MCTIC do Brasil, para o desenvolvimento de projetos focados nos problemas relacionados a mudanças climáticas e ao lixo no Oceano Atlântico. Com esse foco está em formação uma rede de pesquisa cuja governança está centrada no Centro de Pesquisa dos Açores, denominado Atlantic Interactions Research (AIR). Representantes de Portugal estiveram recentemente no Brasil para conhecer o projeto e firmar parcerias.

O Veleiro ECO irá ampliar e aprimorar a pesquisa marítima brasileira, incluindo soluções em robótica, estudos sobre as mudanças climáticas no oceano, tecnologias na área de óleo e gás, monitoramento e apoio à exploração sustentável da biodiversidade e contribuições para a preservação da Amazônia Azul. Todo o trabalho de campo será realizado a bordo do veleiro com uma equipe de pesquisadores de universidades nacionais e internacionais, das áreas de Oceanografia, Biologia, Ecologia e Engenharia.

As expedições do Veleiro passarão por importantes ecossistemas marinhos brasileiros como estuários, ressurgências, recifes de corais, unidades de conservação, ilhas oceânicas, entre outros. O Veleiro está sendo construído nas instalações do Instituto do Petróleo, Gás e Energia (INPETRO/UFSC), no Sapiens Parque, em Florianópolis.

O projeto, concebido e coordenado pelo professor Orestes Alarcon, tem recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Mais informações no site do Veleiro Eco ou pelo Facebook.

UFSC na mídia: pesquisadores da UFSC criam forma de obter energia solar em placas de cerâmica

29/08/2017 16:07

Foto: Guilherme Hahn.

Uma fachada ventilada, por onde o ar circula e faz trocas térmicas, deixando a temperatura interna mais agradável. No teto, um sistema refletivo, que diminui a absorção do calor, e na parede, a maior novidade de todas: um revestimento cerâmico capaz de acumular os raios solares e transformá-los em energia elétrica. Inédita no Brasil, a pesquisa realizada no campus Araranguá, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), quer criar uma alternativa para a utilização de energia fotovoltaica.

Em uma placa de cerâmica de 60cm x 120cm é adicionado um circuito elétrico no qual são aplicadas as células fotovoltaicas. Esse revestimento é instalado na fachada da casa ou do edifício e, conforme recebe raios solares, gera energia para abastecer o imóvel. O sistema é semelhante a placas ou telhas já existentes no mercado, porém tem o diferencial de ser utilizado também como parte do design. Na casa chamada de planta bioclimática, construída em Araranguá, diversas tecnologias são testadas para buscar eficiência energética.
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UFSC é referência em pesquisa na área de super ímãs de terras raras

29/08/2017 10:50

O Brasil está dando os primeiros passos na corrida com a China na produção de super ímãs de terras raras. Os ímãs, utilizados na construção de turbinas eólicas, motores e equipamentos eletrônicos, têm mais de 90% de sua fabricação concentrada no país oriental. Os brasileiros esperam alterar este cenário nas próximas décadas com a construção do primeiro laboratório-fábrica de super ímãs, que será instalado na cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Inicialmente o laboratório vai extrair cerca de 10 toneladas anuais de terras raras, e será voltado principalmente para a pesquisa. Em 10 anos a expectativa é de que possa trabalhar com sua capacidade máxima e produza 100 toneladas anuais.

O Grupo de Materiais Magnéticos (Magma) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tem um papel imprescindível para que o laboratório possa funcionar, pois é no Magma que as pesquisas relacionadas à produção dos ímãs estão sendo realizadas. O Grupo trabalha em parceria com a Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi) no desenvolvimento do laboratório. As pesquisas realizadas pelo Magma buscam criar uma tecnologia que garanta um ímã com um alto nível de conservação e durabilidade, pois os minerais que o compõem sofrem oxidação rapidamente.

Amostra de óxido de neodímio. Foto Henrique Almeida/Agecom/UFSC

As terras raras são um conjunto de 17 minerais que tem propriedades químicas semelhantes. Dois dos minerais mais abundantes desse conjunto são a monazita e bastnasita, que têm em suas composições, principalmente, o neodímio e praseodímio. Estes dois metais servem de matéria-prima para os super ímãs, mas precisam passar por um processo de separação de outros componentes dos minerais após a extração das terras raras. O objetivo é chegar a um metal totalmente puro que vai dar origem a uma liga metálica. Pedro Nunes Junior, mestrando do Programa de Pós Graduação em Ciência e Engenharia de Materiais (PGMAT), destaca que o Grupo ainda utiliza material importado, pois apesar de o Brasil deter uma grande reserva desses minerais nos estados de Goiás, Minas Gerais e Pará, ainda não possui o mercado e tecnologia necessários para extraí-los em larga escala.
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Coordenadoria das Fortalezas lança projeto de educação patrimonial voltado para crianças

28/08/2017 14:59

A Coordenadoria das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina, vinculada à Secretaria de Cultura e Arte da Universidade Federal de Santa Catarina (SeCArte/UFSC), iniciou na quinta-feira, 24 de agosto, o projeto de educação patrimonial “Aprender sobre história também é coisa de criança!”, voltado às crianças da educação infantil e do primeiro, segundo e terceiro ano do ensino fundamental.

