Laboratório de Etologia Aplicada e Bem-Estar Animal comemora 30 anos com seminário neste sábado

22/06/2017 14:00

O Laboratório de Etologia Aplicada e Bem-estar Animal (Leta), da UFSC, promove o “Seminário de 30 anos do LETA”, que ocorrerá no dia 24 de junho (sábado), no auditório do Programa de Pós-Graduação em Agoecossistemas no Centro de Ciências Agrárias (CCA).

O objetivo do evento é celebrar os 30 anos de existência do LETA, compartilhar informações e experiências, e promover reflexões e debates críticos de temas relacionados à pesquisa e ao ensino da etologia aplicada, bem-estar e criação animal agroecológica.

As inscrições poderão ser feitas diretamente com a equipe organizadora pelo e-mail , informando nome completo, CPF e vínculo institucional para elaboração dos certificados. Para auxiliar com os custos do evento é solicitado uma contribuição de R$ 20 para estudantes de graduação, R$ 30 para estudantes de pós-graduação e R$ 50 para profissionais. 
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Terceiro dia do FAM conta com exibição de filmes, fóruns e palestras

22/06/2017 10:58

Foto: Divulgação.

Encontros de coprodução, curtas, palestras e painéis relacionados ao audiovisual, homenagens e estreias marcaram o 21º Florianópolis Audiovisual Mercosul (FAM) até agora.

Neste terceiro dia do evento, às 9h, ocorre a exibição dos filmes “Barbante”, “Meninos e Reis” e “Alegria”, da Mostra Infantojuvenil. Sessão que possui legendagem para surdos e ensurdecidos (LSE).

Ainda no período matutino, Fernando Lockett faz uma palestra sobre direção de fotografia e Gustavo Oliveira de Souza sobre som para as equipes do Rally Universitário.
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Coral, Madrigal e Orquestra de Câmara da UFSC realizam concerto de encerramento do semestre dia 29

22/06/2017 10:00

Madrigal da UFSC. Foto: Divulgação.

O Coral, o Madrigal e a Orquestra de Câmara da UFSC — projetos musicais permanentes do Departamento Artístico Cultural (DAC) da Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte) da Universidade — apresentam-se dia 29, às 20h, no anfiteatro do Espaço Físico Integrado (EFI), em um concerto de encerramento de suas atividades do semestre. O evento é gratuito e aberto à comunidade.

O Madrigal e a Orquestra de Câmara trazem ao público seu repertório de músicas populares e eruditas, brasileiras e estrangeiras, trabalhadas durante o semestre. Já o repertório do Coral da UFSC será de músicas relacionadas ao Nordeste brasileiro.
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Traduções de Shakespeare publicadas pela EdUFSC integram acervos de bibliotecas inglesas

21/06/2017 19:56

Professor Rafael Raffaelli, com a obra “A tragédia de Macbeth”. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC.

Duas obras de Shakespeare publicadas pela Editora da UFSC (EdUFSC), traduzidas pelo professor Rafael Raffaelli, integram agora o acervo de importantes bibliotecas do Reino Unido. As recentes traduções de A tragédia de Macbeth e Sonho de uma noite de verão foram aceitas na The British Library e Senate House Library, localizadas em Londres; Bodleian Libraries, na Universidade de Oxford; National Library of Scotland, em Edimburgo, capital da Escócia; Library of Birmingham, em Birmingham; e Shakespeare Birthplace Trust, em Stratford-upon-Avon, cidade natal de Shakespeare.

O processo para uma obra integrar o acervo dessas grandes bibliotecas é longo e costuma levar meses. É preciso entrar em contato com o setor de análise ou diretamente com os próprios bibliotecários, caso sejam acessíveis. Existem equipes de curadores para cada área, que avaliam e decidem por aceitar ou não o livro. As traduções de Rafael se destacam por serem publicadas em edições bilíngue, o que gera mais interesse pelas bibliotecas estrangeiras. “As edições bilíngues são menos comuns e isso confere qualidade ao texto”, afirma o professor.

The British Library é a maior biblioteca do Reino Unido em termos de volume: são mais de 20 milhões de obras no acervo. “É a biblioteca das bibliotecas. Ela abastece todas as bibliotecas regionais. É lá que estão documentos valiosos, como o primeiro livro editado no mundo e o primeiro folio de Shakespeare. Meus livros foram incluídos na National Collection, onde estão as obras que devem ser preservadas.”

Outra biblioteca importante, segundo Rafael, é a National Library of Scotland. “Ela só aceita obras relevantes para a história escocesa. Eles já têm livros demais e não aceitam qualquer coisa, por isso fico feliz que minhas traduções tenham sido aceitas.”

A Library of Birmingham é uma biblioteca municipal, mas que se destaca por ter a coleção mais relevante de Shakespeare. “O acervo tem traduções de Shakespeare em 73 idiomas. Só em chinês, são mais de 20 traduções de autores diferentes. É a maior biblioteca de Shakespeare do Reino Unido. E em termos de espaço físico, é a maior biblioteca da Europa”, explica o autor.  Os livros de Shakespeare traduzidos para o português que constavam no acervo da Library of Birmingham eram do século XIX. A tradução de Rafael, portanto, passa a ser a mais recente a integrar a biblioteca.

