Consulta Reitor 2018: ausência de candidatos marca debate estudantil

27/03/2018 10:46

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

O debate desta segunda-feira, 26 de março, organizado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) e pela Associação dos Pós-Graduandos (APG) contou somente com a presença de um candidato, Irineu Manoel de Souza. Por dificuldades em conciliar os compromissos com a data e horário do debate, os candidatos Edson Roberto De Pieri e Ubaldo Cesar Balthazar não puderam comparecer.

A proposta do debate em dividir o evento em três blocos, com manifestação dos candidatos às demandas dos estudantes de pós-graduação e de graduação, respectivamente, no primeiro e segundo bloco, seguida de respostas às questões da plateia foi, no entanto, mantida.

As demandas estudantis

Representante da APG leu carta de revindicações. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

No primeiro e no segundo bloco, representantes da APG e do DCE da UFSC leram uma carta de reivindicações que sintetizavam as demandas de cada segmento. As reivindicações da Associação apontavam a questões atinentes à conjuntura; permanência e acesso; democracia e gestão; combate às opressões; e educação, ciência e tecnologia. Foram apontadas pautas referentes a bolsas, acessibilidade, políticas de formação que preservem as atividades dos pós-graduandos sem desviá-los a atividades de substituição de docentes, além de auxílios para permanência, pesquisa e direitos a pós-graduandos pais e mães. A íntegra da carta pode ser lida aqui.

Permanência também foi tema presente nas reivindicações dos graduandos da UFSC, assim como o Restaurante Universitário e as poucas vagas na moradia estudantil.  As duas cartas foram também encaminhadas aos demais candidatos, na expectativa de resposta a cada um dos pontos abordados.

O candidato Irineu se manifestou quanto às reivindicações estudantis, apontando que muitas dessas demandas têm resolução prevista em seu programa de campanha. O candidato afirmou que seu programa foi construído considerando essas demandas históricas e que, por ter sido elaborado em reuniões abertas, as novas revindicações também têm sido consideradas.

As perguntas da plateia

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

O último bloco foi reservado às questões da plateia. Foram apresentadas questões referentes ao orçamento necessário à realização das propostas do candidato, o acesso dos trabalhadores terceirizados ao RU, o café da manhã no RU, o fechamento dos leitos no Hospital Universitário, serviços modelo, Programa de Educação Tutorial (PET) e saúde mental.

As respostas de Irineu apontaram ao orçamento participativo como principal proposta para a realização das propostas feitas em seu programa e que permitiriam, segundo o candidato, inclusive o café da manhã no RU e o acesso aos trabalhadores terceirizados pagando o mesmo valor que os demais membros da comunidade universitária.

Encerramento e opiniões

Ao fim do debate, a representante da APG e pós-graduanda em Engenharia Mecânica, Marina Weyl Costa, declarou-se indignada com os candidatos ausentes. Segundo Marina, uma das organizadoras do debate, “os estudantes são a maior categoria da UFSC. Os candidatos foram em outros debates, mas não querem debater nem respondem às demandas estudantis. Ressaltamos a todos que as cadeiras ficariam vazias e, inclusive, aguardamos o início na expectativa que aparecessem, e não apareceram. Então, fomos obrigados a transformar o debate em uma sabatina com o único candidato que se dispôs a aparecer “.

João Paulo Bosso, estudante de Relações Internacionais, considerou o debate “uma boa maneira para conhecer as propostas do Irineu, entender alguns pontos polêmicos sobre a sua candidatura. Foi meio decepcionante os outros candidatos não terem vindo, pois impossibilitou conhecer melhor suas propostas”.

 

Gabriel Martins/Agecom/UFSC