Em seu primeiro dia de atividade, o projeto recebeu um grupo de crianças da creche Poeta João da Cruz e Souza, da rede municipal de Florianópolis, acompanhado pelas professoras Raquel Nunes de Oliveira, Elisabete Corrêa Carvalho e Manuela Catarina Gomes. O objetivo do projeto é aproximar os estudantes dos conhecimentos relacionados à história das fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim, Santo Antônio de Ratones e São José da Ponta Grossa, e sua vinculação com a história de Florianópolis, sensibilizando para a importância de valorizar e preservar o Patrimônio Histórico Nacional.

A atividade do projeto consiste na contação de história, utilizando o recurso “Caixa de História”, por meio da qual as crianças têm acesso às informações iniciais sobre a construção do sistema defensivo da Ilha de Santa Catarina, o uso, abandono e a restauração das fortalezas e sua consolidação como museus ao ar livre. A contação de história é seguida de uma visita à Fortaleza de São José da Ponta Grossa, onde as crianças podem constatar, por si mesmas, as belezas e a imponência da fortaleza.

O trabalho toma como base a compreensão de que é preciso possibilitar para as crianças, desde pequenas, os conhecimentos produzidos historicamente pela humanidade e que as pessoas só valorizam e cuidam daquilo que conhecem. O projeto possibilita também que as crianças levem para a sua escola folders, flyers e cartões postais sobre as fortificações, indicando aos professores materiais para aprofundamento do conteúdo.

O agendamento de visitas deve ser feito pelo e-mail

Mais informações pelos telefones (48) 3721-8302 | (48) 3721-3857, pelo e-mail ou no site da Coordenadoria das Fortalezas.

 

Fotografias: Franciely Dal Grande Rosa

Texto: Débora Damas/Estagiária de jornalismo da Coordenadoria das Fortalezas/SeCArte/UFSC

Projeto MAArE lança livro e portal de dados que proporcionam um mergulho no fundo do mar

25/08/2017 13:02

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC.

De um lado, a beleza, a criatividade. De outro, o método, a produção de conhecimento. A aproximação e o diálogo entre arte e ciência — duas áreas geralmente distantes entre si — foi o caminho escolhido para a concepção do livro que o Projeto de Monitoramento Ambiental da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo e Entorno (MAArE/UFSC) acaba de lançar. A obra, juntamente com um portal de dados, foram apresentados ao público em cerimônia realizada na quarta-feira, 23 de agosto, no Centro Integrado de Cultura (CIC) de Florianópolis.

Na solenidade, o biólogo João Paulo Krajewski, responsável pelas fotografias que ilustram o livro, ressaltou a qualidade e o ineditismo do projeto: “Foi a primeira vez que um projeto desse tipo solicitou a participação de um artista, um fotógrafo, desde o começo. Essa foi uma diferença muito grande. A arte pode trazer informações, pode trazer as belezas do fundo do mar.” Nesse caso, como se trata de uma reserva biológica, nem mesmo a mínima e restrita parcela da população que está apta a mergulhar pode ver “o que está lá em baixo”, como afirma João. As fotografias de altíssima qualidade, portanto, proporcionam uma oportunidade única de conhecer a rica biodiversidade presente neste pequeno trecho do litoral catarinense.

O livro, que está disponível para download no site do MAArE, foi elaborado com o intuito de difundir o conhecimento científico em uma linguagem leve e acessível, de forma a despertar o interesse da população e a valorização da vida marinha que ainda está preservada. A professora Bárbara Segal Ramos, coordenadora do projeto, ressaltou o esforço da equipe em traduzir a informação científica e torná-la mais agradável a todos: “O livro expressa nosso encantamento por esse ambiente da Rebio do Arvoredo. Está muito bem ilustrado. Espero que o público tenha a sensação de realmente mergulhar nessa reserva marinha ao folheá-lo.”

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Entre os milhares de registros que fez ao longo de três anos, João Paulo selecionou 1600 imagens que poderiam entrar no livro. Os registros foram feitos de forma muito cuidadosa, usando técnicas fotográficas especiais, com lentes pouquíssimo usadas em fotografias submarinas. Também foram utilizados drones, para imagens aéreas; montagem de fotos, para a composição de panorâmicas; lentes macro, para registrar mínimos detalhes, possibilitando fotografar organismos minúsculos e invisíveis a olho nu.

Em termos visuais, outro destaque da obra é uma montagem fotográfica que mostra como teria sido o fundo do mar da reserva na década de 1960. “Inserimos, em uma foto atual, animais que existiam naquela época e que não são mais visto hoje em dia, como os tubarões-mangona e os grandes meros. Das 140 pessoas que participaram do MAArE, nenhuma observou esses animais durante a vigência do projeto. Isso mostra claramente que há uma sobrepesca. O ambiente que vemos hoje é sem dúvida diferente do que era anos atrás. Por isso é tão importante o monitoramento ambiental. O projeto MAArE retrata em tabelas, gráficos, números, textos e imagens o que é a Reserva Biológica Marinha do Arvoredo hoje.”  