No acervo da Shakespeare Birthplace Trust, as obras da EdUFSC são as únicas em língua portuguesa. “Essa é uma instituição de grande valor cultural para a Inglaterra”, afirma. “As editoras não percebem a importância de colocar os livros nessas importantes bibliotecas, pois é lá que as obras serão preservadas. Eu quero divulgar o meu trabalho, por isso faço esse esforço.”

Sobre o tradutor

Rafael Raffaelli foi professor do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) de 1980 a 2014. Seu percurso pela tradução começou ao acaso. “Eu utilizava Shakespeare em sala de aula, mas algumas coisas me incomodavam nas traduções, por isso decidi eu mesmo começar a traduzir.” A primeira obra que traduziu foi Macbeth, publicada nos Cadernos de Pesquisa Interdisciplinar em Ciências Humanas em 2008. A tradução, que está disponível online, foi citada em publicações estrangeiras e, segundo o autor, teve ampla repercussão. “Hoje as obras publicadas online são muito mais divulgadas do que as impressas. Mas é importante o livro impresso, pois essa é a melhor forma de preservá-lo. Além disso, cada edição é uma obra de arte. Temos que pensar em cada detalhe. Eu gosto de acompanhar todo o processo de edição.”

Além das duas obras recém-lançadas, Rafael também já traduziu “Do jeito que você gosta” e A tempestade, ambas publicadas pela EdUFSC. Nesta quinta-feira, 22 de junho, o professor participa do Círculo de Leitura de Florianópolis, com o tema “Shakespeare: sua tradução”.  O encontro, que é aberto a todos, será às 18h30, na sala Harry Laus da Biblioteca Universitária (BU).

Mais informações pelo e-mail

Daniela Caniçali/Jornalista da Agecom/UFSC

Imagine-PanGea, competição de popularização científica, divulga vencedores

21/06/2017 15:36

Competição de popularização científica de caráter intercontinental, multicultural e multilinguístico, com foco em públicos da África, América Latina e Caribe, o Imagine-PanGea divulgou melhor de cada continente e os três melhores na classificação geral. Entre os vencedores, o 3º e o 2º lugares ficaram com estudantes de pós-graduação da UFSC, Greyce Luci Bernardo e Ricardo Gutiérrez Garcés (natural da Colômbia, país alvo de seu projeto de mestrado).

Em breve os vídeos traduzidos dos vencedores serão postados.

Confira os vencedores:

Primeiro lugar: João Marcelo Silva (Brasil)

“O papel do compartimento vegetal na dinâmica de metais pesados em estuários e sua influência na preferência alimentar de consumidores primários”

Segundo lugar: Ricardo Gutiérrez Garcés (Colômbia)

“Diálogos interculturales y los instrumentos astronómicos históricos (IAH) en la educación geográfica”

Terceiro lugar: Greyce Luci Bernardo (Brasil)

“Programa de intervenção sobre habilidades culinárias: adaptação, aplicação e avaliação do impacto nas práticas alimentares de estudantes universitários no Brasil”

Melhor apresentação da África: Boris Brice Legba (Benin)

“Propriété antioxydante des extraits d’une plante P utilisée au Bénin vis à vis du radical DPPH”

Melhor apresentação da América Latina: João Marcelo Silva (Brasil)

“O papel do compartimento vegetal na dinâmica de metais pesados em estuários e sua influência na preferência alimentar de consumidores primário”
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Avaliação da UFSC: resultados de 2016 são divulgados e nova consulta aos alunos inicia dia 26

21/06/2017 14:49

Chegou o momento de conferir os resultados da avaliação institucional e de curso feita pelos estudantes, técnicos-administrativos em Educação, professores e gestores, a partir de novembro de 2016.

A Comissão Própria de Avaliação (CPA) da UFSC realiza as avaliações, por meio do sistema Collecta, e disponibiliza em seu site os resultados.

A última referente ao segundo semestre de 2016 também já está disponível. Esta pesquisa contou com 8.884 respondentes. A infraestrutura física foi uma das dimensões que obteve as notas mais baixas, seguida da participação da comunidade universitária na elaboração e acompanhamento da execução do orçamento.

Por outro lado, as pontuações mais altas referem-se à contribuição dos cursos de graduação e de pós-graduação, bem como dos setores administrativos, para o desenvolvimento da missão da UFSC, acompanhada dos serviços prestados na Biblioteca Universitária. Os cursos de pós-graduação e a avaliação sobre a instituição pelos pós-graduandos também tiveram um saldo bastante positivo.
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Doe sangue: Hospital Universitário necessita com urgência dos tipos A-, O- e B+

21/06/2017 13:10
O Serviço de Hemoterapia do Hospital Universitário (HU) da UFSC solicita a doação de sangue dos tipos A-O- e B+. Para cooperar, potenciais doadores devem estar atentos às seguintes informações:

Local e horário para doação:
Unidade de Coleta de Doadores de Sangue do HU UFSC
Ed. Voluntária Dona Cora – Prédio da Associação Amigos do HU – Trindade – Florianópolis (SC) – próximo do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 12h.

