Prefeitura Municipal identifica focos do mosquito da dengue no campus UFSC Trindade

05/04/2018 12:03

Reunião da Comissão de Combate à Dengue da UFSC com o gerente do Centro de Controle de Zoonoses, André Grippa. Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

A Prefeitura Municipal de Florianópolis, por meio do Centro de Controle de Zoonoses, apresentou, durante reunião com a Comissão de Combate à Dengue na UFSC nesta terça-feira, 3 de abril, um panorama da atual situação dos focos do mosquito Aedes aegypti na região do campus da UFSC no bairro trindade em Florianópolis.

Segundo o gerente de Controle de Zoonozes e Sinantrópicos da Diretoria de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis, André Grippa, durante o ano de 2017 foram identificados focos do mosquito no campus Trindade em quatro ocasiões. Dentre as áreas mais problemáticas de possível foco de reprodução do mosquito, Grippa citou: calhas entupidas, construções e lixo.

A reunião do representante da Prefeitura Municipal de Florianópolis com a Comissão foi solicitada para troca de informações e estratégias no combate ao mosquito. Desde 2015, a UFSC desenvolve, por meio da Comissão, uma série de ações de conscientização, capacitação e fiscalização de possíveis focos do Aedes aegypti.

Exemplo de armadilha utilizada para monitorar o mosquito. Foto: Divulgação/PMF

As quatro ocasiões em que foram encontrados focos do mosquito na UFSC, segundo Grippa, foram identificadas graças ao acompanhamento que o Centro de Controle de Zoonoses realiza com oito armadilhas presentes na UFSC. Trata-se de pontos de monitoramento da presença  do mosquito, as quais são inspecionadas a cada cinco dias, em toda a cidade.

“Nossa preocupação aqui na UFSC são principalmente com as calhas de difícil acesso, que possam estar entupidas com folhas, por exemplo; as construções paradas ou em andamento que possam juntar água parada; e lixo deixado ao redor dos prédios”, ressalta Grippa.

O gerente do Centro de Controle de Zoonoses ressalta que, apesar de não haver casos das doenças transmitidas pelo mosquito, a cidade de Florianópolis tem muitos focos e os insetos se reproduzem rapidamente. “Não quer dizer que esses mosquitos estão se reproduzindo aqui no campus, podem estar vindo dos bairros no entorno. Por isso a importância da conscientização”, salienta.

Grippa relatou à Comissão da UFSC que na cidade há mais focos do mosquito na região do continente. Apesar de contar com apenas cerca de 50 agentes, a equipe do Centro fiscaliza as 1600 armadilhas existentes regularmente para monitorar sua presença e evitar que o mosquito se prolifere. “Coletamos as larvas e identificamos. Quando dá positivo para o Aedes aegypti, voltamos ao local e fazemos uma varredura para encontrar o foco gerador. Pode ser que o foco gerador esteja longe, pois o mosquito se desloca em um raio de até 300 metros, mas também pode ser transportado, em carros, ônibus, ou mesmo em elevadores”, explica.

Ações na UFSC

André Grippa fala das ações que a PMF realiza no combate ao Aedes aegypti. Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

A Comissão de Combate à Dengue na UFSC tirou dúvidas com o gestor municipal, sobre as ações que poderão ser desenvolvidas nos campi da Universidade para combater os possíveis focos. A Comissão tem, entre seus projetos, a intenção de promover uma nova capacitação com administradores de edifícios e incrementar a fiscalização, com o uso de drones e com mutirões de combate ao mosquito, inclusive com a possibilidade de aplicar larvicidas onde for encontrada água parada.

Outra possibilidade é que a UFSC integre as Salas de Situação Municipal e Estadual de Combate ao Aedes aegypti, para aproximar a Universidade dos órgãos que fiscalizam e combatem o mosquito.

Grippa sugeriu que a Universidade buscasse desenvolver uma ação conjunta que alie a conscientização e educação às ações efetivas de combate ao mosquito. “Estejam sensíveis à questão do mosquito, sem deixar que o assunto se perca. É um trabalho contínuo, de sensibilizar a comunidade sobre a importância de não deixar juntar a água parada. O problema é de todos, a responsabilidade é de todos. Passou sete dias, já tem um mosquito voando, por isso tem que ser feito um trabalho contínuo, ininterrupto, e as ações têm que acontecer em um prazo oportuno”, salientou.

UFSC contra o Aedes

A Comissão de Combate à Dengue e a Coordenadoria de Gestão Ambiental da UFSC (CGA), em parceria com a TV UFSC e a Agência de Comunicação da UFSC (Agecom) preparou um vídeo para a campanha “UFSC contra o Aedes”. A iniciativa faz parte dos esforços pela conscientização de todos para as ações de prevenção e combate ao mosquito.

Além do vídeo, a Universidade instalou materiais informativos como minidoors e uma grande empena no Centro de Cultura e Eventos, e distribui regularmente panfletos que explicam como todos podem ajudar.

Confira, abaixo, o vídeo produzido para a campanha, e compartilhe nas redes sociais com a hashtag #UFSCcontraoaedes.

A UFSC contra o Aedes

Em 2017 foram encontrados 4 focos do mosquito no campus Florianópolis. Ajude a combater o mosquito, essa batalha é de todos! 👊 #UFSCcontraoAedes

Publicado por UFSC em Quinta-feira, 5 de abril de 2018

Para denunciar possíveis focos, entre em contato:
E-mail:
Facebook: UFSC Sustentável
Telefone: (48) 3721-6104

Mayra Cajueiro Warren
Jornalista da Agecom/UFSC