Professor e escritor, José Isaac Pilati recebe a Comenda Conselheiro Manoel da Silva Mafra

30/11/2017 20:52

Advogado, professor e escritor, José Isaac Pilati, vice-diretor do Centro de Ciências Jurídicas da UFSC, recebeu nesta quarta-feira, dia 29,  no auditório do Fórum do Norte da Ilha, CCJ, a Comenda Conselheiro Manoel da Silva Mafra, entregue pelo Instituto dos Advogados de Santa Catarina IASC.

Na advocacia desde 1974, Pilati tem sua teoria estampada no livro “Propriedade e função social na pós-modernidade”, lançado pela Lumen Juris, do Rio de Janeiro, que já tem três edições. Graduado em Direito pela Universidade Federal do Paraná (1973), ele é mestre (1989) e doutor (1995) em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina, onde é professor associado IV. Também atuou no serviço público estadual (Secretaria da Saúde e Departamento de Saúde Pública de Santa Catarina 1980-1990) e foi juiz do TRE/SC na classe de jurista de 2005 a 2007.

Presidiu a Academia Desterrense de Letras e a Academia de Letras de Palhoça, é membro da Academia Catarinense de Filosofia e da Academia Sul Brasileira de Letras e vice-presidente da Academia Catarinense de Letras Jurídicas (Acalej), além de fazer parte da diretoria do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina.

É autor da obra “Digesto de Justiniano – Livro segundo: jurisdição”, onde procura fazer uma relação direta da realidade com as fontes clássicas. “Nossos políticos e juristas poderiam ter recebido, mas não receberam formação jurídica adequada, dado que rompemos com os modelos participativos que a humanidade já vivenciou”, diz. “Digesto de Justiniano”, que saiu pela EdUFSC, em parceria com a Fundação José Arthur Boiteux (do Centro de Ciências Jurídicas da Universidade), é traduzido diretamente do latim.

Pilati pensa que “o nosso Direito sabe lidar com questões entre indivíduos, mas não sabe lidar com os grandes conflitos de massa, justamente aqueles através dos quais se absorvem as grandes mudanças”.

Seu livro mais recente é o romance épico “A tragédia de Mario Castelhano: Severina – Canto Um”, publicado pela Editora Unoesc, um testemunho do desmatamento e da atividade balseira do Rio Uruguai nos anos cinquenta, em Nonoai, no Rio Grande do Sul, Chapecó e Maravilha, em Santa Catarina. “É um brado perante a desertificação do mundo pela a civilização europeia”, explica Pilati.