Portal de dados

Para o desenvolvimento do portal de dados, o projeto MAArE contratou a empresa SKYmarket, especializada em informática para biodiversidade, cujo foco de atuação é a centralização, organização, integração e disponibilização de dados ambientais. No caso do MAArE, foram gerados mais de um milhão de dados biológicos e oceanográficos. “Foi um desafio grande, maior do que imaginávamos. Eram mais de 20 conjuntos diferentes de dados, de natureza diferente, formato diferente, metodologias de coletas diferentes. E nós tínhamos que unir tudo isso em um único sistema e armazenar, organizar, padronizar, validar, integrar, sincronizar, permitir controle e consultas”, explica Rafael Fonseca, representante da empresa.

O portal foi projetado de forma modular, para garantir maior flexibilidade na manutenção e expansão de suas funcionalidades, permitindo que novos módulos sejam desenvolvidos e facilmente acoplados. O processo de desenvolvimento do sistema seguiu  os princípios de software livre e adotou padrões internacionalmente reconhecidos. “Trabalho nessa área há 16 anos e não conheço nenhuma outra iniciativa que chegou a um resultado tão animador”, afirma Rafael. O link para portal de dados estará disponível em breve na página do MAArE.

Preservação

O chefe da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, Ricardo Castelli Vieira, ressaltou a relevância do MAArE para a gestão da unidade de conservação: “A Reserva do Arvoredo é a segunda reserva biológica marinha que temos no país. Só há mais uma outra, que é a Reserva Biológica Marinha do Atol das Rocas. O Brasil hoje, em termos de áreas marinhas protegidas, está totalmente deficiente. Estamos aquém dos compromissos internacionais. Precisamos muito ampliar nossas áreas marinhas, consolidá-las e valorizar o que elas têm hoje. Daí a importância desses projetos para preservarmos os ambientes marinhos. O MAArE foi um divisor de águas, pois levou para a gestão da unidade, a gestão do conhecimento.”

O pró-reitor de pesquisa, professor Sebastião Roberto Soares, elogiou o trabalho dos pesquisadores — “o livro e o portal demonstram a pujança do que foi feito nesses três anos” — e também discursou sobre a importância da preservação ambiental: “Nossas reservas biológicas são ainda uma porção de terra e de mar tão insignificante em relação a todo o território nacional, que é difícil entender como não despertam a sensibilidade de alguns dos nossos dirigentes. Precisamos garantir o respeito dessas áreas.”

Mais informações na página do MAArE.

Daniela Caniçali/Jornalista da Agecom/UFSC

Projeto de extensão ensina manobras de reanimação cardiopulmonar à população

25/08/2017 08:10

O projeto de extensão “Situações de emergência clínica e de trauma: ensinando condutas práticas” irá apoiar o Dia Nacional da Reanimação Cardiopulmonar. O evento será realizado no Shopping Itaguaçu no dia 26 de agosto (sábado), das 10h às 22h, com o objetivo de difundir conhecimentos em Reanimação Cardiopulmonar (RCP). Os interessados irão receber treinamento individual em RCP para adultos, crianças e no uso de desfibrilador automático externo. 

O Dia Nacional da Reanimação Cardiopulmonar consiste em um evento social, gratuito e sem fins lucrativos, inédito em Florianópolis, e ocorre com apoio de acadêmicos de Enfermagem da UFSC que atuam na Liga Acadêmica de Enfermagem Pré-Hospitalar e Emergências (Laepe/SC). “Quanto mais pessoas souberem, independente se são profissionais de saúde ou não, mais vidas poderão ser salvas”, explica a professora da UFSC Keyla Cristiane do Nascimento, uma das idealizadoras e organizadoras do evento.
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Pesquisadores da UFSC lançam livro de divulgação científica sobre a Reserva do Arvoredo

21/08/2017 23:08

Foto: João Paulo Krajewski/Divulgação

Três anos de pesquisa; cerca de 130 expedições ao mar; mais de 140 pessoas de diferentes campos do conhecimento trabalhando em uma área com biodiversidade única. Estes números sintetizam a amplitude do Projeto de Monitoramento Ambiental da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo e Entorno (MAArE/UFSC), que mapeou dados biológicos e oceanográficos deste patrimônio natural catarinense. Parte dos resultados, incluindo o alerta para os riscos da ação humana, pode ser conferido no livro que será lançado nesta quarta-feira e estará disponível para download na página do projeto.

O MAArE é resultado de uma condicionante ambiental do Processo de  Licenciamento dos Campos Petrolíferos de Baúna e Piracaba, na Bacia de Santos, a cerca de 300 quilômetros da costa de Santa Catarina. O Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiversidade (ICMBio) solicitou que a Reserva Biológica Marinha do Arvoredo (Rebio Arvoredo), localizada entre Florianópolis e Bombinhas, fosse estudada como subsídio à gestão da Unidade de Conservação que possui uma área de 17.600  hectares − aproximadamente 40% do tamanho da Ilha de Santa Catarina. O projeto foi coordenado por pesquisadoras do Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC.

