Sociedade Brasileira de Geologia homenageia Luiz Fernando Scheibe

06/06/2017 09:41

Scheibe: reconhecimento e dedicação. Foto: Laura Tuyama/Agecom/UFSC

Professor Emérito da UFSC, Luiz Fernando Scheibe recebeu no último dia 4 de junho, durante o X Simpósio Sul-Brasileiro de Geologia, uma homenagem da Sociedade Brasileira de Geologia – Núcleo do Paraná. Segundo os organizadores do evento, trata-se de um reconhecimento à significativa contribuição à pesquisa, ao seu conhecimento nacional e internacional e a sua atuação no desenvolvimento de recursos humanos para a Geologia e as Geociências no Brasil.

Scheibe nasceu no Rio Grande do Sul e veio para Florianópolis em 1965, para trabalhar no antigo Laboratório de Solos, da Secretaria de Agricultura de Santa Catarina. Veio para a UFSC em 1966, como assistente da cadeira de geologia, pouco depois fez concurso e tornou-se professor da instituição, construindo sua trajetória acadêmica e de pesquisador.

É um crítico da privatização do Aquífero Guarani, que ele considera uma riqueza subterrânea de 1,1 milhão de quilômetros quadrados. “A ideia de conceder tudo à iniciativa privada, esse modelo neoliberal, é estimulada por uma crise fabricada”.

O Aquífero compreende as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país e também parte de Argentina, Uruguai e Paraguai, abrigando um imenso reservatório subterrâneo de água, estratégico para o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável.

Luiz Fernando Scheibe diz que é essencial uma visão interdisciplinar na abordagem dos desafios que se colocam para as áreas das humanidades. Ressalta a importância da criação na UFSC do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas defende o questionamento das visões de mundo que privilegiam capital e lucro, salientando a necessidade de produção de conhecimentos em benefício da sociedade.

Ele ratifica preocupações clássicas de sua área, a Geografia, como o êxodo rural, a pauperização das famílias camponesas, o crescimento desordenado das cidades, as tragédias climáticas, a enganosa defesa de posições individuais para solução de problemas globais, como as mudanças climáticas. E reafirma a necessidade de assegurar o desenvolvimento humano a partir de uma perspectiva interdisciplinar, da visão de “civilizar a terra”.

 

Assista aos programas sobre o Corredor das Águas, da TV UFSC, com direção de Zeca Pires: