Instituto de Soldagem e Mecatrônica da UFSC é classificado em prêmio de inovação

30/10/2017 10:16

O Instituto de Soldagem e Mecatrônica (Labsolda) da UFSC foi classificado na 7ª edição do Prêmio Stemmer Inovação Catarinense, promovida pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). Criada em 2008 pela Lei Catarinense de Inovação, a premiação leva o nome do ex-reitor da UFSC, Caspar Erich Stemmer, e visa reconhecer, com troféus, certificados e valores financeiros, ações inovadoras de instituições, empresas e pessoas consideradas ‘protagonistas da inovação’. Formado por pesquisadores do Departamento de Engenharia Mecânica, com três inovações, o Labsolda foi finalista na categoria ‘Instituição de Ciência, Tecnologia e Inovação’.

A primeira é um sistema automatizado para soldagem de revestimento de componentes de caldeiras e geometrias associadas. “O sistema teve seu desenvolvimento voltado ao enfrentamento do fenômeno de desgaste que ocorre no interior das caldeiras de usinas termelétricas. Neste contexto, a proteção dos componentes por meio da aplicação de uma liga metálica especial, via soldagem, é importante para que não ocorram perfurações ou rupturas, falhas que fatalmente impedem o funcionamento do sistema de geração de energia como um todo” explica o Engenheiro João Facco de Andrade, gerente de projetos no Labsolda.

A segunda inovação trata de técnicas avançadas para produção de vídeos em alta velocidade aplicados em análises de processos industriais e pesquisas científicas. “As técnicas envolvem a aplicação de conhecimentos avançados em ótica, eletrônica e informática para produzir, processar e analisar imagens sincronizadas com dados quantitativos em uma frequência de até 20.000 quadros por segundo. Além disso, é empregado um sistema de iluminação laser infravermelho invisível ao olho humano, mas ainda assim capaz de sensibilizar o sensor da câmera. Dessa forma, o cenário permanece iluminado apenas pelo sistema laser, independente das condições de luz ambiente. A técnica está sendo aplicada na análise técnico-científica de fenômenos extremos que ocorrem muito rapidamente, em escala reduzida e com grande variação na intensidade luminosa como no caso dos processos soldagem”, disse Marcelo Pompermaier Okuyama, produtor multimídia no Labsolda.

E a terceira inovação consiste em um sistema para soldagem automatizada, TIG Orbital de tubos de pequeno diâmetro. “É capaz de realizar o processo de união em tubos de paredes finas, com controle eletrônico computadorizado. O equipamento pode ser aplicado em diferentes segmentos da indústria, por exemplo: química, petróleo e gás, alimentos, assim como para a construção de equipamentos e estruturas variadas. Os principais benefícios para o setor são o grande aumento da produtividade e qualidade das juntas executadas automaticamente. O controle eletrônico por software permite total possibilidade de customização, além de possibilidades de registro e tratamento eletrônico dos dados de cada soldagem, tornando o sistema apto para integração com ferramentas de Indústria 4.0 aplicadas para melhoria da produtividade e qualidade”, afirma o professor Régis Henrique Gonçalves e Silva, supervisor geral e diretor de pesquisa e desenvolvimento no Labsolda.

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Texto: Divulgação/Coordenadoria de Comunicação da Fapesc