Foto: João Paulo Krajewski/Divulgação

Os dados foram coletados entre 2014 e 2016 e compilados em relatórios técnicos e científicos, que geraram diversos trabalhos acadêmicos, como artigos, dissertações e teses. O livro, no entanto, foi planejado para ser acessível ao público mais amplo, que possa se interessar pelo monitoramento ambiental e pela conservação da natureza. A linguagem é simples e inclui gráficos, aquarelas e muitas fotografias. “Este livro resume o estado atual da Rebio Arvoredo como uma ‘fotografia’ científica e artística do patrimônio que estas ilhas guardam”, afirma João Paulo Krajewski, biólogo e doutor em ecologia de peixes marinhos, que viaja pelo mundo fotografando e filmando a natureza. Ele é responsável por grande parte das fotografias e por um capítulo do livro.

Segundo a professora Bárbara Segal, coordenadora do projeto e responsável pela parte biológica do MAArE, a pesquisa mostra a importância da unidade de conservação. De forma geral, há muito mais biodiversidade dentro da Rebio Arvoredo que no seu entorno. No caso de peixes como as garoupas, por exemplo, dentro da reserva eles são encontrados em maior número e tamanho, muitas vezes passando de 50 centímetros. “Esse status de conservação gera um panorama onde os peixes possuem um tamanho maior e consequentemente produzem mais ovos do que no entorno onde ocorre a pesca. Isso mostra claramente a importância de ter áreas reservadas para poder contribuir com as áreas que estão sendo pescadas no entorno”, avalia a pesquisadora.

Foto: João Paulo Krajewski/Divulgação

O projeto também ajudou a identificar o coral-sol, uma espécie invasora que, por não ter um predador natural, prolifera-se rapidamente e ocupa o espaço das populações locais. Além de identificar o invasor e informar ao ICMBio, os pesquisadores-mergulhadores ajudaram a removê-lo. “A gente detectou, mapeou, e a ação foi feita em um momento em que as populações ainda não estavam muito espalhadas. Há ainda um foco em uma fenda pouco acessível, mas o ICMBio está fazendo o  manejo. Não conseguiu erradicar, mas está com um controle relativamente bom”, afirmou Bárbara.

Foto: João Paulo Krajewski/Divulgação

A região corre outros riscos. Um deles é em relação às mudanças climáticas. De acordo com a professora Andrea Santarosa Freire, vice-coordenadora e responsável pela parte oceanográficado projeto, com o  forte El Niño de 2015/2016, que aquece o Oceano Pacífico, as águas catarinenses ficaram muito frias. “O fato é que não necessariamente as mudanças globais vão fazer com que as temperaturas fiquem mais quentes. Aqui pode ficar até mais frio, como aconteceu em 2016. E se ficar mais frio, esta fauna da Rebio vai sofrer porque é tropical e pode não resistir a baixas temperaturas”, explicou.

Há outros perigos mais próximos. O projeto detectou altos índices de poluição em dois locais da região: na baía norte, em Florianópolis, e na baía de Tijucas, em Tijucas. Esses espaços apresentam baixo índice de biodiversidade e podem, no futuro, afetar a Rebio. “Qual a tendência? Se não cuidarmos do entorno, essa poluição e essa baixa diversidade vão ocorrer dentro da reserva. O MAArE serve como um alerta. Os municípios no entorno precisam cuidar, todos têm uma responsabilidade em relação à reserva”, afirmou Andrea.

Foto: João Paulo Krajewski/Divulgação

Além do livro, que estará disponível na página do projeto, também será lançado um banco de dados considerado de vanguarda no Brasil, que armazenará informações sobre os indicadores monitorados. Os gestores da Rebio Arvoredo e o público em geral terão acesso aos dados, que poderão ser usados tanto no presente, como no futuro. Outras Unidades de Conservação e outros projetos também poderão usar o sistema para armazenar e utilizar dados de monitoramentos ambientais.

Mais informações sobre o projeto MAArE podem ser solicitadas pelo e-mail ou pelo telefone (48) 3721-6160.

Confira outra reportagem sobre o projeto MAArE.

