UFSC premia os melhores trabalhos de iniciação científica de 2017

15/12/2017 11:27

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizou a cerimônia de premiação do 27º Seminário de Iniciação Científica e do 7º Seminário de Iniciação Científica do Ensino Médio da UFSC, na Sala dos Conselhos, na manhã desta sexta-feira, 15 de dezembro.

No 27º SIC foram selecionados sete alunos de graduação, dois de cada grande área do conhecimento – Elba Marina Miotto Mujica, Jullia Jacques (Ciências da Vida), André Luiz Alcantara Ostrufka, Lucas Mellos Carlos (Ciências Exatas e da Terra), Blenda Emanuelle Da Trindade e Helena Bressan Carminati (Ciências Humanas e Sociais, Artes e Linguagens) –
e um do programa de Iniciação Tecnológica e Inovação – PIBITI, Maiara Marques Da Silva. No 7º SIC-EM foi selecionado o trabalho melhor avaliado nas apresentações, de Maria Eduarda Pereira Damas.

Como prêmio, os alunos de graduação ganharam inscrição e passagens de ida e volta para apresentarem os seus trabalhos na Jornada Nacional de Iniciação Científica (JNIC) 2018, que ocorrerá durante a 70ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), e uma bolsa de R$ 800, destinada a  auxiliar nos custos de hospedagem e alimentação durante o evento. A JNIC 2018 será realizada de 22 a 28 de julho de 2018, no campus da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), em Maceió, AL, com o tema “Ciência, Responsabilidade Social e Soberania”.  Já a premiação de Maria Eduarda foi um notebook.

O reitor da UFSC, Ubaldo César Balthazar, manifestou alegria em realizar a sessão e em premiar os pesquisadores e seus orientadores. “O trabalho numa universidade pública e federal passa por despertar no jovem o interesse pela pesquisa. A UFSC investe mais de R$ 1 milhão, anualmente, em bolsas de iniciação científica, mas é pouco. Pode parecer muito aos técnicos do Banco Mundial, mas deveríamos investir muito mais. Precisamos desmentir este discurso de que gastamos demais. Nós investimos pouco, já que produzimos muito mais pesquisa e extensão do que as universidades privadas, além do ensino”.

O Pró-Reitor de Pesquisa da UFSC, Sebastião Soares, destacou que a UFSC tem pouco mais de 800 bolsas de iniciação científica e que cerca de 480 são financiadas pelo CNPq – o restante é da própria UFSC. “A partir da iniciação científica, o aluno desperta para a academia e a ciência: tem duas vezes e meia mais probabilidade de sucesso num mestrado, e duas vezes, no doutorado, além de favorecer a inserção no mercado de trabalho”. Ele também comentou que os programas de iniciação científica são muito importantes diante das dificuldades que a UFSC tem passado. Sebastião também lembrou da mudança da apresentação dos trabalhos: de pôsteres para vídeos em até cinco minutos (alguns disponíveis no YouTube), o que amplia a necessidade do poder de síntese dos estudantes.

Formada em Farmácia no dia anterior à premiação, Elba Marina Minotto Mujica, 22 anos, foi uma das vencedoras na área do conhecimento Ciências da Vida. Com três anos de Pibic, ela disse que vai tentar um mestrado em Farmácia em 2018 e que a premiação foi uma surpresa gratificante. Elba também comentou que a participação em programas de iniciação científica dá uma boa vantagem em trabalhos de pesquisa. “É uma experiência muito boa, dá oportunidade de interação com os professores e alunos da pós que a gente não vê na graduação, que vai além da sala de aula, em laboratórios, ainda mais na área da farmacologia”.

Ganhadora do 7º SIC-EM com o trabalho “O uso do Communicator como software de comunicação alternativa e ferramenta educacional no ensino fundamental”, Maria Eduarda Pereira Damas, 18 anos, terminou agora o Ensino Médio e participa de programas de iniciação científica desde o 9º ano. A pesquisa busca investigar “como o Communicator pode ser utilizado não só como software de comunicação alternativa, mas como uma ferramenta no processo educacional do estudante com deficiência”. Maria Eduarda prestou o Vestibular da UFSC para o curso Design de produto e disse que se interessa em continuar os estudos em mestrado e doutorado. “Podem acrescentar muito para mim como foi este trabalho: uma coisa totalmente nova, de conhecer mais sobre inclusão e passar a perceber os meus colegas com deficiência com mais respeito”.

Caetano Machado/Jornalista da Agecom/UFSC

Fotos: Jair Quint/Fotógrafo da Agecom/UFSC