Ferramentas de cobrança inteligente, automatização de atendimento e detecta fraude vencem o Hackacton Celesc

04/09/2017 11:08

Uma ferramenta que aponta as ações de cobrança necessárias para diferentes perfis de clientes a partir do histórico da organização levou a equipe ODIN a vencer a primeira edição do Hackaton Celesc, realizado da última sexta-feira até o domingo (1o a 3 de setembro), na sede da companhia de energia catarinense, em Florianópolis.

A maratona que resultou em mais de 50 horas de desenvolvimento teve 12 ideias selecionadas e equipes formadas, totalizando 60 desenvolvedores, designers e profissionais de negócios. Eles propuseram aplicativos para solucionar problemas das áreas de atendimento ao cliente e gestão de custos apontados pela Celesc. Um time de 40 mentores de desenvolvimento, negócios, design e energia, 17 deles, técnicos da própria Celesc, orientaram as equipes durante a maratona.

O Hackaton Celesc foi realizado pela Celesc e o Governo do Estado juntamente com o Grupo de Pesquisa VIA Estação Conhecimento, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e seu Departamento de Engenharia do Conhecimento. A metodologia do hackaton foi desenvolvida no grupo VIA, sob coordenação da professora Clarissa Stefani Teixeira.

Soluções vencedoras

Para minimizar gastos da ordem de R$ 10,5 milhões/ano com parte não eficiente do processo de cobrança da companhia de energia, a equipe ODIN, primeira colocada, apontou a falta de customização na execução de estratégias de cobrança e propôs uma ferramenta para uma redução de custos projetada em R$ 3,7 milhões/ano, equivalentes a 2,8% do faturamento da Celesc em 2016. Integram a ODIN Andrews dos Santos Duarte, Gustavo Bisognin, Fabrício Giordani, Morgana Cadorin Nazário Giordani e Antônio Sérgio Fernandes Motta.

Outras duas equipes foram premiadas. A segunda colocada foi a FiveVoltz, que apresentou um Chatbot, sistema automatizado de atendimento ao cliente, para estimular o uso de plataformas digitais, estimando que a redução de custo pode chegar a 70% por atendimento presencial convertido para a web.

Já a terceira colocada, Meca Solutions, desenvolveu o WAT, uma Inteligência artificial capaz de cruzar dados georreferenciados com o perfil de consumo e identificar fraudes, aumentando a eficiência da fiscalização e reduzindo a reincidência com o uso de dados.

Além dos três colocados, também foi conferida uma menção honrosa com premiação à equipe Enubits, que desenvolveu a ENERBITS, uma plataforma de mapeamento geográfico e classificação de consumo de energia.

Premiação

As três equipes premiadas ganham a pré-incubação no Cocreation Lab, do Centro Sapiens, em Florianópolis, associação à ACATE por dois anos sem custo, pontuação diferenciada no processo seletivo da Incubadora MIDI Tecnológico, desconto no MBA de Inovação da Estácio Florianópolis e uma consultoria em tradução para Pitch no Milestone English Course. A primeira colocada ganha também uma viagem à Colômbia para conhecer projetos inovadores em Medellín.

Soluções serão incorporadas pela Celesc

O presidente da Celesc, Cleverson Siewert, declarou que a companhia deve incorporar soluções apontadas pelo Hackaton, como uma das ações de inovação em curso. “Saímos ansiosos para enxergar as soluções e softwares das 12 equipes. Além disso, o legado dos colaboradores da Celesc que se engajaram intensamente nas mentorias será estímulo a toda a corporação para melhorarmos procedimentos internos e principalmente o atendimento à sociedade”.

A professora Clarissa Stefani Teixeira, responsável pelo Grupo de Pesquisa VIA Estação Conhecimento/UFSC, destacou quatro pontos-chave de relevância para o envolvimento da universidade no Hackaton Celesc: inovação aberta em governo; uso de dados abertos cambiados entre a companhia e os participantes; mudança de cultura e modelo mental dos colaboradores da Celesc rumo a processos de criatividade e inovação na organização pública; e o envolvimento da comunidade, que trouxe soluções ao desafio lançado pela organização. “Quando a organização pública abre seus dados e infraestrutura à inovação aberta, compartilhando seus problemas reais enfrentados, vemos uma oportunidade de contribuir, partindo de uma metodologia para hackaton desenvolvida pelo VIA. Ela reúne estratégias e técnicas de Canvas, NABC e Design Thinking para um trabalho colaborativo rumo à solução dos problemas estabelecidos”.

Mais informações na página do VIA.