Laboratório de Neurobiologia da Dor e Inflamação oferece tratamento para pessoas com dor lombar e no pescoço

17/08/2017 11:02

 

O Laboratório de Neurobiologia da Dor e Inflamação (LANDI) do Departamento de Ciências Fisiológicas do Centro de Ciências Biológicas (CFS – CCB) da UFSC oferece avaliação fisioterapêutica e tratamento específico gratuito para pessoas com dor lombar e dor no pescoço há no mínimo 6 meses. O atendimento será prestado no Ambulatório de Fisioterapia Ortopédica no 2º subsolo do Hospital Governador Celso Ramos.  
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Biólogos da UFSC investigam aparecimento de algas gigantes de mares frios no litoral catarinense

03/07/2017 14:49

Espécies inseridas em um ambiente fora de seu habitat natural, na maioria das vezes indicam um desequilíbrio ambiental, que pode ser causado por alterações no clima, na cadeia alimentar, ou na organização do ecossistema. Quando um fenômeno dessa natureza acontece, biólogos e pesquisadores iniciam análises para avaliar as causas e eventuais consequências dos processos oceanográficos e biológicos relacionados ao evento. Este é um dos trabalhos que está sendo realizado pelo Laboratório de Ficologia (Lafic) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com pesquisadores de diversas regiões do mundo, após o aparecimento de algas de mares gelados na Praia do Campeche, em Florianópolis.
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Pesquisa sobre embriões, publicada em livro pela EdUFSC, venceu Grande Prêmio Capes de Teses 

13/06/2017 16:31

O embrião humano não é um de nós, portanto, pode ser criteriosamente usado para pesquisas, finalidades terapêuticas ou simplesmente ser eliminado. A tese do pesquisador Lincoln Frias, defendida na Universidade Federal de Minais Gerais (UFMG), foi transformada no polêmico livro A ética do uso e da seleção de embriões, lançado pela Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (EdUFSC), dentro da Série Ethica.

A obra, viabilizada com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), agregou novo valor aos leitores: a pesquisa que concebeu o livro foi uma das grandes vencedoras do “Grande Prêmio Capes de Teses 2011”, o que significa que a Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior (Capes), agência de fomento do Ministério da Educação (MECV), considerou o trabalho de Lincoln a melhor tese de toda a área das ciências humanas, sociais e artes do País.

O autor, professor da Universidade de Alfenas (MG), trata, sem rodeios, de temas caros para a sociedade e a comunidade científica: as pesquisas com células-tronco embrionárias humanas (CTEHs) e com o diagnóstico genético pré-implantação (DGPI), que acontecem no começo da vida humana, ou seja, com o próprio embrião.
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Divulga Ciência – edição especial 25 anos Agecom

02/06/2017 12:56

 

 

 


Edição Especial nº 13 – junho de 2017

Agecom situa-se próxima ao Centro de Cultura e Eventos e ao lado da Imprensa Universitária

A 13ª edição do Divulga Ciência é comemorativa aos 25 anos da Agência de Comunicação (Agecom) da UFSC. A divulgação da produção científica da Universidade já é realizada antes mesmo da criação da agência, em 3 de junho de 1992. Esse trabalho foi reconhecido em 1993 quando o setor recebeu o prêmio José Reis de Jornalismo Científico, concedido pelo CNPq, e considerado o mais importante do país.

O primeiro Divulga Ciência foi lançado em setembro de 2013 com o objetivo de abrir mais um canal junto aos pesquisadores e que o conhecimento possa chegar com credibilidade à comunidade universitária e à sociedade. O Guia de Fontes da Agecom é outra ferramenta que contribui para disseminar o saber. Nele concentra-se a relação dos pesquisadores da instituição e, por meio de um trabalho articulado, facilita o contato do pesquisador com os meios de comunicação. A primeira edição foi lançada em 1993 e é pioneira nas publicações do gênero. Em dezembro de 2015, a revista UFSC Ciência lançou seu primeiro número, com o propósito de ofertar material de divulgação de boa qualidade e aumentar a percepção do público sobre a relevância da ciência.

As matérias selecionadas para esta edição são uma pequena parcela do que a UFSC produz. E o compromisso do jornalismo científico da Agecom nestes 25 anos e para os que ainda virão é retornar à sociedade o que ela espera de uma universidade federal, pública e gratuita, com foco na qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão.


 

Laboratório da UFSC atua há mais de 20 anos em pesquisas na área de virologia humana e ambiental

Duas professoras da UFSC, das áreas de Farmácia e Biologia, depararam-se em suas jornadas acadêmicas com um objetivo em comum: desenvolver as primeiras pesquisas com vírus na Instituição. A parceria já existe há 23 anos e a ideia pioneira se consolidou e se projetou para além das salas de aula da Universidade. Leia mais.

Pesquisa analisa riscos da contaminação de mexilhões na Praia do Matadeiro

Um projeto de pesquisa de mestrado irá verificar possíveis riscos de contaminação de um tipo de cianobactéria tóxica em mexilhões da Praia do Matadeiro. Densas populações desta espécie, Cylindrospermopsis raciborskii, foram registradas na Lagoa do Peri desde a década de 1990 e, nos últimos 20 anos, são monitoradas pela Casan. Leia mais.

Estudo conclui que eventos extremos em SC ficaram mais frequentes nos anos de La Niña e neutralidade

Episódios intensos de precipitação são comuns em Santa Catarina. Em 2008, fortes chuvas causaram grandes inundações e deslizamentos de terra, afetando 1,5 milhão de pessoas, ocasionando 120 mortes e deixando 69.000 pessoas sem abrigo. Um trabalho da Pós-Graduação em Oceanografia da UFSC analisou alterações na periodicidade e intensidade dos eventos extremos no estado, entre 1979-1999 e 2000-2015, relacionadas ao fenômeno El Niño Oscilação Sul (ENOS). Leia mais.

