Agecom 25 anos: pluralidade de vozes ratificada no quarto quinquênio (2008 a 2012)

16/06/2017 12:38

A história recente da Agência de Comunicação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) se confunde com a história da própria Universidade. Comemorando 25 anos em 2017, a Agecom faz uma retrospectiva de grandes reportagens e momentos retratados pelos profissionais que passaram pela Agência. Na matéria que segue, você encontrará informações sobre o quarto quinquênio dessa história, com foco nas últimas edições veiculados do Jornal Universitário (JU).

O quarto quinquênio da história da Agecom foi marcado por notícias boas e outras nem tanto veiculadas pelo JU, com pluralidade de vozes, como qualquer publicação que se preze e que cumpra com o papel de informar ao seu público. Entre outros acontecimentos, as páginas do periódico anunciaram a interiorização da Universidade; comemoraram os 50 anos da UFSC; celebraram os avanços das pesquisas com células-tronco; noticiaram o início das obras do Centro de Engenharias da Mobilidade, no campus Joinville; e marcaram presença nas edições da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex). A equipe da Agecom deseja uma leitura agradável e uma boa viagem pelas notícias das últimas edições.

Edições de 2008

Na primeira edição de 2008, veiculada em março daquele ano, foram publicados dois textos sobre identidade e cotas na Universidade, na editoria “Opinião” do JU. Um deles, escrito pelo reitor à época, professor Lucio José Botelho. “Temos nesta Administração o orgulho de haver proposto o sistema de cotas, aprovado por unanimidade, no concernente à escola pública, pelo egrégio Conselho Universitário, e com ampla maioria na questão da cota racial interna. As vagas sociais são parte de uma política de afirmação positiva que começou na gestão do professor Rodolfo Pinto da Luz (…). Esta política passa pela interiorização da Universidade, na forma virtual, para formar professores da rede pública e aumentar a capacidade do aluno de concorrer e cursar com qualidade”.

Ao final do texto, ele fez um pedido: “Em nome dessa sociedade mais justa que defendemos, não reduzam, por favor, uma política ampla à discussão geral de raça e capacidade na Universidade. Com certeza, aqueles que por força de uma política de Estado ingressarão em uma universidade pública e de qualidade saberão aproveitá-la como fez a minha geração com a ampliação das vagas trazida pela reforma de 1968”, disse, em referência à reforma universitária implementada naquele ano.

Em abril, a publicação noticiou a inauguração da Farmácia Escola. O projeto foi criado com o objetivo de ser um espaço para distribuição de medicamentos e treinamento de estudantes da área da saúde, implementado por meio de parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis e a UFSC, com a participação do Centro de Ciências da Saúde (CCS), o Departamento de Ciências Farmacêuticas e o Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago (HU).

No rastro das novidades na área da saúde, em julho, o JU – por meio do texto produzido pela jornalista Arley Reis – noticiou os avanços das pesquisas realizadas na UFSC com células-tronco em materiais como placenta, dentes humanos, folículos da pele de roedores e cordão umbilical. O projeto Larus, que revolucionou a educação ambiental no estado e no país por meio de documentários e outras iniciativas – como o Programa Estratégico da Capacitação em Educação Ambiental, que recebeu o apelido de Viva a Floresta Viva, em parceria com a UFSC – , também ganhou as páginas no JU naquele mês. Em 2008, o JU veiculou nove edições.

As capas de 2009

O funcionamento dos campi de Joinville, Curitibanos e Araranguá a partir do segundo semestre de 2009, momento histórico da UFSC, de expansão da sua base física e pedagógica, ganhou espaço no JU. Paralelamente à interiorização, a notícia da expansão da Universidade também em Florianópolis, com o uso de 250 mil metros quadrados no Sapiens Park, estampou a primeira página da publicação em abril.

Os resultados alcançados no primeiro ano da Administração do reitor Álvaro Prata, como ampliação das vagas, ações afirmativas e melhoria na infraestrutura da Universidade por conta do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) receberam destaque na edição de maio daquele ano.

Em junho, o JU falou sobre a pós-graduação, com enfoque nos esforços da Universidade para aprimorar seus cursos de mestrados e doutorados. O Festival Internacional de Animação de Florianópolis (Fita Floripa) coloriu a capa da publicação em julho, com um balanço do evento que reuniu cerca de 20 mil pessoas. Os alunos de Artes Cênicas da UFSC participaram da organização e de alguns espetáculos.

Uma manchete não tão agradável chamou a atenção dos leitores em setembro: o atraso de mais de quatro anos nas obras para o novo espaço do Museu Universitário impossibilitava a realização de exposições.

A penúltima edição do JU de 2009 trouxe a manchete “8ª Sepex: Ciência que ensina e encanta”. Mais de 50 mil pessoas, entre estudantes, professores, técnicos-administrativos e membros da comunidade externa visitaram a feira, que contou com 200 estandes. Naquele ano, o JU levou notícias aos leitores por meio de dez edições.

