16ª Sepex: história do Sistema Defensivo da Ilha de Santa Catarina atrai o público infantil

20/10/2017 17:00

Crianças observam maquete da Ilha de Anhatomirim. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Réplicas de canhão, trajes militares, panfletos, banners, maquete e desenhos para pintar são alguns dos recursos usados para contar a história das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina para os visitantes que passam pela 16ª Semana de Pesquisa, Ensino e Extensão (Sepex) da UFSC.

Pessoas de diferentes idades visitam o estande, mas as crianças são as que mais se entretém. Já que, além de divulgar o trabalho desenvolvido pela Coordenadoria das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina, o objetivo é informar e aproximar a comunidade universitária com a história das fortificações. E é neste aspecto que os pequenos despertam a curiosidade. Eles questionam e se encantam com as informações passadas pelas estagiárias e servidores do setor responsável por gerenciar as fortificações.

A coordenadoria já atua no âmbito da educação patrimonial com a execução do projeto “Aprender sobre história também é coisa de Criança”. Esta iniciativa é voltada para estudantes da educação infantil e do primeiro, segundo e terceiro ano do ensino fundamental. O projeto objetiva aproximar os participantes dos conhecimentos relacionados à história das fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim, Santo Antônio de Ratones e São José da Ponta Grossa, e sua vinculação com a história de Florianópolis. E também sensibilizá-las para a importância de valorizar e preservar o Patrimônio Histórico Nacional.

Quem passa pelo estande também pode participar do sorteio de um exemplar do livro “As defesas da Ilha de Santa Catarina e do Rio Grande de São Pedro em 1786”.
Fortificações da Ilha de Santa Catarina 

A Fortaleza de Anhatomirim, de São José da Ponta Grossa e de Ratones, são as três fortalezas gerenciadas pela UFSC. Elas integravam o antigo sistema defensivo criado pela Coroa Portuguesa a partir de 1739 com a função de guarnecer a entrada da Barra Norte da Ilha de Santa Catarina. Em 1938 foram declaradas Patrimônio Histórico Nacional e sua preservação encontra-se sob a responsabilidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Após um período de abandono e ruínas, as fortalezas foram restauradas sob a coordenação UFSC nas décadas de 1980 e 1990, em conjunto com o Iphan e outras entidades parceiras. A Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim está sob a gestão da UFSC desde 1979 e foi aberta à visitação pública em 1984. A Fortaleza de Santo Antônio de Ratones passou à guarda da UFSC em 1991 e foi aberta ao público no ano seguinte. Por fim, a Fortaleza de São José da Ponta Grossa, aberta ao público em 1992, também vem sendo gerenciada pela Universidade Federal desde essa data.

A Fortaleza de São José da Ponta Grossa fica localizada na Praia do Forte, norte da cidade de Florianópolis, e pode ser acessada por via terrestre. Já a Fortaleza de Santa Cruz e a Fortaleza de Santo Antônio ficam localizadas, respectivamente, nas ilhas de Anhatomirim e Ratones Grande, na Baía Norte da Ilha de Santa Catarina. A UFSC não é responsável pelo traslado a essas ilhas, serviço prestado pelas empresas de transporte náutico que atuam na região.

Diana Hilleshein/ Estagiária de Jornalismo da Agecom/ UFSC