Pesquisa indica padrões de conectividade genética distintos entre espécies de corais-de-fogo

Os padrões distintos de conectividade genética entre espécies de corais-de-fogo endêmicas e de ampla distribuição foram analisados em um artigo de uma doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ecologia da UFSC (em colaboração com pesquisadores de outras instituições brasileiras, da França, Colômbia, Holanda e Estados Unidos) publicado na revista Coral ReefsLeia mais.

Ônibus elétrico alimentado por energia solar da UFSC já rodou 10 mil quilômetros em primeira fase de testes

Inaugurado em dezembro de 2016, o ônibus elétrico, desenvolvido pelo Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar da UFSC (Fotovoltaica), já rodou cerca de 10 mil quilômetros ao longo de dois meses de testes no trajeto entre a Universidade e o Sapiens Parque. O veículo realiza cinco viagens por dia, totalmente alimentado pela eletricidade solar gerada nas estruturas do Fotovoltaica. Leia mais.

UFSC inaugura Centro de Tecnologias Sociais para a Gestão da Água

A cerimônia de inauguração do Centro de Tecnologias Sociais para a Gestão da Água (Cetragua) da UFSC foi realizada no início do mês de maio de 2017. O prédio de 700 metros quadrados, construído próximo ao Hospital Universitário (HU), concretizou uma importante etapa do projeto TSGA. Leia mais.

Pesquisa em Engenharia Ambiental avalia sistema híbrido empregado no tratamento de esgoto sanitário

O estudo “Avaliação de um sistema híbrido de Wetlands Construídos empregado no tratamento de esgoto sanitário” é resultado da dissertação de mestrado defendida por Benny Zuse Rousso, em março de 2017, sob orientação do professor Pablo Heleno Sezerino. O trabalho foi realizado no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental (PPGEA) da UFSC como parte integrante da linha de pesquisa do Grupo de Estudos em Saneamento Descentralizado (Gesad). Leia mais.

UFSC Joinville conquista 3º lugar em maratona com veículo elétrico mais eficiente da América Latina

Entre os dias 28 a 30 de abril, na cidade de Detroit, EUA, estudantes do Campus Joinville da UFSC participaram da Shell Echo Marathon Americas 2017, conquistando o terceiro lugar em eficiência competindo com veículos movidos à eletricidade de outras 27 universidades americanas. Leia mais.

Laboratório de Etologia e Bem-Estar Animal da UFSC lança manual em Equideocultura

O manual, de autoria da coordenadora do projeto de extensão, professora Denise Pereira Leme, aponta recomendações de manejo e indicadores individuais e ambientais para a avaliação do bem-estar de equinos. A identificação desses indicadores pode auxiliar aqueles que lidam diretamente com cavalos a corrigirem ou evitarem problemas comuns em práticas e procedimentos de rotina. Leia mais.

Tese da Pós-Graduação em Nutrição aborda discriminação por sobrepeso e bullying

Analisar a associação entre o sobrepeso e a obesidade com o bullying em alunos do município de Florianópolis foi o objetivo da tese de doutorado da aluna Sílvia Letícia Alexius, do Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN) da UFSC, sob a orientação da professora Arlete Catarina Tittoni CorsoLeia mais.

Sobre

Divulga Ciência é um boletim eletrônico produzido pela Agência de Comunicação (Agecom) com o objetivo de informar sobre a produção científica vinculada à UFSC.
Outras matérias de Jornalismo Científico publicadas no portal da UFSC neste link.

Edição: Rosiani Bion de Almeida
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Laboratório da UFSC atua há mais de 20 anos em pesquisas na área de virologia humana e ambiental

30/05/2017 12:08

Duas professoras da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), das áreas de Farmácia e Biologia, depararam-se em suas jornadas acadêmicas com um objetivo em comum: desenvolver as primeiras pesquisas com vírus na Instituição. A parceria já existe há 23 anos e a ideia pioneira se consolidou e se projetou para além das salas de aula da Universidade.

Cláudia Maria Oliveira Simões, do Centro de Ciências da Saúde (CCS), e Célia Regina Monte Barardi, do Centro de Ciências Biológicas (CCB), são as criadoras e coordenadoras do Laboratório de Virologia Aplicada (LVA), no campus de Florianópolis da UFSC.