O doador deve:
– trazer documento com foto (identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira do conselho profissional ou carteira nacional de habilitação);
– estar bem de saúde; ter entre 18 e 65 anos; pesar mais de 50 Kg;
– não estar em jejum; evitar apenas alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem a doação.

Impedimentos temporários:
– Febre, gripe ou resfriado;
– Gravidez, puerpério: parto normal, 90 dias; cesariana, 180 dias;
– Uso de alguns medicamentos;
– Pessoas que adotaram comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis.

Prazos de impedimentos:
– Extração dentária: 72 horas;
– Ingestão de bebida alcoólica 24h antes da doação;
– Transfusão de sangue: 1 ano;
– Tatuagem e piercing: 1 ano;
– Vacinação: o tempo de impedimento varia de acordo com o tipo de vacina.

Impedimentos definitivos:
– Hepatite após os 10 anos de idade;
– Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças transmissíveis pelo sangue: hepatites B e C, Aids (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas;
– Uso de drogas ilícitas injetáveis;
– Malária.

Mais informações pelos telefones (48) 3721-9114 (manhã) e 3721-9859 (tarde).

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Mestrandos da UFSC participam de estágio no Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais

21/06/2017 10:15

Foto: Divulgação

Estudantes do mestrado em Desastres Naturais do Departamento de Geociências da UFSC participam de um estágio no Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden) em São José dos Campos.

No Cemaden, os estudantes acompanham de perto o monitoramento e o sistema de alertas de riscos de desastres do Brasil, com foco em Santa Catarina. Ao fim das pesquisas os trabalhos servirão de subsídio para as Defesas Civis dos municípios na elaboração de mapas de suscetibilidade de áreas de risco, monitoramento e alerta de desastres naturais.

Nove das 14 pesquisas dos estudantes têm como foco o Vale do Itajaí. Entre os trabalhos, estão estimativa de danos de inundação, análise de áreas susceptíveis a deslizamentos, gestão e comunicação de riscos em cidades como Blumenau, Gaspar, Timbó e Brusque.

O mestrado profissional em Desastres Naturais é pioneiro no Brasil e foi viabilizado com apoio da Agência Nacional de Águas (ANA).

 

Sete trabalhos do curso de Jornalismo da UFSC são premiados no Expocom Sul

20/06/2017 14:58

Estudantes e professores do curso de Jornalismo da UFSC no encerramento da Expocom. Foto: Zero Jornal

Entre os dias 15 e 17 de junho foi realizado na Universidade Caxias do Sul (UCS), no Rio Grande do Sul, o Congresso de Ciências da Comunicação da Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação) da Região Sul. Dentro da programação do evento ocorreu também a Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação (Expocom), com a apresentação de trabalhos desenvolvidos por estudantes nos cursos da área e a premiação dos melhores projetos experimentais produzidos pelos alunos.

O curso de Jornalismo da UFSC participou com a apresentação de dez trabalhos que estiveram entre os cinco finalistas de cada categoria. Sete deles foram vencedores.

Os ganhadores foram:
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Agecom completa 25 anos com homenagens a ex-colaboradores da equipe

20/06/2017 11:14

A Agência de Comunicação (Agecom) da UFSC comemorou nesta segunda-feira, 19 de junho, os seus 25 anos de criação. A programação contou com entrega de placas a servidores técnico-administrativos da agência na ativa e aposentados com mais 25 anos de trabalho dedicados ao setor, além de homenagens especiais in memoriam e uma exposição fotográfica no Hall da Reitoria.

O jornalista Moacir Loth comparou a comunicação como um remédio preventivo que cuida da saúde da universidade. A universidade quer e precisa ser vista aos olhos do público. Essa imagem deve ser construída a partir da sua verdadeira identidade e precisa ser levada e participada à sociedade. Afinal, a população sustenta a universidade e tem o direito de saber o que ela faz.”, justificou.
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Documentário ‘Anauê’, do cineasta Zeca Pires, estreia na abertura do 21º FAM

20/06/2017 09:23

A abertura do Florianópolis Audiovisual Mercosul (21 FAM) trará a estreia do documentário Anauê, do cineasta Zeca Pires. A exibição está marcada para o dia 20 de junho (terça-feira), às 21h, no auditório Garapuvu do Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Entrada Franca.

