Estudante de Ciências Biológicas faz trabalho de divulgação da Coleção de Aves da UFSC

16/02/2017 10:17

Com o objetivo de divulgar os espécimes da Coleção de Aves da Universidade Federal de Santa Catarina (CAUFSC), a estudante do curso de Ciências Biológicas, Iohranna Müller, escreveu um artigo que será a memória definitiva do acervo. A coleção existe desde 1982 e é constituída, principalmente, por aves marinhas, como albatrozes e pinguins. A curadoria é feita pelo professor Alexandre Paulo Teixeira Moreira. O acervo fica localizado no Departamento de Ecologia e Zoologia, no bloco B do Centro de Ciências Biológicas (CCB), no bairro Córrego Grande, em Florianópolis. Os pesquisadores interessados podem visitar o espaço por meio de agendamento prévio.

O trabalho publicado na revista Atualidades Ornitológicas é resultado de um processo de busca, identificação e análise de cerca de 370 espécimes de aves encontradas nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Ao todo, foram catalogados 153 crânios, sete esqueletos incompletos, 19 asas avulsas, 119 peles e três ninhos. O artigo foi produzido em parceria com Bianca Vieira, ex-aluna da UFSC e pesquisadora da Universidade de Glasgow, na Escócia. Durante a análise foram considerados somente os exemplares que estavam em bom estado de conservação. Aqueles que estavam muito danificados foram separados para uma restauração posterior.

"Morphnus guianensis", ave ameaçada no estado de Santa Catarina

Morphnus guianensis, ave de Santa Catarina. Foto: Iohranna Müller

Além de divulgar o acervo, o artigo também contribuiu para a correção de identificação de alguns espécimes e forneceu informações para melhorar o estado de preservação dos exemplares mais antigos que foram atacados por fungos. As autoras destacam a importância da restauração e preservação das coleções científicas, pois auxiliam no desenvolvimento tecnológico e conservação da biodiversidade do país.

A UFSC não possui um projeto para expandir a coleção, no entanto, o acervo aceita doações de espécimes recolhidos por pesquisadores. Qualquer ave recolhida pode ser catalogada de acordo com o seu estado de preservação – se o animal estiver fresco a preservação é completa, caso contrário, pode-se preservar somente as asas, patas e crânio. Todos os exemplares são conservados em um sala com temperatura e umidade controladas, com utilização de substâncias como bórax e naftalina.

Giovanna Olivo/Estagiária de Jornalismo/Agecom/UFSC