O trabalho de tantos anos se compromete, principalmente, “na geração de conhecimento científico e na formação de pessoal altamente qualificado” destacam as professoras. Isto se comprova na orientação de alunos brasileiros e estrangeiros e na atuação de egressos do LVA na própria UFSC, em outras universidades, órgãos governamentais, fundações, institutos, centros de pesquisa no Brasil e em outros países.
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Pesquisa analisa riscos da contaminação de mexilhões na Praia do Matadeiro

29/05/2017 08:39

Um projeto de pesquisa de mestrado irá verificar possíveis riscos de contaminação de um tipo de cianobactéria tóxica em mexilhões da Praia do Matadeiro. Densas populações desta espécie, Cylindrospermopsis raciborskii, foram registradas na Lagoa do Peri desde a década de 1990 e, nos últimos 20 anos, são monitoradas pela Casan. As concentrações de saxitoxina, produzida pela cianobactéria, ainda são baixas e o sistema de tratamento de água da Casan consegue remover a contaminação, principalmente pelos filtros e cloro. Porém, o Canal do Sangradouro leva água da Lagoa do Peri ao Atlântico, entre Armação e Matadeiro, onde há costões rochosos, habitat de mexilhões, além de organismos comestíveis enterrados na areia.

Cianobactérias tóxicas são analisadas em laboratório. Foto: Henrique Almeida/Diretor de Fotografia da Agecom/UFSC

“Se a carga tóxica de lagoa do Peri está constantemente sendo lançada na praia do Matadeiro, o que se pode esperar da contaminação de mexilhões que por ali vivem ou que por ventura sejam ali cultivados?”, questiona Leonardo Rörig, líder do Grupo de Pesquisa do CNPq Biologia, Cultivo e Biotecnologia de Microalgas e orientador da mestranda Tanise Klein Ramos. Séries de amostragens e análises serão realizadas a fim de testar estas hipóteses, explica Rörig. “Dependendo dos resultados, medidas de gestão deverão ser tomadas para impedir o consumo de frutos do mar oriundos de alguns setores da Praia do Matadeiro. Consequentemente, o cultivo de mexilhões na área deveria ser impedido, haja vista o risco de contaminação com consequências a saúde pública”.

Para recreação na Lagoa do Peri, maior corpo de água doce da Ilha de Santa Catarina, não há complicações atualmente, confirma Rörig. “Dificilmente a pessoa que engolir a água vai ter problemas. Hoje, a água da lagoa é limpa, as algas só vão crescer mais se houver água mais suja”. 
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Estudo conclui que eventos extremos em SC ficaram mais frequentes nos anos de La Niña e neutralidade

12/05/2017 10:18

Episódios intensos de precipitação são comuns em Santa Catarina. Em 2008, fortes chuvas causaram grandes inundações e deslizamentos de terra, afetando 1,5 milhão de pessoas, ocasionando 120 mortes e deixando 69.000 pessoas sem abrigo. Um trabalho da Pós-Graduação em Oceanografia da UFSC analisou alterações na periodicidade e intensidade dos eventos extremos em Santa Catarina, entre 1979-1999 e 2000-2015, relacionadas ao fenômeno El Niño Oscilação Sul (ENOS).

O estudo desenvolvido pela aluna de mestrado Laís Gonçalves Fernandes sob orientação da professora Regina Rodrigues, constata que os episódios entre 1979-1999 aconteceram mais em fases de El Niño, porém no último período, 2000-2015, poucas ocorrências de El Niño foram observados no Oceano Pacífico. Contudo, os eventos extremos continuaram a ocorrer em Santa Catarina, inclusive se tornaram mais frequentes e intensos na primavera, em anos de La Niña e neutralidade.

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Pesquisa indica padrões de conectividade genética distintos entre espécies de corais-de-fogo

10/05/2017 14:19

Os padrões distintos de conectividade genética entre espécies de corais-de-fogo endêmicas e de ampla distribuição foram analisados num artigo de uma doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ecologia da Universidade Federal de Santa Catarina (em colaboração com pesquisadores de outras instituições brasileiras, da França, Colômbia, Holanda e Estados Unidos) publicado em março na revista Coral Reefs.

A pesquisa de Júlia Nunes de Souza abordou três espécies endêmicas (que só existem num local) no Brasil de coral-de-fogo (Millepora braziliensis, M. nitida e M. laboreli) e uma de ampla distribuição, M. alcicornis. Os resultados das amostras coletadas em 273 colônias e 17 locais de Bermuda, Ilhas Canárias até o Rio de Janeiro apontam que a diversidade genética da espécie de ampla distribuição (Millepora alcicornis) é menor no Brasil do que no Caribe.
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Pesquisas apontam novas perspectivas sobre evolução e biogeografia de peixes recifais

09/05/2017 18:08

Uma visita, em 2015, de um pesquisador radicado na Austrália ao Laboratório de Biogeografia e Macroecologia Marinha (LBMM) Universidade Federal de Santa Catarina deu o pontapé inicial que resultou na publicação de dois artigos conexos na revista britânica Biological Reviews no início deste ano. Os trabalhos indicam novas perspectivas sobre a evolução e biogeografia de peixes recifais.

O professor da UFSC Sergio Floeter, do departamento de Ecologia e Zoologia, explica que as pesquisas usaram como base as árvores filogenéticas, de milhões de anos, ou seja, a genealogia das famílias dos peixes. “A filogenia pode fornecer uma janela para o passado, permitindo explorar as origens evolutivas das linhagens, os seus atributos geológicos e suas afinidades biogeográficas ancestrais”.

