Docentes do Departamento de Química são indicados para Academia Brasileira de Ciências

09/04/2018 11:04

Professor da UFSC, Daniel Lazaro Gallindo Borges. Foto: Lattes

Dois professores que atuam na UFSC foram indicados para se tornarem membros da Academia Brasileira de Ciência (ABC), na área de Ciências Químicas. Os nomes de Daniel Lazaro Gallindo Borges e Antonio Salvio Mangrich foram divulgados no dia 1º de janeiro. Ambos são docentes do Programa de Pós-Graduação em Química (PPGQ), sendo respectivamente, efetivo e voluntário. Mangrich é professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e será empossado como membro titular e Borges, afiliado.

A ABC é uma entidade independente e sem fins lucrativos. Algumas referências da ciência brasileira integram a instituição, e são estes membros titulares que indicam os novos ingressantes na Academia. Em 2007, a ABC iniciou uma nova categoria, a de membros afiliados: cientistas de até 40 anos que permanecerão na entidade por cinco anos. A intenção é promover uma troca de experiências entre cientistas jovens e experientes.

Professor da UFPR, Antonio Salvio Mangrich. Foto: Lattes

Borges, que tem boa parte de sua formação concluída na UFSC diz ter prazer em representar a Universidade numa entidade tão importante para a ciência. “Fiquei bem surpreso, eu jamais imaginava que seria indicado para algo assim. É uma satisfação grande, pois sou da casa, estou aqui desde a graduação, fiz mestrado e parte do doutorado. Acho que é um reconhecimento do trabalho que é feito aqui na UFSC”, diz. O estudante do curso de Química seguiu para o mestrado e doutorado, ambos em Química Analítica. Durante o doutorado, cumpriu período sanduíche no National Research Council Canada, em Ottawa, Canadá.

A área de Química Analítica estuda a codificação, descodificação e separação de substâncias. Borges explica sua área de estudo como uma parte bastante aplicável na sociedade. Os projetos de análises voltados para a parte ambiental são pontos fortes da PPGQ, são linhas de pesquisas voltadas a estudar como a natureza se comporta. As indústrias petroquímicas, como a Petrobras, são um exemplo deste tipo de aplicação. “Nós recebemos amostras, principalmente de indústrias petroquímicas, e o que temos feito hoje é desenvolver métodos para analisar essas amostras e saber que destinos pode-se dar a elas, quais suas características e como descontaminá-las”, explica o professor.

Borges destaca a qualidade do PPGQ, que atualmente é reconhecido com o conceito máximo (5) pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). “Nosso programa tem grandes pesquisadores e vínculos com várias instituições no exterior. Sempre que alguém recebe uma honraria como essa, o programa se sente reconhecido pelo trabalho que desenvolve”, finaliza o professor.

Sobre a ABC

A Academia Brasileira de Ciências (ABC), fundada em 1916, é uma entidade independente, não governamental e sem fins lucrativos, que atua como sociedade científica honorífica e contribui para o estudo de temas de primeira importância para a sociedade, visando dar subsídios científicos para a formulação de políticas públicas. Seu foco é o desenvolvimento científico do país, a interação entre os cientistas brasileiros e destes com pesquisadores de outras nações.

A ABC recebe contribuições de seus membros individuais e corporativos e apoio financeiro de agências governamentais. Com um quadro atual de pouco mais de 700 membros no total, a entidade é uma das mais antigas associações de cientistas no país e reconhecidamente a mais prestigiosa dessas entidades.

Luna Mariah Zunino/Estagiária de Jornalismo/Agecom/UFSC