O longa metragem revê os tempos do Integralismo e Nazismo na região de Blumenau em Santa Catarina. Com depoimentos de populares da região de Blumenau, historiadores, filósofos e sociólogos, o filme ao tratar da história passada visita enfaticamente o momento atual no Brasil e no mundo.  São vários depoimentos  intercalados com imagens e filmes de arquivo cuja narrativa em primeira pessoa, Édio Nunes faz a voz do diretor,  conduz o espectador a este polêmico tema. Fragmentos dos discursos de Getúlio Vargas e de uma entrevista de Nereu Ramos são reproduzidos nas vozes de Gringo Starr e Roberto Lacerda, respectivamente.  O material de arquivo fonográfico em ANAUÊ é riquíssimo com sonoridade da época.
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Laboratório de Tecnologias Computacionais lança game ‘Isaac e o enigma do explorador’

19/06/2017 11:31

Alunos de Engenharia da Computação e do Programa de Pós-Graduação em Tecnologias da Informação e Comunicação (PPGTIC) da UFSC lançaram um jogo em primeira pessoa usando como cenário as cidades de Araranguá e Criciúma. Isaac e o enigma do explorador, disponível para download em isaac.labtec.ufsc.br, foi desenvolvido pela equipe do Laboratório de Tecnologias Computacionais (LabTeC) da UFSC Araranguá.

O game foi estudo de caso na dissertação “Abordagem de uma metodologia de desenvolvimento de competências na produção de jogos digitais didáticos”, que avalia se é possível fazer jogos do gênero que sejam divertidos e educativos. O trabalho será defendido no PPGTIC nesta terça-feira, às 9h, no campus Mato Alto da UFSC Araranguá.

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UFSC na mídia: Escola do Mar e UFSC promovem ações para preservar animais marinhos

16/06/2017 15:43

A Escola do Mar, projeto da Secretaria de Educação de Florianópolis, participa da Jornada, que acontece esta semana, sobre Acidificação dos Oceanos. O evento, que discute as origens e as conseqüências do aumento da acidez nas águas, foca também na compreensão dos problemas globais associados ao oceano, como a sobrepesca e a deficiência de estratégia de conservação. Estes temas estão sendo debatidos igualmente na ONU, Organização das Nações Unidas, para promover um desenvolvimento sustável.

No último sábado, numa atividade da Escola do Mar e do curso de Oceanografia da UFSC, universitários e professores receberam a comunidade para divulgar os temas da Jornada e quantificar o lixo flutuante. A bordo do barco-escola, utilizado pela Escola do Mar, também foram coletadas amostras de água e de sedimentos da Baía Norte para análise dos contaminantes derivados de petróleo e provenientes do uso de remédios (como hormônios das pílulas e os anti-inflamatórios), que são liberados no ambiente pelos esgotos domésticos.
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Agecom 25 anos: pluralidade de vozes ratificada no quarto quinquênio (2008 a 2012)

16/06/2017 12:38

A história recente da Agência de Comunicação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) se confunde com a história da própria Universidade. Comemorando 25 anos em 2017, a Agecom faz uma retrospectiva de grandes reportagens e momentos retratados pelos profissionais que passaram pela Agência. Na matéria que segue, você encontrará informações sobre o quarto quinquênio dessa história, com foco nas últimas edições veiculados do Jornal Universitário (JU).

O quarto quinquênio da história da Agecom foi marcado por notícias boas e outras nem tanto veiculadas pelo JU, com pluralidade de vozes, como qualquer publicação que se preze e que cumpra com o papel de informar ao seu público. Entre outros acontecimentos, as páginas do periódico anunciaram a interiorização da Universidade; comemoraram os 50 anos da UFSC; celebraram os avanços das pesquisas com células-tronco; noticiaram o início das obras do Centro de Engenharias da Mobilidade, no campus Joinville; e marcaram presença nas edições da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex). A equipe da Agecom deseja uma leitura agradável e uma boa viagem pelas notícias das últimas edições.
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Campanha de agasalho destinada a alunos imigrantes do projeto ‘Plam’ até dia 23

16/06/2017 11:26

O curso de Português como Língua de Acolhimento (Plam) é um projeto de extensão do Núcleo de Pesquisa e Ensino de Português – Língua Estrangeira da UFSC – que visa dar aulas gratuitas de português para estrangeiros com visto humanitário ou de refugiado.

O Plam realiza, até o dia 23 , uma campanha de agasalho destinada aos seus alunos imigrantes. A coleta é feita na sala 101 do Departamento de Língua e Literatura Estrangeiras (DLLE), no bloco B do Centro de Comunicação e Expressão (CCE)

Mais informações na página do Plam ou pelo telefone (48) 3721-9288.

 

 

Novos contratos de manutenção devem agilizar os trabalhos da Imprensa Universitária da UFSC

16/06/2017 10:23

Vladimir Fey: garantia de manutenção. Foto: Ítalo Padilha/Agecom

Setor gráfico da UFSC que, além de atender a confecção dos impressos para os diversos setores da universidade e os campi na edição de trabalhos de pesquisa e obras originais de docentes, técnicos administrativos e alunos, a Imprensa Universitária trabalhará de uma forma mais ágil, graças a um trabalho de manutenção de suas máquinas gráficas e digitais.

“A imprensa é um setor industrial com uma verdadeira linha de produção. Só da Editora estamos com várias produções, que trabalhamos desde a pré-impressão ao acabamento”, explica o diretor-geral Paulo Márcio Ávila, que se reuniu nesta quarta-feira, dia 14, com o reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo e o secretário de Planejamento (Seplan) Vladimir Fey,  e conversou sobre as demandas da gráfica e os novos contratos de manutenção das máquinas gráficas e digitais.