Floeter alinhavou com Peter Cowman, da James Cook University (Austrália), a produção de dois trabalhos, cada um resultando num artigo, com a colaboração de pesquisadores brasileiros e franceses, incluindo da Pós em Ecologia da UFSC. Em Phylogenetic perspectives on reef fish functional traits, cujo primeiro autor é Floeter e o último é Cowman, “são revelados os padrões relacionados às origens da diversidade funcional das espécies que vemos hoje nos recifes de coral, como por exemplo, a origem dos diferentes grupos tróficos”.
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Ônibus elétrico alimentado por energia solar da UFSC já rodou 10 mil quilômetros em primeira fase de testes

08/05/2017 10:29

O laboratório Fotovoltaica UFSC gera eletricidade suficiente para todas as suas atividades, inclusive o abastecimento do ônibus elétrico. Um excedente ainda é cedido à rede pública para alimentar o campus universitário na Trindade. (Foto: Todd Southgate)

Inaugurado em dezembro de 2016, o ônibus elétrico alimentado por energia solar, desenvolvido pelo Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar da Universidade Federal de Santa Catarina (Fotovoltaica UFSC) em parceria com as empresas Eletrabus, Marcopolo, Mercedes Benz e WEG, já rodou cerca de 10 mil quilômetros ao longo de dois meses de testes no trajeto entre a Universidade e o Sapiens Parque. O veículo realiza cinco viagens por dia, totalmente alimentado pela eletricidade solar gerada nas estruturas do laboratório Fotovoltaica.

“Nos próximos dias, o ônibus passará pela primeira revisão geral de todos os sistemas mecânicos e elétricos, quando será realizado um diagnóstico preciso sobre a operação do veículo”, explica o coordenador da Fotovoltaica, professor Ricardo Rüther.

Está também em fase de desenvolvimento um aplicativo que permitirá à comunidade acadêmica da UFSC reservar seu assento no ônibus por meio de seu telefone celular, da mesma maneira como se faz o check-in para um voo comercial. Após o lançamento do aplicativo, o serviço de deslocamento será oferecido com horários regulares a todos os estudantes, docentes e técnicos-administrativos em Educação da Universidade.
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UFSC inaugura Centro de Tecnologias Sociais para a Gestão da Água

05/05/2017 13:59

Cerimônia de inauguração do Cetragua reúne convidados e equipe do Projeto TSGA. Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Todos os nomes foram citados e prestigiados na cerimônia de inauguração do Centro de Tecnologias Sociais para a Gestão da Água (Cetragua) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) na manhã desta sexta-feira, 5 de maio. O prédio de 700 metros quadrados, construído próximo ao Hospital Universitário (HU), concretizou uma importante etapa do projeto TSGA.

Marcaram presença no evento representantes da Petrobras, da Administração Central, da direção do Centro Tecnológico (CTC) e convidados.

O Projeto TSGA iniciou em 2007 com o “objetivo geral de fortalecer o uso sustentável da água através do apoio à capacidade de gestão local em bacias hidrográficas de Santa Catarina, integrado à disseminação e implementação de tecnologias sociais na produção de alimentos e saneamento básico do meio rural”, conforme consta em seu site.

O reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, a engenheira da Petrobras, Adiana Oliveira, e o coordenador geral do TSGA, Paulo Belli Filho, descerraram a placa de entrega. Antes disso, Cancellier cumprimentou todos os envolvidos e, particularmente, a engenheira Adriana, que acompanhou todo o processo por meio do programa Petrobras Socioambiental, que patrocina o TSGA. “Este ato significa a nossa entrega e para a Petrobras o reconhecimento de que esta etapa foi cumprida”, observa.
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Pesquisa da Pós em Engenharia Ambiental avalia sistema híbrido empregado no tratamento de esgoto sanitário

05/05/2017 12:07

O estudo “Avaliação de um sistema híbrido de Wetlands Construídos empregado no tratamento de esgoto sanitário” é resultado da dissertação de mestrado defendida por Benny Zuse Rousso, em março de 2017, sob orientação do professor Pablo Heleno Sezerino. O trabalho foi realizado no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental (PPGEA) como parte integrante da linha de pesquisa do Grupo de Estudos em Saneamento Descentralizado (Gesad).

De acordo com o estudo, o sistema híbrido de Wetlands Construidos (WC) analisado apresenta um elevado potencial de tratamento de esgotos sanitários e domésticos para locais com disponibilidade de área e condições restritivas de lançamento, dispensando operações complexas e difíceis. Dessa forma, a tecnologia estudada é recomendada como alternativa viável para cenários rurais ou periféricos, como condomínios fechados, loteamentos, pousadas e residências unifamiliares no contexto de Santa Catarina. A consolidação desta alternativa tecnológica pode tornar-se uma aliada para combater o atual cenário crítico de prestação de serviço de saneamento no estado, favorecendo sua universalização, avalia Rousso.
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