Excelência: conceito dos cursos da UFSC de Arquivologia e de Ciência e Tecnologia de Alimentos

16/05/2018 18:19

Obter a melhor nota em avaliações de cursos das instituições de ensino superior é um indicador bastante significativo para a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Reflete o esforço de muitos agentes, o feedback de pesquisas, dá visibilidade ao que se avançou e implica na adoção de políticas nos pontos que ainda devem ser aperfeiçoados.

Neste mês de maio, Arquivologia, do Centro de Ciências da Educação (CED), e Ciência e Tecnologia de Alimentos, do Centro de Ciências Agrárias (CCA), foram os dois cursos avaliados pelo Ministério da Educação (MEC). Da estrutura analisada (que envolve a acadêmica e a administrativa) – instalações físicas, corpo docente, projeto pedagógico, grade curricular, produção científica, bibliografia e biblioteca – alcançaram a nota máxima 5, conceito de excelência.

“O resultado é fruto da dedicação e do engajamento de todos os atores envolvidos pela oferta desses cursos de graduação e demonstra o reconhecimento, sob o olhar de avaliadores externos, do ensino de qualidade da UFSC”, argumenta o pró-reitor de Graduação, Alexandre Marino. Para o gestor, a conquista “representa também uma forma de prestação de contas à sociedade, que identifica a nossa instituição como centro de excelência na formação de futuros profissionais”.

A visita dos avaliadores do MEC são periódicas e os cursos selecionados são analisados na integralidade. Na UFSC ocorreu entre os dias 2 e 5 de maio e o relatório final foi divulgado no último dia 10. As coordenações do cursos são as responsáveis por acompanhar todo o processo, porém todos os setores se envolvem, e os alunos também são ouvidos por meio de entrevistas.

Arquivologia foi implantado em 2010 e possui em média 240 alunos regulares. A professora Luciane Paula Vital, que faz parte da coordenação do curso, afirma que a “avaliação reconhece nossa excelência acadêmica e também nos motiva a continuar melhorando”. E significa “o coroamento de esforços coletivos, corpo docente, discente e técnicos, em unir ensino, pesquisa e extensão em um currículo inovador – reestruturado em 2016 -, com articulação teórico-prática e interdisciplinar”. Luciane acrescenta que “a meta do curso é formar profissionais com inserção no mercado de trabalho, com iniciativa e posicionamento crítico e com a possibilidade de aprofundamento de seus estudos em nossos cursos de mestrado e doutorado”.

Ciência e Tecnologia de Alimentos completa 10 anos em agosto deste ano e possui atualmente 233 alunos regulares. Para Carmen Maria Olivera Müller, que coordena o curso, o diagnóstico do MEC é muito importante e considera este trabalho de auditoria um grande aprendizado, pois além de fornecer uma visão ampla do curso, sensibiliza e indica os pontos a serem melhorados. “A Universidade tem que dar esta resposta à sociedade, enquanto instituição pública e gratuita. Particularmente, foi muito gratificante e estamos muito felizes, principalmente por que os alunos também participaram da avaliação”. Enfatizou que “o curso tirou a maior média nos três aspectos de organização didático-pedagógica, pois a concepção do curso está muito clara a respeito do aluno que desejamos formar e a sua inserção no mercado de trabalho, e por estarmos trabalhando a questão da curricularização da extensão, que é uma exigência nova do MEC”. Carmen explica que “o foco do curso é no desenvolvimento de novos produtos na área de alimentos, pensando na gestão e no controle de qualidade”.

Interlocução UFSC e MEC

Os conceitos são publicados no e-MEC, sistema de tramitação eletrônica dos processos de regulação (autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos). Cada IES possui um interlocutor entre a instituição e o Ministério, responsável pelas informações inseridas e pelo acompanhamento dos processos no e-MEC. Sérgio Roberto Pinto da Luz, atual diretor de Planejamento e Gestão da Informação (DPGI) da Secretaria de Planejamento e Orçamento (Seplan), é o representante da UFSC.

Como procurador Educacional Institucional, Sérgio coordena a coleta de dados da UFSC e o seu preenchimento nos sistemas de informação do MEC, objetivando a verificação, validação, consolidação e interligação da base de dados e informações da instituição. A partir destes sistemas de informação são gerados os indicadores acadêmicos oficiais.

Rosiani Bion de Almeida/Agecom/UFSC