Segundo Paulo, “estávamos com dificuldades para executar os nossos serviços e essa nova relação com a Seplan, uma secretaria com uma visão aberta para buscar soluções conjuntas, atende  aos dois lados”. Vladimir Fey lembrou as reuniões feitas no início da gestão atual e um pedido do reitor para que fosse dada uma atenção especial à Imprensa Universitária, resgatando a sua identidade.

“E o que a gente via era um conjunto de demandas e situações que comprometiam a operacionalidade regular da IU, dificultando o compromisso com determinados valores de produção, justamente por conta do quesito da manutenção”, observa  Fey.

Vladimir lembra que os trabalhos da gráfica normalmente têm prazos normalmente muito estreitos e que, portanto, o setor precisa ter a garantia de que, ao quebrar uma máquina, os técnicos sejam chamados e o conserto feito no menor tempo possível. “Daí a importância do atual contrato de manutenção”.

Cancellier: recuperar o tempo perdido. Foto: Ítalo Padilha/Agecom

Para Cancellier, há a percepção de que a Imprensa Universitária, junto com a Editora, a Agência de Comunicação e a própria TV UFSC, são os ramos da comunicação da universidade com um ponto em comum: trabalhar a imagem da instituição, interna e externamente.

“Só quem não conhece a instituição, quem não tem o carinho por ela, é que pode pensar em fechar ou ignorar setores como a gráfica. Quem viveu aqui, quem se formou aqui, tem a obrigação de recuperar o tempo perdido e recolocar esses quatro setores no seu devido lugar”, acrescenta.

Participaram do encontro, além de Luiz Cancellier, Vladimir Fey e Paulo Márcio Ávila, o Pró-Reitor de Administração, Jair Napoleão Filho, o coordenador de Apoio Administrativo da gráfica, César Murilo Natividade, o chefe da Divisão de Fotocomposição, Adriano H. Hedler, o Assistente de Administração, Luiz Henrique Vieira Silva, e o chefe da Divisão Técnica, Mauro Coelho.

Teatro da UFSC recebe o espetáculo ‘As Criadas’ neste final de semana

14/06/2017 17:09

Foto: divulgação

O curso de Artes Cênicas, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promove o espetáculo “As Criadas”, nos dias 16,17 e 18 de junho, às 20h no Teatro da UFSC. O espetáculo é uma adaptação da peça original do escritor e dramaturgo francês Jean Genet. Montagem realizada durante o processo criativo da disciplina de Atuação IV. A entrada é gratuita e aberta à comunidade. 
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Bloomsday 2017 será comemorado dia 16 no Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina

14/06/2017 10:50

O Bloomsday, ou o Dia de Bloom, é uma festa em homenagem ao romance Ulisses, do escritor irlandês James Joyce (1882 -1942). Bloom é uma referência ao sobrenome da personagem central da trama, o angariador de anúncios de jornal, Leopold Bloom, que passa o dia caminhando pelas ruas de Dublin, capital da Irlanda.

Em Florianópolis, o Bloomsday será comemorado dia 16 de junho (sexta-feira), de 19h às 22h, no Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS-SC). O evento conta com o apoio da Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte) e a Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da UFSC.

Esta edição será dedicada às duas grandes heroínas de James Joyce: Molly Bloom e Anna Livia, as quais serão interpretadas por mulheres do Coletivo Kurima e do Coletivo NEGA, grupos ativistas dos direitos das mulheres negras, e alunos e professores da UFSC e da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).
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Pesquisa sobre embriões, publicada em livro pela EdUFSC, venceu Grande Prêmio Capes de Teses 

13/06/2017 16:31

O embrião humano não é um de nós, portanto, pode ser criteriosamente usado para pesquisas, finalidades terapêuticas ou simplesmente ser eliminado. A tese do pesquisador Lincoln Frias, defendida na Universidade Federal de Minais Gerais (UFMG), foi transformada no polêmico livro A ética do uso e da seleção de embriões, lançado pela Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (EdUFSC), dentro da Série Ethica.

A obra, viabilizada com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), agregou novo valor aos leitores: a pesquisa que concebeu o livro foi uma das grandes vencedoras do “Grande Prêmio Capes de Teses 2011”, o que significa que a Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior (Capes), agência de fomento do Ministério da Educação (MECV), considerou o trabalho de Lincoln a melhor tese de toda a área das ciências humanas, sociais e artes do País.

O autor, professor da Universidade de Alfenas (MG), trata, sem rodeios, de temas caros para a sociedade e a comunidade científica: as pesquisas com células-tronco embrionárias humanas (CTEHs) e com o diagnóstico genético pré-implantação (DGPI), que acontecem no começo da vida humana, ou seja, com o próprio embrião.
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Coleta Seletiva Solidária na UFSC: saiba onde e como descartar os recicláveis

13/06/2017 14:58

Mapa com a localização dos coletores da Coleta Seletiva Solidária da UFSC.