UFSC celebra 50 anos em 2010

Antes de folhear a primeira edição, em março de 2010, o leitor encontrou uma notícia de encher os olhos: o HU realizou, com sucesso, a primeira cirurgia de cataratas. O Hospital voltou à primeira página duas edições depois, com uma matéria sobre sua história, seu papel de formar profissional e seu compromisso de prestar atendimento de qualidade à população. Os desafios enfrentados pelo HU também foram abordados no texto.

A criação do Instituto de Petróleo, Gás e Energia (Inpetro) no Sapiens Parque, fruto de uma parceria entre a Universidade e a Petrobras, e o lançamento da terceira edição do Guia de Fontes da UFSC, à época com 406 páginas, também ganharam destaque no JU naquele ano.

O ano da publicação foi encerrado em grande estilo, com a notícia da publicação do livro “UFSC 50 anos: Trajetórias e Desafios” e do “DVD Encontro de Reitores 2010”, em comemoração ao cinquentenário da instituição. O livro foi organizado pela ex-reitora Roselane Neckel e pela jornalista da Agecom Alita Diana Küchler. O trabalho contou com o engajamento da equipe da Agência e de 13 estagiários do curso de Jornalismo.

“Essa convivência, no esforço da aprendizagem e produção, nas trocas e partilhas, construindo um projeto, mas também laços de amizade, foi a experiência mais interessante e rica que passei  na universidade”, afirma Alita. A jornalista relata a importância da participação de professores e técnicos da Universidade que editaram e supervisionaram conteúdos sobre os centros de ensino, auxiliaram na produção da capa e do projeto gráfico, no trabalho relacionado ao acervo fotográfico, entre outras tarefas.

“Das formas tão diversas de escolhas dos projetos e do fato de os textos terem sido escritos por mais de 20 pessoas, o painel resultou variado e extremamente rico nas diferentes abordagens. Foram entrevistas, conversas e um longo ping-pong de e-mails faz, corrige, edita, vai, volta, até o aval final, com cerca de 200 pessoas. Pessoas que, muitas vezes, nem conhecemos pessoalmente”, complementa Alita, hoje aposentada pela UFSC. O JU foi veiculado oito vezes em 2010.

Internacionalização e inclusão em 2011

A recepção de 120 calouros indígenas em fevereiro de 2011 não poderia ter ocupado outro local no JU que não fosse a primeira página. Eles fizeram parte da primeira turma do primeiro curso superior de licenciatura indígena para as etnias Guarani, Kaingáng e Xonkleng do Sul e do Sudeste do Brasil: o curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica da UFSC. A edição foi veiculada em março.

“Universidade freia festa e bebida no campus” foi a manchete de maio, com a suspensão das festas na Praça da Cidadania por conta do barulho, dos danos ao patrimônio e do lixo produzido que não recebia destinação adequada.

A opção por alimentos orgânicos no cardápio do Restaurante Universitário (RU) e do Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) foi um prato cheio para a capa de agosto. Uma comissão formada por professores, estudantes e técnicos da Universidade foi criada para acompanhar os trabalhos.

A capa do JU de setembro anunciou o desejo de a UFSC conciliar internacionalização com inclusão. Um programa da Capes viabilizou a vinda de 32 haitianos para estudar na Universidade, com o intuito de minimizar os impactos de um terremoto ocorrido no ano anterior. O fenômeno impossibilitou os estudos por conta dos danos na estrutura física das instituições.

O ano da publicação, que contabilizou seis edições em 2011, encerrou com a manchete “Mulheres comandam a Reitoria a partir de maio de 2012”. A manchete repercutiu o fato e a notícia trouxe a informação: os votos dos estudantes foram decisivos na eleição da primeira reitora da UFSC, Roselane Neckel.

2012: o último ano do JU

O início das obras do Centro de Engenharia da Mobilidade no Campus Joinville foi comemorado na primeira capa do JU de 2012. A construção foi anunciada como o maior prédio da UFSC.

A história da Universidade permeia as páginas da publicação que, em abril daquele ano, informou a disponibilidade da instituição em colaborar para o projeto de duplicação da Rua Deputado Antônio Edu Vieira, hoje em plena execução.

A edição de junho destacou adequações planejadas para as pró-reitorias e secretarias com o propósito de conferir mais agilidade à gestão da Universidade. A greve nacional, deflagrada naquele mês, também foi noticiada na primeira página, juntamente com os 50 anos do Curso de Engenharia Mecânica. Considerações sobre o Programa de Ações Afirmativas da UFSC, o início do semestre sem aulas e as demandas por segurança ocuparam a primeira capa do segundo semestre. A expansão da Universidade e a Sepex foram temas que voltaram à capa naquele ano, que contou com sete edições do JU.

O JU, que fez parte da história da UFSC de 1978 a 2012 e que hoje é lembrado com carinho pelos membros da equipe da Agecom e por grande parte da comunidade universitária contemporânea à sua existência, está adormecido. Não se sabe se um dia voltará a circular, mas fica a certeza: tudo valeu e vale a pena para informar com responsabilidade e amor ao público da UFSC.

 

Bruna Bertoldi Gonçalves / Jornalista / Agecom / UFSC

Imagens: Ítalo Padilha / Agecom / UFSC

Fotos: Acervo fotográfico / Agecom