Trabalhos da UFSC ajudam a elaboração de novas recomendações da Espen

31/10/2016 16:00

Dois estudos realizados na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foram selecionados para criar uma recomendação específica sobre o uso de ácidos graxos ômega-3. Esses estudos correspondem à pesquisa de mestrado de Juliana de Aguiar Pastore Silva e à tese de doutorado de Michel Carlos Mocellin, ambos do Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN). Os trabalhos tiveram orientação do professor Erasmo Benicio Santos de Moraes Trindade, em parceria com os professores Tânia Silvia Fröde, Everson Araújo. Nunes, Yara Maria Franco Moreno e Giovanna Medeiros Rataichesck Fiates. As pesquisas colaboraram para a elaboração de 44 recomendações.

A Espen (The European Society for Clinical Nutrition and Metabolism) publicou as novas recomendações para orientar os profissionais que auxiliam pessoas com diagnóstico de câncer ou em situações de estresse metabólico – envolvendo obesidade e diabetes. Essas medidas colaboram para a prevenção, identificação e tratamento da desnutrição do paciente e também ao controle das concentrações de glicose no sangue.

Integrantes do Programa de Pós-Graduação em Nutrição. Foto: divulgação

Os estudos realizados em pessoas com câncer e que foram suplementadas com ômega-3 começaram em 2009 e até agora já resultaram em três dissertações de mestrado finalizadas e duas teses de doutorado ainda em andamento. As pesquisas clínicas foram realizadas com portadores de câncer de cólon e reto, gástrico e neoplasias hematológicas, e tiveram resultados positivos sobre o estado nutricional, o estado inflamatório, o prognóstico e a sobrevida destes pacientes.

A elaboração do documento com as recomendações sobre obesidade e diabetes ocorreu durante um workshop realizado pela Espen nos dias 8 e 9 de novembro de 2015, na Itália. Após a realização de múltiplas rodadas de leitura e contribuição científica dos autores das palestras, foram geradas recomendações nutricionais sobre o controle glicêmico em situações de estresse metabólico.

Os estudos realizados com obesidade, diabetes e suplementação de prebiótico ou simbióticos começaram em 2012. Nestas pesquisas clínicas a suplementação mostrou resultados benéficos sobre os estados inflamatório e metabólico dos pacientes.

Mais informações:  ou ou no site http://ppgn.ufsc.br