A campanha de divulgação da Coleta Seletiva Solidária (CSS) elaborou um mapa com a localização de todos os coletores distribuídos no campus da Trindade e do Centro de Ciências Agrárias (CCA). Ao clicar nos símbolos marcados no mapa, o público terá acesso à descrição do que pode ser descartado em cada coletor. Ao todo, são 20 coletores para recicláveis, papéis e rejeitos; diversos papa-pilhas; Ponto de Entrega Voluntária (PEV) para vidros e um coletor de eletroeletrônicos. O mapa está disponível aqui.

A engenheira sanitarista e ambiental Sara Meireles, coordenadora da Coleta Seletiva, reforça a importância de descartar os recicláveis corretamente. Ela explica que o ponto de entrega de eletroeletrônicos está localizado na Biblioteca Universitária (BU) e esse material deve ser descartado exclusivamente ali. Outra orientação é em relação à quantidade de recicláveis a serem descartados por vez. Quando houver um volume grande para descarte, a pessoa deve entrar em contato com a Gestão de Resíduos Sólidos da UFSC, que fará o agendamento da coleta. Nesses casos, os catadores irão diretamente ao local solicitado para retirar o material. O agendamento pode ser feito pelo e-mail: ou pelos ramais 5122 ou 3836.

O PEV para vidros está localizado na entrada no Centro de Cultura e Eventos. Sara alerta, entretanto, que materiais de laboratórios não podem ser descartados junto com os demais vidros. A separação de resíduos nos ambientes internos — salas administrativas, departamentos etc — começam a funcionar a partir das próximas semanas, quando serão distribuídas as sinalizações para as lixeiras que já existem nesses ambientes.

Mais informações sobre a Coleta Seletiva Solidária na página da campanha, pelo e-mail ou pelo telefone (48) 3721-4202.

Daniela Caniçali/Jornalista da Agecom/UFSC

Centro de Ciências Agrárias é referência na produção de conhecimento para a Agroecologia  

13/06/2017 10:57

A Agroecologia é mais do que técnicas de cultivo no campo. Para pequenos produtores, é um movimento de resistência aos interesses das grandes corporações que atuam no setor, e de combate às relações desiguais de comercialização e consumo dos produtos agrícolas. “É um conceito de vida que prioriza a relação com a natureza, que repensa o consumismo e promove o cuidado e atenção ao próximo” diz a agricultora Sônia Jendiroba, moradora do bairro Ratones, em Florianópolis, e participante da feira orgânica do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da UFSC.

Método UFSC de Compostagem

O CCA é referência na produção de conhecimento de técnicas agroecológicas no país, e esse reconhecimento não é recente, é desde que começou a discutir a Agroecologia como meio produtivo no país” diz Walter Quadros Seiffert, diretor do do Centro de Ensino. De fato, o CCA tem papel importante na produção de pesquisas e desenvolvimento de tecnologias a exemplo do “Método UFSC de Compostagem”, que é uma adaptação de outro modelo mais tradicional que possibilita empilhar matéria orgânica diariamente em uma estrutura alongada conhecida como Leiras. Diferentemente de outros métodos, no da UFSC as leiras não são reviradas ou não tem uma aeração forçada, isso facilita a proliferação microrganismos que são biofungicidas naturais e podem eliminar pragas fungicidas nas plantas, como o fungo verticillium dahliae, que afeta as plantações de tomates. A consequência é a dispensa de defensivos para este tipo de fungo. Os métodos de compostagem podem ser utilizados para qualquer sistema de plantio, no agroecológico ou no convencional.
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Oficinas de grafite e de lixeira de bambu promovem Coleta Seletiva Solidária

12/06/2017 18:10

Oficina de grafite do container da Coleta Seletiva Solidária da UFSC. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC.

Duas ações foram realizadas na segunda-feira, 12 de junho, com o objetivo de divulgar a implantação da Coleta Seletiva Solidária na UFSC: uma oficina de lixeira de bambu e outra de grafite. As atividades começaram por volta das 9h da manhã e contaram com cerca de 15 participantes, sendo a maioria deles estudantes da universidade.

A oficina de grafite foi coordenada por três alunos do curso de graduação em Design: Eduarda Werner, Adriel Giovanella de Souza (conhecido como Zack) e Ana Luiza Soares Vital, que grafitaram o container que está localizado entre o prédio do Departamento de Automação e o Bloco B do Centro Tecnológico (CTC/UFC) — voltado para a rua Delfino Conti, que separa o CTC do Centro de Ciências da Saúde (CCS).

Os desenhos grafitados foram orientados pela temática da sustentabilidade, com o objetivo de chamar a atenção para a campanha. “A ideia é dar visibilidade à coleta seletiva. Procuramos harmonizar as cores dos desenhos com o ambiente ao redor, por isso tem muito verde”, explica Eduarda. Para Adriel, a ideia foi unir sua técnica com o tema da reciclagem: “Eu gosto de pintar rostos, por isso fiz um rosto e desenhos que remetem à natureza, à cidade, ao lixo.”

Com 6 metros de comprimento, 2,5 de largura e 2,8 de altura, o container será o principal ponto de armazenamento dos materiais coletados. “É para esse container que serão levados os resíduos recicláveis e onde as cooperativas irão buscar os materiais”, explica Branda Vieira, engenheira sanitarista e ambiental da Gestão de Resíduos Sólidos da UFSC. Existem ainda três outros pontos de coleta, localizados na Moradia Estudantil, no Restaurante Universitário (RU) e no Centro de Ciências Agrárias (CCA).
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Presidente da Coperve esclarece alunos sobre alterações no Vestibular UFSC 2018

12/06/2017 08:31

Escolher o que vai ser quando crescer é uma tarefa difícil, mas que precisa ser encarada pelos alunos do Ensino Médio. Ter acesso às profissões e conhecer o que cada uma delas faz, pode ajudar. Pensando nisso, o Colégio Salvatoriano Nossa Senhora de Fátima, no bairro Estreito, em Florianópolis, realiza a Semana das Profissões. Entre os dias 12 e 14 de junho, os alunos terão contato com as diversas profissões do mercado de trabalho e, mais do que isso, vão discutir como se preparar para encarar um vestibular, que é o primeiro passo para ser um profissional de qualidade.

Essa é a 12ª edição da Semana das Profissões, que traz entre as palestras um bate–papo com a professora Maria Luiza Ferraro, presidente da Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) da UFSC, nesta terça-feira, 13 de junho.

Na oportunidade, serão abordados temas como as novas regras para o Vestibular UFSC 2018, que tem os cursos mais concorridos no estado. As mudanças na pontuação, a inclusão de novas disciplinas e o peso diferenciado para cada curso pode causar dúvidas.

Texto: jornalista Paulo Scarduelli

Conferência da Semana Acadêmica de Letras aborda os discursos da intolerância

09/06/2017 20:09

Professora Diana Luz Pessoa de Barros. Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC.

“Neste momento, no Brasil, temos exemplos e exemplos e exemplos para falar de discursos da intolerância.” Foi com esse enunciado que Diana Luz Pessoa de Barros, professora de Linguística da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), abriu a conferência “O discurso da intolerância: questões de intolerância e política, intolerância e internet, intolerância e ensino”, que ocorreu na tarde de quinta-feira, 8 de junho, durante a XI Semana de Letras da UFSC.

Diana iniciou a palestra contextualizando o paradoxo em que vivem os estudiosos da área de Letras: de um lado, o poder da língua e da linguagem é reconhecido; do outro, os cursos de Letras são, em geral, desprestigiados e considerados menos importantes do que outras áreas acadêmicas. Em seguida, a professora abordou o papel que os pesquisadores da linguagem, e em especial do discurso, têm no tratamento das intolerâncias: “Dentro da universidade temos, em primeiro lugar, a obrigação de produzir conhecimento sobre essas questões. O saber sobre a dominação da linguagem e sobre a construção discursiva da intolerância e do preconceito é uma forma, entre outras, de atenuá-los e de contribuir para a aceitação e a inclusão social.”

Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC.

Sua perspectiva de reflexão é a semiótica discursiva de língua francesa, linha de análise que compreende que é na língua em uso, no campo dos discursos, que a dominação ocorre, que o poder se manifesta. “E é lá também que ele pode ser contestado”, explicou. Para fundamentar suas reflexões, a professora recorreu a três autores: o francês Roland Barthes; o russo Mikhail Bakthin; e o moçambicano Mia Couto. “Eles compreendem que é tarefa do estudioso do discurso, e das humanidades em geral, não emudecer  o homem, mas, ao contrário, dar-lhe voz. Para isso, é preciso, com os meios desenvolvidos pelas diferentes teorias do discurso, mostrar as formas, as estratégias, os procedimentos que fazem de um texto, mesmo dialogicamente constituído, discursos monofônicos. No desmascaramento dessas estratégias, outras vozes se farão ouvir. E esse saber contribuirá para a promoção da igualdade linguística e social.”

Os discursos a serem “desmascarados” seriam, sobretudo, aqueles considerados discriminatórios, preconceituosos, intolerantes, de exclusão e de incitação à violência. Diana acrescenta que também é papel dos pesquisadores desenvolver procedimentos de construção de discursos contrários: “Temos que mostrar o que são esses discursos de aceitação, intervenção e inclusão social, como eles se constroem.” Para ilustrar seus argumentos, citou diversos exemplos de textos preconceituosos publicados em jornais, revistas, páginas na internet e redes sociais. Destacaram-se os depoimentos dos deputados federais Marco Feliciano e Jair Bolsonaro, que explicitavam preconceitos raciais e de gênero. “Há políticos que fazem da intolerância a sua plataforma.”

Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC.

A professora também ressaltou o caráter passional dos discursos intolerantes. “São sempre sujeitos apaixonados. Predominam, nesses discursos, dois tipos de paixões. As malevolentes, de antipatia, raiva, ódio, xenofobia, medo do diferente e dos danos que ele pode causar. A malevolência é considerada uma espécie de caminho para que as coisas sejam postas nos seus ‘devidos lugares’.” As outras paixões, segundo a pesquisadora, seriam as benevolentes. “O sujeito do ódio em relação ao estrangeiro, ao diferente, aos maus usuários da língua, é também o sujeito do ‘amor à pátria’, amor à língua, ao grupo étnico, aos de sua cor, aos de sua religião. Os textos intolerantes são também aqueles do nacionalismo exacerbado. Ou seja: complementam-se as paixões malevolentes do ódio em relação ao diferente e as paixões benevolentes do amor aos iguais.”

Além das questões relativas ao preconceito e à intolerância em relação aos usos da linguagem, a professora abordou a variedade linguística, a oralidade, o plurilinguismo (ou multilinguismo). A aceitação das “várias línguas portuguesas”, por exemplo – da cidade e do campo, dos falantes cultos e dos iletrados, do nordeste e do sudeste etc –, evitariam preconceitos e intolerâncias em relação à linguagem e ao diferente em geral. “Promovê-las à igualdade seria o luxo da liberdade. A diversidade e a pluralidade, o multiculturalismo e de multilinguismo, são condições imprescindíveis ao desenvolvimento da civilização. Um homem plural deve estar munido de um idioma plural.”

Diana começou a pesquisar a intolerância nos discursos quando integrou o Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos (Diversitas), coordenando um projeto de pesquisa sobre intolerância e preconceito linguístico. “Minha proposta é que os discursos intolerantes são principalmente discursos que julgam os sujeitos considerados maus cumpridores de certos contratos sociais. Por exemplo, o contrato de ‘branqueamento da sociedade’, ou o da ‘pureza da língua’, da ‘heterossexualidade’ e por aí afora. Esses sujeitos são, portanto, reconhecidos como maus atores sociais, maus cidadãos, maus usuários da língua. Eles não são só julgados cognitivamente, mas são também punidos, com a perda de direitos, de emprego e até mesmo com a morte.”

O problema da intolerância, portanto, é que ela vai além da “etapa passional do preconceito”. A intolerância aparece nas ações discriminatórias. “O sujeito intolerante passa para a ação e age contra o outro, contra aquele que ele odeia.” A professora citou uma frase que conheceu quando vistou o museu “Memoria y Tolerancia“, na Cidade do México: “Todos temos preconceitos, mas nem todos discriminamos.” Ou seja, se não podemos ser impedidos de ter preconceitos, podemos — e devemos — ser impedidos de discriminar, de desrespeitar, de matar.

Mais informações sobre a XI Semana Acadêmica de Letras na página do evento e no Facebook.

Daniela Caniçali/Jornalista da Agecom/UFSC

Abertura do FAM 2017 no dia 20 estreia ‘Anuaê’, documentário de Zeca Pires

09/06/2017 11:25

O 21º Florianópolis Audiovisual Mercosul – FAM 2017 – será realizado de 20 a 25 de junho, em Florianópolis, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC, firmando o seu papel de aproximar público, profissionais, filmes e mercado – o  ciclo completo do setor audiovisual. Fórum, Palestras, Oficinas, Rally Universitário, Lançamento de Livro, Mostra Paralela de Música  e o recordista de público Festival, este ano com uma mostra competitiva a mais, Mostra Videoclipe, além da Doc-FAM, Mostra Curtas Mercosul, Curtas Catarinense e Infantojuvenil.

Sem teor de competição o FAM  também apresenta a Mostra de Longas Mercosul que este ano está composta de seis filmes  sempre com início às 20h. Na noite de abertura do FAM 2017, na terça-feira, dia 20, a estreia de Anuaê, documentário do diretor catarinense Zeca Pires. Viabilizado com recursos do Prêmio Catarinense de Cinema, Anauê aborda o nazismo e o integralismo na região de Blumenau no período da Segunda Guerra Mundial, a partir de entrevistas com acadêmicos e descendentes de alemães. Trata de questões como envolvimento dos locais com o nazismo e o integralismo, a forma com que o holocausto dos judeus era visto na região, a “nacionalização” e a relação entre alemães e brasileiros. Santa Catarina teve uma das primeiras seções do Partido Nazista no Brasil. A palavra anauê do título era uma saudação entre os integralistas brasileiros que em tupi significa “você é meu irmão”.

Ilha do Carvão

A ficção Mulher do Pai, de Cristiane Oliveira, será exibida no dia 21, é ambientada na região de Dom Pedrito-RS, fronteira com o Uruguai. Trata do relacionamento entre Nalu (Maria Galant), uma menina de 16 anos, e seu pai cego Ruben (Marat Descartes), por quem ela fica responsável após a morte da avó. Os dois vivem um relacionamento distante até a chegada de uma professora uruguaia (a atriz Verónica Perrota, a mesma do filme Las Toninas Van al Este). Este é o primeiro longa-metragem da diretora gaúcha, que foi selecionado para a mostra Generation do 67º Festival de Berlim.
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